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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Cai em Roma o teto da igreja titular do Cardeal Coccopalmerio


"Se tens duvidado de nossa tese de que a Igreja do Vaticano II está implodindo, agora podemos oferecer uma confirmação literal disso. Informa-se na mídia italiana e internacional que o teto da igreja de São José Artesão (San Giuseppe dei Falegnami), em Roma, caiu. Esta igreja foi construída sobre a chamada Prisão Mamertina, onde os Santos Pedro e Paulo estiveram encarcerados antes de seus respectivos martírios. Mais interessante ainda é que esta é a igreja titular do Cardeal Francesco Coccopalmerio.
Um artigo inicial da Reuters afirma: "O teto de uma igreja construída sobre uma antiga prisão na qual se diz que esteve preso São Pedro antes de sua crucificação caiu na quinta-feira em Roma. Não há notícia de feridos." A foto mostrada acima foi publicada pelo site italiano askanews.it. (...)
O Pe. Cocopalmerio, agora com 80 anos, foi criado cardeal Novus Ordo por Bento XVI em 2012 e se aposentou no princípio deste ano como presidente do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos. Coccopalmerio é um notório defensor de Amoris Lætitia, sugeriu que os sacramentos não deveriam ser considerados válidos ou inválidos, e foi notícia em 2017 quando seu secretário, um tal Mons. Luigi Capozzi, foi preso pela polícia do Vaticano por "organizar uma orgia homossexual na qual se consumiu cocaína em um apartamento dentro de um edifício exatamente ao lado da Basílica de São Pedro". Ontem mesmo foi revelado que o Papa Francisco "havia sido informado com antecedência por alguém sobre os problemas de Luigi Capozzi", mas de qualquer modo permitiu-lhe ter o apartamento próximo a São Pedro."

https://caballerodelainmaculada.blogspot.com

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

As grandes epidemias da história


“Em virtude das condições sanitárias das cidades e do desconhecimento da etiologia das doenças infecciosas, grandes epidemias assolaram as Nações no passado, dizimando suas populações, limitando o crescimento demográfico, e mudando, muitas vezes, o curso da história.
Tais epidemias foram genericamente rotuladas de peste, embora muitas delas não tenham sido causadas pelo bacilo da peste (Yersinia pestis) e fossem, provavelmente, epidemias de varíola, tifo exantemático, cólera, malária ou febre tifóide.
Possivelmente a primeira notícia sobre a peste bubônica seja a narrativa que se encontra na Bíblia sobre a praga que acometeu os filisteus. Estes tomaram dos hebreus a arca do Senhor e foram castigados. "A mão do Senhor veio contra aquela cidade, com uma grande vexação; pois feriu aos homens daquela cidade, desde o pequeno até ao grande e tinham hemorróidas nas partes secretas" (Samuel 1:6.9). Decidiram, então, devolver a arca, com a oferta de 5 ratos de ouro e 5 hemorróidas de ouro. "Fazei, pois, umas imagens das vossas hemorróidas e as imagens dos vossos ratos, que andam destruindo a terra, e dai glória ao Deus de Israel" (Samuel 1:6.5). E os hebreus também foram vitimados pela peste após receberem a arca de volta. "E feriu o Senhor os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor, até ferir do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera grande estrago entre o povo (Samuel 1:6.19).
É digno de nota o fato de que os povos daquela época já haviam estabelecido ligação entre os ratos e a peste; do contrário, a oferta de expiação não seria constituída de hemorróidas (bubões) e de ratos. Aliás, esta ligação já havia sido referida em textos antigos da medicina hindu (Susruta, 1000 d.C.)
A palavra Epholim do texto original hebraico tem o sentido de inchação, tumefação, e poderia referir-se a gânglios enfartados (bubões na região inguinal) e não a uma afecção benigna como as hemorróidas. Os gânglios inflamados ou bubões, que caracterizam a peste é que lhe valeram o nome de peste bubônica.
Em edições mais recentes da Bíblia, os seus organizadores tiveram o bom senso de trocar "hemorróidas" por "tumores" (A Bíblia Sangrada. Trad. de João Ferreira de Almeida, 4a. edição, revista e atualizada no Brasil. Milwaukee, Spanish Publications, Inc., 1993, p. 302-3).
As maiores epidemias registradas pelos historiadores foram a peste de Atenas, a peste de Siracusa, a peste Antonina, a peste do século III, a peste Justiniana e a Peste Negra do século XIV. No interregno entre as citadas epidemias, outras de menor vulto foram registradas.
Peste de Atenas
A peste de Atenas ocorreu em 428 a.C. e foi narrada por Tucídides, em seu livro "A guerra do Peloponeso". O relato que deixou da epidemia é tão rico de informações que merece ser conhecido no texto original. Vejamos algumas passagens:
[...] "No começo do verão, os peloponesos e seus aliados invadiram o território da Ática. Firmaram seu campo e dominaram o país. Poucos dias depois, sobreveio aos atenienses uma terrível epidemia, a qual atacou primeiro a cidade de Lemos e outros lugares. Jamais se vira em parte alguma açoite semelhante e vítimas tão numerosas; os médicos nada podiam fazer, pois de princípio desconheciam a natureza da enfermidade e além disso foram os primeiros a ter contato com os doentes e morreram em primeiro lugar. A ciência humana mostrou-se incapaz; em vão se elevavam orações nos templos e se dirigiam preces aos oráculos. Finalmente, tudo foi renunciado ante a força da epidemia.
[...] Em geral, o indivíduo no gozo de perfeita saúde via-se subitamente presa dos seguintes sintomas: sentia em primeiro lugar violenta dor de cabeça; os olhos ficavam vermelhos e inflamados; a língua e a faringe assumiam aspecto sanguinolento; a respiração tornava-se irregular e o hálito fétido. Seguiam-se espirros e rouquidão. Pouco depois a dor se localizava no peito, acompanhada de tosse violenta; quando atingia o estômago, provocava náuseas e vômitos com regurgitação de bile. Quase todos os doentes eram acometidos por crises de soluços e convulsões de intensidade variável de um caso a outro. A pele não se mostrava muito quente ao tato nem também lívida, mas avermelhada e cheia de erupções com o formato de pequenas empolas (pústulas) e feridas. O calor intenso era tão pronunciado que o contato da roupa se tornava intolerável. Os doentes ficavam despidos e somente desejavam atirar-se na água fria, o que muitos faziam...". "A maior parte morria ao cabo de 7 a 9 dias consumida pelo fogo interior. Nos que ultrapassavam aquele termo, o mal descia aos intestinos, provocando ulcerações acompanhadas de diarréia rebelde que os levava à morte por debilidade.
[...] A enfermidade desconhecida castigava com tal violência que desconcertava a natureza humana. Os pássaros e os animais carnívoros não tocavam nos cadáveres apesar da infinidade deles que ficavam insepultos. Se algum os tocava caía morto.
[...] Nenhum temperamento, robusto ou débil, resistiu à enfermidade. Todos adoeciam, qualquer que fosse o regime adotado. O mais grave era o desespero que se apossava da pessoa ao sentir-se atacado: imediatamente perdia a esperança e, em lugar de resistir, entregava-se inteiramente. Contaminavam-se mutuamente e morriam como rebanhos.
As conseqüências da peste foram desastrosas para Atenas. Uma das vítimas da epidemia foi Péricles, o grande estadista, sob cujo governo a civilização grega atingiu o seu apogeu.
Muito se tem discutido sobre a verdadeira natureza desta epidemia de Atenas. A doença que mais se aproxima do quadro clínico descrito por Tucídides é o tifo exantemático; todavia, investigações recentes, utilizando técnicas avançadas de biologia molecular, sugerem tratar-se de febre tifóide. Papagrigoraks e col., em 2006, examinando a polpa dentária de esqueletos exumados de um antigo cemitério de Atenas da época da epidemia, detectaram, pela técnica de amplificação do DNA, a sequência genômica da Salmonella enterica serovar typhi, tendo sido negativas as pesquisas para os agentes da peste, tifo, antraz, tuberculose, varíola bovina e bartonelose.
Peste de Siracusa
Ocorreu no ano 396 a.C, quando o exército cartaginês sitiou Siracusa, na Itália. A doença surgiu entre os soldados, espalhando-se rapidamente entre eles e dizimou o exército. Manifestava-se inicialmente com sintomas respiratórios, febre, tumefação do pescoço, dores nas costas. A seguir sobrevinham disenteria e erupção pustulosa em toda a superfície do corpo e, por vezes, delírio. Os soldados morriam ao fim do quarto ao sexto dia, com sofrimentos atrozes. O Império Romano foi o grande beneficiário dessa epidemia, vencendo facilmente os invasores.
Peste Antonina
Assim chamada por ter surgido no século II d.C, quando dirigia o Império Romano o Imperador Marco Aurélio, da linhagem dos antoninos. Causou grande devastação à cidade de Roma em 166 d..C., estendeu-se a toda a Itália e, após um declínio temporário, recrudesceu rm 189 d.C.
Foi contemporânea de Galeno, quem assim descreveu os sintomas apresentados pelos doentes: "Ardor inflamatório nos olhos; vermelhidão sui generis da cavidade bucal e da língua; aversão pelos alimentos; sede inextinguível; temperatura exterior normal, contrastando com a sensação de abrasamento interior; pele avermelhada e úmida; tosse violenta e rouquidão; sinais de flegmásia laringobrônquica; fetidez do hálito; erupção geral de pústulas, seguida de ulcerações; inflamação da mucosa intestinal; vômitos de matérias biliosas; diarréia da mesma natureza, esgotando as forças; gangrenas parciais e separação espontânea dos órgãos mortificados; perturbações variadas das faculdades intelectuais; delírio tranqüilo ou furioso e término funesto do sétimo ao nono dia". Vê-se que há certa semelhança do quadro clínico com o da peste de Atenas. Uma das vítimas da peste Antonina foi o próprio Imperador, Marco Aurélio.
A peste do século III
Oriunda do Egito, rapidamente se espalhou à Grécia, norte da África e Itália nos anos de 251 a 266. d.C., devastando o Império Romano. São Cipriano, bispo de Cartago, deixou a seguinte descrição da doença: "Iniciava-se por um fluxo de ventre que esgotava as forças. Os doentes queixavam-se de intolerável calor interno. Logo se declarava angina dolorosa; vômitos se acompanhavam de dores nas entranhas; os olhos injetados de sangue. Em muitos doentes, os pés ou outras partes atingidas pela gangrena, destacavam-se espontaneamente. Alquebrados, os infelizes eram tomados de um estado de fraqueza que lhes tornava a marcha vacilante. Uns perdiam a audição, e outros a visão. Em Roma e em certas cidades da Grécia, morriam até 5.000 pessoas por dia".
Peste justiniana
A peste justiniana foi assim chamada por ter-se iniciado no Império bizantino, ao tempo do Imperador Justiniano, no ano de 542 d.C. Espalhou-se pelos países asiáticos e europeus, porém não teve a importância da grande epidemia do século XIV. Ao atingir Constantinopla, capital do Império (hoje Istambul), no ano de 542, chegou a causar cerca de 10.000 mortes por dia. O pouco que se sabe sobre esta peste se deve ao relato de Procopius, um arquivista do Império. Assim descreve os principais sintomas: "Subitamente os doentes apresentam febre ligeira; passado um dia ou mais surge um bubão em ambas as regiões, inguinal e axilar, ou em outra parate do corpo...a partir daí há diferenças individuais; alguns entram em coma, outros em delírio...Alguns morrem logo, outros depois de muitos dias; e os corpos de alguns mostram bolhas negras do tamanho de uma lentilha... e muitos morrem vomitando sangue..." Este relato de Procopius sugere tratar-se de epidemia causada pelo bacilo Yersinia pestis.
Peste negra do século XIV
Esta foi a maior, a mais trágica epidemia que a História registra, tendo produzido um morticínio sem paralelo. Foi chamada peste negra pelas manchas escuras que apareciam na pele dos enfermos. Como em outras epidemias, teve início na Ásia Central, espalhando-se por via terrestre e marítima em todas as direções. Em 1334 causou 5.000.000 de mortes na Mongólia e no norte da China. Houve grande mortandade na Mesopotâmia e na Síria, cujas estradas ficaram juncadas de cadáveres dos que fugiam das cidades. No Cairo os mortos eram atirados em valas comuns e em Alexandria os cadáveres ficaram insepultos. Calcula-se em 24 milhões o número de mortos nos países do Oriente.
Em 1347 a epidemia alcançou a Criméia, o arquipélago grego e a Sicília. Em 1348 embarcações genovesas procedentes da Criméia aportaram em Marselha, no sul da França, ali disseminando a doença. Em um ano, a maior parte da população de Marselha foi dizimada pela peste.
Em 1348 a peste chegou ao centro e ao norte da Itália e dali se estendeu a toda a Europa. Em sua caminhada devastadora, semeou a desolação e a morte nos campos e nas cidades. Povoados inteiros se transformaram em cemitérios.Calcula-se que a Europa tenha perdido. pelo menos. um terço de sua população.
Esta epidemia inspirou o livro DECAMERÃO, de Giovanni Bocaccio, que viveu de 1313 a 1375. As cenas que descreve no prólogo do livro se passam na cidade de Florença, na Itália. Eis alguns trechos:
"A peste, atirada sobre os homens por justa cólera divina e para nossa exemplificação, tivera início nas regiões orientais. Incansável, fora de um lugar para outro, e estendera-se de forma miserável para o Ocidente. [...] Nenhuma prevenção foi válida, nem valeu a pena qualquer providência dos homens".
Assim descreve Bocaccio os sintomas:
"Apareciam, no começo, tanto em homens como nas mulheres, ou na virilha ou nas axilas, algumas inchações. Algumas destas cresciam como maçãs, outras como um ovo; cresciam umas mais, outras menos; chamava-as o povo de bubões. Em seguida o aspecto da doença começou a alterar-se; começou a colocar manchas de cor negra ou lívidas nos enfermos. Tais manchas estavam nos braços, nas coxas e em outros lugares do corpo. Em algumas pessoas as manchas apareciam grandes e esparsas; em outras eram pequenas e abundantes. E, do mesmo modo como, a princípio, o bubão fora e ainda era indício inevitável de morte, também as manchas passaram a ser mortais".
Retrata, a seguir, a situação de caos que se instalou na cidade:
Entre tanta aflição e tanta miséria de nossa cidade, a autoridade das leis, quer divinas quer humanas desmoronara e dissolvera-se. Ministros e executores das leis, tanto quanto outros homens, todos estavam mortos, ou doentes, ou haviam perdido os seus familiares e assim não podiam exercer nenhuma função. Em conseqüência de tal situação permitia-se a todos fazer aquilo que melhor lhes aprouvesse.
Uma das maiores dificuldades era dar sepultura aos mortos:
"Para dar sepultura a grande quantidade de corpos já não era suficiente a terra sagrada junto às Igrejas; por isso passaram-se a edificar Igrejas nos cemitérios; punham-se nessas Igrejas, às centenas, os cadáveres que iam chegando; e eles eram empilhados como as mercadorias nos navios".
Em Avignon, na França, vivia Guy de Chauliac, o mais famoso cirurgião dessa época, médico do Papa Clemente VI. Chauliac sobreviveu à peste e deixou o seguinte relato:
"A grande mortandade teve início em Avignon em janeiro de 1348. A epidemia se apresentou de duas maneiras. Nos primeiros dois meses manifestava-se com febre e expectoração sanguinolenta e os doentes morriam em 3 dias; decorrido esse tempo manifestou-se com febre contínua e inchação nas axilas e nas virilhas e os doentes morriam em 5 dias. Era tão contagiosa que se propagava rapidamente de uma pessoa a outra; o pai não ia ver seu filho nem o filho a seu pai; a caridade desaparecera por completo". E continua: "Não se sabia qual a causa desta grande mortandade. Em alguns lugares pensava-se que os judeus haviam envenenado o mundo e por isso os mataram".
Durante a epidemia, o povo, desesperado, procurava uma explicação para a calamidade. Para alguns tratava-se de castigo divino, punição dos pecados, aproximação do Apocalipse. Para outros, os culpados seriam os judeus, os quais foram perseguidos e trucidados. Somente em Borgonha, na França, foram mortos cerca de 50.000 deles.
Atribuía-se, também, a disseminação da peste a pessoas que estariam contaminando as portas, bancos, paredes, com ungüento pestífero. Muitos suspeitos foram queimados vivos ou enforcados. Em Koenisberg, na Alemanha, uma criada que havia transmitido a peste a seus patrões foi enforcada depois de morta e a seguir queimada. Na Itália, o conde que governava a Calábria decretou que todo pestoso fosse conduzido ao campo para ali morrer ou sarar, e ainda confiscou os bens dos que haviam adquirido a peste.
No meio de tanto desespero e irracionalidade, houve alguns episódios edificantes. Muitos médicos se dispuseram a atender os pestosos com risco da própria vida.. Adotavam para isso roupas e máscaras especiais. Alguns dentre eles evitavam aproximar-se dos enfermos. Prescreviam à distância e lancetavam os bubões com facas de até 1,80 m de comprimento. Frades capuchinhos e jesuítas cuidaram dos pestosos em Marselha, correndo todos os riscos. Foi fundada a Confraria dos Loucos, que invocava a proteção de São Sebastião para combater o medo da morte. São Roque foi escolhido o padroeiro dos pestosos. Tratava-se de um jovem que havia adquirido a peste em Roma e havia se retirado para um bosque para morrer. Foi alimentado por um cão, que lhe levava pedaços de pão e conseguiu recuperar-se.
As conseqüências sociais, demográficas, econômicas, culturais e religiosas dessa grande calamidade que se abateu sobre os povos da Ásia e da Europa, foram imensas. As cidades e os campos ficaram despovoados; famílias inteiras se extinguiram; casas e propriedades rurais ficaram vazias e abandonadas, sem herdeiros legais; a produção agrícola e industrial reduziu-se enormemente; houve escassez de alimentos e de bens de consumo; a nobreza se empobreceu; reduziram-se os efetivos militares e houve ascensão da burguesia que explorava o comércio. O poder da Igreja se enfraqueceu com a redução numérica do clero e houve sensíveis mudanças nos costumes e no comportamento das pessoas.
A peste negra foi a maior, mas não a última das epidemias. A doença perseverou sob a forma endêmica por muitos anos e outras epidemias menores, localizadas, foram registradas nos séculos seguintes. Citam-se como surtos mais importantes a peste de Milão, Brescia e Veneza no século XVI; a peste de Nápoles, em 1656; a peste de Londres em 1655 (setenta mil mortes); a de Viena em 1713, e a de Marselha em 1720, que matou metade de sua população.
Entre 1894 e 1912 houve uma outra pandemia que teve início na India que se estendeu à China (10 milhões de mortes). de onde trasladou-se para a costa do Pacífico, nos Estados Unidos. No Brasil, a peste entrou pelo porto de Santos em 1899 e propagou-se a outras cidades litorâneas. A partir de 1906 foi banida dos centros urbanos, persistindo como enzootia em pequenos focos endêmicos residuais na zona rural.
O terrível flagelo da peste inspirou a imaginação criativa de pintores famosos. Os quadros mais notáveis são: A peste em Atenas, do pintor belga Michael Sweerts (1624-1664), A peste em Nápoles, de Domenico Gargiulo (1612-1679), O triunfo da morte, do pintor belga Peter Breugel (1510-1569), e São Roque, de Bartolomeo Mantegna (1450-1523). Inspirou igualmente Albert Camus, prêmio Nobel de literatura, a escrever uma de suas obras mais conhecidas: "A peste".
No Novo Continente as mais importantes epidemias foram as de varíola, trazidas pelos colonizadores espanhóis e portugueses, que dizimaram as populações indígenas, e a de febre amarela, que atingiu os membros da expedição de Cristóvão Colombo e se espalhou para outros países do continente, inclusive o Brasil. Finalmente cabe mencionar a pandemia de gripe, chamada gripe espanhola, oriunda da Europa, em 1918, após a Primeira Guerra Mundial, com cerca de 20 milhões de vítimas."
(Joffre Marcondes de Rezende, À Sombra do Plátano: Crônicas de História da Medicina)

domingo, 21 de dezembro de 2014

O país mais violento do mundo

"O Brasil não chega a ter 3% da população do planeta, mas tem 11% dos assassinatos. E se a gente dividir 52 mil assassinados por 365 dias, vamos ter a média de 143 mortos por dia. Campeões mundiais. Não há guerra hoje no mundo que produza isso. Só a capital de São Paulo teve 1.220 homicídios no ano passado. Isso equivale a três vezes o total do ano passado da França e o dobro da Espanha e da Itália. Isso só para citar países de língua latina. Isso é assustador, mas o pior de tudo é que parece que nós nos acostumamos com esse absurdo. Parece que as nossas vidas não têm valor. E uma das causas dessa barbaridade é a impunidade. E uma das causas da impunidade é a investigação policial ainda com métodos antiquados e carentes de meios científicos para produzir provas. Aí sobram o testemunho, que pode ser subjetivo, falho, e o flagrante. O resultado é uma inversão em relação aos resultados europeus. Lá, 81% dos homicídios são resolvidos. Aqui, mais de 90% permanecem insolúveis. Quer dizer: quem pretende matar intencionalmente ou de acordo com as circunstâncias sabe que tem 9 chances em 10 de não enfrentar o Código Penal, nem ir para a cadeia."
(Alexandre Garcia, no Bom Dia Brasil de 11.04.2014)

domingo, 4 de maio de 2014

Sinais dos tempos

“Em 2005, um 'crucifixo' deformado, feito pelo escultor judeu Enrico Job para celebrar a visita de João Paulo II a Brescia, foi erguido próximo à aldeia vizinha de Cevo.
O 'crucifixo' deformado, que trazia uma imagem dependurada de Cristo, subia de uma base de chamas de metal esculpidas e não para cima em direção ao céu, mas arqueava para frente, caindo em direção ao chão, talvez como símbolo da teologia antropocêntrica deformada de João Paulo II.
Naquela ocasião, João Paulo II pronunciou um discurso no qual teve como certa uma futura “beatificação” e “canonização” de Paulo IV, que presidiu ao antropocêntrico, em vez de teocêntrico, Concílio Vaticano II.
O ‘crucifixo’ de Cevo daquele dia em diante tornou-se um símbolo da intenção e determinação da Igreja Conciliar de ‘canonizar’ Paulo VI, cuja ‘beatificação’ está marcada para outubro de 2014.
Em 24 de abril de 2014, apenas três dias antes das ‘canonizações’ de João XXIII e João Paulo II, esse símbolo horroroso que ofende a Redenção de Cristo e o mais sagrado sinal da Fé quebrou-se e espatifou-se.
O ‘crucifixo’ deformado, erguido em homenagem a João Paulo II e ‘dedicado’ por ele a Paulo VI, rompeu-se e veio abaixo, matando um jovem que vivia em uma rua curiosamente chamada João XXIII.”
http://carmelbooks.blogspot.com.br

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

São João Eudes e o maior sinal da ira de Deus

“O maior sinal da ira de Deus sobre um povo e a mais terrível punição que sobre ele pode descarregar neste mundo é permitir que, em castigo por seus crimes, venha a cair nas mãos de pastores que mais o são de nome do que de fato, que mais exercitam contra ele a crueldade de lobos famintos que a caridade de solícitos pastores, e que, em lugar de o alimentar cuidadosamente, o dilacera e devora com crueldade; que, em vez de levar o povo a Deus, o vende a Satanás; que em lugar de o encaminhar para o Céu, o arrasta com eles para o inferno; e, em vez de serem o sal da terra e a luz do mundo, são seu veneno e suas trevas.
Porque nós, sacerdotes e pastores, disse São Gregório, o grande, seremos condenados diante de Deus como "assassinos das almas que, todos os dias, vão para a morte eterna pelo nosso silêncio e nossa negligência". Diz também este mesmo Santo: “Nada há que tanto ultraje a Nosso Senhor (e, por conseguinte, que mais provoque Sua ira e atraia mais maldições sobre os pastores e sobre o rebanho, sobre os sacerdotes e sobre o povo) como os exemplos de uma vida depravada dados por quem Ele estabeleceu para correção dos demais; quando pecam os que devem reprimir pecados; quando os sacerdotes não cuidam da salvação das almas, quando não se preocupam mais do que em satisfazer as suas inclinações, quando todas as suas afeições terminam em coisas da terra; quando se alimentam com avidez da vã estima dos homens; quando para satisfazerem as suas ambições abandonam os trabalhos de Deus para se entregarem aos do mundo; quando, ocupando um lugar de santidade, se ocupam de questões terrenas e profanas e não mais pregam a verdadeira fé, a única que indica o Caminho, a Verdade e a Vida.
Quando Deus permite que isto suceda é prova muito certa de que está encolerizado contra o seu povo, sendo este o maior castigo que lhe pode enviar neste mundo. Por isso Nosso Senhor diz incessantemente a todos os católicos: "Convertei-vos a Mim e dar-vos-ei pastores segundo o Meu Coração". O maior efeito da misericórdia de Deus dirigido a Seu povo e a mais preciosa graça que pode outorgar-lhe é dar-lhe sacerdotes segundo Seu Coração, que não buscam mais do que Sua glória e a eterna salvação das almas.”

http://missatridentinaembetim.blogspot.com.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O grande pecado contra o Espírito Santo e sua punição

“A queda de Constantinopla e sua destruição é um exemplo notável da terrível punição infligida por Deus aos que pecam contra o Espírito Santo.
Os gregos, liderados por seus Patriarcas Fócio e Cerulário, negavam a divindade do Espírito Santo e, depois de haverem aparentemente renunciado ao erro, caíram de novo no mesmo pecado. Foram então ameaçados pelo Papa Nicolau V com a ira de Deus se não se arrependessem. Mas obstinadamente se recusaram a fazê-lo.
Três anos depois, em 1453, Maomé II, à frente de um formidável exército muçulmano, cercou a cidade e, após uma luta feroz, derrotou os gregos e capturou Constantinopla – no mesmo dia da festa do Espírito Santo. Massacres terríveis, pilhagens e incêndios duraram três dias seguidos, reduzindo os habitantes a uma situação desesperadora. Maomé, no quarto dia, entrou na cidade, tomou posse do Palácio Imperial e transformou a catedral numa mesquita.
Constantinopla tem estado desde então sob o jugo dos turcos por mais de 500 anos.”
(Pe. Paul O'Sullivan, O.P, The Holy Ghost Our Greatest Friend: He Who Loves Us Best)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Norte e Nordeste registram mais da metade dos assassinatos de jovens no país

“Em uma década, as regiões Norte e Nordeste viram o índice de homicídio mais que duplicar e, juntos, os 16 Estados passaram a responder por mais da metade dos assassinatos de jovens de até 19 anos registrados no Brasil.
Os dados constam no levantamento “Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil”, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Sangari, e são considerados dados oficiais pelo Ministério da Justiça. O levantamento mostra que aumentou 376% o índice de adolescentes e crianças assassinados entre 2010 e 1980.
Somados, os crimes das duas regiões, em 2010, representaram 51,2% dos 8.686 homicídios brasileiros de jovens. Foi a primeira vez que Norte e Nordeste - que concentram apenas 35% da população - registraram, juntos, mais da metade dos homicídios brasileiros. A pesquisa traz números desde 1980.
Nos últimos anos, as estatísticas apontam que a violência migrou dos grandes centros urbanos do Sudeste para as regiões mais pobres do Brasil. Em 2008, o Nordeste passou a liderar o ranking absoluto de homicídios contra jovens no país, superando o Sudeste.
Segundo o levantamento, em 2010 o Nordeste registrou recorde de assassinatos de jovens, com 3.428 casos - 114% a mais que o número de 2000. No mesmo período, o Sudeste viu o número de mortes violentas cair de 4.880 para 2.487 - queda de 49%.
No Norte, o aumento da violência foi ainda mais expressivo, saltando de 437 homicídios, em 2000, para 1.020 dez anos depois - 133% a mais. Nas duas regiões, apenas os Estados de Pernambuco (-20,4%) e Roraima (-46,9%) apresentaram redução de homicídios. Todos os demais Estados apresentaram alta, especialmente a Bahia, onde o número absoluto aumentou em 576% - o maior crescimento do país.
Taxas
Levando em conta a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes, o Nordeste registrou média de 17,8 assassinatos, a maior entre as cinco regiões, chegando a 34,8 em Alagoas - Estado com maior índice. A região registrou, em 10 anos, um aumento de 137% na taxa, referência internacional na contabilidade de mortes violentas. Já no Norte, a taxa chegou a 15,5 - aumento de 123%, enquanto o país apresenta índice menor: 13,8.
O índice torna-se ainda mais assustador quando comparados apenas os dados das capitais, onde a violência está ainda mais concentrada nas duas regiões. Somente as nove capitais do Nordeste tiveram 1.548 assassinatos - 46% do total das capitais, com aumento de 124% em 10 anos. Nas cidades-polo do Norte, foram 455 homicídios. Ao todo, o país registrou 3.306 mortes violentas de jovens nas capitais, o que representa uma queda de 11,1% em 10 anos.
Interiorização
No estudo, o pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz explica que o Brasil passou a viver, nos últimos anos, um fenômeno chamado “interiorização da violência.” Segundo ele, a tendência apontada nos dados revela uma mudança não só para cidades do interior, mas para Estados menores e de menor estrutura de combate ao crime.
“A partir de 2004 já indicávamos uma mudança nos padrões de evolução da violência homicida no país. Se até 1996 o crescimento dos homicídios centrava-se nas capitais e nos grandes conglomerados metropolitanos, entre 1996 e 2003 esse crescimento praticamente estagna e o dinamismo se transfere aos municípios do interior dos estados. Esses mesmos fatores parecem impulsionar um segundo tipo de desconcentração, agora entre os Estados, que denominamos disseminação”, explica.
Segundo Waiselfisz, houve uma migração dos “polos dinâmicos da violência”, que antes se concentrava em um limitado número de capitais e/ou grandes regiões metropolitanas. “[A violência migrou] para regiões menos protegidas, seja no interior dos Estados, seja para outras unidades federativas. Regionalmente, o panorama vai de fortes quedas, como a evidenciada pela região Sudeste, onde homicídios de crianças e adolescentes despencam 64,7%, até o Nordeste, onde, longe de cair, as taxas crescem de forma assustadora.”
O pesquisador alerta ainda que a situação é mais preocupante entre as capitais, onde as diferenças são mais significativas. “As taxas de São Paulo despencam de 36 homicídios de crianças e adolescentes em 100 mil para 5,3: queda de 85,2%. No outro extremo, descontando Palmas, que, por sua recente constituição, apresenta índices pouco confiáveis no início da década, teríamos Natal, que mais que decuplica seus índices, ou Salvador, com 819% de aumento na década”, diz.”

http://paraiba.com.br/