sábado, 28 de novembro de 2020

A dor aceita voluntariamente é a medida de toda grandeza

“A dor aceita voluntariamente é a medida de toda grandeza; porque não há grandeza sem sacrifício e o sacrifício não é outra coisa que a dor voluntariamente aceita... Na dor há um não sei quê de fortalecedor e de viril e de profundo, que é origem de toda heroicidade e de toda grandeza... Pelo contrário, aquele que deixa as dores pelos prazeres logo começa a decair com um progresso ao mesmo tempo rápido e contínuo... com o hábito de ceder, perde até a memória do esforço. No prazer há um não sei quê de enervante, que leva a morte calada e escondida... O homem deixa ali como em despojos a pujança de sua vontade, a virilidade de seu entendimento, e perde o instinto das grandes coisas... Há, pois, algo de maléfico e de corrosivo no prazer, como há algo na dor de purificante e de divino... Aquele que aceita livremente a dor sente em si certo prazer espiritual que fortifica e levanta; do mesmo modo aquele que se deixa controlar pelos prazeres sente em si certa dor que em vez de fortalecer enerva e deprime. A dor é aquela pena universal a que pelo pecado ficamos todos sujeitos... pelo prazer vamos à dor, que é pena, e pela resignação e pelo sacrifício à dor, que é remédio. Pois que loucura é a dos filhos de Adão, que não podendo fugir da dor, fogem do que é remédio, para cair no que é pena? ... Como Deus é maravilhoso em todos seus desígnios, e quão admirável naquela arte divina que consiste em tirar o bem do mal, a ordem da desordem, e todas as harmonias de todas as dissonâncias.” 
(Juan Donoso Cortés, Carta ao diretor da “Revue des Deux Mondes” em Refutação a um artigo de M. Alberto de Broglie)

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Contra as “missas animadas”


“A intrínseca perversidade do neomodernismo se comprova por sua inclinação malsã a entender o Rito divino da Missa como o resultado de perspectivas histórico-culturais que o fariam indefinidamente modificável segundo as diferentes sensibilidades dos destinatários.
A banalização da Religião, a tendência a confiná-la dentro de uma experiência psicológica oscilante entre as falsas alternativas representadas por um estéril intimismo consolador e por manifestações efusivas da assembleia, denotam as raízes da crise que insidia a integridade doutrinal e institucional da Igreja, submergindo-a nas proclamações de um ecumenismo confuso e antidogmático.
Quem quer que não se deixe condicionar pelos sofismas e pelos preconceitos ateológicos do progressismo não tardará a dar-se conta dos efeitos espiritualmente nocivos que se originam da pretensão de adaptar a Religião ao homem moderno, pretensão considerada como o resultado de um processo evolutivo natural e benéfico.
As reformas pós-conciliares facilitaram a dessacralização da liturgia, esvaziando-a de sua essência de ato sacrificial e propiciatório, cumprido pelo Senhor em benefício das almas e de sua salvação eterna.
A divina Liturgia, submetida pela agressão profanadora da pseudoteologia neomodernista a perder sua originária finalidade sobrenatural em uma atmosfera caracterizada pela sucessão de cantos e danças completamente estranhos à sacralidade do Rito, denuncia a presunçosa centralidade de uma assembleia que se autoafirma como artífice de uma nova consciência ‘religiosa’ apta a acolher os limitados horizontes do espírito mundano.
Devido às ambíguas atualizações ditadas pela inatural busca de um entendimento com os invasivos ‘idola mundi’, faz-se cada vez mais árduo aproveitar a imensa riqueza dos tesouros espirituais libertados pela Paixão redentora de Jesus. A desconsagração dos altares, imediatamente substituídos por mesas sem adornos, adaptadas à reevocação simbólica e narrativa da Ceia do Senhor, é a mais desconcertante manifestação da crise que repercute tragicamente nos diversos contextos do mundo contemporâneo, condenado ao suicídio por um ceticismo deformado e pela pertinaz vontade de institucionalizar a desordem moral e civil.
A isso se une a desvalorização do sacerdócio, ordenado por Deus para a reatualização do Sacrifício do Calvário, mas degradado pelo reformismo conciliar à direção ‘pastoral’ de uma assembleia que afirma seu arbitrário protagonismo, reduzindo a celebração eucarística a alegre ocasião convivial e desposando (segundo o conselho e a imposição de seu ‘presidente’) o já quase universal costume profanador da ‘Comunhão na Mão’.
Se a aberrante concepção da Missa como espetáculo que pressupõe uma adequada animação exibicionista é o que trouxe a culpável aquiescência à venenosidade apostática do neomodernismo, o sacrossanto dever de minar o influxo corrosivo não pode não se fundar em uma confiante devoção aos Dois Corações de Jesus e Maria, que guiam e unem os que professam a verdadeira Fé no caminho à bem-aventurança celeste.”

http://adelantelafe.com/las-misas-animadas

sábado, 7 de novembro de 2020

A Termodinâmica contraria o Marxismo

"Em primeiro lugar há uma matéria macrofísica, que vai desde o objeto conhecido às estrelas e galáxias. Está formada por sistemas de moléculas, de átomos, de partículas, e é governada pelo princípio da degradação de energia (em virtude da segunda lei da Termodinâmica). Num sistema fechado, a energia degrada-se, ou seja, passa de formas mais complexas de organização para outras menos complexas e menos estruturadas. Aqui encontra o materialismo dialético a sua sentença de morte, já que a matéria que ele perspectiva não é passível de evolução, ou seja, de passar a níveis superiores de organização e heterogeneidade. O que sucede é precisamente o contrário e por isso mesmo, no seu tempo, Marx e Engels se recusaram, com inteira lógica, a aceitar como verdadeira a segunda lei da Termodinâmica." 
(António Marques Bessa, Ensaio sobre o Fim da Nossa Idade

https://accao-integral.blogspot.com.br

domingo, 1 de novembro de 2020

O feminismo não conseguiu conceber uma personalidade para as mulheres senão imitando a personalidade masculina

"O que realmente equivale a uma abdicação foi assim reivindicado como sendo um "passo à frente". Depois de séculos de "escravidão", a mulher queria ser "ela mesma" e fazer o que quisesse. Mas o assim chamado feminismo não conseguiu conceber uma personalidade para as mulheres senão imitando a personalidade masculina, de modo que as "reivindicações" da mulher escondem uma falta fundamental de confiança em si mesmas, assim como a sua incapacidade de ser e de funcionar como um mulher real e não como um homem.
Devido a tal incompreensão, a mulher moderna considerou seu papel tradicional como sendo humilhante e se ofendeu ao ser tratada "apenas como uma mulher". Este foi o começo de uma vocação errada. Por isso, ela queria vingar-se, recuperar sua "dignidade", provar seu "verdadeiro valor" e competir com os homens no mundo dos homens. Mas o homem que ela se propôs derrotar não é de todo um homem de verdade, apenas o fantoche de uma sociedade padronizada e racionalizada que não conhece mais nada que seja verdadeiramente diferenciado e qualitativo.
Nessa civilização, obviamente, não há espaço para privilégios legítimos e, portanto, mulheres que são incapazes e não querem reconhecer sua vocação tradicional natural nem defendê-la (mesmo no plano mais baixo possível, uma vez que nenhuma mulher sexualmente realizada sente a necessidade de imitar e invejar o homem) poderiam facilmente demonstrar que elas também possuem virtualmente as mesmas faculdades e talentos – tanto materiais como intelectuais – que se encontram no outro sexo e que, de modo geral, são exigidos e estimados numa sociedade do tipo moderno. O homem, por sua vez, deixou irresponsavelmente isso acontecer e até ajudou e empurrou mulheres para as ruas, escritórios, escolas e fábricas, em todos os pontos encruzilhados e "poluídos" da cultura e da sociedade modernas. Assim, o último impulso de nivelamento foi dado".
(Julius Evola, Rivolta contro il Mondo Moderno)

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Ludwig Klages e o biocentrismo

"Ludwig Klages foi um teórico menos influente, embora ainda digno de nota, do declínio que focou não nas Altas Culturas, mas no declínio da Vida (que se põe em contraste com a mera Existência). A teoria de Klages, chamada "Biocentrismo", assume uma dicotomia entre Seele ("Alma") e Geist ("Espírito"); duas forças na vida humana que estão em batalha psicológica uma contra a outra. A alma pode ser entendida como pura Vida, impulso vital, enquanto o Espírito pode ser entendido como intelecto abstrato, pensamento mecânico e conceitual, razão, e Vontade.
Segundo a teoria biocêntrica, em tempos pré-históricos primordiais, a Alma e o corpo do homem estavam unidos e assim os homens viviam extaticamente de acordo com o princípio da Vida. Com o passar do tempo, o Espírito interferiu na Vida humana, o que levou os homens a usarem o pensamento conceitual (em oposição ao simbólico) e o intelecto racional, e com isso começando a separação de corpo e alma. Nesta teoria, quanto mais a história humana progride, mais a Vida é limitada e arruinada pelo Espírito em um longo mas ultimamente indetível processo que termina em pessoas completamente mecanizadas, ultracivilizadas, e sem alma. "A máquina já se libertou do controle do homem", escreveu Klages, "ela não é mais a serva do homem: na verdade, o próprio homem está agora sendo escravizado pela máquina."
O último estágio é marcado por coisas tais como uma completa desconexão com a Natureza, a destruição do ambiente natural, a maciça mistura das raças, e uma falta de verdadeira Vida, que se prevê finalmente acabar na morte da humanidade devido ao estrago feito ao mundo natural. Klages declarou, "... a derradeira destruição de tudo parece ser uma conclusão garantida."
(Lucian Tudor, The German Conservative Revolution & Its Legacy)

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A queda da mulher advém da queda do homem

"Numa sociedade que não entende mais a figura do asceta e do guerreiro; em que as mãos dos mais recentes aristocratas parecem ser mais adequadas para segurar raquetes de tênis ou shakers para misturas de coquetéis do que espadas ou cetros; em que o arquétipo do homem viril é representado por um boxeador ou por uma estrela de cinema, se não pelo covarde opaco representado pelo intelectual, pelo professor universitário, pelo fantoche narcisista do artista ou pelo banqueiro ocupado e sujo, ou o político - em tal sociedade, seria apenas questão de tempo até que as mulheres se levantassem e reivindicassem uma "personalidade" e uma "liberdade" de acordo com o significado anarquista e individualista geralmente associado a essas palavras. E enquanto a ética tradicional pedia aos homens e às mulheres para serem eles mesmos ao máximo de suas capacidades, e que expressassem com traços radicais suas próprias características de gênero - a nova "civilização" visa nivelar tudo, já que é orientada para o disforme e para o estágio que não está além, mas sim desse lado do individualismo e da diferenciação dos sexos".
(Julius Evola, Rivolta contro il Mondo Moderno)

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

As heresias de Bento XVI sobre os judeus


“Com base na Escritura e Tradição, a Igreja Católica ensina infalivelmente que para salvar-se uma pessoa precisa crer em Jesus Cristo e na fé católica.
João 8:24: “... porque se não crerdes em quem eu sou, morrereis no vosso pecado.”
Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, 1439, ex cathedra: “Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé católica. (…) é necessário para a eterna salvação crer também fielmente na encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo… o Filho de Deus é Deus e homem...”
A Igreja Católica também ensina infalivelmente que a Antiga Aliança cessou com a vinda de Cristo, e foi substituída pela Nova Aliança. O Concílio de Florença ensina que aqueles que praticam a Antiga Lei e a religião judaica pecam mortalmente, e os declara como “estranhos à fé de Cristo” afirmando que “eles não podem alcançar a salvação eterna, a não ser que um dia se arrependam desses erros.”
Em 2001, porém, a Pontifícia Comissão Bíblica publicou um livro intitulado O povo judeu e as suas Sagradas Escrituras na Bíblia cristã. Este livro rejeita o dogma de que a Antiga Aliança cessou. Este ensina que a Antiga Aliança ainda é válida e que a espera dos judeus pela vinda do Messias (que formou parte da Antiga Aliança) também continua a ser válida. Este diz que Jesus não tem de ser visto como o Messias que foi profetizado; que é possível vê-Lo, como os judeus o fazem, não como o Messias e não como Filho de Deus.
Na seção II, A, 5, O povo judeu e suas Sagradas Escrituras na Bíblia cristã, afirma:
“A espera messiânica dos judeus não é vã…”
Na seção II, A, 7, O povo judeu e suas Sagradas Escrituras na Bíblia cristã, afirma:
“… ler a Bíblia como o faz o judaísmo envolve necessariamente uma implícita aceitação de todos os seus pressupostos, isto é, a plena aceitação de que o judaísmo é, em particular, a autoridade dos seus escritos e tradições rabínicas, os quais excluem a fé em Jesus como Messias e Filho de Deus. (…) os cristãos podem e devem admitir que a leitura judaica da Bíblia é possível…”
Então, de acordo com este livro do Vaticano, os cristãos podem e devem admitir que a posição judaica de que Jesus não é o Filho de Deus e o Messias profetizado é válida! O prefácio deste livro totalmente herético foi escrito por não outro que Joseph Ratzinger, o atual Bento XVI.
Isto é anticristo!
1 João 2:22: “Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus seja o Cristo? Este tal é um Anticristo…”
Heresia é uma rejeição de um dogma da fé católica; apostasia é uma rejeição total da fé cristã. Este livro contém heresia e apostasia, com a plena aprovação de Bento XVI.
Bento XVI ensina que Jesus Cristo não tem de ser visto como o Messias
Bento XVI ensina a mesma negação de Jesus Cristo em vários de seus livros:
Bento XVI, Deus e o Mundo, 2000, pág. 209: “É claro que é possível ler o Antigo Testamento de maneira que esse não seja direcionado para Jesus; esse não aponta de forma suficientemente inequívoca para Cristo. E se os judeus não conseguem ver n'Ele o cumprimento das promessas, isso não é apenas má vontade da parte deles, mas uma posição genuína por causa da obscuridade dos textos... Existem razões perfeitamente aceitáveis para negar que o Antigo Testamento refere-se a Cristo e para dizer ‘não, não foi isso que ele disse.’ E existem também boas razões para dizer que refere-se a Ele. É nisto que se baseia toda a disputa entre judeus e cristãos.”
Bento XVI disse que há razões perfeitamente aceitáveis para não crer que o Antigo Testamento se refere a Cristo como o Messias profetizado. Ele disse que o Antigo Testamento não aponta de maneira inequívoca para o Nosso Senhor como o Messias. Esta é outra negação total da fé cristã.
O que faz esta apostasia ser ainda mais monstruosa é o fato de que o Novo Testamento está repleto de passagens que declaram que o Nosso Senhor é o cumprimento das profecias sobre o Messias contidas no Antigo Testamento. Citando apenas uma passagem de muitas, em João 5, Nosso Senhor diz especificamente aos judeus que o que está escrito no Antigo Testamento a respeito d'Ele, irá condená-los.
João 5:39, 45-46: “Examinai as escrituras, pois julgais ter nelas a vida eterna, e elas mesmas são as que dão testemunho de mim… o mesmo Moisés, em quem vós tendes as esperanças, é o que vos acusa. Porque se vós crêsseis em Moisés, certamente me creríeis também em mim; porque ele escreveu de mim.”
Mas, de acordo com o apóstata Bento XVI, todas estas declarações bíblicas que dizem que o Nosso Senhor é o cumprimento das profecias contidas no Antigo Testamento, incluindo as próprias palavras de Nosso Senhor, podem ser falsas. Para Bento XVI, a interpretação judaica de que o Nosso Senhor não é o Messias, que não é o Filho de Deus, e que não é profetizado no Antigo Testamento, é possível e válida. Isto é totalmente herético, apóstata e anticristo.
Bento XVI também nega a Jesus Cristo no seu livro A minha Vida:
Bento XVI, A minha Vida, 1998, pp. 51-52: “Fui compreendendo progressivamente que o judaísmo… e a fé cristã tal como é descrita no Novo Testamento, são dois modos de apropriação da Sagrada Escritura de Israel, que em definitivo depende da posição assumida para com Jesus de Nazaré. A Escritura Sagrada que nós hoje chamamos Antigo Testamento está aberta a ambas as perspectivas…”
Bento XVI declara mais uma vez que as Escrituras estão abertas para a interpretação judaica de Jesus: que Jesus não é o Filho de Deus. É precisamente por isso que Bento XVI repete frequentemente a heresia de que judeus não precisam acreditar em Cristo para se salvarem.
Bento XVI, Zenit notícias, 5 de Setembro de 2000: “Estamos de acordo que um judeu, e isto é verdadeiro para crentes de outras religiões, não necessariamente tem de reconhecer Cristo como Filho de Deus para salvar-se…”
Bento XVI, Deus e o Mundo, 2000, pp. 150-151: “... [os judeus] ao dizerem ‘Não’ a Cristo põem os israelitas em conflito com os atos posteriores de Deus, mas ao mesmo tempo sabemos que lhes é assegurada a fidelidade de Deus. Não estão excluídos da salvação…”
Isto é uma rejeição total do dogma católico.
O ato público de apostasia de Bento XVI na sinagoga alemã
Tudo isto explica o porquê de, em 19 de Agosto de 2005 ― uma sexta-feira ao meio-dia, o mesmo dia e hora em que Jesus foi crucificado ―, Bento XVI ter chegado à sinagoga judaica em Colônia, Alemanha, e ter participado ativamente nos ofícios religiosos judaicos. Participar ativamente num culto não-católico é um pecado contra a Lei Divina e contra o Primeiro Mandamento, como foi sempre ensinado antes do Vaticano II.
Santo Ambrósio, Sermão 37, As Duas Barcas: “A infidelidade da Sinagoga é um insulto ao Salvador. Por isso, Ele escolheu a barca de Pedro, e abandonou a de Moisés, isto é, Ele rejeitou a Sinagoga infiel, e adotou a Igreja crente.”
Ao fazer parte de um ofício de culto judaico, Bento XVI cometeu um ato público de apostasia. Na sinagoga, Bento XVI estava proeminentemente sentado perto do frontal do altar. A sinagoga estava cheia de judeus que lá estavam para o ver. Bento XVI não foi apenas uma parte integral do ofício de culto judaico, ele foi a figura principal. Isto é, sem dúvida alguma, uma participação ativa na religião judaica.
De muito perto de Bento XVI, o chantre da sinagoga recitou e cantou orações com toda a força dos seus pulmões. Bento XVI fez gestos, tais como curvar a cabeça e bater palmas, para mostrar a sua aprovação e participação no ofício judaico. Ele juntou-se aos judeus na reza Kaddish, e música Yiddish soava ao fundo.
Quando Bento XVI levantou-se para falar (e eventualmente para rezar) na sinagoga, a sinagoga inteira pôs-se de pé e aplaudiu-o; aplaudiu-o pela sua aceitação da religião judaica. Toda a gente no mundo que viu esse evento sabe que esse teve apenas um significado: Bento XVI não tem problemas com judeus que rejeitam Jesus Cristo, e (de acordo com ele) eles não têm qualquer obrigação de aceitar Jesus Cristo para serem salvos.
Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, “Cantate Domino,” 1441, ex cathedra: “A Santa Igreja Romana crê firmemente, professa e prega que nenhum dos que estão fora da Igreja Católica, não só pagãos como também judeus, heréticos e cismáticos, poderá participar na vida eterna; mas que irão para o fogo eterno que foi preparado para o demônio e os seus anjos, a não ser que a Ela se unam antes de morrer…”
Bento XVI encoraja o rabino-chefe de Roma em sua “missão”
Bento XVI, Discurso ao Rabino-Chefe de Roma, 16 de Janeiro de 2006: “Ilustre Senhor Rabino-Chefe, a guia espiritual da comunidade hebraica romana foi-lhe confiada há pouco tempo; Vossa Excelência assumiu esta responsabilidade, alicerçado na sua experiência de estudioso e de médico, que compartilhou alegrias e sofrimentos de muita gente. Formulo-lhe de coração os meus votos ardentes pela sua missão e asseguro-lhe a estima e a amizade cordial, tanto minha como dos meus colaboradores.”
Isto é apostasia. Bento XVI encoraja o rabino-chefe em sua “missão”! Ele também expressa a sua estima pelo Rabino e pelo seu apostolado de rejeição a Cristo.
Bento XVI, Audiência Geral, 17 de Janeiro de 2007: “Desde há quase dois decênios a Conferência Episcopal italiana dedica este Dia ao judaísmo com a finalidade de promover o seu conhecimento e estima e para incrementar a relação de amizade recíproca entre a comunidade cristã e a judaica, relação que se desenvolveu positivamente depois do Concílio Vaticano II e depois da histórica visita do Servo de Deus João Paulo II à Sinagoga Maior de Roma. (…) Convido portanto todos a dirigir hoje uma invocação insistente ao Senhor para que judeus e cristãos se respeitem, se estimem…”
Ele fala positivamente de um dia dedicado ao judaísmo. Esse dia, segundo Bento XVI, é para promover a estima pelo judaísmo (uma religião falsa que rejeita a Cristo). Isto é uma rejeição absoluta da fé católica e de Jesus Cristo.”

http://www.igrejacatolica.org

domingo, 4 de outubro de 2020

Oswald Spengler e a decadência do Ocidente

"O mais famoso teórico do declínio é Oswald Spengler, o "doutor-profeta" que previu a queda da Alta Cultura Ocidental em seu magnum opus, O Declínio do Ocidente. Segundo Spengler, toda Alta Cultura tem sua própria "alma" (isto se refere ao caráter essencial da Cultura) e passa por ciclos previsíveis de nascimento, crescimento, ápice, declínio e morte que se assemelham aos da vida de uma planta. Citando Spengler:
"Uma Cultura nasce no momento em que uma grande alma desperta da proto-espiritualidade da humanidade eternamente infantil, e destaca-se, uma forma vinda do informe, algo limitado e mortal vindo do ilimitado e permanente. Ela desabrocha no solo de uma paisagem exatamente definível, à qual como uma planta ela permanece ligada. Ela morre quando a alma atualizou a soma total de suas possibilidades na foma de povos, línguas, dogmas, artes, ciências, e reverte à proto-alma."
Há uma importante distinção nesta teoria entre Kultur ("Cultura") e Zivilisation ("Civilização"). Cultura refere-se à fase inicial de uma Alta Cultura que é caracterizada pela vida rural, religiosidade, vitalidade, vontade de poder, e instintos ascendentes, enquanto Civilização refere-se à fase tardia que é caracterizada pela urbanização, irreligião, intelecto puramente racional, vida mecanizada, e decadência. Spengler focou particularmente em três Altas Culturas entre as quais ele fez comparações: a Mágica, a Clássica, e a atual Alta Cultura Ocidental. Ele defendia a idéia de que o Ocidente, que estava em sua fase de Civilização tardia, logo entraria em um estágio final imperialista e "cesarista" – um estágio que, segundo Spengler, marcaria o clarão derradeiro antes do fim da Alta Cultura.
Talvez a mais importante contribuição de Spengler para a Revolução Conservadora, contudo, seja sua teoria do "Socialismo Prussiano" que ele expressou em Prussianismo e Socialismo, e que formou a base de sua visão de que os conservadores e os socialistas deveriam se unir. Neste livro curto ele afirmou que o caráter prussiano, que era o caráter alemão par excellence, era essencialmente socialista. Para Spengler, o verdadeiro socialismo era primordialmente um assunto de ética em vez de economia.
Esse socialismo ético prussiano significava o desenvolvimento e a prática da ética do trabalho, disciplina, obediência, um sentido do dever para o bem maior e o estado, auto-sacrifício, e a possibilidade de alcançar qualquer posição pelo talento. O socialismo prussiano se diferenciava do marxismo e do liberalismo. O marxismo não era verdadeiro socialismo porque era materialista e baseado em conflito de classes, que estava em contraste com a ética prussiana do estado. Também em contraste com o socialismo prussiano estavam o liberalismo e o capitalismo, que negavam a idéia de dever, praticavam um "princípio de pirataria", e criavam o governo do dinheiro."
(Lucian Tudor, The German Conservative Revolution & Its Legacy)

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

A situação dos cristãos na Terra Santa


“Ao longo dos séculos, o Islão político não se mostrou muito afável com as comunidades cristãs nativas sob o seu regime. Episódios de tolerância à parte – que aliás não são raros –, o tratamento que sistematicamente se dá aos cristãos e aos judeus — ambos incluídos na categoria islâmica de dhimmi e tidos como cidadãos de segunda classe — é abusivo e discriminatório sob qualquer ponto de vista. Embora em alguns aspectos os cristãos e judeus tenham melhor sorte sob os regimes islâmicos do que, digamos, os judeus e muçulmanos no tempo da Reconquista espanhola em fins do século XV, os efeitos a longo prazo da dhimmização revelaram-se mais sérios.
Sob o Islão, os dhimmi são proibidos de construir novos lugares de culto ou reformar os já existentes; as suas mulheres podem casar-se com muçulmanos, mas o contrário é estritamente proibido; os dhimmi não têm direitos políticos; e cada comunidade dhimmi, assim como cada uma das pessoas que a constituem, é forçada a viver num estado de perpétua humilhação aos olhos da comunidade predominante.
Ou seja, essas medidas são claramente um método para a liquidação gradual das comunidades minoritárias. Com a notável exceção dos cristãos no Líbano, as comunidades cristãs do Oriente Próximo exibem hoje as cicatrizes de séculos de rebaixamento e de marginalização. São relíquias da devastação provocada por um sistema que, apesar de ter sido tecnicamente abolido nos Estados árabes modernos, continua no nível das políticas oficiais e no das atitudes e práticas populares. Um exemplo de classe dhimmi são os cristãos da Terra Santa — os cristãos palestinos — e seus complexos são um sintoma do que isso representa.
Fontes confiáveis apontam que o número de cristãos de todas as denominações em Israel é hoje de 150.000, incluindo Jerusalém, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e os territórios vizinhos. Os cristãos de Jerusalém são aproximadamente sete mil. Entre 1947 e 1967, a população cristã na Cidade Velha e redondezas caiu de quarenta e cinco para vinte e oito mil pessoas: uma tendência que aponta claramente para a eliminação da população cristã residual da cidade. Norman Horner, no seu Guia das Igrejas Cristãs no Oriente Médio, escreve: “Durante certo tempo, a emigração ameaçou fazer com que Jerusalém, em vez de ser a sede de uma comunidade cristã viva, se transformasse num simples museu de história cristã”.
Palestinos instruídos referem-se muitas vezes a uma crise de identidade entre os cristãos de seu povo: não sendo nem judeus nem muçulmanos, sentem-se rejeitados pelas duas comunidades maiores. Por serem palestinos, nunca poderão fazer parte de Israel, apesar de alguns até terem passaporte israelense; e por serem cristãos árabes, não é fácil a sua integração com o mundo cristão mais amplo. Acrescente-se a esses fatores as dificuldades econômicas que muitos deles têm de enfrentar (confiscos de terras, arbitrariedades nas contratações ou demissões), as dificuldades de acesso à educação superior (só 5 dos alunos de universidades israelenses são árabes) e o crescente fundamentalismo judeu, muçulmano e de certas comunidades evangélicas, e se verá que a pressão no sentido da emigração é bem palpável. Também não ajuda o fato de a maior denominação cristã — a Igreja Ortodoxa Oriental — ser formada por pessoas de etnia grega, criando assim uma barreira lingüística e cultural entre suas autoridades e as congregações árabes.
De um modo geral, os cristãos palestinos vêem na causa nacionalista um âmbito de convivência com seus conterrâneos muçulmanos. Esse ponto de intersecção é com excessiva freqüência idealizado e transformado num mito, graças à incansável insistência de certos intelectuais e clérigos em afirmar que sempre prevaleceu a harmonia entre cristãos e muçulmanos na Palestina. O bispo anglicano de Jerusalém, Riyad Abu ’Assal, disse-me certa vez em tom enfático: “Em toda a História da Palestina jamais se viu conflito algum entre cristãos e muçulmanos”. Hanan Ashrawi declarou no seu livro This Side of Peace (Deste lado da paz) que, quando era criança, não notava nenhuma diferença entre cristãos e muçulmanos: “Não sabíamos quem era o quê, e isso não tinha a menor importância”.
Esse sentimento é motivado principalmente pelo desejo de uma posição unificada para fazer frente a Israel, mas além disso tem as suas raízes num profundo estado psicológico dhimmi: a ânsia por encontrar — ou, se for preciso, fabricar ou inventar — uma causa comum com a comunidade dominante, a fim de diluir as diferenças religiosas existentes e assim talvez suavizar o peso da inevitável discriminação imposta pelo Islão político. A história da Cristandade palestina é em sua maior parte igual à da Cristandade dhimmi em todo o Crescente.
Antes de Israel entrar em cena, o problema da subserviência dhimmi ainda existia para os cristãos palestinos. E mesmo com Israel sendo visto e proclamado como inimigo tanto por cristãos como por muçulmanos, o espectro da subjugação dos dhimmi continua à espreita, logo abaixo da superfície. Os palestinos, especialmente os cristãos, ficam muito agitados e adotam uma atitude defensiva quando confrontados com relatos de perseguição de cristãos por muçulmanos palestinos. A sua reação reflexa é desconsiderar esses relatos, afirmando que são mentiras inventadas pela campanha de contra-informação israelense.
A Cristandade palestina difere do resto da Cristandade do Oriente Médio por estar marcada pela obsessão com o conflito árabe-israelense e com a questão palestina. Os cristãos da Palestina sustentam a improvável suposição de que toda perseguição contra os cristãos na região seria suavizada, quando não totalmente suprimida, se a questão palestina fosse resolvida. Essa opinião se baseia no mito de que tudo corria bem entre cristãos e muçulmanos antes da chegada de Israel.
Há dois grandes problemas nessa interpretação dos cristãos palestinos. O primeiro é que ela não leva em conta as sutis complexidades e as tortuosas facetas de uma região como o Oriente Médio. Uma vez mais, remover Israel da equação e satisfazer os mais ambiciosos sonhos palestinos não eliminaria a violência contra os não muçulmanos que é inerente ao Islão político. O segundo problema é que ela não é compartilhada pela vasta maioria dos cristãos da região, quer sejam dhimmi quer livres. Os cristãos egípcios e libaneses, as maiores e mais significativas comunidades cristãs do mundo árabe, não compartilham as mesmas ansiedades dos cristãos palestinos. E não se iludem pensando que tudo ficará bem se o problema palestino for resolvido.
Os cristãos palestinos diferem das outras comunidades cristãs também pelo seu profundo desconforto quanto ao Velho Testamento. Eles não recitam certos salmos nem lêem certas passagens do Velho Testamento por causa da sua imediata associação com o atual Estado de Israel e com o confronto árabe-israelense. Essa triste situação equivale a uma versão moderna da heresia de Marcião (ca. 90-165 d.C.), que rejeitava qualquer referência ao Antigo Testamento e insistia em que os cristãos deviam se ater exclusivamente aos Evangelhos e às Epístolas de São Paulo.
Movidos por idéias parecidas, certos cristãos palestinos extirparam ou adulteraram, nos seus textos litúrgicos, as referências específicas ao Velho Testamento e ao Povo de Israel. Esses marcionitas contemporâneos transpuseram as suas tragédias políticas para o âmbito da fé religiosa, do que resultou uma grande confusão doutrinal. Essa desorientação e esse afastamento desnecessário do Velho Testamento de modo algum deve ser estimulado: para os cristãos palestinos, a última coisa de que a sua fé ancestral — tão precária e traumatizada — precisa neste momento é ser oprimida pela heresia marcionita.
Qualquer que seja o ângulo sob o qual a vejamos (exceto no decisivo tema dos dhimmi), a Cristandade palestina não é representativa das mais amplas comunidades cristãs dispersas pelo Oriente Médio. Os cristãos da Terra Santa estão sujeitos a uma intensa perturbação que não afeta os seus irmãos dos países vizinhos. Talvez não haja remédio para essa perturbação, nem para as ansiedades e dúvidas sobre a sua identidade, sobre terem ou não um futuro, e — caso o tenham — sobre como e com quem ele se dará.
Tal como outros, tenho ponderado essas questões por anos a fio, e são poucas as respostas que surgem. Procuro nutrir a esperança de que no seio da Cristandade palestina surja uma compreensão que é exatamente o oposto da heresia marcionita: uma teologia e uma visão moral que reconheçam os judeus como irmãos mais velhos na fé de Abraão e lhes ofereçam livremente a terra. Com base nisso, judeus e cristãos poderiam construir um relacionamento pacífico e sólido em benefício mútuo. Para Deus tudo é possível, e não devemos desesperar de que isso aconteça. Enquanto isso, a sombria perspectiva é a de que logo mais não haverá nenhum cristão na Terra que todos os cristãos chamam de Santa.”
(Habib C. Malik, Christians in the Land Called Holy)

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domingo, 20 de setembro de 2020

Subjetivismo

“Subjetivismo é introduzir a liberdade na inteligência, quando pelo contrário, a nobreza desta consiste em submeter-se ao objeto, consiste na acomodação ou conformidade do pensamento com o objeto conhecido. A inteligência funciona como uma câmara fotográfica, deve reproduzir exatamente as características perceptíveis do real. A sua perfeição consiste na fidelidade ao real. Por este motivo a verdade define-se como a adequação da inteligência com a coisa. A verdade é esta qualidade do pensamento, de estar de acordo com a coisa, com o que é. Não é a inteligência que cria as coisas, mas as coisas que se impõem à inteligência tal como são. Consequentemente, a verdade de uma afirmação depende do que ela é, é algo de objetivo; e aquele que procura a verdade deve renunciar-se a si, renunciar a uma construção do seu espírito, renunciar a inventar a verdade.
Pelo contrário, no subjetivismo, é a razão que constrói a verdade: deparamo-nos com a submissão do objeto ao sujeito. Este passa a ser o centro de todas as coisas. As coisas não são mais o que são, mas o que se pensa delas. O homem passa a dispor da verdade conforme a sua vontade: a este erro chama-se idealismo no plano filosófico, e liberalismo no plano moral, político e religioso. Como consequência, a verdade será diferente conforme os indivíduos e os grupos sociais. A verdade torna-se necessariamente compartilhada. Ninguém pode pretender tê-la exclusivamente na sua integridade; ela faz-se e procura-se sem descanso. Pode ver-se o quanto isto é contrário a Nosso Senhor Jesus Cristo e à sua Igreja.”
(Mons. Marcel Lefebvre, Do Liberalismo à Apostasia: A Tragédia Conciliar)