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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

A mensagem de Fátima e a escravidão do mundo


“Na Mensagem de Fátima, a nação da Rússia é designada como o instrumento que Deus usará para castigar o mundo. Nossa Senhora de Fátima disse que se os Seus pedidos, em especial a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, não fossem atendidos, a Rússia "espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas."
O fato de Deus usar uma nação como a Rússia para castigar o mundo não nos deve surpreender ou confundir. Deus usou muitas vezes nações como instrumentos de castigo. No Velho Testamento, por exemplo, Jeremias avisou os Judeus que Deus usaria o perverso reino da Babilônia para os castigar.
Os sacerdotes daquele tempo não deram atenção às palavras do profeta, por terem na idéia a promessa de Deus de estar com Jerusalém para sempre (cf. 2 Reis [2 Sam.] 7:10; 3 Reis [1 Reis] 9:5). Mas esqueceram o que o Senhor disse a Salomão imediatamente a seguir a esta promessa: "Mas se tu e os teus filhos se revoltarem e não Me continuarem a seguir e não cumprirem os Meus mandamentos e as Minhas cerimônias, que Eu pus ante vós, e fordes adorar deuses estrangeiros, e prestar-lhes culto: Eu tirarei Israel da face da terra que lhe dei; e o Templo que santifiquei ao Meu Nome" (3 Reis [1 Reis] 9:6-7). Porque os Israelitas foram perversos, e porque recusaram ouvir as profecias de Jeremias, veio a Babilônia e saqueou Jerusalém, destruiu o Templo, e levou os Israelitas para um cativeiro que durou 40 longos anos (cf. 4 Reis [2 Reis] 25; Jer. 52; 2 Par. 36:17-20).
Jeremias, que os tentou avisar, lamentou: "Os reis da terra, e todos os habitantes do mundo, não quiseram acreditar que o adversário e o inimigo entrariam pelas portas de Jerusalém." (Lam. 4:12). Da mesma maneira, a Irmã Lúcia disse ao Padre Fuentes numa entrevista dada em 1957 que "a Rússia será o instrumento do castigo escolhido pelo Céu para punir todo o mundo, se não conseguirmos antes a conversão daquela pobre nação."
A Consagração da Rússia, que levará à sua conversão, é portanto necessária para evitar os castigos, que não excluem a servidão, sobre os quais Nossa Senhora de Fátima nos avisou.
Foi prefigurado há 3.500 anos, quando Moisés levou os Israelitas às margens do Mar Vermelho. Os Israelitas tinham o Mar Vermelho na sua frente e o exército egípcio atrás deles, com as espadas desembainhadas, pronto a matá-los. O Povo de Deus do Velho Testamento estava desarmado e aparentemente sem meio de escapar. Deus disse a Moisés que se livrariam, se Moisés estendesse o seu braço por sobre o Mar Vermelho. Porque Moisés obedeceu a Deus e estendeu o braço por sobre o mar, o mar abriu-se, e os Israelitas conseguiram atravessá-lo e salvaram-se.
Deus deu ao Papa a mesma missão nos nossos dias. O Povo de Deus do Novo Testamento encontra-se desarmado perante um inimigo disposto a destruir a Igreja. Os princípios da Maçonaria e do Comunismo estão a ser-nos impostos cada vez mais pelas Nações Unidas, assim como pela União Européia e pelo Estados Unidos. Estas forças detêm um controle quase unilateral da política em todo o mundo. O Comunismo e a Maçonaria, ambos assentes nos mesmos fundamentos satânicos, são a antítese do Catolicismo autêntico.
Os seus princípios venenosos e destruidores foram denunciados e refutados numerosas vezes pela Igreja Católica.
Além disso, como o Comunismo e a Maçonaria são ambos inimigos do Catolicismo, só há três maneiras possíveis de os Católicos os enfrentarem: podem negociar, fugir ou lutar. É impossível fugir, porque tanto o Catolicismo como a Nova Ordem Mundial Maçônico/comunista são de âmbito mundial. Também é impossível negociar com eles, porque são diretamente opostos ao Catolicismo e estão empenhados na destruição do Catolicismo integral. O que quer dizer que lutar é a única maneira de enfrentar estes inimigos da Igreja.
Deus deu-nos os meios para os combater. Se o Santo Padre estender o seu braço de autoridade – como fez Moisés há 3.500 anos – sobre a Igreja e sobre a Rússia, consagrando a Rússia ao Imaculado Coração de Maria e ordenando a todos os Bispos católicos que façam o mesmo, a Rússia converter-se-á, e Deus livrará miraculosamente o Seu Povo do que seria a sua devastação. Se o mundo conseguir evitar a escravatura comunista, será apenas porque o Papa obedeceu a Deus e estendeu o seu braço de autoridade sobre a Igreja e sobre a Rússia, ordenando e fazendo a Consagração da Rússia como Nossa Senhora de Fátima pediu.
Porque é que o Papa e os Bispos precisam de fazer a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria? Deus não podia fazê-lo sem eles? É claro que podia, mas Ele indicou que não o faria. Assim como uma pessoa não pode escrever uma idéia sem algum tipo de instrumento (lápis, caneta, computador, etc.), assim Nosso Senhor disse que não concederá as graças decorrentes da Consagração através de qualquer outro meio, de qualquer outro instrumento. Ele disse que queria que se fizesse assim "porque quero que toda a Minha Igreja reconheça a Consagração como um triunfo do Imaculado Coração, para que, mais tarde, coloquem a devoção ao Seu Imaculado Coração ao lado da devoção ao Meu Sagrado Coração."”

http://www.fatima.org

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Profanação à Virgem de Fátima


“Durante a Missa em Fátima por ocasião dos 100 anos das aparições marianas, na qual ressaltou a cor negra e não a branca própria de uma festa de canonização, Bergoglio não pronunciou uma só palavra acerca da mensagem da Santíssima Virgem entregue em 1917: nem sobre a necessidade de consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, nem sobre a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês, nem sobre a petição de reparação, conversão e penitência, nem sobre o inferno e a necessidade do Rosário nem, muito menos, sobre a apostasia que sai do vértice da Igreja.
Em vez disso, aproveitou a homilia para ressaltar que a Virgem não é uma chefe de agência dos correios para enviar mensagens todos os dias, quando no dia anterior no santuário destacou que Ela não é uma santinha à qual se acode para conseguir graças baratas.
Perguntamo-nos se podem ser “graças baratas” quaisquer das que nos consegue a Virgem Maria aos homens. E se há quem considera que qualquer “santinha” pode conseguir graças, quanto mais o pode fazer a própria Mãe de Deus quando lhas pedimos.
E regressando a Roma, escarneceu dos que contemplam Maria com “sensibilidades subjetivas, como detendo o braço justiceiro de Deus pronto para castigar”. Talvez não saiba que, quando das aparições há 100 anos, a Santíssima Virgem revelou que Ela vinha precisamente para deter a ira divina: “Para prevenir isto, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração. Se meus desejos se cumprem, a Rússia se converterá e haverá paz, se não, a Rússia difundirá seus erros ao redor do mundo, trazendo novas guerras e perseguições contra a Igreja; os justos serão martirizados e o Papa terá que sofrer muito, várias nações serão aniquiladas.”
A um repórter que lhe perguntou sobre Medjugorje, Bergoglio respondeu: “Estas supostas aparições não têm tanto valor: isto sigo como opinião pessoal. Há quem pense que a Virgem disse: ‘Venham, no dia tal, a tal hora, vou dar uma mensagem a esse vidente’”. Francisco esqueceu que a Santíssima Virgem disse aos três pastorinhos de Fátima: “Quero que venham aqui no dia 13 de cada mês, ao meio dia”.
Já ninguém sabe se tanto desprezo à Virgem de Fátima seja algo pessoal, ou um compromisso com grupos internos da Igreja que nutrem ódio contra a Mãe de Deus, ou ambos. Só nos resta claro que o cobre já está muito reluzente... para quem o queira ver.”

http://www.ultimostiempos.org

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Por que Nossa Senhora em Fátima apareceu em uma árvore?

“As aparições de Nossa Senhora trazem em si muitos elementos simbólicos, até incompreensíveis e quase nunca interpretados devidamente.
Por que Nossa Senhora em Fátima apareceu em uma árvore? Não poderia ter escolhido uma igreja, capela para se revelar? Poderia sim, mas não o quis. Por quê? Porque a árvore traz toda uma simbologia que nos remete à Bíblia e aos acontecimentos da salvação. Portanto, a mensagem da Aparição é sempre com conotação bíblica.
A mariologia das mariofanias de Fátima sempre se limitou às suas palavras e poucos estudaram seus gestos e o aspecto físico da mesma. Isto tem alguma importância? Sim, pois todas as mariofanias carregam não só uma mensagem falada, quando esta é uma visão ou locução interior, como também seu modo de aparecer, suas palavras, seus gestos etc., possuem uma mensagem. É dever da Igreja DECODIFICÁ-LAS à luz da doutrina.
Em Fátima, a Mãe de Deus escolhe para aparecer sobre uma árvore chamada Azinheira/Carrasqueira. Ora, as características desta árvore são: folhas espinhosas (Sacrifício e Penitência), tronco robusto de difícil decomposição (Assunção de Maria). Pode ser frondosa e de grandes proporções ou ser pequena. Seus frutos são ovóides.
Dois aspectos bíblicos sobre a árvore aplicados a Nossa Senhora foram aplicados pelos Santos Padres. A Sarça-ardente (cf. Ex 3,1-5) e o Cedro do Líbano (cf. Sir 24,13-14).
Tomamos da tradição oriental o melhor modo para se poder entender uma possível relação teológica com o modo como a Virgem Maria se apresenta na Serra d’Aire em 1917. É de tradição a veneração no Oriente de um famoso ícone datado do séc. XII no mosteiro de Santa Catarina, justamente ao pé do Monte Sinai. Este ícone tem como como título «Mãe de Deus como Sarça-ardente». Este ícone se inspira no texto de Ex 3,1-5. Mas, como a Igreja chegou a aplicar a Nossa Senhora o título de Sarça-ardente? Venerandos autores deixaram testemunhos, citamos de início o patriarca Severo de Antioquia (séc. VI). Ele diz: “O ventre de Maria é como uma Sarça na qual desceu o Fogo teofânico, no qual Javé se torna presente e visível a Moisés. Quando volto meu olhar à Virgem Mãe de Deus e tento esboçar uma simples reflexão sobre ela, daí me vem como que uma voz vinda de Deus e que me grita aos ouvidos: Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é terra santa!… Aproximar-se d'Ela é como aproximar-se de uma terra santa, chegar ao Céu.
Do mesmo modo, os louvores dirigidos a Maria na liturgia por João Eucaita († 1079), onde aplica a Ela símbolos que mostram a sua participação na obra da redenção como Mãe de Deus. Ele canta: “Alegra-te, Virgem e Mãe Imaculada, sublime cipreste perfumado, que se levanta reto em direção à sumidade da divina contemplação; cedro vindo do Líbano (cf. Ct 4, 8), robusto e sensível aos humanos pensamentos, oliveira florida cujos frutos derramam a graça do Espírito Santo; vinha florida que produziu para o mundo a uva madura que alegra o coração de quantos te louvam justamente como Mãe de Deus”.
Tais exemplos iluminam perfeitamente a aparição da Virgem sobre a árvore da Azinheira que vai além de um simples pousar os pés em um arbusto. Contudo, também nos lembra a árvore do bem e do mau no jardim do Éden (cf. Gn 3,22), onde nossos primeiros pais fizeram sua escolha livre. Assim também em Fátima através do convite da Virgem, os videntes são convidados a aceitarem os sofrimentos para colaborarem na redenção de muitos que se perdem. Ora, aos pés da cruz do Redentor, que é o “fruto bendito” de Maria pendente no patíbulo, temos um outro aspecto da árvore da Vida. Esta árvore é associada a Maria pela sua escolha livre de estar “de pé junto à cruz” (Jo 19,25) e continuação do seu serviço (cf. Lc 1,26).
A Azinheira escolhida como a árvore da Aparição entra neste cenário de simbologia e teologia que nos indica todo o conteúdo da mensagem de Fátima. Fazer uma escolha de vida, entre o bem e mal… a árvore da Azinheira nos remete à árvore da Cruz de Cristo pela mediação de Maria, que por sua vez é a Sarça-ardente, pura e sem mancha na sua Imaculada Conceição e na sua Virgindade perpétua. Ela, o Cedro do Líbano, frondoso nas suas graças e perfumado com o odor da santidade, tão agradável Deus.
As aparições da Virgem em Fátima nos convidam a olhar a “Árvore da Vida”, a Cruz como sinal de vitória, mas também nos fazem um convite ardoroso de sermos frutos saborosos com a nossa perseverança nos Mandamentos do Senhor.”
(Dom Rafael Maria, O.S.B, A Virgem da Árvore do Bem e do Mal)

http://www.zenit.org

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A seca sobre Roma

“É difícil deixar de ver na seca que afeta Roma – a pior em, pelo menos, sessenta anos – algo como um oportuno sinal, enquanto açoite punitivo. Ali onde esteve a cátedra de Pedro e hoje se convida a dar palestras a velhas abortistas paradoxalmente tornadas promotoras da imigração “para compensar a abrupta queda da natalidade”, ali onde se recebem como visitantes ilustres pares de sodomitas e se celebra com cinismo ímpar que “pela primeira vez o magistério do Papa é paralelo ao da ONU”, ali vem hoje a faltar o mais vital dos elementos. De similar teor ao dos numerosos acontecimentos que, ao modo de sinais, vão sazonando o pontificado de Francisco (a pomba lançada por ele e arrebatada nos ares por um corvo; o terremoto sofrido na nação daquele mandatário que o visitou no Vaticano, desatado quase no mesmo momento de apertar-lhe a mão; os sinistros imediatamente consecutivos a suas viagens, como os ocorridos em Belém e em Lourdes, etc), este da seca sobre Roma vem a pôr o selo cósmico nas primaveris ilusões da vulgata conciliar, que na ordem do espírito já havia difundido uma aridez em verdade insuperável. Se a transposição modernista do ritual dos sacramentos trouxe consigo a conhecida taxa negativa de vocações sacerdotais e a prática extinção do matrimônio diante do altar, além da apostasia coletiva e da renúncia da Igreja a testemunhar o Evangelho, pouca coisa será que na cidade das fontane se lute por um sorvo. A propósito do anúncio de catástrofes naturais supostamente contido no Terceiro Segredo de Fátima, foi suficientemente claro o então bispo daquela localidade portuguesa: a perda da fé de um continente é pior que a aniquilação de uma nação.
Já conhecemos o conteúdo do Terceiro Segredo: faz anos que se impõe a nossos olhos. O corolário das catástrofes telúricas, em irônica correspondência com seu typos espiritual, não faz mais que confirmar o conhecido. Neste tempo de alianças com os protestantes para facilitar um serviço litúrgico comum que exclua explicitamente as incômodas noções de sacrifício e presença real, neste rarefeito tempo de comistão do sacro – ou seus restos – com o profano ou profaníssimo, com abundância de sacrilégios oferecidos à la carte pela mesma Hierarquia, dificilmente se poderá assimilar a igreja sedente em Roma com aquela imagem do Templo oferecida pelo profeta Ezequiel (47, 1ss.), debaixo de cujo umbral brotavam vivíficas águas que, com pouco andar, se faziam mais e mais profundas, símbolo da graça e seu efeito nas almas. Parece que Roma quis, ao invés, voltar a ser aquela Babilônia que o Príncipe dos Apóstolos soube estar pisando em seus dias, quando a urbs imperial perseguia cruentamente aos de Cristo.
Não temos notícia de que as testemunhas do Apocalipse (11, 3 ss.) tenham já começado sua profética missão. Mas consta que a eles será concedido “fechar o céu para que não chova durante os dias de sua pregação” antes de jazer na Grande Cidade, “que simbolicamente se chama Sodoma e Egito”.”

https://in-exspectatione.blogspot.com.br

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A França salva do comunismo por Nossa Senhora

“Em L’Île-Bouchard, um pequeno subúrbio de Touraine, não longe de Chinon, desde a manhã de 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, até domingo, 14 de dezembro, quatro garotinhas disseram ter visto a Santa Virgem, que lhes apareceu na igreja paroquial. Não é nosso escopo descrever esses maravilhosos eventos, cuja autenticidade parece bastante provável, embora ainda não tenham sido sujeitos ao julgamento definitivo da Igreja.
Eis pelo menos a essência da mensagem, repetida várias vezes por Nossa Senhora:
“Peçam às criancinhas que orem pela França, ela precisa de muitas orações.”
“Orem pela França, que nestes dias está em grande perigo.”
“Não vim aqui para fazer milagres, mas para pedir-lhes que orem pela França.”
A perfeita coincidência dessas palavras com os graves eventos que as crianças certamente ignoravam é impressionante.
EM DIREÇÃO A UM GOLPE DE ESTADO SOVIÉTICO-COMUNISTA? “Todos falam do ‘golpe de Praga’ sem saber que outro golpe tinha sido planejado na França antes dele, ou em todo caso simultaneamente, e nas mesmas condições... Na primavera de 1947, tudo estava preparado.” Naquele momento os soviéticos tinham de 1.500 a 2.000 agentes pagos, sem falar das tropas do Partido Comunista Francês e da CGT. “Somente alguns poucos iniciados do antigo quadro nacional da FTPF sabiam desses eventos, assim como dois ou três membros do Politburo do Partido Comunista Francês. Ao todo, não chegavam a mais que dez ou doze personalidades comunistas. Entre eles e o aparato estrangeiro na França não havia dificuldade de relacionamento...”
Após a exoneração dos ministros comunistas em maio, continuaram as preparações para um golpe bolchevique usando a força, durante o verão e o outono. Logo chegaram as notícias de que na Polônia, em 22-23 de setembro, o Cominform, ou “Escritório de Informação Comunista”, havia sido criado. Duclos e Fajon haviam na ocasião representado o Partido Comunista Francês.
“Então começaram as greves. De Marselha, Grenoble, Saint-Etienne e Lyons elas gradualmente se estenderam a Toulouse, Saint Nazaire, Paris e então à bacia mineira do norte, e Pas-de-Calais... O país foi logo paralizado. Não havia mais transportes. Houve sabotagem também. Então grupos armados apareceram... A hora da “finalização” estava se aproximando, quando as armas realizariam a tomada do poder. Verdadeiros Partidos Comunistas insurgentes foram instalados, alguns em seus sindicatos, outros nas municipalidades adquiridas pelos comunistas, alguns em segredo... Um relatório enviado ao ministro do interior exprimiu preocupação sobre a efervescência dos círculos espanhóis “republicanos” na região de Toulouse-Pirineus, e até Aude. Ao todo, três milhões de grevistas subitamente paralizaram o país.”
Ao final de novembro, o embaixador americano em Paris obteve esta divulgação privada de sua fonte comunista:
“Moscou quer derrubar o gabinete Schuman. Em seu lugar, antes do fim do ano, quer instalar um governo completamente subserviente a si. Stalin deu uma ordem precisa a Maurice Thorez e Georges Dimitrov, os quais chamou a Sotchi, na Criméia: ‘Façam o Plano Marshall fracassar!’ A greve geral na França é organizada por um agente especial da NKVD! Os comunistas estão dando tudo de si.”
Nerin Gun continua,
“A informação alarmante está vindo de todos os lugares. Considere este despacho (D.S.850-20-102347) que cita as declarações feitas ao diplomata americano pelo General Revers, chefe do alto comando do exército francês: “O alto comando pensa que a URSS vai lançar o conflito no futuro muito próximo. As táticas do Partido Comunista Francês e do Cominform reforçam nossos receios...”
“Jules Moch, Ministro do Interior, um socialista conhecido por sua firmeza na repressão de greves e demonstrações subversivas, está mantendo o embaixador informado do que está sabendo através de suas próprias fontes de informação. Ele confirma que Thorez voltou de Moscou com uma ordem formal: ‘Faça tudo que puder para sabotar o Plano Marshall. A ajuda americana à França e à Itália deve ser neutralizada. O Partido deve mudar suas táticas e não se contentar em agir dentro da lei. Ele deve partir para a ação revolucionária. Stalin está convencido de que os Estados Unidos não intervirão militarmente.’”
UMA PROTEÇÃO MILAGROSA? Por que, finalmente, esse golpe de estado tão meticulosamente planejado não se materializou? Tanto quanto sabemos, foi por razões impossíveis de acessar. Terá sido pela previdência e firmeza – completamente inesperadas de sua parte – de socialistas como Jules Moch, que em 28 de março de 1948 anunciou haver descoberto uma conspiração comunista? Possivelmente. De acordo com Nerin Gun, as “antenas” soviéticas nos Estados Unidos aparentemente informaram o Kremlin que o Presidente Truman tinha decidido intervir. Mas teria ele realmente intervindo? Nada é menos certo. Em todo caso, Stalin certamente temeu essa eventualidade e desistiu, e o golpe de estado comunista não aconteceu. Isso foi precisamente em dezembro de 1947.
Podemos também acreditar que Deus permitiu-Se comover pelas orações que as criancinhas tinham-Lhe enviado no pedido urgente de Sua Mãe, que tinha vindo uma vez mais a Sua terra da França. Sem dúvida também Ele foi tocado pelas orações e louvor das multidões durante o Grande Retorno. Talvez tenha sido também tocado, por fim, pela saudação humilde mas fervente concedida alguns meses antes a Nossa Senhora de Fátima em Hendaye, Lourdes e até em Paris em frente à Notre Dame por muitos milhares de crentes, e alguns representantes do clero francês – apesar das proibições da República e das diretrizes da máfia progressista. Misericordiosamente, uma nova trégua fora concedida a esta terra, um novo espaço de tempo fora-lhe dado para sua conversão.”
(Ir. Michel de La Sainte Trinité, The Whole Truth About Fatima)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Pe. Paul Kramer sobre Fátima e o atual momento da Igreja

"Agora que aconteceu o que Malachi Martin previu a partir de seu conhecimento do 3º Segredo, "o colapso do centro" (i.e o colapso do centro do Cristianismo – o papado); a Maçonaria já está de posse do Vaticano sob o maçom Jorge Bergoglio, que é um herege manifesto e infiel (pois nega as verdades mais básicas sobre religião que pertencem à Lei Natural). O reinado de perfídia de Bergoglio foi previsto por São Francisco de Assis e Irmã Jeanne de la Nativité (Jeanne le Royer). Isto é apenas o começo dos horrores. A política ecumênica de Bergoglio de despojar o Catolicismo de seus ensinamentos doutrinais e morais segundo a agenda maçônica de criar um "Cristianismo sem dogmas" ecumênico (dogmenfreies Christentum) visa à destruição do Cristianismo. A isso se seguirá a Nova Religião, que será Pagã. Todas essas coisas estão descritas na profecia católica. A Igreja terá que descer às catacumbas. Haverá uma vacância da Sé Romana por 25 meses ou mais. Parecerá que a Igreja Católica desapareceu da face da terra. As palavras de Nossa Senhora a Melanie Calvat cumprir-se-ão, "Roma perderá a fé e se tornará a sede do Anticristo".
O bispo Cosme do Amaral exagerou usando a palavra "apenas", quando deveria ter usado a palavra "principalmente" quando disse que o Segredo tem a ver "apenas" com nossa fé. De fato, o Terceiro Segredo refere-se primeiramente à nossa fé: o ataque à nossa fé pelos que "governam os senhores do mundo", que tentarão impor a religião mundial única (sobre a qual São Pio X alertou em Notre charge apostolique); seqüestrando o papado e usando um papa falso para levar o mundo à apostasia da comunhão inter-religiosa (como representada nas visões de Anna Katharina Emmerich), que se fundará no Paganismo. O verdadeiro papa terá muito que sofrer, como Nossa Senhora revelou à Beata Elena Aiello e outros. O terceiro segredo fala especificamente de um "papa" que estará completamente sob o poder do diabo. Isso tem sido divulgado por múltiplas fontes. A mais notável delas foi o Pe. Malachi Martin, confidente do Cardeal Augustin Bea, que havia recebido o conteúdo do Segredo de Bea. Quando mencionei a Malachi que eu acreditava que o Segredo revelava que haveria um antipapa que seria um herege, Malachi me respondeu, "Ah, se fosse apenas isso!" Deste modo, o 3º Segredo não está exclusivamente focado na perda de fé apenas, mas fala de papas, guerra mundial, perseguição, etc (como alguns que leram o segredo divulgaram); e do governo mundial ímpio contra o qual Bento XV alertou em seu Motu Proprio Bonum Sane (25 de julho de 1920) e que será inaugurado após a derrota das potências da OTAN na Terceira Guerra Mundial.
Creio que o motivo pelo qual Ottaviani se opôs à publicação do Segredo de início foi devido às mesmas apreensões e reservas que Wojtyła & Ratzinger tiveram sobre o texto parecer minar o dogma da indefectibilidade da Igreja – daí, a relutância deles em publicar o Segredo. Contudo, quando Paulo VI começou a alterar radicalmente a liturgia da Missa, Ottaviani reviu seu posicionamento neste ponto, e contornou o juramento de sigilo com a revelação da assim chamada "versão diplomática" do 3º Segredo (que foi publicada em Neues Europa),e que divulga os principais pontos do Segredo, sem mencionar seus detalhes particulares.
Leão XIII não tinha tais apreensões doutrinais, ou preocupações sobre o seqüestro do papado minando o dogma da indefectibilidade. Ele o viu numa visão profética, e previu-o em uma oração que publicou na Raccolta (nº 407 se não me engano). O texto-chave da oração, que li nas versões originais latina e italiana, diz: "Os mais maliciosos inimigos têm enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, têm-lhe dado a beber absinto, têm posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado. Onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles têm erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho.” Deste modo dar-se-á o cumprimento da escritura: Lamentações 4:12.
Como disse o Cardeal Ratzinger em 1984, "o que foi revelado no Segredo corresponde ao que tem sempre sido revelado em muitas outras aparições marianas" (citado de memória), e as aparições marianas mais comprovadamente autênticas e aprovadas revelam a terceira guerra mundial, a perseguição sangrenta à Igreja, e a falsa religião que os governentes ímpios impingirão ao mundo.
A consagração da Rússia transformará a Rússia no instrumento de Deus contra o império do mal e seu líder, cujo trono estará provavelmente localizado em Astana, Cazaquistão. No entanto, o movimento pela república universal com sua religião universal já está corporificado no Bergoglianismo, que é o motor especificamente planejado segundo a doutrina maçônica a fim de transformar politicamente o mundo, e espiritualmente transformar a Igreja de tal modo que os adapte e modifique para se encaixarem na Nova Ordem.
Notre charge apostolique poderia ter sido escrita hoje contra o Bergoglianismo com muito pouca modificação – de fato, com uma pequena modificação, poder-se-ia editá-la de tal maneira que pareceria ser diretamente contra os bergoglianistas. Cito completas as seções mais ominosas:
"35. Nous craignons qu’il n’y ait encore pire. Le résultat de cette promiscuité au travail, le bénéficiaire de cette action sociale cosmopolite ne peut être qu’une démocratie qui ne sera ni catholique, ni protestante, ni juive; une religion (car le sillonnisme, les chefs l’ont dit, est une religion) plus universelle que l’Église catholique, réunissant tous les hommes devenus enfin frères et camarades dans “le règne de Dieu”. – “On ne travaille pas pour l’Église, on travaille pour l’humanité.” (Tememos que ainda haja pior. O resultado desta promiscuidade em trabalho, o beneficiário desta ação social cosmopolita só poderá ser uma democracia, que não será nem católica, nem protestante, nem judaica; uma religião (porque o sillonismo, os chefes o afirmaram, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica, reunindo todos os homens tornados enfim irmãos e camaradas "no reino de Deus". – "Não se trabalha pela Igreja, trabalha-se pela humanidade".)
"36. Et maintenant, pénétré de la plus vive tristesse, Nous Nous demandons, vénérables Frères, ce qu’est devenu le catholicisme du Sillon. Hélas! lui qui donnait autrefois de si belles espérances, ce fleuve limpide et impétueux a été capté dans sa marche par les ennemis modernes de l’Église et ne forme plus dorénavant qu’un misérable affluent du grand mouvement d’apostasie organisé, dans tous les pays, pour l’établissement d’une Église universelle qui n’aura ni dogmes, ni hiérarchie, ni règle pour l’esprit, ni frein pour les passions et qui, sous prétexte de liberté et de dignité humaine, ramènerait dans le monde, si elle pouvait triompher, le règne légal de la ruse et de la force, et l’oppression des faibles, de ceux qui souffrent et qui travaillent." (E agora, penetrado da mais viva tristeza, perguntamo-Nos, Veneráveis Irmãos, aonde foi parar o catolicismo do Sillon. Ah! Ele, que dava outrora tão belas esperanças, esta torrente límpida e impetuosa foi captada em sua marcha pelos inimigos modernos da Igreja, e agora já não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja universal que não terá nem dogmas, nem hierarquia, nem regra para o espírito, nem freio para as paixões, e que, sob o pretexto de liberdade e de dignidade humana, restauraria no mundo, se pudesse triunfar, o reino legal da fraude e da violência, e a opressão dos fracos, daqueles que sofrem e que trabalham.)
(Fr. Paul Kramer, em postagem no Facebook de 21/05/2016)

domingo, 10 de janeiro de 2016

A aparição de Rianjo

“Em Agosto de 1931, devido a uma doença, a Irmã Lúcia estava em casa de uma amiga em Rianjo, uma cidadezinha marítima espanhola, cerca de Pontevedra, para descansar e convalescer. Foi numa capela local que a Mensageira de Fátima recebeu mais uma vez uma comunicação do Céu. Nosso Senhor queixou-se à Irmã Lúcia do comportamento dos Seus ministros, em atrasarem a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, como fora pedido por Nossa Senhora de Fátima em 13 de Junho de 1929 em Tuy, havia dois anos e dois meses. A Irmã Lúcia comunicou ao seu Bispo esta importante revelação:
O meu confessor mandou-me que informasse Vossa Excelência Reverendíssima sobre o que aconteceu há algum tempo, entre mim e o nosso Bom Deus: Quando estava a pedir a Deus a conversão da Rússia, da Espanha e de Portugal, pareceu-me que a Sua Divina Majestade me disse:
‘Consolas-Me muito ao pedir a conversão destas pobres nações: Pede-o também a Minha Mãe, dizendo-Lhe muitas vezes: Doce Coração de Maria, sede a salvação da Rússia, da Espanha, de Portugal, da Europa e de todo o mundo.
‘Outras vezes, diz: Pela Vossa Pura e Imaculada Conceição, ó Maria, obtende para mim a conversão da Rússia, da Espanha, de Portugal, da Europa e de todo o mundo.
‘Faz saber aos Meus ministros que, como seguiram o exemplo do Rei de França em atrasarem a execução do Meu pedido, segui-lo-ão na desgraça. Nunca é tarde demais para recorrer a Jesus e Maria.’

Noutro texto, ela escreveu:
Mais tarde, através de uma comunicação íntima, Nosso Senhor queixou-se-me: ‘Não quiseram atender ao Meu pedido! ... Como o Rei de França, arrepender-se-ão, e fá-lo-ão, mas será tarde. A Rússia já terá espalhado os seus erros pelo mundo, provocando guerras e perseguições contra a Igreja. O Santo Padre terá muito que sofrer.’
Nosso Senhor estava aqui a fazer expressamente referência aos pedidos do Sagrado Coração ao Rei de França, feitos através de Santa Margarida Maria Alacoque em 17 de Junho de 1689. Em resultado da recusa do Rei Luís XIV – assim como as do seu filho Luís XV e neto Luís XVI – em consagrar publicamente a França ao Sagrado Coração de Jesus, como tinha sido pedido pelo Céu por meio de uma Santa francesa, reconhecida como tal, a Contra-Igreja Protestante e Maçônica conseguiu fazer com sucesso a grande convulsão da Revolução Francesa.
Em 17 de Junho de 1789, dia da Festa do Sagrado Coração, exatamente cem anos, dia por dia, depois de Santa Margarida Maria ter escrito o grande desígnio do Céu para o Rei, o Terceiro Estado revoltou-se e proclamou-se em Assembléia Nacional, retirando ao Rei Luís XVI o seu poder legislativo. Em 21 de Janeiro de 1793, a França, ingrata e rebelde para com o seu Deus, ousou decapitar o seu Rei Cristianíssimo como se fosse um criminoso. Em Rianjo, Jesus avisou-nos que este capítulo negro da História irá repetir-se, e desta vez os ministros da Sua Igreja – os Bispos, e talvez mesmo o próprio Papa – serão contados entre as suas infelizes vítimas.
Dá idéia que esta execução do Papa, "o Bispo vestido de branco", juntamente com outros Bispos, padres, religiosos e leigos – como se fossem criminosos vulgares – é o que está predito na visão de Fátima que foi revelada em 26 de Junho de 2000.”

http://www.fatima.org

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O Papa confirma: Cardeal Bertone, o "Oráculo de Fátima", está sob investigação por desfalque

"Já faz anos que os proponentes da neocatólica "Mensagem de Fátima", que reduz a profecia de Nossa Senhora e os alertas à Igreja a um pedido genérico por oração e penitência, têm-se fundamentado nas declarações do Cardeal Tarcisio Bertone sobre o que a Irmã Lúcia supostamente lhe disse em entrevistas particulares que não foram gravadas.
De acordo com Bertone, entre outras declarações evidentemente inacreditáveis, a Irmã Lúcia "confessou" que Nossa Senhora jamais associou o Terceiro Segredo de Fátima ao ano 1960, ainda que dois envelopes pertencentes ao Segredo tragam a anotação escrita à mão pela Irmã Lúcia do "pedido expresso de Nossa Senhora" de que o Segredo não fosse revelado até 1960. O mesmo Bertone nos garantiu que a Irmã Lúcia "confirmou" que a cerimônia de 1984 consagrando o mundo a Maria havia sido "aceita pelo céu" como a requerida Consagração da Rússia. Obviamente, a Irmã Lúcia jamais teve permissão de tratar dessas questões em público, para que não dissesse algo que o aparato vaticano não quisesse que ouvíssemos.
Então veio a "interpretação" de Bertone do Terceiro Segredo, que ele herdou de seu predecessor, o Cardeal Sodano – o mesmo Sodano que foi essencial no abafamento durante décadas do imenso escândalo envolvendo o Pe. Marcial Maciel Degollado – de que o Segredo "pertencia ao passado" e retrata em sua culminação nada mais do que uma tentativa fracassada contra a vida de João Paulo II em 1981. Um disparate, é claro.
Ora, de acordo com a linha partidária neocatólica sobre Fátima, Bertone junto com Sodano são os "oráculos de Fátima" que devemos consultar para o verdadeiro significado da Mensagem de Fátima em geral e do Terceiro Segredo em particular. Como eles teriam dito, "a Igreja falou" porque Sodano e Bertone falaram. Mesmo? Não acho.
Bertone não era mais confiável que seu predecessor na matéria, e nenhum deles tinha a menor competência em obrigar a Igreja à sua "interpretação" da mais importante de todas as aparições marianas. E agora descobrimos que o Papa Francisco, durante uma conferência de imprensa no vôo para casa vindo de Jerusalém, "confirmou boatos redemoinhando em Roma de que o ex-secretário de estado da Santa Sé, Cardeal Tarcisio Bertone, estava de fato sendo investigado por uma discrepância em torno de 20 milhões (€ 15 milhões) que de algum modo passaram do Banco Vaticano (conhecido como o Instituto para as Obras de Religião) para uma companhia de televisão particular chamada Lux Vide", que é operada por um dos amigos de Bertone (i.e, do "oráculo de Fátima").
Ao mesmo tempo, são numerosas as reportagens a respeito do suntuoso apartamento vaticano que Bertone está renovando para si mesmo às custas dos fiéis, sobre o qual dá evasivas quanto à exata metragem quadrada e irrita-se que outros poderão gozar de um tal luxo depois que ele estiver morto.
Como é irônico, mas também perfeitamente apropriado: os dois prelados vaticanos cujas versões a respeito da Mensagem de Fátima formaram o próprio fundamento da linha partidária neocatólica de que "Fátima está acabada" porque "a Igreja falou" estão metidos até o pescoço em escândalos gigantescos que evidenciam sua total falta de credibilidade. Contudo, são esses os homens em quem o porta-voz neocatólico para o revisionismo de Fátima queria que a Igreja e o mundo confiassem para o significado da visão apocalíptica nessa parte do Terceiro Segredo que nos permitiram ver.
Enquanto isso, graças à conivência desses dois burocratas vaticanos manifestamente desonestos, a explicação de Nossa Senhora para a visão permanece escondida no Vaticano. Que Deus nos ajude a todos, enquanto a crise eclesiástica pós-conciliar que Ela sem dúvida previu atinge um novo nível de intensidade."
(Christopher Ferrara, Pope Confirms: Cardinal Bertone the "Fatima Oracle" Under Investigation for Embezzlement)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Um bispo vestido de branco

“Na parte do Terceiro Segredo revelada pelo Vaticano no ano de 2000, há uma visão do Santo Padre “atravessando uma grande cidade meio em ruínas”, que é depois “morto por um grupo de soldados que nele disparavam vários tiros de armas de fogo e flechas, e do mesmo modo morriam um atrás do outro os demais Bispos, Padres, religiosos e religiosas de várias classes e posições”. Antes, nessa mesma visão, a Irmã Lúcia também afirmou ter visto alguém que ela identificou como “um Bispo vestido de branco”. Curiosamente, ela não se referiu ao Bispo de branco como sendo o Santo Padre, mas disse apenas que “tivemos a impressão de que ele era o Santo Padre”.
Ao contrário do que se noticiou no Vaticano em 2000, a visão do Papa sendo morto muito obviamente não se refere à fracassada tentativa de assassinato de João Paulo II, que não foi “morto por um grupo de soldados que nele disparavam vários tiros de armas de fogo e flechas”, mas em vez disso sobreviveu ao disparo de um único atirador. Nem a fracassada tentativa de assassinato de João Paulo II viu outros “Bispos, Padres, religiosos e religiosas de várias classes e posições” sendo mortos pelo mesmo “grupo de soldados”. É óbvio que a visão estava se referindo a outro evento.
Mas a questão que tem intrigado muitos é por que a Irmã Lúcia usou o termo “Bispo vestido de branco” na primeira parte da visão, ao invés do nome “Santo Padre”, a quem ela depois identificou como sendo assassinado. Refere-se essa visão a dois homens diferentes, um que é o Papa e outro que está apenas vestido como um papa? Profecias geralmente são obscuras até que se cumpram, mas eventos recentes podem lançar uma nova luz sobre essa estranha frase usada pela Irmã Lúcia.
Em 11 de fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI espantou o mundo ao anunciar que abdicaria de seu cargo como Papa em 28 de fevereiro de 2013. Essa notícia chocante colocou a mídia em polvorosa, não apenas com a reação dos católicos, mas também com muitas perguntas que o inesperado anúncio fez surgir. Por exemplo, um artigo da Reuters, datado de 13 de fevereiro, reportava que “autoridades da Igreja Católica, ainda atordoadas com a decisão, precisam decidir ainda qual será seu título e se ele vai continuar a usar o branco de um papa, o vermelho de um cardeal ou o preto de um sacerdote comum.”
Em 20 de fevereiro, uma dessas perguntas foi respondida pelo Pe. Georg Ratzinger, irmão do Papa Bento XVI, dizendo que o Pontífice continuará a usar branco após a abdicação. Dois dias depois, em 22 de fevereiro, o Vaticano respondeu outra pergunta quando noticiou que Bento XVI manterá seu nome papal: após a renúncia, o ex-Papa será chamado de Sua Santidade Bento XVI, Bispo Emérito de Roma.
Em 1º de março, não só Bento XVI será um ex-Papa que manteve seu nome papal, mas será também “um Bispo vestido de branco”. Será o futuro “Sua Santidade Bento XVI, Bispo Emérito de Roma”, o bispo vestido de branco a quem a Irmã Lúcia estava se referindo? Em caso afirmativo, é ele que é morto pelo grupo de soldados, como aparece na Visão? Ou estará a Visão talvez se referindo a um futuro papa – o que a Irmã Lúcia chama de “Santo Padre” - que estará reinando enquanto Bento XVI ainda estiver vivo?
É interessante notar que o Papa São Pio X teve duas visões que foram semelhantes à Visão de Fátima da Irmã Lúcia. Em 1909, durante uma audiência com membros da Ordem Franciscana, São Pio X teve uma visão de um futuro papa fugindo de Roma. Ele disse:
“O que vi é estarrecedor! Serei eu, ou será um meu sucessor? O certo é que o Papa deixará Roma e, ao sair do Vaticano, ele terá que passar sobre os cadáveres de seus sacerdotes!”
Pouco antes de morrer, o Papa São Pio X teve uma outra visão parecida, na qual ele viu um futuro papa de mesmo nome fugindo sobre os corpos de seus irmãos, antes de ser ele mesmo assassinado.
“Vi um dos meus sucessores, de mesmo nome, que estava fugindo sobre os corpos de seus irmãos. Ele terá refúgio em um esconderijo, mas, após um breve descanso, sofrerá uma morte cruel.”
À luz dessa visão, será muito interessante se o próximo papa escolher o nome de Pio XIII - “o mesmo nome” de Pio X. Só o tempo irá dizer como os eventos vão se desenrolar, mas o que parece certo é que estamos progredindo rapidamente para os eventos previstos em Fátima. Renovemos nossa coragem e zelo pela Fé, lembrando-nos sempre das palavras de Nossa Senhora de Fátima: No final, meu Imaculado Coração triunfará.”
(Robert J. Siscoe, A Bishop Dressed in White?)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O último imperador da Áustria e a Rainha da Paz (II)

As intenções da Rainha do Rosário
Carlos havia colocado seus planos de paz sob a proteção da Virgem Maria, cuja imagem decorava as bandeiras dos regimentos imperiais. Em 15 de abril de 1917, ele foi à Catedral de Santo Estêvão em Viena fazer voto de construir uma igreja dedicada à Rainha da Paz, e oferecer-se a ela como seu instrumento, se ela assim o desejasse.
Por sua vez, o Papa Bento XV, que acreditava “na força moral do que é correto”, adicionou às Litanias de Loretto, em 5 de maio de 1917, a invocação “Regina Pacis, ora pro nobis”. “Ele pediu”, escreve nosso Pai, “que houvesse orações pela paz para que Deus pudesse dá-la ao mundo apesar dos beligerantes que nem queriam rezar nem se desarmar.” (CCR n° 272, p. 4)
Como resposta, a 13 de maio Nossa Senhora apareceu às crianças de Fátima para mostrar as condições desta paz tão desejada:
“Recitem o Rosário todos os dias para obter a paz para o mundo e o fim da guerra.”
- “Pode me dizer”, perguntou Lúcia, “se esta guerra ainda vai continuar por muito tempo ou se vai acabar logo?”
- “Não posso ainda lhe dizer isso, até que lhe tenha dito também o que quero.”
“Assim, a humanidade pede primeiramente seu bem imediato e temporal. Nossa Senhora, adiando-o para mais tarde, faz lembrar à humanidade que ele não é o bem mais necessário, nem o melhor, e sim a conversão, tendo o Céu como seu objeto. O grande mal não é a guerra, mas o pecado, que leva as pobres almas ao Inferno e desencadeia guerras e revoluções.” (G. de Nantes, Carta a Meus Amigos n° 247) Em 13 de julho de 1917, a Virgem Maria revelou seus planos secretos de misericórdia, cuja realização homens ingratos e rebeldes iriam adiar indefinidamente: “A guerra vai acabar, mas se não pararem de ofender a Deus, uma outra pior começará no reinado de Pio XI...”
Já em 1917, uma falsa paz e um período pós-guerra calamitoso estavam sendo preparados, dos quais Carlos da Áustria seria uma das primeiras vítimas, enquanto das partes desarticuladas de seu Império, separadas da cabeça, brotaria a fagulha da outra guerra “pior”.
A conspiração demoníaca
Os primeiros a recusarem a mão estendida do Imperador Carlos foram os republicanos franceses. Sévillia, seguindo o historiador François Fejtö em seu “Requiem pour un Empire défunt” (Paris, 1988), detalha as fases dessa cegueira criminosa, desde a supressão das propostas austríacas pelo socialista radical Alexander Ribot e seu cúmplice italiano Sonnino em Abril-Maio de 1917, até a primavera de 1918 quando o “ignóbil Clemenceau”, como nosso Pai o chama, comunicou à imprensa a carta secreta de Carlos datada de 24 de março de 1917. Ele repudiou os compromissos assumidos e só por isso contribuiu para jogar a Áustria nos braços da Alemanha definitivamente.
Havia redes em Paris e Londres, como o “Conselho Nacional Tchecoslovaco”, criado pelos maçons Benes e Masaryk, cujo lema era “destrua a Áustria-Hungria”. Em junho de 1917, deu-se uma conferência internacional maçônica dos países aliados e neutros em Paris. Entre suas resoluções, as pretensões “tchecoslovacas” e “iugoslavas” à autonomia visavam a destruição da Monarquia Dual, o último obstáculo à revolução maçônica na Europa, bastião da detestada Contra-Reforma e do Catolicismo político.
“Foi em 1918 que o vento virou”, afirma Sévillia. O presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, concordou com tais resoluções ao publicar, em 8 de janeiro de 1918, seus “catorze pontos para o estabelecimento da paz universal”. As barreiras econômicas deveriam ser suprimidas, a Rússia bolchevique deveria ser apoiada e, em nome do direito dos povos à autodeterminação, a Áustria-Hungria deveria ser desmanchada (Artigo 10) e a Alemanha, poupada...
Ah! Eis o belo programa, elaborado pelo parceiro de Wilson no crime, o pseudo-coronel House, um dos mais influentes defensores da nova ordem mundial. O ano de 1918 não terminaria sem que o programa estivesse totalmente realizado.
Pobre Carlos, que pensou seria uma boa idéia escrever para o presidente americano e não recebeu resposta! Para qualquer lado que se voltasse, só encontrava desprezo e repulsa. Uma campanha de difamação contra o casal real no inverno de 1918 causou estragos no Império; na investigação, descobriu-se que partira do embaixador alemão em Viena e da Liga Evangélica do Norte!
Sob a égide do Ralliment
“Não basta que eu seja o único a desejar a paz”, confessou Carlos a Polzer-Hoditz, “mas devo também ter todo o povo e os ministros ao meu lado”.
O povo certamente era seu desde o começo; nunca uma monarquia angariou tão rapidamente o apoio de seus súditos. Suas maneiras simples, suas reformas sociais – ele foi o primeiro na Europa a instituir um ministério da saúde e da assistência social – e a presença a seu lado da Imperatriz Zita, que multiplicava as obras de caridade, contribuíram bastante para isso.
Os “representantes” do povo, por outro lado, só lhe causaram dificuldades, e é surpreendente que uma das primeiras medidas de Carlos tenha sido a convocação do parlamento austríaco, fechado desde 1914. “O jogo democrático na Áustria-Hungria”, pensava o soberano, “é mais necessário ainda, porque as potências ocidentais vangloriam-se de empreender uma guerra entre estados legalmente constitucionais e estados reacionários. Fazer da Áustria-Hungria um estado moderno é neutralizar a propaganda aliada.” (p. 108) Foi um passo em falso. Como se Carlos não tivesse dito a Polzer-Hoditz: “O finado Imperador Francisco José sempre repetia para mim, para que eu não esquecesse, que esta história de responsabilidade ministerial é só uma piada. Na realidade, somos nós que temos a responsabilidade.”
Havia poucos homens de talento que o ajudassem a governar, enquanto as rivalidades de partido e nacionais obstruíam suas reformas justas, em particular seu projeto federalista. Se há uma lição a se aprender desse fato, é que a vida parlamentar é incompatível com a condução da guerra. O mais desconcertante nessas páginas é ver que a benevolência natural de Carlos, por falta de uma doutrina política sólida, freqüentemente se tornava uma confiança excessiva em seus inimigos políticos. Ao mesmo tempo, ele professava uma tocante fé nas aspirações dos povos, que “eliminam os exageros por si mesmos” [sic!]. Nisso ele se mostrava mais um discípulo de Leão XIII e Bento XV do que de Pio X.
No momento crítico, os bispos austríacos furtaram-se a seu tradicional papel de apoiar o trono. Em 12 de novembro de 1918, os deputados socialistas-cristãos, que compunham a maioria da assembléia e haviam jurado fidelidade ao monarca poucos dias antes, uniram-se pela república. “Uma república sem republicanos” era a manchete do Arbeiterzeitung, o jornal social-democrata, tão evidente era que a mudança de regime não fora desejada pelo povo, mas pela classe política.
Foram marcadas eleições para o dia 16 de fevereiro de 1919. Sévillia relembra: “Mons. Seydl, em Eckartsau, onde a família real se refugiara, tinha em mãos o texto de uma carta pastoral do Arcebispo de Viena, Cardeal Piffl, a ser publicada em nome do episcopado austríaco, pedindo que os Católicos votassem. Era o reconhecimento do novo regime pela Igreja.
“Em 15 de janeiro de 1919, Carlos escreveu a Mons. Piffl que conseguisse dos padres a recomendação, a seus rebanhos, do voto em deputados não somente Cristãos, mas também fiéis ao trono. Nessa carta o monarca insiste que o ensinamento de Leão XIII, chamando à ação dentro dos limites das instituições estabelecidas, não podia ser invocado no caso austríaco, onde a república havia sido obra de uma revolução... Esforço em vão: em 23 de janeiro, a carta do episcopado foi lida em todos os púlpitos. Era um apelo para trabalhar pelo futuro da sociedade e da pátria e reconhecer a forma de estado no espírito da Epístola de São Paulo aos Romanos – ‘todo poder vem de Deus’ – e da encíclica Immortale Dei de Leão XIII.” (p. 228) Uma nauseante e mortal conjuração!
Quanto ao Papa Bento XV, em resposta à magnífica carta que Carlos lhe endereçou a 28 de fevereiro de 1919, na véspera de partir para o exílio, instou ao Imperador que achasse “na Fé e no abandono a Deus a força de consentir no sacrifício que dele se exigia”. Roma havia virado a página. No mesmo momento, contudo, o comunista Béla Kun estava infligindo fogo e banho de sangue na Hungria.
A morte de um santo
O imperador, que não havia abdicado, tentou por duas vezes, em março e outubro de 1921, restaurar seu trono na Hungria, onde fora ungido e coroado “Rei Apóstolo”, e onde o próprio regente, Horthy, tinha-lhe dado uma certa esperança. Foram duas tentativas infortunadas, que bem lembram Luís XVI em Varennes ou o Conde de Chambord em Versalhes e nos fazem lamentar, junto com nosso Pai, à leitura dessas lastimáveis páginas, que nos momentos decisivos, quando se precisava mostrar audácia e forçar o destino, a legitimidade não estava armada com a virtude da fortaleza.
Relegado com sua família à ilha da Madeira, abandonado e destituído de qualquer ajuda, Carlos da Áustria, que jamais reclamava e que perdoava seus inimigos – sinal de um verdadeiro cristão! - morreu como um santo no Sábado de Aleluia, em 1º de abril de 1922, oferecendo a própria vida em sacrifício por seu povo. Tinha então trinta e quatro anos. "Estamos sofrendo agora, mas depois virá a ressurreição", murmurou sua heróica esposa junto a seu leito de morte. A aurora de sua ressurreição começou a irromper no dia 3 de outubro de 2004, quando Carlos da Áustria assumiu seu lugar entre os Abençoados. Uma "grande bênção" se derramou então sobre seu país.”
(Irmão Thomas de Notre-Dame du Perpétuel Sécours, The Last Emperor of Austria and The Queen of Peace)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O último imperador da Áustria e a Rainha da Paz (I)

“Pedindo aos Céus graças e bênçãos para mim e minha casa, assim como para meus amados povos... juro diante do Todo-Poderoso administrar fielmente os bens que meus antecessores me legaram. Farei tudo em meu poder para banir, com o menor atraso possível, os horrores e sacrifícios que a guerra nos traz e levar a meu povo os benefícios da paz.”
É com essa oração e promessa solene que o Imperador Carlos da Áustria, o primeiro com esse nome, inaugura seu reinado em 21 de novembro de 1916, que mal irá durar dois anos, associado às agonias da Grande Guerra e brutalmente interrompido pela revolução. Jean Sévillia acaba de dedicar um trabalho fascinante a seu respeito: Le dernier empereur, Charles d’Autriche, 1887-1922 (Perrin 2009), que completa o que já escreveu sobre a admirável esposa de Carlos: Zita, Impératrice courage (Perrin, 1997).
Nós o lemos em comunidade com mais interesse ainda, pois o relato satisfaz uma expectativa que nosso Pai (N. do t – o Abbé de Nantes) criara no número especial dedicado aos heróis da Grande Guerra. Nem os políticos, nem os historiadores, nem mesmo os teólogos jamais entenderam realmente o significado de seu sacrifício: “Permanecem como os únicos confiáveis, os únicos audíveis, mas nem ouvidos nem acreditados, os santos da Igreja que tiveram revelações e visões indubitavelmente proféticas, e as acompanharam de lições religiosas e morais a fim de que o holocausto não fosse sem mérito, sem valor aos olhos de Deus, mas, pelo contrário, que pudesse obter dEle misericórdia e graça sobre graça, até a plenitude da vitória e uma santa paz Católica que ainda não vieram para nossas multidões de heróis sacrificados...” (Georges de Nantes, Memorial dos Heróis da Grande Guerra. “Tenho compaixão pela multidão”, CCR n° 272, Dezembro de 1994, p. 1)
Carlos da Áustria não foi “do nosso lado”, dos povos latinos e católicos defrontados com a barbárie germânica e luterana; não foi favorecido com nenhuma revelação, mas hoje é abençoado e sua vida se inscreve na ortodromia “que leva todas as coisas na Cristandade até o maior bem de todos os homens, sua verdadeira conversão, e – uma vez paga a dívida – sua paz na terra e a vida eterna em Cristo.” (CRC n° 302, p. 36)
“Uma bênção para a Áustria”
Nascido a 17 de agosto de 1887, Carlos demonstrou ter desde seus mais tenros anos um caráter benevolente e sensível, um coração verdadeiro como ouro e uma profunda piedade. Destinado, como todos os príncipes de sua família, à profissão militar, tornou-se oficial aos dezoito anos e distinguiu-se pelo senso de dever, austeridade e alegria. Nada, contudo, fazia supor que o sobrinho-neto do velho imperador Francisco José seria um dia seu sucessor.
Em 21 de outubro de 1911, Carlos casou-se com Zita de Bourbon-Parma, uma bela princesa de educação e tradição francesas, de fé católica íntegra e monárquica – sua avó, a Duquesa Louise de Parma, era a irmã do Conde de Chambord. Em cada fibra de seu ser Zita era austríaca: “Jamais teria pensado na Áustria como algo estrangeiro”, escreveu. “Mesmo antes de me casar, já conhecia grande parte do país como a palma da minha mão. Era simplesmente minha pátria.” No dia de seu casamento, Carlos confidenciou à esposa: “Agora, nossa tarefa é nos ajudarmos um ao outro a ir para o Céu.”
Poucos meses antes do casamento, a princesa foi recebida com sua mãe em audiência pelo Papa Pio X, que lhe disse: “Irás casar-te com o herdeiro do trono.” Surpresa e intimidada, não ousou objetar que o herdeiro ao trono dos Habsburgos era então o Arquiduque Francisco Ferdinando e não Carlos, seu futuro marido. Pio X, no entanto, continuou: “Alegro-me bastante nisso, pois uma grande bênção será derramada em seu país por sua causa. Ele será a recompensa da Áustria pela fidelidade da nação.”
O assassinato em Sarajevo no dia 28 de junho de 1914 confirmou, embora com lágrimas e sangue, a profecia do santo. No momento que Carlos tornou-se o herdeiro presumido da coroa imperial e real, começou a espiral mortal que levaria os povos a um terrível conflito.
Ao embaixador de Francisco José, que viera pedir, em nome de seu senhor, a bênção para os exércitos austríacos, São Pio X, que tivera uma espécie de visão profética da horrorosa “guerrone” - a grande guerra – na qual o mundo se precipitara como castigo por sua impiedade, respondeu:
“Diga ao Imperador que não posso abençoar nem a guerra, nem os que a desejam: eu abençôo a paz.”
Um líder humano e cristão
Declarada a guerra, devia-se cumprir com o próprio dever e ir à linha de fogo. O Arquiduque e herdeiro podia ser visto visitando às pressas todos os frontes; ele estava em todo lugar: no fronte oriental, enfrentando os exércitos russos de Brusilov, e no sudoeste, no Tirol, onde comandou durante algum tempo as tropas de elite do Edelweiss Korps, com uma óbvia preocupação em poupar o derramamento de sangue de seus homens, que nos leva a pensar irresistivelmente no General Pétain do mesmo período.
Se a Monarquia Dual estava a ponto de se desintegrar, como era repetido ad nauseam depois da guerra para justificar os tratados de 1919 que a desmembraram, isso teria acontecido em 1914. Contra todas as expectativas, contudo, a mobilização aconteceu sem dificuldades. E mais: os regimentos lutaram valorosamente. Em outubro de 1917, os exércitos da Áustria-Hungria ainda foram capazes de infligir um desastre às tropas italianas em Caporetto.
Uma tal fidelidade e um tal valor podem ser explicados por um motivo bastante simples e positivo. O exército imperial era um cadinho onde se misturavam os sentimentos profundos, compartilhados pelos povos da bacia do Danúbio, de pertencerem a uma comunidade de destino, encarnada em uma família, a casa dos Habsburgos, e cimentada pela Fé Católica – o apoio ancestral ao trono.
Carlos, que rezava o rosário todos os dias, seja sozinho no fronte ou com seus filhos quando de regresso a Viena, viu tudo. Ele descia às trincheiras e falava à vontade com seus soldados. Armas, oficiais, campos de batalha, tudo lhe era familiar, e ele fazia um relato fiel de tudo ao Imperador, deplorando, por exemplo, que os alemães estivessem cada vez mais nas posições de comando e na condução das operações.
Contudo, como se livrar de um aliado que estava animado com fúria tão belicosa?
Um soberano amante da paz
Quando o imperador Francisco José morreu em 21 de novembro de 1916, após um reinado de sessenta e oito anos, alguém se perguntaria se a Áustria imperial teria também chegado ao fim. Durante seu funeral, todos suspeitavam disso.
“O imperador, contudo, estava lá. Ele tinha agora o rosto de um homem que mal tinha trinta anos de idade, ao lado do qual andava uma mulher jovem, já mãe de quatro filhos, coberta de luto da cabeça aos pés.”
Carlos e Zita foram coroados em 30 de dezembro de 1916, em Budapeste, de acordo com tradicional pompa e ritual. “Do ponto de vista religioso”, escreve Sévillia, “os soberanos, devotos Católicos, foram tocados pela dimensão espiritual da coroação. Do ponto de vista político, o ato apenas os obrigou, estritamente falando, na Hungria. Apesar disso, educados no fervor monárquico, julgaram que a unção por eles recebida lhes conferia o significado definitivo da missão na qual foram investidos: enquanto rei e rainha, eram os responsáveis diante de Deus por seus povos e sua coroa.” (p. 70)
A bem da verdade, sua responsabilidade em tais circunstâncias era esmagadora. Carlos a cumpriu no exercício diário das virtudes de seu estado em grau heróico. Tomando ele mesmo o supremo comando do exército, teve sucesso em impor sua própria visão das coisas: nenhum combate de infantaria sem longa e intensa preparação da artilharia. Uma nova vida começou a animar todo o exército. De sua parte, as populações civis começaram a sofrer penosamente as conseqüências do bloqueio: o reabastecimento de suprimentos começou a ficar cada vez mais difícil e a escassez de alimentos, a ocorrer... A piedade que inundou o coração do imperador, junto com seu ardente sentido de dever como soberano, obrigaram-no a procurar por todo e qualquer meio pôr um fim às hostilidades que já estavam durando demais.
Tentou, em vão, opôr-se ao plano alemão de combates submarinos em excesso, que causaram a entrada dos Estados Unidos, defensores da liberdade nos mares, no conflito. “É terrível! A Alemanha subestima a América e superestima suas forças. Berlim foi tomada pela cegueira e nos empurrará a todos nós no abismo”, confidenciou Carlos a Polzer-Hoditz, chefe do gabinete civil.
Da mesma forma, considerou loucura o apoio dado pelo quartel-general do Kaiser a Lênin em 1917, permitindo-o atravessar a Suíça até a Rússia com o único propósito de deflagrar sua revolução.
Se, em seu coração e em suas conversas, ele era oposto a seus “aliados”, na prática estava privado dos meios de pressioná-los. “Esse é todo o drama do soberano”, nota Sévillia.
Foi assim até o dia que decidiu entrar em negociações secretas com a Entente, ou seja, com a França e a Inglaterra, com vistas a concluir a paz entre soldados, com honra.
Negociações de paz
Após contato com a mãe, a Duquesa de Parma, os dois irmãos da Imperatriz Zita, Sixtus e Xavier de Bourbon-Parma, que tinham-se alistado desde o início do conflito no exército belga, entraram incógnitos na Suíça e de lá foram até Viena, onde se encontraram com o Imperador. No relato dessa tentativa de diplomacia dinástica, poder-se-ia começar a sonhar: era então possível a paz na primavera de 1917?
Em 24 de março, o Imperador Carlos confiou a seu cunhado uma carta manuscrita a ser entregue às autoridades francesas, na qual podia-se ler:
“A França tem mostrado uma força magnífica de resistência e de ímpeto. Nós todos admiramos, sem reservas, a esplêndida bravura tradicional de seu exército e o espírito de sacrifício de todo o povo francês [a batalha de Verdun acabara de ser vencida!]. É-me também particularmente agradável perceber que, embora no momento sejamos adversários, nenhuma real divergência de visões ou aspirações separa meu império da França, e que tenho o direito de esperar que minhas intensas simpatias pela França, associadas às que reinam por toda a Monarquia, evitarão para sempre o retorno do estado de guerra pelo qual nenhuma responsabilidade pode ser-me imputada... ”
Carlos ofereceu à Entente termos consideráveis: reconhecimento da neutralidade belga, reestabelecimento da Sérvia com acesso ao Adriático, apoio às “justas reivindicações francesas” na Alsácia-Lorena; em troca, pediu apenas que a integridade do estado austríaco se mantivesse. Reiterou sua oferta em uma segunda carta de 9 de maio. Seu objetivo, conforme confessou ao Conde Czernin, seu ministro de assuntos estrangeiros, era, “depois da paz, estar aliado à França como um contrapeso à Alemanha.”
Ele foi na verdade o único chefe de estado de seu tempo que desejou e propôs a paz honestamente. Outro motivo também o apressava: a revolução que acabara de eclodir em São Petersburgo podia por sua vez espalhar-se pelos impérios centrais. Carlos revelou seus pensamentos a esse respeito ao núncio em Viena, que não os levou a sério. O Imperador se entristeceu com isso: “O núncio acredita que falo pela minha própria casa, mas nada é menos correto. Na verdade, trata-se de coisas que são muito mais importantes do que manter o trono; trata-se da segurança e da paz da Igreja, assim como da salvação eterna de muitas almas que estão em perigo.”
(Irmão Thomas de Notre-Dame du Perpétuel Sécours, The Last Emperor of Austria and The Queen of Peace)

terça-feira, 9 de março de 2010

O plano de paz do Céu em microcosmo


“Como para demonstrar a eficácia da Consagração que a Santíssima Virgem pedira, Deus houve por bem permitir a realização em Portugal do que se pode dizer que era um projeto esclarecedor. No aniversário da primeira aparição em Fátima, em 13 de Maio de 1931, e na presença de 300.000 fiéis que se deslocaram propositadamente a Fátima, os Bispos portugueses consagraram solenemente a sua nação ao Imaculado Coração de Maria. Estes bons Prelados colocaram Portugal sob a proteção de Nossa Senhora, para que Ela protegesse esta nação do contágio das idéias comunistas que estavam a espalhar-se por toda a Europa, e especialmente na vizinha Espanha. De fato, a profecia da Santíssima Virgem de que a Rússia espalharia os seus erros pelo Mundo já estava a cumprir-se com inexorável exatidão. E quem, em Julho de 1917, poderia ter previsto o aparecimento do comunismo mundial a partir da Rússia - meses antes da revolução bolchevista e da subida ao poder de Lênin? Só o Céu podia tê-lo previsto; só a Mãe de Deus, informada pelo Seu Divino Filho.
Em resultado desta Consagração de 1931, Portugal experimentou um tríplice milagre, de que aqui daremos apenas os pormenores essenciais.
Em primeiro lugar, houve uma magnífica Renascença Católica, uma grande renovação da vida católica, tão espantosa que todos os que a viveram atribuíram-na sem hesitar à intervenção de Deus. Durante este período, Portugal gozou de um aumento drástico de vocações sacerdotais. O número de Religiosos quase quadruplicou em 10 anos. As comunidades religiosas prosperaram também. Houve uma vasta renovação da vida cristã que se fez notar em diversas áreas, incluindo o desenvolvimento de uma imprensa católica, rádio católica, peregrinações, retiros espirituais, e um robusto movimento da Ação Católica que foi integrado nas estruturas da vida diocesana e paroquial.
Esta Renascença Católica foi de tal amplitude que, em 1942, os Bispos portugueses declararam numa Carta Pastoral Coletiva: “Se alguém tivesse fechado os olhos há vinte e cinco anos e os abrisse agora, já não reconheceria Portugal, tão vasta foi a transformação feita pelo fator modesto e invisível da aparição da Santíssima Virgem em Fátima. Nossa Senhora quer realmente salvar Portugal” [Carta Pastoral Coletiva para o Jubileu das Aparições em 1942, Merv. XX's, p. 338; cit. por Frère Michel de la Sainte Trinité, Ibid., Vol. II, p. 410].
Houve também um milagre de reforma política e social, segundo os princípios sociais católicos. A seguir à Consagração de 1931, subiu à Presidência do Conselho em Portugal um líder católico, Antônio de Oliveira Salazar, que pôs em ação um programa católico e contra-revolucionário. Esforçou-se por criar, tanto quanto possível, uma ordem social católica em que as leis da governação e as instituições sociais se harmonizassem com a lei de Cristo, do Seu Evangelho e da Sua Igreja [A influência de Salazar no Governo português tinha aumentado desde 1928. Ascendeu a Presidente do Conselho em 1933. Mais tarde, Salazar recebeu, em homenagem à sua atuação, um louvor e a bênção do Papa Pio XII, que disse: “Abençôo-o de todo o meu coração, e acalento o desejo ardentíssimo de que possa completar com sucesso o seu trabalho de restauração nacional, tanto espiritual como material” (cit. por Frère Michel de la Sainte Trinité, Ibid., Vol. II, p. 412).]. Adversário convicto do socialismo e do liberalismo, Salazar opunha-se a “tudo quanto diminui ou dissolve a família” [Ibid., p. 415 (as próprias palavras de Salazar)].
Salazar, o Presidente do Conselho, não se limitava a falar bem; legislou no sentido de proteger a família, incluindo leis que desaprovavam o divórcio. Citamos o Artigo 24 de uma delas: “De harmonia com as propriedades essenciais do matrimônio católico, subentende-se que, pelo próprio fato de se celebrar um matrimônio canônico, os cônjuges renunciam ao direito legal de requerer divórcio” [Ibid., p. 421]. O efeito desta lei foi que os casamentos católicos não diminuíram em número; antes pelo contrário. Assim, em 1960 - um ano muito crítico, como veremos - quase 91% dos casamentos realizados no país eram canônicos.
Além destas espantosas mudanças religiosas e políticas, deu-se um duplo milagre de Paz: Portugal foi poupado ao terror comunista, especialmente durante a Guerra Civil que crucificava a Espanha. Portugal foi também poupado às devastações da 2ª Guerra Mundial.
A respeito da Guerra Civil de Espanha, os Bispos portugueses fizeram voto, em 1936, de exprimirem a sua gratidão a Nossa Senhora, se esta protegesse Portugal, renovando a Consagração Nacional ao Imaculado Coração de Maria. Cumprindo o seu voto, renovaram a Consagração em 13 de Maio de 1938, em ação de graças pela proteção de Nossa Senhora. Como o Cardeal Cerejeira reconheceu publicamente: “Desde que Nossa Senhora de Fátima apareceu em 1917 (…) desceu sobre a terra de Portugal uma bênção especial de Deus. (…) Se nos recordarmos dos dois anos que passaram desde a nossa promessa, não podemos deixar de reconhecer que a mão invisível de Deus protegeu Portugal, poupando-o ao flagelo da guerra e à lepra do comunismo ateu”.
Até o Papa Pio XII exprimiu o seu espanto por Portugal ter sido poupado aos horrores da Guerra Civil Espanhola e à ameaça comunista. Numa alocução ao povo português, o Papa falou do “perigo vermelho, tão ameaçador e tão próximo de vós, e apesar disso evitado de maneira tão inesperada” [Ibid., p. 422].
Os portugueses passaram incólumes este primeiro perigo, mas logo a seguir viram-se de caras com outro: a Segunda Guerra Mundial estava a começar. Em cumprimento de mais outra profecia da Santíssima Virgem a 13 de Julho de 1917, a guerra começaria “no reinado de Pio XI”, anunciada por “uma noite alumiada por uma luz desconhecida (…)”
Em 6 de Fevereiro de 1939, sete meses antes da declaração de guerra, a Irmã Lúcia escreveu ao seu Bispo, D. José Correia da Silva, avisando-o de que a guerra estava iminente - mas acrescentando em seguida uma promessa maravilhosa. Escreveu ela que “nesta guerra horrível, Portugal seria poupado devido à consagração nacional ao Imaculado Coração de Maria feita pelos Bispos” [Ibid., p. 428] .
E Portugal foi, de fato, poupado aos horrores da guerra, cujos pormenores são demasiado numerosos para aqui serem relembrados [Cf. Frère Michel de la Sainte Trinité, Ibid., Vol. II, pp. 369-439]. E - o que ainda é mais notável - a Irmã Lúcia escreveu ao Papa Pio XII em 2 de Dezembro de 1940, para lhe dizer que Portugal estava a receber uma proteção especial durante a guerra - e que outros países a teriam igualmente recebido, se os seus Bispos os tivessem consagrado ao Imaculado Coração de Maria. Escreveu ela: “Santíssimo Padre, (...) Nosso Senhor promete, em atenção à consagração que os Exmos. Prelados portugueses fizeram da nação ao Imaculado Coração de Maria, uma proteção especial à nossa Pátria, durante esta guerra; e que esta proteção será a prova das graças que concederia às outras nações, se como ela Lhe tivessem sido consagradas” [Ibid., p. 428. Cf. Novos Documentos de Fátima (editado pelo Padre Antônio Maria Martins, S.J., Livraria A.I., Porto 1984), p. 248].
Do mesmo modo, o Cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira não teve a menor dúvida em atribuir a Nossa Senhora de Fátima as grandes graças que Ela obtivera para Portugal durante esses tempos. E declarou, em 13 de Maio de 1942: “Para exprimir o que se tem passado aqui nos últimos vinte e cinco anos, o vocabulário português só tem uma palavra: milagre. Sim, estamos convencidos de que devemos a maravilhosa transformação de Portugal à proteção da Santíssima Virgem” [Ibid., p. 405. O Cardeal Cerejeira disse estas palavras durante a celebração do jubileu das aparições de Fátima, ocorrida em 1942].
O Cardeal Cerejeira afirmava aquilo que nós afirmamos nesta obra: que as bênçãos miraculosas que Nossa Senhora obteve para Portugal como recompensa do Céu pela Consagração do País, em 1931, eram apenas uma amostra do que Ela fará por todo o Mundo, logo que a Rússia seja também devidamente Consagrada ao Seu Imaculado Coração [Acreditamos na palavra de um crente em Fátima, como o Cardeal Cerejeira, de preferência a um cético como o Cardeal Ratzinger (cf. mais adiante)]. Nas palavras do Cardeal Cerejeira:
“O que se tem passado em Portugal proclama o milagre. E prefigura o que o Imaculado Coração de Maria preparou para o Mundo” [Cardeal Cerejeira, prefácio a Jacinta (1942), Obras pastorais, Vol. II, p. 333. Cf. também a sua homilia de 13 de Maio de 1942, Merv. XX's, p. 339. Citado a partir de Frère Michel de la Sainte Trinité, Ibid., Vol. II, p. 437].
Não é difícil compreender a razão para Portugal ser chamado nesta altura a “Demonstração de Nossa Senhora”. E o triplo milagre de Portugal é só uma amostra de como ficarão a Rússia e o Mundo depois da Consagração Colegial daquele país. O exemplo miraculoso de Portugal também nos ajuda a compreender o presente. Se contrastarmos o tríplice milagre de Portugal com a situação atual da Rússia e do Mundo, torna-se evidente que a Consagração da Rússia ainda está por fazer.”
(Pe. Paul Kramer, The Devil’s Final Battle)