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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Jacques Plocard d’Assac: História da loja maçônica B'nai B'rith


"New York, 1º de outubro de 1843. No Café Sinsberner, onze judeus imigrados da Alemanha fazem uma misteriosa reunião. Trata-se de criar uma obediência maçônica reservada exclusivamente aos judeus.
A concepção não deixa de ser curiosa. Com efeito, a franco-maçonaria se proclama por cima de todas as religiões e de todas as raças; portanto não parece impossível que os judeus possam iniciar-se em alguma das lojas maçônicas existentes. Parece, contudo, que neste ambiente do século XIX não estava ausente certo racismo na sociedade protestante norte-americana. Um pouco por todos os lados se encontram inscrições discriminatórias indicando: "só se admitem cristãos" ou "a clientela judia é indesejável". A questão é que os onze judeus do Café Sinsberner desejavam uma obediência maçônica reservada aos judeus unicamente. Sem dúvida haviam medido o interesse que poderia haver em contar com uma sociedade secreta a sua disposição exclusiva. Ademais, devem buscar um nome. De início o grupo era chamado Bruder Hundes – ou União Fraternal – mas logo vão encontrar um melhor: será o de B'nai B'rith.
É interessante saber como se chega a ele. B'nai vem da raiz hebraica Ben que significa "filho" mas que pode significar também "príncipe, habitante, comunidade, discípulo". Quanto a B'rith, que originalmente tinha o sentido de parte de animal nos sacrifícios rituais, derivou depois no de "tratado, aliança, promessa". A expressão completa significa portanto: os Filhos da Aliança, os Príncipes da Promessa, os Filhos da União. Amiúde se encontra a deformação iídiche de Bne Briss usada na Alemanha. Os judeus sefarditas, no entanto, pronunciam Beni Berith.
Eis aqui os onze fundadores providos de um nome. É indispensável supor que já eram maçons, afiliados a lojas norte-americanas, visto que elegeram um ritual que é uma mistura do rito de York com o rito norte-americano de Old Fellows. Sua primeira loja levará o nome de New-York Lodge, cujo primeiro presidente será Julius Bien, embora o fundador da obediência fosse o Irmão Henry Jones. Os B'nai B'rith de 1843 parecem ser judeus vindos exclusivamente da Alemanha e seus escritos estavam em alemão.
O êxito é veloz nesta comunidade fechada onde as notícias correm. Um ano depois de sua fundação a ordem está em condição de abrir uma nova loja em New York e uma terceira em Baltimore. Mas a B'nai B'rith tinha uma vocação internacional. Precisava responder aos requerimentos do povo judeu disperso. Já em 1849, em Cincinnati, uma loja atuará em inglês. Em 1850 existem 20 lojas B'nai B'rith nos Estados Unidos, as quais reúnem 2.218 membros no total. Começa a aparecer então o verdadeiro caráter desta maçonaria: o de ocupar-se das comunidades judias no mundo inteiro e antes de mais nada na Europa.
Em 1851 se a vê intervir frente às autoridades norte-americanas para protestar contra um tratado firmado entre os EUA e a Suíça porque certos cantões da Confederação Helvética impunham restrições aos direitos dos judeus. A B'nai B'rith era suficientemente poderosa para obter um triunfo. Em 1857 o tratado foi modificado. Dali em diante seu poder internacional não iria mais ceder, mas somente incrementar-se. A B'nai B'rith hoje em dia é membro consultor do Conselho da Europa, das Nações Unidas, da UNESCO e da OEA.
Na Europa, a B'nai B'rith até 1882, depois de haver-se propagado por toda a Alemanha – o que se explica pela origem de seus fundadores – , se havia difundido na Europa Central e Oriental: Bucareste, Praga, Constantinopla, Viena, Cracóvia. Em 1905, já se encontram lojas na Basiléia e em Zurique, em 1912 em Copenhague e em 1923 em Haia e Amsterdam. Estes nomes indicam por si mesmos que os B'nai B'rith primeiro se desenvolveram em países de forte população judia. Mas será nos EUA, contudo, onde seu poder se afirmará rapidamente. Em 1913 se os vê fundarem a Anti-Defamation League, liga contra o anti-semitismo, à maneira das organizações francesas similares LICRE e MRAP.
Na França a loja-mãe France 1151 é criada em Paris em 1932. Nos anos seguintes à "Liberation" terá por dirigente o Irmão Pierre-Jean Bloch e é através da personalidade deste último que se pode dar conta do poder oculto desta maçonaria. Pierre-Jean Bloch ocupa, em Londres, uma posição de capital importância ao redor do Gen. de Gaulle: é agregado ao gabinete particular do Chefe da "França Livre". Ali se ocupa em especial (cf. "Dictionnaire politique" de Costón, t. 1) dos serviços políticos: depuração, luta contra os petainistas, serviços secretos gaullistas. Na Argélia ocupa o cargo de delegado geral do Interior. De Gaulle em seu regresso à França o encarrega da liquidação dos bens da imprensa interdita. Finalmente, nos diz Costón, "funda e dirige uma agência de publicidade encarregada da distribuição do Orçamento de Israel".
Os B'nai B'rith durante o século XX exerceram, especialmente nos EUA, um papel político importante. Um deles, Samuel Rosenman, será, simultaneamente, presidente dos B'nai B'rith do Estado de New York e conselheiro íntimo do Irmão Roosevelt para quem, diz-se, preparava amiúde documentos e discursos. E continuará desempenhando o mesmo papel com o Irmão Truman.
Qual é o objetivo da Ordem?
O Guide Juif de France o resume assim: unir os judeus "por seus mais altos interesses e os da Humanidade" e mais precisamente "defender o patrimônio religioso e espiritual por uma ação educativa e cultural coerente especialmente entre os jovens e, consequentemente, reagir quando assim convenha contra as tendências assimiladoras". O qual é perfeitamente louvável do ponto de vista judeu.
A loja France 1151 havia sido fundada por um advogado russo, Henri Sliosberg, nascido em Mir e que fora deputado na Duma, refugiando-se depois na França quando o Irmão Kerensky deixou finalmente, por sua política liberal, a porta aberta para que os bolcheviques ficassem com o poder. Iniciado na maçonaria russa imigrada à França em 1921, foi depois fundador das lojas Astrée Hermés, Gamoione e Lotus do rito escocês. A loja France 1151 se instalou em Paris na rua Rembrand 6. Rapidamente se difundiu a tal ponto que as novas lojas tiveram que reunir-se em uma União das associações francesas B'nai B'rith. Destaquemos entre elas uma loja, Zadoc Kahn, fundada em 1963 e um capítulo, Anne Franck, criado em 1964. Conhecem-se lojas provinciais em Belfort, Clermont-Ferrand, Colmar, Granoble, Lille, Lyon, Marselha, Metz, Mulhouse, Nancy, Nice, Estrasburgo, Troyes e Villeurbaine. Os B'nai B'rith são mais de 500.000 iniciados espalhados em uma cinquentena de países. O orçamento anual da Ordem foi estimado em 1976 em cerca de 20 milhões de dólares.
Resta-nos ver, entretanto, quais são as ligações existentes entre esta maçonaria e a maçonaria comum. O grande historiador Bernard Lazare, em seu livro L’Antisemitisme, assegura que no berço mesmo da maçonaria já havia judeus, que se os torna a encontrar no século XVII "ao redor de Weishaupt e Martínez de Pasqualis, um judeu de origem portuguesa" que organizou numerosas sociedades secretas na França. Para Bernard Lazare, a maçonaria representa os dois costados do espírito judeu: o racionalismo prático e o panteísmo. Assim é que se congratulava de que os enciclopedistas e os jacobinos "apesar de sua oposição, chegaram ao mesmo resultado, isto é: ao debilitamento do cristianismo".
A revista maçônica “Le symbolisme” em 1962 escreve que o primeiro papel dos franco-maçons "será glorificar a raça judia que guarda inalterável o depósito divino da ciência. Por isso é que se apoiarão nela para apagar as fronteiras".
É conhecida, igualmente, uma curiosa declaração do Rabino Irmão Magnin, aparecida em B’nai B’rith Magazine, vol. XXIII, p.8: "Os B'nai B'rith são um mal necessário. Em todo lugar onde a maçonaria confessar sem perigo que é judia tanto por natureza como por seu fim, as lojas comuns bastam para essa tarefa".
Esta identificação entre as finalidades judias e maçônicas não é recente. Faz mais de um século a Varieté lsraelitéen 1631, t. V, p. 74, declarou que "o espírito da maçonaria é o espírito do judaísmo em suas crenças fundamentais, suas idéias, sua linguagem, quase sua organização". "O advento dos tempos messiânicos verá o coroamento desta maravilhosa casa de oração de todos os povos dos quais Jerusalém será o centro e símbolo triunfante". Trata-se de uma idéia que se voltará a encontrar sem dúvida na grande reunião das religiões em Assis, onde se a poderá meditar nas palavras de Elias Eberlin em Les juifs d’aujourd’hui: Israel cumpre inexoravelmente "sua missão histórica de redenção da liberdade dos povos, o messias coletivo dos direitos do homem". Estas fórmulas e estas idéias, tradicionalmente no judaísmo, recordam recentes diretrizes romanas convidando os católicos a "preparar o mundo para a vinda do Messias agindo em conjunto com os judeus pela justiça social" (cf. Present 29-6-1985 e Jean Madiran: La question juive dans l’Eglise. Em: Itineraires, 31 de março de 1986).
Não se pode permanecer indiferente ao fato de que várias personalidades da B'nai B'rith se encontrem na origem das reformas propostas ao Concílio Vaticano II com vista a modificar a doutrina tradicional da Igreja em relação ao Judaísmo. Entre elas há que reter especialmente a presença do Irmão Label Katz, a mais alta autoridade da Ordem. Se, segundo o presidente norte-americano das B'nai B'rith, a missão da Ordem é a manutenção da "continuidade judia", não se pode dizer que serviria igualmente bem à "continuidade católica", a qual não é certamente sua missão."

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terça-feira, 14 de maio de 2019

"O cisma mais terrível que o mundo já conheceu"

“No dia 04 de fevereiro, em Abu Dabi, o Papa Francisco e o Grande Imã de Al-Azhar, Ahamad Al-Tayyeb, subscreveram o Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da convivência comum. A declaração inicia com o nome de um deus que, para ser comum, não deve ser outro que o Alá dos muçulmanos.
Na realidade, o Deus cristão é um em sua natureza, mas trino em suas pessoas, iguais e diversas, que são o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Desde os tempos de Ário, a Igreja combateu os antitrinitários e os deístas, que negavam tal mistério – o maior do Cristianismo – ou prescindiam dele. O islã, ao contrário, o recusava horrorizado, como proclama a sura A fé pura: “Ele é Alá, uno! Deus, o Eterno. Não engendrou, não foi engendrado. Não tem par!” (Corão 112, 2, 4).
O certo é que na Declaração de Abu Dabi não se rende culto ao Deus dos cristãos nem ao do islã, mas a uma divindade laica, a fraternidade humana, “que abraça todos os homens, une-os e torna-os iguais”. Não nos encontramos diante do espírito de Assis, que em seu sincretismo não deixa de reconhecer a primazia da dimensão religiosa sobre a secularista, e sim diante de uma afirmação indiferentista.
Na verdade, em nenhum momento se faz alusão a um fundamento metafísico dos valores da paz e da fraternidade aos quais constantemente se alude. Quando o documento afirma que “o pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos”, não professa o ecumenismo que Pio X condenou em Mortalium animos (1928), mas o indiferentismo religioso condenado por Leão XIII, na sua Encíclica Libertas (20 de junho de 1988), definido como sistema doutrinal “fundado na tese de que cada um pode professar a religião que preferir ou não professar nenhuma”.
Na Declaração de Abu Dabi, cristãos e muçulmanos se submetem ao princípio fundamental da Maçonaria, segundo o qual os valores da liberdade e igualdade da Revolução Francesa têm que ser sintetizados e cumpridos na fraternidade universal. Ahamad Al-Tayyeb, que redigiu o texto juntamente com o Papa Francisco, é o xeique hereditário da Irmandade de Sufis do Alto Egito. Al Azhar, a Universidade da qual é reitor, é caracterizada por sua proposta de esoterismo sufi como ponte iniciática entre a Maçonaria do Oriente e do Ocidente (cf. Gabriel Mandel, Federico II, el sufismo y la Masonería, Tipheret, Arcireale 2013).
O documento exorta com grande insistência “aos líderes do mundo inteiro, aos artífices da política internacional e da economia mundial”, “aos intelectuais, aos filósofos, aos homens de religião, aos artistas, aos operadores dos mass-media e aos homens de cultura”, que se comprometam em difundir “a cultura da tolerância, da aceitação do outro e da convivência”, e expressa “a forte convicção de que os verdadeiros ensinamentos das religiões convidam a permanecer ancorados aos valores da paz; apoiar os valores do conhecimento mútuo, da fraternidade humana e da convivência comum”.
Destaca-se que tais valores são “âncora de salvação para todos”. Por esse motivo, “Al Azhar e Igreja Católica pedem que este Documento se torne objeto de pesquisa e reflexão em todas as escolas, nas universidades e nos institutos de educação e formação, a fim de contribuir para criar novas gerações que levem o bem e a paz e defendam por todo o lado o direito dos oprimidos e dos marginalizados”.
No dia 11 de abril, em Santa Marta, o Documento de Abu Dabi foi selado com um gesto simbólico: Francisco se prostrou diante de três dirigentes políticos sudaneses, beijando os seus pés e implorando a paz. Esse gesto expressa a submissão à autoridade política e a recusa da Realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que representa Cristo, Nome diante do qual se dobra todo joelho no Céu e na Terra (Filipenses 2, 20), deve receber a homenagem dos homens e das nações, e não render homenagem a ninguém.
Ressoam as palavras de Pio XI, na Encíclica Quas primas: “Oh! Que felicidade poderíamos gozar, se os indivíduos, as famílias e as sociedades se deixassem governar por Cristo! Então, verdadeiramente – diremos com as mesmas palavras que nosso predecessor Leão XIII dirigiu há vinte e cinco anos a todos os Bispos do orbe católico -, será possível curar tantas feridas, todo direito recobrará o seu vigor antigo, voltarão os bens da paz, cairão das mãos as espadas e as armas, quando todos aceitarem de boa vontade o império de Cristo, quando o obedecerem, quando toda língua proclamar que Nosso Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai”.
Por outra parte, o gesto realizado pelo Papa Francisco em Santa Marta nega um sublime mistério cristão: a Encarnação, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, único Salvador e Redentor da humanidade. Ao negar esse mistério, nega-se a missão salvífica da Igreja, que é chamada a evangelizar e civilizar o mundo. O Sínodo da Amazônia, que será realizado no próximo mês de outubro, constituirá uma nova etapa nesta recusa da missão da Igreja, e que supõe também a recusa da missão do Vigário de Cristo? O Papa Francisco irá se ajoelhar diante dos representantes dos povos indígenas? Pedirá a eles que transmitam à Igreja a sabedoria tribal da qual são portadores?
O certo é que três dias depois, em 15 de abril, a catedral de Notre Dame, imagem plástica da Igreja, pegou fogo e as chamas consumiram a torre, deixando intacta a base. Por acaso isso não significa que, apesar do desmoronamento do topo da Igreja, sua divina estrutura resiste e nada poderá derrubá-la? Uma semana mais tarde, outro acontecimento fez tremer a opinião pública católica: uma série de atentados, cometidos por seguidores da mesma religião à qual se submete o Papa Bergoglio, transformaram a Páscoa da Ressurreição em um dia de Paixão para a Igreja universal, com 300 mortos e mais de 500 feridos.
Antes mesmo dos seus corpos, o fogo consumiu as ilusões dos católicos que, com aplausos e violões, entoavam aleluias, enquanto a Igreja vive sua Sexta e seu Sábado Santo. Pode-se objetar que aqueles que perpetraram os atentados do Sri Lanka, apesar de serem muçulmanos, não representam o islã. Nem mesmo o imã de Al Azhar, que assinou o documento de paz e fraternidade, representa todo o islã. Mas certamente o Papa Francisco representa a Igreja Católica. Até quando?
Não há verdadeira fraternidade se se prescinde do sobrenatural, que não nasce de vínculos com os homens, mas com Deus (1 Tessalonicenses 1, 4). Do mesmo modo, a paz não é possível prescindindo da paz cristã, porque a fonte da verdadeira paz é Cristo, Sabedoria encarnada, que “veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto” (Efésios 2, 17). A paz é uma graça de Deus, trazida à humanidade por Jesus Cristo, Filho de Deus e soberano dos Céus e da Terra.
A Igreja Católica que Ele fundou é a suprema depositária da paz, porque é guardiã da verdade, e a paz se funda na verdade e na justiça. O neomodernismo, implantado na cúpula da Igreja Católica, prega uma falsa paz e uma falsa fraternidade. Porém, a falsa paz traz a guerra ao mundo, assim como a falsa fraternidade conduz ao cisma, que é uma guerra civil na Igreja.
São Luís Orione tragicamente predisse em 26 de junho de 1913: “O modernismo e o semi-modernismo não têm remédio; cedo ou tarde se chega ao protestantismo ou a um cisma na Igreja que será o mais terrível que o mundo já conheceu” (Escritos, vol. 43, p. 53).”
(Roberto de Mattei, “Il Più Terribile Scisma Che Il Mondo Abbia Mai Visto”)

https://www.obramissionaria.com.br

terça-feira, 17 de abril de 2018

Um jogo de cartas marcadas


"Aqueles que porventura estejam bravos com os discursos caricatos, tanto da direita quanto da esquerda, precisam aprender o básico: ambas as orientações são maçônicas e foram adotadas durante a Revolução Francesa. Por falar em Revolução Francesa, o que vocês hoje conhecem por comunismo não foi arquitetado por Marx, e sim por Engels a mando da Franco-Maçonaria Templária. Surpresos? Pois não deveriam estar.
Agora imaginem um esquerdista, cujas sinapses cerebrais foram demolidas por técnicas de controle mental (leiam Maquiavel Pedagogo) que suplantam a doutrinação ideológica em muitos níveis, descendo até o limbo ocultista e metafísico para só então desconstruir-se e entender que ele é mais um operário do império da mentira. Difícil, não? Porém o mesmo também ocorre com a direita amestrada, seja ela conservadora tosca ou liberal economicista.
Enquanto os insatisfeitos não pescarem os cacoetes "ideológicos" que pendem para um jogo de cartas marcadas, ficarão eternamente insatisfeitos com os rumos da direita e da esquerda, reclamando que a primeira virou a segunda e que a segunda virou a primeira.
É preciso sair das águas permitidas e desbravar o além-mar.”
(David Amato, Feministas, Guerra Cultural, Família e Discursos: Notas)

http://www.midiasemmascara.org

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Cristandade vs. maçonaria


Entrevista com o Dr. Alberto Bárcena Pérez, professor da Universidad CEU San Pablo de Madrid, sobre as tentativas da maçonaria de impedir o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo e perverter a doutrina católica.

sábado, 16 de setembro de 2017

Dom Vital e a maçonaria

“A infiltração maçônica no Brasil e suas atividades contra a Igreja sempre deram aos observadores a impressão de que os maçons daqui seriam menos rancorosos que os da Europa. De fato, os maçons do Brasil são, como os brasileiros em geral, menos enérgicos, mas não menos rancorosos que os da França. Nem por isso deixam de odiar a Igreja e trabalhar contra ela. O episódio de D. Vital é prova disso.
D. Vital parece ter sido realmente um homem de valor e é uma beleza contemplar o olha que mostra o retrato de capa do livro abaixo referido em que colhemos os dados aqui apresentados. Seus olhos mostram uma tal mansidão e uma tal força, que ninguém pode deixar de se impressionar.
D. Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira nasceu em Pernambuco, num engenho de açúcar, a 27 de novembro de 1844. Seu nome civil foi Antônio Júnior. Estudou no Seminário de Olinda, primeiro, e depois em S. Sulpice em Paris, onde resolveu ser capuchinho (ramo franciscano) sendo recebido no Seminário de Versalhes onde os seus superiores, procurando prová-lo, trataram-no com tal aspereza e tanta falta de atenção que ele pegou uma doença de garganta de que nunca mais se pode curar completamente e da qual provavelmente morreu. No dia em que os religiosos da comunidade franciscana decidiram aceitar (contra a oposição do Pe. Mestre) a sua profissão definitiva, este Padre Mestre disse-lhe: "Você nunca prestará para coisa alguma. Não poderá ser sacerdote e terá muito que sofrer". Tirando a última parte, que se mostrou verdadeira (mas parece que para o bem de D. Vital), no mais não apenas falhou na sua "profecia" como mostrou uma dureza de coração incrível contra um pobre seminarista franciscano que nunca teve nenhuma rebeldia, nenhuma má vontade, nenhuma queixa. Àquela palavra dura do seu Padre Mestre, ele respondeu: "Não pedi a entrada em religião para me tornar notável em trabalhos além dos que Deus me destina. Nem mesmo a glória do sacerdócio procurei. Vim para glória de Deus e salvação de minha alma. Se não puder ser bom padre, pedirei para ficar como simples leigo e que Nosso Senhor tenha pena de mim até o fim". Apesar de tudo, quando a comunidade indagou o Pe. Mestre qual o conceito que fazia do candidato à profissão definitiva, ele declarou que o comportamento de D. Vital tinha sido sempre irrepreensível.
D. Vital foi depois para o convento franciscano de Perpignan e mais tarde para o Seminário de Toulouse onde foi ordenado em 2 de Agosto de 1868. No fim deste mesmo ano de 1868 voltou para o Brasil onde foi mandado para ensinar no Convento dos franciscanos em São Paulo. Em março de 1872 foi sagrado bispo por indicação do Governo do Império do Brasil (que então tinha tais privilégios) e aceitação do Papa Pio IX que hesitou muito porque D. Vital tinha apenas 26 anos! Mas como, em face da demora de Roma em aprovar seu nome, D. Vital, a conselho do Núncio, escrevera a Pio IX pedindo para ser dispensado do cargo (o que realmente desejava para manter-se como um simples religioso), o Papa percebeu todo o seu desprendimento e resolveu nomeá-lo. Foi nomeado bispo de Olinda e Recife e tomou posse de seu cargo em 24 de Maio de 1872.
A luta entre a Igreja e a Maçonaria no Brasil tornou-se acesa pouco depois, em virtude de um incidente ocorrido no Rio de Janeiro. Naquela época e apesar das diversas condenações da maçonaria pelos Papas, havia muitos padres que pertenciam a lojas maçônicas. Também muitos homens notáveis da época eram maçons, alguns por simples ignorância, outros, embora tendo seus nomes ligados à história do Brasil, por convicções maçônicas e mau espírito contra a Igreja. Em março de 1872, pouco antes de D. Vital ser eleito bispo, houve uma festa da maçonaria que comemorava a Lei do Ventre Livre, obtida pelo então principal Ministro do Imperador, Presidente do Conselho (chefe de governo), o Visconde de Rio Branco, pai do Barão do Rio Branco, homem realmente capaz, de notável inteligência e também grau 33 da loja maçônica da Rua do Lavradio. Um dos oradores da festa foi um padre, chamado Almeida Martins. O bispo do Rio, D. Pedro Maria de Lacerda, escandalizado, chamou o Padre Martins em particular para ponderar-lhe que ele não podia ser padre e maçom ao mesmo tempo. O Padre recusou atender a qualquer ponderação. O Bispo suspendeu-o de ordens. A maçonaria considerou-se atingida e fez uma grande assembléia que foi presidida pelo Chefe do governo, o Visconde do Rio Branco. Decidiram então iniciar uma grande campanha contra a Igreja e a essa campanha uniram-se os maçons de uma ala dissidente. Coletaram fundos e começaram os ataques. Fundaram inúmeros jornais para a campanha: no Rio, o jornal "A Família"; em São Paulo, o "Correio Paulistano"; em Porto Alegre, "O Maçom"; no Pará, o "Pelicano"; no Ceará, "A Fraternidade"; no Rio Grande do Norte, "A Luz"; em Alagoas, "O Labarum" e em Recife, dois, "A Família Universal" e "A Verdade".
Assim, quando D. Vital chegou ao Recife, já encontrou em atividade os jornais maçons que todos os dias procuravam atingi-lo com sarcasmos e injúrias. O bispo não respondia, é claro. A 27 de Julho começaram a provocá-lo. Primeiro anunciaram que iria haver uma missa em ação de graças numa loja. Diante da proibição sigilosa do bispo, nenhum padre ousou celebrá-la. Depois, pediram missas por maçons falecidos sem arrependimento e, é claro, nenhum padre aceitou. Finalmente, diante do silêncio do bispo que não respondia as provocações, nos dias 22,23,24,25 e 26 de Outubro, o jornal "A Verdade" publicou uma série de artigos contra a Santíssima Eucaristia, a Virgindade e a Maternidade divina de Nossa Senhora e a Imaculada Conceição. E para atingir melhor o alvo, uma Irmandade religiosa (várias estavam infiltradas de maçons) elegeu o autor daqueles artigos como seu presidente. Finalmente, a 21 de Novembro, o bispo D. Vital publica um protesto contra os ataques aos nossos dogmas exortando a população a protestar também. Mais tarde fez um sermão público na catedral, repetindo o protesto e acusando a maçonaria. O jornal, para zombar dele, publica uma lista de padres e cônegos filiados à maçonaria local. O bispo chama-os um por um, em particular, e obtém de todos que se retratem publicamente e se desliguem das lojas, exceto dois. O jornal publica então os nomes de presidentes, secretários e tesoureiros de irmandades que também pertenciam às lojas. O bispo faz o mesmo, mas aqui esbarra na obstinação de várias irmandades que se recusam a acatá-lo. Só duas aceitaram e as demais ou recusaram ou nem foram à entrevista. D. Vital procurou obter com amigos comuns que elas, as Irmandades, se submetessem à sua autoridade. Não conseguiu nada. Resolveu então mandar um primeiro aviso canônico aos vigários assistentes das irmandades para que exortassem os irmãos maçons a renunciarem à maçonaria ou se demitirem. As irmandades recusaram aceitar isso. Mais dois avisos se seguem e são recusados. O bispo lança então um interdito sobre as irmandades Santo Antônio e Espírito Santo, impedindo a realização de missas ou quaisquer religiosos nas suas capelas. Os maçons começaram a promover tumultos de rua. Primeiro fecharam capelas e igrejas, roubando chaves de sacrários ou de arquivos. D. Vital publica uma "Carta Pastoral contra as ciladas da Maçonaria". Nela, além de historiar as atividades perniciosas da organização, assinala que não há diferença entre a maçonaria no Brasil e na Europa, que todas obedecem aos mesmos planos. Proíbe a leitura do jornal "A Verdade" e excomunga os maçons que não abjurarem.
Enquanto isso, também o bispo de Belém do Pará, D. Antônio Macedo Costa, combate a maçonaria. As notícias a respeito, chegando ao Rio, provocaram enorme abalo. O Governo reuniu-se, ao saber que irmandades haviam sido interditadas e também por causa da Carta Pastoral. O próprio Governo, isto é, certamente o seu Chefe, Visconde do Rio Branco, e seus ajudantes maçons, mandaram dizer às irmandades que deviam apelar para o Governo Central com um, então vigente, "recurso à Coroa", apesar de a lei brasileira de então dizer que em causas estritamente religiosas os bispos estavam submetidos ao Papa e só ao Papa podiam ser apresentados recursos contra suas decisões. Não obstante, uma das irmandades interditadas apresentou o recurso ao governo. O próprio Imperador D. Pedro II, cuja mentalidade era liberal, não gostou da atitude do bispo que, em carta a um Conselheiro de Estado, apontou a ilegalidade do recurso à Coroa e declarou com simplicidade que havia cumprido seu dever de bispo e só estava submetido ao Papa em matéria religiosa. Os historiadores acham que, sem apoio do Imperador, o Visconde do Rio Branco teria recuado. Mas, com esse apoio, foi em frente. Antes de publicar sua Carta Pastoral, Dom Vital havia escrito ao Papa indagando o que devia fazer diante da situação que descrevia. O Papa respondeu-lhe com um "Breve" datado de 29 de maio, aprovando os atos de D. Vital e dando-lhe amplas faculdades para enfrentar a situação. Diante do "recurso à Coroa" da Irmandade, o Governo mandou a D. Vital um aviso com ordem de levantar o interdito sob pena de ser processado. O bispo responde com toda a calma e, depois de apresentar suas homenagens ao Imperador e seu respeito pelo Governo, acrescenta que se deve obedecer antes a Deus que aos homens e que recebia, no mesmo dia, do Governo, o aviso para suspender o interdito, e, do Papa, seu Breve aprovando seus atos. Assim, como bispo, não podia atender ao aviso. Isso, explicou, não era desobediência, mas dever de consciência. Em seguida o bispo suspendeu de ordens o Deão do cabido da diocese que era maçom e se recusava a deixar a maçonaria. Os maçons então fizeram uma manifestação pública de apoio ao Deão. Depois saíram para invadir, depredar e saquear a capela do Colégio dos Jesuítas, que estava cheia de fiéis que comemoravam o mês de Maio. Quebraram o púlpito, os confessionários, os quadros, imagens, espancando os fiéis, roubando objetos de valor. Empastelaram em seguida os jornais católicos, "O Católico" e "A União" agredindo os empregados. Agrediram os jesuítas, alguns dos quais foram apunhalados e um dos quais morreu mais tarde. Depois arrombaram o Colégio Santa Dorotéia e em seguida foram para o palácio do Bispo. O Bispo, avisado, mandou iluminar todo o palácio e se apresentou diante da quadrilha que estava no portão. Eles não ousaram invadir o palácio e acabaram se retirando. Só então chegou a polícia. D. Vital publicou um Breve, "Quamquam dolores" comunicando aos demais bispos do Brasil o que ocorria e recebendo deles todos integral apoio, sobretudo do bispo do Rio de janeiro e do bispo de Belém do Pará. O Governo manda um aviso à Irmandade que havia feito seu recurso e declara ele, o Governo, levantado o interdito, o que é evidentemente ridículo, já que nenhum padre aceitaria isso. O Governou suspendeu o pagamento dos ordenados dos padres, que, naquele tempo, eram sustentados com recursos públicos e também dos padres professores do Seminário. Finalmente o Governo mandou processar D. Vital por desobediência e desacato. Veio a ordem de prender o bispo e mandá-lo para o Rio de Janeiro para ser julgado pelo Supremo Tribunal. Foram prendê-lo no palácio, em Recife, um Juiz, o Chefe de Polícia e um Coronel da polícia. Quando o Juiz entrou no palácio e bateu na porta do quarto do bispo, este saiu totalmente paramentado, com mitra e báculo, e assim foi preso. Mas quando chegaram à rua, os policiais viram que a multidão engrossava dando vivas ao bispo e ficaram com medo. Meteram-se num carro e levaram-no para o Arsenal de Marinha onde ficou preso à espera do navio que devia levá-lo ao Rio. Em Salvador, trocaram-no de navio para que chegasse ao Rio sem ser esperado. E no Rio foi logo encarcerado no Arsenal, embora com todo o respeito e conforto. Deve-se dizer que, em toda parte, no Recife, em Salvador, no Rio, multiplicavam-se as demonstrações de apreço, homenagem e protestos de outros bispos, do clero, do povo. Aí o Governo encarregou o embaixador do Brasil em Londres, Marquês de Penedo, de tentar obter do Papa um pronunciamento contra o bispo. O embaixador, hábil e insinuante, contou à sua maneira os fatos e conseguiu que o Secretário de Estado, Cardeal Antonelli (cujo comportamento futuro iria mostrar-se muito estranho) escrevesse com autorização do Papa uma carta a Dom Vital, "Gesta tua non laudantur", em que, embora louvando o bispo, censura-o como tendo pressa em executar, com excesso de zelo, o que o Papa havia escrito antes, e manda que ele levante o interdito para "depois" procurar eliminar os maçons das irmandades. O Barão e o Governo ficaram satisfeitíssimos com o resultado da missão e logo noticiaram o fato, mas D. Vital, perplexo, guardou a carta no bolso e escreveu ao Papa pedindo explicações, apresentando os fatos e mostrando os inconvenientes do que lhe estava ordenado, especialmente mandando dizer ao Papa (que até então não sabia) que ele, D. Vital, estava preso. E, de fato, logo veio a resposta do Papa mandando destruir a carta do Cardeal Antonelli. Enquanto isso, o Governo frustrou-se porque queria que D. Vital publicasse a carta recebida antes e este, que não era bobo, guardou-a, é claro. Afinal, veio o processo. Intimado a se defender em oito dias, o bispo respondeu apenas com esta frase: "'Jesus autem tacebat'. Assinado em minha prisão no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Frei Vital." Foi julgado em sessão solene do Supremo Tribunal, cheias as galerias. Dois Senadores católicos o defenderam, Zacarias de Góis e Cândido Mendes de Almeida (bisavô desta triste figura de mesmo nome). Mas toda a defesa foi inútil, já que a maçonaria governava. D. Vital foi condenado a 4 anos de prisão com trabalhos forçados. Há uma nota interessante: com base naquela lei que falava em "recurso à Coroa", D. Vital foi a 163a. pessoa processada, um dos dois únicos condenados e o único que cumpriu pena. Também o bispo de Belém foi condenado à pena de prisão. O bispo foi levado à Fortaleza de S. João (na Urca) onde entrou em 21 de Março de 1874 para cumprir a pena que, antes de começar, já o Imperador havia convertido em prisão simples, sem os trabalhos forçados, por instâncias da Princesa Isabel, que admirava Dom Vital. D. Macedo Costa, por sua vez, foi encarcerado na Ilha das Cobras. Enquanto cumpriam suas penas, o Governo perseguia os dirigentes católicos do Recife, encarcerando vários outros e expulsando de Pernambuco os Jesuítas. Mesmo preso, D. Vital escreveu e mandou publicar uma carta, "A Maçonaria e os Jesuítas", com 139 páginas, em que defendia a estes e atacava aquela. Na fortaleza, sucediam-se as visitas de multidões de fiéis e clero, inclusive bispos estrangeiros. Inúmeras petições ao Imperador, com milhares de assinaturas, pedindo a libertação dos bispos. A própria Princesa Isabel vai à fortaleza visitá-lo e, com a ajuda dela, D. Vital pôde chamar à fortaleza os seminaristas de Recife que já estavam prontos para ordená-los ali mesmo. O Papa começou a protestar e escreveu ao Imperador do Brasil pedindo que libertasse os bispos, sem deixar de afirmar que eles se conduziram como deviam fazê-lo. O Imperador parece que não ligou muita importância à carta do Papa, mas o Duque de Caxias propôs ao Imperador uma anistia. O Imperador hesitava. Por razões políticas, caiu o gabinete do Visconde do Rio Branco e o Duque de Caxias foi chamado para sucedê-lo. Ele aceitou com a condição de conceder anistia aos bispos. Finalmente, o Imperador teve que aceitar e, em 17 de Setembro de 1875, decreta a anistia que liberta D. Vital e os demais presos. Logo em Outubro D. Vital vai a Roma onde é recebido paternalmente e com alegria por Pio IX (o Papa, comovido, só o chamava de "Mio Caro Olinda", "Mio Caro Olinda") mas, ao visitar o Cardeal Antonelli, em seguida, foi recebido com as seguintes palavras: "Eu não havia escrito a V. Excia. mandando levantar o interdito e publicar minha carta?..." D. Macedo Soares, aliás, dá notícia de que a presença de D. Vital em Roma causara sinais de contrariedade em "certas rodas". D. Vital respondeu pedindo as instruções precisas e Antonelli as deu. No novo encontro do dia seguinte com Pio IX, D. Vital mostrou ao Papa o que o Cardeal Antonelli lhe havia dado e o assombro do Papa foi enorme. Pio IX pede um relatório a D. Vital e este lho entrega dias depois, mostrando que a carta de D. Antonelli representava desdizer os Breves anteriores. Pio IX reúne uma comissão de Cardeais e teólogos aos quais D. Vital fez uma exposição escrita e outra oral. Pelo jeito, comparecera gente hostil. A impressão que nos fica é a de que o Cardeal Antonelli, se não era maçom, era pelo menos liberal e antipatizava com D. Vital. Finalmente o Papa beija Dom Vital, manifesta-lhe apoio e publica a Encíclica "Exortae" em que condenava mais uma vez a Maçonaria e apoiava os bispos brasileiros mas, ao mesmo tempo, o Cardeal Antonelli, autorizado pelo Papa, telegrafou ao Núncio no Brasil mandando suspender os interditos das Irmandades sem a exigência de prévia eliminação dos maçons. São dessas coisas... Em todo caso, houve a reiteração da condenação dos maçons. Bem... Há que se conviver com isso, pelo menos naquele tempo... Afinal, hoje seria pior.
D. Vital visita diversos lugares e amigos em França e na Itália. Volta a Recife, onde procura recompor as instituições fechadas, especialmente o Seminário e recuperar os recursos negados pelo Governo. Afinal, consegue os recursos e reabre o Seminário. Faz visitas pastorais, mas sua saúde, sempre precária, abate-o e ele tem de voltar à Europa para tratar-se, ajudado pela Princesa Isabel. Da França escreve ao Papa, pedindo que aceitasse sua renúncia. O Papa pede-lhe que espere e se trate. No Brasil subia ao Governo um dos mais rancorosos maçons, Saldanha Marinho. Pio IX morre em fevereiro de 1878 e pouco depois morre D. Vital, aos 33 anos de idade, em Paris. Seu corpo foi enterrado na cripta dos franciscanos em Versalhes, de onde, mais tarde, foi trasladado para o Recife. Está enterrado na Basílica de N. Sra. da Penha, em Recife.
Termina um pouco melancolicamente esta bela página de nossa história católica, mas não é culpa dele, D. Vital, e nem sequer dos católicos brasileiros, o que há de melancolia nela. Exceto num ponto: falta dizer que hoje, para infinita vergonha dos católicos brasileiros, mancha a diocese de Olinda e Recife um indivíduo (será ainda bispo?), Dom Helder Câmara, exemplar bem representativo daqueles eclesiásticos brasileiros cujo vazio interior Gustavo Corção havia notado, conforme artigo que publicamos em nosso número 148-149. Estes eclesiásticos, como pretexto do que chamam "opção pelos pobres", não escondem e todos os dias, ao contrário, publicam suas afinidades e simpatias com o pior, mais grotesco e estúpido subproduto da maçonaria, que é o comunismo, intrinsecamente perverso, assim condenado explicitamente por Pio XI. Encontraram no comunismo, parece, uma terrível solução para o vazio espiritual em que viviam. Ali, na simpatia pelos agitadores e subversivos, no ativismo temporal que não tem tempo para os "moralismos" puderam, finalmente, achar sentido para suas vidas. E se isto que dizemos parece excessivo, lembro que são eles mesmos que no-lo dizem todos os dias.”

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domingo, 30 de abril de 2017

Um ex-maçom explica detalhadamente a relação entre o demônio e a maçonaria

“MADRI, 04 Mai. 15/07:14 pm (ACI)- Serge Abad-Gallardo foi membro da maçonaria durante mais de 25 anos, chegou a ser mestre de 14º grau. Depois de uma peregrinação ao Santuário de Lourdes tudo mudou e começou seu caminho de conversão, que logo o levou a escrever um livro. Na entrevista ao grupo ACI ele explica também a relação que existe entre o demônio e a organização.
“Fiz parte da maçonaria e pensei que tinha que escrevê-lo primeiro para me entender mais e depois para contar às pessoas. Cada pessoa tem a liberdade para fazer o que ela quiser, mas na maçonaria não se fala francamente”, relata o autor do livro “Por que deixei de ser maçom”, editado apenas em espanhol.
“Através do meu livro quero demonstrar que o catolicismo e a maçonaria não podem ser praticados juntos”, explica o ex-maçom.
Serge é arquiteto e entrou na loja maçônica através de um amigo, tentando encontrar nela as respostas às perguntas mais profundas do homem.
“Eu não pensava deixar a maçonaria. Tive alguns problemas sérios na minha vida e me perguntava qual a resposta que a maçonaria poderia me dar a esses problemas, porém não encontrei nenhuma resposta. Entretanto no caminho com Cristo sim as encontrei”, afirmou.
Abad-Gallardo contou que o caminho para deixar a Maçonaria foi difícil: “durante um ano ou ano e meio estava convencido que tinha encontrado a fé e não sabia se deveria permanecer na maçonaria, esse podia ser um lugar onde falaria aos maçons do Evangelho. Mas conversando com um sacerdote, ele me explicou que não adianta tentar falar-lhes da Palavra de Deus, porque eles não estavam dispostos a escutar”.
Após os repetidos comentários anticlericais de vários altos graus da Maçonaria, Serge não podia ficar calado e defendia a Igreja. Além das críticas à Igreja e ao Papa descobriu que no ritual do início do ano maçônico "se dava glória a Lúcifer". “Eles não dizem que se trata do diabo, mas usam a etimologia da palavra e dizem que é ‘o portador de luz’”, explica o espanhol ao grupo ACI.
Algo parecido também ocorreu quando viu que entre os altos graus da maçonaria elogiam a serpente do livro do Gênesis, a mesma que tentou Adão e Eva a cometerem o pecado original. “Dizem que a serpente trouxe a luz e o conhecimento que Deus não queria conceder ao homem. Isto é uma perversão muito grave”, declara.
Conforme afirma Serge: “entre a maçonaria e o demônio há uma relação, mas não é tão direta. A maioria dos maçons não percebem a influência do demônio nos rituais maçônicos. Eles pensam, com a melhor das intenções, que estão trabalhando pela 'Felicidade da Humanidade' ou pelo 'Progresso da Humanidade', isto é, “não existe um culto abertamente ao diabo, mas elogiam com palavras e devemos perceber o quanto é perigoso para um católico estar dentro de uma sociedade assim”.
O ex-maçom relata: "embora poucos maçons saibam claramente da relação que a maçonaria tem com o demônio, cumprem estes ritos sabendo perfeitamente o que estão fazendo. Mas, segundo minha experiência, a maioria deles não percebem", "não devemos esquecer que o demônio é o 'pai da mentira'".
Conforme explica, esta relação indireta com o demônio se manifesta de muitas maneiras, mas todas confluem em afastar as pessoas que entram na maçonaria da fé e especialmente da Igreja Católica. "A maçonaria tenta convencer que a fé e a Igreja são superstições e obscurantismo", recordou Serge.
Nesse sentido Serge Abad-Gallardo também explica: "o ritual maçônico influi na mente, no subconsciente e na alma das pessoas. O maçom olha para os símbolos e os rituais maçônicos como se fossem verdades profundas e esotéricas".
Apesar de que "na maçonaria não existam ritos diretamente satânicos, estas cerimônias constituem uma porta de entrada para o demônio".
Uma das palavras secretas e sagradas dos mestres maçons, conforme explica Serge, é “Tubalcain”, traduzida como “descendente direto de Caim”. "Já sabemos o que ele, Caim, fez. Ele foi inspirado pelo demônio a matar o seu irmão por ciúmes e ele é o modelo para os mestres maçons", afirma Serge.
"Os rituais não mudaram, somente tiveram pequenas mudanças. De fato, nos Altos Graus é onde se encontram as referências mais esotéricas e ocultas, por volta do ano 1800, 70 anos depois que nasceu a Maçonaria em 1717”.
Nessa relação entre a maçonaria e o satanismo, Serge indica ao grupo ACI: "a maioria dos maçons estão iludidos por palavras altruístas e mentirosas e por isso não percebem a relação entre ambos".
De fato, explica que numa das tábuas maçônicas, isto é, um trabalho escrito e apresentado por um maçom, é explicado que "quem fundou o satanismo moderno foi o americano Anton Szantor Lavey, um irmão (maçom) que fundou em 1966 a Igreja de Satanás que atualmente é a principal organização satânica e de modelo para as demais".
"A maçonaria afasta de Cristo. Porque embora fale-se sobre Jesus Cristo no 18º grau dos Altos Graus maçônicos, não há nada a ver com o Jesus Cristo da Igreja Católica, pois o mencionam como um sábio ou filósofo qualquer", insiste.
"Existem maçons que vão ainda mais longe nesta blasfêmia, pois excluem a divindade a Cristo e dizem que ele foi o primeiro maçom, um homem iniciado. Explicam que José e Jesus foram carpinteiros. E que a palavra 'carpinteiro' é a etimologia da palavra 'arquiteto' e todos os maçons, especialmente nos Altos Graus, são Grandes Arquitetos", afirmou Serge.
Fazendo menção ao tema: "na maçonaria acreditam no 'Grande arquiteto do Universo', querem que acreditemos que este é o mesmo Deus do catolicismo, mas não é verdade. Às vezes conseguem enganar os católicos dizendo que ser maçom e ser católico é compatível por esta referência a Cristo".
Há dois anos Serge largou totalmente a maçonaria, mas afirma que o controle que esta organização tem sobre a sociedade francesa é crescente. “No meu primeiro trabalho o prefeito era maçom, mas ninguém sabia, o diretor do seu gabinete, o encarregado de urbanismo e eu também éramos maçons, e outros dois arquitetos da prefeitura onde trabalhava”, recorda.
“Quando tentaram aprovar a última lei sobre a eutanásia, há um parágrafo que faz menção à ‘sedação profunda’ que é a mesma expressão que aparece numa tábua maçônica de 2004, onde mencionam este tema. Quer dizer, as leis atuais na França estão sendo feitas nas lojas maçônicas, dez ou quinze anos antes de serem votadas”, conta ao grupo ACI.
Nesse sentido afirma que “na maçonaria não existe fraternidade, nem amizade, porque tudo são redes. Todos ambicionam o poder político, social e econômico”.”

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Origens judaicas da maçonaria


“Estudando a história da maçonaria, não se pode considerar os Templários e os Rosacruzes como seus únicos fundadores. Existe um livro interessantíssimo, publicado em 1787, que se intitula “Precioso resumo da Maçonaria Adoniramita que contém os catecismos dos quatro primeiros graus”, no qual se diz que “os primeiros maçons foram os sacerdotes egípcios, sobretudo os de Mênfis e Heliópolis. Conheciam as ciências físicas, a astronomia e a verdadeira religião, que é a religião natural. Junto deles vieram instruir-se Orfeu, Tales, Sólon, Pitágoras, Licurgo e Moisés. Os ensinamentos dos Magos se conservaram no povo judeu até o templo de Salomão. Depois da destruição do templo de Jerusalém, o paganismo se apoderou dos segredos e das cerimônias maçônicas, mas alterou seu espírito. Felizmente a verdadeira maçonaria reapareceu com o cristianismo e, desprendendo-se aos poucos das formas da nova religião, tornou-se um cristianismo purificado. O objetivo que perseguem os maçons é a reconstrução do Templo de Jerusalém, reconstrução que simboliza sua obra moral.”
Por outra parte, diz o historiador maçônico H. Bazot que “tendo sido destruída Jerusalém, vítima das revoluções, e tendo-se dispersado o povo judeu, esta mesma maçonaria se estendeu com ele por toda a terra.”
Os ritos e símbolos da maçonaria e das outras sociedades secretas recordam constantemente a Cabala e o judaísmo: a reconstrução do Templo de Salomão, a estrela do rei Davi, o selo de Salomão, os nomes dos diferentes graus, como, por exemplo, cavaleiro Kadosh, príncipe de Jerusalém, príncipe do Líbano, cavaleiro da serpente de Airain, etc. E a oração dos maçons ingleses, adaptada em uma reunião celebrada em 1663, não faz lembrar de uma maneira evidente o judaísmo?
Finalmente, a maçonaria escocesa se servia da era judia; por exemplo, um livro do maçom americano Pike, escrito em 1881, está datado no “anno mundi 5641”. Atualmente não se conserva esta cronologia senão nos altos graus, ao passo que os maçons acrescentam geralmente quatro mil anos à era cristã e não 3760 como os judeus.”
(Maurice Fara, La Masoneria en Descubierto)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Simbologia maçônica na Flauta Mágica de Mozart

"Dedicada aos mistérios de Ísis e Osíris, a Flauta Mágica, ópera de Wolfgang Amadeus Mozart, é uma das obras mais ricas em conteúdo iniciático da história da música. Escrita para crianças de 9 a 90 anos, não por acaso o próprio Johann Wolfgang Goethe afirmou: “O grande público encontrará deleite ao assistir ao espetáculo, enquanto que, ao mesmo tempo, seu alto significado não escapará aos Iniciados”.
Malkuth: Representado por Papageno, metade homem, metade pássaro, vive numa floresta sob os domínios da Rainha da Noite. Seu trabalho é caçar pássaros e entregá-los às Três Damas em troca de guloseimas. Seu nome deriva de uma palavra grega que significa “engendrar, gerar”, pois o personagem encarna a multiplicidade dos desejos perante a unidade espiritual de Tamino. Uma alusão a Papegeai, papagaio, designação de um grau elementar da Ordem dos Iluminados. Preso ao materialismo, Papageno só pensa em tagarelar, fugir, comer, beber e encontrar sua Papagena.
Yesod: Cobertas com véu preto e armadas com uma azagaia de prata, representando o ato certo no momento certo, as Três Damas são as sacerdotisas da Lua. Residem no templo da Rainha da Noite e simbolizam a purificação do corpo físico, do corpo de desejos e da mente, seus véus pretos referem-se à Ísis Velada. Elas salvam Tamino da serpente e lhe oferecem a flauta mágica, símbolo dos poderes latentes do espírito, da divindade adormecida no homem.
Hod: Os três Gênios, os três seres de luz, os três Reis Magos, os dois Vigilantes e o Guardião da Maçonaria. Estes guiam Tamino, ajudam-no em suas escolhas e atitudes. São crianças, pois representam a pureza do Eu Superior.
Netzach: Pamina representa a natureza espiritual do ser humano, a “musa inspiradora” de Tamino. É com ela que Tamino realiza o Casamento Alquímico. “A imagem é bela e fascinante, como olho algum jamais viu antes… Será amor tal sensação? Sim, amor! Não outra emoção” (Tamino ao ver Pamina pela primeira vez).
Tiferet: De origem nobre, Tamino representa os Iniciados que realizam a Grande Obra, a Magnus Opus. No início da ópera Tamino é perseguido por uma serpente, símbolo dos desejos inferiores, representa a sua sexualidade, sua libido. As três Damas matam a serpente indicando que Tamino alcançou a vitória sobre a natureza inferior. Disposto a lutar, a enfrentar desafios, a fim de conquistar a fraternidade e o amor, Tamino encarna a via longa da alquimia, semeada de provas.
Geburah: Monostatos, além de traidor e perverso, é um escravo forte e rude. Quem assistiu à ópera com atenção verá em Monostatos a exata representação de alguém que faz o mal uso da energia agressiva de Marte.
Chesed: Os três Sacerdotes são os principais guias de Tamino. São eles que propõem o Isolamento, a Solidão e o Silêncio, cobrem o seu rosto com um capuz e o conduzem à iniciação.
Binah: Representante da força das trevas, a Rainha da Noite manipula sua filha Pamina, para assassinar Sarastro, e posteriormente destruir seu templo.
Hochma: Sarastro governa o templo da Sabedoria. Sábio, humilde e servidor, seu personagem é uma referência clara a Zoroastro.
Kether: Templo do Sol ou Templo da Luz, local sagrado onde ocorrem as iniciações e as transmutações, onde Tamino e Pamina são purificados pelos quatro elementos e realizam o Casamento Alquímico, a Grande Obra.
O Tarot
Vocês já devem ter notado algumas semelhanças entre os personagens da ópera e o tarot. Pois bem, Mozart dividiu a ópera em 22 grandes sessões (incluindo a abertura), cada sessão representa um dentre os 22 arcanos maiores do Tarot.
O Arcano XXI, O Mundo, mostra uma mulher no centro, rodeada por quatro animais, que simbolizam quatro signos do zodíaco (aquário, escorpião, touro, leão), ou seja, o Leão (Sarastro), o Anjo (Tamino), a Águia (Papageno), e o Touro (Monostatos).
O Arcano VIII, A Força, contém a mandíbula de um Leão sendo aberta por uma mulher. Algumas de suas características são: virtude, coragem, controle, espírito que domina a matéria, a inteligência que doma a brutalidade. Este Arcano é claramente representado no momento em que as damas dominam a grande serpente.
Alguns biógrafos sustentam a idéia de que na primeira versão, ao invés de uma serpente, Tamino seria perseguido por um Leão. No entanto, faltando 18 dias para estréia, o Imperador Leopoldo II proibiu uma sátira chamada “Biografia do RRRR Leão”, cujo título era uma brincadeira com o nome do próprio imperador. Logo, Mozart e Schikaneder perceberam que iniciar a ópera matando um leão no palco não agradaria muito vossa majestade.
A Maçonaria
Conduzi os dois estrangeiros ao templo, onde serão provados. Cobri suas cabeças primeiro, pois devem ser purificados.” Assim, o orador e o segundo sacerdote trazem capuzes, com os quais cobrem as cabeças de Tamino e Papageno.
Se a Virtude e a Justiça espalharem a glória no caminho dos Grandes, então a Terra será um reino celeste e, os mortais, semelhantes aos deuses.”
A esta altura do texto, fica óbvio dizer que Mozart e Schikaneder eram maçons e que a ópera é uma elaborada alegoria dos simbolismos, dos rituais e dos ideais maçônicos.
Três coisas nos chamam a atenção nesta ópera, a música, a história e a recorrência do número três: três gênios, três sacerdotisas, três sacerdotes, três altares, três caminhos, três conselhos, três instrumentos musicais, três casais (Papageno – Papagena, Tamino – Pamina, Sarastro – Rainha da Noite), três templos (Razão, Sabedoria e Natureza), uma alusão à sagrada geometria e aos três graus fundamentais da maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Além disso, a ópera foi desenvolvida por três pessoas, o compositor Mozart, o libretista Schikaneder e o alquimista Ignaz von Born.
E o número três não para por aí, a tonalidade predominante na ópera é Mi bemol maior (Três bemóis), segundo Jacques Chailey, seria a tonalidade maçônica por excelência. A “sinfonia” de abertura é marcada pelos Três poderosos acordes em tutti, segundo Philippe A. Autexier, nas lojas vienenses do século XVIII, o ritual empregado nessa época continha ritmos característicos para cada Grau.
Não apenas os três graus fundamentais (Rito de São João) são homenageados, mas de maneira sutil e oculta, todos os trinta e três graus do Rito Escocês Antigo e Aceito estão lá. O mais “óbvio” deles é o 18º Grau, o Cavaleiro Rosa-Cruz.
Ó Ísis e Osíris, que ventura! A luz do Sol ofusca a noite escura. Vida nova esse jovem há de abraçar; logo, a nosso serviço há de estar. Sua alma é pura, o gênio audaz, dignos de nossos ideais.” (A Flauta Mágica)
O hino acima possui um total de dezoito compassos e abre a 18ª cena do segundo ato. Nesta cena há dezoito sacerdotes em dezoito assentos dispostos em triângulo. Sarastro, o Sumo Sacerdote (ou seja, Venerável Mestre da Loja) aparece pela primeira vez no I Ato, na cena 18. Quando os três gênios superiores aparecem suspensos no palco numa máquina ela está “coberta de rosas”. Além de todas estas “coincidências” o número dezoito é formado por seis vezes três, o número simbólico crucial e básico da ópera."
(Fábio Almeida, A Flauta Mágica e a Kabbalah)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Johann Wolfgang von Goethe e a maçonaria

“Johann Wolfgang von Goethe nasceu em Francfort (1749) e faleceu em Weimar (1832). É um lugar comum sempre repetido o se dizer que Goethe é o maior homem de letras e o maior maçom da Alemanha. As influências maçônicas na obra de Goethe mereceriam um estudo profundo. Aqui só podemos apresentar um ligeiro esboço do que foi a presença da Maçonaria nas extensas atividades desse extraordinário poeta, dramaturgo, romancista, cientista e homem de Estado.
Como romancista, foi um dos precursores do movimento romântico com Os Sofrimentos do Jovem Werther, tendo escrito também A Missão Teatral de Wilhelm Meister, Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister, Os Anos de Viagem de Wilhelm Meister e As Afinidades Eletivas. Como dramaturgo, escreveu o Fausto I e o Fausto II, duas obras primas que se revelaram mais do que suficientes para inscrever definitivamente seu nome no rol dos grandes vultos da Literatura Universal. Entre seus escritos para o teatro merecem referência também O Grão-Copta, Ifigênia em Tauride, Egmont e Torquato Tasso. Como poeta, deixou obras primas como o Divã Ocidental e Oriental, que contribuiu para despertar o interesse da Europa pela literatura do Oriente Islâmico. Legou-nos também epopéias como Hermann e Dorotéia e inúmeros poemas líricos, elegias, epigramas e canções (Lieder). Como cientista, fez pesquisas em Botânica e Mineralogia, elaborou uma Teoria das Cores em que se manifesta em frontal oposição à Ótica newtoniana, e, no campo da Anatomia Humana, cabe-lhe a glória de ter descoberto o osso intermaxilar. Como homem de Estado, serviu por longos anos seu amigo, o Grão-Duque Carlos Augusto de Weimar, como conselheiro, ministro e assessor de assuntos culturais, artísticos e educacionais.
Em seus textos autobiográficos, como Poesia e Verdade, A Campanha da França, O Cerco de Maiença e Viagens na Itália revela-se como uma testemunha privilegiada dos derradeiros anos do Ancien Régime, da Revolução Francesa e das Guerras Napoleônicas. Suas idéias artísticas, literárias e filosóficas ficaram registradas nas Conversações com o secretário e amigo Eckermann que as anotou cuidadosamente.
Goethe foi submetido às provas da Iniciação Maçônica no dia 23 de junho de 1780 na Loja “Amalia zu drei Rosen” (Amália das Três Rosas) de Weimar. Desde então, a Maçonaria se torna uma influência constante em sua produção literária, ao lado de outros temas iniciáticos que o fascinavam como a Cabala, a Alquimia e a Tradição Rosa-Cruz. É interessante lembrar que, por outro lado, considerava-se um paranormal, capaz de entrar em contato com o mundo invisível. Sabemos também que ele se fez iniciar, juntamente com o Grão-Duque Carlos Augusto, na Ordem da Estrita Observância Templária, e que participou também da controvertida sociedade secreta conhecida como Os Iluminados da Baviera. Não foi ele exatamente um maçom assíduo aos trabalhos de sua Oficina, mas esteve presente na mesma nos momentos decisivos de sua história e dedicou vários de seus poemas à Maçonaria, como o que apresentamos abaixo, onde é evidente a influência da temática do Terceiro Grau:

NOSTALGIA BEM-AVENTURADA

Não o digas a ninguém, exceto aos sábios,
Pois a multidão está sempre pronta para ridicularizar.
Eu quero louvar o ser vivente
Que aspira morrer na chama.

No frescor das noites de amor,
Onde recebes e doas tua vida,
Um sentimento estranho te arrebata,
Quando brilha o archote imóvel.

Não mais permaneces encerrado
Na tenebrosa sombra;
E um desejo vivo te arrebata,
Rumo a mais elevados esponsais.

Nenhuma distância te faz hesitar,
Tu acorres a voar, fascinado pela chama.
E, finalmente, amante da luz,
Ó borboleta! – Eis que és consumida!

Enquanto não tiveres compreendido
Este “Morre e transforma-te!”,
Não passarás de um obscuro passante
Sobre a terra tenebrosa.

A primeira obra de Goethe onde está presente a influência maçônica é a comédia O Grão-Copta (1791) que aborda de maneira crítica e sarcástica a figura de José Balsamo, conhecido como Conde de Cagliostro, que percorreu as cortes da Europa nos fins do século XVIII, intitulando-se Grão-Mestre da Maçonaria Egípcia e envolvendo-se em grandes escândalos antes de terminar seus dias numa masmorra da Inquisição Romana. Na peça vemos uma cena de iniciação ao Rito Egípcio de Cagliostro, em que o autor ridiculariza o charlatanismo e a superstição, e não, evidentemente, a Maçonaria séria.
Em 1784 começou a trabalhar no poema Geheimnisse (Os Mistérios) que restou inacabado. No fragmento que chegou até nós, vemos mescladas influências maçônicas e rosacrucianas. Nele é contada a história de um peregrino, o Irmão Marcos, que chega a um misterioso edifício erigido em um vale perdido, na porta do qual se vê a misteriosa imagem de algumas Rosas enlaçadas em uma Cruz. Quem terá enlaçado estas Rosas na Cruz? – indaga a si mesmo, intrigado com o mistério. Marcos é então recepcionado por uma misteriosa confraria formada por doze cavaleiros reunidos em torno de um Superior de nome Humanus. Representam eles todas as religiões e seu objetivo é perpetuar e dar a conhecer uma mensagem sagrada, pois cada religião detém uma parte da Verdade, que deve convergir com as demais e com elas se fundir. A idéia central do poema é a de que todas as religiões e filosofias confluem para um pequeno número de idéias comuns, ligadas ao conceito de Humanidade.
Em 1795 vemos Goethe tentando escrever uma seqüência para a ópera maçônica de Mozart A Flauta Mágica. Goethe via em Mozart, iniciado na Maçonaria quatro anos depois dele, uma espécie de irmão espiritual. O que o empolgou na ópera mozarteana foi justamente sua mensagem iniciática de cunho maçônico. Não encontrando nenhum compositor suficientemente genial para compor uma música digna de ombrear com a de Mozart para sua obra, Goethe desistiu de terminá-la.
Ainda em 1795 escreve Goethe o enigmático Märchen (O Conto), mais conhecido como O Conto da Serpente Verde, texto obscuro pleno de imagens alquímicas em que podemos discernir também passagens inspiradas pelo Ritual do Mestre Maçom.
O ciclo de romances centrado no personagem Wilhelm Meister é a obra goetheana em que mais patente se mostra a influência maçônica. O ciclo narra a trajetória do jovem Meister que deixa uma posição social confortável para se dedicar a sua grande paixão, o teatro. No início da obra é um rapaz imaturo, no fim um homem amadurecido e cheio de experiência e sabedoria. Podemos ver no nome do personagem uma alusão ao Mestre Maçom e interpretar o complicado enredo da série como uma alegoria da marcha do Aprendiz rumo à Maestria. Nos momentos mais críticos de sua jornada, Wilhelm Meister é ajudado por uma organização misteriosa, a “Sociedade da Torre”, onde é fácil perceber uma discreta alusão à Maçonaria. A Ordem Maçônica também está presente em As Afinidades Eletivas. No Fausto, a obra prima de Goethe onde um velho sábio é rejuvenescido através de um pacto com o diabo (Mefistófeles) e termina por ter a alma salva após uma longa caminhada em busca de algo que o faça se sentir realizado, existem também veladas alusões à Ordem Maçônica, ao lado de um simbolismo alquímico bastante evidente.
O seguinte pensamento goetheano praticamente resume a visão que o poeta tem da Maçonaria:
Nossa associação tem o dever de desenvolver, no Eu de cada um de seus membros, o sentimento religioso, sem nenhuma referência particular.
As últimas palavras de Goethe, proferidas instantes antes de fechar definitivamente os olhos para este mundo, no dia 22 de março de 1832, foram: Mehr Licht! ou seja: “Mais Luz!” Uma breve frase plena de ressonâncias simbólicas associadas à Maçonaria.”
(Hélio P. Leite, A Maçonaria na Literatura Universal)

domingo, 8 de março de 2015

As revoluções européias do séc. XIX foram tramadas nas lojas maçônicas judaicas

“Na página 340 de sua obra Le Juif etc, já citada, Gougenot des Mousseaux reproduz um artigo do jornal Folha Política, de Munique, em 1862, no qual se destaca a existência na Alemanha, na Itália e em Londres, de lojas diretoras desconhecidas da maioria dos maçons, e nas quais os judeus estão em maioria. “Em Londres, onde se encontra o lar da revolução sob o Grande Mestre Palmerston, existem duas lojas que jamais permitem que cristãos passem por suas portas. É lá que todas as tramas e todos os elementos da revolução são reunidos e depois chocados nas lojas cristãs.” Em seguida, des Mousseaux cita a opinião (p. 368) de um estadista protestante a serviço de uma grande Potência Germânica, que lhe escreveu em dezembro de 1865 que “quando estourou a revolução de 1845 eu me encontrava em relação com um judeu que por vaidade traiu o segredo das sociedades secretas às quais ele estava associado, e que me informou com oito a dez dias de antecedência de todas as revoluções que haviam de estourar em todos os pontos da Europa. Eu devo a ele a convicção inabalável de que todos os grandes movimentos de “povos oprimidos” etc etc são controlados por uma meia dúzia de indivíduos que dão seu conselho às sociedades secretas de toda a Europa.”
(Mons. George F. Dillon, Grand Orient Freemasonry Unmasked)

domingo, 23 de novembro de 2014

A atuação política e internacionalista da Maçonaria

“No texto de Gustavo Barroso publicado, "A Maçonaria", o notável Historiador cita documentos que desmentem a costumeira falácia maçônica de que a Ordem não se mete em política, bem como confirmam o caráter internacionalista da seita. Mas, como certamente vai aparecer algum bisonho dizendo que isso foi no passado, que hoje a maçonaria é boazinha, que só cuida de filantropia, serão transcritos abaixo trechos de um Livro português mais recente - é de 1998 -, que comprovam as afirmações de Barroso.
As passagens foram retiradas da Obra de A. H. de Oliveira Marques, A Maçonaria em Portugal. Lisboa: Gradiva/Fundação Mário Soares, 1998, 119 páginas. Colecção Cadernos Democráticos, Valores, Volume 6.
Os Políticos maçons não são representantes dos seus eleitores, nem dos Partidos em que estão formalmente filiados, mas, das Lojas:
“Dos 20 ao 90 anos, todo o maçon consciente sabe que pode e deve aprender com seu irmão maçon e aceita com abertura e humildade todos os ensinamentos e correctivos que sobrevierem da expressão das suas opiniões. Não é por mera disciplina ou simples eufeudamento hierárquico que os governantes maçons devem submeter projectos importantes de leis e outros actos governativos à apreciação dos seus confrades. É porque têm a certeza de que aí colherão, sem lisonja e com sinceridade, meios de aperfeiçoar a obra que visam. Cada loja maçónica surge assim como uma pequena assembleia de base onde o dirigente – na realidade, representante seu – constantemente se apoia, na busca da melhor fórmula para o bem de todos”. (p. 9)
O internacionalismo é um “dogma” maçônico, sendo o conceito de Nação transitório, devendo um dia ser superado, portanto, entre a “fraternidade” maçônica e a fidelidade à Pátria, o maçon deverá ficar com a Ordem:
“Através do ritual, que inclui vocabulário próprio e sinais de reconhecimento específicos, um maçon português pode contactar com um maçon japonês e receber dele ou transmitir-lhe ajuda e apoio de qualquer género. De facto, um dos deveres mais importantes do maçon, inserto nas Constituições do mundo inteiro, consiste em reconhecer como irmãos todos os maçons, tratá-los como tais e prestar-lhes auxílio e protecção, a suas viúvas e filhos menores. A história da Maçonaria está cheia de casos que provam o geral cumprimento deste dever.
“O internacionalismo da Ordem Maçônica estabelece-se através das Nações ou Estados politicamente constituídos. (...)”
Não quer isto dizer que a Maçonaria aceite a Nação como realidade última da organização da Humanidade. Tal equivaleria a contradizer o princípio da fraternidade universal e da existência de uma única família na face do globo. (...) “A Nação é a escola presente para a super-Nação futura”. Em caso de conflitos entre nações o maçon encara sem dúvida problemas de difícil resolução. Mas, se for obrigado, sem quaisquer sofismas nem disfarces, a optar entre a fraternidade com seus irmãos de outro país e a fidelidade à sua Pátria, ele deverá escolher a primeira.(...)” (p. 10 e 11)
A infiltração maçônica:
“Ao sobrevirem as Revoluções Americana e Francesa, os pedreiros-livres eram já muitos milhares. Mas a acção directa da Ordem na feitura dos movimentos revolucionários não está comprovada documentalmente. A Maçonaria actuou por trás, nos bastidores, sobre o ideário e a actividade dos muitos pedreiros-livres que, integrados noutras organizações mais pragmáticas, lutaram seguindo a via revolucionária e política. Os ideais das Revoluções Americana e Francesa haviam sido, de facto, pensados, teorizados e expostos muito antes delas. E assim iria suceder, quase sempre nas interligações Maçonaria-História. Prefiguração maçónica de ideais e de acções historicamente relevantes, encontramo-la desde a Revolução Americana ao movimento francês de Maio de 1968. Ligação directa entre Maçonaria e esses movimentos, raras vezes é possível detectá-la. Desde sempre, a acção maçónica exerceu-se nos indivíduos e não nos organismos”. (p. 24 e 25)
“Uma das perguntas que vulgarmente se faz é de que maneira actua a Maçonaria no mundo profano. A resposta é simples: em grande parte através de instituições que fomenta, cria ou dirige mas que têm a sua vida própria, desligada da vida maçónica interna. Não interessa à Maçonaria que, nestas instituições, todos os membros lhe pertençam. Pelo contrário, prefere que alguns ou muitos lhe sejam alheios, para que a relacionação com o mundo profano se mostre tão grande quanto possível. Basta-lhe assegurar que o espírito de tais instituições se mantenha maçónico e que, se possível, a orientação geral ou, pelo menos, um certo controle, estejam nas mãos de maçons. O número de instituições deste tipo, a que chamaremos paramaçónicas, é grande. (...)” (p. 65)
Eis em que consiste a tão propalada beneficência maçônica:
"Mas cultura e beneficência requerem um enquadramento político. A maçonaria não faz política partidária; faz, no entanto, política no melhor sentido da palavra, identificando política com intervenção no mundo profano visando o melhoramento da sociedade. E faz política sempre que é necessário lutar pela tolerância, pela liberdade, pela igualdade e pela fraternidade, contra o fanatismo, a intolerância, a opressão, enfim. Neste caso, intervir na política não constitui apenas um direito da Maçonaria; constitui um autêntico dever". (p. 68 e 69)
Tomei a liberdade de grifar (negrito) algumas partes. Que cada Leitor tire suas próprias conclusões.”

http://maconariaestudoscriticos.blogspot.com.br

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A presença maçônica no governo de François Hollande

“A chegada à presidência da República de François Hollande está trazendo consigo uma nova idade de ouro da influência maçônica na França. No 16 de novembro passado, o ministro da Educação, Vincent Peillon, subiu ao estrado do templo do Grande Oriente da França (GO) e proclamou sem mais rodeios: “Queremos refundar a República! E queremos refundá-la a partir da escola!” Como nos melhores tempos da Terceira República (1875-1940), o laicismo se converteu no eixo da ação de governo, e as urgências por avançar o matrimônio homossexual nada mais são do que uma manifestação a mais.
“Compartilha nossos valores, é um maçom sem avental”, comentou um dos assistentes nesse dia sobre a figura do ministro que acabava de entusiasmá-los. Na verdade, no mínimo um terço do quilométrico governo de 38 membros (entre ministros e ministros delegados) formado por Jean-Marc Ayrault a pedido de François Hollande é maçom ou filomaçom, e se descermos na escala da administração os esquadros e os compassos se multiplicam. Até o presidente da Assembléia Nacional, Claude Bartolone, visitará nesta segunda-feira uma loja, talvez para agradecer a movimentação de uma trintena de deputados para promovê-lo ao cargo depois das eleições legislativas de junho.
Não respondo, não comento...
O diário francês Le Figaro publicou um relatório completo sobre a renascida influência maçônica no país, que aspiram consolidar de uma forma que somente lhes foi possível nos primeiros anos de François Mitterand (1981-1995), quando se assenhorearam do poder até que o presidente se rebelou contra a ousadia.
O periódico interrogou todos os membros do conselho de ministros sobre sua pertencência ou não às lojas. Alguns não responderam, como Marylise Lebranchu (Reforma do Estado), Stéphane Le Foll (Agricultura) ou Alain Vidalies (Relações com o Parlamento).
Outros desmentiram, como Michel Sapin (Trabalho) – em sintonia com os maçons, contudo, afirma o autor da reportagem - , Benoit Hamon (Economia e Finanças), George Pau-Langevin (Reforma da Educação) ou Michèle Delaunay (Assuntos Sociais).
Alguns respondem de uma forma que já é responder. Frédéric Cuvillier (Transportes) disse que “não pode responder”, embora se saiba de sua proximidade com o Grande Oriente; Jean-Yves Le Drian (Defesa), maçom, disse que “não comenta convicções pessoais”; o mesmo que outro maçom, Victorin Lurel (Ultramar); quanto a Jérôme Cahuzac (Orçamentos), “nem confirma nem desmente”, mas admite participar das sessões; Anne-Marie Escoffier (Descentralização), conhecido membro da Grande Loja Feminina da França, “não se sente competente” para contestar; quanto ao espanhol Manuel Valls (Interior), sua assessoria reconhece que ele se iniciou em 1988 mas deixou a maçonaria em 1996.
“A influência dos maçons se exerce de maneira difusa, por capilaridade, porque encontramos numerosos irmãos nos gabinetes ministeriais, nas administrações e nos âmbitos políticos”, explica Emmanuel Pierrat, advogado membro do Grande Oriente da França e coautor com Laurent Kupferman de um livro publicado este ano: Ce que la France doit aux francs-maçons... et ce qu´elle ne leur doit pas [O que a França deve aos maçons... e o que não lhes deve].
Atualmente, os ministérios de maior influência maçônica são tão essenciais como Defesa (não somente o ministro mas também seu chefe de gabinete, Cédric Léwandowski), Interior (uns 10% dos comissários) e Educação (dois dos principais conselheiros de Peillon para a reforma educativa: Marc Mancel e Christian Forestier).
Objetivo: constitucionalizar a lei
Esta influência está provocando rivalidades entre as lojas, e algumas denunciam a prepotência do Grande Oriente da França, que é quem nestes momentos desfruta de maior presença quantitativa e qualitativa no aparato de poder.
Seus objetivos estão claros e passam por uma ofensiva laicista como não se tem visto na França nos últimos trinta anos. Le Figaro desvela que o Grande Mestre do Grande Oriente da França. José Gulino, foi recebido secretamente em outubro por Pierre-René Lemas, secretário geral do Palácio do Eliseu (sede da presidência da República), com um único objetivo: os maçons querem constitucionalizar a lei de 1905 – ainda vigente, embora parcialmente reformada - , especificamente anticatólica e responsável pela progressiva descristianização do país ao longo do século XX.
Essa lei provocou uma firme resposta do Papa São Pio X, marcando para o catolicismo francês um caminho de resistência à maçonaria que só começou a suavizar-se depois da Segunda Guerra Mundial. Hoje o arcebispo de Paris, o cardeal André Vingt-Trois, está começando a pegar de novo o timão dessa resistência, e as manifestações nas ruas da França contra o matrimônio homossexual têm obtido um êxito imprevisto.
A presença da Igreja foi desaparecendo das instituições onde havia sido milenar em virtude dessa lei, que agora a maçonaria quer converter em pilar da República, blindando-a contra qualquer reforma ou supressão. Esse intento apresenta obstáculos mais políticos e legais que ideológicos, mas outro socialista membro da maçonaria, Gérard Contremoulin, disse que “o presidente Hollande pode superá-los”. E a sugestão de um grande oriente, hoje, na França, significa muito...”
(Carmelo López-Arias, La Masoneria Francesa Pidió en Secreto a Hollande Una Ofensiva Laicista. Religión em Liberdad, dezembro de 2012)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

As origens satânicas da cultura moderna

Um símbolo de VENENO deveria ser colocado sobre as portas de nossas universidades, cinemas e galerias de arte. Deveria haver um aviso semelhante em nossa TV, música e vídeos.
Na década de 1920, líderes da Internacional Comunista decidiram que a sociedade ocidental era forte demais para ser conquistada. Era necessário enfraquecê-la com a subversão de suas instituições culturais – família, educação, religião, arte, meios de comunicação de massa e governo.
Eles tiveram um enorme sucesso. Mantendo essas instituições em seu formato familiar, eles mudaram sutilmente seu conteúdo. É como ornar um frasco de aspirina com arsênico. O objetivo é envenenar gradualmente, paralisar e eventualmente destruir.
Estamos percebendo que nossos líderes políticos e culturais são em geral uns covardes, patetas, traidores, trapaceiros, oportunistas e impostores premiados pela quantidade de dano que podem causar.
Nosso fracasso em combater o Comunismo se deve a um equívoco em relação a sua verdadeira natureza. O Comunismo é a criação de um culto satânico (Cabalistas) promovido pelos banqueiros judeus internacionais Illuminati. Foi planejado para colocar toda a riqueza do mundo em suas mãos e depois reduzir e escravizar a raça humana. A Estrela Vermelha de cinco pontas do Comunismo é também o símbolo do culto ao demônio. Vírus demoníaco, o Comunismo metamorfoseou-se em inúmeras formas (tais como o feminismo e os “direitos dos gays”), ludibriando cada vez mais pessoas.
A Civilização Ocidental foi erguida sobre o Cristianismo, a premissa de que Deus é real, a Realidade Definitiva, que é espiritual. Através da alma humana que Deus criou, o indivíduo comum pode discernir a Vontade Divina sem mediação de uma autoridade mundana. Essa é a razão por que os banqueiros odeiam o Cristianismo.
Deus é a Verdade, o Amor, a Beleza e a Bondade a que nós aspiramos. Essa ordem moral impede que um grupelho monopolize a riqueza do mundo. Assim, os banqueiros decidiram destruir nossa crença em uma Ordem Divina, por meio da promoção do Darwinismo, do Existencialismo etc. Eles criam a guerra, a depressão e o terror para que exijamos seu “antídoto”: a Nova Ordem Mundial.
Em seu brilhante ensaio “A Escola de Frankfurt e o Politicamente Correto”, Michael Minnichino descreve como a maioria dos movimentos intelectuais e artísticos mais apreciados do século XX, ainda em voga nos dias de hoje, foram na verdade inspirados por pensadores que eram agentes do Comintern (Internacional Comunista) financiados pelos banqueiros centrais. Alguns deles na verdade trabalharam para a Inteligência Soviética (NKVD) até os anos 60.
Ele escreve: “A tarefa [da Escola de Frankfurt] era primeiramente minar o legado judaico-cristão por meio de uma “abolição de cultura”... e depois, determinar novas formas culturais que aumentariam a alienação da população, criando assim uma “nova barbárie”... O propósito da arte, da literatura e da música moderna deve ser destruir o potencial inspirador da arte, da literatura e da música...
Os recursos vieram de “várias universidades alemãs e americanas, a Fundação Rockefeller, o Comitê Judaico Americano, muitos serviços de inteligência americanos...”
Esse movimento subversivo “representa quase a totalidade da base teórica de todas as modas estéticas do politicamente correto que agora empestam nossas universidades.” Eles estão associados ao Pós-Modernismo, ao Feminismo, aos Estudos Culturais, ao Desconstrucionismo, à Semiótica etc.
Seu resultado final é divorciar-nos da verdade, da coesão social e de nossa herança cultural. Eles afirmam que a realidade é incognoscível e que os escritores e artistas estão apenas representando a si mesmos. Por exemplo, o pós-modernista Hayden White escreve que “as narrativas históricas são ficções verbais, cujos conteúdos são mais inventados que achados... verdade e realidade são essencialmente armas autoritárias dos nossos tempos.” Em outras palavras, não podemos saber o que aconteceu no passado (que é exatamente o que eles querem).
O Pós-Modernismo faz parte da agenda autoritária. Da mesma forma, a Escola de Frankfurt defendia a idéia de que o “autoritarismo” é causado por religião, liderança masculina, casamento e família, quando essas coisas na verdade preservam a sociedade.
Como resultado, as universidades são território inimigo e os professores geralmente são obstáculos ao magistério genuíno.
A Antiga Conspiração
O Comunismo é o produto de uma antiga conspiração contra Deus e o homem. Os judeus fariseus rejeitaram a Cristo porque ele ensinou que Deus é Amor e todos os homens são iguais perante Deus.
“O advento do Cristo foi uma catástrofe nacional para o povo judeu, principalmente para os líderes”, escreve Leon de Poncins. “Até então só eles tinham sido os Filhos da Aliança; eles tinham sido seus únicos sumos-sacerdotes e beneficiários...”
Ele continua: “O antagonismo irredutível com o qual o Judaísmo tem-se oposto ao Cristianismo por 2000 anos é a chave e a fonte da moderna subversão... [O judeu] defende a razão contra o mítico mundo do espírito... ele foi o doutor da descrença; todos os que mentalmente estavam em revolta vieram até ele seja em segredo, seja à plena luz do dia...” (Judaísmo e o Vaticano, pp. 111-113.)
Suspeito que o Messianismo judaico possa ser um instrumento dos banqueiros internacionais, uma forma de consolidarem seu poder. Esses banqueiros e seus aliados estão criando uma Nova Ordem Mundial que pouco se importa com princípios democráticos. Eles serão os deuses.
É famosa a citação de Nathan Rothschild (1777-1836): “Eu não me importo com que marionete ocupa o trono da Inglaterra para governar o Império. O homem que controla o suprimento de dinheiro da Grã-Bretanha controla o Império Britânico e eu controlo o suprimento de dinheiro britânico.”
Além do Messianismo judaico, a Franco-Maçonaria tem sido o instrumento dos banqueiros. Ela foi essencial na destruição das monarquias cristãs na Alemanha, Áustria e Rússia e no declínio da Igreja Católica. Isso também foi revelado na chamada “Sinfonia Vermelha” [N. do T: A transcrição de 50 páginas do interrogatório de Christian G. Rakovsky pela NKVD].
Na Encíclica Humanum Genus (1884) o Papa Leão XIII escreveu que o objetivo final da Franco-Maçonaria é “desenraizar completamente toda a ordem religiosa e moral do mundo, que veio à existência com o Cristianismo... Isso significará que a fundação e as leis da nova estrutura da sociedade serão baseadas no puro naturalismo.”
O Papa Leão XIII também disse: “A Franco-Maçonaria é a permanente personificação da Revolução; ela constitui uma espécie de sociedade ao inverso cujo objetivo é exercer um domínio oculto sobre a sociedade como a conhecemos, e cuja única razão de ser consiste em fazer guerra a Deus e Sua Igreja.” (De Poncins, Franco-Maçonaria e o Vaticano, p. 45)
Em Franco-Maçonaria e o Vaticano, Leon de Poncins usa fontes judaicas para afirmar que a Franco-Maçonaria está intimamente relacionada ao Judaísmo. Por exemplo, o Rabino Elle Benamozegh escreveu: “A teologia maçônica corresponde muito bem à da Cabala...” (Israel et L’Humanité, p. 73)
De Poncins cita um artigo que apareceu em 1861 em uma revista judaica parisiense, La Verité Israelite: “Mas o espírito da Franco-Maçonaria é o do Judaísmo em suas crenças mais fundamentais; suas idéias são judaicas, sua linguagem é judaica, sua própria organização é quase judaica...”
De Poncins escreve que a meta tanto da Franco-Maçonaria quanto do Judaísmo é a unificação do mundo sob a lei judaica. (Franco-Maçonaria e o Vaticano, p. 76)
Conclusão
Da mesma forma que precisamos de comida saudável e exercício, nossa mente e alma precisa de verdade e beleza. Precisamos ver a vida retratada honestamente, com as forças verdadeiras identificadas. Ao invés, somos deliberadamente enganados e degradados por uma pequena elite financeira com um plano diabólico. Garanhões brancos, nossas almas são alimentadas com uma dieta de serragem.
Seja na escola ou pelos meios de comunicação de massa, somos bombardeados com propaganda programada para produzir alienação e disfunção. Devemos nos proteger desse veneno antes que seja tarde demais.
A boa notícia é que a cultura moderna, baseada na premissa de que não há nenhum propósito inerente ou design positivo na vida humana, foi desmascarada como uma psy-op (operação psicológica) Illuminati de longa duração planejada para nos desmoralizar. Mas ela vai fracassar.”
(Henry Makow, The Satanic Origin of Modern Cult-ure)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Como um sacerdote se torna maçom

“Em 1999 foi publicado um livro de modo anônimo na Itália intitulado Via col vento in Vaticano que, segundo o editor da versão francesa, “teria vindo de um grupo de dignitários do Vaticano chamado 'Os Milenários' (Les Millénaires) que decidiram quebrar a lei do silêncio”. É uma obra coletiva que descreve várias desordens que afetam a Santa Sé. Os capítulos são de valor desigual e alguns pedem sérias reservas. O capitulo 18, A Fumaça de Satanás no Vaticano, trata da maçonaria e expõe, em quatro páginas de grande interesse, o processo implementado para fazer com que os prelados filiem-se à seita.
“Existe um verdadeiro noviciado para os sacerdotes que se incorporam à ordem maçônica. Há entre eles uma certa categoria de homens nos quais a maçonaria vê possíveis colaboradores; estes devem possuir certas qualidades em conjunto: inteligência aguda, desejo profundo de fazer carreira, ambição, bela e imponente presença física e rosto agradável. Tais excelentes qualidades chamam a atenção dos recrutadores.
Quando um jovem sacerdote corresponde a esses critérios (…), falta apenas iniciar o ataque com estímulos a sua auto-estima.”
O autor insiste no segredo da operação, condição de seu sucesso.
“A condição absoluta é que, nesta primeira fase, o candidato designado permaneça na total ignorância do que está sendo montado ao seu redor. A técnica maçônica exige uma revelação progressiva, para que o associado descubra os fins da sociedade secreta apenas gradualmente, de acordo com o que os superiores considerem como útil.”
O primeiro contato acontece da maneira mais natural possível:
“Um convite numa embaixada obrigatória para uma celebração nacional, o encontro inesperado com uma pessoa que se diz prezar esta amizade, um sacerdote que lhe pede algo, que se mostra grato. Então vem a fase de elogios e adulações: 'oh, que maravilha, tanta gentileza, uma tal inteligência! (...) Você mereceria mais, você está desperdiçando seu tempo... Mas por que não nos tratamos de modo mais familiar?' (…) Então se entra na fase das perspectivas futuras: 'Conheço um certo sacerdote, um certo cardeal, um certo embaixador ou um certo ministro (…) Direi prontamente uma palavra a seu respeito; falarei de você como um homem que merece maiores responsabilidades' (…).
Neste estágio, o proponente percebe imediatamente se o partido interessado já mordeu a isca.”
O processo assim descrito continuará por muitos anos, sempre em segredo.
“Aos poucos, as promessas feitas começam a se realizar. O candidato pré-selecionado percebe que não foram falsas as promessas e acredita-se no dever de ser grato ao amigo, a quem considera seu benfeitor. Nesse momento, sua carreira progride sem encontrar nenhuma dificuldade. Brilhantes possibilidades se abrem diante dele para o serviço da Igreja, dentro da qual ele começa a imaginar uma posição que lhe caiba muito bem.
É exatamente nesse momento, quando, tomado pela febre de ambição e vaidade, o sacerdote desprevenido tem na mão a prova de sua rápida ascensão, a qual ele ainda não entendeu completamente, e quando outras promoções para posições ainda mais elevadas aparecem no horizonte, que eles chegam à fase das explicações.”
Eles explicam duas coisas ao candidato:
- se ele chegou a posições tão brilhantes, foi devido ao apoio discreto da ordem maçônica e seus amigos;
- ele é livre para continuar a colaborar com essa ordem, que garantirá a continuidade de seu avanço.
“Nessa fase bastante delicada, o sacerdote em crise é quem decide a escolha que vai tomar. O desejo de continuar a subir, a vertigem de se saber introduzido na corrente maçônica, o medo de inevitáveis revelações caso se recuse a aderir, ou, ao contrário, o vácuo que ele já pode sentir ao seu redor, a exortação fraternal de algum dignitário para continuar, como ele próprio já havia feito: em uma palavra, tudo isso acaba por convencer o sacerdote a seguir o caminho que outros começaram a traçar para ele, sem seu conhecimento.
Quanto mais alto alguém é colocado, mais provável é sua fragilidade interna pelo medo de perder as altas posições que lhe foram permitidas alcançar. Um abismo chama outro. A pessoa busca uma desculpa para isso.
Muitos sacerdotes que assim se comprometeram acabam por ceder e tornar-se membros do aparato maçônico e na obrigação de obedecer suas instruções.
“Dessa forma, uma vez infiltrado em seu meio sacerdotal, o bravo noviço maçônico tem, como seu principal dever, que parecer confiável mantendo suas promessas e, se necessário, apresentar sob um dia ruim, como falsos e hipócritas, os melhores sacerdotes do lugar onde ele se infiltrou (…).
Habilmente fisgado, o novo maçom novo então se torna um peão na esfera de atividade da loja secreta e é adicionado aos outros que lá já fizeram seu ninho. Sua ascensão pode continuar a partir de agora sem obstáculos até o topo com a ajuda dos outros 'irmãos'. "
Admirável processo fundado no segredo, que facilmente pode durar dez anos e que só pode ser implementado por um pessoal disciplinado, bem treinado... e paciente. É sem dúvida usado não apenas na cúria, tanto no mundo secular, quanto no eclesial.
Duas observações gerais devem ser feitas quanto ao que se expôs acerca da penetração maçônica na cúria e do processo usado nesse propósito.
A presença de maçons em posições chave na Igreja explica em grande parte os desvios em doutrina e disciplina dos últimos quarenta anos. É particularmente claro no caso da reforma litúrgica.
Quanto ao processo que faz sacerdotes maçons, é muito importante entendê-lo e fazê-lo conhecido, porque ele obviamente perde sua efetividade quando é descoberto.
Concluindo, fiquemos em alerta quanto à questão maçônica. É uma das chaves da crise atual, tanto política como religiosa. E, como o papa Leão XIII disse na encíclica Humanum genus, é preciso “arrancar da maçonaria a máscara com a qual ela se esconde e mostrá-la como ela é”.
Fiquemos em alerta e mantenhamos a fé na Igreja; sabemos que as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
‘A Igreja é realmente uma sociedade sobrenatural, realmente santa – corpo místico de Cristo, esposa de Cristo – de uma fidelidade intacta, à imagem da Virgem Maria. Ela é totalmente dada e comunicada por Jesus em cada século, sem exceção, e até o fim do mundo. Isso e nada mais.’”
(Arnaud de Lassus, How Does a Prelate of the Church Become a Freemason?)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Richard Wagner e a maçonaria

“Embora não fosse maçom, ele quis ser. Teve muitas influências maçônicas em sua vida, inclusive de sua família e amigos. Seu cunhado, Prof. Oswald Marbach, foi uma das personalidades mais importantes da maçonaria na época de Wagner, e considerando os aspectos maçônicos de seu Parsifal, especula-se que ele aprendeu muito das idéias e rituais maçônicos de Marbach. Marbach ocupou a presidência do capítulo Baiduin zur Linde de Leipzig durante mais de 30 anos e foi membro honorário de mais de 50 lojas. Outro de seus grandes amigos foi o banqueiro Feustel em Bayreuth, que de 1863-69 foi grão-mestre da loja Zur Sonne em Bayreuth. Em 1847 Feustel propôs que a loja abolisse as restrições a não-cristãos se tornarem membros. Ao que parece, Wagner informou Feustel de seu desejo de se tornar membro da loja Eleusis zur Verschwiegenheit em Bayreuth, mas foi aconselhado a não submeter uma petição formal pois havia membros que censuravam Wagner por sua vida pessoal. Feustel sugeriu a Wagner que sua admissão à loja fortaleceria a oposição dos clérigos bávaros se soubessem que ele era um membro do Ofício.”
(William R. Denslow, 10.000 Famous Freemasons)