domingo, 29 de maio de 2016

Michelangelo Buonarroti: Soneto LXVI


Forçoso é que a piedade enfim me venha,
pra que d’alheias culpas mais não ria,
seguro em meu valor, sem outro guia,
alma perdida que de si desdenha.

Nem sei que outra bandeira me mantenha
não vencedor, mas salvo da porfia
com que o tumulto adverso me seguia,
se não é Teu poder que me sustenha.

Ó carne, ó sangue, ó lenho, ó dor extrema!
Justo por vós se tome o meu pecado,
do qual nasci e os pais que foram meus.

Só Tu és bom: socorra tão suprema
piedade o meu predito iníquo estado:
tão perto a morte, e ainda tão longe Deus.


Tradução de Jorge de Sena

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Pe. Paul Kramer sobre Fátima e o atual momento da Igreja

"Agora que aconteceu o que Malachi Martin previu a partir de seu conhecimento do 3º Segredo, "o colapso do centro" (i.e o colapso do centro do Cristianismo – o papado); a Maçonaria já está de posse do Vaticano sob o maçom Jorge Bergoglio, que é um herege manifesto e infiel (pois nega as verdades mais básicas sobre religião que pertencem à Lei Natural). O reinado de perfídia de Bergoglio foi previsto por São Francisco de Assis e Irmã Jeanne de la Nativité (Jeanne le Royer). Isto é apenas o começo dos horrores. A política ecumênica de Bergoglio de despojar o Catolicismo de seus ensinamentos doutrinais e morais segundo a agenda maçônica de criar um "Cristianismo sem dogmas" ecumênico (dogmenfreies Christentum) visa à destruição do Cristianismo. A isso se seguirá a Nova Religião, que será Pagã. Todas essas coisas estão descritas na profecia católica. A Igreja terá que descer às catacumbas. Haverá uma vacância da Sé Romana por 25 meses ou mais. Parecerá que a Igreja Católica desapareceu da face da terra. As palavras de Nossa Senhora a Melanie Calvat cumprir-se-ão, "Roma perderá a fé e se tornará a sede do Anticristo".
O bispo Cosme do Amaral exagerou usando a palavra "apenas", quando deveria ter usado a palavra "principalmente" quando disse que o Segredo tem a ver "apenas" com nossa fé. De fato, o Terceiro Segredo refere-se primeiramente à nossa fé: o ataque à nossa fé pelos que "governam os senhores do mundo", que tentarão impor a religião mundial única (sobre a qual São Pio X alertou em Notre charge apostolique); seqüestrando o papado e usando um papa falso para levar o mundo à apostasia da comunhão inter-religiosa (como representada nas visões de Anna Katharina Emmerich), que se fundará no Paganismo. O verdadeiro papa terá muito que sofrer, como Nossa Senhora revelou à Beata Elena Aiello e outros. O terceiro segredo fala especificamente de um "papa" que estará completamente sob o poder do diabo. Isso tem sido divulgado por múltiplas fontes. A mais notável delas foi o Pe. Malachi Martin, confidente do Cardeal Augustin Bea, que havia recebido o conteúdo do Segredo de Bea. Quando mencionei a Malachi que eu acreditava que o Segredo revelava que haveria um antipapa que seria um herege, Malachi me respondeu, "Ah, se fosse apenas isso!" Deste modo, o 3º Segredo não está exclusivamente focado na perda de fé apenas, mas fala de papas, guerra mundial, perseguição, etc (como alguns que leram o segredo divulgaram); e do governo mundial ímpio contra o qual Bento XV alertou em seu Motu Proprio Bonum Sane (25 de julho de 1920) e que será inaugurado após a derrota das potências da OTAN na Terceira Guerra Mundial.
Creio que o motivo pelo qual Ottaviani se opôs à publicação do Segredo de início foi devido às mesmas apreensões e reservas que Wojtyła & Ratzinger tiveram sobre o texto parecer minar o dogma da indefectibilidade da Igreja – daí, a relutância deles em publicar o Segredo. Contudo, quando Paulo VI começou a alterar radicalmente a liturgia da Missa, Ottaviani reviu seu posicionamento neste ponto, e contornou o juramento de sigilo com a revelação da assim chamada "versão diplomática" do 3º Segredo (que foi publicada em Neues Europa),e que divulga os principais pontos do Segredo, sem mencionar seus detalhes particulares.
Leão XIII não tinha tais apreensões doutrinais, ou preocupações sobre o seqüestro do papado minando o dogma da indefectibilidade. Ele o viu numa visão profética, e previu-o em uma oração que publicou na Raccolta (nº 407 se não me engano). O texto-chave da oração, que li nas versões originais latina e italiana, diz: "Os mais maliciosos inimigos têm enchido de amargura a Igreja, esposa do Cordeiro Imaculado, têm-lhe dado a beber absinto, têm posto suas mãos ímpias sobre tudo o que para Ela é mais sagrado. Onde foram estabelecidas a Sé do Beatíssimo Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações, eles têm erguido o Trono da Abominação e da Impiedade, de sorte que, ferido o Pastor, possa dispersar-se o rebanho.” Deste modo dar-se-á o cumprimento da escritura: Lamentações 4:12.
Como disse o Cardeal Ratzinger em 1984, "o que foi revelado no Segredo corresponde ao que tem sempre sido revelado em muitas outras aparições marianas" (citado de memória), e as aparições marianas mais comprovadamente autênticas e aprovadas revelam a terceira guerra mundial, a perseguição sangrenta à Igreja, e a falsa religião que os governentes ímpios impingirão ao mundo.
A consagração da Rússia transformará a Rússia no instrumento de Deus contra o império do mal e seu líder, cujo trono estará provavelmente localizado em Astana, Cazaquistão. No entanto, o movimento pela república universal com sua religião universal já está corporificado no Bergoglianismo, que é o motor especificamente planejado segundo a doutrina maçônica a fim de transformar politicamente o mundo, e espiritualmente transformar a Igreja de tal modo que os adapte e modifique para se encaixarem na Nova Ordem.
Notre charge apostolique poderia ter sido escrita hoje contra o Bergoglianismo com muito pouca modificação – de fato, com uma pequena modificação, poder-se-ia editá-la de tal maneira que pareceria ser diretamente contra os bergoglianistas. Cito completas as seções mais ominosas:
"35. Nous craignons qu’il n’y ait encore pire. Le résultat de cette promiscuité au travail, le bénéficiaire de cette action sociale cosmopolite ne peut être qu’une démocratie qui ne sera ni catholique, ni protestante, ni juive; une religion (car le sillonnisme, les chefs l’ont dit, est une religion) plus universelle que l’Église catholique, réunissant tous les hommes devenus enfin frères et camarades dans “le règne de Dieu”. – “On ne travaille pas pour l’Église, on travaille pour l’humanité.” (Tememos que ainda haja pior. O resultado desta promiscuidade em trabalho, o beneficiário desta ação social cosmopolita só poderá ser uma democracia, que não será nem católica, nem protestante, nem judaica; uma religião (porque o sillonismo, os chefes o afirmaram, é uma religião) mais universal do que a Igreja Católica, reunindo todos os homens tornados enfim irmãos e camaradas "no reino de Deus". – "Não se trabalha pela Igreja, trabalha-se pela humanidade".)
"36. Et maintenant, pénétré de la plus vive tristesse, Nous Nous demandons, vénérables Frères, ce qu’est devenu le catholicisme du Sillon. Hélas! lui qui donnait autrefois de si belles espérances, ce fleuve limpide et impétueux a été capté dans sa marche par les ennemis modernes de l’Église et ne forme plus dorénavant qu’un misérable affluent du grand mouvement d’apostasie organisé, dans tous les pays, pour l’établissement d’une Église universelle qui n’aura ni dogmes, ni hiérarchie, ni règle pour l’esprit, ni frein pour les passions et qui, sous prétexte de liberté et de dignité humaine, ramènerait dans le monde, si elle pouvait triompher, le règne légal de la ruse et de la force, et l’oppression des faibles, de ceux qui souffrent et qui travaillent." (E agora, penetrado da mais viva tristeza, perguntamo-Nos, Veneráveis Irmãos, aonde foi parar o catolicismo do Sillon. Ah! Ele, que dava outrora tão belas esperanças, esta torrente límpida e impetuosa foi captada em sua marcha pelos inimigos modernos da Igreja, e agora já não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja universal que não terá nem dogmas, nem hierarquia, nem regra para o espírito, nem freio para as paixões, e que, sob o pretexto de liberdade e de dignidade humana, restauraria no mundo, se pudesse triunfar, o reino legal da fraude e da violência, e a opressão dos fracos, daqueles que sofrem e que trabalham.)
(Fr. Paul Kramer, em postagem no Facebook de 21/05/2016)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Até para se afastar do Cristianismo é preciso ainda de algum modo a ele pertencer

“Nada se explica na história do mundo moderno sem "as idéias cristãs que ficaram loucas" de Chesterton, e sem a corrupção do cristianismo. E isto assim é, não somente porque o cristianismo impregnou sociologicamente as mentalidades a tal ponto que sua renegação ainda manifesta o revés de sua presença, não somente também porque, para ser eficaz, a luta contra o cristianismo pede-lhe as armas (a razão e a fé), mas sobretudo porque o corpo de verdades constituído pela reconciliação da natureza e da graça, desde a Redenção, é tão universal que, até para dele se evadir, é preciso ainda de algum modo a ele pertencer, e é preciso se apoderar de uma dessas verdades, deixando-a morrer das conseqüências da amputação, e então, em torno desse cadáver, construir não sei que espécie de mecânica de suplência. E é por isso que, para triunfar, como atualmente se vê, a heresia deve penetrar no próprio interior do cristianismo, in sinu gremioque Ecclesiae.”
(Marcel de Corte, Sartre, Filósofo da Contestação)

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Santo Inácio de Loyola sobre as indulgências

“Enquanto o frade apóstata [Lutero] lançava diatribes contra as indulgências, chamando-as instituições e imposturas fúteis e insignificantes da Igreja de Roma, o ilustre fundador da Sociedade de Jesus dava às hostes de filhos que havia gerado à Igreja no decurso do tempo um esplêndido exemplo do valor que deveriam dar a elas, partindo de Manresa como um pobre e desconhecido peregrino, a fim de visitar Roma e os lugares santos, onde ganharia para si os tesouros sagrados das indulgências.
E não satisfeito de pregar pelo exemplo, escreveu a seus compatriotas, os habitantes de Aspezia, poucos anos mais tarde (1540): “As indulgências são bens tão excelentes, que encontro-me incapaz de louvá-las e enaltecê-las como merecem: a única coisa que me resta fazer é rezar e rogar a vocês todos, pelo amor e respeito que devem a Deus, que as estimem bastante, e que se esforcem para aproveitá-las com todo o empenho de que forem capazes.”
(Pe. John Francis Sullivan, The Externals of the Catholic Church)

terça-feira, 17 de maio de 2016

O último dia de Pompéia


Uma excelente animação feita pelo Museu de Melbourne, Austrália.
Apresenta, passo a passo, a erupção do Vesúvio e a paulatina destruição da cidade de Pompéia, com som de fundo.

sábado, 14 de maio de 2016

O projeto de poder que quebrou o país


“Boa parte daqueles que se dispõem a analisar a política de um país tende a ter seus olhos voltados apenas para os movimentos internos da política partidária nacional, esquecendo que, hoje em dia, em mundo onde os países estão tão interconectados, não apenas economicamente, mas estrategicamente, ignorar a função que possuem os organismos internacionais no jogo político interno é um erro pueril.
Ninguém pode negar, certamente, que há uma disputa entre os partidos nacionais. Todavia, cada um deles, ou grupo deles, responde a um movimento que vem desde fora e que tenta se impor por aqui, da mesma maneira que vai se impondo em outras partes do mundo.
O mais notório deles é o bolivarianismo, que gestado nos encontros do Foro de São Paulo, ainda no início da década de 90, tendo como suas pontas-de-lança o próprio ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ditador cubando Fidel Castro, foi, em uma estratégia agressiva e, de certa forma, surpreendente, tomando os governos da maioria dos países sul-americanos, impondo sobre esses países a visão e ideologia comunista, com um forte viés populista.
Aqui no país, o instrumento para a implantação das diretrizes do Foro de São Paulo foi o Partido dos Trabalhadores. E talvez muitas pessoas não liguem os fatos, mas, sendo certamente o principal artífice do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, o PT ali já iniciara sua escalada brutal até conseguir alcançar a escala mais alta do poder no país. Em uma estratégia de sucesso, colocou-se, para a população, como uma reserva moral na política brasileira, diferenciando-se de tudo o que se apresentava até ali, apenas aguardando, com uma paciência que apenas os movimentos comunistas pelo mundo demonstraram ter, até o momento em que lhe fosse mais propício alcançar o governo.
Para chegar ao topo, porém, era necessário que a nação estivesse de alguma maneira preparada para isso. E neste sentido os oito anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram fundamentais. Se a passagem do governo Itamar Franco diretamente para um partido de extrema esquerda, como o PT, representaria uma ruptura muito forte na percepção populacional sobre as diretrizes governamentais, FHC serviu, perfeitamente, como uma ponte que proporcionou uma transição suave e sem solavancos até à presidência esquerdista de Lula.
E este mesmo tratou de ser um personagem diferente daquele sindicalista que vivia aos berros nas portas das metalúrgicas paulistas. Lula, em uma estratégia inteligente, apresentou-se, em seu primeiro mandato, como um homem conciliador, afável, que não entraria no governo para radicalizar, mas pronto para fazer as reformas necessárias, sem assustar, principalmente, os investidores nacionais e internacionais.
No entanto, não era essa a identidade nem esse o objetivo do Partido dos Trabalhadores. O “Lulinha paz e amor” serviu apenas como uma forma de transição de um país já conduzido para a esquerda, com Fernando Henrique, mas ainda não pronto para a radicalização, até seu objetivo final, que é transformar o Brasil no alimentador e assegurador da implantação de um poder continental, chamado por eles mesmos de Pátria Grande.
E basta observar a atuação de Lula no poder para verificar como, ano a ano, suas políticas foram se tornando menos conciliadoras e cada vez mais voltadas para o fortalecimento do projeto de poder que envolvia não apenas o próprio Partido dos Trabalhadores, mas boa parte dos líderes dos países da América do Sul, como Venezuela, Argentina, Bolívia, Paraguai e Equador.
O período de oito anos de governo Lula serviu para lançar os fundamentos mais sólidos para a radicalização definitiva do país. Foram neles que os movimentos sociais ganharam uma força nunca antes vista por aqui, a imprensa, já aparelhada, passou a receber financiamento direto do governo, os Estados foram sugados até praticamente perderem suas autonomias, os grandes empresários foram cooptados para se juntar ao governo, financiando, assim, suas aventuras e a própria cultura e educação no país foram assaltadas pelas ideias disseminadas pelos ideólogos ligados ao governo, tornando o Brasil um país mais inculto e violento.
Quando o governo Lula chega ao seu final, o país está pronto, segundo as convicções petistas, para tornar-se uma país definitivamente socialista, podendo assim passar a faixa presidencial para uma guerrilheira e terrorista comunista, como Dilma Rousseff. Termina, ali, o segundo período de transição e o país entra na fase da radicalização explícita, quando não mais se esconde que o objetivo é transformar o país em uma grande nação socialista.
O problema é que, para que isso se concretizasse, como sói acontecer em todas as nações que enveredam pelo caminho do comunismo, foi necessário que se usurpasse a própria nação, roubando dela suas riquezas, suas possibilidades e suas esperanças. Assim, criou-se um esquema de corrupção que alcançou cifras estratosféricas, iniciada ainda no governo de Lula e que apenas aumentou sua voracidade nos anos seguintes, até chegar nos escandalosos números apresentados até aqui.
Mas para entender os motivos de tão absurda roubalheira, não pode-se perder de vista a razão por que foi preciso, segundo a visão petista, desviar tantos recursos. Na verdade, o projeto de poder era tão megalomaníaco que exigia aportes cada vez maiores de dinheiro. Tal projeto não se sustentaria apenas com conchavos políticos e comissões pessoais, era necessário assaltar os cofres do país, a fim de fortalecer o poder dos governantes bolivarianos, ainda que fosse ao custo de empobrecer a própria nação.
Chegamos onde chegamos, quebrados, sem esperança, sem dinheiro, sem investimentos, com altíssimas taxas de desemprego e uma violência jamais vista no mundo, não por acaso. Este é o fruto evidente de uma política que tinha como objetivo criar uma grande escala de poder que ultrapassava as fronteiras nacionais, mas que colocava os irmãos de armas comunistas no comando de todo o continente. Para isso, não tiveram escrúpulos e colocaram de joelhos o Brasil, exigindo que ele desse seus recursos e sangue, em favor do sonho maluco bolivariano.
Se estamos hoje alquebrados, isso não aconteceu por acaso. E analisar tudo isso apenas com base nos jogos políticos partidários e nos interesses pessoais é fechar os olhos para o verdadeiro inimigo que estamos enfrentando.”

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

5 razões pelas quais o "casamento" homossexual é mau para as crianças

“Os defensores do "casamento" homoerótico acreditam que a única coisa que as crianças precisam é de amor. Tendo como base esta crença, eles concluem que é igualmente benéfico as crianças serem educadas por dois pais homossexuais amorosos, tal como o é serem educadas por dois pais heterossexuais amorosos. Infelizmente, esta pressuposição básica - e tudo o que procede da mesma - é falsa uma vez que só o amor não basta!
Em igualdade de circunstâncias, as crianças educadas por um pai e por uma mãe dentro de um casamento desenvolvem-se melhor. É dentro deste ambiente que as crianças são mais susceptíveis de ficar expostas a experiências psicológicas e emocionais que são necessárias para o seu desenvolvimento. Os homens e as mulheres trazem diversidade para a paternidade; cada um faz contribuições únicas para a educação das crianças - contribuições essas que não podem ser replicadas pelo outro. As mães e os pais pura e simplesmente não são permutáveis. Duas mulheres podem ambas ser boas mães, mas nenhuma delas pode ser um bom pai.
Eis aqui, portanto, cinco razões do porquê ser do melhor interesse das crianças elas serem educadas tanto pela mãe como pelo pai:
Primeiro: o amor de mãe e o amor de pai - embora ambos importantes - são qualitativamente distintos e produzem tipos de ligação pai-filho distintos. Especificamente, é a combinação do amor de tendência incondicional da mãe e o amor de tendência condicional do pai que é essencial para o desenvolvimento da criança. A presença de uma destas formas de amor sem a presença da outra pode ser problemático visto que o que a criança precisa é do equilíbrio complementar que os dois tipos de amor paternal e apego possibilitam.
Só pais heterossexuais oferecem à criança a oportunidade de desenvolver relacionamentos com um pai do mesmo sexo, e outro do sexo oposto. Relacionamentos com ambos os sexos cedo na vida facilitam os relacionamento com ambos os sexos mais tarde na vida. Para a menina, ela irá entender melhor e interagir melhor com o mundo dos homens e sentir-se mais confortável no mundo das mulheres. Para os rapazes, o contrário é também verdade. Ter um relacionamento com o "outro" - pai do sexo oposto - aumenta também a probabilidade da criança ser mais empática e menos narcisista.
Segundo: as crianças crescem segundo etapas de desenvolvimento previsíveis e necessárias. Algumas etapas requerem mais da mãe, ao mesmo tempo que outras requerem mais do pai. Por exemplo, durante a infância, os bebês de ambos os sexos tendem a se desenvolverem melhor sob os cuidados da mãe. As mães estão mais sintonizadas com as necessidades sutis dos seus filhos, e desde logo, são apropriadamente mais sensíveis. No entanto, a dada altura, se queremos que o jovem rapaz se torne num homem competente, ele tem que se desligar da sua mãe e identificar-se mais com o seu pai. Um rapaz sem pai não tem um homem com quem se identificar e é desde logo mais susceptível de ter problemas na formação duma identidade masculina saudável.
O pai ensina o rapaz a forma como canalizar de forma certa a sua agressividade e os seus impulsos sexuais. Uma mãe não pode ensinar a um filho como controlar os seus impulsos porque ela não é um homem e não tem os mesmos impulsos que um homem. O pai também coloca em prática uma forma de disciplina junto do filho que a mãe não coloca - um tipo de disciplina e respeito mais prováveis de manter o rapaz controlado. Estas são as razões principais que fazem com que os rapazes que crescem sem pai sejam mais suscetíveis de se tornarem delinqüentes e serem, conseqüentemente, colocados na prisão.
A necessidade do pai também está embutida na psicologia das meninas. Existem momentos da vida das meninas onde só o pai tem lugar. Por exemplo, o pai oferece um ambiente seguro não-sexual onde ela pode ter a sua primeira relação homem-mulher e ter a sua essência feminina afirmada. Quando a menina não tem um pai para preencher esse lugar, ela é mais susceptível de se tornar promíscua numa tentativa equivocada de tentar satisfazer a sua natural necessidade por atenção e validação masculina.
De forma geral, os pais homens desempenham um papel moderador na vida dos filhos. Eles restringem os filhos de agir de forma anti-social, e as filhas de agir de forma sexual. Quando não há um pai para levar a cabo estas funções, terríveis conseqüências ocorrem tanto para as crianças sem um pai, como para a sociedade onde estas crianças agem segundo os seus instintos não-controlados por um pai.
Terceiro: os rapazes e as garotas precisam da figura paterna do sexo oposto para os ajudar a moderar as inclinações naturais associadas ao seu sexo. Por exemplo, os rapazes normalmente colocam a razão acima da emoção, as regras acima dos relacionamentos, correr riscos acima da precaução, e padrões acima da compaixão; as garotas normalmente fazem o contrário. Pais de sexos opostos ajudam as crianças a manter as suas tendências naturais controladas, ao lhes ensinarem - verbalmente ou não - o valor das tendências do sexo oposto. Esse ensino não só facilita a moderação, mas expande também o mundo da criança - ajudando o rapaz ou a garota a olhar para além do seu limitado ponto de vista.
Quarto: o "casamento" homossexual irá aumentar a confusão sexual e as experiências sexuais entre os jovens. A mensagem explícita e implícita do "casamento" homossexual é que todas as escolhas são igualmente válidas e desejáveis. Portanto, mesmo as crianças dos lares tradicionais - educadas pela mensagem de que todas-as-opções-sexuais-são-iguais - crescerão a pensar que não importa com quem se relaciona sexualmente ou com quem a pessoa se casa. Adotar tal crença irá levar alguns - se não muitos - jovens impressionáveis a considerar arranjos sexuais e maritais que de outra forma eles nunca iriam contemplar. E as crianças de lares homossexuais, que já são mais susceptíveis de levar a cabo mais experiências sexuais, irão levar a cabo estas experiências sexuais em números ainda maiores visto que a sua sexualidade não só teve o exemplo dos seus "pais", como também foi aprovada pela sociedade dentro da qual elas cresceram.
Não existem dúvidas de que a sexualidade humana é maleável. Levemos em conta a Grécia antiga, ou a Roma antiga - entre muitas outras sociedades antigas - onde a homossexualidade masculina e a bissexualidade eram quase onipresentes. Isto não acontecia porque estes homens nasciam com o "gene homossexual", mas sim porque nessas civilizações o homossexualismo era tolerado. Aquilo que a sociedade sanciona, a sociedade obtém em maior número.
Quinto: se a sociedade permitir os "casamentos" homossexuais, ela terá também que permitir os outros tipos de "casamento". A lógica legal é simples: se proibir o "casamento" homossexual é discriminação, então proibir "casamentos" polígamos, poliamorosos, ou qualquer outro tipo de agrupamento marital é também considerado discriminação. As ramificações emocionais e psicológicas destes arranjos variados na psique e na sexualidade das crianças serão desastrosas.
E o que acontecerá às crianças quando um destes "casamentos" alternativos se dissolver e cada um dos "pais" voltar a "casar"? As crianças podem dar por si com 4 pais, ou dois pais e 4 mães, ou...coloquem a vossa sugestão.
Certamente que as duplas homossexuais podem ser tão amorosas como as duplas heterossexuais, mas a crianças precisam de muito mais do que isso. Elas precisam de disciplina e das naturezas complementares do pai e da mãe. A sabedoria acumulada de mais de 5.000 anos revela que a configuração marital e paternal ideal é composta por um homem e por uma mulher. Colocar de lado arrogantemente esta sabedoria validada pelo tempo, e usar as crianças como cobaias numa radical experiência é, na melhor das hipóteses, arriscado, e, na pior das hipóteses, cataclísmico.
O "casamento" homossexual certamente que não é no melhor interesse das crianças, e embora nós possamos ter empatia pelos homossexuais que anseiam casar e ter filhos, não podemos deixar que a nossa compaixão por eles seja colocada acima da nossa compaixão pelas crianças. Numa luta entre os desejos dos homossexuais e as necessidades das crianças, não podemos deixar que as crianças percam.”
(Trayce Hansen, Love Isn’t Enough: 5 Reasons Why Same-Sex Marriage Will Harm Children)

http://ohomossexualismo.blogspot.com.br

domingo, 8 de maio de 2016

Citação atribuída a São João Crisóstomo (ca. 347-407) contra a igualdade imposta pela força

“Deveríamos buscar os reis e príncipes para consertarem as desigualdades entre os ricos e os pobres? Deveríamos exigir que soldados viessem e tomassem o ouro do rico para distribuir entre os seus próximos destituídos? Deveríamos implorar ao imperador para que crie um imposto para os ricos, tão grande que os reduza ao nível dos pobres, e então compartilhe o que foi coletado por este imposto entre todos? A igualdade imposta pela força não produziria nada, e faria muito mal. Aqueles que possuem ao mesmo tempo corações cruéis e mentes astutas logo encontrariam formas de enriquecerem novamente.
Pior ainda, o rico cujo ouro foi tomado sentir-se-ia amargurado e ressentido, enquanto o pobre que recebe o ouro das mãos dos soldados não sentiria gratidão, porque não teria sido a generosidade que originou o presente. Longe de trazer qualquer benefício moral para a sociedade, iria, isso sim, trazer um grande mal moral. A justiça material não pode ser obtida à base de força. Não haveria mudança de coração. O único modo de alcançar a verdadeira justiça é mudar o coração das pessoas primeiro – e então elas irão alegremente compartilhar sua riqueza.”
(Robert van de Weyer, On Living Simply: The Golden Voice of John Chrysostom)

http://www.midiasemmascara.org

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mais uma contradição de Kant - desta vez apontada por Olavo de Carvalho

"Quando Kant, por exemplo, afirmava que só conhecemos as aparências fenomênicas, mas não as coisas em si, essa asserção era incompatível com a sua expectativa ingênua de que, partindo de um mero sinal sensível – as letras impressas –, o leitor chegasse a apreender o núcleo do seu pensamento. Se não podíamos saltar dos fenômenos sensíveis às suas próprias substâncias, muito menos conseguiríamos, através deles, captar a substância de uma intenção subjetiva significada por eles – um salto ainda maior do que o requerido para apreender numa aparência de elefante a realidade de um elefante. Se as palavras de Kant significavam alguma coisa, a teoria enunciada por elas não significava nada, e vice-versa. A filosofia de Kant, em suma, era incompatível com o fato de que podíamos lê-la nos livros do autor."

http://www.olavodecarvalho.org

segunda-feira, 2 de maio de 2016