“Quando dentro de poucos dias, em rigorosa consonância com os festejos pelo quarto aniversário da eleição de Francisco, a basílica de São Pedro se veja em transe de suportar a celebração, em seu altar-mor, das vésperas anglicanas por celebrantes isentos de autêntica dignidade sacerdotal, se estará cumprindo um novo marco naquele outro marco que já constitui este ímpar pontificado. Concretamente, se voltará a tentar a Deus no interior mesmo do templo maior de nossa fé, como faz mais de um ano se fez em sua fachada exterior, ao projetar sobre a mesma imagens ecológico-simiescas no mesmo dia da Imaculada Conceição. Ambos fatos merecem um lugar no trio que bem poderia completar-se com a missa satânica celebrada em 1963 na capela paulina no Vaticano, segundo conhecido testemunho de Malachi Martin em seu romance Windswept house.
Trata-se de um sacrilégio, até a data, único em seu gênero. Pois se as visitas a edifícios luteranos da parte de Bento XVI e do próprio Francisco afetavam a potestade, uma tão factível como estrábica interpretação das mesmas (em tempos, como os nossos, de fé desfalecente) podia crer infligida a mancha à pessoa apenas, falível como todas, e não ao cargo; mas a concessão do altar-mor da Igreja, com a sagrada hóstia oculta no tabernáculo sendo ipso facto vilipendiada, já comporta uma profanação inequívoca.
Como já não serve para nada o Magistério, a bula Apostolicae curae de Leão XIII poderá ser entregue às chamas sem escrúpulos, toda vez que aquele papa define ali que “com o íntimo defeito de forma” do ritual de ordenações anglicano, reformado em 1552 após vários anos de ruptura com Roma, “está unida a falta de intenção que se requer igualmente de necessidade para que haja sacramento”, motivo pelo qual, de conformidade com os decretos emanados pelos pontífices precedentes acerca do assunto, “pronunciamos e declaramos que as ordenações feitas em rito anglicano têm sido e são absolutamente inválidas e totalmente nulas” (Dz. 1966). De nada vale, pois, o posterior intento anglicano de recuperar o velho formulário, mais de cem anos depois do cerceamento do primitivo: já então se havia perdido a sucessão apostólica, o que confere às vésperas anglicanas em Roma um valor intrínseco não maior que se lhes cedesse São Pedro para o five o'clock tea, não sem o óbvio efeito sacrílego.
Deste modo, o que se chamou a “evolução homogênea do dogma”, isto é, a explicitação progressiva no tempo do conteúdo implícito na Revelação, veio a ser substituído pela “contra-afirmação heterogênea da doxa”, da mera opinião humana, flutuante e reversível, como para submergir definitivamente toda clareza doutrinal na névoa da ignorância ou na treva das inteligências ofuscadas pelo orgulho. Porque – valha tê-lo sempre presente – a heresia pertence ao âmbito das opiniões, das reservas mentais para com a verdade proposta a nosso assentimento fiel. O que o “livre exame” consagra é a disposição selecionadora do conteúdo da fé, desnaturalizando-a em sua mesma raiz ao pretender arraigá-la na vontade, sendo a fé – como é – uma virtude intelectual. Tudo que provenha desta primeira defecção perpetuará, pois, o erro e o dano.
A exaltação da variedade anárquica, da pluralidade desbocada e o caos que o protestantismo exibe desde seu berço, será caráter logo estendido ao pensamento e à ação – à história moderna, digamos, dimanada daquela violenta ruptura religiosa. O trágico olvido de que só do uno procede o múltiplo impôs um fardo sobre toda a realidade humana, acabando com a instituição monárquica, com as tradições locais e ainda com a família e o matrimônio, âmbito privilegiado da unidade e princípio de sua consolidação civil. É o horror que o caos suscita na consciência humana que inspirou finalmente aos ideólogos a recorrência a uma unidade espúria através do totalitarismo, produto tipicamente moderno capaz de dar acabada conta deste desgraçado processo de atomização e reintegração falaz de cunho voluntarista. Da desintegração extrema à leviatanização: com tal fórmula poderiam sintetizar-se cinco séculos de história moderna.
Unus Dominus, una fides, unum baptisma: na Igreja modernizada ou modernista, da precisa fórmula paulina veio, pois, a escamotear-se o termo do meio, com a finalidade de propiciar uma nova unidade fundada sobre outros princípios, outras opiniões, heterodoxias. “Temos o mesmo batismo, temos que caminhar juntos”, é o galanteio sussurrado nos ouvidos dos protestantes, com crassa omissão de que não temos a mesma fé. A nova unidade, adotada pela “diversidade reconciliada”, é um magma no qual as necessárias distinções ontológicas se dissolvem, onde a virtude e o vício valem o mesmo, onde as noções de bem e mal são frivolidades, onde a ortodoxia equivale à heresia e onde – bem diferente da parábola das bodas reais (Mt 22, 1-14) – todos podem ser admitidos à ceia sem vestir o traje correspondente. Proclama-se, a rigor, um novo e demencial evangelho.
Se pelos gostos se conhece o homem, no caso de Bergoglio conheceremos pelos mesmos também seu programa. O loquaz profeta da nova misericórdia soube apregoar sua afeição pela Crucificação branca de Chagall (quadro no qual o próprio autor assinalou sua intenção de associar o sacrifício de Cristo com o infecto mito da “Shoah”, subordinando inclusive aquele a este), do mesmo modo que não lhe há faltado ocasião de reivindicar “A festa de Babette” como sua película favorita. Assim o expressa em sua controvertida Amoris laetitia:
As alegrias mais intensas da vida surgem quando se pode provocar a felicidade dos outros, em uma antecipação do Céu. Cabe recordar a feliz cena do filme A festa de Babette, onde a generosa cozinheira recebe um abraço agradecido e este elogio: “Como deliciarás os anjos!”. É doce e consoladora a alegria de fazer as delícias para os outros, vê-los usufruir delas. (§129)
Não tínhamos referências à obra e, por isso, não alcançávamos em toda sua plenitude o que Bergoglio pretendia traficar-nos com semelhante alusão. Veio em nosso auxílio um recente artigo do blog de Barônio, onde se nos noticia da infausta fisionomia da autora do livro no qual se inspira a película, Karen Blixen, uma escritora danesa convencida de que o bem e o mal são intercambiáveis: “somos nós mesmos que julgamos bom ou mau algo que por si é ambivalente, e que se torna bom ou mau segundo nosso juízo, segundo nosso discernimento pessoal. Caso a caso. E recordaremos também que Blixen – quando descobriu haver contraído sífilis de seu primeiro marido, durante sua estada na África – entregou sua própria alma ao diabo, de modo que toda a experiência vivida pudesse ser vertida em seus contos”. O animismo e a bruxaria, ao que parece, foram a obscura religião desta desnorteada nórdica cujas fantasias agradaram tantíssimo a Bergoglio.
Estritamente falando, o que Francisco pondera é a película, que do livro original faz uma interpretação um tanto abusiva. Em poucas palavras, a história trata de uma esplêndida comida oferecida por uma cozinheira francesa a um grupo de comensais noruegueses pertencentes a uma comunidade luterana, doze ao todo, que honram com este ágape a memória do fundador. O que a película não conta é que, na história original, a cozinheira é uma terrorista fugitiva de sua nação que, empregada em uma vila norueguesa pelas filhas de um pastor luterano local como governanta, oferece este banquete com o dinheiro obtido ao ganhar a loteria para demonstrar sua gratidão a seus protetores e, ao mesmo tempo, mostrar sua habilidade nas artes culinárias. Sua condição de francesa poderia sugerir sua filiação católica, se o livro não explicitasse seu passado anarquista e criminoso.
Conclui Barônio:
Babette, portanto, não é um personagem positivo, não é o anjo que deixa entrar uma réstia de luz católica na escuridão na qual se encontram os membros da seita. Ela é antes um personagem dir-se-ia quase infernal, que depois de haver-se beneficiado da generosa hospitalidade de uma pequena comunidade e de haver merecido sua confiança, seduz as mentes e os corações persuadindo-os de que as diferenças doutrinais e ideológicas – mantidas sempre em silêncio – podem ser superadas no encontro naquilo que cremos compartilhar: a mesa […].
A ceia de Babette é o âmbito da vingança hedonista por sobre os sacrifícios dolorosos do passado […] que são reabsorvidos em um presente dionisíaco, diante da memória ridicularizada do Decano, quase obrigado a assistir à traição de sua comunidade. Tampouco deve-se olvidar a reprovação da severidade formalista do defunto, a qual se atribuem as renúncias das filhas Martina e Philippa, frustradas em suas aspirações por uma visão beata e esclerosada da fé.
Aquilo que restava da união com o sacrifício de Cristo na contudo distorcida visão luterana dissolve-se toda vez que Cristo é desterrado do convivium. Dessa maneira a ceia, que até então congregava em torno da pobre mesa os fiéis da seita para comemorar seu fundador, com babette se transforma em uma celebração da comunidade tornada um fim em si mesma.
A tal ponto torna-se supérflua a figura do sacerdote, que Babette pode permanecer na cozinha. Ela é o deus ex machina que prepara tudo, assim como Bergoglio prepara uma nova religião, deixando que os acontecimentos falem em primeira pessoa.
Assim, a puro golpe de acontecimentos, com a inexorabilidade dos fatos consumados, se vai acelerando aquilo que a Escritura designa como a “abominação da desolação” e a “supressão do sacrifício cotidiano”, conforme a estratégia revolucionária de pegar primeiro e, se é possível, mais uma e ainda outra vez antes que se produza a tardia reação: tal é a confiança (audácia) que os maus têm na confiança (inércia) dos bons. Primeiro a ruptura litúrgica, com sua sequela indetível e crescente de abusos que ao cabo de algumas décadas tornam irreconhecível o mesmo ritual romano reformado; depois, a dispensa para comungar em pecado mortal segundo a teoria do discernimento, outrora condenada como “moral de situação”. Imediatamente depois, a abertura de lacunas pelas quais enfiar a discussão do diaconato feminino e o celibato sacerdotal, após uma práxis já folgadamente imposta de “ministros extraordinários” do culto. Que falta para que às liturgias inter-religiosas e à ceia anglicana suceda uma iminente modificação na fórmula da consagração, para evitar que a importuna Vítima sacrificial se faça presente sequer entre os degradados paramentos do Novus Ordo?
Ubi corpus, ibi aquilae. Umas, as águias congregadas para alimentar-se, que “seguem o Cordeiro onde quer que este vá” (Ap 14, 4); outras, que descem a pique para proscrever Deus de nossos altares. O sacrossanto Corpo de Cristo está no centro da guerra escatológica.”
https://in-exspectatione.blogspot.com.br
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quarta-feira, 5 de abril de 2017
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
A hierarquia é celestial, a igualdade é infernal
"Porque, na verdade, Aquele que criou e governa todas as coisas dispôs, com a Sua providência e sabedoria, que as coisas inferiores alcançassem o seu fim pelas médias e estas pelas superiores. Pois assim como no Reino dos Céus Ele quis que os coros angélicos fossem diferentes e uns subordinados aos outros, assim como na Igreja Ele instituiu vários graus de ordens e diversos ofícios para que "nem todos fossem apóstolos, nem todos doutores, nem todos pastores" (Rom. XIII, 1-7), assim também Ele dispôs que na sociedade civil houvesse várias ordens distintas em dignidade, direitos e poderes, ou seja, que o Estado, como a Igreja, fosse um só corpo com muitos membros, uns mais nobres do que outros, mas todos necessários e solícitos ao bem-comum."
(Papa Leão XIII, Quod Apostolici Muneris)
http://accao-integral.blogspot.pt
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quinta-feira, 26 de maio de 2016
Pe. Paul Kramer sobre Fátima e o atual momento da Igreja
"Agora que aconteceu o que Malachi Martin previu a partir de seu conhecimento do 3º Segredo, "o colapso do centro" (i.e o colapso do centro do Cristianismo – o papado); a Maçonaria já está de posse do Vaticano sob o maçom Jorge Bergoglio, que é um herege manifesto e infiel (pois nega as verdades mais básicas sobre religião que pertencem à Lei Natural). O reinado de perfídia de Bergoglio foi previsto por São Francisco de Assis e Irmã Jeanne de la Nativité (Jeanne le Royer). Isto é apenas o começo dos horrores. A política ecumênica de Bergoglio de despojar o Catolicismo de seus ensinamentos doutrinais e morais segundo a agenda maçônica de criar um "Cristianismo sem dogmas" ecumênico (dogmenfreies Christentum) visa à destruição do Cristianismo. A isso se seguirá a Nova Religião, que será Pagã. Todas essas coisas estão descritas na profecia católica. A Igreja terá que descer às catacumbas. Haverá uma vacância da Sé Romana por 25 meses ou mais. Parecerá que a Igreja Católica desapareceu da face da terra. As palavras de Nossa Senhora a Melanie Calvat cumprir-se-ão, "Roma perderá a fé e se tornará a sede do Anticristo".
O bispo Cosme do Amaral exagerou usando a palavra "apenas", quando deveria ter usado a palavra "principalmente" quando disse que o Segredo tem a ver "apenas" com nossa fé. De fato, o Terceiro Segredo refere-se primeiramente à nossa fé: o ataque à nossa fé pelos que "governam os senhores do mundo", que tentarão impor a religião mundial única (sobre a qual São Pio X alertou em Notre charge apostolique); seqüestrando o papado e usando um papa falso para levar o mundo à apostasia da comunhão inter-religiosa (como representada nas visões de Anna Katharina Emmerich), que se fundará no Paganismo. O verdadeiro papa terá muito que sofrer, como Nossa Senhora revelou à Beata Elena Aiello e outros. O terceiro segredo fala especificamente de um "papa" que estará completamente sob o poder do diabo. Isso tem sido divulgado por múltiplas fontes. A mais notável delas foi o Pe. Malachi Martin, confidente do Cardeal Augustin Bea, que havia recebido o conteúdo do Segredo de Bea. Quando mencionei a Malachi que eu acreditava que o Segredo revelava que haveria um antipapa que seria um herege, Malachi me respondeu, "Ah, se fosse apenas isso!" Deste modo, o 3º Segredo não está exclusivamente focado na perda de fé apenas, mas fala de papas, guerra mundial, perseguição, etc (como alguns que leram o segredo divulgaram); e do governo mundial ímpio contra o qual Bento XV alertou em seu Motu Proprio Bonum Sane (25 de julho de 1920) e que será inaugurado após a derrota das potências da OTAN na Terceira Guerra Mundial.
Creio que o motivo pelo qual Ottaviani se opôs à publicação do Segredo de início foi devido às mesmas apreensões e reservas que Wojtyła & Ratzinger tiveram sobre o texto parecer minar o dogma da indefectibilidade da Igreja – daí, a relutância deles em publicar o Segredo. Contudo, quando Paulo VI começou a alterar radicalmente a liturgia da Missa, Ottaviani reviu seu posicionamento neste ponto, e contornou o juramento de sigilo com a revelação da assim chamada "versão diplomática" do 3º Segredo (que foi publicada em Neues Europa),e que divulga os principais pontos do Segredo, sem mencionar seus detalhes particulares.
Leão XIII não tinha tais apreensões doutrinais, ou preocupações sobre o seqüestro do papado minando o dogma da indefectibilidade. Ele o viu numa visão profética, e previu-o em uma oração que publicou na Raccolta (nº 407 se não me engano). O texto-chave da oração, que li nas versões originais latina e italiana, diz: "Os mais maliciosos inimigos têm enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, têm-lhe dado a beber absinto, têm posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado. Onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles têm erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho.” Deste modo dar-se-á o cumprimento da escritura: Lamentações 4:12.
Como disse o Cardeal Ratzinger em 1984, "o que foi revelado no Segredo corresponde ao que tem sempre sido revelado em muitas outras aparições marianas" (citado de memória), e as aparições marianas mais comprovadamente autênticas e aprovadas revelam a terceira guerra mundial, a perseguição sangrenta à Igreja, e a falsa religião que os governentes ímpios impingirão ao mundo.
A consagração da Rússia transformará a Rússia no instrumento de Deus contra o império do mal e seu líder, cujo trono estará provavelmente localizado em Astana, Cazaquistão. No entanto, o movimento pela república universal com sua religião universal já está corporificado no Bergoglianismo, que é o motor especificamente planejado segundo a doutrina maçônica a fim de transformar politicamente o mundo, e espiritualmente transformar a Igreja de tal modo que os adapte e modifique para se encaixarem na Nova Ordem.
Notre charge apostolique poderia ter sido escrita hoje contra o Bergoglianismo com muito pouca modificação – de fato, com uma pequena modificação, poder-se-ia editá-la de tal maneira que pareceria ser diretamente contra os bergoglianistas. Cito completas as seções mais ominosas:
"35. Nous craignons qu’il n’y ait encore pire. Le résultat de cette promiscuité au travail, le bénéficiaire de cette action sociale cosmopolite ne peut être qu’une démocratie qui ne sera ni catholique, ni protestante, ni juive; une religion (car le sillonnisme, les chefs l’ont dit, est une religion) plus universelle que l’Église catholique, réunissant tous les hommes devenus enfin frères et camarades dans “le règne de Dieu”. – “On ne travaille pas pour l’Église, on travaille pour l’humanité.” (Tememos que ainda haja pior. O resultado desta promiscuidade em trabalho, o beneficiário desta ação social cosmopolita só poderá ser uma democracia, que não será nem católica, nem protestante, nem judaica; uma religião (porque o sillonismo, os chefes o afirmaram, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica, reunindo todos os homens tornados enfim irmãos e camaradas "no reino de Deus". – "Não se trabalha pela Igreja, trabalha-se pela humanidade".)
"36. Et maintenant, pénétré de la plus vive tristesse, Nous Nous demandons, vénérables Frères, ce qu’est devenu le catholicisme du Sillon. Hélas! lui qui donnait autrefois de si belles espérances, ce fleuve limpide et impétueux a été capté dans sa marche par les ennemis modernes de l’Église et ne forme plus dorénavant qu’un misérable affluent du grand mouvement d’apostasie organisé, dans tous les pays, pour l’établissement d’une Église universelle qui n’aura ni dogmes, ni hiérarchie, ni règle pour l’esprit, ni frein pour les passions et qui, sous prétexte de liberté et de dignité humaine, ramènerait dans le monde, si elle pouvait triompher, le règne légal de la ruse et de la force, et l’oppression des faibles, de ceux qui souffrent et qui travaillent." (E agora, penetrado da mais viva tristeza, perguntamo-Nos, Veneráveis Irmãos, aonde foi parar o catolicismo do Sillon. Ah! Ele, que dava outrora tão belas esperanças, esta torrente límpida e impetuosa foi captada em sua marcha pelos inimigos modernos da Igreja, e agora já não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja universal que não terá nem dogmas, nem hierarquia, nem regra para o espírito, nem freio para as paixões, e que, sob o pretexto de liberdade e de dignidade humana, restauraria no mundo, se pudesse triunfar, o reino legal da fraude e da violência, e a opressão dos fracos, daqueles que sofrem e que trabalham.)
(Fr. Paul Kramer, em postagem no Facebook de 21/05/2016)
O bispo Cosme do Amaral exagerou usando a palavra "apenas", quando deveria ter usado a palavra "principalmente" quando disse que o Segredo tem a ver "apenas" com nossa fé. De fato, o Terceiro Segredo refere-se primeiramente à nossa fé: o ataque à nossa fé pelos que "governam os senhores do mundo", que tentarão impor a religião mundial única (sobre a qual São Pio X alertou em Notre charge apostolique); seqüestrando o papado e usando um papa falso para levar o mundo à apostasia da comunhão inter-religiosa (como representada nas visões de Anna Katharina Emmerich), que se fundará no Paganismo. O verdadeiro papa terá muito que sofrer, como Nossa Senhora revelou à Beata Elena Aiello e outros. O terceiro segredo fala especificamente de um "papa" que estará completamente sob o poder do diabo. Isso tem sido divulgado por múltiplas fontes. A mais notável delas foi o Pe. Malachi Martin, confidente do Cardeal Augustin Bea, que havia recebido o conteúdo do Segredo de Bea. Quando mencionei a Malachi que eu acreditava que o Segredo revelava que haveria um antipapa que seria um herege, Malachi me respondeu, "Ah, se fosse apenas isso!" Deste modo, o 3º Segredo não está exclusivamente focado na perda de fé apenas, mas fala de papas, guerra mundial, perseguição, etc (como alguns que leram o segredo divulgaram); e do governo mundial ímpio contra o qual Bento XV alertou em seu Motu Proprio Bonum Sane (25 de julho de 1920) e que será inaugurado após a derrota das potências da OTAN na Terceira Guerra Mundial.
Creio que o motivo pelo qual Ottaviani se opôs à publicação do Segredo de início foi devido às mesmas apreensões e reservas que Wojtyła & Ratzinger tiveram sobre o texto parecer minar o dogma da indefectibilidade da Igreja – daí, a relutância deles em publicar o Segredo. Contudo, quando Paulo VI começou a alterar radicalmente a liturgia da Missa, Ottaviani reviu seu posicionamento neste ponto, e contornou o juramento de sigilo com a revelação da assim chamada "versão diplomática" do 3º Segredo (que foi publicada em Neues Europa),e que divulga os principais pontos do Segredo, sem mencionar seus detalhes particulares.
Leão XIII não tinha tais apreensões doutrinais, ou preocupações sobre o seqüestro do papado minando o dogma da indefectibilidade. Ele o viu numa visão profética, e previu-o em uma oração que publicou na Raccolta (nº 407 se não me engano). O texto-chave da oração, que li nas versões originais latina e italiana, diz: "Os mais maliciosos inimigos têm enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, têm-lhe dado a beber absinto, têm posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado. Onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles têm erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho.” Deste modo dar-se-á o cumprimento da escritura: Lamentações 4:12.
Como disse o Cardeal Ratzinger em 1984, "o que foi revelado no Segredo corresponde ao que tem sempre sido revelado em muitas outras aparições marianas" (citado de memória), e as aparições marianas mais comprovadamente autênticas e aprovadas revelam a terceira guerra mundial, a perseguição sangrenta à Igreja, e a falsa religião que os governentes ímpios impingirão ao mundo.
A consagração da Rússia transformará a Rússia no instrumento de Deus contra o império do mal e seu líder, cujo trono estará provavelmente localizado em Astana, Cazaquistão. No entanto, o movimento pela república universal com sua religião universal já está corporificado no Bergoglianismo, que é o motor especificamente planejado segundo a doutrina maçônica a fim de transformar politicamente o mundo, e espiritualmente transformar a Igreja de tal modo que os adapte e modifique para se encaixarem na Nova Ordem.
Notre charge apostolique poderia ter sido escrita hoje contra o Bergoglianismo com muito pouca modificação – de fato, com uma pequena modificação, poder-se-ia editá-la de tal maneira que pareceria ser diretamente contra os bergoglianistas. Cito completas as seções mais ominosas:
"35. Nous craignons qu’il n’y ait encore pire. Le résultat de cette promiscuité au travail, le bénéficiaire de cette action sociale cosmopolite ne peut être qu’une démocratie qui ne sera ni catholique, ni protestante, ni juive; une religion (car le sillonnisme, les chefs l’ont dit, est une religion) plus universelle que l’Église catholique, réunissant tous les hommes devenus enfin frères et camarades dans “le règne de Dieu”. – “On ne travaille pas pour l’Église, on travaille pour l’humanité.” (Tememos que ainda haja pior. O resultado desta promiscuidade em trabalho, o beneficiário desta ação social cosmopolita só poderá ser uma democracia, que não será nem católica, nem protestante, nem judaica; uma religião (porque o sillonismo, os chefes o afirmaram, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica, reunindo todos os homens tornados enfim irmãos e camaradas "no reino de Deus". – "Não se trabalha pela Igreja, trabalha-se pela humanidade".)
"36. Et maintenant, pénétré de la plus vive tristesse, Nous Nous demandons, vénérables Frères, ce qu’est devenu le catholicisme du Sillon. Hélas! lui qui donnait autrefois de si belles espérances, ce fleuve limpide et impétueux a été capté dans sa marche par les ennemis modernes de l’Église et ne forme plus dorénavant qu’un misérable affluent du grand mouvement d’apostasie organisé, dans tous les pays, pour l’établissement d’une Église universelle qui n’aura ni dogmes, ni hiérarchie, ni règle pour l’esprit, ni frein pour les passions et qui, sous prétexte de liberté et de dignité humaine, ramènerait dans le monde, si elle pouvait triompher, le règne légal de la ruse et de la force, et l’oppression des faibles, de ceux qui souffrent et qui travaillent." (E agora, penetrado da mais viva tristeza, perguntamo-Nos, Veneráveis Irmãos, aonde foi parar o catolicismo do Sillon. Ah! Ele, que dava outrora tão belas esperanças, esta torrente límpida e impetuosa foi captada em sua marcha pelos inimigos modernos da Igreja, e agora já não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja universal que não terá nem dogmas, nem hierarquia, nem regra para o espírito, nem freio para as paixões, e que, sob o pretexto de liberdade e de dignidade humana, restauraria no mundo, se pudesse triunfar, o reino legal da fraude e da violência, e a opressão dos fracos, daqueles que sofrem e que trabalham.)
(Fr. Paul Kramer, em postagem no Facebook de 21/05/2016)
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