segunda-feira, 16 de julho de 2018

Figuras de linguagem


“Toda figura de linguagem expressa compactamente uma impressão sem indicar com clareza o fenômeno objetivo que a suscitou. Decomposta analiticamente, ela se revela portadora de muitos significados possíveis, alguns contraditórios entre si, que podem corresponder à experiência em graus variados. No Brasil de hoje, todos os “formadores de opinião” mais salientes, sem exceção visível – comentaristas de mídia, acadêmicos, políticos, figuras do show business -- pensam por figuras de linguagem, sem a mínima preocupação – ou capacidade – de distinguir entre a fórmula verbal e os dados da experiência. Impõem seus estados subjetivos ao leitor ou ouvinte de maneira direta, sem uma realidade mediadora que possa servir de critério de arbitragem entre emissor e receptor da mensagem. A discussão racional fica assim inviabilizada na base, sendo substituída pelo mero confronto entre modos de sentir, uma demonstração mútua de força psíquica bruta que dá a vitória, quase que necessariamente, ao lado mais barulhento, histriônico, fanático e intolerante. Como as pessoas pressentem de algum modo que essa situação ameaça descambar para a pura e simples troca de insultos, se não de tapas ou de tiros, o remédio que improvisam por mero automatismo é apegar-se às regras de polidez como símbolo convencional e sucedâneo da racionalidade faltante, como se um sujeito declarar calma e educadamente que os gatos são vegetais fosse mais racional do que berrar indignado que são animais. O resultado é que a linguagem dos debates públicos se torna ainda mais artificiosa e pedante, facilitando o trabalho dos demagogos e manipuladores.
É um ambiente de alucinação e farsa, no qual só o pior e mais vil pode prevalecer.
O cúmulo da devassidão mental se alcança quando as leis penais passam a ser redigidas dessa maneira. Se a definição de uma conduta delituosa é vaga e imprecisa, a tipificação do crime correspondente se torna pura matéria de preferência subjetiva do juiz ou de pressão política por parte de grupos interessados. Assim, por exemplo, o agitador que pregue abertamente a inferioridade da raça negra e o engraçadinho que faça uma piada ocasional sobre negros podem ser condenados à mesma pena por delito de “racismo”. Duas condutas qualitativamente incomparáveis são niveladas por baixo: não há mais diferença entre delito e aparência de delito. É a mulher de César às avessas: não é preciso ser criminoso, basta parecê-lo. Basta caber numa definição ilimitadamente elástica que inclui desde o uso impensado de certas palavras até a doutrinação genocida explícita e feroz. “Racismo” é uma figura de linguagem, não um conceito rigoroso correspondente a condutas determinadas. Uma lei que o criminalize é um jogo de azar no qual a justiça e a injustiça são distribuídas a esmo, por juízes que têm a consciência tranqüila de estar agindo a serviço da liberdade e da democracia. É uma comédia. Quem se der o trabalho de distinguir analiticamente os vários sentidos com que a palavra “racismo” é usada em diversos contextos verificará que eles correspondem a condutas muito diferentes entre si, das quais algumas podem ser criminosas. Estas é que têm de ser objeto de lei, não o saco de gatos denominado “racismo”. E “homofobia”, então? Seu sentido abrange desde o impulso homicida até devoções religiosas, desde a discussão científica de uma classificação nosológica até a repulsa espontânea por certo tipo de carícias – tudo isso criminalizado por igual. Quem cria e redige essas leis são obviamente pessoas sem o mínimo senso de responsabilidade por seus atos: são adolescentes embriagados de um delírio de poder; são mentes disformes e anti-sociais, são sociopatas perigosos. Só eleitores totalmente ludibriados podem ter elevado esses indivíduos à condição de legisladores, dando realidade à fantasia macabra do “Doutor Mabuse” de Fritz Lang: a revolução dos loucos, tramada no hospício para subjugar a humanidade sã e impor a demência como regra. E não pensem que ao dizer isso esteja eu mesmo apelando a uma figura de linguagem, hiperbolizando os fatos para chamar a atenção sobre eles. A incapacidade de distinguir entre sentido literal e figurado, a perda da função denominativa da linguagem, a redução da fala a um jogo de intimidação e sedução sem satisfações a prestar à realidade, são sintomas psiquiátricos característicos. Quando tomei conhecimento dos diagnósticos político-sociais elaborados pelos psiquiatras Joseph Gabel e Lyle H. Rossiter, Jr., que indo além da concepção schellinguiana da “doença espiritual” classificavam as ideologias revolucionárias como patologias mentais em sentido estrito, achei que exageravam. Hoje sei que estavam certos.
As figuras de linguagem são instrumentos indispensáveis não só na comunicação como na aquisição de conhecimento. Quando não sabemos declarar exatamente o que é uma coisa, dizemos a impressão que ela nos causa. Todo conhecimento começa assim. Benedetto Croce definia a poesia como “expressão de impressões”. Toda incursão da mente humana num domínio novo e inexplorado é, nesse sentido “poética”. Começamos dizendo o que sentimos e imaginamos. É do confronto de muitas fantasias diversas, incongruentes e opostas que a realidade da coisa, do objeto, um dia chega a se desenhar diante dos nossos olhos, clara e distinta, como que aprisionada numa malha de fios imaginários – como a tridimensionalidade do espaço que emerge das linhas traçadas numa superfície plana. Suprimir as metáforas e metonímias, as analogias e as hipérboles, impor universalmente uma linguagem inteiramente exata, definida, “científica”, como chegaram a ambicionar os filósofos da escola analítica, seria sufocar a capacidade humana de investigar e conjeturar. Seria matar a própria inventividade científica sob a desculpa de dar à ciência plenos poderes sobre as modalidades “pré-científicas” de conhecimento.
Mas, inversamente, encarcerar a mente humana numa trama indeslindável de figuras de linguagem rebeldes a toda análise, impor o jogo de impressões emotivas como substituto da discussão racional, fazer de simbolismos nebulosos a base de decisões práticas que afetarão milhões de pessoas, é um crime ainda mais grave contra a inteligência humana; é escravizar toda uma sociedade – ou várias – à confusão interior de um grupo de psicopatas megalômanos.”

http://www.olavodecarvalho.org

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Franz Kafka: Diante da Lei

“Diante da lei está um porteiro. Um homem do campo chega a esse porteiro e pede para entrar na lei. Mas o porteiro diz que agora não pode permitir-lhe a entrada. O homem do campo reflete e depois pergunta se então não pode entrar mais tarde.
- É possível – diz o porteiro. – Mas agora não.
Uma vez que a porta da lei continua como sempre aberta e o porteiro se põe de lado o homem se inclina para olhar o interior através da porta. Quando nota isso o porteiro ri e diz:
- Se o atrai tanto, tente entrar apesar da minha proibição. Mas veja bem: eu sou poderoso. E sou apenas o último dos porteiros. De sala para sala porém existem porteiros cada um mais poderoso que o outro. Nem mesmo eu posso suportar a simples visão do terceiro.
O homem do campo não esperava tais dificuldades: a lei deve ser acessível a todos e a qualquer hora, pensa ele; agora, no entanto, ao examinar mais de perto o porteiro, com o seu casaco de pele, o grande nariz pontudo, a longa barba tártara, rala e preta, ele decide que é melhor aguardar até receber a permissão de entrada. O porteiro lhe dá um banquinho e deixa-o sentar-se ao lado da porta. Ali fica sentado anos e anos. Ele faz muitas tentativas para ser admitido e cansa o porteiro com os seus pedidos. Às vezes o porteiro submete o homem a pequenos interrogatórios, pergunta-lhe a respeito de sua terra natal e de muitas outras coisas, mas são perguntas indiferentes, como as que os grandes senhores fazem, e para concluir repete-lhe sempre que ainda não pode deixá-lo entrar. O homem, que havia se equipado com muitas coisas para a viagem, emprega tudo, por mais valioso que seja, para subornar o porteiro. Com efeito, este aceita tudo, mas sempre dizendo:
- Eu só aceito para você não julgar que deixou de fazer alguma coisa.
Durante todos estes anos o homem observa o porteiro quase sem interrupção. Esquece os outros porteiros e este primeiro parece-lhe o único obstáculo para a entrada na lei. Nos primeiros anos amaldiçoa em voz alta e desconsiderada o acaso infeliz; mais tarde, quando envelhece, apenas resmunga consigo mesmo. Torna-se infantil e uma vez que, por estudar o porteiro anos a fio, ficou conhecendo até as pulgas de sua gola de pele, pede a estas que o ajudem a fazê-lo mudar de opinião. Finalmente sua vista enfraquece e ele não sabe se de fato está ficando mais escuro em torno ou se apenas os olhos o enganam. Não obstante reconhece agora no escuro um brilho que irrompe inextinguível da porta da lei. Mas já não tem mais muito tempo de vida. Antes de morrer, todas as experiências daquele tempo convergem na sua cabeça para uma pergunta que até então não havia feito ao porteiro. Faz-lhe um aceno para que se aproxime, pois não pode mais endireitar o corpo enrijecido. O porteiro precisa curvar-se profundamente até ele, já que a diferença de altura mudou muito em detrimento do homem:
- O que é que você ainda quer saber? – pergunta o porteiro. – Você é insaciável.
- Todos aspiram à lei – diz o homem. – Como se explica que em tantos anos ninguém além de mim pediu para entrar?
O porteiro percebe que o homem já está no fim e para ainda alcançar sua audição em declínio ele berra:
- Aqui ninguém mais podia ser admitido, pois esta entrada estava destinada só a você. Agora eu vou embora e fecho-a.”

domingo, 8 de julho de 2018

A última luz


“São muitos os leitores que me escrevem inquietos, alguns muito ofendidos em suas crenças, outros em um estado de angústia próximo à perda da fé, suplicando-me que me pronuncie sobre tal ou qual desvario eclesiástico. Durante muitos anos ofereci minha cara nua para que a quebrassem os inimigos da fé; até que, certo dia, começaram a quebrá-la também (e com que sanha!) seus supostos guardiães. Hoje atravesso uma noite escura da alma de incerta saída; pelo que, sentindo muito, não posso atender às solicitudes de meus leitores angustiados, senão em todo caso juntar-me a sua tribulação; ao invés, recordar-lhes-ei uma passagem das Escrituras que, em momentos tenebrosos, convém ter presente, para que não morra a esperança. E estas linhas serão as últimas que dedicarei a esta questão comovedora.
Em uma das visões do Apocalipse se nos fala da Grande Prostituta que “fornica com os reis da terra” e “embriaga as pessoas com o vinho de sua imoralidade”. Esta Grande Prostituta é a religião adulterada, falsificada, prostituída, entregue aos poderes deste mundo; e é a antítese da outra mulher que aparece no Apocalipse, a parturiente vestida de sol e coroada de estrelas que tem que fugir para o deserto, perseguida pela Besta. Se a Grande Prostituta significa a religião ajoelhada diante dos “reis da terra”, a Parturiente representa a religião fiel e mártir. Estas duas facetas da religião, que para Deus são perfeitamente distinguíveis, não o são sempre para os homens, que com freqüência confundem uma com a outra (às vezes por candura, às vezes por perfídia); e só serão plenamente distinguíveis no dia da ceifa, quando se separem o trigo e o joio. Entretanto, para tratar de distinguir esta religião prostituída temos de guiar-nos pelos indícios com que nos brindou Cristo: é a religião transformada em sal insípido, é a religião que cala para que gritem as pedras, é a religião que permite a “abominação da desolação”, adulterando, ocultando e até perseguindo a verdade. “Expulsar-vos-ão das sinagogas – profetizou Cristo, em um último aviso aos navegantes -. E, quando vos matarem, pensarão que estão prestando um serviço a Deus”. Evidentemente, não estava se referindo à perseguição decretada pelos reis da terra, senão à perseguição muito mais pavorosa – sumo mistério de iniqüidade – impulsionada pela Grande Prostituta.
Como fornica a Grande Prostituta com os reis da terra? Rebaixando-se diante de suas leis, transigindo diante de sua ditadura ideológica, calando diante de suas aberrações, cobiçando suas riquezas e honras, apegando-se aos privilégios e brilhos com que a têm subornado, para tê-la a seus pés; em suma, pondo os poderes deste mundo no lugar que corresponde a Deus. E como embriaga as pessoas com o vinho de sua imoralidade? Adulterando o Evangelho, reduzindo-o a uma lastimável papa bom-mocista, turvando a doutrina milenar da Igreja, cortejando os inimigos da fé, disfarçando de misericórdia a submissão ao erro, semeando a confusão entre os singelos, condenando ao desnorteamento e à angústia os fiéis, os quais inclusive assinalará como inimigos diante das massas cretinizadas, que assim poderão linchá-los mais facilmente. Ao final esses fiéis serão muito poucos; mas, por outro lado, serão terrivelmente visíveis, provocando o ódio da religião prostituída, que os perseguirá até o deserto: “ E sereis odiados por causa de meu nome, mas o que perseverar até o fim, este será salvo”.
Entretanto, Deus manterá suas promessas sobre a permanência e infalibilidade de suas palavras: “Céu e terra passarão, mas minhas palavras não passarão”. E esta última luz será nosso único consolo, enquanto nos invade a noite escura da alma.”
(Juan Manuel de Prada, La Última Luz)

quinta-feira, 5 de julho de 2018

O vinho causou a surdez e a morte de Beethoven


"Ludwig van Beethoven: a sua obra musical imensa, a sua terrível surdez... e as discussões sem fim sobre as causas da sua morte e das suas doenças. Quase dois séculos depois do seu desaparecimento, a 27 de Março de 1827, aos 56 anos de idade, o caso médico do compositor alemão continua a intrigar médicos e investigadores. E é com alguma regularidade que novas teorias são publicadas em revistas médicas e científicas.
É certo que, neste domínio, o autor da Nona Sinfonia e do Hino à Alegria está longe de rivalizar com o seu compatriota Wolfgang Amadeus Mozart, que morreu algumas décadas antes dele (em 1791), aos 35 anos. Pelo menos 140 causas foram avançadas como estando na origem da morte do compositor de A Flauta Mágica e de Don Giovanni. Mas não faltou imaginação aos especialistas para tentarem explicar os sintomas crônicos - a começar pela surdez - de que sofria Beethoven e identificar a doença que provocou a sua morte.
Retrospectivamente, e tendo fé nas descrições do seu relatório de autópsia, da sua correspondência (excessiva), dos escritos dos seus amigos e dos seus médicos, o ilustre compositor padecia de sífilis, de uma doença inflamatória do intestino, de tuberculose, da doença de Paget (uma patologia de remodelagem dos ossos que pode levar à surdez) e de alcoolismo... É sobretudo a partir das cartas do músico e de documentos dos seus próximos que foi reconstituída, de forma bem precisa, a evolução da sua surdez, cujos primeiros sintomas começaram antes dos 30 anos, acabando por o atirar para o silêncio nos últimos anos da sua vida.
O alívio do álcool
Os escritos de Beethoven e dos seus médicos também se revelaram preciosos para documentar outros problemas de saúde (problemas digestivos e depressão, entre outros), e sobretudo a sua tendência imoderada para a bebida. A correspondência de Beethoven é rica em alusões ao prazer e o alívio que o álcool lhe proporciona, em particular o vinho. No leito da morte, numa altura em que se encontra num estado físico deplorável, com um quadro clínico que indica a falha das funções renais (dores abdominais, icterícia, ascite e edema dos membros), ele ainda quer mais um remédio. "Como poderei agradecer-vos por este excelente champagne, como ele me restaurou, como ele me vai restaurar ainda mais!", escreve o compositor ao barão Johan Pasqualati, naquela que será umas das suas últimas cartas, datada de Março de 1827 (extrato do livro Les Lettres de Beethoven, Actes Sud, 2010).
A autópsia realizada, ao que tudo indica a pedido do próprio, confirma que os seus órgãos estavam minados pelo álcool.
"A cavidade abdominal está cheia a quatro quartos de um líquido avermelhado e turvo. O tamanho do fígado está reduzido a metade. Está compacto e tem uma consistência enrugada, de cor verde azulado, e a sua superfície está coberta de nódulos do tamanho de feijões", está escrito no relatório da autópsia, traduzido do latim por François Martin Mai, cujo artigo foi publicado no Journal of the Royal College of Physicians of Edinburgh em 2006. O baço é descrito como muito inchado, bem como o pâncreas. Os rins estão muito danificados...
Mesmo na ausência de exames dermopatológicos (análise ao microscópio de tecidos), que não existiam na altura, o diagnóstico não deixa margem para dúvidas. Foi uma falha do fígado provocada por cirrose alcoólica, complicada por uma peritonite, que levou Beethoven à morte, concluiu François Martin Mai. A lesão do pâncreas também pode ser explicada pelo excesso de álcool. "Alguns autores sugeriram uma origem viral. Mas as hepatites B e C não eram conhecidas antes do século XX, e a hepatite A não se complica por causa da cirrose", sublinha este médico canadiano.
"Estas lesões apontam para uma fase terminal de cirrose hepática nodular, como aquela que é possível observar nos alcoólicos", confirma o médico Frédéric Maître, dermopatologista do Instituto de Medicina Legal de Paris. "A peritonite é uma complicação clássica nestes doentes, já que o líquido presente na cavidade abdominal infecta facilmente, a partir de uma infecção pulmonar, por exemplo."
Os médicos que realizaram a autópsia descrevem também, muito minuciosamente, a anatomia das partes externa, média e interna das orelhas do compositor surdo. "Não há argumento a favor de uma otosclerose, um diagnóstico em tempos evocado para Beethoven. A lesão principal é a degeneração dos nervos cocleares, que atrofiaram", resume Frédéric Maître. O especialista sublinha igualmente que a autópsia do compositor alemão foi a primeira efectuada por Karl von Rokitansky, que se irá tornar um famoso patologista e que estará na origem da criação de protocolos para estes exames post mortem.
De onde vem o chumbo?
Beethoven seria portanto um alcoólico que, como tantos outros, sucumbiu a uma cirrose? Não apenas. Os exames feitos ao longo da última década aos seus cabelos e mais recentemente a ossos do seu crânio estabeleceram que o compositor sofria também de saturnismo, ou seja, uma intoxicação crônica de chumbo. A história destas "relíquias" é ela própria edificante, como conta o médico de urgências Patrick Pelloux, no seu livro publicado em Março, On ne meurt qu'une fois mais c'est pour si longtemps.
As mechas de cabelo foram cortadas por um jovem admirador, que ajudou a preparar o corpo de Beethoven depois da sua morte. E, após um longo périplo, esses cabelos reapareceram num leilão da Sotheby's. A origem dos fragmentos de crânio é bem mais sórdida. "Durante a autópsia, os médicos esconderam-se atrás das cortinas. Depois esmagaram o crânio e roubaram pedaços de ossos, como um bando de ladrões a pilharem um local histórico", escreve Pelloux.
Mas de onde vinha todo aquele chumbo e que sintomas pode ele explicar?
Em 2007, um médico austríaco, Christian Reiter, avançou com a hipótese que foram as compressas embebidas com chumbo aplicadas pelo seu médico, Andreas Wawruch, cada vez que fazia uma punção para retirar líquido da cavidade abdominal do doente.
A explicação é bem mais trivial, considera a equipa de Michael Stevens (universidade de Utah). "Embora o chumbo possa ser proveniente de numerosas fontes externas, como a louça, as garrafas de vinho, o cristal e a água das estações termais, pensamos que, no caso de Beethoven, a fonte mais provável é o próprio vinho", escrevem eles num artigo publicado em Maio na The Laryngoscope, revista da Sociedade americana de Otorrinolaringologia. "É bem conhecido que naquela época o chumbo era acrescentado ilegalmente aos vinhos baratos para melhorar o seu sabor. Beethoven apreciava particularmente os vinhos adulterados da Hungria."
Para apoiar a sua teoria, estes autores americanos insistem no longo passado de consumidor de álcool de Beethoven, que terá começado a embebedar-se aos 17 anos para afogar a mágoa provocada pela morte da sua mãe. E sublinham também o caráter familiar deste vício, notando que o pai e a avó do músico também morreram de complicações ligadas ao álcool.
A intoxicação de chumbo, que começou bem cedo na vida de Beethoven, pode estar na origem das lesões dos nervos auditivos e, portanto, da sua surdez, considera a equipe de Stevens. E esse saturnismo poderá explicar um bom número de sintomas: as suas alterações de humor, a falência do fígado, dos rins... as suas crises de dores abdominais. Direta ou indiretamente, foi sem dúvida a sua queda para o vinho que matou Beethoven.”

http://www.publico.pt

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A visão conservadora e a esquerdista sobre o desarmamento


A diferença entre conservadores e esquerdistas, muitas vezes, não está em suas concepções sobre a sociedade, nem sobre seus planos sobre o futuros das nações, mas em algo bastante trivial. Enquanto toda a análise que as esquerdas fazem se baseia em ideologia, os conservadores são apenas práticos.
A questão sobre o desarmamento demonstra isso, claramente. O que os conservadores propõem, em geral, não é um culto às armas, mas apenas a chance das vítimas se defenderem. Não há uma questão ideológica envolvida, mas uma simples análise da realidade. Isso porque, enquanto os esquerdistas defendem o desarmamento pela razão de entenderem, em um plano conceitual, que o Estado deve ter o monopólio da segurança, ainda que isso não seja mais prático, nem mais eficiente, os conservadores, independente de gostarem de armas ou mesmo de possui-las, simplesmente entendem que, por causa dos fatos como se apresentam, o melhor para a proteção das pessoas é que elas possam ter seus próprios meios de defesa.
Sinceramente, em um plano ideal, nem condeno quem não goste de armas. Armas são feitas para matar e ninguém é obrigado a apreciar algo que possua essa natureza. No entanto, isso não permite agir de maneira conflitante com a realidade. Aos que desejam um mundo sem armas, para promover tal intento precisam antes dar garantias que seu objetivo é alcançável. Se não podem fazer isso, é melhor que se calem.
O problema é que os desarmamentistas, como sua gana em tirar as armas das mãos do cidadão comum, não têm a mínima competência para fazê-lo em relação aos criminosos. Querem desarmar a população, mas não conseguem tirar o revólver do trombadinha da Praça da Sé, quanto mais dos soldados do tráfico, dos criminosos profissionais e dos terroristas. Na prática, ao fazer de tudo para que ninguém tenha armas, permitem que o monopólio delas pertença aos bandidos.
De fato, estatistas que são, o que eles querem é que apenas os agentes do Estado possam carregar armas. Com isso, fazem com que as pessoas comuns fiquem literalmente à mercê dos criminosos. Isso porque um bandido não avisa quando age e a chance de pará-lo por meio de uma ação policial é mínima. A polícia, em geral, age quando chamada e, normalmente, quando chega já é muito tarde para impedir uma tragédia. Os policiais são heróis, pois arriscam-se diariamente para manter a sociedade em segurança. O problema é que impedir todos os crimes é impossível e os cidadãos ficam desprotegidos enquanto eles não chegam.
Negar que uma pessoa possa se defender quando atacada é negar um direito básico do ser humano. Por isso, o direito de possuir armas não é, como os esquerdistas dão a entender, um privilégio de pessoas que cultuam a violência, mas um direito humano essencial. Se o objetivo é a proteção de vidas, por qualquer lado que se enxergue o problema, o direito ao armamento não pode ser negado. Tirar as armas das pessoas não é protegê-las, mas deixá-las à mercê de quem as possui. E aqueles que as usam para cometer seus crimes não encontram nenhum problema em adquiri-las, nem respeitam as leis que as proíbem.
Quando os desarmamentistas tiverem a mínima capacidade de extinguir as armas, fazendo com que nenhum criminoso as possua, terão alguma autoridade para iniciar o debate sobre a conveniência de tê-las. Enquanto isso não acontece, não têm direito de exigir nada."
(Fábio Blanco, A Autoridade para Exigir o Desarmamento)

http://www.fabioblanco.com.br/

quarta-feira, 27 de junho de 2018

A sociedade moderna e o terrorismo islâmico


"Ataques terroristas como o ocorrido em Paris, há alguns meses, ou como o de Orlando, agora, acontecem porque a sociedade laicista prefere fechar os olhos para a realidade da violência islâmica, tudo por causa de seu comprometimento com o multiculturalismo e com a oposição aos princípios judaico-cristãos.
É interessante como, quando começam as pessoas a criticar o Islã, por seus preceitos que autorizam os atos de violência, os primeiros a se manifestar contra uma eventual islamofobia não são religiosos, mas exatamente os laicistas, relativistas e modernistas em geral.
Isso pode parecer loucura, mas tem um sentido por detrás dessa aparente insanidade. O que leva pessoas que desprezam a religião a defender a religião mais violenta que existe só pode ser explicada por seu ódio a um inimigo comum.
É que o mundo moderno e as instituições e grupos que o representam, desde seu nascimento, possuem uma agenda muito clara, que é a de destruir o cristianismo e extinguir sua influência. É assim desde a Revolução Francesa e, nos movimentos posteriores, esse intento apenas se intensificou.
Esse objetivo permanece no imaginário do homem moderno, que acredita que o mundo apenas vai se tornar melhor, quando a cultura judaico-cristã for esquecida de vez, mesmo que eles não saibam bem o que pretendem colocar em seu lugar.
Por isso, neste momento, apoiar o Islã é uma estratégia bem definida. Se há uma religião no mundo que pode rivalizar, por sua extensão e método, com o cristianismo, é o Islamismo. Assim, ao mesmo tempo que a sociedade moderna se horroriza com os atentados terroristas, tenta minimizar a influência muçulmana sobre eles, se colocando em uma posição dúbia, para não ceder de vez, nem ao radicalismo islâmico, nem à verdade cristã.
O azar deles é que no final, se alcançarem seu intento de destruir toda e qualquer influência cristã sobre o mundo onde vivem, não será uma sociedade livre e tolerante que emergirá, mas uma civilização dominada por uma religião que não tem qualquer problema em ser cruel e violenta. E quando isso acontecer, ou os relativistas se convertem ou passarão ao fio da espada."
(Fábio Blanco, A Posição Dúbia dos Modernistas ante o Terrorismo)

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domingo, 24 de junho de 2018

A Argentina aprova a lei do aborto com o silêncio do papa argentino


“Faltando ainda a sanção do Senado, e em um dia fatídico, a Argentina aprovou o assassinato de crianças, liberando o aborto legal, em uma votação de 129 votos a favor, 125 contra e uma abstenção. O projeto aprovado, que legaliza o aborto, passará agora a discussão no Senado.
Haverá caminho livre para o assassinato até a 14ª semana de gestação; e o aborto poderá ser praticado sem limitação alguma até os 9 meses, levando-se em conta as causas de estupro, risco de vida e saúde da mãe e inviabilidade fetal (com possibilidade de aborto para todos os bebês que apresentem qualquer deficiência).
Desde que em fevereiro o presidente Macri liberou o debate, o processo foi rápido, e com muito poucas vozes institucionais que o enfrentaram; com a exceção dos deputados que foram animados pela maré humana em batalha constante pela vida, que em nenhum momento baixou os braços. Além disso muito poucas vozes potentes na Igreja se opuseram a esta barbárie, entre as quais se destacou a do Monsenhor Aguer, até o passado dia 2 de junho Arcebispo de La Plata, que afirmou que o governo de Macri “é um governo sem princípios de ordem moral e natural.”
Um trabalho, o de Aguer, seus sacerdotes, e dos outros prelados de sã doutrina, que foi admirável, apoiando as inúmeras intervenções contrárias ao projeto de lei abortista, por parte de juristas, médicos, representantes de grupos pró-vida etc, assim como das muitas marchas multitudinárias, em Buenos Aires e nas principais cidades argentinas, em favor de manter a legislação vigente e contrárias à legalização do aborto.
O mais triste: liberação para assassinar crianças na Argentina, que se soma à ordem mundial imposta; e que, salvo milagre no Senado, será aprovada definitivamente.
E o segundo grande motivo de tristeza: que não tenha havido nem uma palavra de alento ou consolo para os defensores da vida que proviesse de Roma. Silêncio. Como na Irlanda. Silêncio. Silêncio vergonhoso e cúmplice com a Nova Ordem Mundial, a ONU, a barbárie, o assassinato de inocentes em massa, o feminismo radical e as ideologias de gênero.
Nestes dias o Papa Francisco falava de futebol, e brincava com o mundial e com a seleção argentina. Sem dúvida mais nos teria valido a todos, e principalmente a sua alma, que tivesse falado dando apoio à seleção de lutadores pela vida na Argentina. Que têm sido muitos. Muitos! Mas que têm estado quase sozinhos.
Senhor, tem piedade de nós.”

https://infovaticana.com

quinta-feira, 21 de junho de 2018

A guerra das universidades contra a verdade


“Há enorme relutância hoje entre os jovens para assumir certezas, e essa relutância se revela na linguagem. Em qualquer assunto onde haja possibilidade de discordância, coloca-se um ponto de interrogação no final da frase. Para reforçar a postura de neutralidade, inserem-se palavras que cumprem a função de “aviso legal”. Entre elas, a favorita é “tipo”. A despeito do quão inflexível eu possa ser em relação ao fato que a Terra é esférica, surgirá alguém para sugerir que ela é “tipo, esférica?”
De onde surgiu essa hesitação onipresente? Em minha opinião, ela está ligada à nova ideologia da não-discriminação. A educação moderna almeja ser “inclusiva”, o que significa nunca soar demasiadamente certo de algo, para não deixar desconfortável quem não comunga de suas crenças. Na verdade, a própria afirmação de que se trata de “crenças” derrama certa suspeita sobre o que dizemos. O correto são “pontos de vista”. Afirmar certezas em uma sala de aula hoje em dia invoca sempre olhares de desconfiança – não porque se possa estar errado, mas pela extravagância do próprio ato de ter certezas e, mais estranho ainda, querer comunicá-las a outrem. Quem tem certezas exclui, desrespeita o direito que todos temos de formar pontos de vista sobre aquilo que importa.
Todavia, basta olhar de perto a própria idéia de inclusividade para entender que ela não tem nada a ver com liberdade. Os estudantes estão mais prontos que nunca para exigir que se negue palanque a quem fala ou pensa de forma errada. Falar ou pensar de forma errada, entretanto, não significa discordar das crenças dos estudantes – afinal, eles não têm crenças. Significa pensar como se realmente houvesse algo em que pensar – como se realmente houvesse uma verdade a ser buscada, e que faz sentido, uma vez que a encontremos, falar dela demonstrando certezas. Aquilo que talvez tenhamos tomado como liberdade de pensamento revela-se em realidade ausência de pensamento: recusa a crenças e uma reação negativa a quem demonstre tê-las. O pecado capital é negar-se a encerrar cada frase com um ponto de interrogação.
Assim como muitas das mudanças em nossa linguagem e cultura nos últimos 25 anos, o objetivo é descobrir, e também proibir, as formas ocultas de discriminação. Quase todo sistema de crença que no passado pareceu objetivo e importante é agora desprezado como um “ismo” ou uma “fobia”, de forma que aqueles que aderem a suas proposições são vistos como fanáticos ideológicos.
Nos anos 1970, quando o feminismo começou a adentrar a cultura pública, surgiu a questão de se não haveria, afinal de contas, distinções radicais entre os sexos que explicassem por que os homens eram bem sucedidos em algumas esferas e as mulheres em outras. As feministas se rebelaram contra a idéia. Como resultado, elas inventaram o “gênero”, que não é uma categoria biológica, mas uma maneira de descrever características maleáveis e culturalmente mutáveis. Você pode não escolher seu sexo, mas pode escolher seu gênero. E era isso que as mulheres estavam fazendo – redefinindo a feminidade, como uma forma de ocupar um território antes monopolizado por homens. Daí em diante, a biologia foi retirada de cena e o gênero tomou seu lugar.
Essa estratégia teve tanto sucesso que agora “gênero” substituiu “sexo” em todos os documentos sexuais, e a sugestão de que diferenças sexuais são bem definidas foi relegada à classe de pensamentos proibidos. Já que gênero é um construto social, as pessoas devem ser livres para escolher o seu, e quem achar o contrário é um opressor e um fanático. Mesmo uma feminista pioneira como Germaine Greer é proibida de dar palestras em campi, porque sua crença em diferenças sexuais reais e objetivas pode ameaçar estudantes vulneráveis que ainda precisam decidir qual seu próprio gênero. Diferença sexual foi marcada como uma área perigosa, sobre a qual crenças, mesmo as de Germaine Greer, não são indicadas.
Onde isso tudo vai parar, ninguém sabe. Uma por uma, todas as antigas certezas estão sendo denunciadas como “ismos” e “fobias”. Você acha que os humanos são distintos de outros animais? Então você é culpado de “especismo”. Acha que existem distinções reais e objetivas entre homens e mulheres? “Transfobia”. Acha que atitudes que levam a assassinatos em massa são suspeitas? “Islamofobia”. A única certeza sobre o mundo em que vivemos é que, se você acredita que existem distinções reais e objetivas entre pessoas, então é melhor ficar quieto, especialmente quando for verdade.”
(Roger Scruton, Universities' War Against Truth)

http://www.midiasemmascara.org

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Pe. Manuel Bernardes sobre a hipocrisia


“É hipócrita o mercador que dê esmolas em público e leva usuras em oculto; é hipócrita a viúva que sai mui sisuda no gesto e no hábito, e dentro em casa vive como ela quer e Deus não quer; é hipócrita o sacerdote que, sendo pontual e miúdo nos ritos e cerimônias, é devasso nos costumes; é hipócrita o julgador que onde falta a esperança do interesse é rígido observador do direito; é hipócrita o prelado que diz que faz o seu ofício por zelo da honra e glória de Deus, não sendo senão pela honra e glória própria. Hipócrita é o que não emenda em si o que repreende nos outros; o que cala como humilde, não calando senão como ignorante; o que dá como liberal, não dando senão como avarento solicitador das suas pretensões; o que jejua como abstinente, não se abstendo senão como miserável. Assim é. Porém não cuide alguém que, à conta deste desengano, lhe é lícito contrair a doutrina a pessoas ou ações determinadas, dizendo ou julgando que fulano é hipócrita ou esta esmola deu por vanglória. Estes juízos são reservados a quem vê os corações que é só Deus, onde podemos chegar sem pecado e com prudência. É não nos fiar levemente do que aparece e onde podemos assentar com singeleza e sem prejuízo; é entender que todos são bons, conforme a graça de Deus se lhes comunicar.”

http://permanencia.org.br

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A trapaça do "antissemitismo"


“Há palavras traiçoeiras que parecem significar uma coisa, mas que são empregadas para significar outra completamente diferente. Uma das mais traiçoeiras de todas é a palavra “antissemitismo”. Esta parece significar oposição a todos os judeus pura e simplesmente porque são judeus; nesse sentido, ela condena corretamente algo mau, porque alguns judeus são perversos, mas é certo que nem todos o são. Por outro lado, é frequentemente utilizada para condenar qualquer oposição a tudo que os judeus fazem, e então a palavra está erradamente condenando algo bom, porque sempre que os judeus fizerem algo ruim, então a oposição a eles é boa. Mas os judeus fazem coisas ruins? Obviamente. Eles criaram o islã para os árabes, a maçonaria para os gentios e o comunismo para o mundo moderno, todos os três, primeiramente, para lutar contra Jesus Cristo e o Cristianismo e, então, enviar almas para o inferno.
Um livro que todos os católicos deveriam ler, os que querem defender a Igreja contra o islã, a maçonaria e o comunismo, agora globalismo, é Complô Contra a Igreja, de Maurice Pinay. O livro foi escrito pouco antes do Vaticano II para ser posto nas mãos de todos os padres conciliares e alertá-los sobre o grande perigo no qual a Igreja se encontraria no Concílio. Efetivamente. Os padres do Concílio acabaram por louvar o islã (Unitatis Redintegratio), adotar princípios maçônicos (Dignitatis Humanae) e nunca mencionar, e menos ainda condenar, o maléfico sistema comunista. Eis como em seu capítulo “Antissemitismo e Cristianismo”, Maurice Pinay analisa a traição da palavra “antissemitismo”:
Ao longo dos tempos, os judeus sempre utilizaram palavras vagas com uma gama de significados, escreve o autor, para emboscar as mentes gentias e impedi-las de se defenderem contra as manobras judaicas em direção à dominação do mundo nessa guerra de dois mil anos contra o Cristianismo, guerra que ele cuidadosamente documenta ao longo de todo o livro. Assim, num primeiro estágio, por meio de três argumentos, eles procuram persuadir os líderes gentios a condenarem o “antissemitismo” no primeiro sentido mencionado acima, de oposição a todos e a tudo o que é judeu: em primeiro lugar, Cristo, estabelecendo a igualdade de todos os homens diante de Deus, condenou qualquer degradação de toda uma raça; em segundo lugar, Cristo disse a todos os homens para “amarem-se uns aos outros”; em terceiro lugar, Cristo e sua Mãe eram ambos judeus.
Mas, num segundo estágio, os judeus, tendo já obtido dos gentios a condenação de um vago “antissemitismo”, prosseguem dando à palavra um significado bem diferente, o segundo sentido mencionado acima, de toda e qualquer oposição a tudo o que os judeus façam. Assim, são “antissemitas”: todos os patriotas que exercem seus direitos de autodefesa contra a subversão judaica em seus países; todos os defensores da família contra os erros e os vícios de toda sorte fomentados por judeus para dissolvê-la (como o aborto e a pornografia); todos os católicos que defendem sua santa religião contra toda forma de corrupção que é aberta ou secretamente promovida por judeus para destruí-la; todos os que dizem a verdade ao desmascarar os judeus como os criadores da maçonaria e do comunismo (agora do globalismo, do feminismo, etc.); e todas as pessoas em geral que se opõem à subversão judaica da Igreja e da civilização cristã. E pelo controle que possuem da política, das finanças, dos filmes e de tudo mais por meio de sua mídia, os judeus seguem dando tal carga elétrica nesta única palavra: “antissemita”, que já é suficiente para eletrocutar qualquer um que ela toque.
Mas quem foi tolo o suficiente para tê-los permitido controlar a política e as finanças? Quem os permitiu virtualmente monopolizar a indústria cinematográfica e os meios de comunicação? Quem pensa que é inteligente rejeitar toda censura e agora está cooperando com eles, permitindo que censurem a internet? Liberais gentios, em todos os casos, que estão sendo escravizados, a cada minuto, na Nova Ordem Mundial dos judeus. Doutor, cura-te a ti mesmo! Para aquele que lê seus jornais e assiste aos seus programas de televisão, tem outro a quem culpar mais que a si mesmo, por deixar que eles controlem sua mente e sua civilização?
Católicos, leiam Complô Contra a Igreja. Se alguém lhes está acusando de serem “antissemitas”, é bem provável que vocês tenham razão para se orgulhar. ”
(Mons. Richard Williamson, “Anti-Semitism” Trickery)

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