sábado, 30 de julho de 2011

Béla Bartók: Allegro Barbaro



Zoltán Kocsis, piano

A reação do primitivismo

“O primitivismo em música foi uma reação ao refinamento exacerbado de compositores como Debussy e Ravel. Seus partidários eram a favor de melodias simples, de contorno nítido e caráter folclórico, que giravam ao redor de uma nota central e se moviam dentro de um compasso estreito; harmonias maciças, baseadas em acordes em bloco, movendo-se em formação paralela, com efeito severamente percussivo; e um forte impulso em direção a um centro tonal. Muito em evidência eram os ritmos ostinati repetidos com efeito quase obsessivo e uma orquestração áspera produzindo sonoridades pesadas que contrastavam agudamente com as sutilezas colorísticas dos impressionistas.
Os compositores do século vinte inspiraram-se não somente na música africana, mas também nas canções e danças das fronteiras da cultura ocidental – sudeste da Europa, Rússia asiática e Oriente Médio. Da música folclórica incorrupta e vigorosa dessas regiões vieram ritmos de um poder elemental que abriram as comportas de novos sentimentos e imaginações. Os marcos nesse desenvolvimento foram peças como o Allegro Barbaro de Bartók e Le Sacre du Printemps de Stravinsky.”
(Joseph Machlis, Introduction to Contemporary Music)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os illuminati e a Skull & Bones

“Os illuminati originaram-se da cabala judaica, dos cultos iniciáticos da Babilônia, dos templários, dos maçons e de vários grupos dedicados ao culto de Satã e do poder absoluto. Em 1º de maio de 1776, Adam Weishaupt, um professor da Universidade de Ingolstadt na Alemanha, fundou a “Ordem dos Illuminati”. Muitas pessoas crêem que Weishaupt foi patrocinado pelo Príncipe Guilherme de Hesse Castel e seu banqueiro Meyer Amschel Rothschild, o homem mais rico do mundo.
O objetivo dos illuminati era destruir a civilização ocidental e erigir uma nova ordem mundial governada por eles. Seu método era dissolver todos os laços sociais (patrão, nação, religião, raça, família), explorando o descontentamento social e prometendo uma era de ouro de “fraternidade humana”. Isso hoje se chama “globalização”.
Atraídas pela promessa de poder e mudança, as pessoas serviam sem perceber quem ou o que elas estavam apoiando. Weishaupt insistia em que seus seguidores deveriam “praticar a arte da simulação”. Aos novos recrutados se dizia que os illuminati exprimiam o espírito original do Cristianismo. Weishaupt se maravilhava de que até mesmo homens da Igreja podiam ser seduzidos. “Oh! Homens, do que não podeis ser persuadidos?” (Nesta Webster, World Revolution, 1921, p. 27)
Os illuminati estiveram envolvidos em todos os movimentos chamados “progressistas” dos últimos 200 anos. As mulheres, dizia Weishaupt, deveriam ser atraídas com “insinuações de emancipação”. Todas elas “podiam ser levadas à mudança pela vaidade, pela curiosidade, pela sensualidade e por suas inclinações”. (Webster, 29)
William Huntington, um americano que estudou na Alemanha, fundou a "Skull and Bones" (Capítulo 322 dos iluminados da Baviera) na Universidade de Yale em 1832. Seus membros traziam sobre o peito um crânio humano e faziam um juramento solene de segredo sob pena de morte. “A Ordem” tornou-se exclusiva das principais famílias da Nova Inglaterra, muitas das quais haviam se tornado ricas com o comércio do ópio. Elas incluíam os Whitneys, os Tafts, os Buckleys, os Lowells, os Sloans, os Coffins e os Harrimans. A família Bush dependia desses grupos.”
(Henry Makow, Conspiracy Too Monstrous To Conceive)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

União Européia, a nova URSS

“Em 1992 eu tive acesso inaudito a documentos secretos do Politburo e do Comitê Central que haviam sido classificados como confidenciais, e ainda continuam sendo, durante trinta anos. Esses documentos mostram muito claramente que toda a idéia de transformar o mercado comum europeu em um estado federativo foi objeto de acordo entre os partidos de esquerda da Europa e de Moscou como um projeto conjunto que [o líder soviético Mikhail] Gorbachev chamou em 1988-89 de “nosso lar comum europeu”.
A idéia era bem simples. Ela apareceu primeiro em 1985-86, quando os comunistas italianos visitaram Gorbachev, seguidos pelos social-democratas alemães. Todos eles reclamavam que as mudanças do mundo, particularmente depois que [a primeira-ministra Margaret] Thatcher introduziu a privatização e a liberalização econômica, estavam ameaçando aniquilar as conquistas (como eles as chamavam) de gerações de socialistas e social-democratas – ameaçando revertê-las completamente. Dessa forma, o único modo de deter a investida do capitalismo selvagem (como eles o chamavam) era tentar introduzir as mesmas metas socialistas em todos os países ao mesmo tempo. Antes disso, os partidos de esquerda e a União Soviética tinham resistido bastante à integração européia porque eles a entendiam como uma maneira de bloquear seus objetivos socialistas. De 1985 em diante eles mudaram completamente de idéia. Os soviéticos chegaram a uma conclusão e um acordo com os partidos de esquerda de que se eles trabalhassem juntos poderiam seqüestrar o projeto europeu inteiro e virá-lo de ponta-cabeça. Ao invés de um mercado aberto eles o tornariam um estado federativo.
De acordo com os documentos secretos soviéticos, 1985-86 foi o momento da mudança. Eu publiquei a maior parte desses documentos. Você os pode até encontrar na internet. Mas as conversas que eles tiveram são realmente reveladoras. Pela primeira vez você entende que existe uma conspiração – que eles compreendiam muito bem, pois estavam tentando salvar-se politicamente. A Leste, os soviéticos precisavam mudar suas relações com a Europa porque estavam entrando em uma crise estrutural prolongada e deveras profunda; a Oeste, os partidos de esquerda estavam com medo de ser aniquilados e perder sua influência e prestígio. Foi realmente uma conspiração, abertamente planejada, aprovada e posta em prática por eles.
Em janeiro de 1989, por exemplo, uma delegação da Comissão Trilateral veio ver Gorbachev. Ela incluía [o ex-primeiro ministro japonês] Nakasone, [o ex-presidente francês Valéry] Giscard d'Estaing, [o banqueiro americano David] Rockefeller e [o ex-secretário de estado Henry] Kissinger. Eles tiveram uma conversa bastante agradável onde tentaram explicar a Gorbachev que a Rússia Soviética tinha de se integrar às instituições financeiras do mundo, tais como o Gatt, o FMI e o Banco Mundial.
No meio do encontro, Giscard d’Estaing subitamente toma a palavra e diz: “Sr. presidente, eu não posso lhe dizer exatamente o que vai ocorrer – provavelmente dentro de 15 anos – mas a Europa vai se tornar um estado federativo e o senhor deve se preparar. Deve resolver conosco e com os líderes europeus como vai reagir, como irá permitir que outros países do leste europeu interajam com esse estado ou dele façam parte. O senhor deve estar preparado.”
Isso aconteceu em janeiro de 1989, quando o tratado de Maastricht [1992] não tinha ainda sequer sido esboçado. Como é que Giscard d'Estaing sabia o que iria acontecer dentro de 15 anos? E surpresa, surpresa, como ele se tornou o autor da constituição européia [em 2002-03]? Uma boa pergunta. Isso cheira a conspiração, não é mesmo?
Para sorte nossa, a parte soviética dessa conspiração entrou em colapso mais cedo e não atingiu o ponto em que Moscou poderia influenciar o curso dos acontecimentos. Mas a idéia original era chegar ao que eles chamavam de convergência, onde a União Soviética iria de certa forma amadurecer e se tornar mais social-democrata, enquanto a Europa Ocidental se tornaria social-democrata e socialista. Então haveria a convergência. As estruturas se encaixariam uma na outra. Essa é a razão por que a estrutura da União Européia foi inicialmente construída com o propósito de encaixar-se à estrutura soviética. E isso também explica por que elas são tão parecidas no funcionamento e na organização.
Não é mera coincidência que o Parlamento Europeu, por exemplo, faz lembrar o Soviete Supremo. Ele se parece porque foi projetado como o Soviete Supremo. Da mesma forma, quando se olha para a Comissão Européia ela se parece com o Politburo. Quero dizer que ela se parece exatamente, exceto pelo fato de que a Comissão agora tem 25 membros e o Politburo tinha geralmente 13 ou 15 membros. Fora isso, eles são exatamente o mesmo, sem prestar contas a ninguém e não sendo eleitos por ninguém. Quando se olha para toda essa bizarra atividade da União Européia com suas 80.000 páginas de regulamentos, ela se parece com a Gosplan. Nós tínhamos uma organização que planejava tudo na economia, até os menores detalhes, com cinco anos de antecedência. Exatamente a mesma coisa está acontecendo na União Européia. Quando se olha para o tipo de corrupção na União Européia, é exatamente o tipo soviético de corrupção, indo de cima para baixo e não de baixo para cima.
Se você perscrutar todas as estruturas e características desse monstro europeu emergente, vai perceber que ele se parece cada vez mais com a União Soviética. Claro, é uma versão mais branda da União Soviética. Por favor, entendam-me bem. Não estou dizendo que ela tem um Gulag. Ela não tem uma KGB – não ainda – mas estou observando atentamente estruturas tais como a Europol, por exemplo. Isso realmente me preocupa porque essa organização provavelmente terá poderes maiores do que a KGB. Eles terão imunidade diplomática. Você consegue imaginar uma KGB com imunidade diplomática? Eles nos terão que policiar em 32 tipos de crimes – dois dos quais são particularmente preocupantes, um se chama racismo, o outro, xenofobia. Nenhum tribunal penal do mundo define algo assim como crime [à exceção da Bélgica]. Assim, trata-se de uma nova espécie de crime, e já fomos avisados. Um funcionário do governo britânico nos disse que aqueles que forem contra a imigração descontrolada do Terceiro Mundo serão considerados racistas e os que se opuserem a uma maior integração européia serão tidos por xenófobos. Acho que Patricia Hewitt disse isso publicamente.
Já fomos, portanto, avisados. Nesse ínterim, eles estão introduzindo mais e mais ideologia. A União Soviética era um estado controlado por uma ideologia. A ideologia hodierna da União Européia é social-democrática, estatista, e grande parte dela é também do politicamente correto. Eu observo com muita atenção como o politicamente correto se dissemina e se torna uma ideologia opressora, sem falar no fato de que agora estão proibindo fumar em todo lugar. Veja a perseguição de pessoas como aquele pastor sueco que foi perseguido vários meses por dizer que a Bíblia não aprova o homossexualismo. A França promulgou a mesma lei de discurso de ódio a respeito dos gays. A Inglaterra está promulgando leis de discurso de ódio para relações raciais e agora para o discurso religioso, e assim por diante. O que se observa, em perspectiva, é a introdução sistemática de ideologia que poderá mais tarde ser imposta com medidas opressoras. Aparentemente esse é o único propósito da Europol. Do contrário, por que precisaríamos dela? Para mim a Europol parece muito suspeita. Eu observo atentamente quem é perseguido por qual motivo e o que está acontecendo, porque esse é um assunto no qual sou especialista. Eu sei como desabrocham os Gulags.
Parece-me que estamos vivendo um período de desmantelamento rápido, sistemático e bastante consistente da democracia. Veja essa Lei da Reforma Legislativa e Regulatória. Ela faz de ministros legisladores que podem introduzir novas leis sem mais se preocupar em comunicar ao Parlamento ou a qualquer pessoa. Minha reação imediata foi perguntar por que precisamos disso. A Grã-Bretanha sobreviveu a duas guerras mundiais, à guerra contra Napoleão, à Armada Espanhola, sem mencionar a Guerra Fria, quando nos diziam que a qualquer momento podíamos ter uma guerra nuclear mundial, sem qualquer necessidade de introduzir esse tipo de legislação, sem a necessidade de suspender nossas liberdades civis e introduzir poderes emergenciais. Por que precisamos dela justo agora? Isso pode transformar nosso país numa ditadura a qualquer momento.
A situação atual é muito grave. Os principais partidos políticos foram completamente tomados pelo novo projeto de união européia. Nenhum deles chega realmente a se lhe opor. Eles tornaram-se muito corruptos. Quem vai defender nossas liberdades? É como se estivéssemos marchando para uma espécie de colapso, para uma crise. A inabilidade de criar um ambiente competitivo, a regulamentação em excesso da economia, a burocratização, tudo isso está levando ao colapso econômico. A introdução do euro, em particular, foi uma idéia maluca. A moeda não deve ser política.
Não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. Haverá um colapso da União Européia muito parecido com o da União Soviética. Mas não se esqueça de que quando essas coisas entram em colapso elas deixam uma tal devastação que leva uma geração para recuperar. Pense apenas no que acontecerá se uma crise econômica ocorrer. A recriminação entre nações será gigantesca. Pode levar à guerra. Veja a quantidade enorme de imigrantes do Terceiro Mundo que hoje vivem na Europa. Isso foi promovido pela União Européia. Que acontecerá com eles se houver um colapso econômico? Provavelmente teremos, tal como no final da União Soviética, tantos conflitos étnicos que é difícil imaginar. Em nenhum outro país houve tais tensões étnicas como na União Soviética, com exceção talvez da Iugoslávia. Isso é o que vai exatamente acontecer aqui também. Temos de estar preparados para isso. Esse enorme edifício de burocracia vai desabar sobre nossas cabeças.
Eis porque, e sou bastante franco a respeito, quanto mais cedo terminarmos com a União Européia melhor. Quanto mais cedo ela desabar, menos dano causará em nós e em outros países. Mas temos de ser rápidos, porque os eurocratas estão se movimentando rápido. Será difícil derrotá-los. Hoje ainda seria simples. Se hoje um milhão de pessoas marcharem em Bruxelas, esses sujeitos fugirão para as Bahamas. Se amanhã metade da população inglesa recusar-se a pagar impostos, nada acontecerá e ninguém irá para a cadeia. Hoje ainda é possível fazer isso. Mas eu não sei como vai ser a situação amanhã com uma Europol completamente aparelhada e plena de funcionários vindos da Stasi ou da Securitate. Tudo pode acontecer.
Estamos perdendo tempo. Temos de derrotá-los. Temos de sentar e pensar, imaginar uma estratégia de curtíssimo prazo para alcançar o máximo efeito. Do contrário será tarde demais. Então que devo dizer? Minha conclusão não é otimista. Até agora, embora tenhamos algumas forças anti-União Européia em quase todos os países, isso ainda não basta. Estamos perdendo, e desperdiçando nosso tempo.”
(Vladimir Bukovsky, transcrição de Paul Belien de um discurso proferido em Bruxelas em 2006)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os iluminados da Baviera de Adam Weishaupt (II)

É preciso escolher os futuros chefes de Estado entre aqueles que serão servis e submissos incondicionalmente aos Iluminados e também aqueles cujo passado tenha manchas escondidas. Eles serão os executores fiéis das instruções dadas pelos Iluminados. Assim, será possível a estes últimos contornar as leis e modificar as constituições.
Os Iluminados terão em mãos todas as forças armadas se o direito de ordenar o estado de guerra for conferido ao presidente.
Pelo contrário, os dirigentes “não iniciados” deverão ser afastados dos negócios de Estado. Será suficiente fazê-los assumir o cerimonial e a etiqueta em uso em cada país.
A venalidade dos altos funcionários do Estado deverá impulsionar os governantes a aceitarem os empréstimos externos que os endividarão e os tornarão escravos dos Iluminados; a conseqüência: as dívidas de Estado aumentarão sensivelmente, suscitando crises econômicas e retirando repentinamente de circulação todo o dinheiro disponível; isso provocará o desmoronamento da economia monetária dos “não iluminados”.
O poder monetário deverá alcançar com muita luta a supremacia no comércio e na indústria a fim de que os industriais aumentem seu poder político por meio de seus capitais. Além dos Iluminados - de quem dependerão os milionários, a polícia e os soldados - todos os outros nada deverão possuir.
A introdução do sufrágio universal (direito de voto a todos os cidadãos) deverá permitir que somente prevaleça a maioria.
Habituar as pessoas à idéia de auto-determinar-se contribuirá para destruir o sentido de família e dos valores educativos. Uma educação baseada numa doutrina enganadora e em ensinamentos errôneos embrutecerá os jovens, pervertendo-os e tornando-os depravados.
Ligando-se às lojas franco-maçônicas já existentes e criando aqui e acolá novas lojas, os Illuminati atingirão a finalidade desejada.
Ninguém conhece sua existência nem suas finalidades, e muito menos esses embrutecidos que são os não-iluminados, que são levados a tomar parte das lojas franco-maçônicas abertas, onde nada se faz senão jogar-lhes poeira nos olhos.
Todos esses meios levarão os povos a pedir aos Iluminados para tomarem as rédeas do mundo. O novo governo mundial deve aparecer como protetor e benfeitor de todos aqueles que se submeterem livremente a ele
(à ONU). Se um estado rebelar-se, é preciso instigar seus vizinhos a guerrear contra ele. Se eles desejarem aliar-se, é preciso desencadear uma guerra mundial.
(Coralf: Maitreya, der kommende Weltlehrer. Maitreya, o Futuro Mestre do Mundo. Konny-Verlag, 1991, p.115 e s.)
É muito fácil reconhecer que o conteúdo do “Novo Testamento de Satã” é quase o mesmo dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, com a única diferença de que os judeus foram trocados pelos Iluminados. Nós já vimos por ordem de quem Adam Weishaupt fundou a ordem dos Iluminados da Baviera, e é fácil concluir de onde vem o Novo Testamento de Satã.
Os conspiradores tinham reconhecido a força e a influência das lojas franco-maçônicas já existentes e começaram a infiltrar-se nelas segundo um plano preciso para obter o seu controle (§11 dos protocolos).
As lojas que foram infiltradas foram designadas pelo nome de “Lojas do Grande Oriente” (Lodges of the Grand Orient).
Um célebre orador francês, o marquês de Mirabeau, endividou-se seriamente, levando uma vida dispendiosa, e foi então contactado por Weishaupt por ordem dos emprestadores judeus. Nisso, Moses Mendelssohn fez Mirabeau conhecer a esposa do judeu Herz. Em seguida, percebeu-se que ela estava mais freqüentemente em companhia de Mirabeau do que de seu marido. Com isso Mirabeau sofreu uma chantagem e acumulou dívidas; logo encontrou-se sob o controle absoluto dos Iluminados da Baviera. Pouco depois, foi obrigado a familiarizar-se com o iluminismo.
Ele recebeu a missão de persuadir o duque de Orléans, que era então o grão-mestre dos franco-maçons na França, a transformar as “Lojas Azuis” em “Lojas do Grande Oriente”.
Mirabeau organizou um encontro em 1773 entre o duque de Orléans, Talleyrand e Weishaupt, que iniciou os dois na franco-maçonaria do “Grande Oriente”.
Quando a declaração da independência americana foi assinada em 1.º de maio de 1776, Adam Weishaupt levou ao fim seu plano bem pensado e introduziu oficialmente a ordem dos Iluminados da Baviera. Esta data é dada erroneamente como sendo a data da fundação da ordem. Mas os mais importantes anos da ordem foram os seis anos que precederam sua instauração oficial.
Entre outros membros da ordem, constam Johann Wolfgang von Goethe, o duque Carlos Augusto de Weimar, o duque Fernando de Brunswick, o barão de Dahlberg (vagomestre geral de Thurn und Taxis), o barão de Knigge e muitos outros...
Em 1777, Weishaupt foi iniciado na loja franco-maçônica de “Theodoro do Bom Conselho” (“Theodore of Good Council”) em Munique, onde logo infiltrou toda a loja.
Em 16 de abril de 1782, a aliança entre franco-maçons e os Iluminados da Baviera foi selada em Wilhelmsbad. Esse pacto estabeleceu uma ligação entre mais ou menos três milhões de membros das sociedades secretas dirigentes. Um acordo do congresso em Wilhelmsbad tornou possível a admissão dos judeus nas lojas, enquanto que estes últimos tinham, nessa época, poucos direitos.
Controlando os Iluminados da Baviera, os Rothschild exerciam agora uma influência direta sobre outras lojas secretas importantes.
Todas as pessoas presentes juraram como bons conspiradores guardar segredo absoluto: de fato, quase nada transpareceu desse encontro. Perguntaram ao conde de Virieu, um dos franco-maçons participantes do congresso, se ele poderia dizer algo das decisões tomadas. Ele respondeu:
Não posso revelar-te, posso somente dizer-te que é bem mais sério que possas imaginar. A conspiração que se desenvolveu aqui foi tão perfeitamente imaginada que não há possibilidade para a monarquia e a Igreja escaparem disso.
Outra pessoa presente, o conde de Saint Germain, advertiu mais tarde sua amiga Maria Antonieta do complô de morte que deveria derrubar a monarquia francesa. Não levaram em conta, infelizmente, seu conselho.
Alguns segredos subversivos começaram a manifestar-se apesar de tudo, o que teve como conseqüência que, em 11 de outubro de 1785, o Eleitor da Baviera ordenou uma invasão da casa do Sr. Zwack, principal assistente de Weishaupt. Pilharam muitos documentos que descreviam o plano dos Iluminados da Baviera, a “Nova Ordem Mundial” (Novus Ordo Seclorum).
O Eleitor da Baviera decidiu então publicar esses papéis com o nome de “Escritos originais da ordem e seita dos Iluminados”.
Esses escritos foram, em seguida, divulgados tão largamente quanto possível para advertir os monarcas europeus. O título de professor foi retirado de Weishaupt, que desapareceu com o duque de Saxe-Gotha, outro membro dos Iluminados da Baviera. Como eles não se opuseram ao rumor que a ordem dos Iluminados estava aniquilada, isso permitiu-lhes continuar trabalhando em segredo para ressurgir, mais tarde, com outro nome. No espaço de um ano, vimos aparecer publicamente a Deutsche Einheit (Unidade Alemã), que expandiu a propaganda dos Iluminados entre os círculos de leitores existentes.
Foi aí que nasceu o grito de guerra: “Liberdade, igualdade, fraternidade”.
Os monarcas europeus não estavam nada conscientes do perigo, o que teve como conseqüência o nascimento da Revolução Francesa e o aparecimento do regime do terror.”
(Jan van Helsing, Geheimgesellschaften und ihre Macht im 20. Jahrhundert)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Os iluminados da Baviera de Adam Weishaupt (I)

“Adam Weishaupt foi educado em um colégio de jesuítas e acabou obtendo o título de professor dos cônegos. No decorrer dos anos os conceitos do catolicismo acabaram não lhe agradando mais. Isso o levou a tornar-se aluno particular do filósofo judeu Mendelssohn, que o converteu ao gnosticismo.
Em 1770, Weishaupt provavelmente foi procurado pelos sócios-capitalistas da casa Rothschild, que se haviam reunido antes, para que ele fundasse em Ingolstadt a “Ordem Secreta dos Iluminados da Baviera”.
(...) Os Iluminados da Baviera estavam organizados em círculos imbricados uns nos outros (como as bonecas russas). Desde que um iniciado provasse sua faculdade de guardar um segredo, ele era admitido num círculo mais restrito e ligado aos segredos ainda mais profundos. Somente aqueles que se encontravam nos círculos menores conheciam a verdadeira finalidade dos “Iluminados da Baviera”. Diziam aos membros dos graus inferiores que não existiam graus superiores e se lhes ocultava ao mesmo tempo a identidade do grão-mestre, como aconteceu na “Estrita Observância”. Os Iluminados da Baviera eram divididos em 13 graus, simbolizados pelos 13 degraus da pirâmide dos Iluminados, representada na cédula de um dólar.
Eles copiaram dos jesuítas seu sistema de espionagem para testar as fraquezas dos membros que alcançavam o título de “patriarcas”. Essa política da ordem permitia-lhes colocar os patriarcas nas posições onde seu talento era explorado ao máximo. Lançar o descrédito tornou-se também uma das táticas para assegurar-se de que nenhum dos patriarcas se desviasse da ordem.
Weishaupt sabia como atrair à sua ordem as melhores e mais esclarecidas mentes, as quais escolhia na alta finança, na indústria, na educação e na literatura. Ele utilizava a corrupção pelo dinheiro e pelo sexo para controlar as pessoas de posição elevada.
Isso feito, ele sabia chantagear as pessoas que o procuravam, dando-lhes postos de direção para ficar seguro de poder tê-las sob seu controle. Os Iluminados da Baviera puseram-se a aconselhar pessoas do governo, servindo-se dos adeptos (dos graus superiores). Isto, bem entendido, secretamente. Esses “especialistas” sabiam como dar conselhos aos políticos em exercício, para que adotassem certas formas de política que correspondesse ao que eles visavam.
Isso era feito, no entanto, com tanta sutileza que aqueles que recebiam os conselhos acreditavam serem eles os próprios autores das idéias que colocavam em prática.
Alegava-se como pretexto para explicar a existência dos Iluminados da Baviera que eles eliminariam o que a sociedade tinha de ruim e levariam o ser humano ao seu estado natural e feliz. Isso significava que eles iriam sujeitar a monarquia e a Igreja, o que lhes valeu perigosos adversários. Isso demonstra mais uma vez que manter o segredo era a diretriz mais importante da ordem.
Nós reconhecemos que ela era verdadeiramente a ideologia de Weishaupt, devido a um documento que era conhecido pela designação de Novo Testamento de Satã, severamente guardado pelos Iluminados da Baviera. É intencionalmente que apresento aqui esse documento, pois existem sempre aqueles que duvidam da veracidade dos Protocolos dos Sábios de Sião. Talvez seja mais fácil para essas pessoas aceitarem meu plano e a continuidade do livro se não empregar a palavra judeu. Esse documento só se tornou acessível ao público em 1875: um mensageiro dos Iluminados da Baviera, durante sua cavalgada de Frankfurt a Paris, foi atingido por um raio; esse incidente permitiu que se tomasse conhecimento de uma parte das informações relativas a uma conspiração mundial.
Eis o conteúdo desse documento:
O primeiro segredo para dirigir os seres humanos e ser senhor da opinião pública é semear a discórdia, a dúvida e criar pontos de vista opostos, o tempo necessário para que os seres humanos, perdidos nessa confusão, não se entendam mais e se persuadam de que é preferível não ter opinião pessoal quando se tratar de assuntos de Estado. É preciso atiçar as paixões do povo e criar uma literatura insípida, obscena e repugnante. O dever da imprensa é de mostrar a incapacidade dos não-iluminados em todos os domínios da vida religiosa e governamental.
O segundo segredo consiste em exacerbar as fraquezas humanas, todos os maus hábitos, as paixões e os defeitos, até o ponto em que reine total incompreensão entre os seres humanos.
É preciso principalmente combater as personalidades fortes, que são os maiores perigos. Se demonstrarem um espírito criativo, elas produzem um impacto mais forte do que milhões de pessoas deixadas na ignorância.
Invejas, ódios, disputas e guerras, privações, fome e propagação de epidemias
(Por exemplo a AIDS) devem esgotar os povos a tal ponto que os seres humanos não possam ver outra solução que a de submeter-se plenamente à dominação dos Iluminados.
Um estado esgotado por lutas interinas ou que caia no poder de inimigos estrangeiros depois de uma guerra civil, em todos os casos, está fadado ao aniquilamento e acabará ficando no poder destes.
É preciso habituar os povos a tomar a aparência do dinheiro como verdade, a satisfazer-se com o superficial, a desejar somente tomar seu próprio prazer, esgotando-se em sua busca sem fim de novidades, e, no fim das contas, seguir os Iluminados.
Estes conseguiram sua finalidade, remunerando bem as massas por sua obediência e sua atenção. Uma vez que a sociedade esteja depravada, os seres humanos perderão toda fé em Deus.
Objetivando seu trabalho pela palavra e por escrito e dando prova de adaptação, eles dirigirão o povo segundo sua vontade.
É preciso desabituar os seres humanos a pensar por si mesmos: dar-se-á a eles um ensinamento baseado no que é concreto e ocuparemos sua mente em disputas oratórias que não passam de simulações. Os oradores entre os Iluminados aviltarão as idéias liberais dos partidos até o momento no qual os seres humanos se sentirão tão cansados que se aborrecerão de todos os oradores, seja qual for o seu partido. Por outro lado, é preciso repetir incessantemente aos cidadãos a doutrina de Estado dos Iluminados para que eles permaneçam em sua profunda inconsciência.
A massa, estando cega, insensível e incapaz de julgar por si mesma, não terá o direito de opinar nos negócios de Estado, mas deverá ser regida com mão forte, com justiça, mas também com impiedosa severidade.
Para dominar o mundo, é preciso empregar vias indiretas, procurar desmantelar os pilares sobre os quais repousa toda a verdadeira liberdade - a da jurisprudência, das eleições, da imprensa, da liberdade da pessoa e, principalmente, da educação e da formação do povo - e manter o mais estrito segredo sobre todo o empreendimento.
Minando intencionalmente as pedras angulares do poder do Estado, os Iluminados farão dos governos seus burros de carga até que, de cansaço, eles renunciem a todo o seu poder.
É preciso exacerbar na Europa as diferenças entre as pessoas e os povos, atiçar o ódio racial e o desprezo pela fé, a fim de que se abra um fosso intransponível, para que nenhum Estado cristão encontre sustento: todos os outros Estados deverão evitar ligar-se a ele contra os Iluminados, por medo que essa tomada de posição os prejudique.
É preciso semear a discórdia, as perturbações e as inimizades por toda a parte da Terra, para que os povos aprendam a conhecer o medo e que não sejam capazes de opor a menor resistência.
Toda a instituição nacional deverá preencher uma tarefa importante na vida do país para que a máquina do Estado fique paralisada quando uma instituição se retire.

(Jan van Helsing, Geheimgesellschaften und ihre Macht im 20. Jahrhundert)

sábado, 16 de julho de 2011

Robert Schumann: Concerto para Violino e Orquestra


I. In kräftigem, nicht zu schnellem Tempo

II. Langsam
III. Lebhaft, doch nicht schnell


Frank Peter Zimmermann, violino
Jukka-Pekka Saraste
WDR Sinfonieorchester

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Perguntas e respostas sobre a maçonaria (II)

Quais são os graus mais elevados da Maçonaria?
Embora haja muitos graus numericamente mais elevados, o terceiro grau (de Mestre Maçom) é considerado o grau mais alto da Maçonaria, porque o grau de Mestre Maçom, em um drama alegórico extenso do qual o candidato participa, ensina a crença sublime da Maçonaria na ressurreição dos corpos. Esse drama também é chamado de lenda hirâmica ou lenda do terceiro grau.
No terceiro grau, o candidato participa de um drama onde ele faz o papel de um personagem bíblico chamado de “Hiram Abif”, um pedreiro que trabalhou no Templo do Rei Salomão. No drama da loja, Hiram é abordado no Templo por maçons renegados que tentam extorquir dele a palavra secreta Maçônica. Quando Hiram se nega a divulgá-la, os maçons o matam (o candidato é simbolicamente morto com um golpe de marreta almofadada na cabeça, arrastado pelos pés e colocado dentro de um saco pelos seus irmãos maçons), que então enterram o corpo de Hiram Abif (diz-se ao candidato que ele deve permanecer deitado enquanto materiais são espalhados em cima de seu corpo).
No decorrer do drama, o corpo de Hiram é depois descoberto por outros maçons que trabalham no Templo do Rei Salomão. O Rei Salomão e os outros maçons fazem uma procissão ao túmulo e então oram pela salvação de Hiram. Após a oração, o Rei Salomão ressuscita Hiram (o candidato) por meio do Forte Aperto de Mão do Mestre Maçom. Diz-se então ao candidato que ele foi trazido da horizontal dos mortos para a perpendicular dos vivos na fé Maçônica da ressurreição dos corpos e da imortalidade da alma.
Depois que um maçom alcança o terceiro grau, ele pode avançar em sua jornada Maçônica para o Rito Escocês ou o Rito de York. O Rito Escocês confere os graus do quarto ao trigésimo-segundo (com o honorário trigésimo-terceiro). O Rito de York também confere graus avançados e é conhecido como a Maçonaria do Ofício Original ou Antigo. Essas organizações não estão sob a autoridade das Grandes Lojas, mas têm relacionamentos amistosos com elas. O propósito desses graus mais elevados é ampliar o que o maçom aprendeu em sua loja azul. Esses graus, assim como os da loja azul, exigem um juramento de segredo. Quando um homem se torna um maçom do trigésimo-segundo grau ou do Rito de York, ele se capacita a fazer parte dos Nobres do Santuário (Shriners).
Quem são os Nobres do Santuário?
Os Nobres do Santuário são uma organização de maçons do 32º grau ou do Rito de York mais conhecidos por seus chapéus marroquinos vermelhos, carros pequenos e paradas de circo. Também são conhecidos por seus hospitais e outras atividades filantrópicas. Os maçons chamam o Santuário de “playground da Maçonaria”. A maioria das pessoas não sabe que todos os Nobres do Santuário são Mestres Maçons (mas nem todos os maçons são Nobres do Santuário).
Da mesma forma que nos graus Maçônicos anteriores, os candidatos ao Santuário são iniciados com uma solene cerimônia religiosa na mesquita local (o local de reunião do Santuário). Todos os candidatos, inclusive os cristãos, devem prestar juramento a Alá sobre o Corão, declarando que prefeririam que seus olhos fossem perfurados no centro por uma lâmina de três polegadas, seus pés esfolados, e forçados a caminhar nas areias quentes das praias estéreis do Mar Vermelho, onde o sol flamejante os atingiria com uma praga lívida, a violar seu juramento Maçônico de Nobres do Santuário.
Por que a Maçonaria é incompatível com o Cristianismo?
A Maçonaria é incompatível com o Cristianismo porque promove o indiferentismo. O indiferentismo é a crença herética de que todas as religiões são tentativas igualmente legítimas de explicar as verdades sobre Deus, as quais, à exceção da verdade de Sua existência, são inexplicáveis. Uma tal perspectiva torna todas as verdades relativas e defende que a Deus agradam da mesma forma a verdade e o erro. O indiferentismo é incompatível com a fé Cristã, porque nós cristãos acreditamos que Deus revelou-Se definitivamente na pessoa de Jesus Cristo e deseja que todos os homens tenham conhecimento dessa verdade. Jesus disse, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim” (João 14, 6).
Os ensinamentos e as práticas da Maçonaria também levam ao sincretismo que é uma mistura de diferentes crenças religiosas em um todo unificado. Isso se evidencia muito especialmente nos rituais religiosos da Maçonaria que juntam homens de todas as fés ao redor de um altar comum e colocam todos os escritos religiosos ao lado da Bíblia sobre o altar Maçônico. Isso também se demonstra pelas orações da Loja e seus nomes e símbolos únicos para Deus e o paraíso. O sincretismo é a conseqüência lógica do indiferentismo.
A prática da Loja de exigir de seus membros que prestem juramentos imorais também é incompatível com o Cristianismo. Tais juramentos exigem de um cristão que ele prometa sobre a Bíblia Sagrada seguir um código de conduta moral que dá preferência a maçons sobre não-maçons e preservar senhas e apertos de mão secretos. São juramentos gravemente imorais porque sua matéria subjetiva é trivial e não dá razão à necessidade de um juramento. Tais juramentos são também prestados sob penalidades simbólicas sangrentas de tortura física e morte chamadas de auto-amaldiçoamentos (e.g., ter minha garganta cortada e minha língua arrancada desde a raiz). Essas penalidades mostram uma falta de respeito a Deus e constituem uma blasfêmia, que é um pecado mortal.
Qual a posição católica a respeito da Maçonaria?
A Igreja, por meio de sua Congregação para a Doutrina da Fé, declarou formalmente que os católicos que se inscrevem em associações Maçônicas estão em estado de pecado mortal e não podem receber a Santa Comunhão. Essa declaração, que é o mais recente ensinamento da Igreja, reafirmou quase 300 anos de pronunciamentos papais contra a Maçonaria baseados em que os ensinamentos da Loja são contrários a fé e moral Católicas.
A declaração da Igreja sobre a Maçonaria expõe os católicos maçons a certo número de graves penalidades sob o direito canônico. Por exemplo, se um católico souber que a Igreja magisterialmente considera a participação na Maçonaria como pecado mortal, ele não deve se aproximar da Santa Comunhão (c. 916). A Igreja impõe o dever de não comungar sacrilegamente a todos em estado de pecado mortal. Esse católico maçom que sabe estar em pecado mortal deve receber a absolvição em uma confissão sacramental antes de poder receber comunhão novamente, a menos que haja um motivo sério e nenhuma oportunidade para se confessar (c. 916). Essa confissão, para ser válida, também exige que o católico maçom renuncie à sua associação com a Maçonaria.
Além disso, como a participação na Maçonaria é uma condição externa ou pública, pode-se recusar a Santa Comunhão ao católico maçom que obstinadamente continue sendo membro da Maçonaria (c. 915). A esse católico maçom também se proíbe a Unção dos Enfermos (c. 1007) assim como os ritos funerários eclesiásticos, se tais forem ocasião de escândalo público (c. 1184, §1, °3).
O Cânon 1364 também impõe uma excomunhão automática aos apóstatas, hereges ou cismáticos. Tal cânon também se aplica aos católicos maçons. Se, por exemplo, um católico maçom adota os ensinamentos teológicos da Maçonaria que a Igreja condenou (indiferentismo, sincretismo), ele está em heresia porque acredita em tais ensinamentos. Além disso, se um católico maçom sabe que a Igreja é contra a participação na Maçonaria e mesmo assim recusa-se terminante e persistentemente a se submeter à autoridade do papa de impedir sua associação com a Loja, ele pode também estar em cisma. Os católicos maçons também podem ficar sujeitos ao Cânon 1374 que impõe um interdito ou penalidade justa àqueles que se associem a organizações que tramam contra a Igreja.
Para que se apliquem as penalidades canônicas, o católico maçom deve agir de um modo gravemente imputável (ou seja, o católico teria que saber do ensinamento da Igreja sobre a Maçonaria e, após dele se informar, escolher desprezá-lo). Por experiência própria, sei que um número considerável de católicos maçons age de modo gravemente imputável em relação a sua participação na Maçonaria. Nesses casos, as penalidades canônicas, incluindo a excomunhão, se aplicam. As penalidades da Igreja não existem para afastar a pessoa da qual a pena é cobrada. Ao contrário, as penalidades servem para comunicar a gravidade de sua conduta à pessoa, encorajar seu arrependimento e reconciliação com a Igreja, e trazê-la de volta ao único aprisco de Cristo. Afinal, a missão da Igreja é a salvação das almas.
Como os maçons reagem à anti-Maçonaria?
Os maçons visivelmente evitam usar seus rituais para defender a Loja da oposição Cristã. Isso se deve a que os ensinamentos dos rituais a respeito de Deus, da salvação somente pelas obras, da ressurreição e vida eterna na loja celestial acima são indefensáveis de um ponto de vista Cristão. Essa fuga do maçom ao uso do ritual Maçônico para defender seu ofício torna-se evidente tão logo se veja os vários portais Maçônicos criados por maçons para defender a Maçonaria. Além disso, das centenas de livros escritos acerca da Maçonaria, não há um único livro que forneça uma defesa Cristã da Loja tratando dos erros do indiferentismo, do sincretismo e dos juramentos imorais.
Ao invés, o apologeta Maçônico geralmente usa um argumento ad hominem para defender a Loja. Um argumento ad hominem é um argumento que ataca o caráter do oponente ao invés de responder a suas alegações. Como a maioria das informações acerca da Maçonaria vem de homens que deixaram a Loja, os maçons evitam tratar dos rituais e focam seu ataque na credibilidade e no caráter do ex-maçom.
Enquanto cristãos, nós não julgamos os maçons individualmente nem atacamos seu caráter. Na verdade, a maioria deles é de pessoas boas e virtuosas. Ao invés, nós julgamos os ensinamentos do ritual Maçônico à luz dos ensinamentos de Jesus Cristo e Sua Igreja. Esperamos que um dia os católicos maçons venham falar abertamente conosco a respeito de seus rituais Maçônicos para explicar e defender os ensinamentos da Loja à luz da fé Cristã.”
(John Salza, FAQs on Freemasonry)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Perguntas e respostas sobre a maçonaria (I)

Que é a Maçonaria?
Há muitos mal-entendidos entre as pessoas acerca da organização denominada Maçonaria (também conhecida como “Franco-Maçonaria” ou “a Loja”). Enquanto a maioria do público acha que a Maçonaria é apenas uma fraternidade, ela é considerada por toda igreja Cristã que já a estudou como uma religião que é incompatível com o Cristianismo.
A Maçonaria tem um sistema religioso bastante formal que inclui a crença em Deus como o Grande Arquiteto do Universo, a imortalidade da alma e a ressurreição dos corpos. A Maçonaria também acredita que o homem pode alcançar a salvação por meio de suas boas obras, independentemente do dom da graça divina. Muito embora acredite em Deus, na ressurreição dos corpos e na salvação pelas obras, a Maçonaria não exige de seus membros que creiam em Jesus Cristo ou em Sua Igreja.
A Maçonaria também é controversa porque mantém secretos seus ensinamentos religiosos e morais por trás das portas da Loja. A fim de garantir esse segredo, a Maçonaria exige de seus membros que façam a Deus um juramento de que jamais revelarão os ensinamentos da Loja, caso contrário serão dignos de uma morte horrorosa (por exemplo, merecerão ser degolados, ter o coração arrancado ou o corpo serrado ao meio). Enquanto a Maçonaria condiciona seus próprios membros a crerem que ela é somente uma fraternidade, ela vai lentamente afastando de Jesus Cristo seus membros Cristãos, oferecendo-lhes um plano de salvação diferente por meio da virtude Maçônica e das boas obras. Com a graça de Deus, cada vez mais homens estão abandonando a Loja a cada ano que passa e revelando as incompatibilidades entre a Maçonaria e a fé Cristã.
Como a Maçonaria se define a si mesma?
Muito embora os maçons afirmem que a Maçonaria é apenas uma fraternidade, a Maçonaria se define universalmente como “um sistema regular de moralidade, velado em alegoria e ilustrado por símbolos”. Assim, sua própria definição revela que ela é mais do que uma fraternidade. A Maçonaria assim se define porque ensina um sistema de moralidade através de alegorias e simbolismos que, quando fielmente praticados, levam todos os maçons à “loja celestial acima”, independentemente de suas crenças religiosas individuais. A Maçonaria é muito mais do que um clube social.
De um ponto de vista Cristão, qualquer organização que afirme ser um sistema de moralidade (especialmente um cujos ensinamentos morais são secretos e dizem levar os maçons à vida eterna) deve ser avaliado à luz da Escritura e dos ensinamentos da Igreja. Se os ensinamentos morais de uma organização não estão fundados na Revelação de Deus em Jesus Cristo, eles apresentam incompatibilidades com a fé Cristã. No que se refere à Maçonaria, tais incompatibilidades incluem uma negação do dom divino da graça no processo de justificação e salvação que nos vem unicamente através da morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Qual a origem da Maçonaria?
As origens da Maçonaria são objeto de discussão, mesmo entre maçons. A maioria dos maçons, no entanto, concorda que o nascimento da Maçonaria moderna ocorreu na Inglaterra em 1717, na aurora do período Iluminista. Nesse período houve um movimento intelectual que se espalhou pela Europa chamado Racionalismo, que exaltava a razão humana acima da Revelação de Deus. Isso deu origem a um subjetivismo religioso no qual o homem podia então decidir sobre o que era e o que não era verdadeiro em matéria de fé e moral. As verdades Cristãs da queda, do pecado original e da necessidade de redenção foram abandonadas. A autoridade eclesiástica também foi abandonada. Deus tornou-se um “Grande Arquiteto do Universo” deísta, buscado e adorado em todas as religiões. Tais elementos se preservaram na Maçonaria moderna.
Ironicamente, embora quase toda igreja Protestante tenha condenado a Maçonaria, o movimento Racionalista na verdade foi gerado na Revolta Protestante. Lutero e outros “reformadores” Protestantes substituíram a autoridade magisterial da Igreja Católica pelo julgamento individual, o que levou a milhares de divisões dentro do Cristianismo. Mas enquanto os protestantes removeram a autoridade magisterial da Igreja de sua religião, os maçons removeram o próprio Cristo.
Quais as práticas e os ensinamentos da Maçonaria?
A Maçonaria se governa por determinados preceitos fundamentais e inalteráveis que a organização chama de “marcos” (landmarks). Os marcos foram transmitidos de uma geração Maçônica à seguinte por meio de rituais secretos e tradição oral. Embora não haja consenso a respeito de todos os marcos, a maioria dos maçons concorda que eles incluem a crença em Deus como o Grande Arquiteto do Universo, na imortalidade da alma e na ressurreição dos corpos.
Os marcos também incluem a outorga do ritual de morte e ressurreição do terceiro grau (também chamado de lenda hirâmica), o ensinamento de verdades religiosas e morais por meio de simbolismo, a exigência de segredo, a necessidade de que os candidatos tenham completo uso de suas faculdades mentais e corporais (nenhum deficiente físico ou mental pode participar da Maçonaria) e a exigência de juramentos de aliança com amaldiçoamentos de si mesmo como condição de filiação.
A Maçonaria também reverencia todos os escritos religiosos e os coloca em pé de igualdade com a Palavra de Deus escrita na Bíblia. Assim, a Maçonaria coloca todos os livros religiosos sobre seu altar (o Livro de Mórmon, os Vedas, o Zend Avesta, o Zohar, o Bhagavad-Gita, os Upanixades e quaisquer outros). Isso se deve ao fato de que, ao contrário do Cristianismo, a Maçonaria não acredita que a Bíblia seja a Palavra de Deus revelada e escrita. Ao invés, a Maçonaria encara todas as religiões como tentativas igualmente plausíveis de explicar a verdade sobre Deus que, ao final, não pode ser conhecida.
Como se organiza a Maçonaria?
A Maçonaria se organiza em lojas (também chamadas lojas azuis) que ficam sob a autoridade de uma Grande Loja e seu Reverendíssimo Grande Mestre. Existem 51 Grandes Lojas nos Estados Unidos (uma para cada estado e para o Distrito de Columbia). Cada Grande Loja é a autoridade governante da Maçonaria em uma dada jurisdição, e todas as lojas azuis de uma jurisdição devem se reportar à respectiva Grande Loja. Não há, contudo, uma Grande Loja ou autoridade governante que sozinha impere sobre toda a Maçonaria. As lojas azuis, sob a autoridade de sua Grande Loja, tornam os homens maçons por meio da outorga de rituais cerimoniosos chamados de “graus”.
Há três graus na Maçonaria que são conferidos pela loja azul: o primeiro, de Aprendiz; o segundo, de Companheiro; e o terceiro, de Mestre Maçom. O candidato inicia-se como Aprendiz, passa pelo grau de Companheiro e sobe ao grau sublime de Mestre Maçom.
Quem fala pela Maçonaria?
O ritual Maçônico é em princípio a autoridade que fala pela Maçonaria. Embora não haja uniformidade de estado a estado, os rituais são essencialmente os mesmos. Daí os maçons se vangloriarem da universalidade da Maçonaria. Além disso, embora o ritual Maçônico não seja idêntico de estado a estado, todas as Grandes Lojas nos Estados Unidos reconhecem-se a si mesmas como praticando Maçonaria válida. Isso significa que maçons de um estado podem visitar uma loja em outro estado e se lhes permite a participação nos trabalhos rituais.
Quando um cristão critica os ensinamentos dos maçons usando os rituais, o maçom geralmente responde de uma forma evasiva, dizendo que “ninguém fala pela Maçonaria”. Essa resposta, que não é genuína, nada mais é do que uma maneira de evitar falar dos rituais. Qualquer maçom honesto vai admitir que o ritual de sua Grande Loja é a autoridade que fala pela Maçonaria em sua jurisdição, e é por meio desses rituais que aprendemos os ensinamentos da Maçonaria sobre Deus, a ressurreição e a vida eterna, sem qualquer exigência de se acreditar em Jesus Cristo.
Outra autoridade importante que explica o significado da Maçonaria é a Bíblia Maçônica. Essa Bíblia, em geral a versão do Rei James do Velho e do Novo Testamento, inclui um anexo extenso com definições e terminologias Maçônicas. Esse livro é geralmente dado aos maçons depois que recebem o terceiro grau, e pode ser adquirido na maioria das Grandes Lojas país afora. Outras autoridades secundárias incluem as obras de amigos da Maçonaria, tais como Henry Wilson Coil, Albert Mackey e Albert Pike, os quais declaram, todos, que a Maçonaria é uma religião e essa religião não é o Cristianismo.”
(John Salza, FAQs on Freemasonry)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Karl Marx e a maçonaria

“Um ramo dos Iluminados da Baviera que nessa época era conhecido pelo nome de “Liga dos Justos” (League of the Just) e que saiu de um dos grupos secretos revolucionários franceses com muito sucesso, a “Companhia das Quatro Estações”, recebeu dois novos membros, o judeu Moses Modechai Marx Levi (aliás Karl Marx) e seu amigo Friedrich Engels, filho de um industrial. Os dois escreveram mais tarde, para a Liga dos Justos, o “Manifesto do Partido Comunista”. Uma parte do manifesto era de sua lavra, a maior parte refletia, entretanto, a ideologia da “Liga dos Justos” e a de outras sociedades secretas francesas que se opunham à França com idéias revolucionárias.
Gary Allen escreveu a esse respeito:
De fato, o “Manifesto do Partido Comunista” estava já em circulação desde muitos anos, bem antes do nome de Karl Marx ser conhecido a ponto de poder ser utilizado para esse manual revolucionário. Tudo o que Marx realmente fez foi modernizar e codificar os projetos dos princípios revolucionários que tinham sido colocados por escrito 70 anos antes por Adam Weishaupt, o fundador dos Iluminados da Baviera. (Die Insider, p.32)
Nada mais se oporia agora ao “combate contra o capitalismo”. Marx conseguiu modificar com seu espírito brilhante a imagem da “Liga dos Justos” tão bem que ela mudou de nome e se tornou em 1847 a “Liga dos Comunistas”.
Aqui aparece claramente como os Iluminados da Baviera criaram na Inglaterra e na América os sistemas “capitalistas” tão bem como os “anti-capitalistas”, às vezes mesmo comunistas, o que lhes permitiu utilizar o conflito que disso resultou de forma maquiavélica; eles conseguiram manter a humanidade numa discórdia constante e numa perfeita confusão.”
(Jan van Helsing, Geheimgesellschaften und ihre Macht im 20. Jahrhundert)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mistérios luminosos do rosário

“Em sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae de 16 de outubro de 2002, o Papa João Paulo II tentou modificar o rosário, entre outras coisas, acrescentando cinco mistérios adicionais, chamados mistérios de luz para distingui-los dos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos.
Infelizmente essa carta, que pretende promover o rosário, está maculada de naturalismo do começo ao fim, e considera o rosário como uma experiência psicológica semelhante às orações e meditações das religiões não-católicas. Daí a importância do “significado antropológico do rosário” (§25), que torna compreensível o mistério do homem. Entre os “melhoramentos” ao rosário propostos nesse sentido está o acréscimo dos mistérios de luz, especialmente escolhidos para não ofender os protestantes, ou seja, todos plenamente descritos nos Evangelhos e nenhum deles mencionando explicitamente a Santíssima Virgem Maria. Isso está de acordo com a intenção manifesta de fazer o rosário mais “cristocêntrico”, o que significa, na prática, que ele se torna menos explicitamente mariano.
Os cinco “momentos” “luminosos” “significantes” (§21) que ele escolhe são o batismo de Cristo no rio Jordão, Sua auto-manifestação em Caná, Sua proclamação do Reino de Deus e Seu chamado à conversão, Sua Transfiguração, e a instituição da Sagrada Eucaristia. Todos são belos eventos tirados dos Evangelhos, e muito apreciados como manifestações da bondade de Jesus, nos quais Ele revela-Se a Si mesmo, Seu poder, Sua misericórdia, ou Seu reino. Contudo, é deveras interessante notar que nenhum deles tem uma conexão direta com o mistério da Redenção; somente a instituição da Sagrada Eucaristia tem uma relação indireta, enquanto fundação de sua renovação incruenta. A introdução desses mistérios é, assim, um esforço de diluir o foco tradicional nos mistérios essenciais da Redenção, como contidos nos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos.
No entanto, não é mera coincidência que os mistérios tradicionais do rosário sejam inteiramente focados no mistério da Redenção, preparados nos mistérios gozosos, realizados nos mistérios dolorosos e aplicados nos mistérios gloriosos. Se a Tradição os transmitiu até nós dessa maneira, é porque tais são os mistérios nos quais nossas almas precisam meditar para a salvação eterna. Em uma de suas encíclicas anuais dedicadas ao rosário, o Papa Leão XIII explica que:
“O Rosário oferece uma maneira fácil de adentrar nos principais mistérios da religião cristã e gravá-los na mente... de forma ordenada, os principais mistérios de nossa religião seguem-se um ao outro... Primeiro vêm os mistérios nos quais o Verbo fez-se carne e Maria, a inviolada Virgem e Mãe, desempenhou seus deveres maternais em relação a ele com uma alegria santa; depois vêm as dores, a agonia e a morte do Cristo sofredor, o preço pelo qual realizou-se a salvação de nossa raça; e finalmente seguem-se os mistérios plenos de sua glória.” (Magnae Dei Matris, 8.9.1892)
O motivo para essa mudança de orientação é paulatinamente desviar nossa atenção da Redenção como uma aquisição das almas dos pecadores, que nos compra de nossos pecados com uma satisfação à ofensa feita a Deus. A teologia moderna do Mistério Pascal acha que isso não é necessário, que Deus não é infantil para exigir pagamento por nossos pecados, e que conseqüentemente tudo de que precisamos é refletir nas manifestações do amor, da glória e da bondade de Deus, pois “cada um desses mistérios é uma revelação do Reino agora presente na própria pessoa de Jesus” (Rosarium Virginis Mariae, §21).
O resultado final da recitação desses mistérios luminosos será um dessecamento do rosário, a perda de seu foco especificamente mariano, desviando a atenção da união com o ato de Redenção de Cristo, unicamente por meio do qual podemos nos salvar de nossos pecados. Pouco a pouco ele se tornará vazio e estéril e não será mais rezado. Conseqüentemente, devemos evitar esse “melhoramento” opcional e nos apegar à Tradição dura e testada da Igreja que santificou tantas gerações de santos. Embora não seja em si um pecado recitar esses mistérios de luz com católicos modernos, devemos certamente desencorajar sua recitação e evitar adquirir ou tornar disponíveis quaisquer panfletos ou livretos que apresentam os mistérios de luz.”
(Pe. Peter Scott, F.S.S.P.X, Should We Recite the Luminous Mysteries of the Rosary?)