segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Frederico II da Prússia, a maçonaria e a revolução francesa


“A história da França desde a Revolução Francesa permite uma ilustração impressionante do que vimos ser o mot d’ordre das forças naturalistas ou anti-sobrenaturalistas – favorecer durante algum tempo uma Potência Protestante a fim de arruinar uma Potência Católica. Na obra maçônica já mencionada, As Constituições da Maçonaria ou Ahiman Rezon, publicada pela Grande Loja da Irlanda em 1858, são dadas algumas datas importantes que devem ser aqui relembradas. Aprendemos que Frederico, o Grande da Prússia foi iniciado em 1738 e que em 1761 pediu a seu representante que convocasse um Grande Consistório de Príncipes do Segredo Real em Paris, a fim de dar uma patente ao Irmão Stephen Morin para que apresentasse aquele sistema ao mundo. Por fim, em 1762, Frederico, Rei da Prússia, foi proclamado Grande Inspetor Geral Soberano, 33º grau, para ambos hemisférios. Essas datas são mencionadas porque Frederico, o Grande usou toda sua influência na Maçonaria para instigar a preparação da Revolução e enfraquecer a França. Além disso, ele fez tudo em seu poder para separar a França da Áustria e desfazer os efeitos benéficos causados pelo casamento de Maria Antonieta com o futuro rei, Luís XVI, em 1770. Quão poucos percebem que por trás dos esforços para tornar Maria Antonieta impopular e provocar tais exclamações como “A bas l’Autrichienne!” estava a figura sinistra daquele patife cínico, o Rei da Prússia!
E menos ainda compreendem que a perseguição à infeliz filha de Maria Teresa até a morte foi apenas um episódio no extenso e prolongado esquema, no qual a protestante Berlim tomou o lugar da católica Viena como capital cultural dos povos de língua alemã. “O ódio da Rainha a tudo que traz o nome prussiano”, escreveu o embaixador alemão, Barão von Alvensleben, “é indisputável”. Esse foi um dos grandes crimes da infeliz Rainha – que ela era anti-prussiana. Os franceses que ainda insultam sua memória deveriam se lembrar de que ela foi o primeiro e maior obstáculo àqueles planos de dominação européia que, originando-se em Frederico, o Grande, culminaram nas agressões de 1870 e 1914. Maria Antonieta pagou caro por sua aversão à Prússia. Não pode haver dúvida nenhuma que algumas das calúnias e panfletos sediciosos publicados contra ela, antes e durante a revolução, foram postos em circulação por Von der Goltz, o embaixador prussiano, pela instigação do Rei da Prússia. Havia, assim, um duplo esforço de influência alemã funcionando nos bastidores da Revolução Francesa – um político, o outro filosófico. O primeiro, inspirado por Frederico, o Grande e executado por Von der Goltz; o segundo, inspirado por Weishaupt e conduzido por Anarcharsis Clootz, o prussiano enviado a Paris para esse propósito.”
(Rev. Denis Fahey, C.S.Sp, The Mystical Body of Christ and the Reorganization of Society)

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