quinta-feira, 13 de maio de 2021

Um católico não deve celebrar Martinho Lutero


“-Por que razão iria um Católico celebrar Martinho Lutero, quando toda a sua rebelião se baseia no ódio à Fé Católica?
Lutero Ataca o Papado
Um ponto central da sublevação de Lutero em 1517 foi um ataque em grande escala contra o Papado estabelecido por Cristo. Lutero não se opôs contra a política deste ou daquele Papa — que seria algo que até muitos santos fizeram. Em vez disso, Lutero delirava contra a instituição da Santa Sé no seu livro Contra o Papado Romano: Uma Instituição do Demônio.
Ele também denunciou o Papado quando o Papa Leão X lhe condenou a doutrina, na sua Bula Exurge Domine, de 1520. Lutero respondeu assim:
“-Digo e mantenho que o autor desta Bula é o Anticristo: Eu amaldiçôo-a por ser uma blasfêmia contra o Filho de Deus…Tenho confiança em que todas as pessoas que aceitarem esta Bula sofrerão as penas do Inferno… Onde estais vós, imperadores, reis e príncipes da terra que tolerais a voz infernal do Anticristo? A vós, Leão X, e a vós, Cardeais Romanos, eu vos digo na cara: -Renunciai à vossa blasfêmia satânica contra Jesus Cristo!”
Então, Lutero queimou a Bula pontifícia, gabando-se disso logo no dia seguinte:
“-Queimei ontem a obra demoníaca do Papa, e oxalá tivesse sido o Papa, ou seja, que tivesse sido a Sé Pontifícia que se tivesse consumido pelas chamas. Se não vos separardes de Roma, não há salvação para as vossas almas.”
Lutero Ataca a Santa Missa
Contra o Santo Sacrifício da Missa, a oração mais sagrada da Igreja, Lutero derramou sobre ela o seu vulgar desprezo.
Dizia ele que nenhum pecado de imoralidade, nem mesmo “o homicídio involuntário, o roubo, o assassinato ou o adultério é mais prejudicial do que esta abominação da Missa Papista.” Rosnava além disso que antes queria ter sido “dono de um bordel ou ladrão, do que ter blasfemado e difamado a Cristo durante 15 anos, pelo facto de ter celebrado a Missa.”
No seu opúsculo A Abrogação da Missa, que tinha por fim destruir a Missa, Lutero escreveu:
“-Estou plenamente convencido de que, com estes três argumentos [que antes invocara], todas as consciências piedosas se persuadirão de que este padre de Missa e o Papado não passam de obras de Satanás, e ficarão suficientemente advertidas contra a ideia de que, com estes sacerdotes, se faria alguma coisa piedosa ou boa. Agora todos ficarão a saber que está demonstrado que estas Missas sacrificiais são injuriosas para com o Testamento de Nosso Senhor; por isso, nada no Mundo inteiro deve ser tão odiado e detestado como os espetáculos hipócritas deste sacerdócio, as suas Missas e o seu culto, piedade e religião. Seria melhor ser conhecido publicamente como proxeneta ou ladrão do que ser um destes sacerdotes.”
O grande São João Fisher, que viveu no tempo de Lutero, expressou o seu horror perante a impiedade deste: “-Meu Deus!” — escrevia ele — “Como é possível ficar tranquilo quando se ouvem tais mentiras blasfemas contra os mistérios de Cristo? Como é possível ouvir sem ressentimento estes insultos ultrajantes arremessados contra os sacerdotes de Deus? Quem poderá ler tais blasfêmias sem chorar com profunda dor, se conservar no seu coração uma fagulha sequer, por mais pequenina que seja, de piedade cristã?”
A Perversão das Sagradas Escrituras
Um princípio basilar da rebelião de Lutero é ter “Somente a Bíblia” como única base da nossa crença. No sistema de Lutero, não há uma Igreja fundada pela Autoridade Divina para ensinar em Nome de Cristo; há simplesmente a Bíblia como a única fonte da Revelação Divina. Lutero ensinou isso, apesar de o princípio “Só a Bíblia” não existir em lugar nenhum da Bíblia – estando ele assim, paradoxalmente, a promover um princípio que não é bíblico!...
Ao mesmo tempo, Lutero manifestou desprezo pelas Sagradas Escrituras ao alterar textos sagrados para os adaptar às suas ideias pessoais. Assim, ele rejeitou a ideia de que as boas obras são necessárias para a salvação. Ele teve a audácia de alterar o 28º versículo do Capitulo III da Epístola de São Paulo aos Romanos em que se lê: “Assim, concluímos ser o homem justificado sem as obras, só pela fé na Lei.” Lutero acrescentou a palavra ‘só’ ao texto sagrado para reforçar a sua opinião herética. E a qualquer dos seus seguidores que se opusesse à perversão que fizera ao texto, Lutero fulminá-lo-ia:
“-Se qualquer Papista vos incomodar por causa da palavra [“só”], dizei-lhe sem hesitar: ‘-É o Dr. Martinho Lutero que assim o quer. Papista e asno são uma e a mesma coisa.”
Como é óbvio, o orgulho era um dos seus principais defeitos. Alardeando a infalibilidade e superioridade da sua própria doutrina, Lutero vangloriava-se:
“-Quem quer que ensine diferente de mim, mesmo que seja um anjo do Céu, que esse seja anátema!” Além disso, afirmou ainda: “-Sei que sou mais erudito que todas as universidades!…”
Lutero prosseguiu, rejeitando vários livros da Bíblia por os julgar inaceitáveis. Denunciou a Epístola de São Tiago por ser “uma epístola de palha”.
“Não mantenho” — dizia ele — “que sejam escritos autênticos de São Tiago nem posso incluí-los entre os livros principais”. O fato é que ele rejeitou a Epístola de São Tiago, porque proclama a necessidade das boas obras e isso estava em oposição com a sua heresia.
Lutero também rejeitou o Livro do Apocalipse:
“Há muitas coisas censuráveis neste livro; na minha opinião não tem qualquer característica apostólica ou profética…Toda a gente pode atingir uma compreensão pessoal deste livro; mas, quanto a mim, sinto aversão a ele — o que é, para mim, motivo suficiente para o rejeitar.”
De seguida, Lutero rejeitou a força obrigatória da lei moral:
“Devemos remover o Decálogo da vista e do coração.”
E além disso, afirmou:
“Se Moisés tentar intimidar-vos com os seus imbecis Dez Mandamentos, dizei-lhe sem hesitar: ‘-É melhor afastares-te dos Judeus!’”
Lutero Perverte a Moralidade
Lutero, um religioso Agostinho ordenado padre, quebrou o seu voto de celibato para se casar com uma freira, também sujeita a um voto de celibato. Lutero incentivou muitos outros padres e religiosos a quebrarem os seus votos de celibato e a casarem-se.
A abordagem de Lutero era, afinal de contas, uma entrega à sensualidade e ao mundanismo num tempo de lassidão moral. Como explica o professor Thomas Neil, o apelo de Lutero ao clero do seu tempo foi bem-sucedido: “Ofereceu-lhes esposas e eles queriam esposas. Tirou-os dos mosteiros e pô-los na praça pública, e eles queriam viver na sociedade mundana.”
O eminente convertido David Goldstein escreveu: “Os escritos de Lutero sobre as relações sexuais são o oposto daquilo que é decente. Só vamos encontrar a sua aprovação em escritos socialistas sobre o amor livre. É aí que os escritos libidinosos de Lutero lhe ganharam a distinção de ser considerado o ‘expoente clássico’ do ‘sensualismo saudável’. Muitas vezes através dos séculos, infelizmente, as imoralidades desacreditaram o ministério cristão; mas Lutero possui a distinção pouco invejável de ter mesmo defendido os pecados impuros como sendo ‘necessários’.” E porque Lutero ensinava que o homem é inerentemente corrupto e que os seus pecados nunca são realmente perdoados, mas apenas cobertos pelo sangue de Cristo sob a condição de ele fazer um ato de “fé” na salvação de Cristo, instou junto do seu amigo Melanchton:
“-Sê um pecador e peca com audácia, mas acredita com mais audácia ainda!”
-Como é contrária a isto a verdadeira Doutrina Católica, que nos manda não só evitar o pecado, mas também as ocasiões de pecar!
A Crueldade de Lutero
Apesar de Lutero se ter aproveitado dos camponeses do seu tempo para popularizar a sua sublevação que, inadvertidamente, provocou as classes proletárias a fazerem uma rebelião que tinha já vindo a ulcerar os seus corações, depois Lutero aliou-se aos príncipes contra os camponeses. Como exemplo da sua desumana crueldade, Lutero aconselhava os príncipes, no caso de os camponeses “roubarem e se tornarem vorazes como cães enfurecidos … -cortai-os em pedaços, estrangulai-os e apunhalai-os, tal como nós temos o dever de matar um cão raivoso.”
O Estilhaçamento da Cristandade
Na obra The Protestant Reformation, o Padre Thomas Scott Preston esboça as consequências do argumento de Lutero de que cada homem é livre de interpretar como quiser as Sagradas Escrituras.
“Em teoria” — escreve o Padre Preston — “o juízo privado destrói tanto o credo como a possibilidade de fé. Não pode haver um credo em que cada individuo é autor da sua própria fé. Não pode haver uma unicidade de fé quando todas as questões de crença são deixadas ao juízo do individuo. Cada homem é tão capaz como o outro no descobrimento da sua própria fé e na interpretação das Sagradas Escrituras, da Tradição ou da História; além disso, este juízo privado não é simplesmente um privilégio seu, mas um seu dever. Todos são obrigados – até os ignorantes e analfabetos – a decidir por si próprios quando não há autoridade e testemunhos divinos, e por isso há tantos credos quantos os indivíduos.”
Até o escritor não-Católico Friedrich Paulson assinalou corretamente: “O termo correto para descrever a Reforma deve ser ‘Revolução’ … A obra de Lutero não era uma Reforma, uma ‘re-formação’ da Igreja existente por meio das suas próprias instituições, mas sim a destruição da forma antiga e, na realidade, a negação fundamental de toda e qualquer Igreja.”
O resultado final foi o fato de milhões de almas se terem afastado da única verdadeira Igreja estabelecida por Cristo — o que, consequentemente, provocou o estilhaçamento da unicidade da Cristandade.
Como assinalou Monsenhor Joseph Clifford Fenton, eminente teólogo americano, a alegada Reforma da Igreja Católica por Martinho Lutero “consistiu num esforço para fazer com que as pessoas abandonassem a Fé Católica, e renunciassem à sua filiação à única verdadeira Igreja militante do Novo Testamento, para seguirem o ensinamento de Lutero e entrarem na sua organização.”
Apesar da desonestidade ecumênica e sentimental de eclesiásticos de altos cargos, não se pode disfarçar a arrogância de Lutero e os seus graves erros contra a Fé. Na verdade, a atual colaboração ecumênica entre Católicos e Luteranos é, nas palavras de Papa Pio XI, uma “falsa religião cristã, totalmente alheia à única e verdadeira Igreja de Cristo.”
Não Há Nada para Celebrar!
Os erros de Martinho Lutero — e do Protestantismo que ele iniciou — não poderiam ser mais contrários às lindas verdades católicas reiteradas por Nossa Senhora de Fátima.
Em Fátima, Nossa Senhora reafirmou doutrinas basilares católicas que Lutero negara, tais como a Missa e a Eucaristia, a realidade do pecado pessoal, a necessidade da Confissão e da reparação, a realidade e centralidade do Papado estabelecido por Cristo, a humildade da submissão à doutrina perene da Igreja Católica, e a caridade que deve mostrar-se ao próximo em vez da ordem de Lutero de “estrangular” e apunhalar” os camponeses, caso fiquem fora do controle das classes sociais superiores.
No dia 13 de Outubro de 1917, para comprovar a veracidade das Suas palavras, Nossa Senhora de Fátima operou o assombroso Milagre do Sol perante 70.000 testemunhas. Não há nenhuma comparação entre as formosas verdades proferidas por Nossa Senhora e o veneno herético vomitado por Martinho Lutero.
É por isso que é impossível condescender com o fato de um Católico ir celebrar Lutero de qualquer maneira que seja! Só os que têm uma mentalidade protestante e modernista farão isso. Martinho Lutero não deveria ser nem admirado nem imitado! Tal como a Igreja ensinou consistentemente ao longo de quatro séculos, a doutrina dele, e o movimento que ele começou são apenas dignos de condenação.
O 500º aniversário da sublevação destrutiva de Lutero deve antes ser um tempo em que os Católicos celebrem o centenário de 1917 de Nossa Senhora de Fátima, e em que rezem e trabalhem pela conversão dos Protestantes à única verdadeira Igreja de Cristo, a Igreja Católica.”

http://www.fatima.org

domingo, 2 de maio de 2021

Ou o Estado paternal, ou o Estado das feras tirânicas


“As nações ocidentais, perdida a religiosidade, vão-se tornando aos poucos as “Feras” da Escritura. O Estado moderno se torna aos poucos tirano. O “Estado” é uma consequência do pecado original, não é uma criação direta de Deus, é a “criação maior da razão prática” do homem, ensina Santo Tomás. No Paraíso Terrestre, se Adão não tivesse caído, teria havido governo, por certo; mas não governo estatal, e sim familiar e paterno. Isso já não se pode mais obter com perfeição. Entre os extremos do governo tirânico e do governo paterno, oscilam todos os regimes políticos humanos, depois do Pecado.
Nos grandes séculos cristãos tendeu-se a realizar o ideal do governo paterno: São Luís rei da França, São Fernando da Espanha, São Eduardo o Confessor. Havia um monarca que vinha ao trono com a naturalidade da fruta nas árvores, que tentava fazer-se respeitar e amar por todos, e que dava conta de suas ações só a Deus; e havia uma quantidade de forças políticas e sociais que tendiam a mantê-lo dentro da retidão; das quais a religião era a principal. Isso se chamou a Monarquia Cristã: durou dez séculos, fez a Europa; e caiu. O ideal tendia a “uma família”: ideal inexequível em sua totalidade, porque sempre haverá díscolos, a massa sempre será obscura, e o Estado sempre tenderá a usar da força; mas pelo menos havia um conato contínuo para sujeitar a força à razão e a razão ao amor; e para fazer chegar a nação a algo como “uma família”. Por isso justamente há mais sublevações nos países católicos que nos outros, e são mais difíceis de governar; o ideal atávico da “nação como uma família” trabalha terrivelmente nos franceses, nos italianos, nos hispânicos. “Os países protestantes são mais fáceis de conduzir, mas se são conduzidos mal, não têm remédio” – disse o líder irlandês Parnell.
Os homens hoje em dia preferem ter por cima tiranetes irresponsáveis, agitados e passageiros, que os oprimam em nome da “liberdade”. As condições mudaram, os homens já não podem confiar tanto uns nos outros para pôr à cabeça do bem público uma família permanente e inamovível, com poderes absolutos. Portanto ficou mais fácil o advento da “Fera”, que é o outro extremo do eixe político, o polo oposto ao “Pai”. Os grandes impérios pagãos que precederam a Cristo: Assíria, Pérsia, Grécia macedônica e Roma, foram pintados pelo profeta Daniel na figura de quatro feras; e com muita razão.
Na atual economia do mundo, a rejeição a Cristo leva necessariamente ao outro extremo da ordenação política; quer dizer, ao Estado pagão duro e implacável. Da quarta fera, o Império Romano, que Daniel descreve como uma mescla das outras e a mais terrível de todas, profetizou o vidente que surgirá, depois de muitos séculos e diversos avatares, a “Besta do Mar”, ou seja o Anticristo: um poder pequeno que se fará grande, um poder morto que ressuscitará, um poder iníquo que por causa da apostasia do mundo chegará a assenhorear-se de todo o mundo; afortunadamente, por pouco tempo.
Entretanto temos que ir vivendo e tendendo ao governo paternal no político e à obediência nobre e cavalheiresca; embora sejam ideais hoje em dia quase inexequíveis – pelo menos neste país sem esqueleto; quero dizer sem “estruturação política”; sem “instituições”.”
(Pe. Leonardo Castellani, El Evangelio de Jesucristo)

domingo, 25 de abril de 2021

São Marcos

"São Marcos Evangelista foi um discípulo de São Pedro. Foi o autor do Evangelho Segundo São Marcos e o fundador da Igreja de Alexandria.
São Marcos era de origem hebraica, da tribo de Levi. Como era costume entre os hebreus, São Marcos recebeu dois nomes, um hebreu – João e outro romano – Marcos.
Sua mãe é mencionada na Bíblia em Atos dos apóstolos (12-12): “Pedro então refletiu e foi para a casa de Maria, mãe de João, também chamado de Marcos, onde muitos se haviam reunido para rezar”.
Marcos fazia parte dos setenta apóstolos que propagavam a fé cristã. Era primo de Barnabé, um companheiro de viagem de Paulo. Na primeira viagem apostólica de Paulo, Marcos o acompanhou, momento em que desenvolveu o gosto pelas atividades apostólicas, mas depois se afastou da fé.
Discípulo de Pedro
Posteriormente, Marcos foi um dos primeiros discípulos de Pedro, que lhe restituiu a fé após ele ter deixado Jesus.
Na festa de Pentecostes recebeu o santo Batismo das mãos do Príncipe dos Apóstolos, uma vez que em sua primeira epístola, Pedro o chama de filho: (I Pedro, 5 – 13) “A comunidade que vive na Babilônia, escolhida como vocês, manda saudações. Marcos, meu filho, também manda saudações”.
Evangelho de São Marcos
No ano de 42, quando Pedro teve que se ausentar de Roma, entregou a vigilância da jovem Igreja a seu discípulo Marcos.
Atendendo aos pedidos dos primeiros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que contivesse tudo que ouviram da doutrina, dos milagres e da morte de Jesus, São Marcos escreveu o Evangelho que recebeu seu nome com a finalidade precisa de responder à pergunta: “Quem é Jesus”.
O evangelista, porém não responde com doutrinas teóricas ou discursos de Jesus. Ele apenas relata a prática ou atividade de Jesus, fazendo compreender que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. Marcos deixa claro que sua obra não é completa e que o leitor, através de sua própria vida, torne-se discípulo de Jesus.
Igreja de Alexandria
Depois de ter passado alguns anos em Roma, São Marcos foi enviado por Pedro para evangelizar Aquileia, cidade de considerável tamanho, onde ele conseguiu formar uma grande cristandade.
Em seguida foi enviado para evangelizar o Egito. Marcos desembarcou em Cirene na Pentápolis, esteve na Líbia e em Tebaida, e finalmente chegou a Alexandria, onde fixou residência e permaneceu durante 19 anos.
Nessa época, edificou uma igreja dedicada a São Pedro, a Igreja de Alexandria.
Depois de várias perseguições e dois anos ausente da cidade, ao retornar foi perseguido pelos pagãos que estavam ressentidos com a propagação da religião cristã.
Ao prendê-lo, colocaram uma corda em seu pescoço e o arrastaram pelas ruas da cidade até sua morte.
Em 828, seus restos mortais foram transportados para Veneza e colocados em um edifício construído para guardar as relíquias do apóstolo. Hoje, no local, se encontra erguida a Basílica de São Marcos, na Praça de São Marcos em Veneza, em sua homenagem."

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quinta-feira, 22 de abril de 2021

A desfiguração da França


“A França pode morrer progressivamente no início do século XXI, e o pode fazer muito mais rápido do que demorou a nascer. Deve-se restabelecer uma verdade incessantemente escarnecida: o território francês das Gálias não conheceu até a metade do século XX nenhuma imigração de importância e as únicas imigrações provinham de populações européias aparentadas. Sempre se havia preservado uma homogeneidade étnica. Agora a ruptura se produziu, como em outras partes da Europa ocidental durante as décadas catastróficas dos 60 e dos 70, quando começou um fluxo migratório ininterrupto e massivo (algo nunca visto na história desde milênios) junto com um decréscimo dramático da natalidade dos franceses e europeus de pura cepa. Essa imigração trouxe consigo o milenário islã, totalmente incompatível com a civilização européia e em conflito com ela desde o século VII. Frente a esse fenômeno invasor, as elites francesas e européias não só se têm mostrado passivas, mas o têm favorecido. As elites européias colaboram com a invasão. Isto é absolutamente incompreensível para um chinês, um japonês, até um africano.
Vejam os filmes e as fotos da França dos anos 60. A paisagem humana mudou. E o processo está em seus inícios. Um fotógrafo amigo meu fez uma brincadeira: montou uma exposição sobre a vida diária na África equatorial e no Magreb. Na verdade, as fotos foram tiradas na região parisina.
Em numerosas zonas já não se trata de “minorias” mas de uma maioria. Se nada muda, demograficamente, serão os franceses autóctones (ou seja, de origem européia) os que podem tornar-se minoritários. Já o estamos vendo: com o fracasso da integração, são os autóctones os que devem adaptar-se. Isso vai-se agravar. Os sintomas clínicos do desaparecimento da identidade francesa européia, ou seja da mesma França, já estão presentes.
Assistimos ao apequenamento do substrato humano dos franceses de pura cepa, daqueles que se sentem étnica, histórica e afetivamente franceses e europeus. O sistema educativo já não ensina a história do país como fazia antes a “educação republicana”. Está em ação um movimento geral de “desfrancesação”, tanto étnico como cultural. Os que protestam contra a americanização se equivocam totalmente. O problema real é a submissão às culturas dos novos imigrantes, muçulmanos, africanos...
Salvo exceções e minorias, não se vê nenhum sinal de integração à nação francesa entre as massas de jovens das novas populações imigradas. Pelo contrário, nota-se uma rejeição massiva, associada a uma secessão, a um princípio de reações insurrecionais, sob todos os pretextos. O islã é o principal combustível desse fenômeno. Trata-se de um processo de destruição viral do organismo, a partir do interior mais que do exterior. Não há integração nem assimilação, logo não há aculturação das minorias à maioria, já que essas minorias estão se tornando maiorias, e são mais jovens que os autóctones. São estes últimos os que se aculturam. É o movimento inverso o que tem lugar. Os que se querem integrar e se sentem franceses não representam mais que uma minoria, apenas os 5%. Os demais: os indiferentes (asiáticos e outros, imigração econômica) e os hostis, que são uma grande maioria, para os quais o islã é o motor central da revanche e da conquista.
A nova França, Françarábia, será uma simples prolongação do mundo árabe-muçulmano ao final de um processo invasivo por baixo? A mudança de idioma, de religião, de cultura está em marcha e as elites cobrem os olhos. A verdade é demasiado simples para ser entendida pelo espírito intelectual que prefere a complicação da escolástica e sua sábia organização de mentiras e erros. O intelectual é incapaz de adivinhar o futuro. Ademais, uma ideologia presentista, que nega o enraizamento, é incapaz de prever o futuro.”
(Guillaume Faye, ¿Puede Francia morir en el siglo XXI?)

domingo, 11 de abril de 2021

Governo global

“A expressão "governo global" é uma figura de linguagem, uma metonímia. Designa um poder global informal pelo nome de uma instituição que não existe, que talvez não venha a existir nunca, mas de cujas funções ideais ele já exerce algumas na realidade.
Nenhum presidente do mundo ou parlamento global decretou oficialmente a agenda abortista, feminista, racialista ou gayzista, nem o controle politicamente correto da linguagem, nem o favorecimento legal aos criminosos, nem o desarmamentismo civil, nem o boicote geral ao cristianismo, nem a abertura das fronteiras à imigração em massa.
No entanto, todas essas medidas vêm sendo impostas em escala global com uma rapidez e uma eficiência avassaladoras, assim como a política de intimidação aos adversos e refratários, rotulados, com uniformidade mundial, de fascistas, neonazistas ou, na mais branda das hipóteses, de paranóicos e teóricos da conspiração.
Negar a existência de um poder global sob a alegação da dificuldade de constituir um governo mundial como entidade legalmente reconhecida é negar a existência de crimes sob a desculpa de que não são permitidos pelo Código Penal. É a apoteose do formalismo jurídico em oposição à realidade dos fatos.
O fato de que todas essas agendas estejam sendo impostas simultaneamente em toda parte, exceto no Islam e na Rússia, é a prova definitiva da concorrência entre os três esquemas globalistas, que mencionei no debate com o prof. Duguin.
Dizer que nenhuma dessas agendas foi imposta pela força, que os governos nacionais as aceitaram espontaneamente, só prova uma coisa: que em inúmeros países a classe governante já aderiu à ideologia globalista e a impõe a seu próprio povo por vontade própria. Isso é a prova cabal de que o globalismo já possui a HEGEMONIA, e uma hegemonia não se impõe sem o trabalho de inumeráveis agentes de influência, com muito planejamento e investimentos colossais. ISSO é o poder global.”
(Olavo de Carvalho, em postagens no Facebook)

domingo, 28 de março de 2021

Igualitarismo, imoralidade, injustiça e impiedade

“No centenário da Revolução Comunista Russa e das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, desejaria registrar a publicação de duas obras muito boas que contribuem notavelmente para a compreensão do erro do igualitarismo, um dos erros espalhados pela Rússia comunista, conforme profetizou Nossa Senhora.
Com efeito, o igualitarismo representa um atentado, que diria de inspiração satânica, contra a obra da criação. Deus estabeleceu uma ordem hierárquica no reino da criação. No reino mineral há minerais mais preciosos ou nobres e outros mais vis; igualmente no reino vegetal onde se vêem, por exemplo, árvores mais nobres como o carvalho e o cedro e outras mais baixas. Assim também no reino animal. Nenhum criador de cavalo da raça manga-larga diria que um cavalo desta raça substitui perfeitamente a outro da mesma raça e muito menos pode ser substituído por um pangaré. Nenhum chefe de família, nenhum pai, dirá que um filho seu substitui a outro ou que sua mulher amada pode ser substituída por outra. Cada um é único e insubstituível com suas qualidades e defeitos próprios.
O que quero dizer é que igualdade plena só pode haver entre os artefatos humanos produzidos em série: um parafuso pode ser igual a outro e ser substituído por outro, uma fechadura pode ser trocada por outra igual que venha a ocupar o seu lugar e desempenhar perfeitamente sua função. Mas nas criaturas de Deus não há jamais igualdade.
O igualitarismo denunciado pelas obras que passarei a resenhar em seguida tem consequências perniciosas, produzindo um caos em todas as instituições sociais a partir da família, comprometendo o progresso cultural e sócio-econômico de toda uma civilização, na medida em que impede o desenvolvimento das qualidades e aptidões humanas que se encontram distribuídas pelo Criador de forma escalonada e harmoniosa, de maneira que cada criatura concorra para o bem comum. É por isto que Santo Agostinho diz Ubi enim nulla est invidentia, concors est differentia (Onde não há inveja a diferença gera a concórdia). E como não há sociedade sem autoridade, o igualitarismo, se não destrói a autoridade, ao menos lhe diminui o prestígio, o que a impede de coordenar as atividades e esforços de todos os membros da sociedade em prol do bem comum.
Uma das boas contribuições para entender os malefícios do igualitarismo no centenário da Revolução Comunista (que prometeu o paraíso da igualdade na terra e instaurou o pior regime de escravidão que jamais houve na história do mundo) é o livro Utopia igualitária – Aviltamento da dignidade humana, do Eng. Adolpho Lindenberg, publicado pela editora Ambientes e Costumes.
De leitura amena e rica de informações e conceitos, a referida obra trata do problema do igualitarismo em uma perspectiva, diria, histórico-sociológica, tantos são os exemplos tirados da história e do dia-a-dia. Recordando inicialmente a igualdade essencial entre os homens decorrente da mesma natureza humana, o autor em seguida desenvolve uma boa explicação das razões pelas quais as desigualdades acidentais são justas e benfazejas. O autor refuta um erro muito comum em nossos dias, segundo o qual a proximidade física entre ricos e pobres é fator de desunião e conflito. O Eng. Adolpho Lindenberg mostra que, pelo contrário, tal proximidade, quando bem concebida, promove a cooperação. E a título de ilustração recordo um fato da vida do grande pintor brasileiro Batista da Costa. Quando era menino pobre, retratava paisagens nos carreadores das fazendas no interior Estado do Rio de Janeiro. Um belo dia um fazendeiro passeando a cavalo encontrou o menino, reconheceu-lhe o talento e a partir de então tornou-se seu benfeitor. Depois que se tornou um artista afamado, Batista da Costa expressava ao benfeitor sua gratidão, presenteando-o com suas belas obras. É um exemplo de uma mentalidade nobre anti-igualitária que vê sempre no superior um benfeitor.
O autor se reporta também a grandes historiadores franceses que estudaram a fundo o Antigo Regime e mostraram como as desigualdades acidentais entre os homens, quando vividas em uma sociedade realmente cristã, não ferem mas sempre concorrem para o bem e aperfeiçoamento de toda a sociedade. O autor analisa como o igualitarismo moderno está destruindo a noção do respeito e da reverência devidos aos mais velhos e aos mestres que se sacrificaram pelas novas gerações. Explica também que defender a autoridade em nome da desigualdade entre os homens não significa defender um regime centralizado, autoritário e muito menos ainda totalitário. Para tanto, o autor explana muito bem o conceito de sociedade orgânica, traçando um paralelo entre a monarquia orgânica medieval e o regime absolutista centralizador. Na minha modesta opinião, poderia ter acrescentado que tal tendência à centralização só fez crescer após a Revolução Francesa como observa Alexis de Tocqueville em O Antigo Regime e a Revolução. Quem sabe, em uma desejável segunda edição, se acrescente esta observação além de uma revisão de alguns lapsos de digitação.
Vale assinalar que o Eng. Adolpho Lindenberg faz ver uma arguta relação de causa e efeito entre o igualitarismo e o ateísmo contemporâneo citando um teórico marxista francês. Com efeito, o igualitarismo, o sufrágio universal, o republicanismo revolucionário, a meu ver, sempre impediram que o homem visse a bondade de Deus no mistério da Encarnação do Verbo. Como um igualitarista poderá reconhecer o aniquilamento de um Deus que se faz homem? Achará que o Verbo Encarnado e ele são iguais.
Por fim, cumpre dizer que são saborosas as recordações do autor com relação a algumas personalidades marcantes que foram exemplos de autoridade moral depois de uma vida de servidos prestados à nação. O autor refere-se ao prestígio do Presidente Wenceslau Brás, à gratidão de toda uma cidade de que gozava a Professora Mimi (que golpeou com sua sombrinha um milico bajulador do Getúlio Vargas) e o respeito de que era cercado o Presidente Washington Luís Pereira de Sousa. deposto em 1930. De fato, as pessoas mais velhas testemunham como o melhor da sociedade paulistana acorreu ao Pacaembu em 1946 para saudá-lo quando o estadista retornou do exílio.
A outra obra que me parece recomendável para compreender o problema do igualitarismo é Le dérèglement moral de l’Occident, de Philippe Bénéton. Infelizmente, até o momento, conheço-a apenas por meio de uma entrevista concedida pelo autor à revista Valeurs Actuelles. Em uma perspectiva filosófica o autor disseca o igualitarismo, dizendo que a igualdade moderna é vazia de substância: “O outro é meu igual, não porque tenhamos em comum algo de substancial que nos distingue como seres humanos, mas porque nós não temos nada em comum senão a liberdade de não ter nada em comum. Os indivíduos são iguais porque eles são livres de ser diferentes e as diferenças não fazem a diferença (…) A orientação geral é clara: trata-se de despojar a natureza para guarnecer o cesto da vontade. Todos somos senhores. Nenhuma ordem criada, nenhuma natureza das coisas que fixe uma hierarquia nas maneiras de viver, nenhuma diferença de natureza que seja uma diferença significativa.”
Na mesma entrevista Philippe Bénéton mostra o absurdo da nova ideologia dos direitos humanos: “Os direitos do homem tornaram-se essencialmente os direitos do indivíduo e esses direitos individuais multiplicaram-se. Não há, no fundo, senão duas categorias legítimas: o indivíduo e a humanidade. Desaparecem então os direitos do cidadão, os direitos da nação e os dos corpos intermediários (em particular os da família), entrementes a lista dos direitos não cessou e não cessa de crescer: direito ao aborto, à criança, à igualdade de gêneros, às diversas 'orientações sexuais'.”
Desenvolvendo sua reflexão, Bénéton diz que o que mudou é o fundamento dos direitos: “Todos esses direitos novos podem basicamente ser agrupados em duas categorias: o direito à autonomia pessoal, o direito a não discriminação. Os princípios que os justificam são as novas versões da liberdade e da igualdade. Em consequência, os novos direitos estão no fundamento de uma nova moral que se substituiu por completo à moral tradicional. A moral das virtudes cede lugar à moral dos que podem tudo (la morale des ayants droit). Sirvam de exemplo as coisas da carne (empregando uma linguagem dos tempos obscuros): a falta não está mais na impureza, ela se encerra, confunde-se doravante com a violação dos direitos do outro. A libertinagem é uma excelente coisa contanto que nenhuma suspeita de desigualdade lance uma sombra sinistra sobre os entretenimentos que se deseja sejam os mais livres possível.”
E conclui Bénéton: “A consciência moral tende, pois, a confundir-se com a consciência jurídica. O permitido e o proibido delimitam o bem e o mal. O direito dos direitos do homem tornou-se nossa nova bússola. Por outro lado, ele é hoje um direito metapolítico que se impõe aos cidadãos sem que os cidadãos possam dizer sua palavra. Os juízes (na Europa, os juízes da Corte europeia dos direitos do homem) desempenham um papel chave em consonância com as minorias ativas. O pequeno número decide pelo grande número.”
Como se vê pela análise do filósofo Philippe Bénéton, o igualitarismo é um dos pilares da democracia totalitária moderna. Esta, baseada no igualitarismo, no individualismo e no relativismo, vem destruindo a sociedade orgânica tradicional. A família tradicional, instituída conforme o direito natural e divino pela união de um homem e de uma mulher para a propagação da espécie, está sacrificada nas aras dos direitos e garantias individuais. Não pode mais haver homens membros de uma família com história e glória próprias. Só pode haver indivíduos. Não pode haver mais cidadãos de uma república e muito menos ainda súditos de um reino. Só pode haver indivíduos representantes da humanidade, membros de uma república maçônica universal. É esta ideologia dos direitos humanos que está destruindo a Europa com a invasão de muçulmanos que conta com as bênçãos de Francisco I. É esta ideologia, tão bem denunciada por Philippe Bénéton, que influenciou o Vaticano II (Dignitatis Humanae sobre a liberdade religiosa e Gaudium et spes sobre a Igreja e o mundo contemporâneo) que está originando uma nova religião do igualitarismo que não reconhece mais a diferença entre o Criador e a criatura, não dá mais glória à Majestade Divina e zomba do Onipotente. Mas de Deus não se zomba.
A primeira parte das profecias de Fátima já se cumpriu (A Rússia espalhará seus erros pelo mundo). Aguardemos com fé e esperança o cumprimento da segunda parte: Por fim, meu Imaculado Coração triunfará.”

http://santamariadasvitorias.org

segunda-feira, 15 de março de 2021

Os anormalmente normais


“As verdadeiras vítimas incuráveis de doenças mentais podem ser encontradas entre aqueles que parecem ser os mais normais. Muitos deles são normais porque estão muito bem ajustados ao nosso modo de existência, porque sua voz humana foi silenciada tão cedo em suas vidas que nem sequer lutam ou sofrem ou desenvolvem sintomas como o neurótico. Eles são normais, não no que pode ser chamado de sentido absoluto da palavra; eles são normais apenas em relação a uma sociedade profundamente anormal. Seu perfeito ajuste a essa sociedade anormal é uma medida de sua doença mental. São milhões de pessoas anormalmente normais, vivendo sem problemas em uma sociedade à qual, se fossem seres totalmente humanos, não deveriam estar ajustados.”
(Aldous Huxley, Brave New World Revisited)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Anne Frank: uma fraude best-seller

“Quem poderá acreditar no Diário de Anne Frank -- símbolo do martírio do povo judeu na 2ª Guerra Mundial? Simon Wiesenthal, no seu livro "Os assassinos entre nós", nos informa à página 176 que Anne Frank teria morrido no campo de concentração de Bergen Belsen, em março de 1945, vítima de tifo. Aliás, um dos poucos fatos passíveis de serem considerados como verdadeiros em toda sua quilométrica bibliografia. Na mesma obra ele informa que o pai de Anne Frank teria voltado em 1946 para a casa onde residira, em Amsterdã, tendo encontrado o diário no mesmo local, no chão, onde o soldado "SS" o havia arremessado, por ocasião da prisão da família...
Contrariando a versão de Wiesenthal, a revista semanal Manchete, de 21 de março de 1992, em matéria especial sobre o novo "diário" de Anne Frank, informa que os manuscritos, intactos, ficaram em poder da senhora Miep Gies desde o início e só foram entregues ao Sr. Otto, pai de Anne, no momento em que ficou claro que a menina não fazia mais parte deste mundo... Aliás, neste ponto, seria interessante verificar por que a Sra Miep queria garantir que os manuscritos só fossem revelados após a certeza da morte da autora. Tem-se a impressão que desconfiava que o pai publicaria os diários à revelia, mesmo contra a vontade da filha...
Wiesenthal, em seu livro, informa que "diário" foi traduzido para 32 idiomas, convertido em peça teatral e também num filme, que comoveu os corações de milhões de pessoas -- especialmente adolescentes -- pelo mundo afora. Afirma que até hoje um grande número de jovens alemães se deslocam anualmente para o campo de Bergen Belsen, para rezar pela pobre Anne.
O Institute for Historical Review, da Califórnia, Estados Unidos, oferece um prêmio em dinheiro para quem provar a autenticidade dos "diários". A falsificação foi comprovada, mais contundentemente ainda, após exames científicos da tinta usada nos seus escritos: verificou-se que parte dos textos foram escritos com caneta esferográfica, uma invenção dos anos 50.
Somente devido às descobertas e denúncias do revisionismo histórico é que vêm caindo -- um a um -- os grandes mitos do "holocausto", dos quais o "diário" de Anne Frank era um dos sustentáculos mais importantes, principalmente por se dirigir aos corações e mentes dos jovens.
A verdade sobre o Diário de Anne Frank foi primeiro revelada pelo jornal sueco Fria Ord. Estabeleceu que o novelista judeu Meyer Levin havia escrito o diálogo do "diário" e estava pedindo pagamento por seu trabalho numa ação judicial contra Otto Frank. Uma condensação dos artigos suecos apareceu no American Economic Council Letter, de 15 de abril de 1959, como segue:
"A História tem muitos exemplos de mitos que vivem uma vida mais longa e mais rica que a verdade, e podem se tornar mais efetivos que a verdade."
"O mundo ocidental conheceu há alguns anos uma garota judia pelo que se representa como sua história escrita pessoalmente, o Diário de Anne Frank. Qualquer inspeção literária informada do livro teria mostrado que teria sido impossível ter sido trabalho de um adolescente."
"Uma decisão digna de nota da Suprema Corte de Nova York confirma este ponto de vista, no qual o bem conhecido escritor judeu-americano Meyer Levin ganhou um prêmio de US$ 50.000 pagos pelo pai de Anne Frank como honorário pelo trabalho de Levin no Diário de Anne Frank."
A revista Manchete, conforme citada anteriormente, depois de admitir que o pai de Anne teria sido o responsável por "descaracterizações", cortes, censuras, modificações, etc., conclui que isso teria deixado o diário muito "vulnerável", diminuindo, evidentemente, a credibilidade do mesmo...
O lançamento de um novo "diário" -- fato que por si só já evidencia uma impostura dentro da impostura -- vem demonstrar claramente que os eternos falsificadores da história tentam mais uma cartada para salvar esta inacreditável farsa, ao menos por mais algum tempo. Conforme a reportagem da revista, ficamos sabendo que a primeira versão vendeu mais de 16 milhões de exemplares. Provavelmente esperam repetir a dose com o novíssimo "diário", agora "modernizado" e mais ao gosto do público atual, com passagens picantes até sobre a sexualidade da menina... Fica-se a imaginar como será a terceira, a quarta e as dezenas de novas versões que poderão vir...
O toque final na manipulação, para encerrar com "chave de ouro" e demonstrar o descaso, a má fé e a própria arrogância destes veículos de comunicação onipotentes e acostumados a afirmarem o que lhes aprouver, sem contestação e apostando na ingenuidade da grande massa de leitores, fica por conta da legenda da foto desta matéria na revista Manchete, que afirma "... na foto, Anne em 1941, aos 22 anos"... Ora, se a lenda sempre nos afirmava que essa personagem teria morrido aos 13 ou 14 anos...
Depois que os falsificadores confessadamente admitiram que o famigerado "diário" nada mais é do que uma monumental impostura, alterada, deturpada e manipulada para transformar-se num dos grandes "best-sellers" mundiais, cabe aos nossos prefeitos, vereadores, deputados estaduais, federais e todos os responsáveis pelas áreas da educação, partirem para a ação, fazendo a única coisa cabível diante de tanta falsidade e infâmia: retirar o nome desta impostura da infinidade de praças, ruas, largos, teatros, colégios e outras instituições espalhadas por todo o país e pelo mundo.
Há mais de uma década o catedrático francês, professor da Universidade de Lyon, Robert Faurisson, dissecou e desmascarou, científica e impiedosamente, a impostura do chamado "diário" de Anne Frank. Usando a frieza da técnica investigativa, inerente a todo autêntico pesquisador histórico, Faurisson provou, através de infindáveis evidências, a manipulação na elaboração dos famosos "diários", além de desnudar o grande e fabulosamente rendoso negócio em que se transformou esta falsificação histórica. Um exemplo: só em direitos autorais, o pai da infeliz menina (que morreu de tifo, enquanto seu -- saudável e milionário -- pai foi hospitalizado em Auschwitz e sobreviveu) recebe somas em todas as escolas! A história desta publicação está repleta de brigas e demandas, entre o pai, o tio, os editores, o compilador, o "escritor fantasma", etc, todos de olho no filão interminável que representa a posse de seus direitos autorais.
Faurisson fez uma análise dos locais, manteve entrevistas, dissecou o "diário", provando as impossibilidades psicológicas, culturais, sociais, históricas, temporais, de situação, de verossimilhança, de lógica, de espaço, etc. Vale a pena confirmar esta extraordinária pesquisa: Quem escreveu o Diário de Anne Frank? de Robert Faurisson, Revisão Editora, 85 páginas.
O livro é uma aula de pesquisa interrogativa, ideal para juristas, técnicos forenses, advogados, policiais, historiadores, estudantes, etc.
Recentemente as agências internacionais de notícias liberaram uma pequena nota, com os seguintes dizeres: O famoso Diário de Anne Frank, a adolescente judia de Amsterdã que morreu em 1945 num campo de concentração, foi censurado pelo próprio pai da moça. Ele retirou, do texto dos cadernos onde ela escrevia, tudo que considerou "escabroso" e decidiu fazer algumas modificações por conta própria, por motivos morais, ou de conveniência". Sem comentários.
Sem dúvida a garota Anne Frank não é uma imaginação, mas a história de seu diário com certeza é uma grande peça publicitária. Até para um leigo, não há qualquer problema em verificar que foram utilizadas duas caligrafias para escrever o diário. Uma delas é coerente a uma menina adolescente e a outra típica de um adulto.
Anne Frank foi vítima de tifo, epidemia que matou milhares de alemães e detentos dos campos de concentração durante o último conflito mundial. Isto nos deixa claro o motivo da existência de fornos crematórios e do pesticida Zyklon-B. Infelizmente a farsa do diário não é divulgada por meros motivos comerciais. Ninguém está interessado em matar a galinha dos ovos de ouro...”

http://verdade1945.blogspot.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

A mensagem de Fátima e a escravidão do mundo


“Na Mensagem de Fátima, a nação da Rússia é designada como o instrumento que Deus usará para castigar o mundo. Nossa Senhora de Fátima disse que se os Seus pedidos, em especial a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, não fossem atendidos, a Rússia "espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas."
O fato de Deus usar uma nação como a Rússia para castigar o mundo não nos deve surpreender ou confundir. Deus usou muitas vezes nações como instrumentos de castigo. No Velho Testamento, por exemplo, Jeremias avisou os Judeus que Deus usaria o perverso reino da Babilônia para os castigar.
Os sacerdotes daquele tempo não deram atenção às palavras do profeta, por terem na idéia a promessa de Deus de estar com Jerusalém para sempre (cf. 2 Reis [2 Sam.] 7:10; 3 Reis [1 Reis] 9:5). Mas esqueceram o que o Senhor disse a Salomão imediatamente a seguir a esta promessa: "Mas se tu e os teus filhos se revoltarem e não Me continuarem a seguir e não cumprirem os Meus mandamentos e as Minhas cerimônias, que Eu pus ante vós, e fordes adorar deuses estrangeiros, e prestar-lhes culto: Eu tirarei Israel da face da terra que lhe dei; e o Templo que santifiquei ao Meu Nome" (3 Reis [1 Reis] 9:6-7). Porque os Israelitas foram perversos, e porque recusaram ouvir as profecias de Jeremias, veio a Babilônia e saqueou Jerusalém, destruiu o Templo, e levou os Israelitas para um cativeiro que durou 40 longos anos (cf. 4 Reis [2 Reis] 25; Jer. 52; 2 Par. 36:17-20).
Jeremias, que os tentou avisar, lamentou: "Os reis da terra, e todos os habitantes do mundo, não quiseram acreditar que o adversário e o inimigo entrariam pelas portas de Jerusalém." (Lam. 4:12). Da mesma maneira, a Irmã Lúcia disse ao Padre Fuentes numa entrevista dada em 1957 que "a Rússia será o instrumento do castigo escolhido pelo Céu para punir todo o mundo, se não conseguirmos antes a conversão daquela pobre nação."
A Consagração da Rússia, que levará à sua conversão, é portanto necessária para evitar os castigos, que não excluem a servidão, sobre os quais Nossa Senhora de Fátima nos avisou.
Foi prefigurado há 3.500 anos, quando Moisés levou os Israelitas às margens do Mar Vermelho. Os Israelitas tinham o Mar Vermelho na sua frente e o exército egípcio atrás deles, com as espadas desembainhadas, pronto a matá-los. O Povo de Deus do Velho Testamento estava desarmado e aparentemente sem meio de escapar. Deus disse a Moisés que se livrariam, se Moisés estendesse o seu braço por sobre o Mar Vermelho. Porque Moisés obedeceu a Deus e estendeu o braço por sobre o mar, o mar abriu-se, e os Israelitas conseguiram atravessá-lo e salvaram-se.
Deus deu ao Papa a mesma missão nos nossos dias. O Povo de Deus do Novo Testamento encontra-se desarmado perante um inimigo disposto a destruir a Igreja. Os princípios da Maçonaria e do Comunismo estão a ser-nos impostos cada vez mais pelas Nações Unidas, assim como pela União Européia e pelo Estados Unidos. Estas forças detêm um controle quase unilateral da política em todo o mundo. O Comunismo e a Maçonaria, ambos assentes nos mesmos fundamentos satânicos, são a antítese do Catolicismo autêntico.
Os seus princípios venenosos e destruidores foram denunciados e refutados numerosas vezes pela Igreja Católica.
Além disso, como o Comunismo e a Maçonaria são ambos inimigos do Catolicismo, só há três maneiras possíveis de os Católicos os enfrentarem: podem negociar, fugir ou lutar. É impossível fugir, porque tanto o Catolicismo como a Nova Ordem Mundial Maçônico/comunista são de âmbito mundial. Também é impossível negociar com eles, porque são diretamente opostos ao Catolicismo e estão empenhados na destruição do Catolicismo integral. O que quer dizer que lutar é a única maneira de enfrentar estes inimigos da Igreja.
Deus deu-nos os meios para os combater. Se o Santo Padre estender o seu braço de autoridade – como fez Moisés há 3.500 anos – sobre a Igreja e sobre a Rússia, consagrando a Rússia ao Imaculado Coração de Maria e ordenando a todos os Bispos católicos que façam o mesmo, a Rússia converter-se-á, e Deus livrará miraculosamente o Seu Povo do que seria a sua devastação. Se o mundo conseguir evitar a escravatura comunista, será apenas porque o Papa obedeceu a Deus e estendeu o seu braço de autoridade sobre a Igreja e sobre a Rússia, ordenando e fazendo a Consagração da Rússia como Nossa Senhora de Fátima pediu.
Porque é que o Papa e os Bispos precisam de fazer a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria? Deus não podia fazê-lo sem eles? É claro que podia, mas Ele indicou que não o faria. Assim como uma pessoa não pode escrever uma idéia sem algum tipo de instrumento (lápis, caneta, computador, etc.), assim Nosso Senhor disse que não concederá as graças decorrentes da Consagração através de qualquer outro meio, de qualquer outro instrumento. Ele disse que queria que se fizesse assim "porque quero que toda a Minha Igreja reconheça a Consagração como um triunfo do Imaculado Coração, para que, mais tarde, coloquem a devoção ao Seu Imaculado Coração ao lado da devoção ao Meu Sagrado Coração."”

http://www.fatima.org

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

O homem é o maior responsável pela decadência da mulher moderna


"Depois de expor a decadência da mulher moderna, não devemos esquecer que o homem é o maior responsável por tal decadência. Assim como as massas plebéias nunca teriam conseguido penetrar em todos os domínios da vida social e da civilização se verdadeiros reis e verdadeiros aristocratas estivessem no poder, numa sociedade dirigida por homens de verdade a mulher nunca teria desejado ou nem mesmo teria sido capaz de tomar o caminho que ela está seguindo hoje.
Os períodos em que as mulheres alcançaram autonomia e preeminência quase sempre coincidem com épocas marcadas pela decadência manifesta nas civilizações antigas. Assim, a melhor e mais autêntica reação contra o feminismo e contra qualquer outra aberração feminina não deve ser dirigida às mulheres como tais, mas aos homens. Não se deve esperar que as mulheres retornem ao que realmente são e, assim, restabelecer as condições internas e externas necessárias para a reinterpretação de uma raça superior, enquanto os homens retiverem apenas a aparência da verdadeira virilidade".
(Julius Evola, Rivolta contro il Mondo Moderno)