domingo, 15 de dezembro de 2019

A Retardada do Ano

“A Grande Cretina obteve a maior honra que um mundo estúpido, ímpio e obcecado poderia lhe conceder à parte o Prêmio Nobel: o prêmio “Pessoa do Ano” da Revista Time.
As pessoas em Hong Kong estão arriscando suas vidas para combaterem uma ditadura comunista opressora, mas as fantasias da bourgeoisie deste Século XXI que bebe champanhe e voa de jatinho são mais importantes que a liberdade.
Essa garota claramente subdotada, mas extremamente arrogante, que não freqüenta a escola por sabe-se lá qual motivo falso, agora dará mais um passo em direção a seu provável fim: loucura, vício ou suicídio. Esse é, com muita frequência, o destino de pessoas com cérebro insuficiente para entender que elas não são especiais, o mundo não gira em torno delas e a indústria da mídia as abandonará assim que uma nova atração de circo mais estimulante e promissora for encontrada.
Também não encontro motivo para justificar ou absolver essa garota monstruosamente petulante. Ela tem idade suficiente e, quaisquer que sejam seus desafios mentais (nunca uma palavra foi tão apropriada), tem consciência suficiente para saber que está errada, e mesmo assim recrudesce em sua arrogante insistência de ser ouvida com sua insolência, ainda mais arrogante, de persuadir o mundo inteiro de que está errado. A Princesa Retardada certamente não faz concessões conosco, os proletários que pensam.
Estou muito feliz por ter roubado seus sonhos. O que é um sonho para ela é um pesadelo orwelliano para pessoas de pensamentos sãos, ainda otimistas apesar das desgraças. Ela passará seus próximos anos em uma mistura irreal de adulação, exploração e, acima de tudo, manipulação, até o momento devastador em que perceber que não era nada mais que uma idiota útil de grupos industriais e conspiradores políticos.
Não vou chorar quando o fardo a esmagar. Aos sete, e certamente aos dez, uma criança pode cometer um pecado mortal. Na sua idade, ela deveria perceber não apenas a grande estupidez, mas - e isso me deixa mais irritado - a surpreendente arrogância de uma jovem que pensa que o mundo inteiro lhe deve obediência.
Vá embora, você e seus sonhos, Greta.
Você é apenas uma ferramenta estúpida, insolente e cega de pessoas muito mais inteligentes que você, mas com a mesma falta de vergonha.”

Original em https://mundabor.wordpress.com

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O fim da liberdade de expressão nos campi americanos


"No Wall Street Journal do final de semana passado, Heather MacDonald escreve o seguinte sobre o atual problema das universidades americanas cancelando palestras de conferencistas cujas opiniões não concordam com as delas:
A intolerância no campus é em sua origem não um fenômeno psicológico, mas ideológico. Em seu centro está uma visão de mundo que percebe a cultura ocidental como endemicamente racista e sexista. O objetivo preponderante do sistema educacional é ensinar jovens que se encontram em uma lista sempre crescente de classificações de vítimas oficiais a se considerarem existencialmente oprimidos.
MacDonald está 100% correta – eu fiquei cara a cara com este fato apenas duas semanas atrás quando discursei no Bard College em Nova York.
Antes, um pouco de contexto. Em outubro de 2015, fui convidada pelo Williams College – depois desconvidada, e em seguida convidada de novo (eu recusei) – para falar em nome do programa "Aprendizado Desconfortável". Após o cancelamento do convite, a Fox News publicou o discurso que eu tinha planejado dar, e a partir daí outras redes de notícias ao redor do país começaram a se interessar sobre o assunto.
Desde então, tem havido cobertura contínua sobre a insanidade que os chamados palestrantes controversos são forçados a suportar quando concordam em falar sobre Coisas Que São Verdadeiras Mas Jamais Devem Ser Ditas.
Depois de saber do fiasco no Williams College, um estudante do Bard College começou um programa semelhante ao do Williams e o chamou de "Conversas Difíceis". Quando me pediu para discursar, esse estudante me garantiu que o convite não seria cancelado. "Os estudantes do Bard não fazem essas coisas", escreveu em um e-mail.
E ele estava certo. Não houve nenhum cancelamento, e não houve protestos. Ninguém se feriu, nem fui interrompida enquanto falava. Foi tudo muito civilizado.
Quem dera esse fosse o final da história, mas não foi. Não pode ser. Pois embora eu louve o Bard College por me convidar e por ser civilizado, isso não basta para ser digno de aplauso. O propósito de ter um palestrante é que os estudantes aprendam alguma coisa, e não acredito que os estudantes tenham aprendido algo. Não é que eu não tenha defendido direito meu ponto de vista – falei sobre os fracassos do feminismo – mas por causa do que MacDonald escreveu.
O sistema educacional e seus lacaios impressionáveis vêem a cultura ocidental como inerentemente sexista. Desta forma, tudo que eu disse a favor da América, e em particular dos homens americanos, caiu em ouvidos surdos.
Eu desconfiei desde o momento que adentrei a sala que tal seria o caso, pois havia mais estudantes de cor do que estudantes brancos. E o feminismo é um jogo de mulher branca.
Seja como for, fui em frente. Que mais poderia fazer?
Minha mensagem geral sobre igualdade de gênero foi que esta era fútil por uma razão: ela ignora a biologia. Citei até mesmo a feminista dissidente Camille Paglia e mostrei aos estudantes um vídeo dela e Christina Sommers dizendo a mesma mensagem.
No entanto, de algum modo a seção de perguntas e respostas descambou numa discussão sobre raça, privilégio branco e "fluidez" de gênero. E ao invés de redirecionar os estudantes, tomei uma decisão imediata e respondi às questões de frente.
Quando lhes disse que é impossível mudar o sexo de alguém, que o sexo não é um sentimento mas um fato biológico, houve um arquejo coletivo na audiência. Afinal, está na moda acreditar que ser homem ou mulher é um rótulo arbitrário que enfia a pessoa dentro de uma caixa. Os estudantes acreditam nisso tão enfaticamente que era eu que parecia estar fora de órbita.
Não foi diferente quando a conversa se moveu para o conceito em voga conhecido como "masculinidade tóxica". Essa é a teoria de que "homens jovens carregam uma semente demoníaca dentro de si mesmos a qual apenas feministas sabem como remover", conforme escreve Chris Beck em "Feminismo Agora É Tóxico".
É exatamente isso o que os estudantes queriam que eu aceitasse. Uma mulher jovem foi direta em sua alegação de que os pais ensinam seus meninos a não expressarem suas emoções, e, como resultado disso, a masculinidade se torna "tóxica".
Depois de dar a entender que seu argumento seria melhor recebido se ela mesma fosse mãe, eu disse a essa estudante que os garotos e os homens tendem a ser estóicos por natureza – e que esta característica tinha vantagens pois havia tempos quando era melhor não ser emocional. Lutar nas guerras de nossa nação é um exemplo, eu disse.
Isso foi recebido com um espanto maior ainda. Era como se eu fosse um alienígena de outro planeta que não pudesse entender como as coisas funcionavam na terra. Era tarefa dos estudantes me esclarecerem, em outras palavras, e não o oposto.
E assim me achei em conflito sobre meu tempo passado no Bard. Sim, o silenciamento da expressão é um problema enorme nos campi nos dias de hoje – e o Bard realmente se destaca acima da confusão. Mas como MacDonald acrescenta, e como minha visita ao Bard o comprova, o silenciamento da expressão é apenas um sintoma de um fenômeno muito maior nos campi das faculdades: uma "profunda distorção da realidade".
No fim das contas, então, não importa se palestrantes são silenciados ou não. Porque as universidades estão tão divorciadas da realidade que elas não podem imaginar uma palavra do que aqueles palestrantes iriam dizer."
(Suzanne Venker, Campus Free Speech Is The Least Of It: What I Learned From My Visit To Bard)

Original em: http://dailycaller.com

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Profanação à Virgem de Fátima


“Durante a Missa em Fátima por ocasião dos 100 anos das aparições marianas, na qual ressaltou a cor negra e não a branca própria de uma festa de canonização, Bergoglio não pronunciou uma só palavra acerca da mensagem da Santíssima Virgem entregue em 1917: nem sobre a necessidade de consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, nem sobre a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês, nem sobre a petição de reparação, conversão e penitência, nem sobre o inferno e a necessidade do Rosário nem, muito menos, sobre a apostasia que sai do vértice da Igreja.
Em vez disso, aproveitou a homilia para ressaltar que a Virgem não é uma chefe de agência dos correios para enviar mensagens todos os dias, quando no dia anterior no santuário destacou que Ela não é uma santinha à qual se acode para conseguir graças baratas.
Perguntamo-nos se podem ser “graças baratas” quaisquer das que nos consegue a Virgem Maria aos homens. E se há quem considera que qualquer “santinha” pode conseguir graças, quanto mais o pode fazer a própria Mãe de Deus quando lhas pedimos.
E regressando a Roma, escarneceu dos que contemplam Maria com “sensibilidades subjetivas, como detendo o braço justiceiro de Deus pronto para castigar”. Talvez não saiba que, quando das aparições há 100 anos, a Santíssima Virgem revelou que Ela vinha precisamente para deter a ira divina: “Para prevenir isto, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração. Se meus desejos se cumprem, a Rússia se converterá e haverá paz, se não, a Rússia difundirá seus erros ao redor do mundo, trazendo novas guerras e perseguições contra a Igreja; os justos serão martirizados e o Papa terá que sofrer muito, várias nações serão aniquiladas.”
A um repórter que lhe perguntou sobre Medjugorje, Bergoglio respondeu: “Estas supostas aparições não têm tanto valor: isto sigo como opinião pessoal. Há quem pense que a Virgem disse: ‘Venham, no dia tal, a tal hora, vou dar uma mensagem a esse vidente’”. Francisco esqueceu que a Santíssima Virgem disse aos três pastorinhos de Fátima: “Quero que venham aqui no dia 13 de cada mês, ao meio dia”.
Já ninguém sabe se tanto desprezo à Virgem de Fátima seja algo pessoal, ou um compromisso com grupos internos da Igreja que nutrem ódio contra a Mãe de Deus, ou ambos. Só nos resta claro que o cobre já está muito reluzente... para quem o queira ver.”

http://www.ultimostiempos.org

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Modernistas contraditórios e modernistas coerentes


“A seita modernista assemelha-se ao famoso labirinto habitado pelo monstro Minotauro e construído engenhosamente por Dédalo, à maneira do rio Meandro, cuja correnteza obedecia à lei do fluxo e refluxo, de modo que não tinha começo nem fim. Como se sabe, quem entrava no labirinto não encontrava mais a saída, ficava perdido, a menos que tivesse o novelo de linha de Ariadne, e acabava devorado pelo Minotauro.
Assim também, em geral, quem entra para a seita modernista não percebe suas infinitas contradições, fica desorientado, e acaba tendo devoradas a fé e a razão. Entretanto, na seita modernista há quem queira conservar a fé apesar de enredado por contradições doutrinárias, e há também os que, percebendo as contradições, renegam a fé como adesão da inteligência à verdade revelada, aderem ao imanentismo religioso, ficam subjetivistas e rebaixam a razão a uma função pragmática, interessados apenas em resolver problemas concretos e imediatos.
Segundo o filósofo italiano Michele Federico Sciacca em seu belo estudo sobre O idealismo moderno, publicado no volume Heresias do nosso tempo (Porto, 1956), o filósofo idealista Giovanni Gentili teve o mérito de pôr em evidência as contradições dos modernistas: “o vosso princípio é intelectualista (Deus transcendente); o vosso método subjetivista (Deus imanente). Permaneceis católicos porque o princípio opõe-se ao vosso método, mas, na realidade, este método, julgado à luz desse princípio, leva ao ateísmo”. O modernismo, digamos assim, é duplamente herético: relativamente ao Cristianismo, porque o seu método leva ao ateísmo; relativamente ao próprio idealismo, de que é filho, porque o seu princípio (a transcendência) contradiz a imanência idealista.
Com efeito, o referido ensaio de Sciacca pode servir como um novelo de linha de Ariadne ajudando as pessoas que entraram no labirinto do modernismo a encontrar a saída e o retorno à integridade da fé católica.
Sciacca demonstra as raízes idealistas da seita modernista, apontando a sucessão histórica dos diversos autores modernistas, todos eles filiados de alguma forma à filosofia hegeliana. Diz ele: “É inegável a sucessão histórica (que significa também filiação intelectual) Hegel – Feuerbach – Strauss – Renan – Loisy; e Loisy é a expressão mais genuína do modernismo, enquanto das premissas tira as conclusões e sai do equívoco e da contradição dos outros seus companheiros de heresia. Com efeito, o modernismo, em muitos modernistas, foi, essencialmente, uma contradição entre o princípio (a transcendência de Deus e a revelação) e o método historicista ou pragmatista, que leva direito à imanência, à doutrina da formação histórica do dogma e, por conseguinte, à negação da Revelação, da divindade de Cristo e da divindade da Igreja Católica.” (o. c. p. 57)
Esta contradição do modernismo é muito bem ilustrada por Mons. Francesco Spadafora em sua obra La nuova esegesi (Albano, 1996), na qual o exímio exegeta mostra as devastadoras consequências da utilização do método histórico-crítico ou a “história das formas” de matriz racionalista-idealista sobre a exegese católica. Diz ele que tal método contrasta claramente com as três verdades reveladas que estão na base da exegese católica: a inspiração divina da Sagrada Escritura, sua inerrância absoluta, a historicidade dos nossos quatro Santos Evangelhos.
Conta também Mons. Spadafora suas várias tentativas vãs de convencer o cardeal Ratzinger sobre a situação catastrófica do Instituto Bíblico onde o método histórico-crítico era praticado pelos sequazes do famigerado cardeal Carlo Martini. Porém, o mais interessante que nos informa mons. Spadafora é que o documento da Pontifícia Comissão Bíblica, sob o título Interpretação da Bíblia na Igreja, tem um prefácio assinado pelo cardeal Ratzinger no qual o purpurado diz: “Na história da interpretação, o uso do método histórico-crítico assinalou o início de uma nova era. Graças a este método apareceram novas possibilidades de compreender o texto bíblico no seu sentido original.” (o.c. p. 15).
Monsenhor Spadafora conta que protestou vivamente junto ao cardeal Ratzinger contra a publicação do livro Exegese cristã hoje, de autoria do mesmo cardeal juntamente com o jesuíta Ignace de la Poterie, no qual o referido jesuíta repete suas teses errôneas sobre a inerrância bíblica. E comenta: “Sua Eminência o cardeal, participando do livro com seu estudo sobre a Formengeschichte de Bultmann, deu a impressão lógica de partilhar das heresias de Ignace de la Poterie.” E na página 129 conclui categoricamente:
“Efetivamente eu não vejo – e a exegese de hoje me dá a maior confirmação – como um exegeta católico possa adotar os sistemas racionalistas chamados pelo cardeal Ratzinger “método histórico-crítico” (formengeschichte e redaktionsgeschichte), sem renegar os dogmas quando não as verdades de fé divina e católica que devem estar no fundamento da exegese católica, as quais foram reiteradas ininterruptamente pelos romanos pontífices contra a agressão do modernismo (…) Por ora, basta citar Simon-Dorado: a formengeschichte contra o dogma católico notiones inspirationis, inerrantiae, traditionis apostolicae pervertit.”
E mais adiante, na página 207, Mons. Spadafora evidencia a contradição do ilustre cardeal: “No seu estudo, o cardeal alterna luzes e sombras em um crepúsculo humanamente sem esperança: admissões, reconhecimentos também exatos sobre a crise da exegese católica, juízos substancialmente negativos sobre o sistema Bultmann-Dibelius (a formegeschichte), mas também afirmações que contradizem as precedentes, como, por exemplo: “a Dei Verbum sublinhou a legitimidade e também a necessidade do método histórico”!
Como se vê, é muito procedente a observação do filósofo Giovanni Gentili reportada acima. A contradição da maioria dos modernistas é uma constante ao longo da história dessa heresia.
Mas voltemos à análise de Michele Federico Sciacca sobre as diversas implicações teológicas do idealismo. Explica o filósofo que, conforme a dialética hegeliana, há uma negação do ser e de cada ser, que se conserva “destruindo-se”. De maneira que a religião, segundo momento do Espírito Absoluto, conserva-se na filosofia, onde precisamente se nega. Isto significa que o momento religioso está contido no filosófico e que é por ele superado; mas o momento filosófico é o da plena racionalidade, é consciência reflexa do conteúdo religioso que, como tal, ainda é puramente “representativo”; a religião, portanto, fica absorvida e dissolvida na filosofia. E isto é mais que uma heresia: é a negação da religião como tal, quer enquanto se nega que ela tenha a sua autonomia na vida do espírito, quer enquanto se exclui radicalmente qualquer forma de saber revelado (…) Daqui a conclusão de alguns pensadores da chamada “esquerda” hegeliana: a religião, antes de o seu conteúdo ser reduzido à racionalidade do momento filosófico ou reflexo, é um “mito”, uma ficção poética.
Hoje pode-se dizer que assistimos ao esforço mundial de reduzir a religião à filosofia social, despojando-a de qualquer dogma e pondo-a a serviço de um grande projeto político. Realmente, para a consolidação da Nova Ordem Mundial, não vemos hoje a instrumentalização de todas as religiões, a promoção do sincretismo, um esforço de criar uma nova religião mundial que ajude a dar coesão a uma nova organização das nações? E mais não vemos tentativas de dar uma explicação meramente sociológica da origem da religião? A meu ver, tudo isto se filia à filosofia idealista, conforme a explicação de Sciacca.
Para remate destas considerações, desejaria assinalar que a imagem do labirinto de fato se adapta perfeitamente aos antros modernistas. O labirinto foi construído à maneira do rio Meandro que tinha fluxo e refluxo. Ora, sob o pontificado de João Paulo II e Bento XVI, houve um refluxo depois da violenta correnteza dos tempos de João XXIII e Paulo VI. Hoje temos um forte fluxo do modernismo sob o pontificado de Francisco I. Mas devo dizer que prefiro o clima de anarquia e plena liberdade promovido por Francisco àquela falsa ordem ou ditadura da nouvelle theologie vivida sob os reinados de João Paulo II e Bento XVI em que os teólogos condenados por Pio XII na Humani generis foram elevados à categoria de doutores da Igreja.
Prefiro o papa Francisco que, com toda franqueza, acolhe a Fraternidade São Pio X sem exigir nenhuma declaração doutrinária (porque sabe honestamente quanta contradição há no modernismo) a Bento XVI que tentava encobrir tudo com o manto da hermenêutica da continuidade. Prefiro o papa Francisco porque sabe que o seu irmão de ordem religiosa o Pe. Jacques Dupuis SJ tinha razão quando recusou retratar-se diante do cardeal Ratzinger, afirmando com plena coerência sua teoria do salto qualitativo da teologia católica das religiões como fruto do Vaticano II.”
(Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa, Modernistas Contraditórios e Modernistas Coerentes)

https://santamariadasvitorias.org

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A importância da família


"Nem sequer os próprios membros da família suspeitam que nesse círculo, tão pequeno e frequentemente tão despretensioso, se encerra a felicidade e a paz e que nele se encontra a raiz da nação, do Estado e de toda a humanidade. Representa por isso a maior riqueza de todo o mundo. Basta a decadência da família para que se gerem autênticas e terríveis revoluções, e quando se apaga o fogo sagrado do lar, a humanidade precipita-se nas mais profundas trevas da barbárie, ao anularem-se os mais firmes fundamentos da vida.
Ainda que mudem os governos e se afundem os tronos e desapareçam as culturas, a família permanece incomovível através dos tempos. Todas as forças negativas que existiram ao longo da História encontraram a sua origem, em maior ou menor grau, na decomposição da família. Por outro lado, basta uma só família, ainda que não esteja excessivamente bem constituída, para haver uma poderosa força de unidade social."
(Cardeal József Mindszenty, A Mãe)

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Profissão de fé de São Pedro Canísio diante dos erros protestantes


“Professo diante de Vós a minha fé, Pai e Senhor do Céu e da terra, meu Criador e Redentor, minha força e minha salvação, que desde os meus mais tenros anos não cessastes de nutrir-me com o pão sagrado da vossa Palavra e de confortar o meu coração.
A fim de que eu não vagasse, errando como as ovelhas transviadas que não têm pastor, Vós me congregastes no seio de vossa Igreja; colhido, me educastes; educado, continuastes a me ensinar com a voz daqueles pastores nos quais Vós quereis ser ouvido e obedecido como em pessoa pelos vossos fiéis.
Confesso em alta voz, para a minha salvação, tudo aquilo que os católicos sempre acreditaram de bom direito nos seus corações; não quero ter nada em comum com os que não falam nem ouvem retamente, nem possuem a única regra da verdadeira Fé proposta pela Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana.
Uno-me, em vez disso, na comunhão, abraço a fé, sigo a religião e aprovo a doutrina daqueles que ouvem e seguem a Cristo, não apenas quando ensinada nas Escrituras, mas também quando julgada pela boca dos Concílios Ecumênicos e definida pela boca da Cátedra de Pedro, testemunhando-a com a autoridade dos Padres.
Professo-me também filho daquela Igreja Romana que os ímpios blasfemos desprezam, perseguem e abominam como se fosse anticristã; não me afasto de nenhum ponto da sua autoridade, nem me recuso a dar a vida e derramar o meu sangue em sua defesa, e creio que os méritos de Cristo podem obter a minha salvação e a de outros somente na unidade desta mesma Igreja.
Confesso essa Fé e doutrina que aprendi ainda criança, confirmei na juventude, ensinei como adulto, e que, agora, com a minha débil força, defendo. Professo francamente, com São Jerônimo, ser uno com quem é uno à Cátedra de Pedro, e protesto, com Santo Ambrósio, seguir em todas as coisas a Igreja Romana que reconheço respeitosamente, com São Cipriano, como raiz e mãe da Igreja universal.
Ao fazer esta profissão, não me move outro motivo senão a glória e honra de Deus, a consciência da verdade, a autoridade das Sagradas Escrituras, o sentimento e o consenso dos Padres da Igreja, o testemunho de fé que devo dar aos meus irmãos e, finalmente, a salvação eterna que espero no Céu e a felicidade prometida aos verdadeiros fiéis.
Se acontecer de eu vir a ser desprezado, maltratado e perseguido por causa desta minha profissão, considerá-lo-ei uma graça e um favor extraordinários, porque isso significará que Vós, meu Deus, me destes a ocasião de sofrer pela justiça e não quereis que me sejam benevolentes aqueles que, como inimigos declarados da Igreja e da verdade católica, não podem ser vossos amigos.
No entanto, perdoai-os, Senhor, porque, instigados pelo diabo e cegados pelo brilho de uma falsa doutrina, não sabem o que fazem, ou não querem saber.
Concedei-me, contudo, esta graça: de que na vida e na morte eu renda sempre um testemunho autêntico da sinceridade e fidelidade que devo a Vós, à Igreja e à verdade, que não me afaste jamais do vosso santo amor, e que esteja em comunhão com aqueles que Vos temem e guardam os vossos preceitos na Santa Igreja Romana, a cujo juízo, com ânimo pronto e respeitoso, eu me submeto e toda a minha obra.
Todos os santos, triunfantes no Céu ou militantes na terra, que estais indissoluvelmente unidos no vínculo da paz na Igreja Católica, mostrai a vossa imensa bondade e rezai por mim.
Vós sois o princípio e o fim de todos os meus bens; a Vós sejam dados, em tudo e por tudo, louvor, honra e glória sempiterna. Amém.”

https://pt.aleteia.org

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Os bárbaros vão resolver tua existência estéril


“Por que não poderiam os muçulmanos, africanos e indianos ser mais civilizados que as pessoas do Ocidente? Por que eles insistem em se reproduzir se suas crianças não terão a chance de frequentar uma universidade da Ivy League? Não haveria maneira de ajudá-los a ver a luz da civilização, do pensamento racional e da higiene limpa? Tais são perguntas que podes ter feito em algum momento quando olhaste de cima para os bárbaros do terceiro mundo, mas da perspectiva da natureza não são eles o problema. Nós somos o problema. Nós somos os defeitos da natureza que serão erradicados.
A natureza não se importa com educação, descendência de “alta qualidade”, diplomas de faculdade, direitos iguais, sustentabilidade, filosofia, ou meio ambiente. Ela se importa com fertilidade e poder, e a espécie ou raça que for mais fértil e mais poderosa será recompensada com o butim que a Terra fornece. As pessoas capazes de assumir o comando do planeta em números absolutos, independentemente de sua inteligência e maneiras, virão a dominar o mundo, da mesma maneira como o homo sapiens atropelou os mais inteligentes Neandertais ao se reproduzir com uma velocidade superior. A raça mais inteligente do planeta pode usar sua inteligência para fortificar-se em cavernas enquanto os bárbaros mais numerosos assumem o controle do planeta, ainda que não sejam mais do que zumbis descerebrados.
O pensamento racional da era iluminista, quando levado a suas últimas consequências ao provar que as famílias, a divindade e os padrões tradicionais não são necessários, juntamente com a idéia de que o indivíduo é Deus, ocasiona o suicídio da sociedade. A análise racional, em sua forma civilizada e tão belamente querida, leva ao fim de qualquer raça que dela participe, ao passo que bárbaros estúpidos de QI de 95 ou menos, que seguem um livro de 1.400 anos que implora que eles conquistem e cortem cabeças, continuam a se multiplicar e assumir o controle de mais terras.
Nós somos os erros da natureza. Nós somos a abominação. Nós fomos condenados a sermos substituídos, abandonados por Deus por permitirmos mais de um bilhão de abortos em apenas algumas décadas enquanto tentamos mudar as regras da natureza para declarar que homem é mulher e mulher, homem. Nosso objetivo não é iluminação espiritual, mas a aquisição das façanhas mais vis da degeneração.
Por causa da nossa esterilidade cultural e biológica, acredito que estamos fadados à destruição. Ainda que este fim nos encare de frente, o máximo que faremos será postar alguns comentários raivosos em sites da internet, enquanto os bárbaros estupram, conquistam e se reproduzem. Eu te prometo que eles vencerão. A história mostra que os bárbaros sempre vencem. Eles são a solução para um povo doente. Eles adoram fielmente seus deuses enquanto nós adoramos nossas curtidas no Facebook e nossas celebridades. Nós somos tão desanimadoramente estéreis, tão antivida, que a natureza celebrará quando formos substituídos pelos que mal podem ler. Mas eles têm em grande valia a vida dos seus, e isso basta.
Ainda que resolvêssemos todos nossos problemas políticos atuais, e neutralizássemos os mais vulgares da nossa sociedade, que restaria em nossas mãos? Uma população que encolhe e cidadãos tão atomizados que estão até mesmo perdendo a capacidade de se comunicar entre si, que têm de usar aplicativos computadorizados e álcool para fornicar enquanto a mulher usa medicação para esterilidade, que seus pais lhe forneceram quando ela fez 16 anos de idade. Nosso castigo está chegando. Terras do Ocidente serão entregues, e ainda que a horda de bárbaros possa ser derrotada com tecnologia, haverá um dia quando não haverá mais homem que os enfrente e aperte o botão de matar. Os bárbaros herdarão o novo mundo até que se tornem eles mesmos civilizados e o ciclo se renove uma vez mais, como tantas vezes no passado.
A natureza não se importa com leis igualitárias ou teu QI superior. Ela se importa com reprodução e poder, e o que os bárbaros não possuem de inteligência, eles compensam com energia de vida. Nos somos as anomalias, nós somos os erros, e a menos que redescubramos o caminho para família, tradição e Deus, devemos estar prontos para aceitar o inevitável fim, que fomos nós que nos tornamos tão fracos como povo que nem mesmo nos importamos em ter um portão, e que tudo que os bárbaros tiveram que fazer foi entrar andando.”

Original em: http://www.rooshv.com

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Simão de Cirene


“Simão cireneu foi o homem que carregou a cruz de Jesus em parte do caminho até o Gólgota. Muitas vezes ele é designado como “Simão cirineu”, mas a designação correta é “cireneu”. O nome “cireneu” não é um sobrenome, mas uma indicação de seu lugar de origem, a cidade de Cirene. Portanto, a forma “Simão cireneu” é a mesma que “Simão de Cirene”.
Cirene, a cidade de Simão
Cirene era uma cidade que ficava localizada no norte da África. Ela estava situada na metade do caminho entre Alexandria e Cartago, numa planície a cerca de dezesseis quilômetros do mar Mediterrâneo. Atualmente essa região fica na Líbia, a oeste do Egito.
Estima-se que a cidade de Cirene foi fundada em 630 a.C. Durante o reinado de Alexandre o Grande, Cirene esteve debaixo de seu governo. Depois ela ficou sob a jurisdição dos Ptolomeus, e no primeiro século antes de Cristo passou a pertencer aos romanos.
Cirene chegou a ser reconhecida como um centro intelectual. Em seu auge, acredita-se que Cirene alcançou uma população de aproximadamente cem mil habitantes. Cirene é mencionada na Bíblia no Novo Testamento. No texto bíblico ela é conhecida principalmente em conexão à pessoa de um de seus habitantes, Simão, o cireneu. Esse foi o homem que ajudou Jesus a carregar a cruz de Jesus.
No livro de Atos, Cirene é relacionada na lista de cidades e regiões das quais se originavam os peregrinos que presenciaram o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes (Atos 2:10). Por isto mais tarde alguns cireneus aparecem envolvidos com a pregação do Evangelho (Atos 11:20; 13:1). Mas também alguns cireneus estavam entre aqueles que fizeram oposição à pregação de Estêvão (Atos 6:9). Tudo isso parece indicar que havia muitos judeus vivendo em Cirene.
A história de Simão cireneu
Pouco se sabe sobre quem foi Simão cireneu. A Bíblia apenas informa que ele foi forçado pelos soldados a carregar a cruz de Jesus em determinado ponto do caminho. O evangelista Marcos adiciona que ele era pai de Alexandre e Rufo, duas pessoas conhecidas dos cristãos romanos (Marcos 15:21; Romanos 16:13).
Se a Bíblia não fornece detalhes sobre a história de Simão cireneu, várias especulações tentam revelar os detalhes desconhecidos. Já foi dito que Simão cireneu era um gentio, pois ele colocou nomes gregos em seus filhos. Mas era muito comum entre os judeus adotar nomes gregos. Além disso, como já foi dito, em Cirene havia uma grande colônia judaica.
Assim como Marcos, o evangelista Lucas informa que naquela sexta-feira quando Simão cireneu cruzou com a comitiva que seguia para o Calvário, ele vinha do campo. Essa informação levou muita gente a afirmar que Simão cireneu era um agricultor. Mas essa é outra especulação forçada sobre sua pessoa. Ele poderia estar vindo do campo por muitos motivos, não apenas por trabalhar ali.
Seja como for, a maioria dos estudiosos sugerem que Simão cireneu era um judeu, obviamente de Cirene, que tinha ido a Jerusalém por ocasião da festividade da Páscoa. Nessa época era o costume de muitos judeus que viviam fora de Jerusalém, partirem para lá. Além disso, em Jerusalém havia uma sinagoga dos cireneus (Atos 6:9).
Simão cireneu ajudou Jesus a carregar a cruz
Na manhã da sexta-feira em que Jesus foi crucificado, Simão cireneu estava retornando à cidade de Jerusalém vindo do campo. Naquela época era costume que o condenado carregasse sua própria cruz até o local em que seria crucificado. Com Jesus não foi diferente, Ele teve de carregar sua própria cruz (João 19:16,17).
Mas naquele momento Jesus já estava muito debilitado fisicamente. Além de todo stress psicológico e dos interrogatórios e julgamento a que foi submetido, Ele ainda havia sido violentamente açoitado e depois escarnecido e espancado pelos soldados no pretório. Seu corpo estava bastante machucado com os açoites e sua cabeça machucada pela coroa de espinhos e pelas pancadas na cabeça que recebeu dos soldados.
Mas surpreendentemente Jesus ainda conseguiu carregar sua cruz por certa distância. Então quando finalmente suas forças físicas se esgotaram, os soldados obrigaram Simão cireneu a carregar a cruz de Jesus pelo restante do caminho. Pela forma com que o texto é construído, parece que a princípio Simão cireneu carregou a cruz com certa relutância.
Também não é possível afirmar em qual local Simão tomou sobre seus ombros a cruz. Tradicionalmente afirma-se que talvez isto tenha acontecido na Via Dolorosa. Então ele teria tomado a cruz e a carregado saindo pelo portão da cidade. Há também quem afirme que Simão cireneu carregou apenas uma extremidade da cruz, dividindo seu peso com o próprio Jesus.
Simão cireneu se tornou um cristão?
Embora a Bíblia não afirme isto diretamente, muito provavelmente Simão cireneu se tornou um cristão. Quem sabe ele tenha reconhecido Cristo como seu Salvador ao presenciar tudo o que ocorreu no Calvário?
De qualquer forma, seus filhos são mencionados como pessoas que pertenciam ao círculo cristão de Roma. Marcos faz questão de dizer: “Simão, o pai de Alexandre e de Rufo” (Marcos 15:21). Os cristãos obviamente sabiam de quem ele estava falando.
Em sua Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo muito provavelmente faz menção a esse mesmo Rufo, filho de Simão cireneu. Ele escreve: “Saúda a Rufo, eleito no Senhor, a sua mãe e minha” (Romanos 16:13). Se de fato for o mesmo Rufo, então o apóstolo tinha um apresso maternal para com a esposa de Simão cireneu. Alguns também identificam Simão cireneu com o Simeão citado em Atos 13:1
Realmente pouco se sabe sobre a história de Simão cireneu. Mas tudo parece indicar que aquele ato, inicialmente forçado, de carregar a cruz de Jesus, resultou numa bênção permanente que alcançou sua vida e sua casa. Embora Simão cireneu tenha carregado literalmente a cruz de Jesus, ele se tornou um exemplo da devoção esperada a todos os seguidores genuínos do Senhor.”

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domingo, 27 de outubro de 2019

A arte (?) ideológica contemporânea


“A arte tradicional, na maior parte dos países, representa geralmente os quatro temas que constituem, segundo Heidegger, o “mundo” dos homens.
A divindade, os homens, a natureza, o ideal
Quando a arte representa a divindade: é o caso da arte grega clássica que tanto marcou a nossa. É o caso da arte da Idade Média, principalmente religiosa. A arte religiosa constitui a maioria das obras-primas apresentadas nos nossos museus de arte antiga. A arte que representa o Buda pertence também a essa categoria. O Islão recusa-se a representar deus mas os versos do Corão são representados de maneira decorativa.
Quando a arte representa os homens: é nomeadamente o caso da arte do retrato. O rosto humano é representado não somente nas telas mas também nos monumentos e sob a forma de esculturas. No cristianismo a representação de Deus e a representação dos homens convergem frequentemente, porque Deus encarna num homem, o Cristo. Mas o retrato pode também representar um rei, um guerreiro, um simples camponês, mulheres ou crianças.
A arte pode também representar a natureza, a terra que conduz os homens. É a arte paisagista. No século XIX a arte paisagista ganhou uma conotação patriótica. Mas a arte patriótica é mais antiga do que isso.
A arte representa, por fim, o ideal, os ideais da sociedade. Representamos nos nossos monumentos nacionais uma mulher que simboliza a justiça, a bravura ou a caridade. Algumas cenas podem representar batalhas, a caridade aos pobres, cenas realistas mas onde se encarna um ideal na ação.
Estas artes não são ideológicas, no sentido das ideologias modernas. Dizer que a arte cristã é ideológica seria abusivo.
Ideologias modernas e destruição das formas de arte da tradição
Mas as ideologias modernas destruíram, a pouco e pouco, as formas de arte saídas da tradição e que representavam o mundo dos homens, sobre a terra, sob o céu e perante a divindade. A arte do Gestell (sistema utilitarista que controla os homens ao seu serviço), para utilizar este conceito de Heidegger, destrói tudo aquilo que não se enquadra na sua lógica utilitária.
Deus deixa de ser representado porque passa a ser associado à superstição. A arte ideológica oficial elimina toda a forma de herança religiosa e de transcendência. Ela será por vezes blasfema (veja-se o “Piss Christ”, por exemplo), para chocar, porque o escândalo é mediático e isso vende.
O ideal passa a ser considerado como um utensílio da repressão, em conformidade com as ideias dos falsos profetas Marx e Freud. É por isso evacuado sem cerimônias. O homem deixa de ser representado porque são as massas que passam a ser louvadas, e as particularidades do indivíduo, da sua classe, da sua profissão, da sua raça, passam a ser coisas irritantes que é preciso fazer esquecer para que os homens se tornem perfeitamente permutáveis no processo econômico e social. A paisagem, a natureza, desaparecem porque representam elementos de enraizamento do homem na sua terra.
A arte contemporânea: inumana, abstrata e desencarnada
A arte contemporânea, que se tornou a arte oficial obrigatória (vejam-se as paredes dos ministérios, das câmaras e dos edifícios oficiais) obedece a estes imperativos ideológicos. Já não deve representar o mundo tradicional.
Rompe deliberadamente com a herança religiosa e humanista da nossa civilização. É uma arte de ruptura revolucionária.
É abstrata e desencarnada porque rejeita toda a forma de enraizamento. Não encarna nenhum ideal, em nome de um subjetivismo total. A sua tendência dominante é representar, se é que ainda representa alguma coisa, o mundo quotidiano naquilo que tem de mais insignificante, utilitário ou prosaico. Frequentemente, quer-se chocante, porque ao chocar, atrai a atenção dos Media e dos financiamentos oligárquicos.
Esta arte é inumana no sentido próprio do termo, já que nunca representa a figura humana, e se a representa, é para a desfigurar o mais possível: como escreveu Salvador Dali, “um homem normal não tem vontade de sair com as meninas de Avinhão de Picasso” (ver o seu livro “Les cocus du vieil art moderne”).
A arte moderna: uma arte autoritária que interdita toda a forma de crítica
Por fim, esta arte inumana ou desumana é de natureza profundamente autoritária, como é, na essência, toda a ideologia. Esta arte estende-se para todo o lado. Interdita toda a forma de crítica, que é menosprezada, senão mesmo diabolizada com violência. O bom conformista não ousará nunca assumir que não gosta de uma celebrada obra dita contemporânea. Esta arte autoritária é irresponsável porque não responde ao pedido de um rei, de um burguês ou de um príncipe da Igreja, como antigamente. Ela responde à procura de uma burocracia anónima: Façam um fresco para as entradas dos nossos escritórios. Ademais, esta arte contemporânea é tão sustentada pelos poderes públicos como pelas pessoas privadas. É frequentemente financiada pelo imposto, isto é, pela força, o que acentua ainda mais o seu carácter autoritário.
Arte desenraizada, ideológica, inumana e autoritária, é objeto de uma propaganda mediática constante. Reflete o inchamento do ego do artista, que pensa substituir-se ao Deus criador, favorece as especulações financeiras e é o dinheiro, frequentemente, o seu único imperativo categórico; é desenraizada, como a ideologia, porque quer ter uma vocação universal. Esta arte ideológica dificilmente tem a preferência do povo, supostamente inculto, mas é venerada pela oligarquia dominante.
A arte contemporânea versus a arte tradicional humanista e enraizada
A ideologia da arte oficial emprega o seu dinamismo em torno a quatro pólos:
O dinheiro
O ego
Os Media
Abstração (negação das raízes)
A arte tradicional, que sobrevive nomeadamente na Rússia (São Petersburgo tem hoje em dia a maior escola de arte figurativa) e nalguns meios dissidentes no Ocidente, pode ser representada pelo esquema seguinte:
Ideal (o Bem, o Belo)
Divindade
Os homens
Natureza
A arte tradicional é humanista e enraizada, tem na maior parte do tempo uma dimensão espiritual ou idealista a fim de direcionar o homem para o alto. A arte ideológica, dita contemporânea, e que parece ter o seu centro em Nova Iorque, despreza Deus e os homens para estabelecer o ego e o dinheiro, os seus fetiches, como motores do seu dispositivo autoritário. Esta arte ideológica, frequentemente financiada pela força (o imposto) não é nem humanista nem democrática, contrariamente ao discurso dos seus promotores: estamos, sim, perante uma arte ideológica oficial.”
(Yvan Blot, L'art (?) Idéologique Contemporain : Inhumain, Désincarné et Abstrait)

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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Por que não vou a Roma


“Não vou a Roma porque não me convidam.
Não me convidam porque segundo Francisco sou um personagem estranho e radicalizado com o qual não se pode falar.
Para ir a Roma deveria ser um personagem com o qual se possa falar, como Mons. Fellay, que é tão simpático, tão gentil, tão compreensivo, tão tolerante e tão normal.
Em Roma sabem que não sou assim. Sabem que não sou assim porque não penso assim, como Mons. Fellay. Sabem que não quero estar em plena comunhão… com a igreja conciliar.
Isso não me torna sedevacantista, eclesiovacantista ou como queiram chamar-me.
Se me chamassem a Roma sem ser eu “reconciliante” como Mons. Fellay, com quem se pode falar, seria uma armadilha. A melhor forma de desfazer esta armadilha seria dizer a verdade na frente de Francisco. Mas Francisco não aceita senão “verdades brandas” como diría Gómez Dávila dos liberais, ou seja, verdades manchadas, turvadas ou perfumadas com um sorriso como o de Mons. Fellay. Por isso Francisco não convoca personagens estranhos ou radicalizados, senão ecumenistas, diplomáticos e tolerantes com os hereges, apóstatas e cismáticos. E judeus, naturalmente. Que dúvida cabe.
Por isso não vou a Roma. Porque sou (dito isso sem pedanteria mas sem rodeios) “excomungado”, “retrógrado”, “troglodita”, “pelagiano restauracionista” e “indesejável”. Ou seja, católico antiliberal intragável.”

Original em http://castigatridendomoreselrustico.blogspot.com.br