domingo, 5 de abril de 2020

J. R. Guzzo: A insensatez da OMS diante do vírus chinês


"De toda a maciça produção de mentiras, declarações hipócritas e decisões desastrosas, devidas à ignorância ou à má fé, tomadas até agora para enfrentar a epidemia trazida pelo coronavírus, provavelmente nada iguala a estupidez de autoridades e “personalidades” brasileiras em sua insistência de exigir fé religiosa no que diz a Organização Mundial de Saúde. A OMS, um alarmante cabide de empregos que serve de esconderijo, na segurança da Suíça, para marginais que frequentam os galhos mais altos de ditaduras africanas e outros regimes fora-da-lei, é tida no Brasil como “autoridade em saúde mundial”, por “ser órgão da ONU”. Mas a OMS não é uma organização científica. É um agrupamento político a serviço de interesses terceiro-mundistas, antidemocráticos e opostos à liberdade econômica. O resto é pura enganação.
Ainda agora ouvimos o presidente do Senado – imaginem só, ninguém menos que essa figura, o presidente do Senado – nos instruir, em tom gravíssimo, das nossas obrigações de seguir em tudo o que a OMS está mandando fazer sobre o coronavírus. É claro que você já sabe o que eles querem: confinamento geral e rigoroso da população, e repressão à atividade econômica. Sem que se saiba direito porque, o ministro Gilmar Mendes, que por sinal andava esquecido com todo esse barulho, entrou no assunto. “As orientações da OMS devem ser rigorosamente seguidas por nós”, disse Gilmar. “Não podemos nos dar ao luxo da insensatez. Obviamente, nem um nem outro têm a menor ideia do que estão falando. Quanto ao chefe do Senado, naturalmente, é exatamente o que se pode esperar. No caso do ministro, a única coisa que faz sentido dizer é o seguinte: insensato, mesmo, é ouvir o que a OMS diz sobre saúde, por cinco minutos que sejam.
Questão de ponto de vista? Nem um pouco. É uma pura questão de fatos. Vamos a eles. Durante quatro semanas inteiras, ainda em dezembro de 2019, com o vírus deitando, rolando e matando à vontade, o governo da China se recusou a admitir a existência de qualquer problema na cidade de Wuhan, o berço desse pesadelo. Não se tratava de nenhuma discussão acadêmica – era um caso de polícia secreta, como é comum acontecer em ditaduras quando aparecem problemas com os quais o governo não sabe lidar. O governo da China não apenas mentiu, dizendo, repetidas vezes, que não havia epidemia nenhuma. Prendeu médicos e cientistas que alertaram sobre o vírus. Pesquisadores sumiram e nunca mais foram vistos até hoje. Laboratórios onde faziam seus estudos sobre o coronavírus foram destruídos. Provas materiais da existência do vírus foram confiscadas pelo governo e desapareceram. Todas as opiniões e conclusões diferentes das aprovadas pelo governo foram proibidas; passaram a ser consideradas “crime”. A China insistiu, até o último minuto, em permitir voos internacionais e em recomendar que os homens de negócio estrangeiros – da Itália, por exemplo – continuassem vindo para o país.
E qual foi, desde o início, a posição da OMS? Dar apoio cego a tudo o que o governo da China determinou. Qualquer dúvida quanto à epidemia foi considerada como “preconceito” e “racismo”. A proibição de viagens à China por parte dos Estados Unidos foi oficialmente condenada pela OMS. Qualquer advertência sobre os riscos do coronavírus foram classificados como “agressão econômica” pelo órgão encarregado de cuidar da saúde do mundo. Até o dia 11 de março, meras três semanas atrás, a OMS se recusou a declarar a existência de uma situação de “pandemia”. E quem é o diretor-geral da OMS? Um político etíope, Tedros Adhamon Ghebreyesus, que faz parte do grupo que instalou, anos atrás, uma ditadura selvagem na Etiópia, e se mantém no poder até hoje. Como “ministro da Saúde” do regime, foi acusado de ocultar uma epidemia de cólera em seu país – pelo jeito, é uma de suas inclinações. E quem foi que colocou esse Tedros no comando da OMS? A China, usando de toda a sua influência dentro da ONU.
Mas precisamos obedecer à OMS, não é mesmo? O presidente do Senado, o ministro Gilmar e a mídia que imagina saber das coisas nos dizem que eles são a autoridade número 1 da saúde mundial. Eis aí o Brasil ignorante, subdesenvolvido e destinado, sempre a ser o último a saber."

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terça-feira, 31 de março de 2020

Vox Day responde a um judeu que perguntou por que ele deveria respeitar Jesus e o Cristianismo


“Quanto ao porquê de esperarmos respeito - não reverência, respeito - por nosso Senhor e Salvador da parte de outra religião, é que você vive em nossa civilização cristã. Você não vive numa civilização judaica, não vive numa sociedade judaica, não vive na pátria judaica, você vive numa civilização cristã e numa sociedade cristã. Então, se você não quer mostrar respeito por Jesus Cristo, pelo Cristianismo e pelas tradições cristãs, essa é sua escolha e sua prerrogativa, mas então, custe o que custar, tire suas nádegas gordas, subversivas e inversoras de nossa casa coletiva.
Quando morei no Japão, mostrei respeito por seus espíritos xintoístas e pelo Buda Amida adorado por meus anfitriões, não porque acreditasse em nada disso, mas porque eu era um convidado em sua civilização e em sua sociedade. Não tentei forçar a alteração da sociedade porque eu estava acostumado a usar um garfo em vez de pauzinhos e a andar de sapatos dentro de casa. Como é que você não entende esse princípio básico do comportamento humano decente?
Agora, é uma mentira absoluta afirmar que não há respeito mostrado a judeus, rabinos, sinagogas e Judaísmo por dezenas de milhões de cristãos em todo o Ocidente. Uma mentira ABSOLUTA e desavergonhada. Mas isso levanta a questão, precisamente baseado em quê a religião judaica merece algum respeito? Que há para respeitar, exatamente? Muito, muito poucos não-judeus sabem o que é essa religião, muito menos em que o praticante comum acredita. Os rabinos literalmente tornam imperativo, se não uma ofensa capital, compartilhar até mesmo fatos básicos sobre sua religião com pessoas de fora. Então, como se pode esperar que alguém respeite o que é intencionalmente escondido dele?
Mais importante, os cristãos não estão vivendo em sua civilização ou em sua sociedade. Você está vivendo na nossa. Você é um convidado, você não é um co-proprietário, muito menos o proprietário do lugar. Isso significa que você deve respeito e conformidade às regras, tradições e sensibilidades cristãs, ao passo que os cristãos não lhe devem nada, a menos que vivam em Israel.
Agora, estou ciente de que Deus prometeu a Abraão que ele seria "uma bênção" e que seus filhos seriam "para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa". E isso estava supondo que eles realmente cumpririam com sua parte do acordo. Noto que Ele nunca prometeu aos filhos de Abraão, dos quais os judeus são uma décima terceira fração, que eles curariam o mundo, muito menos que governariam as nações e comeriam como efêndis, tendo milhares de animais subumanos para servi-los como escravos.
Então, minha pergunta para você é esta: quem lhe prometeu isso?”

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quarta-feira, 25 de março de 2020

Sobre os médicos da peste

"A maior epidemia da história do Ocidente foi a Peste Negra no século XIV. Neste contexto, surgiu uma classe de médicos especializados no tratamento da doença que usavam um traje especial, embora houvesse uma variedade de peças de vestuário. O traje de proteção consistia em um sobretudo de tecido pesado, que era encerado, uma máscara com aberturas de olhos de vidro e um nariz em forma de cone, como um bico para segurar substâncias aromáticas e palha. A maioria dos médicos da peste também usavam um chapéu de aba, tipicamente utilizado para identificar sua posição profissional.
Alguns dos materiais perfumados eram âmbar, folhas de hortelã, erva-cidreira, cânfora, cravo, láudano, mirra, pétalas de rosa, estoraque. Isto foi pensado para proteger o médico do ar miasmático ruim. A palha fornecia um filtro para o 'mau ar'. Um bastão ponteiro de madeira era usado para ajudar a examinar o paciente sem a necessidade de tocá-lo.
Embora boa parte desse vestuário já fosse usado nos séculos XIV a XVI, foi o médico pessoal de Louis XIII, Charles de L'Orme, quem ficou famoso por reunir a caracterização completa.
Criou-se um vasto complexo sanitário para o combate da peste. Em Veneza, o clero inventou os lazaretos, uma verdadeira indústria da prevenção e da cura da epidemia. Os doentes eram divididos entre casos suspeitos e confirmados, isolados do mundo externo por 40 dias, dando origem ao termo 'quarentena'. Esse era o primeiro e fundamental passo para reduzir a difusão da doença. Como os hospitais de hoje, os lazaretos eram organizados em repartições e unidades, que de acordo com o lugar ou a época se chamavam 'contumácias' ou 'navios'. Em Portugal, a Rainha Leonor de Lencastre institui as Santas Casas de Misericórdia e a caridade se torna o motor propulsor do combate à doença. Enquanto quem pode refugia-se no campo, é o clero católico quem fica e se sacrifica para tratar dos doentes, juntamente, claro, com os célebres médicos remunerados."
(O Imperialista, em postagem no Facebook de 23.03.2020)

domingo, 22 de março de 2020

A classe guerreira

“Durante a maior parte da história da Europa, a classe dominante também foi a classe guerreira. Os aristocratas tinham seus privilégios e as melhores propriedades - mas quando os bárbaros apareciam junto aos portões, era sua responsabilidade combatê-los pelos camponeses. Esse foi o equilíbrio que manteve a Europa estável e viril por séculos. Os aristocratas guerreavam. Os camponeses cultivavam a terra. Os padres cuidavam das almas e da educação. Um equilíbrio harmonioso.
A ascensão do capitalismo, a Reforma e a supremacia dos comerciantes mudaram tudo. Não há mais noblesse oblige. Nossas elites nem mesmo se consideram americanas (ou francesas, alemãs, italianas etc) - muito menos pegam um rifle e servem nas guerras que instigam. Como o capital, elas não têm fronteiras e procuram apenas mercados mais baratos para explorar, independentemente dos danos que causam à economia ou aos trabalhadores locais. São um cartel parasitário e cosmopolita de pedófilos, usurários e degenerados. Eles devem ser aniquilados quando a contra-revolução chegar.
Somente a homens que têm convicções sinceras e se mostraram dispostos a sofrer e morrer por elas será permitido chegar a lugares próximos de posições de poder.”
(Sons of Lepanto, em postagem no Facebook de 21.03.2020)

terça-feira, 17 de março de 2020

Que valor têm os cardeais ‘conservadores’?


“Um fato recente e revelador:
O cardeal Raymond Burke devia celebrar uma missa em latim antigo no dia 15 de fevereiro na catedral de Ostuni, na Itália.
Então a diocese de Brindisi começou a intrigar, conforme noticiou o site LaNuovaBq.it.
O reitor da catedral exigiu que a missa fosse celebrada em privado e a portas fechadas. Somente os organizadores, alguns empresários, foram autorizados a participar.
Foi aí que Burke decidiu cancelar a missa.
Este fato, trivial em si, revela o estado de espírito dos bispos ‘conservadores’. Não é assim que um combatente da Fé como Monsenhor Lefebvre teria agido. Relembremos brevemente este estado de espírito do mundo rallié:
1º Eles não querem seguir plenamente a Tradição.
2º Eles querem estar em obediência.
3º Eles querem estar na legalidade (situação canônica regular); estar livres de censura.
4º Eles querem estar na Igreja; a Igreja é visível.
5º Eles querem trabalhar na ‘Igreja’ para que a Tradição recupere seu direito de cidadania.
6º Eles querem se opor ao ‘espírito de partido’ e ao ‘cisma’.
Monsenhor Lefebvre respondeu na teoria e na prática a todas essas objeções:
1º Seguir plenamente a Tradição consiste em conservar a fé, denunciar os erros, preservar a missa antiga por motivos de fé, rejeitar o Concílio em razão de sua oposição ao reino de Jesus Cristo. Os ralliés querem apenas se concentrar na missa e no catecismo... e ao final eles abandonam até a Missa quando ela prejudica a unidade pastoral da diocese!
2º Mons. Lefebvre lembra os fundamentos da verdadeira obediência: ‘Não é isso que nos ensina a lei natural, nem o Magistério da Igreja. A obediência supõe uma autoridade que dá ordens ou promulga leis. Até as autoridades humanas, instituídas por Deus, têm autoridade apenas para atingir a meta designada por Deus e não se desviar dela. Quando uma autoridade usa seu poder contra a lei pela qual esse poder lhe é concedido, ela não tem direito à obediência e é preciso desobedecê-la.’ Mons. Lefebvre teria obedecido ao bispo de Brindisi nessas condições?
3º O argumento de legalidade é baseado em uma desordem. O que pertence à Igreja é antes de mais nada a fé, a adesão a todas as verdades ensinadas pela Igreja. A lei, o direito canônico (o de 1917, é claro!) está a serviço da fé e da santificação das almas, e não o inverso. O cardeal Burke abandona o combate da Fé para obedecer ao bispo local.
4º Argumento para permanecer na Igreja visível. Mons.Lefebvre: ‘Esta história de Igreja visível de Dom Gérard e de M. Madiran é infantil. É inacreditável que se possa falar de Igreja visível para a Igreja Conciliar, em oposição à Igreja Católica, que estamos tentando representar e continuar. Eu não disse que somos a Igreja Católica. Eu nunca disse isso. Ninguém pode me acusar de alguma vez ter querido me considerar um papa. Mas nós realmente representamos a Igreja Católica tal como ela era antes, porque continuamos a fazer o que ela sempre fez. Somos nós que temos as notas da Igreja visível: a unidade, a catolicidade, a apostolicidade, a santidade. É isso que torna a Igreja visível.’ (Mons. Lefebvre, Fideliter No. 70, p. 6)
5º Trabalhar na Igreja? Existem duas ilusões: a ilusão de estar na Igreja Católica permanecendo na Igreja Conciliar, sujeito aos bispos modernistas que se afastam da fé católica; e a concepção errônea de autoridade: não é o inferior que tem poder de mudar algo na Igreja, mas o superior.
6º Opor-se ao espírito de cisma? Quanto a esta objeção, ela só existe para os que não conhecem a diferença entre a desobediência necessária a uma autoridade e a recusa de reconhecer esta autoridade pelo que é (como fazem os sedevacantistas). Desobedecer ao Papa não é se separar da Igreja, é preciso juntar outra coisa: constituir-se sua própria autoridade independente. Mons. Lefebvre nunca quis constituir ou criar uma igreja paralela. Ele não se cansava de repetir que seus bispos e padres não tinham jurisdição ordinária...
Para concluir sobre essa Missa anulada pelo Cardeal Burke em Brindisi, Mons. Lefebvre, de sua parte, a teria mantido firmemente, mesmo que isso significasse celebrá-la em frente à catedral ou em um estádio! Esta é a diferença entre os combatentes da Fé e os liberais.”

Original em: https://cristiadatradicinalista.blogspot.com

quarta-feira, 11 de março de 2020

Julius Evola: Para uma historiografia de Direita


“A propósito de considerações sobre o significado europeu que pode ser atribuído a Donoso Cortés, interessante figura de homem político e de pensador espanhol, cujas atividades se situam no período dos primeiros movimentos revolucionários e socialistas da Europa, Carl Schmitt, conhecido historiador alemão, salientou o seguinte: embora, desde então, as esquerdas tenham elaborado sistematicamente e aperfeiçoado uma historiografia própria como fundamento geral da sua ação destrutiva, nada de semelhante se verificou no campo oposto, isto é, no campo da Direita, no seio da qual tudo se reduziu a alguns ensaios esporádicos, que em nada são comparáveis, pela coerência, pelo radicalismo e pela largueza de horizontes, àquilo que, desde há muito, propõem o Marxismo e a Esquerda em semelhante domínio.
Esta observação é em grande parte justa. Com efeito, a única história, conhecida universalmente e com autoridade, à exceção da história de inspiração marxista, tem essencialmente natureza e origens liberais, iluministas e maçônicas. Refere-se às ideologias do Terceiro Estado, que apenas serviram para preparar o terreno aos movimentos radicalizantes de esquerda, já que os seus fundamentos são essencialmente antitradicionais. Uma historiografia de Direita espera ainda a vez de ser escrita: o que constitui um sinal de inferioridade em relação às ideologias e à ação agitadora das esquerdas. De modo mais particular, nem mesmo a história corrente, de orientação patriótica, pode suprir esta lacuna, pois, fora dos seus possíveis cambiantes nacionais e das evocações comovidas de acontecimentos e de figuras heróicas, ela própria se ressente, e em larga conta, das sugestões de um pensamento que não é de modo algum o pensamento de uma Direita, e, sobretudo, porque não pode suportar a comparação, quanto à largueza de horizontes, com a historiografia de esquerda.
Eis o ponto fundamental.
De fato, somos obrigados a reconhecer que a historiografia de esquerda soube abranger as dimensões essenciais da História: para lá dos conflitos e das perturbações políticas episódicas, para lá da história das nações, soube descobrir o processo geral e essencial que se realizou durante os últimos séculos, no sentido da passagem de um tipo de civilização e de sociedade a outro. Que a base da interpretação tenha sido, a esse respeito, constituída pela economia e pelas classes, isso nada tira à amplitude do programa que foi traçado por esta historiografia, a qual, como realidade essencial para lá do contingente e do particular, nos indica, no curso da História, o fim da civilização feudal e aristocrática, o aparecimento da civilização burguesa, liberal, capitalista e industrial, e, depois desta, o anúncio e o começo da realização de uma civilização socialista, marxista e, finalmente, comunista. Aqui, a revolução do Terceiro Estado e a do Quarto Estado são reconhecidas no seu encadeamento natural, causal e tático. A idéia de processos preestabelecidos, para os quais, sem querer nem saber, contribuíram os egoísmos mais ou menos “sagrados” dos povos, as rivalidades e as ambições daqueles que pensaram “fazer a história” sem sair do domínio do particular, tal é a idéia que devemos tomar em consideração. Por isto estudamos as transformações de conjunto e a estrutura social e da civilização, que são o efeito direto do jogo das forças históricas, relegando com exatidão a história das nações para a simples fase “burguesa” do desenvolvimento geral: com efeito as nações só apareceram na história, como sujeito desta, a partir da revolução do Terceiro Estado, e como sua consequência.
Comparada à historiografia de esquerda, a historiografia que é própria a outras tendências aparece pois superficial, episódica, a duas dimensões, até mesmo frívola. Uma historiografia de Direita deveria abranger os mesmos horizontes que a historiografia marxista, com a vontade de apreender o real e o essencial do processo histórico, que se desenrolou no curso dos últimos séculos, fora dos mitos, das superestruturas e também da crônica vulgar. Isto, naturalmente, invertendo os sinais e as perspectivas: isto é, vendo, nos processos essenciais e convergentes da história mais recente, não as fases de um progresso político e social, mas as de uma subversão geral. É evidente que as premissas econômico-materialistas deveriam ser igualmente eliminadas, reconhecendo como simples ficções o homo oeconomicus e o presumível determinismo inexorável dos diversos sistemas da produção.
Forças bem mais vastas, profundas e complexas, agiram e agem na história. Quanto aos detalhes, o mito do “comunismo primordial” é também ele rejeitado por aí opor, para as civilizações que precederam as de tipo feudal e aristocrático, a idéia de organizações, de preferência baseadas num princípio de pura autoridade espiritual, sacral e tradicional. Mas, à parte isto – repitamo-lo –, uma historiografia de Direita reconhecerá, não menos do que a de esquerda, a sucessão ou o encadeamento de fases distintas gerais e supranacionais, as quais conduziram regressivamente até à desordem e às perturbações atuais: tal será, para ela, a base de interpretação dos fatos particulares e das mudanças, sem nunca deixar de estar atenta aos efeitos produzidos por estes últimos no quadro social.
É impossível indicar aqui, nem mesmo à força de exemplos, toda a fecundidade de um tal método e a luz insuspeitada que projetaria sobre muitos acontecimentos. Os conflitos político-religiosos da Idade Média imperial, a constante ação cismática da França, as relações entre a Inglaterra e a Europa, o verdadeiro sentido das “conquistas” da Revolução Francesa, e assim por diante, até episódios de interesse particular, a Itália como o rosto efetivo da revolta das comunas, o duplo aspecto do “Risorgimento” italiano, enquanto movimento nacional, acionado no entanto por ideologias do Terceiro Estado, o significado da Santa Aliança e os esforços de Metternich – o último grande europeu –, o significado da primeira guerra mundial com a ação de contragolpe das suas ideologias, a discriminação entre o positivo e o negativo nas revoluções nacionais, que se afirmaram ontem na Itália e na Alemanha, e assim por diante, até chegar, finalmente, a uma visão conforme a realidade nua das verdadeiras forças, hoje em luta pelo domínio do mundo: eis uma escolha de argumentos sugestivos, entre tantos outros, aos quais se poderá consagrar a historiografia de Direita, para assim revolucionar os pontos de vista que o maior número está habituado a ter em tudo isto pelo efeito de uma historiografia de orientações opostas, e para agir de modo esclarecedor.
Uma historiografia assim concebida, e visando portanto o universal, encontrar-se-ia de modo muito particular à altura dos tempos, se é verdade que, por efeito de processos objetivos irreversíveis, cada vez se perfilam mais, hoje em dia, agrupamentos que não são apenas constituídos por unidades étnicas e políticas, particulares e fechadas. Infelizmente, esta historiografia desejada corresponderia unicamente a um aumento de conhecimentos. No estado atual das coisas, só dificilmente poderíamos esperar dela uma eficácia também prática, na perspectiva de uma ação decidida, de uma luta global e inexorável contra as forças que estão quase a derrubar o pouco que resta da verdadeira tradição européia.
Seria preciso, com efeito, que existisse, como contrapartida, uma Internacional de Direita, organizada e munida de um poder comparável ao da Internacional comunista. Ora sabe-se infelizmente que, devido à carência de homens dotados de uma grande elevação espiritual e de uma autoridade suficiente, devido ainda à prevalência de interesses partidários e de pequenas ambições, devido também a uma falta de verdadeiros princípios, e sobretudo de uma falta de coragem intelectual, não foi possível, até agora, constituir um governo unitário de Direita, nem mesmo só na Itália, e só nos tempos recentes foi possível ver anunciarem-se iniciativas neste sentido.”

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segunda-feira, 2 de março de 2020

A inteligência não é o fundo do nosso ser

“A inteligência não é o fundo do nosso ser. Pelo contrário. É como uma pele sensível, tentacular que cobre o resto do nosso volume íntimo, o qual por si é sensu stricto ininteligente, irracional. Barrès dizia isto muito bem: L'intelligence, quelle petite chose à la surface de nous. Aí está ela, estendida como um dintorno sobre o nosso ser mais interior, dando uma face às coisas, ao ser - porque o seu papel não é outro senão pensar as coisas, pensar o ser, o seu papel não é ser o ser, mas refleti-lo, espelhá-lo. Tanto não somos ela que a inteligência é uma mesma em todos, embora uns dela tenham maior porção que outros. Mas a que tiverem é igual em todos: 2 e 2 são para todos 4. Por isso Aristóteles e o averroísmo acreditaram que havia um único noûs ou intelecto no Universo, que todos éramos, enquanto inteligentes, uma só inteligência. O que nos individualiza está por trás dela.
Mas não vamos agora espicaçar uma tão difícil questão. Baste o que foi dito para sugerir que em vão pretenderá a inteligência lutar num match de convicção com as crenças irracionais, habituais. Quando um cientista sustém as suas idéias com uma fé semelhante à fé vital, duvida da sua ciência. Numa obra de Pío Baroja, uma personagem diz a outra: “Este homem acredita na anarquia como na Virgem do Pilar”; o que é comentado por uma terceira: “Em tudo o que se acredita se acredita igualmente”.
Do mesmo modo, sempre a fome e sede de comer e beber será psicologicamente mais forte, terá mais energia bruta psíquica que a fome e a sede de justiça. Quanto mais elevada for uma atividade num organismo, é menos vigorosa, menos estável e eficiente. As funções vegetativas falham menos que as sensitivas, e estas menos que as voluntárias e reflexivas. Como dizem os biólogos, as funções adquiridas ultimamente, que são as mais complexas e superiores, são as que primeiro e mais facilmente são perdidas por uma espécie. Em outros termos: o que vale mais é o que está sempre em maior perigo. Num caso de conflito, de depressão, de paixão sempre estamos prontos a deixar de ser inteligentes. Dir-se-ia que levamos a inteligência presa com um alfinete. Ou dito de outra maneira: o mais inteligente é-o... às vezes. E o mesmo poderíamos dizer do sentido moral e do gosto estético. Sempre no homem, por sua própria essência, o superior é menos eficaz que o inferior, menos firme, menos capaz de se impor.”
(José Ortega y Gasset, O Que é a Filosofia?)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O custo da América Negra


“Se você é um americano branco, ao longo de sua vida, o governo federal, em média e em seu nome, transferirá US $ 384.109 de sua riqueza e renda para um único indivíduo negro.
De acordo com os dados derivados do orçamento federal de 2014, o imposto / benefício líquido anual médio divide-se da seguinte forma:
Branco: - US $ 2.795
Negro: + US $ 10.016
No decurso de uma vida útil média de 79 anos, um indivíduo branco contribui com US $ 220.805 líquidos para o sistema, enquanto que, ao longo de uma vida útil média de 75 anos, um indivíduo negro recebe uma receita líquida de US $ 751.200. No entanto, uma vez que existem 4,6 vezes mais brancos do que negros nos EUA, a porção negra deve ser dividida entre os vários contribuintes para se realizar uma comparação um a um.
Assim, o custo líquido para a média americana branca da média negra americana é de US $ 384,109. Casado? São US $ 768.218. Tem 2 filhos? São US $ 1.536.436. 4 crianças? Agora estamos falando de US $ 2,304,654 ao longo da vida.
A diversidade é cara. Agora você entende por que você não terá muita herança para deixar para seus filhos. Você realmente acha que vale a pena? E então, esses conservadores naturais do sul, os hispânicos, certamente melhorarão a situação, certo? Afinal, a imigração ajuda a economia! Bem, não tanto.
Hispânico: + US $ 7.298
Na verdade, porque há mais hispânicos nos EUA do que negros, os hispânicos já são um dreno líquido acumulado maior na economia, US $ 411.950.000.000 a US $ 389.710.000.000. Escusado será dizer que a mudança demográfica em curso de uma sociedade predominantemente branca para uma menos produtiva e menos branca pode ter efeitos negativos ainda mais sérios nas perspectivas econômicas de longo prazo dos Estados Unidos.
Para citar o autor original: "O impacto fiscal negativo dos negros e hispânicos é significativo. Toda essa discussão sobre "dívida nacional" e "déficit" é principalmente em função de negros e hispânicos. Sem eles, estaríamos gerando excedentes orçamentários hoje, mesmo mantendo as forças armadas do mesmo tamanho".

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Pensamento para uma época de mudanças violentas


"Que faz um homem quando se encontra vivendo depois que uma era terminou e ele não pode mais entender a si mesmo porque as teorias sobre o homem da era anterior não funcionam mais e as teorias da nova era ainda não são conhecidas, pois até mesmo o nome da nova era ainda não é conhecido, e desta forma tudo está de cabeça para baixo, as pessoas se sentindo mal quando deveriam se sentir bem, e bem quando deveriam se sentir mal?
O que um homem faz é começar tudo do zero como se ele tivesse acabado de chegar a um novo mundo, como de fato aconteceu; começar com o que ele tem certeza de saber, olhar para os pássaros e os animais, e como um visitante de Marte que acabou de aterrissar na terra perceber o que mudou no homem."
(Walter Percy, The Delta Factor)