segunda-feira, 10 de junho de 2019

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Locke nunca teve filhos


“Locke nunca teve filhos. Nem os teve Descartes, Hobbes, Spinoza ou Kant. Rousseau teve filhos mas os deu para adoção. Em outras palavras, o racionalismo iluminista foi uma construção de homens que não tinham experiência de vida familiar ou do que é necessário para fazê-la funcionar.
A maior parte do pensamento político ocidental de hoje gira em torno da teoria de indivíduos livres e atomizados que só assumem obrigações quando consentem.
Esta teoria foi inventada por homens que viveram mais ou menos desta maneira. Mas qualquer um que eduque filhos sabe que esta teoria não é verdadeira. Não sou livre para escolher meus filhos e eles não são livres para me escolherem. Muito frequentemente a obrigação tem pouco ou nada a ver com consentimento.
O mesmo é verdade para a sociedade política de um modo mais geral. Se meus país é atacado, minha obrigação de defendê-lo não surge do consentimento, mas das ligações de lealdade a família e vizinhos e ao modo de vida que herdei. Isto não é verdadeiro para todos, mas é verdadeiro para a maioria.
Até quando estas verdades simples e óbvias serão suprimidas? O racionalismo iluminista ensina uma teoria política feita à imagem de indivíduos solteiros e sem filhos.
Quanto mais as pessoas repetirem os princípios desta teoria política, mais elas vão agir como indivíduos solteiros e sem filhos.
Mas nenhuma nação consegue sobreviver deste jeito. A liberdade dos filósofos solteiros e sem filhos não é algo que as pessoas de uma nação verdadeira possam realmente ter.
Será que não merecemos uma teoria política que se baseie na vida real? Nas coisas de que realmente precisamos, e nas obrigações que realmente temos? Até quando nossas universidades e escolas não terão algo mais inteligente para ensinar que as fantasias dos eternos solteirões do Iluminismo?”
(Yoram Hazony, em postagem no Twitter de 20/05/2019)

domingo, 2 de junho de 2019

Por que a FSSPX está errada sobre a carta contra as heresias do Papa Francisco

“A FSSPX escreveu uma declaração sobre a carta, mencionada aqui várias vezes, que pede aos bispos que convidem Francisco a se retratar de suas muitas heresias ou o deponham. A declaração é bastante crítica. Penso que seja, também, um grande erro.
A Fraternidade obviamente ressalta as muitas heresias deste Pontificado. Eles destacam que Francisco é o resultado de um movimento, o Vaticano II, que vem acontecendo há décadas. Mas então eles condenam a carta baseados no argumento de que as chances de sucesso são inexistentes, e que os bispos destinatários não são suficientemente instruídos e afinal de contas não desejam agir.
Com este raciocínio, minha pergunta à FSSPX é por que eles mesmos pensam que deveriam existir, para início de conversa. A probabilidade de o Colégio dos Cardeais (para não falar dos bispos do mundo inteiro) se converter ao Catolicismo Tradicional é ainda menor que a probabilidade de eles acusarem o Papa de heresia.
Se é suficiente orar e não fazer nada, esperando que Deus modifique a situação, então a FSSPX poderia da mesma forma se dissolver e explicar a todos seus seguidores que “é bastante provável, até mesmo certo, que a maior parte dos bispos não irá reagir” a seu convite de abandonarem as inovações do Vaticano II.
Nem pode a FSSPX dizer, em sua defesa, que agem esperando que futuras gerações voltarão à sanidade; porque isto é exatamente o que os signatários da carta estão fazendo.
O princípio básico, que escapa completamente aos autores da declaração, é que as coisas são feitas porque são corretas. A probabilidade de sucesso não está aqui nem ali. Não consigo imaginar Atanásio, ou os guerrilheiros franceses lutando contra a ocupação nazista, ou tantos guerreiros em tantas guerras, físicas e espirituais, pensando na “probabilidade de sucesso” como elemento decisivo para lutar ou não.
Quando o Arcebispo Lefebvre se recusou a fechar seu seminário, ou quando nomeou seus bispos, ele assim o fez porque era a coisa correta a fazer. Esta foi a luz guia por trás das decisões que foram, de certo modo, inéditas na história da Igreja. Mas se olharmos para o mundo, não podemos certamente dizer que a FSSPX tem sido um “sucesso”, pois quase cinquenta anos depois a Igreja só ficou mais corrupta. Será que devemos, então, dizer, a respeito da FSSPX, que “o fracasso de uma tal iniciativa ridicularizou o autor (Lefebvre) e sua causa”?
Certamente que não.
Você faz o que tem que fazer. Se o resultado é zero nesta época em que vivemos, o céu ainda perceberá a ação. Além disso, todas estas iniciativas são como o fermento que, com a graça de Deus, trará resultados algum dia.
Um dia, a história vai registrar que vozes corajosas se levantaram exigindo ação em vista do espetáculo impressionante de um Papa herético. Eles saberão que nem todos ficaram silentes, e nem todos estavam prontos para aceitar a passividade dos bispos. Eles saberão que os assinantes da carta, com todos seus simpatizantes, quiseram desmascarar a vergonha da passividade de seus bispos para todas as futuras gerações. Eles saberão que tais iniciativas querem dar testemunho de que a Igreja é indefectível e, quaisquer que sejam os problemas, sempre haverá aqueles que permanecem leais à verdadeira fé.
Isto é, mais uma vez, o raciocínio por trás da existência mesma da FSSPX. Que eles a critiquem, e cheguem ao ponto de dizer que esta iniciativa “pode ridicularizar os autores e sua causa” é profundamente infeliz e deveria, se me perguntam, ser causa de um profundo constrangimento dentro da organização.
A FSSPX não deveria criticar esta carta. Eles deveriam ser os que a escreveram.
Não com alguma esperança de “sucesso”, é claro. Mas a fim de dar testemunho às futuras gerações da luta dos fiéis, e da vergonha dos mercenários.”

https://mundabor.wordpress.com

quinta-feira, 30 de maio de 2019

A origem traumática da homossexualidade masculina


“Como um psicólogo que trata homens de orientação homossexual, assisto com desânimo o movimento LGBT convencer o mundo que a palavra ‘gay’ precisa de uma revisão da compreensão da pessoa humana.
A profissão da psicologia tem muita culpa nessa mudança. Uma vez, era geralmente consenso que a normalidade é “aquilo que funciona de acordo com seu propósito.” Não havia algo como “uma pessoa gay”, porque a humanidade era reconhecida como naturalmente e fundamentalmente heterossexual. Nos meus mais de 30 anos de prática clínica, eu pude ver como é verdade esse entendimento antropológico inicial.
Homossexualidade é, na minha opinião, primariamente um sintoma de trauma de gênero. Apesar de que algumas pessoas podem ter nascido com algum condicionamento biológico (influência de hormônios pré-natais, sensitividade emocional interna) que as tornaria especialmente vulneráveis a este trauma, o que distingue a condição homossexual humana é que houve uma interrupção no processo natural de identificação masculina.
O comportamento homossexual é uma tentativa sintomática de “reparar” a ferida original que deixou o menino alienado de sua masculinidade inata que ele falhou em reclamar. Isso o diferencia da heterossexualidade, que surge naturalmente no desenvolvimento imperturbado da identidade de gênero.
O conflito básico na maioria da homossexualidade é a seguinte: o menino – normalmente uma criança sensível, mais inclinada que a maioria à feridas emocionais – deseja o amor e aceitação do seu progenitor de mesmo sexo, mas sente frustração e raiva contra ele porque esse progenitor é tido por essa criança em especial como abusivo ou insensível. (Vale notar que essa criança pode ter irmão que experiencia o mesmo progenitor de maneira diferente).
A atividade homossexual pode ser um encenação erótica desse relacionamento de amor e ódio. Como todas as “perversões” – e eu uso esse termo não para ser rude, mas no sentido de que o desenvolvimento homossexual “perverte”, ou “distancia a pessoa de”, seu biologicamente apropriado objeto de ligação erótica – o eroticismo ao mesmo sexo contém uma dimensão de hostilidade intrínseca.
Assim, a homossexualidade é inerentemente enraizada em conflito: conflito de aceitação do gênero natural de uma pessoa, conflito no relacionamento pai e filho, e geralmente, conflito em relação ao ostracismo por pares do mesmo sexo. Isso significa que observamos o surgimento de temas de submissão/dominação contaminando os relacionamentos homossexuais.
Para os homens de orientação homossexual, sexualidade é uma tentativa de incorporar, “acolher”, e “dominar” outro homem. Funciona como uma “possessão” simbólica da outra pessoa que é geralmente mais agressiva do que carinhosa. Um cliente descreveu sua sexualização de homens que provocam medo como “a vitória do orgasmo”. Outro, como “analgésico orgásmico”.
Existem algumas exceções para o modelo traumático do desenvolvimento homossexual. Temos encontrado em nossa clínica uma outra forma de homossexualidade que é caracterizada como apego mútuo, afetivo, normalmente observado mais comumente em nossos clientes adolescentes e adultos imaturos. Nesse tipo de atração homossexual não há características dependentes de hostilidade, mas de uma qualidade romântica adolescente – um entusiasmo que tem uma manifestação sexual. Tais ligações podem ocorrer por períodos de meses ou anos e então serem abandonadas, para nunca mais serem retomadas, por essa fase de atração passar.
Ainda assim, a regra geral permanece: Se uma criança é traumatizada de uma forma particular que afeta o gênero, ele se tornará homossexual, e se não se traumatiza essa criança dessa maneira particular, o processo natural de desenvolvimento heterossexual se manifesta.
Muitos homossexuais (homens) reportam abusos sexuais por parte de pessoas do mesmo sexo durante sua infância. Molestação sexual é abuso, porque acontece disfarçada de amor. Aqui está um relato de um cliente sobre um adolescente mais velho que o molestou:
“Eu queria amor e atenção, e isso se misturou com o sexo. Aconteceu em uma época em que eu realmente não tinha interesse sexual em outros meninos… Eu pensei que ele (o abusador) era descolado. Ele nunca me dava atenção a não ser que quisesse investir sexualmente. Quando se tornava sexual, parecia especial… Era excitante e intenso, alguma coisa entre a gente, um segredo compartilhado. Eu não tinha outros amigos e meu relacionamento com meu pai não ajudou. Eu estava procurando amizade…. [mas] a intensidade da memória… Eu a odiava. Toda a coisa é nojenta, perturbador… Essa é a raíz da minha atração pelo mesmo sexo.”
Esse cliente fez a seguinte associação: “Para receber o benefício: i.e. ‘amor’ e ‘atenção’, eu preciso aceitar a mim mesmo como vergonhoso e mau: engajar em uma atividade que é ‘assustadora’, ‘proibida’, ‘suja’ e ‘nojenta’”.
Em terapia, enquanto esse cliente prestava atenção nas sensações de seu corpo durante um momento não desejado de excitação homossexual, ele descobriu que antes de ter um sentimento homossexual, ele invariavelmente experimentava um sentimento como o de ter sido envergonhado por outro homem. Em uma reencenação de seu abuso na infância, o “eu envergonhado” provou-se um pré requisito necessário para sua excitação homossexual.
A relação entre o abuso passado deste cliente e sua atuação homossexual atual é um exemplo de uma compulsão de repetição. Em sua busca para encontrar amor e aceitação, ele se enreda em repetir um comportamento autodestrutivo e autopunitivo, através do qual ele busca inconscientemente obter a vitória final e resolver sua ferida central. Compulsão de repetição contém 3 elementos: (1) tentativa de auto domínio, (2) uma forma de autopunição, (3) evitar o conflito subjacente.
Para esses homens, a procura por realização através do eroticismo com o mesmo sexo é estimulado pela antecipação temerosa de que sua auto-afirmação masculina irá inevitavelmente falhar e resultar em humilhação. Eles optam por uma reencenação ritualizada com a esperança que, diferentemente de todas as ocasiões passadas, “Dessa vez, eu definitivamente vou conseguir o que eu quero; com esse homem, encontrarei poder masculino para mim,” e “dessa vez, o sentido cicatrizado de vazio interior irá finalmente desaparecer.” No entanto, ele acaba de dar a mais uma pessoa o poder de rejeitá-lo, envergonhá-lo, e fazê-lo se sentir sem valor. Quando o cenário produtor de humilhação é repetidamente realizado, isso somente reforça sua convicção de que ele realmente é uma vítima sem esperança e, finalmente, indigno de amor.
Homens gays frequentemente relatam um “tiro de adrenalina” acentuado pelo elemento do medo bruto. Existe entre gays uma subcultura de sexo público, que festeja na emoção de encenar em lugares como parques, banheiros públicos e paradas de caminhões, e é eroticamente dirigido pelo medo de ser descoberto e exposto.
O próprio ato de sodomia é intrinsecamente masoquista. Sexo anal, como uma violação do design corporal, é insalubre e anatomicamente destrutivo, prejudicando o reto e espalhando doença porque os tecidos retais são frágeis e porosos. Psicologicamente, o ato humilha e degrada a dignidade e masculinidade do homem.
Encenação sexual compulsiva – com seu super drama e a promessa de gratificação – mascara o caminho oculto, mais profundo e saudável de ganhar afeto autêntico.
A disfunção do mundo gay masculino é inegável. Estudos científicos nos oferecem evidências para as tristes comparações a seguir:
Compulsão sexual é mais de seis vezes maior entre homens gays.
Homens gays participam de violência interpessoal com o parceiro três vezes mais do que heterossexuais.
Homens gays participam das práticas sadistas em taxas muito maiores do que heterossexuais.
A incidência de transtornos de humor e transtornos de ansiedade é quase três vezes maior entre homens gays.
A síndrome do pânico é mais de quatro vezes maior do que em homens heterossexuais.
A bipolaridade é mais de cinco vezes maior do que em heterossexuais.
O transtorno de conduta é quase quatro vezes maior (3,8) do que em heterossexuais.
Agorafobia (medo de estar em lugares públicos) é mais de seis vezes maior do que entre homens heterossexuais.
Transtorno obsessivo-compulsivo é mais de 7 vezes maior (7,8) do que em heterossexuais.
Auto flagelo deliberado (suicídio) é de mais de 2 vezes (2.58) a mais de 10 vezes (10.23) maior do que entre homens heterossexuais.
Dependência em nicotina é cinco vezes maior do que em homens heterossexuais.
Dependência do álcool é perto de três vezes maior do que entre homens heterossexuais.
Dependência de outras drogas é mais de quatro vezes maior do que em homens heterossexuais.

A promiscuidade é bem ilustrada na pesquisa clássica de McWhirter e Mattison, dois homens gays que relataram em seu livro O Casal Masculino (The Male Couple – 1984), que de 165 relacionamentos estudados por eles, nem um único par foi capaz de manter fidelidade por mais de cinco anos. Os autores – eles mesmos um casal gay – ficaram surpresos ao descobrirem que casos extraconjugais não apenas não prejudicavam o relacionamento, quanto eram na verdade essenciais para sua própria sobrevivência.. Eles concluem: “O único e mais importante fator que mantém casais juntos além da marca de dez anos é a falta de possessividade que eles sentem” (p. 256).
Ao reconhecer a dimensão de amor-ódio nas atividades homoeróticas, podemos simpatizar com a tentativa reparativa do homossexual na resolução de seu trauma de infância. Isso nos oferece uma janela de entendimento acerca de por que continua a existir a profunda insatisfação na comunidade gay apesar de ganhos imprecedentes em sua aceitação social.
Homossexualidade não tem significância no mundo natural além de um mero sintoma, uma consequência de eventos trágicos. De outra maneira é transcendental, uma imaginação feita de fantasia e desejo. Mas através da ajuda das mídias sociais, Hollywood e forças políticas (mais recentemente a administração de Obama), uma nova definição da pessoa humana foi inventada. Este truque linguístico criou uma invenção da imaginação ; um ilusão erótica que sequestrou a realidade. A antropologia clássica teve sua mente transformada e um novo tipo de homem foi inventado. Quando uma pessoa se rotula “gay”, ele se move para fora da esfera natural e se desqualifica da completa participação no destino humano.
De pai para filho para neto para bisneto, a semente do homem é sua semente para as gerações. Através de seu DNA, ele vive em outras vidas. Quando implantado no útero da mulher, sua semente produz vida humada. Mas no sexo homossexual, a semente do homem só pode resultar em decadência e morte.
Na relação sexual natural, a raça humana é preservada, e o homem vive através de gerações futuras. Mas no sexo traumatizado que viola o propósito do nosso corpo, seu poder produtor gera morte e aniquilação. E então a sabedoria do corpo apresenta seu contraste: Nova vida vs. decadência e morte.
Não nos admira que vejamos tanta insatisfação no mundo homossexual; não somente por causa da desaprovação da sociedade, mas porque o homem que vive naquele mundo, sente a futilidade de uma identidade homossexual. Ela representa o término da longa linha de seus ancestrais que eram antes conectados, através do tempo, no casamento natural.
No mundo real, uma identidade gay não faz sentido. Unicamente como sintoma, como uma reparação erotizada da falta de afeto, a homossexualidade tem sentido.”
(Joseph Nicolosi, The Traumatic Foundation of Male Homosexuality)

http://www.midiasemmascara.org

segunda-feira, 27 de maio de 2019

sexta-feira, 24 de maio de 2019

É lícito desejar um mal físico ou temporal sob o aspecto de um bem maior


“O homem, enquanto pecador e culpável, não é digno de amor, mas sim de ódio, já que, enquanto permaneça nesse estado, é aborrecível aos olhos de Deus. Mas enquanto criatura humana, capaz todavia da glória eterna pelo arrependimento de seus pecados, deve ser amado com amor de caridade. E precisamente o maior amor e serviço que lhe podemos prestar é ajudá-lo a sair de sua triste e miserável situação (...). Do mesmo modo, não é lícito jamais desejar ao pecador algum verdadeiro mal (e.g, o pecado da condenação eterna). Mas é lícito desejar-lhe algum mal físico ou temporal sob o aspecto de um bem maior, como seria, por exemplo, uma enfermidade ou adversidade para que se torne (...) o bem comum da sociedade (e.g, a morte de um escritor ímpio ou de um perseguidor da Igreja para que não continue fazendo mal aos demais).”
(Antonio Royo Marin, Teologia Moral para Seglares)

sábado, 18 de maio de 2019

Revelado que a farsa da colusão Trump-Rússia tem origem em grupo ativista ucraniano financiado por George Soros


"Acaba de emergir que o caso Russiagate começou com documentos divulgados por grupos financiados pelo bilionário ativista George Soros. Agora está claro que, sob Barack Obama, a Embaixada dos EUA em Kiev trabalhou em estreita colaboração com grupos ligados a Soros para compilar a pesquisa da oposição sobre a campanha de Trump.
Vários meios de comunicação dos EUA relataram as origens ucranianas do embuste do Russiagate, incluindo o Epoch Times, The Hill e Gateway Pundit. O Epoch Times noticiou em 10 de abril de 2019 que as acusações contra o ex-gerente de campanha de Trump, Paul Manafort, se originaram com o deputado ucraniano Serhiy Leshenko e Artem Sytnyk, diretor do Departamento Nacional Anticorrupção da Ucrânia (DNAU), que revelou documentos sobre propinas a Manafort durante a presidência do presidente pró-russo Victor Yanukovych.
Serhiy Leshenko (foto acima) apresentou esses documentos do "livro negro" ao público em 21 de março de 2017 no Centro de Mídia da Crise da Ucrânia financiado por Soros, ligando Manafort a propinas ilegais no total de US$ 12,7 milhões e até mesmo tentando culpá-lo pelas mortes de manifestantes na Praça Maidan em 2014. Os investigadores anticorrupção ucranianos chegaram ao ponto de hackear os telefones e mensagens de texto das filhas de Paul Manafort.
O Centro de Mídia da Crise da Ucrânia foi fundado em março de 2014 pelo governo da Ucrânia e pela Fundação Renascimento Internacional de George Soros para dar às reportagens sobre o conflito na Ucrânia a interpretação "correta". Soros fundou grupos de lobby de mídia em todo o mundo inspirados no Media Matters for America, que ele fundou com John Podesta depois que o escândalo de Lewinsky quase derrubou Bill Clinton.
De acordo com o Epoch Times, Leshenko forneceu esta informação à funcionária da campanha de Clinton, Alexandra Chalupa, que então passou essa informação para o repórter do Yahoo News, Michael Isikoff. Isikoff divulgou a história no Yahoo em 18 de agosto de 2016, uma das primeiras menções públicas do suposto "conluio com a Rússia" da equipe de Trump. Manafort teve que renunciar como gerente de campanha de Trump no dia seguinte.
Chalupa também passou as informações do "livro negro" para Glenn Simpson na Fusion GPS, que as passou para a funcionária Nellie Ohr. Ohr passou a informação para seu marido, Bruce Ohr, segundo o Epoch Times. Em 30 de maio de 2016, Nellie Ohr enviou um e-mail para Bruce Ohr e funcionários do Departamento de Justiça sob o assunto “Encontrada Documentação sobre 'Caixa Preta' do Partido das Regiões Ucraniano".
A documentação sobre o "livro negro" do Partido das Regiões “aparentemente chegou ao DNAU, o Departamento Nacional Anticorrupção da Ucrânia”, afirmou o e-mail, citando como fonte dos documentos do "livro negro" o ex-vice-chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, Viktor Trepak.
Bruce Ohr então usou esta informação derivada de Soros para iniciar a investigação da campanha de Trump pelo Departamento de Justiça, codinominada “Furacão Tiroteio”.
George Soros investiu bilhões na Ucrânia antes do início do conflito em 2014 e foi um dos principais atores do conflito com seu rival Vladimir Putin. “Com suas fundações da Sociedade Aberta, Soros não só foi fundamental para ajudar a derrubar o governo em Kiev, mas também obterá um lucro considerável a partir da Ucrânia, especialmente graças aos seus vínculos estreitos com o novo governo de Poroshenko. Em janeiro deste ano, ele se encontrou privadamente várias vezes com a liderança ucraniana”, escreveu a Neopresse em 2015.
Em 28 de abril de 2016, Chalupa e Isikoff participaram de um painel para discutir suas pesquisas sobre Manafort com 68 jornalistas ucranianos em um programa chamado Centro de Liderança do Mundo Aberto, patrocinado pela Biblioteca do Congresso, que está intimamente ligado às Fundações Soros.
O DNAU e o governo de Obama estavam trabalhando em estreita colaboração com o Centro de Ação Anticorrupção (AntAC) de Soros na Ucrânia, como John Solomon relatou em The Hill. Quando os promotores ucranianos investigaram o AntAC sobre a ausência de US$ 4,4 milhões em financiamento dos EUA, foi-lhes ordenado que renunciassem por funcionários de Obama.
Quando o novo Procurador-Geral Yuri Lutsenko foi ao encontro da embaixatriz de Obama na Ucrânia, Marie Yovanovitch, disse ter ficado pasmo quando a embaixatriz "me deu uma lista de pessoas que não deveríamos processar".
“Descobriu-se que o AntAC havia sido co-financiado pelo governo Obama e pelo megadoador esquerdista George Soros. E estava colaborando com os agentes do FBI que investigavam as atividades comerciais do então gerente de campanha de Trump, Paul Manafort, com figuras pró-russas na Ucrânia”, escreve Solomon.
"A mensagem implícita aos promotores da Ucrânia era clara: não focar no AntAC em meio a uma eleição presidencial americana, na qual Soros estava apoiando Hillary Clinton para suceder a outro favorito de Soros, Barack Obama, disseram autoridades ucranianas."
De acordo com registros de doações, o AntAC recebeu 59% de seu orçamento de quase US $1,7 milhão desde 2012 dos orçamentos norte-americanos vinculados a Estado e Justiça, relata Solomon, ou US$ 1 milhão, e quase US$ 290.000 da Fundação Renascimento Internacional de Soros.
As autoridades policiais ucranianas têm tentado compartilhar com o Departamento de Justiça suas informações sobre o conluio entre funcionários de Obama, a campanha de Clinton, as ONG de Soros e o governo ucraniano, até agora sem sucesso, escreve Solomon. O Chefe Adjunto do Departamento de Cooperação Jurídica Internacional da Procuradoria-Geral, Kostiantyn Kulyk, disse a Solomon: “Planejávamos compartilhar essas informações durante uma viagem de trabalho aos Estados Unidos… No entanto, a embaixatriz [dos EUA] nos impediu de obter um visto. Ela não negou explicitamente nosso visto, mas também não o deu para nós."
"As autoridades ucranianas dizem que não querem entregar as provas aos agentes do FBI que trabalham na Ucrânia porque acreditam que o departamento tem uma relação próxima com o DNAU e a Embaixada dos EUA", escreve Solomon. "Não é nenhum segredo nos círculos políticos ucranianos que o DNAU foi criado com ajuda americana e tentou exercer influência durante a eleição presidencial dos EUA", disse Kulyk.
A corrupção e o conluio EUA-Ucrânia sobem até a Casa Branca de Obama, como relata Solomon. “Registros financeiros mostram que uma companhia ucraniana de gás natural direcionou mais de US$ 3 milhões para contas americanas ligadas a Hunter Biden, filho mais novo do então vice-presidente, Joe Biden [Nota do Blog: Biden é um dos atuais pretendentes a candidato democrata para as eleições presidenciais de 2020], que gerenciava as relações EUA-Ucrânia para o governo Obama. O filho de Biden participou da diretoria de uma empresa ucraniana de gás natural, Burisma Holdings.” Documentos mostram que o vice-presidente Biden pressionou autoridades ucranianas em março de 2016 a demitirem o promotor que supervisionou uma investigação na Burisma Holdings e que planejava entrevistar Hunter Biden sobre as transferências financeiras, segundo Peter Schweizer em “Impérios Secretos: Como a Classe Política Americana Esconde Corrupção e Enriquece Família e Amigos”."

https://www.thegatewaypundit.com

terça-feira, 14 de maio de 2019

"O cisma mais terrível que o mundo já conheceu"

“No dia 04 de fevereiro, em Abu Dabi, o Papa Francisco e o Grande Imã de Al-Azhar, Ahamad Al-Tayyeb, subscreveram o Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da convivência comum. A declaração inicia com o nome de um deus que, para ser comum, não deve ser outro que o Alá dos muçulmanos.
Na realidade, o Deus cristão é um em sua natureza, mas trino em suas pessoas, iguais e diversas, que são o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Desde os tempos de Ário, a Igreja combateu os antitrinitários e os deístas, que negavam tal mistério – o maior do Cristianismo – ou prescindiam dele. O islã, ao contrário, o recusava horrorizado, como proclama a sura A fé pura: “Ele é Alá, uno! Deus, o Eterno. Não engendrou, não foi engendrado. Não tem par!” (Corão 112, 2, 4).
O certo é que na Declaração de Abu Dabi não se rende culto ao Deus dos cristãos nem ao do islã, mas a uma divindade laica, a fraternidade humana, “que abraça todos os homens, une-os e torna-os iguais”. Não nos encontramos diante do espírito de Assis, que em seu sincretismo não deixa de reconhecer a primazia da dimensão religiosa sobre a secularista, e sim diante de uma afirmação indiferentista.
Na verdade, em nenhum momento se faz alusão a um fundamento metafísico dos valores da paz e da fraternidade aos quais constantemente se alude. Quando o documento afirma que “o pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos”, não professa o ecumenismo que Pio X condenou em Mortalium animos (1928), mas o indiferentismo religioso condenado por Leão XIII, na sua Encíclica Libertas (20 de junho de 1988), definido como sistema doutrinal “fundado na tese de que cada um pode professar a religião que preferir ou não professar nenhuma”.
Na Declaração de Abu Dabi, cristãos e muçulmanos se submetem ao princípio fundamental da Maçonaria, segundo o qual os valores da liberdade e igualdade da Revolução Francesa têm que ser sintetizados e cumpridos na fraternidade universal. Ahamad Al-Tayyeb, que redigiu o texto juntamente com o Papa Francisco, é o xeique hereditário da Irmandade de Sufis do Alto Egito. Al Azhar, a Universidade da qual é reitor, é caracterizada por sua proposta de esoterismo sufi como ponte iniciática entre a Maçonaria do Oriente e do Ocidente (cf. Gabriel Mandel, Federico II, el sufismo y la Masonería, Tipheret, Arcireale 2013).
O documento exorta com grande insistência “aos líderes do mundo inteiro, aos artífices da política internacional e da economia mundial”, “aos intelectuais, aos filósofos, aos homens de religião, aos artistas, aos operadores dos mass-media e aos homens de cultura”, que se comprometam em difundir “a cultura da tolerância, da aceitação do outro e da convivência”, e expressa “a forte convicção de que os verdadeiros ensinamentos das religiões convidam a permanecer ancorados aos valores da paz; apoiar os valores do conhecimento mútuo, da fraternidade humana e da convivência comum”.
Destaca-se que tais valores são “âncora de salvação para todos”. Por esse motivo, “Al Azhar e Igreja Católica pedem que este Documento se torne objeto de pesquisa e reflexão em todas as escolas, nas universidades e nos institutos de educação e formação, a fim de contribuir para criar novas gerações que levem o bem e a paz e defendam por todo o lado o direito dos oprimidos e dos marginalizados”.
No dia 11 de abril, em Santa Marta, o Documento de Abu Dabi foi selado com um gesto simbólico: Francisco se prostrou diante de três dirigentes políticos sudaneses, beijando os seus pés e implorando a paz. Esse gesto expressa a submissão à autoridade política e a recusa da Realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que representa Cristo, Nome diante do qual se dobra todo joelho no Céu e na Terra (Filipenses 2, 20), deve receber a homenagem dos homens e das nações, e não render homenagem a ninguém.
Ressoam as palavras de Pio XI, na Encíclica Quas primas: “Oh! Que felicidade poderíamos gozar, se os indivíduos, as famílias e as sociedades se deixassem governar por Cristo! Então, verdadeiramente – diremos com as mesmas palavras que nosso predecessor Leão XIII dirigiu há vinte e cinco anos a todos os Bispos do orbe católico -, será possível curar tantas feridas, todo direito recobrará o seu vigor antigo, voltarão os bens da paz, cairão das mãos as espadas e as armas, quando todos aceitarem de boa vontade o império de Cristo, quando o obedecerem, quando toda língua proclamar que Nosso Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai”.
Por outra parte, o gesto realizado pelo Papa Francisco em Santa Marta nega um sublime mistério cristão: a Encarnação, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, único Salvador e Redentor da humanidade. Ao negar esse mistério, nega-se a missão salvífica da Igreja, que é chamada a evangelizar e civilizar o mundo. O Sínodo da Amazônia, que será realizado no próximo mês de outubro, constituirá uma nova etapa nesta recusa da missão da Igreja, e que supõe também a recusa da missão do Vigário de Cristo? O Papa Francisco irá se ajoelhar diante dos representantes dos povos indígenas? Pedirá a eles que transmitam à Igreja a sabedoria tribal da qual são portadores?
O certo é que três dias depois, em 15 de abril, a catedral de Notre Dame, imagem plástica da Igreja, pegou fogo e as chamas consumiram a torre, deixando intacta a base. Por acaso isso não significa que, apesar do desmoronamento do topo da Igreja, sua divina estrutura resiste e nada poderá derrubá-la? Uma semana mais tarde, outro acontecimento fez tremer a opinião pública católica: uma série de atentados, cometidos por seguidores da mesma religião à qual se submete o Papa Bergoglio, transformaram a Páscoa da Ressurreição em um dia de Paixão para a Igreja universal, com 300 mortos e mais de 500 feridos.
Antes mesmo dos seus corpos, o fogo consumiu as ilusões dos católicos que, com aplausos e violões, entoavam aleluias, enquanto a Igreja vive sua Sexta e seu Sábado Santo. Pode-se objetar que aqueles que perpetraram os atentados do Sri Lanka, apesar de serem muçulmanos, não representam o islã. Nem mesmo o imã de Al Azhar, que assinou o documento de paz e fraternidade, representa todo o islã. Mas certamente o Papa Francisco representa a Igreja Católica. Até quando?
Não há verdadeira fraternidade se se prescinde do sobrenatural, que não nasce de vínculos com os homens, mas com Deus (1 Tessalonicenses 1, 4). Do mesmo modo, a paz não é possível prescindindo da paz cristã, porque a fonte da verdadeira paz é Cristo, Sabedoria encarnada, que “veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto” (Efésios 2, 17). A paz é uma graça de Deus, trazida à humanidade por Jesus Cristo, Filho de Deus e soberano dos Céus e da Terra.
A Igreja Católica que Ele fundou é a suprema depositária da paz, porque é guardiã da verdade, e a paz se funda na verdade e na justiça. O neomodernismo, implantado na cúpula da Igreja Católica, prega uma falsa paz e uma falsa fraternidade. Porém, a falsa paz traz a guerra ao mundo, assim como a falsa fraternidade conduz ao cisma, que é uma guerra civil na Igreja.
São Luís Orione tragicamente predisse em 26 de junho de 1913: “O modernismo e o semi-modernismo não têm remédio; cedo ou tarde se chega ao protestantismo ou a um cisma na Igreja que será o mais terrível que o mundo já conheceu” (Escritos, vol. 43, p. 53).”
(Roberto de Mattei, “Il Più Terribile Scisma Che Il Mondo Abbia Mai Visto”)

https://www.obramissionaria.com.br

sábado, 11 de maio de 2019

Direito racial é racismo


“Acuado pelo discurso histérico dos racistas pretos, este país está levando a hipocrisia além do limite de segurança em que ela se transforma em auto-engano, e o auto-engano em demência.
Alegando os sofrimentos históricos de seus antepassados, os negros conquistaram o direito de fazer a apologia da própria raça sem poderem ser acusados de racismo, e de, em contrapartida, acusar de racismo quem critique um preto por qualquer razão que seja.
Mas todos os racismos começam como compensações de sofrimentos históricos. Os alemães só inventaram essa coisa de nazismo depois de serem discriminados pela Europa culta e rica, durante trezentos anos, como povo grosseiro e atrasado que falava um idioma de estrebaria. Fazer pouco dos alemães era moda até entre eles mesmos — uma espécie de autodiscriminação: Nietzsche morria de vergonha de não ser francês. Foram séculos de complexo de inferioridade. E quando no século XX os alemães ergueram a cabeça, o desejo neurótico de compensações deu no que deu.
O desejo de compensações é psicologicamente explicável, mas resulta em fazer da raça, como tal, um titular de direitos, e isto é, nem mais, nem menos, direito racial puro e simples. Ao mesmo tempo, a lei que consagra os direitos da raça não impõe sobre ela nenhuma obrigação decorrente do exercício desses direitos, o que faz dela um ser juridicamente privilegiado que pode cobrar mas não pode ser cobrado. Absoluto e incondicionado, o direito racial se sobrepõe, assim, aos direitos constitucionais do cidadão individual, que implicam obrigações. Para piorar as coisas, o direito racial viola flagrantemente um princípio constitucional: se ninguém pode ser discriminado por motivo de raça, é absurdo que, por igual motivo, desfrute de direitos especiais.
Quem introduz no corpo das leis o contra-senso e a absurdidade é, em essência, um inimigo da ordem jurídica, por mais edificantes que sejam os pretextos que alega.”
(Olavo de Carvalho, O Imbecil Coletivo)