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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O erro dos reformadores protestantes


“A doutrina bíblica e católica da justificação apresentada acima foi geralmente aceita por todos os cristãos durante 1.500 anos. Nos últimos séculos, contudo, um grave equívoco sobre essa doutrina foi a principal causa de trágicas divisões e da formação de centenas de pequenas comunidades eclesiais e denominações fora da Igreja de Jesus Cristo – a Igreja Católica. Alguns desses grupos militantemente atacam a Igreja Católica por sua supostamente “não-bíblica” doutrina da justificação.
Em vez de confiar em 1.500 anos de tradição cristã a fim de interpretar corretamente as epístolas de São Paulo (as quais, segundo a advertência de seu colega apóstolo Pedro, são às vezes “difíceis de entender” e podem ser perigosamente mal interpretadas – II Ped 3, 16), Lutero, Calvino e outros reformadores protestantes confiaram em suas próprias capacidades pessoais de interpretação bíblica e cometeram graves erros.
A Igreja Católica considera ser ensinamento da Bíblia que, tendo em vista a salvação eterna do cristão depender de sua perseverança tanto na fé como nas boas obras até o fim de sua vida, nenhum de nós pode estar completamente seguro de que irá eventualmente alcançar a felicidade eterna no Céu. Existe a possibilidade de que cairemos em pecado mortal e perderemos nossa alma para sempre. Assim, devemos permanecer “sóbrios mas vigilantes, porque vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (I Pe 5, 8). São Paulo aconselha contra a presunção: “Quem pensa estar de pé veja que não caia” (I Cor 10, 12) e deixa claro que ele mesmo tem que fazer esforços espirituais constantes: “para não ser excluído depois de eu ter pregado aos outros” (I Cor 9, 27). São Paulo também alerta explicitamente cada fiel contra o “juízo prematuro” a respeito de seu próprio status espiritual diante de Deus. E continua: “Por isso, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece” (I Cor 4, 5). Os protestantes tendem a minimizar ou distorcer tais passagens, colocando uma ênfase seletiva sobre outras onde São Paulo mostra uma grande confiança em ganhar sua coroa de glória eterna (e.g., II Tim 4,8; Rom 8, 38-39). Uma avaliação equilibrada de todas as passagens relevantes traz à luz a doutrina católica: devemos ter esperança e confiança na graça e na misericórdia de Deus, que nos deseja salvar; mas ao mesmo tempo devemos evitar a presunção de antecipadamente afirmar a certeza absoluta de nossa própria salvação pessoal.
Lutero e Calvino achavam difícil de suportar esse elemento de incerteza quanto à sua própria salvação e imaginavam ter descoberto, no ensinamento de São Paulo sobre a “justificação pela fé sem as obras”, a promessa da certeza que tanto buscavam. Como já vimos, São Paulo queria apenas dizer que quando estamos em estado de pecado, nossas próprias obras jamais causarão nem merecerão que nos tornemos justificados. Mas os reformadores pensavam que ele também queria dizer que as boas obras jamais contribuem para que permaneçamos justificados e assim alcancemos a salvação eterna.
A maior parte dos grupelhos que mesmo nestes tempos ecumênicos continuam hostis à Igreja Católica tende a seguir o ensinamento de Calvino em vários aspectos: eles defendem que, uma vez “renascidos” ou convertidos ao estado de graça (justificação), é impossível decairmos dessa graça por nossos pecados e perdermos ao fim nossa salvação. Eles insistem no princípio “uma vez salvo, sempre salvo”. Os pregadores e membros dessas igrejas descrevem-se a si mesmos como “salvos” por sua “fé em Jesus como Salvador pessoal” e dizem-nos que estão absolutamente seguros de ir para o Céu quando morrerem.
Às vezes eles pensam assim porque acreditam que quaisquer pecados que cometam no futuro, não importa quão graves, serão simplesmente desprezados por Deus por causa de sua fé nos méritos salvíficos de Jesus. Em outras palavras, eles afirmam que, se mantivermos nossa confiança em Jesus como Salvador, não perderemos o favor e a graça de Deus ainda que cometamos um pecado mortal! Outros cristãos evangélicos, percebendo que esse ensinamento é manifestamente não-bíblico, consideram-se a si mesmos não mais capazes de cometer quaisquer pecados mortais. Tais pessoas gostam de citar Mateus 7, 18, onde Nosso Senhor ensina que “uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má bons frutos.” Eles deduzem daí que os fiéis cristãos autênticos – tais como eles mesmos – são simplesmente incapazes de produzir os “maus frutos” do mau comportamento. Eles se esquecem de que Jesus nunca deu qualquer garantia de que toda “árvore boa” iria sempre permanecer boa. Assim como as boas árvores podem eventualmente apodrecer e produzir maus frutos, os bons cristãos podem sucumbir à tentação e cometer pecados mortais. E ao fazê-lo, perdem a graça e põem suas almas em perigo. Os protestantes também gostam de citar as palavras de Jesus em João 5, 24: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida.” A expressão “vida eterna” é usada aqui, como em algumas outras passagens, com o significado de “vida de Deus dentro de nós”, ou em outras palavras, o dom da graça santificante. A vida de Deus, da qual participamos pela graça, é obviamente eterna em si mesma; mas aqui Nosso Senhor não está dizendo que jamais poderemos nos separar dessa vida divina por nossos próprios pecados. Aqui está subentendido que nossa “não-incorrência na condenação” depende de permanecermos na graça que recebemos.
Uma suposta garantia de salvação instantânea e permanentemente segura pode parecer bastante atraente, e muitos católicos – principalmente os que põem a procura por uma “experiência” espiritual à frente da procura pela verdade doutrinal – deixaram-se seduzir e se afastaram da Igreja com essa promessa presunçosa e ilusória, especialmente porque os protestantes que ensinam essa falsa doutrina são em geral pessoas sinceras, devotas e zelosas. Mas na própria epístola aos Gálatas, um dos livros bíblicos favoritos dos protestantes, São Paulo contradiz a idéia deles de que uma vez justificados ou convertidos nós jamais poderemos decair da graça e terminar em danação eterna. O Apóstolo diz que os cristãos que insistem em reviver as práticas da circuncisão e de outras antigas leis rituais judaicas do Antigo Testamento, como se fossem necessárias para a salvação, “separaram-se de Cristo e decaíram da graça” (Gál 5, 2-4). Ele também insiste junto aos cristãos já convertidos para que “vivam de acordo com o Espírito” e evitem cair na imoralidade sexual, violência, inveja, bebedeira e outros pecados mortais. Paulo avisa-os de que “os que assim se comportam não herdarão o Reino de Deus” (Gál 5, 19-21). O sentido claro e natural de tal ensinamento paulino é a doutrina católica perene de que os fiéis cristãos podem realmente decair da graça e perder suas almas se não se mantiverem em alerta contra as artimanhas do Inimigo. Não admira que quinze séculos passassem sem que ninguém interpretasse os escritos de São Paulo segundo o entendimento protestante.”
(Rev. Brian Harrison, O. S, Faith, Works and Justification)

sábado, 20 de novembro de 2010

A justificação pelas obras segundo São Tiago


“À primeira vista, o que vimos até agora parece estar em contradição com o ensinamento de São Tiago, que diz:
“Queres saber, ó homem vão, como a fé sem obras é estéril? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo o seu filho Isaac sobre o altar? Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus (Gên 15, 6). Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?” (Tg 2, 20-24)
Assim, diz São Paulo que a justificação é pela fé, não pelas obras; São Tiago diz que somos justificados pelas obras e também pela fé. Não há aqui uma contradição? Não, se reconhecermos que São Tiago está usando a palavra “justificação” em um sentido ligeiramente diferente do utilizado por São Paulo. Simplesmente, Paulo usa “justificação” para expressar a mudança de “mau” (estado de pecado) para “bom” (estado de graça) diante de Deus. Tiago, no entanto, usa a mesma palavra para exprimir o manter-se bom – e tornar-se cada vez melhor – diante de Deus. Essa ambigüidade na idéia de justificação é semelhante à que ocorre na linguagem cotidiana em relação à idéia de saúde. Se dizemos que “uma boa alimentação nos faz saudáveis”, isso tanto significa que a boa alimentação muda nossa condição de doentes para saudáveis, como que nos mantém saudáveis e pode nos fazer cada vez mais saudáveis. Assim, o que Tiago nos ensina é que tendo sido inicialmente justificados pela fé, devemos perseverar tanto nas boas obras como na fé, para crescermos em “justiça” – isto é, em santidade. O exemplo de Abraão, por ele usado, ajuda a entender aonde quer chegar. Abraão foi justificado primeiro pela fé, quando creu no chamado de Deus e em Sua promessa (Gên 15, 6). Depois disso, foi justificado ainda mais pela “obra” – o ato de obediência – de estar preparado para sacrificar seu filho Isaac ao comando de Deus (Gên 22).
Os protestantes geralmente citam São Tiago de forma seletiva, ressaltando que, de fato, a “fé sem obras é morta”, e sustentando que, se uma pessoa não produz boas obras, isso mostra que ela não tem o tipo de fé que justifica, mas somente a “fé morta” que até os maus espíritos têm. Mas eles ainda insistem, em flagrante contradição com o versículo 24, que “só a fé” é que realmente justifica – que as boas obras são somente um efeito, e de modo nenhum uma causa, de nossa justificação. Outros protestantes adotam o estratagema exegeticamente desesperado de afirmar que Tiago 2, 24 fala de uma justificação “diante dos homens” e não “diante de Deus”, como se o Apóstolo estivesse meramente afirmando que boas obras nos fazem parecer justos na avaliação das pessoas que nos conhecem. Contudo, o contexto claramente descarta essa hipótese totalmente injustificada, motivada somente pela necessidade de reconciliar Tiago com uma interpretação errada de Paulo. Não admira que Lutero – de modo mais radical, mas talvez com mais coerência – repudiasse desdenhosamente Tiago como uma “epístola de palha” e costumasse ignorar a contradição desta com sua própria doutrina.
Há muitas outras passagens bíblicas que esclarecem que, depois de sermos livremente perdoados e justificados pela fé e pela graça, devemos perseverar nas boas obras se quisermos conservar essa graça e alcançar a salvação final. “Só a fé” não é mais suficiente neste derradeiro estado de nossa jornada espiritual, pois “a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26). O próprio São Paulo, pouco antes de escrever aos romanos sobre a “justificação pela fé, sem as observâncias da lei”, diz: “Porque diante de Deus não são justos os que ouvem a lei, mas serão tidos por justos os que praticam a lei.” (Rom 2, 13). E também:
Flp 2, 12-13: “Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor (...). Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar.” (Eis aqui a doutrina católica em poucas palavras: boas obras realizadas em estado de graça são necessárias para nossa salvação e meritórias diante de Deus, porque são simultaneamente Suas obras e nossas.)
Apoc 20, 11-12: “Vi, então, um grande trono branco e aquele que nele se assentava. (...) Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras. (Ver também a parábola do Juízo Final, as “ovelhas” e os “cabritos” que são julgados “segundo suas obras” – Mt 25.)
Jo 14, 15: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.”
I Jo 2, 3-4: “Eis como sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele.””
(Rev. Brian Harrison, O. S, Faith, Works and Justification)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A justificação pela fé segundo São Paulo


“São Paulo exprime com bastante freqüência sua doutrina a respeito da graça e da salvação em termos de “justificação pela fé” e não pelas “obras” ou “obras da lei”. Os protestantes geralmente dão grande ênfase a tais palavras, mas sem entendê-las corretamente, à luz da tradição católica. Consideremos algumas passagens-chave das obras de São Paulo:
Rom 3: 27-28: “Onde está, portanto, o motivo de se gloriar? Foi eliminado. Por que lei? Pela das obras? Não, mas pela lei da fé. Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da lei.”
Rom 5, 1: “Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Rom 5, 9: “Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.”
Gál 2, 16: “Sabemos, contudo, que ninguém se justifica pela prática da lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo. Também nós cremos em Jesus Cristo, e tiramos assim a nossa justificação da fé em Cristo, e não pela prática da lei. Pois, pela prática da lei, nenhum homem será justificado.”
Gál 3, 11: “Que ninguém é justificado pela lei perante Deus é evidente, porque o justo viverá pela fé.”
Essa é a mesma doutrina de Cristo, que repreendeu o fariseu que se vangloriava de suas boas obras diante de Deus. O Senhor ensinou que o humilde publicano que simplesmente orava pela misericórdia de Deus estava “justificado” e não o fariseu (Lc 18, 9-14).
Que é essa “justificação”? Estar “justificado” significa “tornar-se justo, santo e aceitável diante de Deus”. Em outras palavras, o termo “justificação”, nessas e em outras passagens semelhantes do Novo Testamento, significa o que os católicos comumente descrevemos como a mudança do “estado de pecado” para o “estado de graça”. E a doutrina ensinada por Jesus e São Paulo nas passagens acima é que quando estamos em estado de pecado, e separados de Deus, nada podemos fazer por nós mesmos e nenhuma de nossas boas obras pode nos conseguir ou merecer a justificação. Receber a graça de Deus e o perdão de nossos pecados nunca é um “prêmio” ou “recompensa” que merecemos em razão de quaisquer atos supostamente virtuosos que previamente realizamos. O recebimento da graça e da justificação é sempre um dom gratuito e completamente imerecido. A própria palavra “graça” vem do grego e significa “favor” ou “dádiva”.
Que quer dizer São Paulo quando afirma que essa “justificação” se alcança por meio da fé? É evidente que por “fé” o Apóstolo não quer dizer qualquer tipo de crença: São Tiago ensina que até mesmo os demônios têm uma espécie de “fé” ou crença, que certamente não lhes traz a graça de Deus. Ele diz, “Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem.” (Tg 2, 19) Muitas passagens da Escritura esclarecem à exaustão que o tipo de fé necessária para a justificação é uma fé arrependida (Lc 24, 47; At 2, 38; 3, 19; 17, 30; Rom 2, 4; I Cor 7, 9-10 etc). A contrição dos pecados e o desejo sincero de mudança é o que falta à “fé” que até mesmo os demônios e as pessoas más podem ter. Essa fé arrependida que leva à justificação inclui a esperança na misericórdia de Deus e é possível somente quando o pecador recebe a graça atual que lhe permite voltar-se em contrição para a misericórdia divina.
Por fim, o ensinamento de São Paulo a respeito da “justificação pela fé” ao invés de pelas “obras” não deve ser separado de outras passagens bíblicas que falam claramente do aspecto sacramental da justificação. São Paulo certamente não considera o batismo uma das “obras da lei” humanas que não podem nos justificar, mas sim como uma “obra” do próprio Deus que completa o processo de justificação de quem jamais foi batizado antes. São Paulo ensina que no batismo nós participamos da morte de Cristo, ou seja, nós recebemos por meio desse sacramento a graça que Jesus nos conseguiu com sua morte na cruz; e isso nos permite viver a nova vida de sua ressurreição (Rom 6, 3-4). Paulo, em uma ocasião, lembrou o papel que o batismo teve em sua própria conversão: Ananias, ele recorda, exortou-o logo após ele ter crido em Jesus, dizendo, “E agora por que tardas? Levanta-te. Recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome.” (At 22, 16) São Pedro fala do “batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo.” (I Pe 3, 21. Ver também Jo 3, 5; Mc 16, 16). Para os que perdem a graça ao cometerem pecado grave após o batismo, o sacramento da penitência é necessário (Jo 20, 22-23). Ainda que aquele que crê e está perfeitamente contrito de seus pecados receba a graça da justificação antes de receber o sacramento devido, essa graça é apenas provisória, e somente é concedida tendo em vista o sacramento antecipado: um pecador que não tivesse a intenção de receber o sacramento, mesmo sabendo que Cristo o exigiu, estaria em falta ou de fé, ou de arrependimento, e dessa forma não seria justificado. Além disso, os que crêem e se arrependem, mas estão menos que perfeitamente contritos de seus pecados, não se justificam até o momento que recebem o sacramento, que transmite a graça extra de que precisam. (Estamos falando aqui da justificação de adultos, pois o batismo de crianças traz outras considerações.)
Essa é a doutrina autêntica e bíblica da justificação, defendida pela Igreja Católica desde os tempos mais remotos e sumariada no Concílio de Trento, que nos deu a autêntica interpretação da doutrina de São Paulo sobre a “justificação pela fé”:
“Mas quando o Apóstolo diz que o homem se justifica “pela fé” e “gratuitamente” (Rom 3, 22-24), essas palavras devem ser entendidas naquele sentido que manteve e expressou o sentir unânime e perpétuo da Igreja Católica, ou seja, que diz sermos justificados pela fé, porque “a fé é o princípio da salvação humana”, o fundamento e raiz de toda justificação; “sem ela é impossível agradar a Deus” (Heb 11, 6) e chegar ao consórcio de seus filhos; e que somos justificados gratuitamente, porque nada daquilo que precede a justificação, seja a fé, sejam as obras, merece a graça mesma da justificação; porque “se é graça, já não é pelas obras; de outro modo (como disse o mesmo Apóstolo) a graça já não é graça”. (Rom 11, 6)” (Denzinger-Schönmetzer 1532)”
(Rev. Brian Harrison, O. S, Faith, Works and Justification)