quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A mente do coletivista


“A FSP informa que Jair Bolsonaro já nomeou metade de seus ministros, mas nenhum deles é do Norte-Nordeste. E o faz em tom de "denúncia". O autor da matéria é Gustavo Maia, o mesmo que em 5 de novembro "denunciou" que todos os membros da equipe de transição eram homens.
A mente do coletivista é interessantíssima. Extrapolando o conceito de consciência de classe, o coletivista do século XXI só consegue raciocinar em termos de grupos, categorias ou classes. A sociedade, assim, seria o ajuntamento não de indivíduos e famílias, mas de milhares de pequenos sindicatos de gente que nunca se viu nem se conheceu, mas que rema unida pelo fato de partilharem não só uma declaração de renda similar, mas também um local de nascimento, uma determinada cor de pele, um gênero ou uma orientação sexual.
Logo, o coletivista espera genuinamente que eu, sendo homem, branco, heterossexual e paulistano, direcione todos os meus atos a defender essa específica classe de seres humanos parecidos comigo, e a atacar gratuitamente qualquer um que não seja meu próprio reflexo no espelho. Assim é que o Neymar é mais rico e mais famoso que a Marta não porque em boa parte do mundo as pessoas estão mais dispostas a pagar pra assistir homens, e não mulheres, jogando futebol, e sim porque em algum momento o sindicato dos homens se reuniu e decretou em ata que, a partir daquele momento, todos iriam sabotar o esporte feminino em detrimento do masculino. E se porventura a maioria das mulheres também prefere ver o Neymar à Marta jogando, e se a maioria das mulheres vota em candidatos homens, mesmo tendo à disposição candidaturas de outras mulheres para escolher, é porque foram coagidas pelo sindicato dos homens, também conhecido por "patriarcado". Aliás, o pouco interesse que grande parte das mulheres naturalmente nutre pelos dois assuntos (futebol e política) só pode ser uma construção social, um veneno inoculado pelos homens na cabecinha de cada menina desde a mais tenra idade, cabendo aos bondosos engenheiros sociais a tarefa de "desconstruir" paradigmas forçando uma igualdade que as próprias partes supostamente beneficiadas nunca pediram.
Evidentemente o coletivista é muito seletivo quanto aos setores em que quer impor suas "cotas" de representatividade. 99% dos pedreiros são homens, mas o coletivista não tem interesse em equalizar as chances das mulheres nessa área. Interessam posições de poder apenas.
Obviamente ninguém nunca explicou a vantagem concreta de se impor representatividade em cargos de chefia. Ninguém nunca se deu ao trabalho de elaborar porque uma mulher, um negro, ou um gay, ou qualquer membro de qualquer minoria imaginável, é objetivamente um líder melhor que, digamos, um homem branco. Trata-se de um daqueles truísmos politicamente corretos que você deve aceitar bovinamente como auto-demonstrável, e evitar questionar a menos que queira ser taxado como misógino, supremacista branco ou homofóbico.
Se tivesse que escolher, o coletivista preferiria afundar o país com um governo que representasse as minorias de acordo com o censo do IBGE, que prosperar com um governo em que as minorias que ele cafetina não estivessem representadas, ainda que, na prática, essas minorias fossem beneficiadas por essa prosperidade. O gabinete de Trump, por exemplo, é composto por 16 pessoas, sendo 15 secretários (equivalentes aos nossos ministros) e mais o vice-presidente. 4 são da Florida, 2 são de Indiana, só um é da California (o estado mais rico) e não há ninguém de Nova Iorque ou do Texas, também estados ricos e populosos. Apenas 3 são mulheres, a despeito de elas serem 51% da população. Apenas um é negro, apesar de 12% da população daquele país ser negra. Mas gente comum está pouco se lixando se os secretários de Trump são homens, mulheres ou cosplays do Pablo Vittar, porque a taxa de desemprego do país é a menor em 49 anos, as Forças Armadas estão sendo reequipadas com um orçamento extra de US$ 700 bilhões e o crime está em franca queda.
TODOS estão vivendo melhor, e pra gente normal é isso que interessa. Menos para os engenheiros sociais. Esses não vão descansar enquanto não formos todos iguais. Mesmo que pra isso precisemos nos tornar igualmente miseráveis.”
(Rafael Rosset, em postagem no Facebook de 21.11.2018)

Previsão da Europa


"Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe.
E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.
E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro.
Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo.
E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.
Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.
E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.
Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?
Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.
Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?
Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.
E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.”
(Mateus 21, 33-44)

domingo, 25 de novembro de 2018

Religião revelada ou “religião dialogada”?


"O demolidor plano lucidamente projetado pelo neomodernismo desde os inícios do concílio Vaticano II chegou à sua completa maturação: sua decisiva instalação nos vértices da Catolicidade reforçou seu devastador influxo, concorrendo a desqualificar como intolerável desobediência à Hierarquia e a seus decretos a devida negação a uma “pastoral” fundada em falsos princípios ideológicos, que implicam a inatural redução das verdades do Depositum Fidei às variadas inclinações psicológicas de alguns fiéis cada vez mais desorientados pela desenvolta práxis inovadora difundida na suposta “igreja conciliar”.
Cremos inoportuno insistir na necessidade de desentranhar as insídias implícitas nas reiteradas referências neomodernistas à tranquilizadora predisposição conciliadora do diálogo, que contribui a enraizar os interlocutores na persuasão injustificada da impossibilidade de deduzir valorações e crenças de fontes superiores ao pretendido e indiscutido valor do conhecimento individual.
A arma psicológica empregada com altiva falta de escrúpulos pelos fautores do falso pressuposto da relatividade de toda afirmação e da conseguinte proibição de violar sua afirmada respeitabilidade é dada pela envilecedora repetição do sofisma agnóstico que considera a aspiração ao conhecimento e à posse da verdade como resíduo de um dogmatismo contrário à razão; a este respeito, não se pode deixar de perceber o curioso paradoxo pelo qual o pensamento laicista, por um lado, reivindica a presunçosa autossuficiência da razão, e por outro se apressa a libertá-la do dever de reconhecer a lei natural e a Verdade revelada em Cristo e em Sua Igreja.
* * *
No "diálogo" celebrado por quem afirma o “aggiornamento” conciliar, a verdade religiosa sofre distorções que derivam da forçada relativização à qual a racionalidade moderna submete toda proposição de tipo dogmático; se a philosophia perennis reconhecia no diálogo uma possível aproximação à busca de um conhecimento mais elevado e mais livre de preocupações subjetivistas, a cultura negadora da noção mesma de verdade ambicionou criar por sua vez um cômodo sucedâneo oportunamente predisposto para afirmar a tão trombeteada tolerância que se materializa na mais ampla abertura ao erro e no mais rigoroso ostracismo da Verdade.
A confrontação, concebida com base nos termos acima descritos, determina a regressão da razão a mero instrumento capaz de convalidar as turvas paixões que alimentam a opinião pública, persuadida de substituir a culpável deserção da Fé pelas pequenas ou grandes mentiras sancionadas pelo aplauso democrático da maioria.
Estas considerações permitem entender a direção fundamental do pontificado bergogliano, que, não obstante os juízos que tendem a situá-lo no prosaico marco dos tons modestos e improvisados de numerosas intervenções papais, revela-se caracterizado por uma decidida e precisa vontade de superar as barreiras e as incompreensões entre as religiões, facilitando assim a constituição daquela "superigreja" firmemente desejada pelos seculares inimigos do catolicismo.
Em conversa que remonta a junho passado, o Papa, comentando a passagem bíblica relativa ao mandamento dado por Deus aos pais de abster-se de comer o fruto da árvore do conhecimento no Paraíso terreno, afirmou que a Palavra divina não tem nenhuma conotação autoritária, que a salvaria do risco de cair na armadilha de uma perspectiva agradável a quem persevera desonesta e contraditoriamente no apontar o relativismo como a única verdade incontroversa.
Torna-se claro que, cedendo aos condicionamentos da perdurante mentalidade iluminista, as instâncias vinculantes e inderrogáveis da Fé e do Decálogo se desvanecem nas interpretações relativizantes de um renovado e infrutífero exercício hermenêutico.
A preparada e humilhante subjacência do Dogma e da moral aos ditames do saber profano obriga a falar de um cumprimento dos auspícios prévios à convocação e aos desenvolvimentos do concílio Vaticano II.
Durante uma alocução, ao final daquela histórica reunião e dirigida a expor um global reconhecimento de seu desenvolvimento e de seus resultados, o papa Paulo VI delineava o apavorante cumprimento da desejada convergência entre a religião do Deus que se fez homem e a contrarreligião do homem que se faz Deus; ao citado e funesto acordo são reconduzíveis as desconsideradas "aberturas" e as desoladoras capitulações que prepararam a catastrófica situação em ato na Igreja.
Igualmente distante da congelante avidez de maus humores pessimistas e das pueris aventadas euforias, o realismo cristão nos exorta a viver os presentes e dolorosos acontecimentos na certeza de que – como admoestavam inclusive os grandes pensadores anteriores à Revelação Divina – a verdade, enquanto eterna e absoluta, não pode adequar-se ao variar dos tempos."

https://adelantelafe.com

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Breve Quod aliquantum do Papa Pio VI contra a liberdade religiosa

“O efeito necessário da Constituição decretada pela Assembléia é aniquilar a religião católica e, com ela, a obediência devida aos reis.
Com este propósito ela estabelece como um direito humano na sociedade essa liberdade absoluta, que não só assegura o direito de permanecer indiferente às opiniões religiosas, como também concede plena autorização para livremente pensar, falar e escrever, e até mesmo imprimir tudo o que qualquer um queira em matéria religiosa, inclusive as mais desordenadas idéias.
Não obstante, é um direito monstruoso, o que a Assembléia reivindica como resultado da igualdade e da liberdade natural do homem.
Mas o que poderia ser mais insensato, do que estabelecer entre os homens essa igualdade e essa liberdade sem limites, que reprime a razão – o mais precioso dom natural dado ao homem e que o distingue dos animais?
Depois de haver criado o homem em um lugar provido com coisas deleitáveis, Deus não o ameaçou com a morte se comesse a fruta da árvore do bem e do mal? E com essa primeira proibição Ele não estabeleceu limites para a sua liberdade? Depois que o homem desobedeceu a ordem, incorrendo por meio disso em culpa, Deus não lhe impôs novas obrigações, por meio de Moisés? E apesar de deixar ao homem o livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal, Deus não lhe forneceu os preceitos e mandamentos, que poderiam salvá-lo "se ele os observasse"?
De onde, então, é a liberdade de pensamento e ação, que a Assembléia outorgou ao homem na sociedade, como um indiscutível direito natural? A invenção desse direito não é contrária ao direito do Supremo Criador, a quem nós devemos nossa existência e tudo o que temos? Podemos ignorar o fato de que o homem não foi criado apenas para si próprio, mas para ser útil ao seu próximo?...
O homem deve usar sua razão antes de tudo para mostrar-se agradecido ao seu Soberano Criador, para honrá-lo e admirá-lo, e para submeter toda a sua pessoa a Ele. Para isso, desde a sua infância, deve ser submisso àqueles que são superiores a ele em idade; deve ser educado e instruído por suas lições; deve ordenar sua vida de acordo com as leis da razão, da sociedade e da religião.
Essa exageração da igualdade e da liberdade, portanto, são para ele, desde o momento em que nasce, não mais do que sonhos imaginários e palavras sem sentido.”

http://www.sacralidade.com

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Marx e a esperança na história

"Marx foi um pensador burguês. Mal economista no sentido rigoroso e até científico do termo, não foi o melhor filósofo, mas teve o gênio de dar ao sentido exclusivamente econômico da vida um sopro de demência religiosa que desatou a esperança de uma mudança total provocada pela passagem dos meios de produção das mãos do capitalista às do povo organizado. Esta idéia foi semeada sobre uma consciência da qual não havia desaparecido a esperança escatológica no Reino de Deus e de uma transformação do homem provocada pelo fermento da graça divina e a conversão religiosa da vontade, mas em cujas convicções mais profundas havia entrado para sempre o culto do trabalho humano e a confiança em uma redenção puramente antropocêntrica.
Marx não examinou a atividade econômica em seu sentido lato, à luz da eficácia produtiva. Nessa ordem de reflexões o capitalismo tem sobre suas idéias todas as vantagens da eficiência e a seu favor o peso esmagador das estatísticas e o melhor standard de vida. Pensou a atividade econômica em termos de uma força transformadora da natureza e a dotou de um ímpeto soteriológico capaz de provocar o advento de um "homem novo", o produto de um salto qualitativo na evolução da espécie. Era uma idéia au jour, nascida de uma hipótese biológica e de um tremendo desejo de que fosse verdadeira para terminar com o dogma da criação a partir do nada. Marx nunca soube bem que coisa seria esse homem socialista, mas o sonho se harmonizava com suas ambições titânicas e coroava o esforço dialético de Hegel com um porvir. Naquele momento e até então a realização do socialismo não provocara a passagem da pré-história presente à verdadeira história, a visão deste fim último brotado do abraço da economia e do evolucionismo biológico iniciava a esperança na história.
Ter esperança na história é fundar o sentido da vida na fugidia mobilidade do tempo. Pessoalmente essa esperança é insustentável, porque supõe passar por cima da inevitável morte individual. Posso esperar para além da morte e se poderá discutir a sensatez de semelhante esperança. Mas esperar com o convencimento de que a morte tem a última palavra é indubitavelmente uma esperança desesperada, ou mais simplesmente uma forma bastante complicada de desesperação.
O marxismo não fala de esperanças pessoais e trata de fundar uma espécie de esperança coletiva. Eu espero por outros, mas não por outros que esperam pessoalmente isso que eu espero por eles, mas por outros que todavia não são e dos quais com certeza não sei o que esperarão, caso esperem algo. Minha esperança se adere a um especismo que permitirá às gerações sucessivas irem se sacrificando uma depois da outra atrás de uma ilusão que a morte de cada um apaga de um só golpe."
(Rubén Calderón Bouchet, Esperanza, Historia y Utopía)

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

William Shakespeare: Soneto LXV

Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A cultura pós-moderna é uma cultura sem amor

“A forma humana é sagrada para nós porque tem a marca da nossa corporalidade. A profanação intencional da forma humana tornou-se, para muitas pessoas, uma espécie de compulsão. E essa profanação é também uma negação do amor. É uma tentativa de refazer o mundo como se o amor não fizesse mais parte dele. E isso, certamente, é a característica mais importante da cultura pós-moderna: é uma cultura sem amor, que tem medo da beleza porque se perturba com o amor.”
(Roger Scruton, Beauty)

domingo, 4 de novembro de 2018

Depois de 2 mil anos, Israel conseguiu produzir azeite puro para o Terceiro Templo


“Judeus que promovem a construção do Terceiro Templo em Jerusalém conseguiram, pela primeira vez em 2 mil anos, produzir azeite de oliva puro para ser usado nas instalações do futuro templo.
Já se fizeram muitos progressos na criação dos utensílios sagrados para o Terceiro Templo, o véu do lugar santíssimo, as vestimentas que utilizarão os sacerdotes levitas, contudo as leis de pureza bíblicas falam do azeite que se usa para acender a menorá de ouro de sete braços que é conhecido como o candelabro, informa a organização The Temple Institute em sua página do Facebook.
Na semana passada, o Instituto do Templo deu outro grande passo com a produção de azeite de oliva puro, de acordo com os padrões bíblicos de pureza que se deve cumprir para a menorá.
Vários rabinos e funcionários do Instituto do Templo, inclusive o rabino Chaim Richman, viajaram a Moshav Ramot nas Colinas de Golã e ali, com o grupo Einat Ziv (Mulheres para o Templo Sagrado) e o professor Hillel Weiss, da Universidade Bar Ilan, colheram cerca de 150 quilos de azeitonas orgânicas de árvores que não haviam sido tratadas com fertilizantes, de acordo com as leis de pureza da Torá.
Eles transportaram as azeitonas à cidade de Katzrin, onde, no centro de prensagem de oliva, o rabino Azarias e o pessoal do Instituto do Templo fizeram todos os preparativos e arranjos especiais necessários à fabricação do azeite e a produção cumpriu as normas bíblicas.
Estas regras de pureza são uma área complexa e requerem um estudo altamente especializado que muito poucos dominaram em nossos tempos. Alguns inclusive pensaram que o conceito de pureza bíblica era muito difícil de voltar a introduzir em nossos tempos, razão pela qual o fato foi considerado um “milagre”.
Agora, realizou-se a produção de azeite de oliva puro pela primeira vez em 2.000 anos, destinado especificamente à menorá do futuro Templo Sagrado, o que aumenta a esperança dos rabinos de conseguir a construção do templo.”

http://cronicadelfindelostiempos.blogspot.com

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Cardeais bandidos


"O Cardeal Ouellet respondeu ao Arcebispo Viganò e sua resposta é, embora destituída de fatos contra o bom Arcebispo, ainda mais maliciosa do que se poderia esperar.
O principal ponto é que Ouellet não nega a veracidade da principal acusação de Viganò: McCarrick recebeu de Bento a ordem para se aposentar, e isso foi relaxado por Francisco. Contudo, ele diz não ter encontrado nenhum documento oficial prescrevendo tal comportamento (algo, por sinal, que Viganò jamais afirmou), o que então tornaria OK a permissão de Francisco para que McCarrick viajasse ao redor do mundo.
O cardeal também dispara uma série de insultos contra Viganò, culpável somente de ter ouvido o que o Papa disse e de tê-lo fielmente relatado, tirando as consequências dos eventos e pedindo a um tal patife sem-vergonha que fizesse a única coisa decente e abdicasse.
O Cardeal e o Papa, assim, estão nus diante do homem justo que acusam e insultam.
Note-se que Viganò relatou claramente que o próprio Papa deu início ao assunto, perguntando-lhe o que pensava de McCarrick, ao que Viganò respondeu com uma clareza e energia que jamais poderiam justificar a inação. Portanto, o argumento de Ouellet de que não havia nenhum documento oficial ordenando restrições na vida e na movimentação de McCarrick é nada menos que uma admissão desta inação voluntária após o claro alerta do Arcebispo.
O Cardeal Ouellet é um homem apodrecido; um homem que, como tantos outros, fingiu ser de certo modo conservador quando lhe foi conveniente, para depois se vender e tornar-se parte da máquina herética de Francisco quando os hereges chegaram ao poder. O próprio fato de que Ouellet abertamente insulta Viganò sem ser capaz de refutar qualquer de seus argumentos bastante razoáveis, e na verdade apresentando prova da inação escandalosa de Francisco, é uma indicação clara da medida em que esse homem vendeu sua alma à Francigreja; mas considerando que também defendeu Amoris Laetitia e outras acrobacias heréticas, isso já era previsível.
O único argumento que o Cardeal Ouellet pode tentar fazer é este: Viganò é um total mentiroso; alguém que inventaria toda uma mentira do nada pelo prazer de derrubar um Papa. Alguém que relataria informações que jamais aconteceram por razões que ninguém realmente entenderia. Alguém, basicamente, não melhor do que qualquer feminista de chapéu-vagina inventando acusações falsas contra Brett Kavanaugh.
No entanto, este não é um feminista de chapéu-vagina, mas um homem de Deus extremamente respeitado. Ele não alega que fatos aconteceram sabe-se lá quando e onde, mas certamente décadas atrás. Ele diz a data, o lugar e o exato conteúdo de sua conversa com Francisco. Seus relatos da severa confrontação com McCarrick pelo Núncio anterior são substanciados pelo Monsenhor que estava nela presente. Seu relato é recente, detalhado, corroborado e bastante verossímil.
Que tem o Cardeal Ouellet a opor a isto? Algo parecido com "você é um mentiroso e um inimigo do Papa." Na verdade, esta é a única maneira que alguém poderia acreditar em Ouellet: persuadindo-se a si mesmo de que Viganò é uma clerical harpia feminista de chapéu-vagina, que subitamente começou a guinchar contra Francisco com acusações falsas.
Um homem bom de um lado, um bandido sem-vergonha do outro.
Rezem pelo fim deste pontificado, e de pessoas como Ouellet que infestam o Vaticano."

https://mundabor.wordpress.com

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Religião na Europa

1) Religiões tradicionais, por país

Azul = Católico, violeta = Protestante, vermelho = Ortodoxo, e verde = Islã
2) Crença em Deus, por país

3) Pessoas que acreditam que exista uma "força espiritual ou de vida" (excluindo a crença em Deus), por país

4) Pessoas que acreditam "não existir nenhum Deus, força espiritual ou de vida", por país

5) Islã por percentual da população, por país

Verde escuro = >95%, branco = <1%
6) Número de judeus, por país

7) Catolicismo por percentual da população, por país

https://churchpop.com