“A reputação de Karl Marx fica de pé ou desaba com seu Manifesto. Poucas pessoas chegaram a ler Das Kapital. Menos ainda o entenderam. Diz-se do Manifesto, contudo, que é o maior best-seller de todos os tempos, superando até mesmo a Bíblia.
O Manifesto não foi uma irrupção espontânea por parte de Marx após sua abaladora descoberta de que nada havia no mundo senão matéria em movimento. Karl Marx recebeu uma encomenda de um grupo autodenominado de “Liga dos Justos” para escrever o Manifesto. Foi trabalho dele mesmo e de Engels. Todas as idéias nele contidas já estavam em circulação há mais de setenta anos. Elas se originam de Adam Weishaupt, fundador dos Illuminati, na década de 1770. Foi ele que afirmou pela primeira vez, audaciosa e agressivamente, que os fins justificam os meios. A Liga dos Justos era gente de Weishaupt. Marx e Engels foram contratados para juntar todas aquelas idéias numa linguagem que inspirasse e sublevasse as massas. Nesse terreno Marx era um mestre.
O Manifesto compõe-se de dez passos, cada um destinado a conduzir a humanidade a um verdadeiro paraíso sobre a terra.
A família é a pedra fundamental da sociedade. Se não houvesse unidades familiares não haveria nada por que viver, mas Karl queria abolir a família e fazer das mulheres propriedade do estado a ser nacionalizado. Uma proposta estranha de quem sempre foi tão próximo de sua própria família.
A religião, dizia Marx, era o ópio do povo.
Não deveria ser necessário refutar uma afirmação tão extraordinária exceto para mencionar uma pequena fração das coisas que se produzem por inspiração religiosa. As grandes catedrais e monastérios da Europa foram construídos principalmente por meio de trabalho voluntário; estariam os voluntários sob o efeito do ópio? São Tomás Morus deitou a cabeça num bloco de pedra porque estava drogado? Santo Agostinho teria a dizer: “Eu absorvi o sumo de todo prazer, oh, vaidade das vaidades, tudo é vaidade,” e ainda, “Se jamais tive sucesso em alguma coisa, foi por ter-me posto sobre os ombros de gigantes.” Ele precisou de ópio para escrever suas Confissões e A Cidade de Deus?
São João Bosco, contemporâneo de Marx, nasceu em 1815 de pais pobres na Itália do norte. Enquanto Karl gastava seus dias planejando a revolução e o derramamento de rios de sangue humano, formulando suas leis socialistas, João Bosco estava mendigando e construindo, coletando as crianças de rua abandonadas pela sociedade. Primeiro elas vinham de uma em uma, depois aos pares, às dezenas, centenas e milhares. Para crianças de rua sem lar e sem pais, ele se tornou um pai. Ele as abrigava e alimentava, educava-as e ensinava-lhes ofícios para que pudessem depois sobreviver por si mesmas. Hoje em dia seus seguidores estão espalhados por todo o mundo livre e são totalmente dedicados ao mesmo ideal elevado.
Hoje em Bombay, por exemplo, apenas um dos filhos de Dom Bosco, Padre Maschio, em exílio voluntário de sua Itália nativa desde os 15 anos de idade, toma conta do seguinte: Em apenas um orfanato para rapazes, 1.500 jovens foram resgatados das ruas; em seu Lar de São José, crianças recém-nascidas, encontradas abandonadas sobre as calçadas, e até mesmo nos camburões de lixo da cidade, são recolhidas. No Lar de Santa Catarina, irmãs auxiliadas pelo Pe. Maschio salvaram a vida de 4.000 crianças. Os rapazes aprendem ofícios e são procurados por suas habilidades. Dos 200.000 leprosos de Bombay, o Pe. Maschio provê comida, remédios e outros cuidados para 8.000 deles. Esse é o trabalho de apenas uma casa religiosa de João Bosco em apenas uma cidade. O padrão se repete onde quer que haja necessidade mundo afora.
Madre Teresa de Calcutá, melhor conhecida por aqui, faz o mesmo trabalho. Quem a acusaria de estar fazendo isso sob o efeito de algum tipo de magia?
Um comentarista notou que na Índia encontrou missionários de todas as denominações tratando das feridas dos velhos e dos enfermos e de todos os párias da sociedade, mas em canto nenhum jamais encontrou um socialista tratando das feridas de alguém. Eles gostam de fazer leis cuja observância impõem aos outros, mas não tocam nos leprosos nem nos exércitos dos excluídos.
Marx recomendou a centralização do crédito nas mãos do estado por meio de um banco nacional com capital estatal, dando-lhe monopólio exclusivo. Monopólio significa poder, poder sobre o povo. O setor bancário é para especialistas. Isso daria aos especialistas um monopólio. Era o que queria a Liga dos Justos que contratou e pagou Karl para escrever o Manifesto. O poder que já detinham eles o queriam absoluto. Desde a fundação do Banco da Inglaterra em 1694, em seguida à Batalha do Boyne, as sociedades secretas sempre agiram para fazer dos governos seus títeres, pela imposição de altas taxas de juros. A centralização do crédito significaria um poder financeiro absoluto para essas sociedades secretas.
Em seguida Marx propôs um pesado imposto de renda progressivo ou gradual. Pergunta-se: para qual propósito? Ora, para ser usado nas dívidas enormes que os empregadores de Karl pretendiam criar e atar às costas dos trabalhadores.
Deve ser ressaltado que o sistema de produção é tão dinâmico, graças ao contínuo aperfeiçoamento de todo tipo de maquinaria, até a do chip de silicone, que todas nossas exigências podiam ser satisfeitas pela força de trabalho por dois ou três dias na semana. Não há necessidade de trabalhar à noite ou ter dois empregos, ou que as esposas e mães se afastem de suas famílias, somente para sua sobrevivência. Hoje em dia, pelo menos dois dias de trabalho por semana servem apenas para pagar impostos, pagar o pesado imposto de renda progressivo ou gradual de Karl. De algum modo o dinamismo da máquina tinha que ser combatido. Que seria melhor que um pesado imposto de renda progressivo ou gradual? Significa que todos trabalham para o estado, e todos têm sua própria ficha, que é uma versão sutil, mas ainda assim poderosa, do estado policial. E todo o trabalho serve apenas para pagar juro sobre dinheiro que custa originalmente apenas o papel e a tinta com que é escrito.
Marx queria que todo tipo de propriedade fosse do estado. Então para qual propósito, pode-se perguntar, deveria haver um pesado imposto de renda progressivo e gradual? Para onde isso iria? Quem se beneficiaria disso? Marx sabia, mas tinha prostituído seus talentos e escrevia o que lhe ordenavam.
Marx queria confiscar a propriedade de todos os emigrantes e rebeldes. Como era ele mesmo um emigrante e um rebelde, é de se imaginar como reagiria se uma parte de sua propriedade fosse confiscada em sua Alemanha natal, ou até a de seus muitos parentes sobre os quais ele mantinha vigilância constante para ver o que poderia herdar, pois tinha em seu coração muito apreço por heranças.
Karl colocaria os meios de transporte e de comunicação nas mãos do estado. Isso vem direto do programa dos Illuminati de Weishaupt. Imagine só todo jornal e revista, toda estação de rádio e de TV sob controle do estado. Isso não seria lavagem cerebral? Seria isso o que homens livres desejam? “Dê-me liberdade ou dê-me a morte” foi o grito do patriota americano Patrick Henry. Karl tomaria de todos a liberdade que lhe permitia dizer o que quisesse na Grã-Bretanha onde ele tinha liberdade ilimitada, e onde podia viver entre os dez por cento mais ricos da sociedade sem jamais ter trabalhado um dia sequer.
Karl propunha o dever igual de todos ao trabalho e o estabelecimento de exércitos industriais, especialmente para a agricultura. É de pasmar que alguém que intransigentemente se recusava a trabalhar um dia sequer para sustentar a própria família quisesse alistar o restante da humanidade, homens e mulheres, em um enorme exército industrial, que iriam para onde fossem enviados e fariam o que lhes fosse ordenado, sem que importasse quão desagradável ou inadequado fosse esse trabalho para o indivíduo em questão.
As sociedades secretas vinham planejando uma revolução sangrenta de um modo completamente organizado desde que Adam Weishaupt fundou os Illuminati. A tarefa de Karl era fornecer a justificação teórica para a conquista de um país após outro usando métodos de barbarismo inaudito, e o estabelecimento neles de regimes baseados na escravidão, no terror e no ateísmo. Ele falava das inevitáveis forças da história que ocasionavam certos resultados, mas em todo país onde os resultados que ele propunha se realizaram não foi assim que aconteceu. Eles aconteceram por meio da fraude e do terror levados a cabo por uma pequena facção de homens altamente treinados na arte da revolução, que tinham acesso a fundos ilimitados fornecidos pelos descendentes dos financiadores de Karl.
O Manifesto é uma extensão direta do esquema diabólico posto em movimento por Weishaupt em 1776. Examinando-se os documentos dos Illuminati que foram descobertos pelo governo da Baviera, Karl Marx aparece exatamente como o tipo de pessoa sugerida por Weishaupt para ser recebida e utilizada no círculo mais íntimo de sua grande conspiração. Isso causaria o que ele chamava de Nova Ordem Mundial, que nada mais era do que o controle completo sobre toda a raça humana. Para esse fim tanto a religião como a vida nacional deveriam deixar de existir para “fazer da raça humana uma família boa e feliz.”
Weishaupt tinha freqüentado uma escola de jesuítas. Reconhecendo a eficiência de seus métodos, ele decidiu imitá-los, enquanto propunha-se a si mesmo perspectivas diametralmente opostas. Disse: “O que esses homens têm feito por altares e impérios, por que não deveria eu fazer contra altares e impérios? Pela atração dos mistérios, das lendas, dos peritos, por que não deveria eu destruir no escuro o que eles ergueram à luz do dia?” Os peritos se iniciariam passo a passo nos mistérios mais elevados – e a maior cautela seria exercida para não revelar aos noviços doutrinas que pudessem revoltá-los... Nem seria admitido antagonismo a religião. Cristo seria, ao invés, representado como o primeiro autor do Iluminismo.
Quando o perito se iniciasse nos graus mais elevados ser-lhe-ia revelado o segredo completo da Ordem. Uma parte do discurso diz: “Eis nosso segredo... Se com a finalidade de destruir todo o Cristianismo, todas as religiões, nós fazíamos crer termos a única religião verdadeira, lembre-se de que os fins justificam os meios, e que os sábios devem usar de todos os meios para fazer o bem que os maus usam para fazer o mal.”
Os objetivos dos Illuminati podem ser resumidos como se segue:
1 – Abolição da monarquia e de todos os governos ordenados;
2 – Abolição da propriedade privada;
3 – Abolição da herança;
4 – Abolição do patriotismo;
5 – Abolição da família (casamento e toda moralidade) e a instituição da educação comunal das crianças;
6 – Abolição de qualquer religião.
Isso formava um programa inaudito em toda a história da civilização.
Do Manifesto o Prof. Hearnshaw tem a dizer:
“Ele propunha um cenário de vingança, destruição e devastação sanguinária – a derrubada e humilhação de tronos, aristocracias, e acima de tudo da odiada burguesia – que atraía irresistivelmente as paixões de inveja, ódio e malícia que excitavam Marx e seus colaboradores com fúria fanática e diabólica. A energia e o vigor do Manifesto Comunista são a energia demoníaca do louco possuído pelos espíritos malignos do ciúme, ganância e luxúria pelo poder, e a insana fome de vingança quanto a erros imaginários.”
O Manifesto de Marx e o de Weishaupt são tão idênticos que não pode haver nenhuma dúvida na mente de qualquer pessoa razoável de que Marx foi empregado pelos Illuminati para redigir o Manifesto.
As ligações de Marx com os Illuminati raramente são mencionadas porque o objetivo maior de uma sociedade secreta é permanecer secreta. Essas pessoas não querem aparecer nas manchetes. Essas trivialidades eles deixam para seus peões.
O Rev. Clarence Kelly diz, em “Conspiração contra Deus e o Homem”, que “Exceto por algumas modificações ditadas pelas condições mutáveis nas esferas política e econômica, pode-se afirmar sem erro que Weishaupt foi um comunista no significado moderno da palavra. Mas dada a seqüência de eventos, é mais certo e apropriado dizer que os comunistas são iluministas – como veremos quando compararmos o Iluminismo com o Comunismo em relação à natureza do governo em três pontos essenciais de doutrina que se encontram no coração dessas ideologias. Não obstante certos incidentes não essenciais, veremos que a identidade entre Iluminismo e Comunismo mostra-os como uma única ideologia.
Os três pontos de doutrina são:
1. Anarquismo, i.e a teoria de que o governo é por sua própria natureza intrinsicamente mal e não deveria existir.
2. Totalitarismo, i.e a teoria de que é essencial estabelecer uma ditadura universal a fim de acarretar as condições nas quais toda autoridade civil e eclesiástica será abolida.
3. O “desvanecimento” da ditadura, i.e a teoria, fabricada para fins de propaganda, de que a ditadura totalitária irá automaticamente se desvanecer tão logo todos os governos estejam sob controle, e todos os advogados da autoridade civil legítima, junto com os restos de sua influência, sejam exterminados.”
Na edição alemã de 1872 do Manifesto Comunista, Marx e Engels escreveram:
“A Liga Comunista ... que obviamente só poderia ser uma liga secreta sob as condições do momento, encomendou aos abaixo assinados (Marx e Engels), em congresso realizado em Londres em novembro de 1847 (quando ainda era uma sociedade secreta), a composição, para publicação, de um programa teórico e prático para o partido. Essa foi a origem do presente Manifesto, cujo manuscrito viajou para Londres, a fim de ser impresso poucas semanas antes da revolução de fevereiro.”
E na introdução ao Manifesto Comunista, citando Marx, lemos:
“O Manifesto foi publicado como plataforma da Liga Comunista ... (que era) antes de 1848 inevitavelmente uma sociedade secreta.”
Por que Marx é então considerado como o Pai do Comunismo, e louvado em toda a literatura comunista como sendo um grande pensador original?”
(Deirdre Manifold, Karl Marx: True or False Prophet?)
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sábado, 15 de outubro de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Os iluminados da Baviera de Adam Weishaupt (II)
“É preciso escolher os futuros chefes de Estado entre aqueles que serão servis e submissos incondicionalmente aos Iluminados e também aqueles cujo passado tenha manchas escondidas. Eles serão os executores fiéis das instruções dadas pelos Iluminados. Assim, será possível a estes últimos contornar as leis e modificar as constituições.
Os Iluminados terão em mãos todas as forças armadas se o direito de ordenar o estado de guerra for conferido ao presidente.
Pelo contrário, os dirigentes “não iniciados” deverão ser afastados dos negócios de Estado. Será suficiente fazê-los assumir o cerimonial e a etiqueta em uso em cada país.
A venalidade dos altos funcionários do Estado deverá impulsionar os governantes a aceitarem os empréstimos externos que os endividarão e os tornarão escravos dos Iluminados; a conseqüência: as dívidas de Estado aumentarão sensivelmente, suscitando crises econômicas e retirando repentinamente de circulação todo o dinheiro disponível; isso provocará o desmoronamento da economia monetária dos “não iluminados”.
O poder monetário deverá alcançar com muita luta a supremacia no comércio e na indústria a fim de que os industriais aumentem seu poder político por meio de seus capitais. Além dos Iluminados - de quem dependerão os milionários, a polícia e os soldados - todos os outros nada deverão possuir.
A introdução do sufrágio universal (direito de voto a todos os cidadãos) deverá permitir que somente prevaleça a maioria.
Habituar as pessoas à idéia de auto-determinar-se contribuirá para destruir o sentido de família e dos valores educativos. Uma educação baseada numa doutrina enganadora e em ensinamentos errôneos embrutecerá os jovens, pervertendo-os e tornando-os depravados.
Ligando-se às lojas franco-maçônicas já existentes e criando aqui e acolá novas lojas, os Illuminati atingirão a finalidade desejada.
Ninguém conhece sua existência nem suas finalidades, e muito menos esses embrutecidos que são os não-iluminados, que são levados a tomar parte das lojas franco-maçônicas abertas, onde nada se faz senão jogar-lhes poeira nos olhos.
Todos esses meios levarão os povos a pedir aos Iluminados para tomarem as rédeas do mundo. O novo governo mundial deve aparecer como protetor e benfeitor de todos aqueles que se submeterem livremente a ele (à ONU). Se um estado rebelar-se, é preciso instigar seus vizinhos a guerrear contra ele. Se eles desejarem aliar-se, é preciso desencadear uma guerra mundial.
(Coralf: Maitreya, der kommende Weltlehrer. Maitreya, o Futuro Mestre do Mundo. Konny-Verlag, 1991, p.115 e s.)
É muito fácil reconhecer que o conteúdo do “Novo Testamento de Satã” é quase o mesmo dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, com a única diferença de que os judeus foram trocados pelos Iluminados. Nós já vimos por ordem de quem Adam Weishaupt fundou a ordem dos Iluminados da Baviera, e é fácil concluir de onde vem o Novo Testamento de Satã.
Os conspiradores tinham reconhecido a força e a influência das lojas franco-maçônicas já existentes e começaram a infiltrar-se nelas segundo um plano preciso para obter o seu controle (§11 dos protocolos).
As lojas que foram infiltradas foram designadas pelo nome de “Lojas do Grande Oriente” (Lodges of the Grand Orient).
Um célebre orador francês, o marquês de Mirabeau, endividou-se seriamente, levando uma vida dispendiosa, e foi então contactado por Weishaupt por ordem dos emprestadores judeus. Nisso, Moses Mendelssohn fez Mirabeau conhecer a esposa do judeu Herz. Em seguida, percebeu-se que ela estava mais freqüentemente em companhia de Mirabeau do que de seu marido. Com isso Mirabeau sofreu uma chantagem e acumulou dívidas; logo encontrou-se sob o controle absoluto dos Iluminados da Baviera. Pouco depois, foi obrigado a familiarizar-se com o iluminismo.
Ele recebeu a missão de persuadir o duque de Orléans, que era então o grão-mestre dos franco-maçons na França, a transformar as “Lojas Azuis” em “Lojas do Grande Oriente”.
Mirabeau organizou um encontro em 1773 entre o duque de Orléans, Talleyrand e Weishaupt, que iniciou os dois na franco-maçonaria do “Grande Oriente”.
Quando a declaração da independência americana foi assinada em 1.º de maio de 1776, Adam Weishaupt levou ao fim seu plano bem pensado e introduziu oficialmente a ordem dos Iluminados da Baviera. Esta data é dada erroneamente como sendo a data da fundação da ordem. Mas os mais importantes anos da ordem foram os seis anos que precederam sua instauração oficial.
Entre outros membros da ordem, constam Johann Wolfgang von Goethe, o duque Carlos Augusto de Weimar, o duque Fernando de Brunswick, o barão de Dahlberg (vagomestre geral de Thurn und Taxis), o barão de Knigge e muitos outros...
Em 1777, Weishaupt foi iniciado na loja franco-maçônica de “Theodoro do Bom Conselho” (“Theodore of Good Council”) em Munique, onde logo infiltrou toda a loja.
Em 16 de abril de 1782, a aliança entre franco-maçons e os Iluminados da Baviera foi selada em Wilhelmsbad. Esse pacto estabeleceu uma ligação entre mais ou menos três milhões de membros das sociedades secretas dirigentes. Um acordo do congresso em Wilhelmsbad tornou possível a admissão dos judeus nas lojas, enquanto que estes últimos tinham, nessa época, poucos direitos.
Controlando os Iluminados da Baviera, os Rothschild exerciam agora uma influência direta sobre outras lojas secretas importantes.
Todas as pessoas presentes juraram como bons conspiradores guardar segredo absoluto: de fato, quase nada transpareceu desse encontro. Perguntaram ao conde de Virieu, um dos franco-maçons participantes do congresso, se ele poderia dizer algo das decisões tomadas. Ele respondeu:
Não posso revelar-te, posso somente dizer-te que é bem mais sério que possas imaginar. A conspiração que se desenvolveu aqui foi tão perfeitamente imaginada que não há possibilidade para a monarquia e a Igreja escaparem disso.
Outra pessoa presente, o conde de Saint Germain, advertiu mais tarde sua amiga Maria Antonieta do complô de morte que deveria derrubar a monarquia francesa. Não levaram em conta, infelizmente, seu conselho.
Alguns segredos subversivos começaram a manifestar-se apesar de tudo, o que teve como conseqüência que, em 11 de outubro de 1785, o Eleitor da Baviera ordenou uma invasão da casa do Sr. Zwack, principal assistente de Weishaupt. Pilharam muitos documentos que descreviam o plano dos Iluminados da Baviera, a “Nova Ordem Mundial” (Novus Ordo Seclorum).
O Eleitor da Baviera decidiu então publicar esses papéis com o nome de “Escritos originais da ordem e seita dos Iluminados”.
Esses escritos foram, em seguida, divulgados tão largamente quanto possível para advertir os monarcas europeus. O título de professor foi retirado de Weishaupt, que desapareceu com o duque de Saxe-Gotha, outro membro dos Iluminados da Baviera. Como eles não se opuseram ao rumor que a ordem dos Iluminados estava aniquilada, isso permitiu-lhes continuar trabalhando em segredo para ressurgir, mais tarde, com outro nome. No espaço de um ano, vimos aparecer publicamente a Deutsche Einheit (Unidade Alemã), que expandiu a propaganda dos Iluminados entre os círculos de leitores existentes.
Foi aí que nasceu o grito de guerra: “Liberdade, igualdade, fraternidade”.
Os monarcas europeus não estavam nada conscientes do perigo, o que teve como conseqüência o nascimento da Revolução Francesa e o aparecimento do regime do terror.”
(Jan van Helsing, Geheimgesellschaften und ihre Macht im 20. Jahrhundert)
Os Iluminados terão em mãos todas as forças armadas se o direito de ordenar o estado de guerra for conferido ao presidente.
Pelo contrário, os dirigentes “não iniciados” deverão ser afastados dos negócios de Estado. Será suficiente fazê-los assumir o cerimonial e a etiqueta em uso em cada país.
A venalidade dos altos funcionários do Estado deverá impulsionar os governantes a aceitarem os empréstimos externos que os endividarão e os tornarão escravos dos Iluminados; a conseqüência: as dívidas de Estado aumentarão sensivelmente, suscitando crises econômicas e retirando repentinamente de circulação todo o dinheiro disponível; isso provocará o desmoronamento da economia monetária dos “não iluminados”.
O poder monetário deverá alcançar com muita luta a supremacia no comércio e na indústria a fim de que os industriais aumentem seu poder político por meio de seus capitais. Além dos Iluminados - de quem dependerão os milionários, a polícia e os soldados - todos os outros nada deverão possuir.
A introdução do sufrágio universal (direito de voto a todos os cidadãos) deverá permitir que somente prevaleça a maioria.
Habituar as pessoas à idéia de auto-determinar-se contribuirá para destruir o sentido de família e dos valores educativos. Uma educação baseada numa doutrina enganadora e em ensinamentos errôneos embrutecerá os jovens, pervertendo-os e tornando-os depravados.
Ligando-se às lojas franco-maçônicas já existentes e criando aqui e acolá novas lojas, os Illuminati atingirão a finalidade desejada.
Ninguém conhece sua existência nem suas finalidades, e muito menos esses embrutecidos que são os não-iluminados, que são levados a tomar parte das lojas franco-maçônicas abertas, onde nada se faz senão jogar-lhes poeira nos olhos.
Todos esses meios levarão os povos a pedir aos Iluminados para tomarem as rédeas do mundo. O novo governo mundial deve aparecer como protetor e benfeitor de todos aqueles que se submeterem livremente a ele (à ONU). Se um estado rebelar-se, é preciso instigar seus vizinhos a guerrear contra ele. Se eles desejarem aliar-se, é preciso desencadear uma guerra mundial.
(Coralf: Maitreya, der kommende Weltlehrer. Maitreya, o Futuro Mestre do Mundo. Konny-Verlag, 1991, p.115 e s.)
É muito fácil reconhecer que o conteúdo do “Novo Testamento de Satã” é quase o mesmo dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, com a única diferença de que os judeus foram trocados pelos Iluminados. Nós já vimos por ordem de quem Adam Weishaupt fundou a ordem dos Iluminados da Baviera, e é fácil concluir de onde vem o Novo Testamento de Satã.
Os conspiradores tinham reconhecido a força e a influência das lojas franco-maçônicas já existentes e começaram a infiltrar-se nelas segundo um plano preciso para obter o seu controle (§11 dos protocolos).
As lojas que foram infiltradas foram designadas pelo nome de “Lojas do Grande Oriente” (Lodges of the Grand Orient).
Um célebre orador francês, o marquês de Mirabeau, endividou-se seriamente, levando uma vida dispendiosa, e foi então contactado por Weishaupt por ordem dos emprestadores judeus. Nisso, Moses Mendelssohn fez Mirabeau conhecer a esposa do judeu Herz. Em seguida, percebeu-se que ela estava mais freqüentemente em companhia de Mirabeau do que de seu marido. Com isso Mirabeau sofreu uma chantagem e acumulou dívidas; logo encontrou-se sob o controle absoluto dos Iluminados da Baviera. Pouco depois, foi obrigado a familiarizar-se com o iluminismo.
Ele recebeu a missão de persuadir o duque de Orléans, que era então o grão-mestre dos franco-maçons na França, a transformar as “Lojas Azuis” em “Lojas do Grande Oriente”.
Mirabeau organizou um encontro em 1773 entre o duque de Orléans, Talleyrand e Weishaupt, que iniciou os dois na franco-maçonaria do “Grande Oriente”.
Quando a declaração da independência americana foi assinada em 1.º de maio de 1776, Adam Weishaupt levou ao fim seu plano bem pensado e introduziu oficialmente a ordem dos Iluminados da Baviera. Esta data é dada erroneamente como sendo a data da fundação da ordem. Mas os mais importantes anos da ordem foram os seis anos que precederam sua instauração oficial.
Entre outros membros da ordem, constam Johann Wolfgang von Goethe, o duque Carlos Augusto de Weimar, o duque Fernando de Brunswick, o barão de Dahlberg (vagomestre geral de Thurn und Taxis), o barão de Knigge e muitos outros...
Em 1777, Weishaupt foi iniciado na loja franco-maçônica de “Theodoro do Bom Conselho” (“Theodore of Good Council”) em Munique, onde logo infiltrou toda a loja.
Em 16 de abril de 1782, a aliança entre franco-maçons e os Iluminados da Baviera foi selada em Wilhelmsbad. Esse pacto estabeleceu uma ligação entre mais ou menos três milhões de membros das sociedades secretas dirigentes. Um acordo do congresso em Wilhelmsbad tornou possível a admissão dos judeus nas lojas, enquanto que estes últimos tinham, nessa época, poucos direitos.
Controlando os Iluminados da Baviera, os Rothschild exerciam agora uma influência direta sobre outras lojas secretas importantes.
Todas as pessoas presentes juraram como bons conspiradores guardar segredo absoluto: de fato, quase nada transpareceu desse encontro. Perguntaram ao conde de Virieu, um dos franco-maçons participantes do congresso, se ele poderia dizer algo das decisões tomadas. Ele respondeu:
Não posso revelar-te, posso somente dizer-te que é bem mais sério que possas imaginar. A conspiração que se desenvolveu aqui foi tão perfeitamente imaginada que não há possibilidade para a monarquia e a Igreja escaparem disso.
Outra pessoa presente, o conde de Saint Germain, advertiu mais tarde sua amiga Maria Antonieta do complô de morte que deveria derrubar a monarquia francesa. Não levaram em conta, infelizmente, seu conselho.
Alguns segredos subversivos começaram a manifestar-se apesar de tudo, o que teve como conseqüência que, em 11 de outubro de 1785, o Eleitor da Baviera ordenou uma invasão da casa do Sr. Zwack, principal assistente de Weishaupt. Pilharam muitos documentos que descreviam o plano dos Iluminados da Baviera, a “Nova Ordem Mundial” (Novus Ordo Seclorum).
O Eleitor da Baviera decidiu então publicar esses papéis com o nome de “Escritos originais da ordem e seita dos Iluminados”.
Esses escritos foram, em seguida, divulgados tão largamente quanto possível para advertir os monarcas europeus. O título de professor foi retirado de Weishaupt, que desapareceu com o duque de Saxe-Gotha, outro membro dos Iluminados da Baviera. Como eles não se opuseram ao rumor que a ordem dos Iluminados estava aniquilada, isso permitiu-lhes continuar trabalhando em segredo para ressurgir, mais tarde, com outro nome. No espaço de um ano, vimos aparecer publicamente a Deutsche Einheit (Unidade Alemã), que expandiu a propaganda dos Iluminados entre os círculos de leitores existentes.
Foi aí que nasceu o grito de guerra: “Liberdade, igualdade, fraternidade”.
Os monarcas europeus não estavam nada conscientes do perigo, o que teve como conseqüência o nascimento da Revolução Francesa e o aparecimento do regime do terror.”
(Jan van Helsing, Geheimgesellschaften und ihre Macht im 20. Jahrhundert)
terça-feira, 19 de julho de 2011
Os iluminados da Baviera de Adam Weishaupt (I)
“Adam Weishaupt foi educado em um colégio de jesuítas e acabou obtendo o título de professor dos cônegos. No decorrer dos anos os conceitos do catolicismo acabaram não lhe agradando mais. Isso o levou a tornar-se aluno particular do filósofo judeu Mendelssohn, que o converteu ao gnosticismo.
Em 1770, Weishaupt provavelmente foi procurado pelos sócios-capitalistas da casa Rothschild, que se haviam reunido antes, para que ele fundasse em Ingolstadt a “Ordem Secreta dos Iluminados da Baviera”.
(...) Os Iluminados da Baviera estavam organizados em círculos imbricados uns nos outros (como as bonecas russas). Desde que um iniciado provasse sua faculdade de guardar um segredo, ele era admitido num círculo mais restrito e ligado aos segredos ainda mais profundos. Somente aqueles que se encontravam nos círculos menores conheciam a verdadeira finalidade dos “Iluminados da Baviera”. Diziam aos membros dos graus inferiores que não existiam graus superiores e se lhes ocultava ao mesmo tempo a identidade do grão-mestre, como aconteceu na “Estrita Observância”. Os Iluminados da Baviera eram divididos em 13 graus, simbolizados pelos 13 degraus da pirâmide dos Iluminados, representada na cédula de um dólar.
Eles copiaram dos jesuítas seu sistema de espionagem para testar as fraquezas dos membros que alcançavam o título de “patriarcas”. Essa política da ordem permitia-lhes colocar os patriarcas nas posições onde seu talento era explorado ao máximo. Lançar o descrédito tornou-se também uma das táticas para assegurar-se de que nenhum dos patriarcas se desviasse da ordem.
Weishaupt sabia como atrair à sua ordem as melhores e mais esclarecidas mentes, as quais escolhia na alta finança, na indústria, na educação e na literatura. Ele utilizava a corrupção pelo dinheiro e pelo sexo para controlar as pessoas de posição elevada.
Isso feito, ele sabia chantagear as pessoas que o procuravam, dando-lhes postos de direção para ficar seguro de poder tê-las sob seu controle. Os Iluminados da Baviera puseram-se a aconselhar pessoas do governo, servindo-se dos adeptos (dos graus superiores). Isto, bem entendido, secretamente. Esses “especialistas” sabiam como dar conselhos aos políticos em exercício, para que adotassem certas formas de política que correspondesse ao que eles visavam.
Isso era feito, no entanto, com tanta sutileza que aqueles que recebiam os conselhos acreditavam serem eles os próprios autores das idéias que colocavam em prática.
Alegava-se como pretexto para explicar a existência dos Iluminados da Baviera que eles eliminariam o que a sociedade tinha de ruim e levariam o ser humano ao seu estado natural e feliz. Isso significava que eles iriam sujeitar a monarquia e a Igreja, o que lhes valeu perigosos adversários. Isso demonstra mais uma vez que manter o segredo era a diretriz mais importante da ordem.
Nós reconhecemos que ela era verdadeiramente a ideologia de Weishaupt, devido a um documento que era conhecido pela designação de Novo Testamento de Satã, severamente guardado pelos Iluminados da Baviera. É intencionalmente que apresento aqui esse documento, pois existem sempre aqueles que duvidam da veracidade dos Protocolos dos Sábios de Sião. Talvez seja mais fácil para essas pessoas aceitarem meu plano e a continuidade do livro se não empregar a palavra judeu. Esse documento só se tornou acessível ao público em 1875: um mensageiro dos Iluminados da Baviera, durante sua cavalgada de Frankfurt a Paris, foi atingido por um raio; esse incidente permitiu que se tomasse conhecimento de uma parte das informações relativas a uma conspiração mundial.
Eis o conteúdo desse documento:
O primeiro segredo para dirigir os seres humanos e ser senhor da opinião pública é semear a discórdia, a dúvida e criar pontos de vista opostos, o tempo necessário para que os seres humanos, perdidos nessa confusão, não se entendam mais e se persuadam de que é preferível não ter opinião pessoal quando se tratar de assuntos de Estado. É preciso atiçar as paixões do povo e criar uma literatura insípida, obscena e repugnante. O dever da imprensa é de mostrar a incapacidade dos não-iluminados em todos os domínios da vida religiosa e governamental.
O segundo segredo consiste em exacerbar as fraquezas humanas, todos os maus hábitos, as paixões e os defeitos, até o ponto em que reine total incompreensão entre os seres humanos.
É preciso principalmente combater as personalidades fortes, que são os maiores perigos. Se demonstrarem um espírito criativo, elas produzem um impacto mais forte do que milhões de pessoas deixadas na ignorância.
Invejas, ódios, disputas e guerras, privações, fome e propagação de epidemias (Por exemplo a AIDS) devem esgotar os povos a tal ponto que os seres humanos não possam ver outra solução que a de submeter-se plenamente à dominação dos Iluminados.
Um estado esgotado por lutas interinas ou que caia no poder de inimigos estrangeiros depois de uma guerra civil, em todos os casos, está fadado ao aniquilamento e acabará ficando no poder destes.
É preciso habituar os povos a tomar a aparência do dinheiro como verdade, a satisfazer-se com o superficial, a desejar somente tomar seu próprio prazer, esgotando-se em sua busca sem fim de novidades, e, no fim das contas, seguir os Iluminados.
Estes conseguiram sua finalidade, remunerando bem as massas por sua obediência e sua atenção. Uma vez que a sociedade esteja depravada, os seres humanos perderão toda fé em Deus.
Objetivando seu trabalho pela palavra e por escrito e dando prova de adaptação, eles dirigirão o povo segundo sua vontade.
É preciso desabituar os seres humanos a pensar por si mesmos: dar-se-á a eles um ensinamento baseado no que é concreto e ocuparemos sua mente em disputas oratórias que não passam de simulações. Os oradores entre os Iluminados aviltarão as idéias liberais dos partidos até o momento no qual os seres humanos se sentirão tão cansados que se aborrecerão de todos os oradores, seja qual for o seu partido. Por outro lado, é preciso repetir incessantemente aos cidadãos a doutrina de Estado dos Iluminados para que eles permaneçam em sua profunda inconsciência.
A massa, estando cega, insensível e incapaz de julgar por si mesma, não terá o direito de opinar nos negócios de Estado, mas deverá ser regida com mão forte, com justiça, mas também com impiedosa severidade.
Para dominar o mundo, é preciso empregar vias indiretas, procurar desmantelar os pilares sobre os quais repousa toda a verdadeira liberdade - a da jurisprudência, das eleições, da imprensa, da liberdade da pessoa e, principalmente, da educação e da formação do povo - e manter o mais estrito segredo sobre todo o empreendimento.
Minando intencionalmente as pedras angulares do poder do Estado, os Iluminados farão dos governos seus burros de carga até que, de cansaço, eles renunciem a todo o seu poder.
É preciso exacerbar na Europa as diferenças entre as pessoas e os povos, atiçar o ódio racial e o desprezo pela fé, a fim de que se abra um fosso intransponível, para que nenhum Estado cristão encontre sustento: todos os outros Estados deverão evitar ligar-se a ele contra os Iluminados, por medo que essa tomada de posição os prejudique.
É preciso semear a discórdia, as perturbações e as inimizades por toda a parte da Terra, para que os povos aprendam a conhecer o medo e que não sejam capazes de opor a menor resistência.
Toda a instituição nacional deverá preencher uma tarefa importante na vida do país para que a máquina do Estado fique paralisada quando uma instituição se retire.”
(Jan van Helsing, Geheimgesellschaften und ihre Macht im 20. Jahrhundert)
Em 1770, Weishaupt provavelmente foi procurado pelos sócios-capitalistas da casa Rothschild, que se haviam reunido antes, para que ele fundasse em Ingolstadt a “Ordem Secreta dos Iluminados da Baviera”.
(...) Os Iluminados da Baviera estavam organizados em círculos imbricados uns nos outros (como as bonecas russas). Desde que um iniciado provasse sua faculdade de guardar um segredo, ele era admitido num círculo mais restrito e ligado aos segredos ainda mais profundos. Somente aqueles que se encontravam nos círculos menores conheciam a verdadeira finalidade dos “Iluminados da Baviera”. Diziam aos membros dos graus inferiores que não existiam graus superiores e se lhes ocultava ao mesmo tempo a identidade do grão-mestre, como aconteceu na “Estrita Observância”. Os Iluminados da Baviera eram divididos em 13 graus, simbolizados pelos 13 degraus da pirâmide dos Iluminados, representada na cédula de um dólar.
Eles copiaram dos jesuítas seu sistema de espionagem para testar as fraquezas dos membros que alcançavam o título de “patriarcas”. Essa política da ordem permitia-lhes colocar os patriarcas nas posições onde seu talento era explorado ao máximo. Lançar o descrédito tornou-se também uma das táticas para assegurar-se de que nenhum dos patriarcas se desviasse da ordem.
Weishaupt sabia como atrair à sua ordem as melhores e mais esclarecidas mentes, as quais escolhia na alta finança, na indústria, na educação e na literatura. Ele utilizava a corrupção pelo dinheiro e pelo sexo para controlar as pessoas de posição elevada.
Isso feito, ele sabia chantagear as pessoas que o procuravam, dando-lhes postos de direção para ficar seguro de poder tê-las sob seu controle. Os Iluminados da Baviera puseram-se a aconselhar pessoas do governo, servindo-se dos adeptos (dos graus superiores). Isto, bem entendido, secretamente. Esses “especialistas” sabiam como dar conselhos aos políticos em exercício, para que adotassem certas formas de política que correspondesse ao que eles visavam.
Isso era feito, no entanto, com tanta sutileza que aqueles que recebiam os conselhos acreditavam serem eles os próprios autores das idéias que colocavam em prática.
Alegava-se como pretexto para explicar a existência dos Iluminados da Baviera que eles eliminariam o que a sociedade tinha de ruim e levariam o ser humano ao seu estado natural e feliz. Isso significava que eles iriam sujeitar a monarquia e a Igreja, o que lhes valeu perigosos adversários. Isso demonstra mais uma vez que manter o segredo era a diretriz mais importante da ordem.
Nós reconhecemos que ela era verdadeiramente a ideologia de Weishaupt, devido a um documento que era conhecido pela designação de Novo Testamento de Satã, severamente guardado pelos Iluminados da Baviera. É intencionalmente que apresento aqui esse documento, pois existem sempre aqueles que duvidam da veracidade dos Protocolos dos Sábios de Sião. Talvez seja mais fácil para essas pessoas aceitarem meu plano e a continuidade do livro se não empregar a palavra judeu. Esse documento só se tornou acessível ao público em 1875: um mensageiro dos Iluminados da Baviera, durante sua cavalgada de Frankfurt a Paris, foi atingido por um raio; esse incidente permitiu que se tomasse conhecimento de uma parte das informações relativas a uma conspiração mundial.
Eis o conteúdo desse documento:
O primeiro segredo para dirigir os seres humanos e ser senhor da opinião pública é semear a discórdia, a dúvida e criar pontos de vista opostos, o tempo necessário para que os seres humanos, perdidos nessa confusão, não se entendam mais e se persuadam de que é preferível não ter opinião pessoal quando se tratar de assuntos de Estado. É preciso atiçar as paixões do povo e criar uma literatura insípida, obscena e repugnante. O dever da imprensa é de mostrar a incapacidade dos não-iluminados em todos os domínios da vida religiosa e governamental.
O segundo segredo consiste em exacerbar as fraquezas humanas, todos os maus hábitos, as paixões e os defeitos, até o ponto em que reine total incompreensão entre os seres humanos.
É preciso principalmente combater as personalidades fortes, que são os maiores perigos. Se demonstrarem um espírito criativo, elas produzem um impacto mais forte do que milhões de pessoas deixadas na ignorância.
Invejas, ódios, disputas e guerras, privações, fome e propagação de epidemias (Por exemplo a AIDS) devem esgotar os povos a tal ponto que os seres humanos não possam ver outra solução que a de submeter-se plenamente à dominação dos Iluminados.
Um estado esgotado por lutas interinas ou que caia no poder de inimigos estrangeiros depois de uma guerra civil, em todos os casos, está fadado ao aniquilamento e acabará ficando no poder destes.
É preciso habituar os povos a tomar a aparência do dinheiro como verdade, a satisfazer-se com o superficial, a desejar somente tomar seu próprio prazer, esgotando-se em sua busca sem fim de novidades, e, no fim das contas, seguir os Iluminados.
Estes conseguiram sua finalidade, remunerando bem as massas por sua obediência e sua atenção. Uma vez que a sociedade esteja depravada, os seres humanos perderão toda fé em Deus.
Objetivando seu trabalho pela palavra e por escrito e dando prova de adaptação, eles dirigirão o povo segundo sua vontade.
É preciso desabituar os seres humanos a pensar por si mesmos: dar-se-á a eles um ensinamento baseado no que é concreto e ocuparemos sua mente em disputas oratórias que não passam de simulações. Os oradores entre os Iluminados aviltarão as idéias liberais dos partidos até o momento no qual os seres humanos se sentirão tão cansados que se aborrecerão de todos os oradores, seja qual for o seu partido. Por outro lado, é preciso repetir incessantemente aos cidadãos a doutrina de Estado dos Iluminados para que eles permaneçam em sua profunda inconsciência.
A massa, estando cega, insensível e incapaz de julgar por si mesma, não terá o direito de opinar nos negócios de Estado, mas deverá ser regida com mão forte, com justiça, mas também com impiedosa severidade.
Para dominar o mundo, é preciso empregar vias indiretas, procurar desmantelar os pilares sobre os quais repousa toda a verdadeira liberdade - a da jurisprudência, das eleições, da imprensa, da liberdade da pessoa e, principalmente, da educação e da formação do povo - e manter o mais estrito segredo sobre todo o empreendimento.
Minando intencionalmente as pedras angulares do poder do Estado, os Iluminados farão dos governos seus burros de carga até que, de cansaço, eles renunciem a todo o seu poder.
É preciso exacerbar na Europa as diferenças entre as pessoas e os povos, atiçar o ódio racial e o desprezo pela fé, a fim de que se abra um fosso intransponível, para que nenhum Estado cristão encontre sustento: todos os outros Estados deverão evitar ligar-se a ele contra os Iluminados, por medo que essa tomada de posição os prejudique.
É preciso semear a discórdia, as perturbações e as inimizades por toda a parte da Terra, para que os povos aprendam a conhecer o medo e que não sejam capazes de opor a menor resistência.
Toda a instituição nacional deverá preencher uma tarefa importante na vida do país para que a máquina do Estado fique paralisada quando uma instituição se retire.”
(Jan van Helsing, Geheimgesellschaften und ihre Macht im 20. Jahrhundert)
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