sábado, 18 de janeiro de 2020

A santidade da Igreja


"Diante do aumento da delinqüência entre os jovens, os juízes tendem a condenar os pais, é razoável? Muitas vezes sim, mas o razoável é julgar sempre em cada caso quem e em que medida é culpado.
Há a responsabilidade dos pais, mas também a do jovem, a da escola, a da rua; se pais e escola fizeram o possível e o jovem se corrompe pelo que encontra na rua, a culpa poderia ser do presidente.
Mas tampouco se pode acusar rápido, pois também se deve julgar – de cima abaixo – quem cumpriu mal sua função, se o presidente ou o governador, o intendente, a polícia, ou simplesmente o vizinho desonesto. E se a culpa é do presidente, é culpada a pátria? Pode ser que sim, pode ser que não; não o seria se o governante agiu contra as leis e costumes e o consentimento geral.
Suponhamos o caso em que a culpa foi do jovem, mas houve negligência do governador. Quem pode, então, pedir perdão? Evidentemente, perdoam-se os culpados e não os que não o são; e podem aqueles pedir perdão sob duas condições: mostrar sincero arrependimento e oferecer a devida reparação, pois são metafisicamente incapazes de perdão as más vontades.
Mas também podem pedir perdão – embora de modo e razão muito diferente – os ofendidos: os pais ou o presidente; e o fazem com mais argumento, porque muito merece ser ouvido pela pátria e por Deus o pedido de perdão daqueles que têm sabido perdoar a seus devedores.
Mas aqui é outra a condição: que sejam completamente inocentes, pois bem podem pedir perdão os meritórios pais que fizeram tudo que puderam para dar bons filhos à pátria, mas não cabe que peça perdão por outros o governador negligente quando tem sua parte que expiar.
Se tanto nos valeu a voz que da Cruz exclamou: "Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem", foi porque era voz de "um Pontífice como convinha, santo, inocente, imaculado, afastado dos pecadores" (Hebreus 7, 26).
Pode a Igreja pedir perdão pelos pecados de seus filhos? Assim o faz todo dia desde dois mil anos, mas não como ofensora e sim como ofendida, não como dolosa e sim como doída, não como culpada e sim como inocente e santa Mãe. A Igreja é santa e nunca se pode, em rigor de justiça, atribuir-lhe culpa nos pecados de seus filhos. "A Igreja verdadeira é SANTA – diz o catecismo de São Pio X – porque santa é sua cabeça invisível, que é Jesus Cristo, santos muitos de seus membros, santa sua Fé, sua Lei, seus Sacramentos e, fora dela, não há nem pode haver verdadeira santidade."
Nunca pôde ninguém acusar a Cristo do menor pecado; dois mil anos de história têm mostrado a santidade de sua doutrina e das leis em que fundou sua Igreja; multidões de santos manifestam que os impulsos de graça que comunicam os Sacramentos levam à mais perfeita vida. Se um rei cristão ou um Papa cometeu pecados, salta aos olhos de um juiz honrado que o fez contra os mandamentos, exemplos e influências da santa Instituição a que pertencem. E nunca se poderá acusar a sua Cabeça de negligência no governo, pois para cada enfermidade de heresias ou pecados que haja podido invadir a Igreja, Nosso Senhor tem sabido despertar os anticorpos necessários.
Pretender que a Igreja peça perdão ao mundo assumindo a culpa de seus filhos é cometer a mais aberrante das injustiças; é desconhecer a santidade da Igreja e blasfemar contra a santidade de Deus, que na pessoa do Verbo é sua cabeça e no Espírito Santo seu coração.
Daí que o ato pelo qual o Papa anterior, em suposto nome da Igreja, pediu público perdão como de próprias culpas, resta como o maior ultraje jamais recebido por nossa Santa Mãe, que clama ao Céu por reparação. Moveu-o o ressentimento dos filhos liberais, castigados mil vezes por sua boa Mãe? Ou talvez a intenção de evitar que a Igreja seja crucificada, preferindo então – como Pilatos – oferecê-la ao mundo humilhada por uma autoflagelação: Ecce Mulier.
Mas também há a grosseira materialidade do pensamento moderno que, intoxicada de nominalismo, vomita as distinções e formalidades dos escolásticos; e atribui ou nega, segundo convenha, o da parte ao todo e o do todo à parte.
Se a parte peca, o todo deve assumir; e assim temos a Igreja ou a sociedade culpada de tudo que fizeram seus membros criminosos; mas não há que assustar-se tanto de assumir estas responsabilidades, porque agora se pode pedir perdão sem arrependimento nem reparação.
Não deixa de ser lógico, porque se de tudo são culpados todos, no final a culpa não é de ninguém ou... se bem se pensa... a culpa é de Deus."
(Pe. Álvaro Calderón, F.S.S.P.X, La Santidad de La Iglesia)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

O significado do tapa do Papa


“De modo estranho, o amplamente divulgado incidente do Papa dando um tapa numa mulher chinesa em seu caminho pela Praça de São Pedro em 31 de dezembro de 2019 tem relação com a mais não-noticiada história do ano.
A história é a grande traição da Igreja Subterrânea da China pelo Vaticano e o retorno da perseguição das autoridades comunistas aos padres e leigos fiéis católicos, ou seja, aos que se recusam a fazer parte da Associação Patriótica Católica (APC), controlada pelo Estado, que na prática governa a “Igreja Católica oficial” na China.
O “acordo” Roma-Pequim, aprovado por Francisco no ano passado, cedeu o direito da Igreja de nomear bispos e formalmente reconheceu a APC como a única representante da Igreja Católica na China. Por causa deste acordo, a Igreja Subterrânea está sofrendo novas perseguições e pressões para se fundir com a APC. E desta vez, as autoridades chinesas afirmam objetivamente que estão agindo com a aprovação do Vaticano.
Agora, voltemos à história do tapa. O que a imprensa de língua inglesa está divulgando deixa de fora um detalhe importante. Eles estão descrevendo a mulher que segura a mão do Papa como “asiática”, “uma fã agitada”, “uma devota” etc.
A impressão que passam para nós é que esta enfática admiradora agarrou, puxou a mão de nosso enfraquecido Papa, e rudemente insistiu em segurá-la para poder dizer-lhe algumas palavras de elogio ou pedidos pessoais. A imprensa está noticiando que suas palavras eram indiscerníveis.
As reações a este incidente têm caído em um destes dois campos:
- O Papa foi rude em dar um tapa na mão da mulher duas vezes e afastar-se mostrando óbvia raiva e irritação. Em suma, o pastor perdeu a compostura e agrediu uma de suas ovelhas e então foi pronunciar um discurso de Ano Novo em que condenou todo tipo de violência física contra mulheres. O malvado Francisco. Contraditório, mal-humorado, temperamental.
- O pobre Papa foi a vítima. A “asiática” apertou sua mão com tanta força que ele sentiu uma dor excruciante e reagiu naturalmente, perdendo a compostura. A mulher passou dos limites. Uma apologia “sincera” veio depois e tudo deveria ser perdoado e esquecido. O bom Francisco. Espontâneo, improvisador, comportando-se igual a qualquer um de nós.
De qualquer maneira, o veredito geral de ambos os lados é que este episódio foi exageradamente divulgado e deveria ser posto de lado.
Contudo, detalhes significantes foram deixados de fora deste contratempo. A mulher era chinesa, provavelmente da China continental e obviamente com pouco conhecimento de inglês, dadas as palavras com que se dirigiu ao Papa. Ela não era nenhuma fã fanática, tal como as dos Beatles, que estava tentando tocar o Papa.
Qualquer um que assista ao vídeo pode ver que ela estava muito séria e comportada, fazendo o sinal da cruz antes do Papa chegar até ela na fila, orando para que suas palavras pudessem ser ouvidas pelo Vigário de Cristo e Pastor do Rebanho nesta época de Natal.
Quando o Papa começou a se aproximar dela, ela buscou alcançá-lo para entregar sua mensagem, um apelo não apenas de uma mulher, mas uma mensagem dos corações de muitos fiéis católicos na China que estão sofrendo a nova e dura perseguição do regime comunista. Suas palavras, relatadas por fontes estrangeiras que – ao contrário da imprensa de língua inglesa – foram capazes de discerni-las, foram estas: “Segure! Segure! Procure a aldeia chinesa! Eles estão perdendo a fé!”
Traduzida para um melhor vernáculo, sua mensagem para Francisco foi: “Espere! Espere! Tome conta do povo chinês! Eles estão perdendo a fé!”
Apesar de seu péssimo inglês, Francisco recebeu a mensagem. Foi isso que o irritou, creio eu, e o tornou indignado. Ele não queria ouvir falar da triste condição dos católicos chineses ou responder a um pedido veemente por proteção pastoral.
Afinal de contas, é ele quem está instruindo a Igreja Subterrânea a se desfazer e se juntar à APC controlada pelo governo, a se submeter ao Estado comunista, a esquecer o meio século de lutas da perseguida Igreja Católica para manter a verdadeira Fé.
É ele quem está ignorando o fato de que a primeira ação do governo chinês após a assinatura do acordo com Roma foi exigir que todos os bispos oficialmente reafirmassem sua lealdade ao Partido Comunista. Então uma perseguição imediata começou contra qualquer um dos bispos e leigos subterrâneos que se recusassem a se juntar à APC.
Por esta razão, como esta corajosa senhora corretamente observou, “as pessoas estão perdendo a Fé”.
Esta é a verdadeira história que está sendo ignorada pela imprensa, tanto a conservadora quanto a progressista. Ambas têm consistentemente ignorado a traição oficial do Vaticano à Igreja Subterrânea Chinesa que começou com João Paulo II e cresceu enormemente sob Bento XVI, que preparou o terreno para o atual acordo com sua Carta aos Católicos Chineses de 2007.
Os dois tapas do Papa na mão da senhora chinesa são simbólicos do forte tabefe que o Pontífice deu na cara da autêntica Igreja Católica da China quando ele efetivamente a entregou às autoridades comunistas. Esta é a verdadeira história que deveria estar nas manchetes. Se estivesse, a missão da valente senhora chinesa teria tido algum sucesso.
Tenho diante de mim notícias da crescente perseguição de católicos na China dos últimos meses. Eu as resumirei em meu próximo artigo com a finalidade de ajudar esta pobre senhora e os católicos chineses que ela representa a terem sua difícil situação revelada a um Ocidente tristemente indiferente.”

Original em https://www.traditioninaction.org

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Oração de São Boaventura para obter os sete dons do Espírito Santo


“Ó Jesus, por Vós, o Filho único,
Por nós feito homem, crucificado e glorificado,
Pedimos ao Pai clementíssimo
Que nos conceda, dos seus tesouros,
a graça das sete formas do Espírito
Que repousou plenamente sobre Vós:
O espírito de sabedoria, para saborearmos o fruto da Árvore da Vida que Vós sois verdadeiramente e apreciarmos a sua doçura vivificante;
O dom da inteligência, que ilumine os olhares do nosso espírito;
O dom do conselho, que nos conduza pelo caminho estreito, na esteira dos vossos passos;
O dom da fortaleza, para que possamos reduzir a nada a violência dos ataques inimigos;
O dom da ciência, a fim de que sejamos cheios das luzes da vossa doutrina santa e possamos distinguir o bem do mal;
O dom da piedade, que nos confere entranhas de misericórdia;
O dom do temor, que, afastando-nos de todo o mal, nos guarde na paz, sob o peso do respeito pela vossa majestade eterna.
Pois foi isso que quisestes que pedíssemos
Nesta santa oração que nos ensinastes;
Por isso Vos pedimos agora,
Pela Vossa Cruz, que no-lo obtenhais,
Para glória do Vosso Nome Santíssimo,
Ao qual seja dada, com o Pai e o Espírito Santo,
Toda a honra, o louvor, a ação de graças,
A glória e a dominação por todos os séculos, assim seja.”

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A destruição do homem pela globalização


"Os homens não se parecem uns com os outros. A natureza também é variadamente rica, porque Ele assim o ordenou. Nosso Pai pensou que seus filhos poderiam ser enriquecidos com suas diferenças. Hoje a globalização é contrária ao plano divino. Tende a tornar a humanidade uniforme. Globalização significa separar o homem de suas raízes, de sua religião, de sua cultura, história, costumes e ancestrais. Ele se torna apátrida, sem país, sem terra. Ele está em casa em qualquer lugar e em lugar nenhum."
(Cardeal Robert Sarah, The Day Is Now Far Spent)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

A padronização destruidora do capitalismo


"O capitalismo tende a reduzir a humanidade a uma figura central: o consumidor. Todas as forças econômicas tentam criar um comprador que possa ser o mesmo em qualquer lugar do mundo. O consumidor australiano deve se parecer exatamente com o consumidor espanhol ou romeno. As identidades culturais e nacionais não devem ser um obstáculo à construção desse homem intercambiável. A padronização dos produtos de consumo é o reflexo perfeito da aridez dessa civilização sem alma."
(Cardeal Robert Sarah, The Day Is Now Far Spent)

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

A morte de um ser querido


"Quando morre um ser querido o homem moderno costuma cair em dois grandes erros. Por um lado crer que não há nada depois e é algo terrível. E por outro crer que o familiar, independentemente da vida que tenha levado, vai diretamente para o Céu. E por conseguinte deixam de rezar por ele. Erro crasso, pois somente santos muito destacados evitaram o transe do purgatório. E muitas almas viveram habitualmente em situação de pecado.
O Credo cristão – profissão de nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e em sua ação criadora, salvífica e santificadora – culmina na proclamação da ressurreição dos mortos no fim dos tempos, e na vida eterna.
Cremos firmemente, e assim esperamos, que do mesmo modo que Cristo ressuscitou verdadeiramente dentre os mortos, e que vive para sempre, igualmente os justos (os que tenham levado uma vida santa ou ao menos tenham morrido na graça de Deus) depois de sua morte viverão para sempre com Cristo ressuscitado e que Ele os ressuscitará no último dia (cf. Jn 6, 39-40). Como a sua, nossa ressurreição será obra da Santíssima Trindade:
Se o Espírito d'Aquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, Aquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos dará também a vida a vossos corpos mortais por seu espírito que habita em vós (Rm 8, 11; cf. 1 Ts 4, 14; 1 Co 6, 14; 2 Co 4, 14; Flp 3, 10-11)."
(Pe. Luis María Canale, Homilía: De la Muerte de Un Ser Querido)

Original em https://adelantelafe.com

domingo, 15 de dezembro de 2019

A Retardada do Ano

“A Grande Cretina obteve a maior honra que um mundo estúpido, ímpio e obcecado poderia lhe conceder à parte o Prêmio Nobel: o prêmio “Pessoa do Ano” da Revista Time.
As pessoas em Hong Kong estão arriscando suas vidas para combaterem uma ditadura comunista opressora, mas as fantasias da bourgeoisie deste Século XXI que bebe champanhe e voa de jatinho são mais importantes que a liberdade.
Essa garota claramente subdotada, mas extremamente arrogante, que não freqüenta a escola por sabe-se lá qual motivo falso, agora dará mais um passo em direção a seu provável fim: loucura, vício ou suicídio. Esse é, com muita frequência, o destino de pessoas com cérebro insuficiente para entender que elas não são especiais, o mundo não gira em torno delas e a indústria da mídia as abandonará assim que uma nova atração de circo mais estimulante e promissora for encontrada.
Também não encontro motivo para justificar ou absolver essa garota monstruosamente petulante. Ela tem idade suficiente e, quaisquer que sejam seus desafios mentais (nunca uma palavra foi tão apropriada), tem consciência suficiente para saber que está errada, e mesmo assim recrudesce em sua arrogante insistência de ser ouvida com sua insolência, ainda mais arrogante, de persuadir o mundo inteiro de que está errado. A Princesa Retardada certamente não faz concessões conosco, os proletários que pensam.
Estou muito feliz por ter roubado seus sonhos. O que é um sonho para ela é um pesadelo orwelliano para pessoas de pensamentos sãos, ainda otimistas apesar das desgraças. Ela passará seus próximos anos em uma mistura irreal de adulação, exploração e, acima de tudo, manipulação, até o momento devastador em que perceber que não era nada mais que uma idiota útil de grupos industriais e conspiradores políticos.
Não vou chorar quando o fardo a esmagar. Aos sete, e certamente aos dez, uma criança pode cometer um pecado mortal. Na sua idade, ela deveria perceber não apenas a grande estupidez, mas - e isso me deixa mais irritado - a surpreendente arrogância de uma jovem que pensa que o mundo inteiro lhe deve obediência.
Vá embora, você e seus sonhos, Greta.
Você é apenas uma ferramenta estúpida, insolente e cega de pessoas muito mais inteligentes que você, mas com a mesma falta de vergonha.”

Original em https://mundabor.wordpress.com

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O fim da liberdade de expressão nos campi americanos


"No Wall Street Journal do final de semana passado, Heather MacDonald escreve o seguinte sobre o atual problema das universidades americanas cancelando palestras de conferencistas cujas opiniões não concordam com as delas:
A intolerância no campus é em sua origem não um fenômeno psicológico, mas ideológico. Em seu centro está uma visão de mundo que percebe a cultura ocidental como endemicamente racista e sexista. O objetivo preponderante do sistema educacional é ensinar jovens que se encontram em uma lista sempre crescente de classificações de vítimas oficiais a se considerarem existencialmente oprimidos.
MacDonald está 100% correta – eu fiquei cara a cara com este fato apenas duas semanas atrás quando discursei no Bard College em Nova York.
Antes, um pouco de contexto. Em outubro de 2015, fui convidada pelo Williams College – depois desconvidada, e em seguida convidada de novo (eu recusei) – para falar em nome do programa "Aprendizado Desconfortável". Após o cancelamento do convite, a Fox News publicou o discurso que eu tinha planejado dar, e a partir daí outras redes de notícias ao redor do país começaram a se interessar sobre o assunto.
Desde então, tem havido cobertura contínua sobre a insanidade que os chamados palestrantes controversos são forçados a suportar quando concordam em falar sobre Coisas Que São Verdadeiras Mas Jamais Devem Ser Ditas.
Depois de saber do fiasco no Williams College, um estudante do Bard College começou um programa semelhante ao do Williams e o chamou de "Conversas Difíceis". Quando me pediu para discursar, esse estudante me garantiu que o convite não seria cancelado. "Os estudantes do Bard não fazem essas coisas", escreveu em um e-mail.
E ele estava certo. Não houve nenhum cancelamento, e não houve protestos. Ninguém se feriu, nem fui interrompida enquanto falava. Foi tudo muito civilizado.
Quem dera esse fosse o final da história, mas não foi. Não pode ser. Pois embora eu louve o Bard College por me convidar e por ser civilizado, isso não basta para ser digno de aplauso. O propósito de ter um palestrante é que os estudantes aprendam alguma coisa, e não acredito que os estudantes tenham aprendido algo. Não é que eu não tenha defendido direito meu ponto de vista – falei sobre os fracassos do feminismo – mas por causa do que MacDonald escreveu.
O sistema educacional e seus lacaios impressionáveis vêem a cultura ocidental como inerentemente sexista. Desta forma, tudo que eu disse a favor da América, e em particular dos homens americanos, caiu em ouvidos surdos.
Eu desconfiei desde o momento que adentrei a sala que tal seria o caso, pois havia mais estudantes de cor do que estudantes brancos. E o feminismo é um jogo de mulher branca.
Seja como for, fui em frente. Que mais poderia fazer?
Minha mensagem geral sobre igualdade de gênero foi que esta era fútil por uma razão: ela ignora a biologia. Citei até mesmo a feminista dissidente Camille Paglia e mostrei aos estudantes um vídeo dela e Christina Sommers dizendo a mesma mensagem.
No entanto, de algum modo a seção de perguntas e respostas descambou numa discussão sobre raça, privilégio branco e "fluidez" de gênero. E ao invés de redirecionar os estudantes, tomei uma decisão imediata e respondi às questões de frente.
Quando lhes disse que é impossível mudar o sexo de alguém, que o sexo não é um sentimento mas um fato biológico, houve um arquejo coletivo na audiência. Afinal, está na moda acreditar que ser homem ou mulher é um rótulo arbitrário que enfia a pessoa dentro de uma caixa. Os estudantes acreditam nisso tão enfaticamente que era eu que parecia estar fora de órbita.
Não foi diferente quando a conversa se moveu para o conceito em voga conhecido como "masculinidade tóxica". Essa é a teoria de que "homens jovens carregam uma semente demoníaca dentro de si mesmos a qual apenas feministas sabem como remover", conforme escreve Chris Beck em "Feminismo Agora É Tóxico".
É exatamente isso o que os estudantes queriam que eu aceitasse. Uma mulher jovem foi direta em sua alegação de que os pais ensinam seus meninos a não expressarem suas emoções, e, como resultado disso, a masculinidade se torna "tóxica".
Depois de dar a entender que seu argumento seria melhor recebido se ela mesma fosse mãe, eu disse a essa estudante que os garotos e os homens tendem a ser estóicos por natureza – e que esta característica tinha vantagens pois havia tempos quando era melhor não ser emocional. Lutar nas guerras de nossa nação é um exemplo, eu disse.
Isso foi recebido com um espanto maior ainda. Era como se eu fosse um alienígena de outro planeta que não pudesse entender como as coisas funcionavam na terra. Era tarefa dos estudantes me esclarecerem, em outras palavras, e não o oposto.
E assim me achei em conflito sobre meu tempo passado no Bard. Sim, o silenciamento da expressão é um problema enorme nos campi nos dias de hoje – e o Bard realmente se destaca acima da confusão. Mas como MacDonald acrescenta, e como minha visita ao Bard o comprova, o silenciamento da expressão é apenas um sintoma de um fenômeno muito maior nos campi das faculdades: uma "profunda distorção da realidade".
No fim das contas, então, não importa se palestrantes são silenciados ou não. Porque as universidades estão tão divorciadas da realidade que elas não podem imaginar uma palavra do que aqueles palestrantes iriam dizer."
(Suzanne Venker, Campus Free Speech Is The Least Of It: What I Learned From My Visit To Bard)

Original em: http://dailycaller.com

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Profanação à Virgem de Fátima


“Durante a Missa em Fátima por ocasião dos 100 anos das aparições marianas, na qual ressaltou a cor negra e não a branca própria de uma festa de canonização, Bergoglio não pronunciou uma só palavra acerca da mensagem da Santíssima Virgem entregue em 1917: nem sobre a necessidade de consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, nem sobre a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês, nem sobre a petição de reparação, conversão e penitência, nem sobre o inferno e a necessidade do Rosário nem, muito menos, sobre a apostasia que sai do vértice da Igreja.
Em vez disso, aproveitou a homilia para ressaltar que a Virgem não é uma chefe de agência dos correios para enviar mensagens todos os dias, quando no dia anterior no santuário destacou que Ela não é uma santinha à qual se acode para conseguir graças baratas.
Perguntamo-nos se podem ser “graças baratas” quaisquer das que nos consegue a Virgem Maria aos homens. E se há quem considera que qualquer “santinha” pode conseguir graças, quanto mais o pode fazer a própria Mãe de Deus quando lhas pedimos.
E regressando a Roma, escarneceu dos que contemplam Maria com “sensibilidades subjetivas, como detendo o braço justiceiro de Deus pronto para castigar”. Talvez não saiba que, quando das aparições há 100 anos, a Santíssima Virgem revelou que Ela vinha precisamente para deter a ira divina: “Para prevenir isto, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração. Se meus desejos se cumprem, a Rússia se converterá e haverá paz, se não, a Rússia difundirá seus erros ao redor do mundo, trazendo novas guerras e perseguições contra a Igreja; os justos serão martirizados e o Papa terá que sofrer muito, várias nações serão aniquiladas.”
A um repórter que lhe perguntou sobre Medjugorje, Bergoglio respondeu: “Estas supostas aparições não têm tanto valor: isto sigo como opinião pessoal. Há quem pense que a Virgem disse: ‘Venham, no dia tal, a tal hora, vou dar uma mensagem a esse vidente’”. Francisco esqueceu que a Santíssima Virgem disse aos três pastorinhos de Fátima: “Quero que venham aqui no dia 13 de cada mês, ao meio dia”.
Já ninguém sabe se tanto desprezo à Virgem de Fátima seja algo pessoal, ou um compromisso com grupos internos da Igreja que nutrem ódio contra a Mãe de Deus, ou ambos. Só nos resta claro que o cobre já está muito reluzente... para quem o queira ver.”

http://www.ultimostiempos.org