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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

O homem é o maior responsável pela decadência da mulher moderna


"Depois de expor a decadência da mulher moderna, não devemos esquecer que o homem é o maior responsável por tal decadência. Assim como as massas plebéias nunca teriam conseguido penetrar em todos os domínios da vida social e da civilização se verdadeiros reis e verdadeiros aristocratas estivessem no poder, numa sociedade dirigida por homens de verdade a mulher nunca teria desejado ou nem mesmo teria sido capaz de tomar o caminho que ela está seguindo hoje.
Os períodos em que as mulheres alcançaram autonomia e preeminência quase sempre coincidem com épocas marcadas pela decadência manifesta nas civilizações antigas. Assim, a melhor e mais autêntica reação contra o feminismo e contra qualquer outra aberração feminina não deve ser dirigida às mulheres como tais, mas aos homens. Não se deve esperar que as mulheres retornem ao que realmente são e, assim, restabelecer as condições internas e externas necessárias para a reinterpretação de uma raça superior, enquanto os homens retiverem apenas a aparência da verdadeira virilidade".
(Julius Evola, Rivolta contro il Mondo Moderno)

domingo, 1 de novembro de 2020

O feminismo não conseguiu conceber uma personalidade para as mulheres senão imitando a personalidade masculina

"O que realmente equivale a uma abdicação foi assim reivindicado como sendo um "passo à frente". Depois de séculos de "escravidão", a mulher queria ser "ela mesma" e fazer o que quisesse. Mas o assim chamado feminismo não conseguiu conceber uma personalidade para as mulheres senão imitando a personalidade masculina, de modo que as "reivindicações" da mulher escondem uma falta fundamental de confiança em si mesmas, assim como a sua incapacidade de ser e de funcionar como um mulher real e não como um homem.
Devido a tal incompreensão, a mulher moderna considerou seu papel tradicional como sendo humilhante e se ofendeu ao ser tratada "apenas como uma mulher". Este foi o começo de uma vocação errada. Por isso, ela queria vingar-se, recuperar sua "dignidade", provar seu "verdadeiro valor" e competir com os homens no mundo dos homens. Mas o homem que ela se propôs derrotar não é de todo um homem de verdade, apenas o fantoche de uma sociedade padronizada e racionalizada que não conhece mais nada que seja verdadeiramente diferenciado e qualitativo.
Nessa civilização, obviamente, não há espaço para privilégios legítimos e, portanto, mulheres que são incapazes e não querem reconhecer sua vocação tradicional natural nem defendê-la (mesmo no plano mais baixo possível, uma vez que nenhuma mulher sexualmente realizada sente a necessidade de imitar e invejar o homem) poderiam facilmente demonstrar que elas também possuem virtualmente as mesmas faculdades e talentos – tanto materiais como intelectuais – que se encontram no outro sexo e que, de modo geral, são exigidos e estimados numa sociedade do tipo moderno. O homem, por sua vez, deixou irresponsavelmente isso acontecer e até ajudou e empurrou mulheres para as ruas, escritórios, escolas e fábricas, em todos os pontos encruzilhados e "poluídos" da cultura e da sociedade modernas. Assim, o último impulso de nivelamento foi dado".
(Julius Evola, Rivolta contro il Mondo Moderno)

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

A queda da mulher advém da queda do homem

"Numa sociedade que não entende mais a figura do asceta e do guerreiro; em que as mãos dos mais recentes aristocratas parecem ser mais adequadas para segurar raquetes de tênis ou shakers para misturas de coquetéis do que espadas ou cetros; em que o arquétipo do homem viril é representado por um boxeador ou por uma estrela de cinema, se não pelo covarde opaco representado pelo intelectual, pelo professor universitário, pelo fantoche narcisista do artista ou pelo banqueiro ocupado e sujo, ou o político - em tal sociedade, seria apenas questão de tempo até que as mulheres se levantassem e reivindicassem uma "personalidade" e uma "liberdade" de acordo com o significado anarquista e individualista geralmente associado a essas palavras. E enquanto a ética tradicional pedia aos homens e às mulheres para serem eles mesmos ao máximo de suas capacidades, e que expressassem com traços radicais suas próprias características de gênero - a nova "civilização" visa nivelar tudo, já que é orientada para o disforme e para o estágio que não está além, mas sim desse lado do individualismo e da diferenciação dos sexos".
(Julius Evola, Rivolta contro il Mondo Moderno)

sexta-feira, 12 de junho de 2020

A origem do patriarcado e por que a lavagem cerebral esquerdista não pode mudar a natureza humana


"Sendo um povo da Bíblia que valoriza a tradição, como responde a Civilização Ocidental à afirmação de que o patriarcado é mau, opressor e contrário à dignidade humana? Começamos com uma simples questão:
Por que a raça humana jamais produziu uma civilização matriarcal ao longo de toda sua história? Por que toda cultura substancial em qualquer país desde o raiar dos tempos tem sido dominada por homens apesar das diferenças em clima, religião, língua, e raça?
O patriarcado é universal porque está baseado nas diferenças cromossômicas entre homens e mulheres. A diferença biológica básica entre homens e mulheres começa com o quadragésimo-sexto cromossomo, que ou é XX ou XY. O cromossomo XY de um homem causa a cascata pré-natal do hormônio testosterona, que afeta não só o desenvolvimento da genitália fetal, como também o desenvolvimento cerebral do feto. Quando lhes são mostrados dois cérebros em jarras, os cientistas podem dizer qual deles é o de uma mulher e qual é o de um homem.
O Y do cromossomo XY é mais curto e menos estável, deixando os homens mais suscetíveis a variações extremas em relação à norma. Enquanto a maioria das mulheres tem uma pontuação média em testes de QI, um grande número de homens aglomera-se nos dois extremos, com valores excepcionalmente altos ou baixos de QI. Isso explica por que os homens tendem a estar mais presentes que as mulheres em sanatórios, prisões, abrigos para moradores de rua, e classes de educação especial, enquanto também excedem em número as mulheres como inventores, cientistas, filósofos, fundadores de religiões, e outros empreendimentos de modelagem cultural. QIs mais elevados levam à dominância social, não apenas para homens com inteligência mais elevada, mas para todos os membros do sexo masculino que se beneficiam por identificação.
Em relação a QI, as mulheres tendem a superar os homens em inteligência verbal e social. Os homens comumente ultrapassam as mulheres em inteligência visual, espacial e matemática. A vantagem visual-espacial ajuda os homens na caça e na luta assim como na invenção de armas e ferramentas, contribuindo ainda mais para a dominância social. A vantagem dos homens na matemática faz com que sejam mais propensos a seguir carreiras na economia e em liderança na indústria do que as mulheres. A maior inteligência verbal e social das mulheres direciona-as ao cuidado de crianças, de doentes e de idosos tanto doméstica como profissionalmente.
Enquanto isso, os níveis de testosterona dos homens lhes dão maior força muscular e agressão, fazendo-os mais capacitados para defender a comunidade, um papel que muita vez serve como caminho para a liderança social. Devemos também nos lembrar de que a raça humana é extremamente antiga, e que 99% do tempo da nossa espécie na terra foi gasto como caçadores-coletores. Força e agressão também apoiaram o papel do homem como caçador, que foi o meio primário de comida para a raça humana por mais de 100.000 anos. Na era da agricultura, foram os homens que tiveram a força de forjar ferramentas e armas de ferro, domesticar e selar animais grandes para transporte e trabalho, e derrubar árvores para grandes habitações.
Somente a partir da Revolução Industrial foram essas tarefas em grande parte substituídas por máquinas, máquinas que de muitas maneiras corromperam e contaminaram tanto o homem como seu ambiente. Com o aumento da dependência das máquinas, seguiu-se o caos social e moral. Isso não quer dizer que o homem deve reverter à Idade da Pedra para viver bem, mas nossa ordem social e familiar nos serve melhor quando em conformidade com nossa natureza humana dada por Deus, que não muda.
Uma rebelião social de grande escala contra os papéis tradicionais de gênero é uma rebelião contra a própria natureza. Na família e na liderança das comunidades, o homem é o líder natural. Em relação a educação e indústria, embora beneficie à sociedade utilizar os talentos de mulheres com o dom da matemática, das ciências, e da liderança, a sociedade não deve desviar recursos e encorajamento dos homens de talento potencial numa tentativa de engenharizar uma fictícia "igualdade". Devemos não procurar produzir um maior número de mulheres líderes na economia, na política, e nas ciências exatas diminuindo os padrões e dando vantagens artificiais, que aleijariam ao invés de fazer progredir nossa civilização.
Em típica autocontradição, os mesmos marxistas culturais que insistem que o gênero é socialmente e não biologicamente construído insistem que os chamados homossexuais e transexuais "nascem desse jeito", enquanto também insistem na política de identidade biológica de raça e etnicidade. A hipocrisia seria engraçada se não fosse prejudicial. Os mesmos esquerdistas que habitualmente acusam os conservadores de serem anticiência, os mesmos liberais que pretendem proteger a natureza contra a degradação ambiental, atacam e rejeitam a natureza quando se trata de papéis tradicionais de gênero.
A pedra fundamental de qualquer civilização humana é a família, que depende da paz, da ordem e da segurança providas por um bom marido e pai, assim como avôs, pastores, e outras figuras patriarcais. Uma sociedade de crianças sem pai é um retorno á brutalidade da selva, que é precisamente o objetivo do Inimigo em relação a nossas almas. Uma sociedade que abraça os fundamentos do feminismo – inclusive o divórcio, o aborto e outras formas de controle populacional – é uma sociedade cometendo suicídio em câmara lenta. Uma sociedade que renuncia à autoridade masculina natural na família não pode produzir cidadãos que aceitarão a lei e a ordem a menos que motivados pela tirania ao invés da consciência. O colapso da estrutura familiar patriarcal resultou em crianças sendo inadequadamente educadas em creches e escolas, alimentadas, vestidas e abrigadas pelo Estado do Bem-Estar Social enquanto suas mães trabalham em empregos de escravidão para sustentar suas crianças sem pai. Essa é a cara da igualdade humana mal-entendida e artificialmente engenharizada às custas da tradição e da nossa própria natureza.
Se acreditamos que Deus é o autor da natureza, então estamos obrigados a viver naturalmente. Se a humanidade é feita à imagem de Deus, então a rejeição de nossa natureza humana fundamental – que inclui o patriarcado – é uma rejeição de Deus. O patriarcado é parte do plano natural para a vida humana e serve à humanidade melhor do que o atual esforço para destruir os papéis tradicionais de gênero. O bem-estar da humanidade resta em seguir ao invés de escarnecer das leis que nosso Criador expressou nos próprios fundamentos de nossa natureza humana. Os tempos podem mudar, mas a natureza humana não muda."
(Knights of Saint Michael the Archangel, em postagem no Facebook do dia 06.08.2017)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O fim da liberdade de expressão nos campi americanos


"No Wall Street Journal do final de semana passado, Heather MacDonald escreve o seguinte sobre o atual problema das universidades americanas cancelando palestras de conferencistas cujas opiniões não concordam com as delas:
A intolerância no campus é em sua origem não um fenômeno psicológico, mas ideológico. Em seu centro está uma visão de mundo que percebe a cultura ocidental como endemicamente racista e sexista. O objetivo preponderante do sistema educacional é ensinar jovens que se encontram em uma lista sempre crescente de classificações de vítimas oficiais a se considerarem existencialmente oprimidos.
MacDonald está 100% correta – eu fiquei cara a cara com este fato apenas duas semanas atrás quando discursei no Bard College em Nova York.
Antes, um pouco de contexto. Em outubro de 2015, fui convidada pelo Williams College – depois desconvidada, e em seguida convidada de novo (eu recusei) – para falar em nome do programa "Aprendizado Desconfortável". Após o cancelamento do convite, a Fox News publicou o discurso que eu tinha planejado dar, e a partir daí outras redes de notícias ao redor do país começaram a se interessar sobre o assunto.
Desde então, tem havido cobertura contínua sobre a insanidade que os chamados palestrantes controversos são forçados a suportar quando concordam em falar sobre Coisas Que São Verdadeiras Mas Jamais Devem Ser Ditas.
Depois de saber do fiasco no Williams College, um estudante do Bard College começou um programa semelhante ao do Williams e o chamou de "Conversas Difíceis". Quando me pediu para discursar, esse estudante me garantiu que o convite não seria cancelado. "Os estudantes do Bard não fazem essas coisas", escreveu em um e-mail.
E ele estava certo. Não houve nenhum cancelamento, e não houve protestos. Ninguém se feriu, nem fui interrompida enquanto falava. Foi tudo muito civilizado.
Quem dera esse fosse o final da história, mas não foi. Não pode ser. Pois embora eu louve o Bard College por me convidar e por ser civilizado, isso não basta para ser digno de aplauso. O propósito de ter um palestrante é que os estudantes aprendam alguma coisa, e não acredito que os estudantes tenham aprendido algo. Não é que eu não tenha defendido direito meu ponto de vista – falei sobre os fracassos do feminismo – mas por causa do que MacDonald escreveu.
O sistema educacional e seus lacaios impressionáveis vêem a cultura ocidental como inerentemente sexista. Desta forma, tudo que eu disse a favor da América, e em particular dos homens americanos, caiu em ouvidos surdos.
Eu desconfiei desde o momento que adentrei a sala que tal seria o caso, pois havia mais estudantes de cor do que estudantes brancos. E o feminismo é um jogo de mulher branca.
Seja como for, fui em frente. Que mais poderia fazer?
Minha mensagem geral sobre igualdade de gênero foi que esta era fútil por uma razão: ela ignora a biologia. Citei até mesmo a feminista dissidente Camille Paglia e mostrei aos estudantes um vídeo dela e Christina Sommers dizendo a mesma mensagem.
No entanto, de algum modo a seção de perguntas e respostas descambou numa discussão sobre raça, privilégio branco e "fluidez" de gênero. E ao invés de redirecionar os estudantes, tomei uma decisão imediata e respondi às questões de frente.
Quando lhes disse que é impossível mudar o sexo de alguém, que o sexo não é um sentimento mas um fato biológico, houve um arquejo coletivo na audiência. Afinal, está na moda acreditar que ser homem ou mulher é um rótulo arbitrário que enfia a pessoa dentro de uma caixa. Os estudantes acreditam nisso tão enfaticamente que era eu que parecia estar fora de órbita.
Não foi diferente quando a conversa se moveu para o conceito em voga conhecido como "masculinidade tóxica". Essa é a teoria de que "homens jovens carregam uma semente demoníaca dentro de si mesmos a qual apenas feministas sabem como remover", conforme escreve Chris Beck em "Feminismo Agora É Tóxico".
É exatamente isso o que os estudantes queriam que eu aceitasse. Uma mulher jovem foi direta em sua alegação de que os pais ensinam seus meninos a não expressarem suas emoções, e, como resultado disso, a masculinidade se torna "tóxica".
Depois de dar a entender que seu argumento seria melhor recebido se ela mesma fosse mãe, eu disse a essa estudante que os garotos e os homens tendem a ser estóicos por natureza – e que esta característica tinha vantagens pois havia tempos quando era melhor não ser emocional. Lutar nas guerras de nossa nação é um exemplo, eu disse.
Isso foi recebido com um espanto maior ainda. Era como se eu fosse um alienígena de outro planeta que não pudesse entender como as coisas funcionavam na terra. Era tarefa dos estudantes me esclarecerem, em outras palavras, e não o oposto.
E assim me achei em conflito sobre meu tempo passado no Bard. Sim, o silenciamento da expressão é um problema enorme nos campi nos dias de hoje – e o Bard realmente se destaca acima da confusão. Mas como MacDonald acrescenta, e como minha visita ao Bard o comprova, o silenciamento da expressão é apenas um sintoma de um fenômeno muito maior nos campi das faculdades: uma "profunda distorção da realidade".
No fim das contas, então, não importa se palestrantes são silenciados ou não. Porque as universidades estão tão divorciadas da realidade que elas não podem imaginar uma palavra do que aqueles palestrantes iriam dizer."
(Suzanne Venker, Campus Free Speech Is The Least Of It: What I Learned From My Visit To Bard)

Original em: http://dailycaller.com

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

O Pai


“No mundo estúpido em que vivemos - perfeitamente exemplificado pelo papa estúpido com quem vivemos - a diferença entre o amor paterno e o amor materno é cada vez mais negligenciada. Isso não é meramente um fenômeno religioso. Pelo contrário, eu diria que é o resultado do movimento de “emancipação”, que tornou o homem comum menos masculino, enquanto fazia a mulher comum menos feminina.
Há uma diferença fundamental entre o amor de um pai e de uma mãe. Em suma, consiste nisso: que, embora o amor da mãe seja incondicional e incondicionalmente indulgente, o amor do pai geralmente não é incondicional e, mais importante ainda, não é avesso ao castigo severo necessário, até o ponto da rejeição.
Não é por acaso que a religião cristã sempre identificou Deus como Pai não apenas de um ponto de vista bíblico, mas de um ponto de vista cotidiano; lá, onde a religião é vivida pelos homens e mulheres que trabalham nos campos e alimentam seus filhos. Da mesma forma, não é coincidência que outras religiões identifiquem Deus como mãe.
O cristianismo sempre ensinou que o amor de Deus por nós não exclui a punição final e infinitamente dura. Esse conceito é, devo dizer, viril até o âmago e, portanto, consciente ou instintivamente odiado por todas as feministas loucas que andam por aí, e por padres e prelados efeminados em todo o mundo. O próprio Francisco, em várias ocasiões, falou de um Deus totalmente perdoador e incondicionalmente dedicado que nossos antepassados mal reconheceriam como cristão.
Isso é profundamente anticristão e, portanto, totalmente errado. Vai contra dois mil anos de cristianismo. É uma paródia triste, patética, mas altamente corrosiva da nossa religião. É uma deformação monstruosa da Santíssima Trindade. Corrompe a percepção de Deus, destrói o medo d’Ele e se traduz em uma visão totalmente efeminada do certo e do errado. Essa visão efeminada do certo e do errado produz danos em todos os lugares, pois tudo o que é cristão, desde a pena de morte até a guerra justa, e do casamento até os muros é questionado como "muito severo".
O Papa Francisco não foi quem causou o problema aqui. Ele é apenas um dos muitos que perderam os conceitos básicos de Deus, Justiça e Verdade.
Mas precisamos condená-lo de maneira especial, porque ele trai a Cristo de um modo especialmente grave.”

https://mundabor.wordpress.com

domingo, 20 de agosto de 2017

Breve história do machismo


"As mulheres sempre foram exploradas pelos homens. Se há uma verdade que ninguém põe em dúvida, é essa. Dos solenes auditórios de Oxford ao programa do Faustão, do Collège de France à Banda de Ipanema, o mundo reafirma essa certeza, talvez a mais inquestionada que já passou pelo cérebro humano, se é que realmente passou por lá e não saiu direto dos úteros para as teses acadêmicas.
Não desejando me opor a tão augusta unanimidade, proponho-me aqui arrolar alguns fatos que podem reforçar, nos crentes de todos os sexos existentes e por inventar, seu sentimento de ódio ao macho heterossexual adulto, esse tipo execrável que nenhum sujeito a quem tenha acontecido a desventura de nascer no sexo masculino quer ser quando crescer.
Nosso relato começa na aurora dos tempos, em algum momento impreciso entre Neanderthal e Cro-Magnon. Nessas eras sombrias, começou a exploração da mulher. Eram tempos duros. Vivendo em tocas, as comunidades humanas eram constantemente assoladas pelos ataques das feras. Os machos, aproveitando-se de suas prerrogativas de classe dominante, logo trataram de assegurar para si os lugares mais confortáveis e seguros da ordem social: ficavam no interior das cavernas, os safados, fazendo comida para os bebês e penteando os cabelos, enquanto as pobres fêmeas, armadas tão-somente de porretes, saíam para enfrentar leões e ursos.
Quando a economia de coleta foi substituída pela agricultura e pela pecuária, novamente os homens deram uma de espertinhos, atribuindo às mulheres as tarefas mais pesadas, como a de carregar as pedras, domar os cavalos, abrir sulcos na terra com o arado, enquanto eles, os folgadinhos, ficavam em casa pintando potes e brincando de tecelagem. Coisa revoltante.
Quando os grandes impérios da antiguidade se dissolveram, cedendo lugar aos feudos perpetuamente em guerra uns com os outros, estes logo constituíram seus exércitos particulares, formados inteiramente de mulheres, enquanto os homens se abrigavam nos castelos e ali ficavam no bem-bom, curtindo os poemas que as guerreiras, nos intervalos dos combates, compunham em louvor de seus encantos varonis.
Quando alguém teve a extravagante idéia de cristianizar o mundo, tornando-se necessário para tanto enviar missionários a toda parte, onde arriscavam ser empalados pelos infiéis, esfaqueados pelos salteadores de estradas ou trucidados pelo auditório entediado com os seus sermões, foi novamente sobre as mulheres que recaiu o pesado encargo, enquanto os machos ficavam maquiavelicamente fazendo novenas ante os altares domésticos.
Idêntica exploração sofreram as infelizes por ocasião das cruzadas, onde, armadas de pesadíssimas armaduras, atravessaram os desertos para ser passadas a fio d'espada pelos mouros (ou antes, pelas mouras, já que o machismo dos sequazes de Maomé não era menor que o nosso). E as grandes navegações, então! Em demanda de ouro e diamantes para adornar os ociosos machos, bravas navegantes atravessavam os sete mares e davam combate a ferozes indígenas que, quando as comiam, – era porca miséria! – no sentido estritamente gastronômico da palavra.
Finalmente, quando o Estado moderno instituiu o recrutamento militar obrigatório, foi de mulheres que se formaram os exércitos estatais, com pena de guilhotina para as fujonas e recalcitrantes, tudo para que os homens pudessem ficar em casa lendo A Princesa de Clèves.
Há milênios, em suma, as mulheres morrem nos campos de batalha, carregam pedras, erguem edifícios, lutam com as feras, atravessam desertos, mares e florestas, sacrificando tudo por nós, os ociosos machos, aos quais não sobra nenhum desafio mais perigoso que o de sujar nossas mãozinhas nas fraldas dos nossos bebês.
Em troca do sacrifício de suas vidas, nossas heróicas defensoras não têm exigido de nós senão o direito de falar grosso em casa, de furar umas toalhas de mesa com pontas de cigarros e, eventualmente, de largar um par de meias no meio da sala para a gente catar."

http://www.olavodecarvalho.org

domingo, 25 de junho de 2017

O Ocidente obcecado pelo gênero se prepara para a ascensão do Islã


"Bem-vindo à “próxima fronteira da libertação“ progressista, onde o problema mais urgente nas democracias ocidentais é o “machismo”.
A Carolina do Norte sofreu um ano de boicotes, até vetar a lei do banheiro transgênero. No mês passado, a União Nacional dos Professores da Grã-Bretanha pediu ao governo para ensinar as crianças, a partir de dois anos de idade, as novas teorias dos transgêneros. Nova York apresentou recentemente a primeira “boneca trans”. As universidades americanas estão atormentadas com a histeria dos pronomes neutros. Até a National Geographic, em vez de escrever sobre leões e elefantes, começou a cobrir a “Revolução do Gênero”. Uma das primeiras medidas anunciadas por Emmanuel Macron, já como presidente eleito da França, foi a de que ele nomearia funcionários de uma lista para que houvesse um número “igual de homens e mulheres“.
Qual o significado dessa mania de gênero que está permeando todos os cantos da cultura e das sociedades ocidentais? Segundo Camille Paglia, crítica ao feminismo, trata-se de um sinal do declínio da civilização ocidental.
Em seu novo livro, Free Women, Free Men (Mulheres Livres, Homens Livres), ela assinala:
“As civilizações passaram por ciclos recorrentes. Experimentação extravagante de gênero às vezes precede o colapso cultural, como certamente ocorreu na República de Weimar (Alemanha). Hoje como ontem, há forças se alinhando nas fronteiras, multidões de fanáticos dispersos onde o culto da masculinidade heroica ainda tem apelo gigantesco”.
Ela então pergunta:
“Como é possível que tantos dos jovens mais ousados e radicais de hoje se definem apenas segundo a sua identidade sexual? Estamos diante de um colapso de perspectiva que certamente terá consequências destoantes na nossa arte e cultura, que talvez venha minar a capacidade das sociedades ocidentais de compreenderem ou reagirem às crenças veementemente contrárias de outros que não nos querem bem. Os fenômenos transgêneros se multiplicam e se espalham em fases ‘tardias’ da cultura, à medida que as tradições religiosas, políticas e familiares enfraquecem e as civilizações entram em declínio”.
Não é coincidência que essa obsessão com gênero tenha surgido na cultura ocidental na década de 1990, década de paz e prosperidade antes do 11 de setembro. A década estava livre de angústias existenciais, consumida pelo escândalo de Monica Lewinski e embevecida pelo “Fim da História” de Francis Fukuyama. De acordo com Rusty Reno, editor de First Things, a ideologia de gênero é um símbolo da nossa época de “enfraquecimento”, apontando para um futuro globalizado “governado pelos deuses do bem-estar da saúde, riqueza e do prazer”. Os sumos sacerdotes desta ideologia, no entanto, não levaram em conta a ascensão do Islã radical.
Antes das cidades francesas de Paris, Nice e Rouen serem atacadas por grupos jihadistas, o governo socialista francês tinha apenas uma prioridade cultural: o “ABC da igualdade de gênero“. O nome foi tirado de um programa polêmico que a ministra dos direitos da mulher da França, Najat Vallaud-Belkacem, havia lançado em 500 escolas.
Depois de aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o governo francês, ao que tudo indica, também achou por bem que deveria promover uma revolução cultural. De acordo com o Ministro da Educação, Benoît Hamon, que perdeu de forma humilhante as últimas eleições presidenciais, as escolas são “um campo de batalha. Metade dos alunos boicotaram as aulas de “teoria de gênero”. Na sequência as autoridades francesas impuseram aos alunos livros ridículos como Papai Usa Vestido. Seria engraçado se os anos seguintes não tivessem sido tão trágicos. O que de fato acabou com essas ilusões francesas foi o terrorismo islâmico.
O efeito sobre a cultura ocidental desta ideologia de gênero é o repúdio ao espírito crítico somado a um “apelo chinfrim ao sentimento contra a razão“. Essa é a cultura obcecada pelo gênero que se recusa a ver o burquíni como ferramenta islâmica e não só isso, ainda o transforma num símbolo dos direitos humanos. A consequência é que a ameaça jihadista é vista apenas como um transtorno inaceitável ao estilo de vida ocidental. A Europa corre o risco de perder todas as suas dádivas históricas: dignidade humana, livre arbítrio, liberdade de religião, liberdade de expressão e a sua colossal cultura.
As elites erotocráticas francesas não estavam preparadas para o que se mostrou ser o ataque terrorista mais violento desde o 11 de setembro. A França, obcecada com o “ABC da igualdade”, pronta para se desarmar, foi pega de surpresa quando terroristas a atacaram no dia em que ela comemorava a igualdade. Na França, simplesmente não havia resistência popular à Lei Islâmica (Sharia) e à ideologia jihadista. Intoxicados pela obsolescência da identidade, o único inimigo que essas elites francesas conheciam eram os privilégios patriarcais, uma vez que para elas o “domínio” era empreendido somente pelos homens brancos europeus.
A presidência de Emmanuel Macron já foi festejada por ativistas do gênero. “Macron é um sopro de ar fresco neste país”, ressaltou Natacha Henry, escritora de obras sobre o gênero, no New York Times. “Acho que ele venceu as eleições porque não fez nenhum tipo de comentário machista e é disso que precisamos”.
A anestesia oriunda de uma obsessão pelos direitos de gênero parece ter se tornado uma fixação de certos países quando ocorrem ataques terroristas. Logo depois que os jihadistas atacaram a Espanha em 2004 e a obrigaram a retirar suas tropas do Iraque, o governo socialista de José Luis Zapatero abraçou o estímulo da ideologia de gênero, incluindo-a nas aulas de “diversidade” benévolas aos gays nas escolas de ensino fundamental. O “Projeto Zapatero” baseava-se no desprezo da natureza, reinvenção do que é humano, exaltação do desejo. Os anos do ex-presidente dos EUA Barack Obama também foram marcados por uma “obsessão” com os direitos dos transgêneros. A obsessão com gênero é uma forma conveniente de desviar a atenção para evitar ter que enfrentar problemas mais complicados e menos agradáveis.
Há um ditado popular que diz que as civilizações podem ser destruídas de dentro em vez de serem destruídas por exércitos de fora. Se o Ocidente não se comprometer em preservar as sociedades e os valores ocidentais, ele cairá. E seu progresso extraordinário será coberto pela escuridão, junto com todos os direitos de gênero.
Segundo Camille Paglia, “uma cultura puramente secular corre o risco de cair no vazio e, paradoxalmente, se sujeitar à ascensão de movimentos fundamentalistas que ameaçam garantir purificar e disciplinar”. Tais como – digamos – o Islã radical."
(Giulio Meotti, The Gender Obsessed West Sets Itself Up for the Rise of Islam)

https://pt.gatestoneinstitute.org

terça-feira, 13 de junho de 2017

O feminismo desmascarado

“O historiador israelense Martin Van Creveld, de 57 anos, está acostumado a tratar de questões polêmicas. Professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, especialista em história militar, Van Creveld é chamado com freqüência para opinar sobre conflitos mundiais, como os que atingem seu país. Lecionou nos principais institutos de estratégia, civis ou militares, do mundo ocidental, incluindo a Escola de Guerra Naval dos Estados Unidos. Pesquisador respeitado, nos últimos anos Van Creveld tem se dedicado também a estudar outro tema explosivo: a guerra dos sexos. Em seu mais recente livro, O Sexo Privilegiado, publicado neste ano na Alemanha e recheado de estatísticas, ele defende que são os homens – não as mulheres – os verdadeiros oprimidos pela sociedade. Ph.D pela London School of Economics, da Inglaterra, e autor de dezessete livros, entre os quais obras de referência no meio acadêmico, como O Futuro das Guerras e As Mulheres e a Guerra, Van Creveld faz questão de dizer que é casado e vive muito feliz com sua esposa. Na entrevista a seguir, ele explica sua teoria antifeminista.
Veja – O senhor é conhecido como historiador militar. Como se interessou pelo tema da discriminação contra os homens?
Van Creveld – Tudo começou alguns anos atrás, quando escrevi um livro sobre as mulheres e as guerras. Achei esse tema tão interessante que decidi fazer outro livro sobre o assunto. Como todo mundo, eu achava que os homens realmente oprimiam as mulheres e queria descobrir como era possível que essa situação pudesse persistir por milênios. Só depois de meses de pesquisa descobri que as evidências não davam suporte a minha tese e que, na realidade, são as mulheres o verdadeiro sexo privilegiado.
Veja – E por que isso acontece?
Van Creveld – Simples. Os homens não podem existir sem as mulheres. Já as mulheres, enquanto houver um único doador de sêmen, podem existir perfeitamente sem os homens. Essa condição natural condenou o sexo masculino a trabalhar mais pesado para sustentar o sexo feminino. Também teve como resultado o fato de que os homens são tratados com mais rigidez na educação infantil e perante a Justiça, além de estarem sempre prontos a morrer pelas mulheres em tempos de guerra ou de paz.
Veja – Por outro lado, no passado as mulheres eram condenadas a ficar em casa, não tinham a opção de trabalhar. Em muitas sociedades, isso ainda acontece. Tal fato não prova que as mulheres é que são oprimidas pelo homem?
Van Creveld – Não. Salvo raríssimos casos, o homem também não pode escolher se vai trabalhar ou não. Trabalhar, para o homem, é obrigação. Segundo a Bíblia, o trabalho foi um castigo dado para Adão, não para Eva. Além disso, as donas-de-casa são privilegiadas. De todos os grupos da população, elas são as que detêm a maior segurança e tempo disponível para dedicar a si próprias. Mesmo nas sociedades modernas, em que as mulheres já estão espalhadas no mercado de trabalho, as funções mais pesadas e sujas são realizadas por homens. Nos Estados Unidos, 93% dos mortos em acidentes de trabalho são homens. Isso ajuda a explicar outro indício de que as mulheres são privilegiadas: os homens vivem, em média, menos que elas. Por fim, poucas mulheres estão dispostas a sustentar o companheiro. Nos Estados Unidos, apenas 10% das mulheres ganham mais que o marido, e as estatísticas mostram que o índice de divórcio nesses casos é muito alto.
Veja – E quanto às mulheres terem garantido o direito ao voto apenas recentemente?
Van Creveld – As mulheres são, em média, menos criativas. Isso explica por que são os homens os responsáveis por praticamente todas as grandes invenções, descobertas e inovações humanas. Os homens quase sempre iniciam algo; as mulheres quase sempre os imitam. Os homens inventaram o impressionismo e, depois, uma ou duas pintoras os imitaram. Os homens construíram e dirigiram carros, depois as mulheres quiseram dirigir também. Os homens inventaram os computadores e as mulheres aprenderam a usá-los. Os homens lutaram para ter direito ao voto. As mulheres ficaram com inveja e fizeram a mesma reivindicação.
Veja – Se as mulheres é que sempre concentraram os privilégios, por que elas lutam, através do feminismo, para mudar sua situação?
Van Creveld – Como os homens, elas também querem ter mais privilégios. Como são, em média, mais fracas fisicamente que os homens, sua estratégia preferida para fazer isso é reclamar. Isso significa que, se todos os homens fossem enjaulados e todas as mulheres fossem declaradas donas de cada homem, elas continuariam reclamando. Para elas, reclamar funciona. Desde criança elas são criadas para acreditar nisso. Quando um garoto chora, ele é desprezado. Já as meninas, quando choram, são consoladas. O que é o feminismo se não uma eterna lamentação?
Veja – O senhor acredita que no mundo moderno as mulheres são ainda mais privilegiadas que no passado?
Van Creveld – Em meu livro eu mostro que a sociedade sempre fez a vida dos homens ser mais difícil que a das mulheres. Desde o início dos tempos os homens foram criados para produzir e dar e as mulheres sempre para receber e reproduzir. Os homens sempre tentaram dar à companheira uma vida mais fácil, mais segura e mais confortável. Recentemente, o feminismo ajudou as mulheres a ter privilégios adicionais. Portanto, elas são, realmente, ainda mais privilegiadas que no passado e os homens, ainda mais oprimidos.
Veja – Em tempo de guerra, crianças e mulheres formam a parcela da população que mais sofre. É verdade?
Van Creveld – Não. Em quase todas as formas de conflito armado os homens morrem em muito maior número que as mulheres. Há outras formas de sofrimento, mas eu não acredito que alguma possa ser pior do que morrer. A impressão de que as mulheres sofrem mais vem do fato de que os mortos (os homens), ao contrário dos vivos (as mulheres), não podem reclamar.
Veja – Os homens concentram mais riqueza e poder que as mulheres. Isso o senhor não contesta?
Van Creveld – Não. Mas isso não serve de prova de discriminação contra as mulheres. Sabe-se que, por liberarem mais testosterona, os homens são mais agressivos e portanto mais competitivos que as mulheres. São também mais fortes fisicamente, o que permite que exerçam funções de liderança com menos esforço. Além disso, eles abandonam com menos freqüência uma carreira; as mulheres costumam sair do mercado de trabalho para satisfazer seu desejo de ter filhos e criá-los. Para completar, os estudos mostram que, se na média homens e mulheres são igualmente inteligentes, no grupo de pessoas com QI mais elevado, acima de 180, a proporção é de sete homens para cada mulher. Tudo isso explica por que os homens tendem a ocupar mais cargos de chefia e a ter mais facilidade para ganhar dinheiro.
Veja – Em sua vida pessoal, o senhor também se sente discriminado?
Van Creveld – Como homem, eu sou constantemente discriminado em todas as formas de benefícios sociais. Por exemplo, minha esposa tem direito à licença-maternidade, eu não. O plano de saúde de minha universidade é mais benevolente na cobertura de doenças femininas, como o câncer de mama, que de doenças masculinas, como o câncer de próstata. Além disso, em Israel, como em muitos outros países, existe a crença de que as mulheres amam seus filhos mais do que os pais são capazes de amar. Não existe nada que prove que isso é verdade. No entanto, as leis tornam praticamente impossível para um pai divorciado obter a custódia dos filhos. Eu passei por um divórcio. A dor de não ter conseguido a guarda de meus filhos vai me acompanhar até meu último dia de vida.
Veja – As feministas têm um arsenal de estatísticas para provar que são oprimidas. Elas apontam, por exemplo, o fato de que, em alguns países, todo dia 6.000 meninas sofrem dolorosas cirurgias nos órgãos genitais para não ter mais prazer com o sexo.
Van Creveld – A clitoridectomia, como é chamada essa operação, é algo que velhas mulheres, agindo como suas ancestrais, impõem a jovens mulheres. Os homens dificilmente estão envolvidos nisso. Além disso, simplesmente não é verdade que a operação priva a mulher de prazer no sexo. Na maioria dos casos, isso não acontece. É um mito. Não esqueça também que o número de garotas que passam por isso não se compara ao número de garotos que passam pelo processo de circuncisão. Por que ninguém se levanta contra esse hábito? A resposta é simples: nós, homens, somos feitos para aceitar a dor.
Veja – No passado, as mulheres não eram mandadas para a guerra. Agora, vemos cada vez com mais freqüência garotas cometendo ataques suicidas em Israel e na Rússia, por exemplo. As mulheres perderam o privilégio de ser defendidas em tempo de guerra?
Van Creveld – A resposta está na palavra "mandadas". No passado, e em muitos países até hoje em dia, um número incontável de homens é recrutado e "mandado" para a guerra. Isso nunca aconteceu com as mulheres. Mesmo em Israel, as poucas combatentes mulheres que temos são voluntárias. O mesmo acontece com as palestinas suicidas. Como em muitos outros terrenos da vida, as mulheres têm o direito de escolher, enquanto os homens têm de agir contra a vontade própria.
Veja – As feministas dizem que as mulheres são mais diplomáticas e menos violentas quando estão em funções de liderança ou que requeiram o uso da força. Nesse sentido, é interessante ter mulheres em corporações como a polícia e as Forças Armadas?
Van Creveld – Os machos são, em média, mais violentos que as fêmeas. Mas a história mostra que as líderes femininas estão fora do padrão médio das mulheres. Lembre-se de Indira Gandhi e Margaret Thatcher. Elas eram tão agressivas e belicosas quantos os homens, ou até mais. Mulheres que escolhem atuar na polícia, por exemplo, talvez tenham a mesma característica. Por outro lado, o corpo feminino é muito menos adequado para se envolver em situações de violência. No Exército americano, as recrutas têm só 55% de força na parte superior do corpo e 72% na parte inferior, em comparação aos homens. Ou seja, como os homens possuem maior capacidade de ganhar musculatura, em vez de o treinamento intensivo diminuir as diferenças entre os sexos, tende a aumentá-las ainda mais.
Veja – As mulheres, por questões físicas, são mais propensas a ser vítimas de abuso sexual que os homens. As feministas dizem que todo homem é um estuprador em potencial. O que o senhor acha disso?
Van Creveld – As mulheres, talvez por passarem mais tempo com os filhos, matam mais crianças que os homens. Alguém diz que toda mulher é uma assassina de crianças em potencial?
Veja – As estatísticas sobre agressões contra mulheres não colaboram com as teses feministas?
Van Creveld – Não as estatísticas que eu cito em meu livro. Pesquisas americanas e canadenses mostram que o número de agressões entre homens e mulheres é igual, 25% para cada sexo. Nos outros 50% dos casos, os ataques são mútuos. Além disso, 20% mais mulheres cometem danos graves aos seus parceiros. Mais: as mulheres cometem três vezes mais agressões com uso de armas do que os homens. Por fim, os homens, com medo de serem ridicularizados ou presos, costumam não dar queixa quando apanham de uma mulher.
Veja – A Justiça é mais branda com as mulheres?
Van Creveld – Sem dúvida. Em todas as sociedades modernas, as mulheres recebem menos condenações que os homens. E, quando são condenadas, cumprem penas menores do que outros homens que cometeram o mesmo crime. Na Inglaterra, entre 1984 e 1992, 23% das mulheres acusadas de homicídio foram absolvidas, enquanto apenas 4% dos homens foram considerados inocentes. Na Califórnia, nos Estados Unidos, em todo o século XX foram condenados à morte 468 criminosos. Apenas quatro eram do sexo feminino.
Veja – A discriminação contra o homem, da forma como o senhor a descreve, é um fato inalterável da natureza?
Van Creveld – Em muitos países, já existem movimentos para melhorar as condições de vida dos homens. Seu propósito é defender o sexo forte nas situações em que há mais discriminação, como nos divórcios e nas falsas acusações de abuso sexual ou de violência doméstica. Mas as coisas não tendem a mudar muito. O homem, como diz o provérbio árabe, é o jumento da casa. A natureza nos fez maiores, mais fortes e, nos casos extremos, até mais inteligentes. Tudo para sustentar e alimentar as mulheres. Afinal, antes disso uma mulher – nossa mãe – também nos carregou, nos alimentou e cuidou de nós.”
(Martin van Creveld, em entrevista à revista Veja de 1º de outubro de 2003)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

As podridões de Simone de Beauvoir

“Conforme os setores não feministas da sociedade vão se tornando cada vez mais expressivos e claros, os setores ainda não conscientes da natureza venenosa dessa ideologia reagem com um conjunto de argumentos que apenas revelam que a realidade fatual não é ainda inteiramente conhecida pelo público.
Algum tempo atrás, um grupo de feministas de cafeteria tentava me convencer que o feminismo não é tão mau quanto eu digo que é e que se eu apenas lesse mais sobre feminismo, eu eventualmente entenderia. Como um exemplo para apoiar essa tese, as citadas feministas me recomendaram que lesse os escritos de Simone de Beauvoir, a Marxista-feminista conhecida por seu livro O Segundo Sexo. Naturalmente aquelas feministas foram incapazes de conceber que alguém tivesse levado sua ideologia a sério o suficiente para ler sua literatura e então, racionalmente, acabar por rejeitá-la. Como para qualquer outro culto, tal coisa é inconcebível para os verdadeiros crentes da seita.
No cabeçalho desta postagem, uma série de alegações foi feita sobre a eminente feminista e é justo que se apresentem provas – o que é exatamente o que será feito nas linhas a seguir.
Entre 1943 e 1944, quando a França estava sob ocupação nazista, Simone de Beauvoir trabalhou como diretora de sonografia para a Rádio Vichy. Radio Vichy era a estação de rádio estatal na assim chamada zone libre (zona livre) da França, após a capitulação da República Francesa diante da Alemanha nazista em 1940. Dizemos “assim chamada” porque o regime de Vichy, embora teoricamente neutro do ponto de vista militar, era de fato um colaborador ativo do regime nazista e hoje é fato reconhecido por todos os lados envolvidos que a Rádio Vichy era porta-voz de fato da propaganda nazista nas ondas de rádio francesas.
Defensores de Beauvoir podem dizer que ela foi obrigada pelas circunstâncias a trabalhar lá, assim como muitos indivíduos agora alegam ter sido forçados a colaborar com a “Securitate” durante o regime comunista. Mas os manuscritos de Beauvoir durante o período, revelados posteriormente, contam uma história diferente.
Mesmo autores feministas, como a Dra. Ingrid Galster, que dedicou anos de sua vida a estudar Simone de Beauvoir, têm que admitir, mesmo a contragosto, que a atitude manifesta por Beauvoir como diretora de sonografia na máquina de propaganda nazista era, no mínimo, de colaboracionismo sutil e a forma pela qual ela chegou àquele trabalho não foi via coerção – mas sim por uma escolha perfeitamente consciente. Beauvoir já era membro do sindicato de funcionários públicos e poderia ter optado por trabalhar numa prefeitura, por exemplo. Mas ela tinha que escolher trabalhar em algo que não fosse ensinar, pois sua carreira como professora estava encerrada – apesar de já ter as qualificações e o prestígio necessário para ensinar, dado que ela tinha tido o segundo melhor desempenho como estudante de doutorado em sua geração, ficando apenas atrás de seu amante de toda a vida, Jean-Paul Sartre.
A razão pela qual ela não podia mais lecionar está relacionada exatamente à pedofilia e a Sartre. Em 1943, Simone de Beauvoir foi demitida por comportamento que levara a corrupção de menor.
Novamente, os apologistas de Beauvoir poderão apressar-se em dizer que o momento em 1943 foi um incidente singular ou, como já me disseram, um incidente simplesmente inventado pelos nazistas que não podiam suportá-la após entenderam que ela uma mulher marxista independente e empoderada. Mas isso está longe da verdade.
O interesse sexual de Beauvoir por crianças é um tema recorrente em toda sua vida. Ela estava entre os primeiros filósofos que tentaram unificar o gênero literário que se iniciou nos anos 1930 (e durou até os anos 1980 na Europa Ocidental) chamado pedofilia pedagógica feminina. Ela tentou essa unificação com seu ensaio “Brigitte Bardot e a Síndrome de Lolita”, publicada pela primeira vez na revista Esquire em 1959 e republicada várias vezes até meados dos anos 1970. Nesse ensaio, Beauvoir glorifica Brigitte Bardot por seu aspecto físico infantil, que retém a perfeita inocência inerente no mito da infância e então a apresenta como uma Houdini para meninas, que as liberaria e empoderaria para além das correntes que as subjugavam.
O ensaio de 1959 foi só o começo. Em 1977, Beauvoir, juntamente com a maior parte da intelligentsia marxista francesa, assinou uma petição exigindo nada mais, nada menos que a legalização da pedofilia e a libertação imediata de três indivíduos condenados a cumprir longas sentenças de prisão por explorar sexualmente vários meninos e meninas com idades entre 11 e 14 anos. A petição assinada por Beauvoir e Sartre, entre outros, foi publicada no Le Monde e dizia, entre outras coisas:
Um tempo tão longo de prisão para investigar um simples caso “vicioso” em que as crianças não foram vítimas de qualquer violência, mas ao contrário, testemunharam perante os magistrados que consentiram – embora a lei atualmente negue-lhes o direito de consentir – um tempo tão longo na prisão nós consideramos escandaloso em si. Hoje eles estão em risco de ser sentenciados a uma longa pena de prisão, por terem tido relações sexuais com menores, tanto meninos quanto meninas, ou por terem encorajado e tirado fotografias de suas brincadeiras sexuais. Nós acreditamos que há uma incongruência entre a designação como “crime”, que serve para legitimar tal severidade, e os fatos próprios; mais ainda entre a lei antiquada e a realidade cotidiana em uma sociedade que tende a conhecer sobre a sexualidade de crianças e adolescentes […].
Assim, na opinião de Beauvoir, crianças de 11 anos na França do final dos anos 1970 tendiam a ser seres sexuais. Desde que a puberdade não acontecia e até hoje ainda não ocorre naquela idade para a grande maioria das crianças, é condizente nomear a defesa feita por Beauvoir como nada além de uma advocacia da pedofilia, a despeito da definição escolhida para a palavra.
A petição de 1977 deflagrou toda uma discussão em nível da sociedade na França sobre as leis relativas à idade do consentimento, uma discussão em que os abolicionistas (entre os quais Beauvoir e seu amante) se uniram no Front de Libération des Pédophiles (FLIP – a Frente de Liberação dos Pedófilos) e as intenções dos membros da FLIP eram explicadas claramente por eles próprios na discussão transmitida em abril de 1978 pela Radio France Culture. A FLIP seria lembrada como uma pioneira no movimento dos pedófilos franceses, embora a organização em si não tenha durado muito devido a suas discordâncias internas.
Além de Beauvoir e Sartre, houve outras pessoas envolvidas na advocacia da pedofilia naquele período, inclusive pessoas que então acabaram por liderar os destinos da França – a exemplo de Bernard Kouchner e Jack Lang, respectivamente o Ministro da Saúde e o Ministro da Educação (!) no início dos anos 2000, no primeiro mandato de Jacques Chirac.
Tudo isso torna Beauvoir não apenas uma apologista da pedofilia, mas uma apoiadora atuante. Porém, o que faz dela uma abusadora é sua atividade de recrutar alunas, abusando-as e passando-as para Jean-Paul Sartre, às vezes separadamente, às vezes em ménage à trois integrado. O Telegraph escreve, numa crítica do livro de Carole Seymour-Jones, Simone de Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre (“Simone de Beauvoir? Conheça Jean-Paul Sartre”), um livro dedicado a analisar o relacionamento de Beauvoir com Sartre, o seguinte:
Por longos períodos, o casal se tornou um “trio”, embora os arranjos raramente funcionassem bem para a terceira parte envolvida: ao menos duas das ex-alunas de Beauvoir se viram a tornar-se primeiro suas amantes, então de Sartre, apenas para o casal fechar-lhes as portas, quando a diversão perdia a graça.[…]
Para Seymour-Jones, os casos de Beauvoir com suas estudantes não eram lésbicos, mas pedófilos em origem: ela as estava “preparando” para Sartre, na forma de “abuso infantil”
.
Para Beauvoir (assim como para Sartre), a idade não importava, contanto que as parceiras fossem mais jovens do que ela e Sartre. A possibilidade de que as outras pudessem se ferir ou ser exploradas não passava nem remotamente pelo radar da eminente feminista, que pensava que “preparar” garotas para Sartre lhes tirar a virgindade (palavras de Sartre, não minhas) era em si e por si um ato de empoderamento sexual para aquelas meninas.
Mas se as escapadas com sabor de nazismo e pedofilia não convencem você do caráter questionável de Beauvoir, vamos dar uma olhada em seus escritos feministas, que estão tão repletos de misoginia que é difícil encontrar equivalente em outros setores da sociedade. Este aspecto por si não é surpreendente, visto que feminismo é em si uma ideologia misógina. Mas, não vamos tergiversar.
O livro de cabeceira de Beauvoir, O Segundo Sexo, considerado por feministas contemporâneas “notavelmente atual” – tinha o seguinte a dizer sobre mulheres casadas:
A esposa se alimenta dele como um parasita; mas um parasita não é um mestre triunfante.
Mais de um quarto de século depois, em 1975, em um diálogo com outra feminista, Betty Friedan, Beauvoir esclareceria sua posição além de qualquer dúvida razoável. Em uma discussão sobre a forma de compensar as mães que ficam em casa e cuidam de crianças, Beauvoir respondeu de forma inequívoca:
Não, nós não cremos que qualquer mulher deva ter essa escolha. Nenhuma mulher deveria ser autorizada a ficar em casa para criar crianças. A Sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa escolha, exatamente porque se houver tal opção, mulheres demais irão fazê-la. É uma forma de forçar as mulheres em uma certa direção.
Está claro? Na visão da eminente feminista, as mulheres são um monte de criaturas inertes, incapazes de escolher o que é bom para elas como adultos responsáveis. De fato, ninguém além de Simone de Beauvoir e sua ideologia marxista-feminista sabe o que é melhor para as mulheres. Portanto, nenhuma mulher deveria ser autorizada a escolher qualquer coisa que contrarie Beauvoir.
No mesmo diálogo, ela é ainda mais clara:
Em minha opinião, enquanto a família e o mito da família e o mito da maternidade e o instinto maternal não forem destruídos, as mulheres continuarão a ser oprimidas.
Realmente o ódio de Beauvoir em relação à maternidade e às mães em geral é muito óbvio ao longo de todo o seu livro. Vejamos alguns exemplos:
A maternidade relega a mulher a uma existência sedentária; é natural para ela ficar em casa enquanto os homens caçam, pescam e vão à guerra.
[A mãe] é planta e animal, uma coleção de colóides, uma incubadora, um ovo; ela assusta as crianças que estão envolvidas com seus próprios corpos e provoca risos disfarçados de homens jovens, porque ela é um ser humano, consciência e liberdade, que se tornou um instrumento passivo da vida
.
E quando essa importante feminista começou a atacar os corpos das mulheres, ninguém a pôde parar:
A atitude física evocada pela servidão menstrual constitui um pesado aleijamento.
[…] o corpo de uma mulher – e especificamente uma menina – é um corpo “histérico” no sentido de que não há, por assim dizer, distância alguma entre a vida física e sua realização fisiológica. O turbilhão trazido pela descoberta, pela menina, dos problemas da puberdade, as exacerba. Porque seu corpo é suspeito para ela, ela o escrutina com ansiedade e o vê como doente: ele é doente.
As glândulas mamárias que se desenvolvem na puberdade não têm papel na economia individual da mulher: elas podem ser removidas a qualquer momento em sua vida
.
Beauvoir então passa a explicar em seu livro como é maligna e opressiva a família para o desenvolvimento de uma menina. Se o pai tem a audácia de ter orgulho e reconhecimento pelos sucessos de sua filha, isso é outra evidência da opressão e imposição de vassalagem para a filha em relação ao pai. Mas se os pais são relativamente poupados, as mães que ousam disciplinar suas filhas têm uma reprovação pior ainda da renomada feminista:
As mães – veremos – são cegamente hostis ao liberar suas filhas e, mais ou menos deliberadamente, atuam em persegui-las ainda mais; para o menino adolescente, o esforço para se tornar um homem é respeitado e ele já recebe grande liberdade. A menina é obrigada a ficar em casa; suas atividades externas são monitoradas.
Então, está claro? O fato de que alguns pais e mães não deixavam suas filhas saírem após certos horários na França ocupada por nazistas no meio da Segunda Guerra Mundial constitui opressão. E tenha em mente que Beauvoir minimiza este aspecto – sobre o qual ficam sérias dúvidas de que era generalizado – enquanto meninos de 13 e 14 anos estavam lutando na guerra, inclusive para mantê-la a salvo para poder escrever sua infame “filosofia” e produzir propaganda para o regime nazista – um regime que também mantinha meninos de 14 e 15 anos de idade em suas tropas. Fico quase tentado a dizer que ela deveria ter reconhecido seus privilégios. Mas não vou dizer.
A hipocrisia dessa mulher é fascinante em termos de estudo e revoltante ao mesmo tempo. Simone de Beauvoir, venerada até hoje como um grande ícone do “bom” feminismo dos anos 1960 e estudada nos “diálogos feministas” da Escola Nacional de Ciência Política e Administração Pública de Bucareste, defendeu com grande fervor o regime revolucionário de Ioseb Dzhugashvili (também chamado de Iosif Vissarionovich Stalin) até muito tempo após os horrores do Stalinismo terem se tornado conhecidos na Europa Ocidental.
Em outras palavras, enquanto tantos romenos deixados na URSS estavam sendo deportados para os Gulags, enquanto a elite intelectual do meu país estava sendo dizimada em campos de concentração como Râmnicu Sărat, Pitești ou Aiud e enquanto até mesmo meninos de 12 anos eram torturados em prisões comunistas por conspiração contra a ordem socialista, Simone de Beauvoir publicava O Segundo Sexo em que ela explicava como a liberação das mulheres estava intimamente relacionada ao destino do socialismo – ao mesmo tempo negando veementemente, juntamente com seu parceiro, as atrocidades stalinistas que ocorriam naquele mesmo momento. E nós, pagadores de impostos romenos, agora pagamos para estudantes irem àquela Escola de Ciência Política e Administração Pública e estudar essa pessoa desprezível, como se ela fosse alguém a se admirar. Bom, esse é um exemplo real de misoginia patrocinada pelo Estado! Mas eu tenho a impressão de que a elite feminista sente-se muito confortável com isso.
Prezadas feministas de cafeteria, se vocês nos recomendam ler Simone de Beauvoir como um exemplo de feminista “do bem”, então vocês ou não a leram e a estão mencionando apenas para parecer cultas, ou, ao contrário, vocês a leram e concordam com o que ela defendeu e nesse caso, qualquer ser humano normal e não feminista teria que ser, no mínimo do mínimo, insano, para acreditar que vocês têm as melhores intenções em mente.
A ousadia com que Beauvoir propõe nada menos que a proibição sumária de certas escolhas para mulheres por essas escolhas não caberem em sua linha ideológica é o exemplo absoluto de utopia doentia para quem água quente é um conceito novo e para quem o planeta gira em torno dela. E se não girar assim, então há um problema com o planeta e ele deve ser proibido. A verdade deve ser proibida se ela for “incorreta”.
Se essas feministas fossem realmente sinceras quando dizem que querem combater a misoginia e ampliar o espectro de escolhas para as mulheres, então começariam por jogar na lata de lixo da História todo o arsenal ideológico vindo de Simone de Beauvoir. Mas, não fazem isso e nunca farão, porque feminismo é hipócrita em seus melhores dias e totalitário por natureza e prática em seus dias comuns. E nos seus piores dias, o feminismo exige o extermínio dos homens.
Prezadas feministas, sua declaração pública de admiração por Simone de Beauvoir diz muito mais sobre vocês mesmas do que qualquer coisa que qualquer um pudesse jamais dizer. Vocês mais uma vez provam que os melhores argumentos antifeministas vêm diretamente das próprias feministas. E por isso, nós lhes estendemos nossos agradecimentos!”
(Lucian Vâlsan: Simone de Beauvoir: Nazista, Pedófila, Misândrica e Misógina)

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Como se realiza a reforma educativa em termos de ideologia de gênero

“Por ser uma antropologia falaz, o gênero só pode ser imposto pela força bruta – e não por força da razão. A chave para isso é o sistema educativo formal. E quanto menor a idade das crianças doutrinadas, mais promissores serão os resultados. Para implementá-la, foi realizada em muitos países – especialmente os menos desenvolvidos – uma reforma educativa integral. No caso dos países pobres, foi devidamente financiada pelos organismos multilaterais de crédito. Para garantir a eficácia, a reforma baseou-se nos seguintes pilares:
a) substituição dos planos de estudo – com ou sem modificação dos ciclos -, acrescentando algumas matérias – em geral de tecnologia – e eliminando outras – as de humanidades -, mudando a carga horária e modificando os programas das matérias;
b) a ideologia de gênero foi incorporada como conteúdo “transversal”. Essa estratégia “implica impregnar absolutamente toda a realidade educativa em conteúdos transversais, que devem estar presentes em toda grade curricular, constituindo-se no eixo em torno do qual gire a temática.” Sem eufemismos, foi dito que “se baseia numa estratégia multidimensional e transversal, de alcance nacional e gestão inter-setorial... Foi concebido como um programa multidimensional... que incide em todos os projetos e ações que o ministério desenvolve”;
c) como conseqüência lógica, todos os livros de texto tiveram que ser substituídos, adaptando-os aos novos programas;
d) todos os docentes, além disso, tiveram que ser “capacitados” novamente. Para garantir os resultados, as nomeações dos professores primários e secundários tornaram-se invalidadas. Para revalidá-las tinham que, num lapso determinado, cursar um número mínimo de créditos, atribuídos por diversos cursos de capacitação. O estado foi o principal, senão o único a ter autorização para realizar os cursos de capacitação docente.
Com um financiamento internacional abundante – a ser devolvido com seus juros -, foram modificados os planos e programas de estudo, incluindo a temática do gênero como um conteúdo que atravessa todas as matérias e ciclos. Além disso, todos os livros de texto foram substituídos pelos que contemplaram as modificações de programas e planos de estudo. E, finalmente, a maioria dos docentes foi treinada nessa ideologia.
Vejamos alguns textos que ilustram essa questão. Em alguns países, a proposta foi chegar a uma radicalização da educação mista: “Progressivamente fomos avançando para um enfoque coeducativo, cuja intenção é produzir mudanças nas identidades e papéis tanto de mulheres como de homens, afetando igualmente a vida pública e privada... Seus principais objetivos são: desenvolver as capacidades individuais independentes dos estereótipos genéricos e sustentar o surgimento de habilidades múltiplas e da confiança necessária para pô-las em prática.”
Para facilitar a tarefa, a proposta é começar com a “perspectiva de gênero”, desde a escola inicial, porque “modificando a personalidade da criança desde esse nível escolar, o resto da tarefa será muito mais fácil”, já que “nesta etapa as meninas e os meninos começam a ampliar seu espectro de saberes e de relações sociais. A escola enriquece o mundo do conhecido e pequenas (ou significativas) rupturas com os modelos e pautas transmitidas no lar podem começar a ser produzidas.” Mais claro é impossível.
E com relação à participação dos docentes, esta foi colocada sem ambigüidades: “O objetivo geral dos novos Conteúdos Básicos Comuns é modificar pela raiz a compreensão da realidade por parte do aluno, desde a mais tenra idade e em todo o país... Trata-se de uma mudança de mentalidade que deve começar pelo docente. Este deverá ser ‘atualizado’ e ‘capacitado’ para pode então ‘conduzir’ e ‘dirigir’ a mudança da mentalidade da criança.”
Este processo já está em curso. Como tudo o que concerne à educação, os resultados serão vistos dentro de alguns anos.”
(Jorge Scala, Ideologia de Gênero – O Neototalitarismo e a Morte da Família)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Confissão de uma feminista: "É necessário eliminar a natureza"

“Não se trata de sermos tolerantes e de que nos acostumemos a que aquele ou aquela que nasceu em um corpo que não é o seu, como agora se diz, mude de sexo mediante hormônios e cirurgia. Também não se trata de que os que nascem com uma inclinação para o mesmo sexo formem um casal e convivam como uma família a mais, gerando, adotando ou sem adotar. Não se trata de que nós nos adaptemos a um mundo onde, fora da família tradicional, coexistam outros tipos de família, como aqueles que citamos. Trata-se de mudar o mundo para libertar as mulheres. Para isso é necessário eliminar a natureza. E isso se consegue eliminando o casamento e a família tradicional. Isso se consegue fazendo lésbicas homossexuais e bissexuais desde o berço. O sexo é unicamente para o prazer. As relações sexuais devem ser polimorfas e livres. O aborto, livre também. Tudo vale neste novo mundo do gênero...”
(Magdalena del Amo, Déjame Nascer, citada no livro de Jorge Scala, Ideologia de Gênero – O Neototalitarismo e a Morte da Família)

domingo, 9 de março de 2014

Como os Rockefellers reengenharizaram as mulheres

“O Feminismo é um excelente exemplo de como o megacartel dos Rockefellers usa o incrível poder da mídia de massa (i.e propaganda) para o controle da sociedade.
No curto intervalo de 40 anos, muitas mulheres perderam contato com seus instintos naturais para o amor. Conseqüentemente, a família está à deriva, a depravação sexual está fora de controle e as taxas de natalidade despencaram.
Vou discorrer sobre o papel dos Rockefellers, mas antes precisamos lembrar que para uma mulher o amor é um ato instintivo de auto-sacrifício.
Ela se dá a seu marido e filhos e se satisfaz vendo-os prosperarem e recebendo seu amor, respeito e gratidão.
Uma mulher faz esse supremo sacrifício a um único homem que a tratará com carinho e sustentará sua família. Os homens querem instintivamente preencher essa responsabilidade.
Esta é a essência do contrato heterossexual (i.e casamento): poder feminino em troca de poder masculino expresso em amor. O sexo é o símbolo dessa ligação exclusiva. O casamento e a família podem não ser para todos, mas são o caminho natural para a maioria.
O Feminismo ensinou as mulheres a rejeitarem esse modelo como um "estereótipo ultrapassado e opressor" mesmo que ele reflita seus instintos naturais.
Na quinta-feira um escritor britânico contou ter ouvido duas jovens conversando:
"Todos os homens são inúteis hoje em dia", disse uma delas. "Sim", disse a outra. "O problema é que eles não ficaram à altura do desafio feminista. Não entendem que precisamos deles mais masculinos e ao invés disso eles simplesmente caíram fora."
Então essa é sua lógica? Se as mulheres são menos femininas, os homens serão mais masculinos? Homens não foram criados para combater mulheres. Eles precisam ser confirmados pelo consentimento e pela fé de uma mulher. Quando as mulheres constantemente os desafiam, os homens "caem fora" de casamento e família.
Agora que amor e casamento foram "desacreditados", as mulheres não têm mais nada a trocar por amor que não seja sexo. Assim, muitas estão anormalmente obcecadas com a aparência e pateticamente dão seus corpos para todo mundo.
O amor permanente não se baseia no encanto sexual de uma mulher, sua personalidade ou conquistas. No fim das contas, é baseado em auto-sacrifício. Amamos as pessoas que nos amam.
O panorama geral: os banqueiros centrais
As pessoas não percebem que Feminismo é doutrinação em massa porque não conseguem identificar o culpado, os meios ou o motivo.
Recentemente, Aaron Russo, produtor dos filmes de Bette Middler e de "América: da Liberdade ao Fascismo", identificou todos os três, confirmando o que venho dizendo.
Quando tentava recrutar Russo para o CFR, Nicholas Rockefeller disse-lhe que a fundação de sua família criara o movimento pela liberação das mulheres usando o controle da mídia de massa como parte de um plano de longo prazo para escravizar a humanidade. Ele admitiu que planeja inserir microchips em nós. Procure no Google "Rockefeller Foundation" e "Women’s Studies" e conseguirá meio milhão de citações.
O objetivo secreto do Feminismo é destruir a família, que interfere com a lavagem cerebral das crianças pelo Estado. Benefícios correlatos incluem despovoamento e alargamento da base tributária. Afastar dos homens seu papel de provedores também desestabiliza a família.
Uma drástica mudança de paradigma é necessária para entender o mundo. Os Rockefellers são parte de um cartel de bancos centrais privados que também controlam cartéis da mídia, militares, farmacêuticos e outros. Para protegerem seu monopólio de crédito e riqueza, eles estão instituindo um estado policial mundial ("governo mundial") usando o falso ataque de 11/9 e guerras sem fim como pretexto. Rockefeller falou desse plano a Russo um ano antes de 11/9.
O poeta Charles Peguy disse, "Tudo começa em fé e termina em política." O cartel dos bancos precisa de uma filosofia que justifique acorrentar a humanidade. Essa filosofia é o Satanismo. O cartel controla o mundo através de uma rede de sociedades ocultistas ligadas à Maçonaria, ao Comunismo, ao Vaticano e à Judiaria organizada (Bnai Brith, ADL, AJC, Sionismo). O grupo ocultista mais elevado é conhecido como os Illuminati.
A cultura ocidental moderna baseia-se na Maçonaria, que ensina que o homem, e não Deus, determina a realidade. (Naturalmente, eles precisam rejeitar leis naturais e espirituais para afirmar seu próprio controle.) Eles perceberam que as pessoas são criaturas hesitantes e maleáveis que preferem acreditar no que lhes contam a confiar em sua própria percepção. Assim, a mídia promove com sucesso os valores homossexuais em conflito com nossos instintos naturais.
A mídia erradica o amor
Toda faceta da mídia de massa (filmes, TV, revistas, música, comerciais, notícias) é usada para controle social com o objetivo final da escravidão. Há uma conexão direta entre o que aconteceu na Rússia comunista e o que está acontecendo na América de hoje. Em ambos os casos o cartel dos bancos centrais está asseverando seu controle totalitário.
A função da mídia de massa é nos distrair disso, da iminente guerra com o Irã e da União Norte Americana. Atualmente, a distração é a balbúrdia do aquecimento global.
Para destruir a família, a mídia convenceu as mulheres de que elas não podiam confiar no contrato heterossexual.
Myrna Blyth foi editora chefe do "Ladies Home Journal" de 1981 a 2002. Em seu livro "Spin Sisters" (2004) ela diz que a mídia vendeu às mulheres "uma carreira exatamente do mesmo modo insistente com que a Dona-de-Casa Feliz havia sido vendida às suas mães".
Os Illuminati minaram os instintos naturais de amor das mulheres usando os seguintes mantras:
1. *Não se pode mais confiar nos homens.* Usando a "Lifetime Network" como exemplo, Blyth concluiu que "todos os homens são 1) ratos infiéis, 2) monstros abusivos, 3) desonestos e imprestáveis, ou 4) todos os acima. As mulheres, por sua vez, eram.... empreendedoras sem coração que triunfavam apesar dos homens das cavernas que... querem mantê-las em seu lugar."
2. *As mulheres são vítimas por causa de seu sexo.* Blyth diz que a mídia passa “uma mensagem em alto e bom som. Porque somos mulheres, permanecemos vítimas em nossas vidas privadas, no trabalho, na sociedade como um todo.” Assim, as mulheres devem ter um sentimento de queixa, direito e rebelião. A mesma tática foi usada para manipular judeus, negros, trabalhadores e homossexuais. (...)
3. *As mulheres devem ser egoístas.* “Libertação e narcisismo se uniram”. Blyth diz que divertimento passou a significar “tempo para você mesma, ou talvez com uma das amigas, mas definitivamente sem o marido e os filhos... Inúmeros artigos pregaram o novo evangelho feminista, de que satisfazer a si mesma é uma parte importante de ser uma mulher saudável e bem resolvida.”
4.*O sexo não está reservado para o amor e o casamento.* Revistas como Glamour e Cosmopolitan instigam as mulheres a “transarem no primeiro encontro”, “flertarem abertamente com os homens” e serem atletas na cama. Não há discussão sobre casamento ou família. Tais mulheres não serão capazes de confiar em homem nenhum para se renderem ao amor.
5.*A auto-satisfação reside no sucesso profissional e não em marido e família.* “As recompensas sociais de manter-se no emprego são essenciais para o sentido da própria dignidade e da auto-estima”, pontificou Betty Friedan. De fato, “a maioria dos trabalhos é profundamente comum”, observa Blyth. (Não estou dizendo que as mulheres não possam ter empregos, apenas elas não deveriam ser induzidas a não terem famílias, se as quisessem ter.)
Assim, muitas mulheres são esquizofrênicas quando tentam reconciliar seus instintos naturais com uma constante exortação a fazer o oposto. Os destroços – famílias desestruturadas e pessoas disfuncionais – espalham-se por todo lado.
Enquanto isso, a revista Playboy etc enviou uma mensagem semelhante para os homens. Você não precisa estar casado para ter sexo. Casamento e filhos são um aborrecimento.
Conclusão
Essa insistência consistente da mídia é lavagem cerebral organizada. A sociedade foi totalmente subvertida pelo cartel central dos bancos usando um culto satânico, a Maçonaria, para selecionar seus lacaios. A maioria dos maçons não sabe dessa verdade, mas os donos da mídia de massa sabem de primeira mão.
Costumávamos dizer, “tão americano quanto maternidade e torta de maçã.” Só os satanistas atacariam a maternidade. Longe de dar poder às mulheres, o Feminismo dessexualizou muitas. Despojou-as de um papel seguro e honrado e reduziu-as a objetos sexuais e trabalhadoras substituíveis.
Os luciferianos promovem rebelião porque estão desafiando o que é natural e saudável. Como seu símbolo, Lúcifer, eles desejam brincar de Deus.
O amor de Deus pode ser visto na dedicação de uma mulher a seu marido e filhos. É por isso que os banqueiros precisam destruí-la.”
(Henry Makow, How The Rockefellers Re-Engineered Women)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

As portas do inferno contra a família

“O movimento feminista moderno teve sua origem nos Estados Unidos, quando da publicação do livro “The Feminine Mystique” (O Mito da Feminilidade), de autoria de Betty Friedan, que muitos consideram “A Mãe” do atual movimento feminista. Ao adotar a nova filosofia do “eu primeiro”, ela propôs às mulheres que somente poderiam sentir-se “verdadeiramente realizadas” e felizes se alcançassem vitórias fora do lar, e que ser esposa e mãe era o mais indigno e degradante de todos os trabalhos que a mulher poderia realizar.
O novo feminismo chegou à conclusão de que a mulher somente poderia chegar ao máximo potencial caso se liberasse da “carga” da maternidade. O primeiro passo era que aceitassem como prioridades novos objetivos materialistas e egocêntricos. As feministas buscaram o modo de remover todos os “obstáculos” para poder triunfar, e entre esses se encontrava a possibilidade de uma gravidez que podia interromper a obtenção de triunfos no mundo dos homens. Como as novas feministas buscavam a igualdade com o homem e a capacidade de ser mãe é precisamente o que mais distingue a mulher do homem, a maternidade se transformou para elas no maior obstáculo. A partir de então a sexualidade e a reprodução já não foram consideradas pelas feministas radicais como dons de Deus; os filhos passaram a ser vistos como uma carga e não uma bênção, e as relações sexuais sem medo da gravidez como um “direito” absoluto. Por isso as novas feministas começaram a exigir, primeiro, o “direito” à contracepção e, mais tarde, seguindo o mesmo raciocínio falso, o aborto a qualquer momento e por qualquer motivo.
Um resumo da teoria de Friedan seria o seguinte:
1. Uma revolução social, uma reforma da imagem feminina deve acontecer, para que não haja conflitos de satisfação sexual.
2. A cultura existente não permite à mulher ser um ser humano pleno.
3. A personalidade humana deve se desenvolver sem regras morais ou religião.
4. O matrimônio não é uma vocação.
5. Ser esposa e mãe é um “papel”.
6. O conceito cristão de feminilidade deve ser descartado.
7. A mãe que trabalha é melhor mãe que as 100% dedicadas aos filhos.
8. A mulher deve enfrentar os “preconceitos religiosos”.
9. A religião usa “a técnica manipuladora da psicoterapia” para que a mulher não se libere; o inimigo a vencer e a destruir é a Igreja Católica.
10. Que fazer para destruir a Igreja? Surge o feminismo espiritual – e é aqui que se encontra a base das exigências das mulheres a respeito do sacerdócio, em uma idéia errada do feminismo religioso – segundo o qual o conceito de liberdade deve incluir uma reforma a favor da ordenação das mulheres sacerdotisas. É por isso que se acusa a Igreja de ser sexista e patriarcal.
Uma ideologia marxista
No começo da década de sessenta, a mulher norte-americana começou a batalha para adquirir os mesmos direitos dos homens, o mesmo acesso à educação e o mesmo salário pelo mesmo trabalho, metas valiosas que continuam sendo respaldadas hoje em dia pela grande maioria das mulheres. Porém, no final daquela década, esse mesmo movimento passou às mãos de um grupo radical que adotou a análise marxista de poder e transformação social.
Em seu livro “The Dialectic of Sex” (A Dialética do Sexo), a feminista radical Shulamith Firestone aplicou a ideologia marxista clássica às relações entre os gêneros. Segundo a ideologia marxista, a família patriarcal foi a primeira opressão e a causa de todas as demais opressões. Essa ideologia propunha então a eliminação da propriedade privada (para debilitar a base econômica da família encabeçada pelo pai), a legalização do divórcio, a aceitação dos filhos ilegítimos, a integração de toda mulher na força laboral, o estabelecimento de creches grátis 24 horas por dia e a eliminação da religião, para assim (misturando diversos aspectos, nem todos necessariamente maus) destruir a família e eliminar as classes e demais forças “opressoras”.
Contudo, segundo Firestone, Marx não foi às últimas conseqüências de seu argumento. Se a família é a causa de toda opressão, então é necessário, dizia, atacá-la diretamente. De acordo com sua análise, é na família que os filhos ficam expostos pela primeira vez ao dualismo de classes. Na figura do pai os filhos vêem a classe opressora, que se beneficia do trabalho (reprodução) da classe oprimida, a “mãe”. Os “filhos” são a classe mais oprimida. Portanto, os filhos nascidos em famílias tradicionais, segundo Firestone, estão socialmente condicionados a aceitar a distinção de classes.
Firestone entendia claramente que sua guerra era uma guerra contra a natureza e, embora reconhecesse que a família está enraizada em realidades biológicas, como o fato de que somente a mulher pode engravidar, ainda assim acreditava que a mulher poderia conseguir sua “liberação”. Isso se faria através: 1) da absoluta revolução sexual de classes, não somente através da eliminação do privilégio masculino, mas também eliminando a distinção mesma do sexo; 2) do absoluto “controle da reprodução” da mulher, incluindo o aborto a qualquer momento e por qualquer motivo; 3) da total liberação sexual, que inclui o direito absoluto do indivíduo de ter relações sexuais com outros indivíduos sem importar a idade, o número de pessoas, o estado civil ou as relações familiares (incesto) ou o gênero. Alguns estimam que 40% das mulheres que compõem o movimento feminista são lésbicas.
Os direitos das lésbicas
Como se isso não bastasse, constatou-se como o atual movimento feminista fez dos direitos das lésbicas uma de suas prioridades principais, incluindo o de adotar filhos e constituir família, com todos os direitos legais dos quais a família tradicional desfruta. Em 1998, durante a Conferência Nacional dos Direitos das Lésbicas, patrocinada pela principal organização feminista dos Estados Unidos, a “N.O.W” (Organização Nacional da Mulher), a referida instituição não somente adotou os direitos das lésbicas como prioridade, como seus dirigentes afirmaram em uma publicação oficial de tal instituição: “Toda mulher deve estar disposta a identificar-se como lésbica, se for uma verdadeira feminista... mulher nenhuma está livre para ser mulher até que todas as lésbicas tenham a liberdade de ser lésbicas.”
As lésbicas, que não podem conceber, aceitaram ajudar as mulheres heterossexuais a exigir seu “direito ao aborto” e, uma vez obtido este, a conservá-lo a todo custo. Em troca dessa ajuda, as feministas heterossexuais pró-abortistas se comprometeram a lutar pelos “direitos” das lésbicas. Estabeleceu-se uma “aliança” que bem poderia ter sido planejada no próprio inferno.
Uma das organizações militantes mais radicais de homens homossexuais, “AIDS Coalition to Unleash Power” (Coalição da AIDS para Desencadear o Poder), oferece às pró-abortistas a ajuda de seus membros contra os que protestam contra o aborto em frente às clínicas, em troca do apoio das feministas na campanha de terror dirigida contra as igrejas nos Estados Unidos. Em muitos casos, os homossexuais e as lésbicas ativistas, segundo se noticiou, são os mais violentos defensores do aborto, dão pontapés, cospem ou mordem os que vão aos centros de aborto manifestar sua oposição a este. A coalizão de homossexuais já mencionada ganhou fama quando seus membros se uniram aos pró-abortistas para gritar insultos e obscenidades aos paroquianos que foram à missa de 10 de dezembro de 1989 na Catedral de São Patrício em New York. Quando começou o sermão do cardeal John O'Connor, os homossexuais interromperam a celebração da Santa Missa, pondo-se de pé nos bancos, gritando, levantando os punhos ameaçadoramente e atirando preservativos ao altar. Um dos ativistas homossexuais apoderou-se da comunhão, rompeu a hóstia em duas e a atirou ao chão.
Estas são algumas das causas que levaram à crise da sociedade, minando o sagrado seio da família, que se converteu verdadeiramente em uma das instituições mais atacadas por Satanás.”
(Luis Eduardo López Padilla, Movimiento Feminista vs. Familia)