sexta-feira, 19 de outubro de 2018

A carta de Viganò


“Um leitor escreveu-nos algumas perguntas sobre a carta de onze páginas do ex-Núncio Apostólico dos Estados Unidos, o arcebispo Viganò, que declarou, com muitos detalhes e citação de nomes, que há imensa corrupção moral apodrecendo o clero católico naquele país, e que a responsabilidade pelos crimes implicados chega até mesmo ao topo da Igreja. No momento em que escrevo estes “Comentários”, o escândalo causado pela carta é imenso, e tem repercussão generalizada. Ninguém pode dizer neste momento quais serão as consequências finais. Aqui estão as quatro perguntas do leitor com respostas breves.
1. Que se deve pensar da carta de Viganò? É tão séria quanto parece?
Sim, pois Dom Viganò dá todos os sinais de ser um homem honesto. Em 2011 ele foi exilado de Roma e enviado aos Estados Unidos porque estava tentando, com sucesso, limpar as finanças do Vaticano. No momento em que escrevo, está escondido porque teme por sua vida. Ele tem inimigos sérios.
2. A carta será uma bomba na Igreja ou mero fogo de palha, sem mais consequências?
O tempo dirá. Certamente a corrupção no alto escalão da Igreja acompanha a corrupção no alto escalão dos poderes que estão no mundo, políticos, banqueiros, meios de comunicação e assim sucessivamente. Satã governa, porque os satanistas estão vinculados entre si em todos os domínios, e não permitirão, se puderem, que um simples Arcebispo perturbe seu cartel. Mas na verdade é Deus quem segura o chicote. As pessoas estão se voltando para Ele ou não? Se não, Ele permitirá que os servos de Satanás continuem açoitando a Igreja e o mundo na Nova Ordem Mundial. Se elas se voltam para Ele, em breve poderemos ter a Consagração da Rússia.
3. O escândalo fará Menzingen repensar a busca por reconhecimento da parte do Papa e de Roma?
Certamente deveria, mas temo que não. Desde muitos anos o quartel-general da Fraternidade em Menzingen está nas nuvens, e os liberais não mudam sua doutrina. Para os liberais, é a realidade que está errada. A todo custo o reconhecimento oficial para a Fraternidade deve ser obtido junto a Roma, por isso o Papa Francisco ainda deve ser tratado como um amigo por seus líderes. Talvez Menzingen possa admitir que eles estiveram errados por vinte anos, mas não será fácil para eles mudarem de curso. Dom Lefebvre, ao contrário, decidiu há trinta anos deixar que os Papas conciliares seguissem seu caminho. A carta de Viganò com certeza não o teria surpreendido.
4. O que fez o Arcebispo tão clarividente?
Doutrina. Se se raspa muitos ocidentais materialistas de hoje, se encontrará herdeiros do protestantismo, que tendem a filtrar mosquitos e a engolir camelos (Mt. 23, 24), o que significa que são mais severos com os pecados da carne do que com os do espírito, como o erro doutrinal ou a heresia. Atualmente os pecados da carne são suficientemente graves para contribuir para a danação eterna de grande número de almas que caem no Inferno – assim disse Nossa Senhora às crianças de Fátima. Mas é a heresia que abre passagem para este tipo de pecado. Veja Romanos 1, 21 a 31. Infringir o primeiro mandamento leva à impureza em geral (21-24), ao homossexualismo em particular (26-27), e a todo tipo de pecados em geral (28-32). Em outras palavras, é o primeiro mandamento que é primeiro, não o sexto.
Assim, o verdadeiro escândalo denunciado por Dom Viganò é mais implícito do que explícito. São menos os pecados perversos da carne que se amotinam nos homens da Igreja do alto escalão do que a idolatria oficial cometida pelo Vaticano II em seus documentos que fizeram mais do que qualquer outra coisa para tirar os freios católicos contra a imoralidade. Se nenhum Estado deve coagir em público religiões doutrinariamente falsas (Dignitatis Humanae), por que eu deveria observar a moral católica que especialmente põe limites à minha liberdade? Se o Inferno é mera “doutrina” da Igreja, por que isto deveria impedir-me de pecar como eu queira? O Vaticano II (“Nostra Aetate, Unitatis Redintegratio”) declarou que várias religiões além do catolicismo têm seus pontos bons. Acaso não é a própria Igreja Católica que me ensina que eu realmente não preciso ser católico?”
(Mons. Richard Williamson, Viganò Letter)

http://borboletasaoluar.blogspot.com

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O General Patton revelou a verdade sobre a Segunda Guerra Mundial, e foi assassinado por isso

“Descendente de pioneiros americanos, o general George Patton considerava o nazismo como um mal satânico. Pelo menos isso era o que havia ouvido dizerem propagandistas, periodistas e homens de estado.
Chegou à Alemanha odiando-a. Acreditava que os nazistas deviam ser castigados. Foi então que uma agricultora alemã que vivia na vizinhança de seu quartel general deu de cruzar seu caminho e durante uma conversa casual lhe contou as coisas que aconteciam por trás da “vila do comandante”, ou seja a casa do general.
A agricultora descreveu como o leite destinado às cidades era esvaziado nas ruas pela polícia militar por ordem dos rapazes de Henri Morgenthau; como, já não os nazistas mas os soldados alemães comuns eram detidos em campos de internação lotados simplesmente porque cumpriam seu dever; como os trabalhadores haviam sido expulsos de suas casas por causa dos sentimentos negativos dos antigos hóspedes dos campos de concentração, e como os médicos judeus nos hospitais recomendavam que cada quarto bebê recém-nascido fosse morto com uma injeção porque não havia suficiente leite.
O general Patton se dirigiu então como cavaleiro andante medieval, para comprovar com seus próprios olhos se a história da camponesa alemã era verdadeira ou não. Sem manifestar sua patente, com uniforme de soldado raso, percorreu grande parte desse inferno: as prisões, os campos de internação e o das prisões, onde comprovou por si mesmo que aqueles que torturavam os alemães e que ensinavam a teoria da culpa coletiva e pregavam o castigo coletivo não eram exatamente rapazes americanos.
A partir desse momento os oficiais do exército dos Estados Unidos receberam ordens estritas de dar suficiente alimento aos prisioneiros de guerra, já meio mortos de inanição, e se proibiu derramar nas ruas o leite destinado aos bebês.
O general Patton não estava preparado para levar a cabo o plano Morgenthau, embora houvesse lutado pelos Estados Unidos... e sem suspeitá-lo, por outros. Mas havia outro general disposto e desejoso de cumprir com tal plano: seu nome era Dwight Eisenhower.
Na Tchecoslováquia, em 1945, os tanques do general Patton haviam penetrado até Pilzen, a 50 quilômetros de Praga, mas Eisenhower lhes ordenou que se retirassem. Todo o país foi abandonado para que o ocupassem as tropas comunistas. O general Sergei Bunyachenko, russo anticomunista, encabeçava 23.000 soldados russos que não queriam regressar à URSS, e ao saberem da retirada de Patton seguiram-no. Mas Eisenhower ordenou que fossem entregues à URSS. Muitos se suicidaram.
O militar russo Andrei Vlasov, ex-comandante do 2º exército soviético, havia combatido um ano contra os alemães. Depois foi derrotado e capturado. Na Alemanha formou unidades russas de voluntários e ao terminar a guerra se apresentou ao quartel do general Patton, comandante do terceiro exército americano, a pedir asilo. O general Patton negociava para que os russos anticomunistas não fossem obrigados a regressar à URSS. Então Eisenhower lhe disse que enviasse o general Vlasov a seu quartel general, mas no caminho foi entregue à NKVD. Pouco depois o degolaram na URSS e passearam sua cabeça enfiada numa vara.
No território alemão não ocupado pelos soviéticos havia cinco milhões de russos que não queriam regressar à URSS. Não eram somente prisioneiros, mas famílias inteiras, mães e crianças. Eisenhower ordenou que o general Patch, comandante do 7º exército, entregasse todos esses russos ao Exército Vermelho.
O general Patch achou aquilo tão cruel que pediu a Eisenhower que lhe desse dita ordem por escrito. E Eisenhower lhe ordenou a 20 de dezembro de 1945: “Todos os cidadãos soviéticos devem ser repatriados sem perguntar se o desejam, e usando da força caso necessário.”
Em muitos casos, efetivamente foi necessário usar tanques contra aqueles infelizes que se negavam a regressar ao paraíso comunista.
O general Patton era um dos militares mais distintos dos Estados Unidos. Interpretando o sentir de muitos companheiros seus, reprovou essa estranha cumplicidade com o marxismo, e disse:
“Imagino o que diriam os mortos quando soubessem que pela primeira vez em séculos abrimos a Europa central às forças de Gêngis Khan. Pergunto-me como se sentiriam eles agora ao saberem que não haverá paz em nossos tempos e que os americanos, até os ainda não nascidos, terão que lutar com os soviéticos amanhã, ou dez, quinze ou vinte anos a partir de amanhã.”
O general Patton se opôs aos abusos cometidos em nome de sua pátria, e ameaçou publicamente mudar-se para a América e fazer que o verdadeiro povo americano ouvisse sua voz, informando-lhe as infâmias cometidas à sombra da bandeira americana.
Não era possível condenar o “cavaleiro das divisões blindadas” em Nuremberg, e portanto se condenou a Patton por trás dos panos, e sentenciaram-no à morte. Mas as pessoas que o julgaram eram as mesmas que haviam condenado os líderes alemães em Nuremberg.
Apesar do fato ter sido abafado, hoje é bem sabido que, por ordem dos agentes da C.I.C (Counter Intelligence Corps), um automóvel “americano” chocou-se com o do general Patton. Como resultado desse “acidente”, o general Patton ficou ferido. O general foi trasladado rapidamente para uma ambulância, mas com tanto azar, que a caminho do hospital a ambulância foi “acidentalmente” abalroada por um pesado caminhão “americano”, e desta vez morreu o general. Nesse momento algo desapareceu de seu bolso: algo que os “vencedores da guerra” temiam, e com muita razão:
“Tenho um pequeno livro negro! - havia dito o general -, “e quando voltar aos Estados Unidos farei explodir a bomba.””

http://wwwmileschristi.blogspot.com.br

terça-feira, 9 de outubro de 2018

As três dificuldades dos intelectuais

“Identifico três tipos de dificuldade nos intelectuais que têm impedido praticamente todos eles de fazerem análises aceitáveis da realidade. Não me refiro a dificuldades relativas à aquisição de conhecimento mas a algo que está para além disso.
1. Sinceridade
Esta é uma dificuldade permanente na vida intelectual de todos os tempos. A sinceridade não depende apenas de uma decisão ou disposição mas é uma conquista que depende do aprofundamento da auto-consciência e do domínio da linguagem. Isto não está apenas nas mãos do indivíduo, porque se ele nasceu numa época ou num meio em que a linguagem é pobre, então, o seu nível de sinceridade é baixo porque ele não tem à sua disposição os instrumentos que lhe permitam descrever os seus estados internos ou as situações que pretende analisar.
2. Mentira e falsificação
Quando surgiram os instrumentos para conseguir fazer uma descrição mais sincera da realidade, ao mesmo tempo esses instrumentos podiam ser usados para a falsificação. De certa forma, este é o tema do ‘Górgias’, de Platão. O problema voltou a ressurgir em Roma e depois na Renascença, em que o mundo passou a ser visto como um teatro, mas algo muito pior estava ainda por vir com a emergência do discurso ideológico, sobretudo a partir do século XIX. A ideologia é uma elaboração de um discurso que oferece uma cosmovisão que dá respostas a todas as questões. O intelectual que adere a uma ideologia tem o seu trabalho imensamente facilitado (e fica logo integrado numa rede de influências), mas tem de negar sistematicamente a realidade, pelo menos naquilo que esta contraria a ideologia.
O problema não afecta somente aqueles que aderem formalmente a uma ideologia, porque pedaços das várias cosmovisões ideológicas ficam espalhados na cultura e aparecem como mero “bom-senso”, que nós usamos como lentes para enxergar a realidade sem perceber que estamos a ver tudo distorcido.
3. Coragem intelectual
De certa forma, a coragem intelectual (que é a coragem propriamente humana) é também um problema “de sempre”, já identificado por Platão como uma virtude necessária para manter a justiça e a verdade. Contudo, o problema agudizou-se muito nas últimas décadas e sobretudo nos anos mais recentes. Para distinguir a problemática da coragem intelectual dos pontos anteriores (que também têm implícita a coragem), vou relacionar este ponto com as dificuldades em enfrentar os problemas concretos e próprios da época em que o intelectual vive.
Praticamente todos os intelectuais de hoje mostram duas deficiências gravíssimas: apenas falam daquilo que já faz parte do debate académico ou do “debate público” instituído pelos jornalistas; e nunca levam em conta as implicações psicológicas contidas em todas as grandes manobras políticas e ‘sociais’ das últimas décadas.
No primeiro caso, o intelectual orgulhoso do seu diploma teme ser repudiado pela academia ou de aparecer como um “estranho” face à opinião pública fabricada. Pouco interessa que esse intelectual mostre competência em temas eruditos ou que seja cristão e conservador, porque a sua omissão vai alimentar a espiral do silêncio e empobrecer mortalmente a vida cultural. A estratégia dos revolucionários em democracia conta precisamente com a existência destes intelectuais “moderados” – que na realidade são cobardes – para validar os temas que eles mesmo colocam em pauta e que nunca deviam ter sido aceites como legítimos.
A falta de acuidade psicológica de quase todos os intelectuais é realmente confrangedora. Só um exemplo: na questão do “Brexit” as discussões andam à volta de economia ou de soberania, contudo, a principal efeito da permanência na União Europeia foi uma alteração sem precedentes na psicologia das populações e dos próprios intelectuais (a tão propalada riqueza cultural da Europa está seriamente ameaçada porque os povos perderam muito rapidamente identidade e passaram a reagir de forma assustadoramente uniforme e sempre de acordo com o politicamente correcto).
Existe forma de obter esta acuidade psicológica, mas para isso os intelectuais teriam de sair da sua “zona de conforto”, como se costuma dizer hoje. A auto-consciência é trabalhada em várias áreas – confissão, práticas ascéticas e místicas, artes marciais, alguns tipos de psicoterapia – mas há também riscos, porque nestas coisas há muitos charlatães e gente até perigosa. Mas aquele que quer ser um intelectual de verdade é como se estivesse tentando pertencer a uma elite guerreira, não é para ser carreirista ou algo do género, portanto, é alguém que tem que se arriscar a ir a onde outros não se atrevem.”
(Mário Chainho, As Três Dificuldades dos Intelectuais, e Uma Nota sobre Nacionalismo)

http://www.midiasemmascara.org

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

A alteração da doutrina da Igreja sobre a pena de morte


"Com uma mensagem ex audientia Sanctissimi, a Congregação da Doutrina da Fé nos informou que um outro elemento da religião católica deve se considerar modificado oficialmente: a doutrina sobre a licitude da pena de morte.
O Catecismo publicado por João Paulo II, mesmo contendo inovações conciliares, ainda admitia (ainda que de maneira mais teórica) que a autoridade estatal pudesse cominar a pena capital em casos gravíssimos. Ao contrário, a modificação do número 2267 do referido catecismo nos diz que, contrariamente ao afirmado no passado, “a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que ‘a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa’ e se empenha com determinação na sua abolição em todo o mundo”. Especifica-se, seguindo a doutrina conciliar, que a dignidade humana nunca se perde, nem mesmo por crimes gravíssimos (Santo Tomás ensinava o oposto).
Tal inovação fora anunciada no Discurso de 11 de outubro de 2017 aos participantes do encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da nova Evangelização, por nós comentado no Convegno di Rimini de outubro de 2017. Por ser gravíssima uma alteração da doutrina católica mesmo no menor dos pontos, toca-nos sublinhar os princípios evocados para tanto, princípios especialmente sublinhados pelo Papa Francisco no discurso aqui mencionado. De onde pode vir o conhecimento de uma doutrina diferente daquela transmitida? As fontes da Revelação foram lidas de modo mais acurado, por acaso? Ou será que, até agora, a infalibilidade cochilava? Papa Francisco responde enunciando a típica doutrina modernista sobre a evolução do dogma, apesar de fazer um apelo de todo retórico ao “Evangelho”. Vejamos o que diz o referido discurso.
Papa Francisco diz, claramente, a propósito do Catecismo que “não é suficiente encontrar uma linguagem nova para dizer a fé de sempre; é necessário e urgente que diante dos novos desafios e perspectivas que se abrem à humanidade, a Igreja possa exprimir a novidade do Evangelho de Cristo, que, apesar de contida na Palavra de Deus, não veio ainda à luz.” Não se iluda quem vê no novo curso eclesial uma simples mutação de linguagem. A fé de sempre não basta, nem basta encontrar um modo de exprimir adaptado ao homem de hoje: deve-se realizar um verdadeiro e próprio processo profético que tenha as necessidades do homem moderno (“desafios”) como verdadeira fonte de revelação divina. Francisco se faz mais explícito: “conhecer a Deus, como sabemos, não é em primeiro lugar um exercício teórico da razão humana, mas um desejo inextinguível impresso no coração de cada pessoa. É o conhecimento que vem do amor porque o Filho de Deus se encontrou no nosso caminho (Enc. Lumen Fidei, 28)”. Palavras aparentemente fascinantes, mas que revelam o pensamento modernista sobre a fé: não há verdades reveladas para aceitar, mas um “desejo” do divino que existe dentro do homem. Obviamente, tal desejo não está ligado a revelação de verdades externas ao homem (para serem acatadas pela razão iluminada pela fé – e, por isso mesmo, imutáveis), mas pode ser explicitado de muitos modos, conforme as circunstâncias de tempo e de lugar: assim nasceram as várias religiões e assim são possíveis infinitas modificações da doutrina, de acordo com as necessidades e sensibilidade dos tempos. Uma sociedade religiosa organizada como a Igreja Católica não poderá obviamente ignorar as mudanças na sensibilidade e, em tempo oportuno, deverá assimilar a experiência do seu momento histórico que, relendo o Evangelho, descobre “coisas novas”. Quem não o fizesse, estaria indubitavelmente resistindo ao Espírito Santo, que outra coisa não é que o espírito do mundo e da história. A operação, levada a termo para liberdade religiosa e o ecumenismo no Concílio Vaticano II, e para a “família” no Sínodo do Papa Bergoglio, foi estendida agora ao tema sensível da pena de morte.
O Papa prossegue de modo ainda mais explícito: “Esta problemática (da pena de morte) não pode ser reduzida a uma mera recordação do ensinamento histórico sem fazer emergir não apenas o progresso na doutrina pela obra dos últimos Pontífices, mas também a modificada consciência do povo cristão, que recusa uma atitude de consentimento diante de uma pena que lesa pesadamente a dignidade humana. Deve-se afirmar com força que a condenação à pena de morte é uma medida desumana que humilha, em qualquer modo, a dignidade pessoal”. Aqui a “modificada consciência do povo” é claramente apresentada como uma “fonte” da doutrina católica. E continua: “A Tradição é uma realidade viva e só uma visão parcial pode pensar o ‘depósito da fé’ como algo de estático. A Palavra de Deus não pode ser conservada com naftalina como se tratasse de uma velha coberta a ser protegida dos parasitas! Não. A Palavra de Deus é uma realidade dinâmica, sempre viva, que progride e cresce porque se volta a um cumprimento que os homens não podem parar”. É claro o chamado a uma permanente revelação: não se deve transmitir (seria "conservar com naftalina") mas progredir a um “cumprimento” inexorável, sob pena de pecado contra o Espírito Santo, explicitamente invocado pouco abaixo:
“Não se pode conservar a doutrina sem fazê-la progredir, nem se pode atá-la a uma leitura rígida e imutável sem humilhar a ação do Espírito Santo. ‘Deus, que muitas vezes e em diversos modos nos tempos antigos havia falado aos pais’ (Heb 1,1), não cessa de falar com a Esposa de Seu Filho (Dei Verbum). Somos chamados a fazer nossa essa voz, com uma atitude de ‘religiosa escuta’, para permitir à nossa existência eclesial progredir com o mesmo entusiasmo dos inícios, em direção aos novos horizontes que o Senhor pretende nos fazer alcançar”.
Dificilmente se poderia esperar uma exposição mais clara da doutrina modernista sobre a evolução do dogma, ainda que Papa Francisco repita muitas vezes que “não se trata de uma mudança de doutrina”. Quem raciocina como católico e pensa que a doutrina da Igreja corresponde a uma revelação concluída que deva ser transmitida só poderá ver uma contradição insanável, e se deverá perguntar se a Igreja errou até hoje ou se é o Papa Francisco que erra; em última análise se, para Cristo, a pena de morte é lícita ou não.
O modernista não verá contradições: Deus não revelou uma doutrina, mas está dentro de nós, e o impulso dado pelo “Cristo histórico” (Quem sabe o que disse? Não havia gravadores...) nos faz viver uma experiência religiosa que vivenciamos em comum na Igreja, com fórmulas acordadas entre nós. Essa é a ação “profética” do “Espírito Santo”, que nunca termina, ainda mais quando procuramos reviver “o entusiasmo dos inícios”. Assim harmonizaremos com novas fórmulas as nossas renovadas necessidades e desejos, inspirados por aquele espírito da história que é o próprio Deus, e ao qual não se deve resistir (e que de qualquer modo ‘não se pode parar’). É exatamente a doutrina que São Pio X condenou na Encíclica Pascendi.
No momento em que tal variação doutrinal vem imposta aos fiéis de modo oficial, é dever de cada um permanecer fiel à doutrina tradicional definida pela Igreja e professá-la nos modos e nos tempos apropriados, como fez Dom Marcel Lefebvre contra os erros do Concílio."
(Pe. Mauro Tranquillo, FSSPX, Pena de Morte, Modernismo e Papa Francisco)

http://permanencia.org.br

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Luis de Góngora y Argote: Enquanto, ao Competir com Teu Cabelo

Enquanto, ao competir com teu cabelo,
ouro brunido ao sol deslumbra em vão;
enquanto com desprezo ao rés-do-chão
olha tua alva frente o lírio belo;

enquanto atrás do lábio, por querê-lo,
mais olhos que da rosa agora vão;
e enquanto triunfa com afetação
do luzente cristal teu ser de gelo;

goza gelo, cabelo, lábio e frente,
antes que esta que foi hora dourada
– ouro, lírio, rosal, cristal luzente –

não só em prata ou flor estiolada
se torne, mas tu e tudo juntamente
em terra, em fumo, em pó, em sombra, em nada.


Tradução de Érico Nogueira

sábado, 29 de setembro de 2018

As mentiras do Alcorão


“O Alcorão supostamente é a palavra perfeita de Deus, mas não leva muito tempo para descobrirmos uma miríade de mentiras, imprecisões históricas, fábulas roubadas da literatura judaica e declarações sem sentido.
Considere o seguinte, por exemplo:
1. Na Sura 41: 9-12 Allah afirma ter feito o nosso planeta Terra em primeiro lugar e depois o sol e outras estrelas. Isso é claramente falso pois sabemos que a Terra tem cerca de 4,5 bilhões de anos e o Universo cerca de 13,7 bilhões;
2. A Sura 78: 6-7 declara que Allah colocou montanhas na Terra para estabilizá-la e impedi-la de tremer, mas as montanhas são o resultado de instabilidade quando placas tectônicas colidem ou vulcões entram em erupção;
3. Na Sura 28: 9 somos informados de que a esposa do Faraó descobriu Moisés no rio. Mas a história demonstra que foi a filha de Faraó quem tirou Moisés do rio;
4. Confundindo genealogia, a Sura 19:28 afirma que Maria, mãe de Jesus, era a irmã de Aarão e a Sura 3:35 afirma que a mãe de Maria foi casada com Imran, o pai de Aarão. Moisés e Aarão viveram cerca de 1400 anos antes de Maria e assim a Sura 19:28 é um absurdo;
5. A Sura 5: 116 sugere que os cristãos adoram Maria como uma parte da Santíssima Trindade. No entanto não há nada no cânone da literatura cristã que coloca Maria na Trindade;
6. Enquanto isso a Sura 21: 51-71 apresenta uma fábula judaica a partir do segundo século com base em um erro de transcrição feita por um escriba hebreu chamado Jonathan Ben Uziel. Ele escreveu a palavra “or”, que significa fogo, em vez de “ur” o lugar de onde saiu Abraão. Daí a história apresentar Abraão saindo do fogo;
7. Em um caso clássico de reescrever a história, a Sura 37: 99-113 relata a história de como Allah pede a Abraão para sacrificar seu filho para testar sua lealdade a Deus. Ao contrário do relato de Gênesis nos capítulos 21-22, onde Abraão envia Hagar e Ismael embora depois de Isaac nascer, o Alcorão afirma que Isaac foi o único nascido depois de Abraão ser convidado a sacrificar seu filho Ismael. Esta reescrita é uma tentativa de levantar Ismael acima de Isaac em importância.
A partir desses poucos exemplos, só podemos concluir que se o Alcorão é a palavra perfeita de Allah, então Allah não é o Deus criador pois não faria tais erros elementares. Claro, qualquer crítica a Allah, ao Alcorão ou ao profeta pode ser fatal.”

http://logosapologetica.com

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Cai em Roma o teto da igreja titular do Cardeal Coccopalmerio


"Se tens duvidado de nossa tese de que a Igreja do Vaticano II está implodindo, agora podemos oferecer uma confirmação literal disso. Informa-se na mídia italiana e internacional que o teto da igreja de São José Artesão (San Giuseppe dei Falegnami), em Roma, caiu. Esta igreja foi construída sobre a chamada Prisão Mamertina, onde os Santos Pedro e Paulo estiveram encarcerados antes de seus respectivos martírios. Mais interessante ainda é que esta é a igreja titular do Cardeal Francesco Coccopalmerio.
Um artigo inicial da Reuters afirma: "O teto de uma igreja construída sobre uma antiga prisão na qual se diz que esteve preso São Pedro antes de sua crucificação caiu na quinta-feira em Roma. Não há notícia de feridos." A foto mostrada acima foi publicada pelo site italiano askanews.it. (...)
O Pe. Cocopalmerio, agora com 80 anos, foi criado cardeal Novus Ordo por Bento XVI em 2012 e se aposentou no princípio deste ano como presidente do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos. Coccopalmerio é um notório defensor de Amoris Lætitia, sugeriu que os sacramentos não deveriam ser considerados válidos ou inválidos, e foi notícia em 2017 quando seu secretário, um tal Mons. Luigi Capozzi, foi preso pela polícia do Vaticano por "organizar uma orgia homossexual na qual se consumiu cocaína em um apartamento dentro de um edifício exatamente ao lado da Basílica de São Pedro". Ontem mesmo foi revelado que o Papa Francisco "havia sido informado com antecedência por alguém sobre os problemas de Luigi Capozzi", mas de qualquer modo permitiu-lhe ter o apartamento próximo a São Pedro."

https://caballerodelainmaculada.blogspot.com

domingo, 23 de setembro de 2018

Os católicos liberais e a falência do estado laico


“Diante do avanço da legislação anticristã no Brasil, as lideranças dos diversos grupos religiosos estão em busca de um entendimento para empreender uma reação comum e impedir a aprovação de leis que agridem a consciência moral da imensa maioria da população brasileira. Em princípio, essa atitude poderia ser compreensível e louvável, contanto que observadas todas as regras da prudência para afastar qualquer perigo de um falso ecumenismo e irenismo.
Mas há uma coisa que merece reparo nessa frente ampla das “religiões” contra as forças maçônicas a serviço do Reino do Anticristo e da Sinagoga de Satanás. É que no embate com o inimigo, quando este defende sua plataforma política contra o Direito Divino e Natural e recusa uma interferência das religiões nos debates em curso no Congresso Nacional argumentando que o Estado brasileiro é laico, os representantes da frente ampla das religiões, principalmente os católicos liberais, saem em defesa do Estado laico dizendo que os verdadeiros inimigos deste são os políticos ateus ou agnósticos que se mostram intolerantes e incapazes de manter um diálogo democrático com seus adversários.
Dizem também os parlamentares da frente ampla das religiões que os seus adversários estão esquecidos de que o Brasil não é um Estado ateu, visto que no preâmbulo da Constituição Federal se diz que os representantes do povo brasileiro promulgam a carta magna sob a proteção de Deus. E argumentam que Estado laico significa que o Estado não sofre uma incidência direta das instituições religiosas em sua organização.
Na minha opinião, toda essa arenga é um paralogismo, se não for, de fato, um sofisma.
Com efeito, a invocação de Deus é anulada pelo princípio da soberania popular consagrado nas constituições de todas as repúblicas modernas nascidas da Revolução Francesa. Deus, nas constituições modernas, não significa nada, ainda mais quando se sabe que, conforme o direito político moderno, o Estado resulta de um contrato social. Soberano é o indivíduo que se põe no lugar de Deus. Não prevalece o princípio de que Deus criou o homem como ser naturalmente social.
Como deputados constituintes, os representantes do povo não declaram que querem organizar o Estado conforme a lei de Deus ou da santa religião. Portanto, a invocação de Deus (ou do Grande Arquiteto) na Constituição Federal não passa de um artifício para selar um compromisso político ou tranquilizar as consciências que ainda tenham algum sentimento religioso.
Quanto à argumentação de que Estado laico significa apenas que o Estado não sofre incidência direta das instituições religiosas em sua organização, os erros implicados nesta afirmação são mais insidiosos e difíceis de ser compreendidos pelas pessoas mais simples.
Neste ponto, os católicos liberais agem com manifesta má-fé. Porque querem dizer que Estado laico se opõe a Estado teocrático, ou seja, o Estado dominado por uma casta sacerdotal. Isto é falso. O Estado laico (condenado reiteradamente pelo magistério da Igreja e aceito pelo Vaticano II), opõe-se, na história do ocidente, ao Estado confessional, sempre defendido pela Igreja como o único Estado legítimo, conforme o plano de Deus que criou o homem para viver como membro de duas sociedades perfeitas, distintas, mas em harmonia: a sociedade civil e a sociedade eclesiástica, aquela subordinada a esta, indiretamente, nas questões de interesse para a salvação eterna. Estado confessional não é a mesma coisa que estado teocrático.
Ao contrário, o argumento dos católicos liberais da frente ampla das religiões reduz a Igreja a uma instituição de direito privado que teria direito, como qualquer outra instituição, a fazer-se ouvir no Congresso Nacional. Será que esses católicos liberais não sabem que a lógica do Estado laico é que a religião é assunto privado e a tal âmbito deve restringir-se e que o Estado só cuida da esfera pública, ou seja, daquilo que é do interesse de todos enquanto membros do Estado laico, não enquanto católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, espíritas etc?
Na verdade, o que falta aos católicos liberais é a honestidade de reconhecer que o Estado laico é uma agressão contra a sociedade civil majoritariamente católica, porque é um ordenamento jurídico, uma estrutura burocrática, que se sobrepõe à sociedade não para servi-la mas para oprimi-la.
Não procede o argumento de que Estado laico significa dizer que o Estado não manda na Igreja e a Igreja não manda no Estado, mas que tal separação não impede que haja colaboração e boa convivência entre ambas as esferas.
Acabo de ler um artigo interessantíssimo do The Economist (traduzido pel’O Estado de S. Paulo) a respeito da expansão do Islão sobre a Europa e os vários problemas surgidos. A matéria diz que o Reino da Bélgica (que adota o modelo de Estado laico propugnado pelos católicos liberais) subsidia o culto e o ensino religioso nas escolas públicas e o Islão tem sido beneficiado: mais de metade dos imãs é remunerada pelo governo e metade das crianças belgas opta por aulas do Corão! A França, mais fiel à tradição republicana de um laicismo radical que estabelece uma separação total entre religião e estado, vê-se agora obrigada, pelas palavras do primeiro-ministro Manuel Valls, a promover o estudo da religião islâmica sob a supervisão da República Francesa, a fim de impedir que entre em seu território uma teologia islâmica incompatível com os “valores” da sociedade secular.
Como se pode ver pela notícia acima, o Estado laico será destruído pelas suas próprias mentiras e irresponsabilidades. A Bélgica promove, suavemente, sua própria islamização; dentro de alguns anos deixará de ser um reino laico ao gosto dos católicos adeptos da Dignitatis Humanae do Vaticano II para transformar-se em república islâmica, talvez teocrática. A França, mais pretensiosa em sua temeridade maçônica, tenta influenciar os estudos teológicos corânicos como o fez com a teologia católica na época da Revolução.
Tudo indica, porém, que a Bélgica e a França, como de resto toda a União Européia, morrerão pela força do veneno que engoliram. Merecido castigo.
Conta-se que o príncipe Filipe Von Hessen fez mais pela causa protestante que milhares de livros do doutor Martinho Lutero. Hoje, os católicos da declaração Dignitatis Humanae, os católicos da frente ampla das religiões, fazem muito mais pela causa secularista do que todos os escritores e panfletários da ideologia do gênero. Fazem mais do que todos os imãs pelo avanço do Crescente sobre toda a antiga cristandade.”

http://santamariadasvitorias.org

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A culpa de Bento XVI


"Não é a primeira vez que leio como o "pobre" Bento está sendo vítima de uma situação que ele mesmo contribuiu para criar. Permitam-me abrir os olhos grandes e azuis de algumas pessoas à realidade.
Bento, sempre o homem de meias medidas, ordena que McCarrick se aposente para uma vida de oração e penitência, mas não é homem o bastante para divulgar amplamente este fato. É difícil tanto se aposentar para uma vida de penitência em segredo, como fazer cumprir uma ordem tão estranha. Também não surpreende que tais "ordens" sejam então regularmente desobedecidas, pois não pode haver muita disciplina quando a pessoa no comando não tem a coragem de fazê-las cumprir. Mas sério: aquele que ordena uma punição da qual não quer que o mundo saiba está claramente não ordenando, mas miando. Especialmente quando se sabe como o homem é fraco em fazer cumprir qualquer coisa, do Summorum Pontificum à lealdade de seus próprios subordinados.
Bento também é, embora sem a intenção maldosa de um Francisco, parte do problema. O próprio pensamento de que um cardeal com uma longa história de décadas de comportamento homossexual não seja usado como exemplo diante do mundo inteiro, dando o tom de como as coisas devam ser feitas, dá idéia da falta de efetividade – não; completa falta de virilidade – desse homem.
Também se quisermos falar dos que "sabiam e não fizeram nada", reflitamos sobre isto: quando Bento recebeu o famoso relatório de 300 páginas sobre homossexualidade – um relatório cuja importância só agora começamos a perceber – ele era basicamente o homem mais informado na Igreja inteira sobre o flagelo homossexual que a está devastando.
O que ele fez então foi, na verdade, pior do que não ter feito nada: fugiu do seu posto sabendo – porque leu o relatório e estava muito mais informado que qualquer um de nós – que seu sucessor seria provavelmente ou um dos membros da máfia homossexual ou uma de suas marionetes. Depois elogiou o homem que elegeram.
Por favor, parem de defender esse homem apenas porque ele parece tão indefeso e não é um sujeito de mau caráter: os eventos que agora se desenrolam sob nossos olhos tornam perfeitamente claro que Bento sabia do tamanho do mal homossexual ao seu redor, e a única coisa que ele foi capaz de opor foram "punições secretas" ou a deserção absoluta.
Bento é indefensável, e o único aspecto positivo de sua situação é que, tendo validamente resignado, não pode ser reinstalado no trono papal, permitindo-o assim fazer mais dano por completa fraqueza e espírito gregário alemão.
Bento, também, deveria usar o tempo que lhe resta para se afastar para uma vida de oração e penitência, e evitar qualquer entrevista elogiadora de Francisco; refletindo sobre o enorme mal que sua covardia infligiu em todos nós e na Igreja de Cristo."

https://mundabor.wordpress.com

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Nascimento de novilha vermelha em Israel reacende debate sobre 3º Templo


“Esta semana, o Instituto do Templo de Jerusalém anunciou o nascimento de uma novilha vermelha. Segundo os rabinos do centro teológico, este é um pré-requisito para a retomada dos sacrifícios no Templo, pois suas cinzas são usadas em rituais de purificação descritos no Livro de Números.
Cerca de três anos atrás, o Instituto do Templo – organização que dedica-se à preparação do Terceiro Templo e segue à risca todos os preceitos da lei sacerdotal – iniciou um programa para gerar uma novilha vermelha de acordo com os requisitos bíblicos. Eles importaram dezenas de embriões da raça red angus e implantaram em vacas selecionadas.
Após uma série de insucessos, pois a novilha do padrão veterotestamentário não pode ter nenhuma mancha de outra cor, no dia 28 de agosto nasceu um animal que foi considerado “aceitável” por uma comissão de rabinos que examinaram o animal.
Embora eles saibam que a novilha, como aconteceu com outras no passado, possa apresentar mudanças na coloração do pelo, a expectativa é que o animal seja a retomada de um processo que não se vê em Israel desde a destruição do Segundo Templo, no ano 70.
Portanto, a novilha passará por exames periódicos até a idade adulta, explica uma nota do Instituto. Seus fundadores sempre defenderam que é preciso que assim que tudo estiver “pronto”, o Messias virá. A ausência de uma novilha que siga especificamente os requerimentos sempre foi um empecilho.
Segundo o mandamento de Números 19:2, os israelitas deveriam oferecer “uma novilha vermelha, sem defeito e sem mancha, sobre a qual nunca tenha sido colocada uma canga” para o sacrifício que geraria a chamada “água da purificação”.
Pela tradição rabínica, a vinda do Messias está intimamente relacionada com a reconstrução do Terceiro Templo em Jerusalém, no alto do Monte Moriá, onde hoje estão duas mesquitas. Atualmente, os judeus podem subir ao local, mas estão proibidos de fazerem orações ali.
Nas últimas décadas, todas as peças do Templo, segundo a instrução bíblica, foram refeitas pelo Instituto do Templo, incluindo o treinamento de sacerdotes para a restauração dos sacrifícios.”

https://noticias.gospelprime.com.br