quarta-feira, 30 de março de 2016

O ISIS toma a capital da União Européia


"A União Européia foi inicialmente criada para "garantir" a paz mundial. Hoje, os amedrontados funcionários da UE em Bruxelas receberam ordem para se agacharem nos edifícios de seu governo enquanto jihadistas islâmicos uma vez mais aterrorizavam esta cidade cuja população já é quase um quarto muçulmana.
Os muçulmanos praticantes ultrapassam em número os cristãos praticantes em Bruxelas. Depois de uma busca aos terroristas islâmicos ter paralisado a cidade, seu prefeito socialista reclamou, "Nós não iremos viver sob o regime islâmico".
Mas é tarde demais. Ele já está vivendo. Existem 300.000 muçulmanos na capital da União Européia. Estima-se que eles se tornarão a maioria da população em 14 anos.
Bruxelas é o primeiro posto avançado do ISIS na Europa. É uma cidade condenada que sucumbirá ao Islã ainda em nosso tempo de vida. Um ataque terrorista muçulmano em Bruxelas é tão surpreendente quanto um carro bomba em Bagdá.
O ministro do interior belga anunciou ano passado que o governo "não tem controle da situação em Molenbeek". Os jihadistas dominam esse bairro, que é um posto avançado do ISIS como qualquer lugar na Síria ou no Iraque, apenas 12 minutos distante do Parlamento Europeu, 15 minutos da Comissão Européia, 23 minutos do Quartel General da OTAN e 22 minutos do aeroporto de Bruxelas, o alvo de hoje. O ISIS não tem que invadir Bruxelas. Basta-lhe um rápido passeio de carro.
Ano passado durante as eleições para o Parlamento Europeu, Bruxelas tornou-se o lugar do primeiro ataque terrorista realizado por um combatente do ISIS de regresso. O alvo foi o Museu Judaico da Bélgica. O prefeito de Bruxelas disse que mais diversidade era a solução. No ano seguinte, jihadistas operando parcialmente desde Bruxelas realizaram um massacre de 130 pessoas em Paris enquanto gritavam "Allahu Akbar" a cada matança.
Os mortos incluíram franceses, belgas, mexicanos, alemães, portugueses, romenos e chilenos. Os assassinos eram todos muçulmanos.
Essa é a cara atual da diversidade.
Mais de 500 jihadistas da Bélgica estão lutando pelo ISIS. Existem cerca de cem jihadistas que voltaram das guerras ímpias na Síria vivendo em Molenbeek, em Bruxelas. Eles deveriam ser deportados, mas a UE iria objetar. E assim, a União Européia e toda a Europa permanecem assediadas pelo jihadista que mora ao lado.
A "Europa organizada e viva" da Declaração Schuman que fundou a UE não está ajudando a "civilização". A UE não é organizada, nem viva. Ao invés, está matando a Europa e a civilização. O sonho de unificar a Europa não está apenas morto. É um câncer virulento que encaminha hordas de jovens muçulmanos furiosos do Iraque, Síria, Líbia, Somália e Eritréia para saquearem, estuprarem e assassinarem enquanto atravessam a Europa.
No cerne da podridão da UE em Bruxelas estão zonas proibidas controladas por jihadistas. Apesar de todas as leis desarmamentistas da Bélgica, em Molenbeek, os jihadistas compram e vendem no Grande Bazar dos Kalashshnikovs. O bazar é abastecido e os terroristas entram e saem de Bruxelas graças às fronteiras abertas da UE.
Embora a UE alegue controlar a Europa, não há tranquilidade, segurança ou controle até em sua própria capital.
O Partido Islâmico de Bruxelas elegeu dois políticos muçulmanos com a proposta de criar um Estado Islâmico na Bélgica. Advogados por um Estado Islâmico que imporia a lei da Sharia têm cargos eletivos na Bélgica.
Mesmo que o restante do mundo apenas preste atenção quando as bombas explodem e as facas são sacadas em Bruxelas.
Quando a União Européia foi criada, a população estrangeira da Bélgica consistia em cerca de 300.000 pessoas, a maior parte delas italianos e gregos, em um país de mais de oito milhões. Hoje a população nascida no exterior é de 1,4 milhão, a maior parte muçulmana, com uma grande população adicional de colonizadores muçulmanos nascidos na Bélgica. No passado a Bélgica colonizava. Hoje está sendo colonizada.
A capital da União Européia será uma das primeiras cidades da Europa a cair para os invasores.
Já sabemos como serão os próximos capítulos. O vidro quebrado será varrido. Os feridos serão retirados de cena. Os mortos serão enterrados. Um Imã será convidado ao serviço memorial. Todo mundo vai vestir camisas impressas com o meme do último atentado terrorista. Os cafés reabrirão. A música voltará a tocar. Os casais esquecerão e passearão pelas ruas.
Os burocratas sentar-se-ão em suas torres de vidro e traçarão planos para o futuro da UE em uma cidade que estará perdida em uma década. Tentarão ignorar todos os soldados fortemente armados nas ruas.
O terrorismo islâmico não é a ameaça definitiva. É o mundo real introduzindo-se na fantasia progressivista.
16% dos rapazes muçulmanos na Bélgica estão dispostos a dizer que acreditam que o terrorismo é justificado. Mas eles são apenas a ponta do iceberg. O apoio à lei da Sharia rodeia a marca dos 60%. Aqueles podem explodir aeroportos e atirar em museus, mas são estes que destruirão o país.
Na televisão, os políticos vão e vêm falando de "desespero jovem". Mas os terroristas muçulmanos com suas armas e bombas não desistiram. Foram os europeus que desistiram.
Esta não é uma crise de "desesperança", "integração" ou qualquer das demais desculpas que os políticos usam para explicar o terrorismo islâmico sem soltar a terrível palavra começada com I que invoca a temível acusação de islamofobia. Os gregos e os italianos que costumavam fazer o trabalho sujo na Bélgica não explodiam estações de metrô e museus, não importando quão difíceis a "superlotação" e o "desemprego" pudessem ser.
Este não é um problema social. É um problema de supremacia.
O terrorismo muçulmano não é causado pelo desespero, mas pela esperança. Um terrorista suicida muçulmano não morre por desesperança, mas porque espera impor o Islã e ganhar 72 virgens no paraíso. Ele grita "Allahu Akbar", proclamando a supremacia de sua religião islâmica sobre o cristianismo, judaísmo e todo o restante, enquanto mata suas vítimas porque acredita que uma Europa diferente é possível. Uma Europa islâmica.
O último ataque em Bruxelas foi chamado "um ataque a toda a Europa". Mas é Bruxelas, com a insistência nas fronteiras abertas e políticas de migração livre, que é o verdadeiro ataque a toda a Europa.
A imigração muçulmana é seu resultado. O terrorismo muçulmano é o resultado da imigração muçulmana.
A União Européia nasceu do desespero. Os europeus perderam a confiança em suas próprias nações. Eles abriram suas fronteiras e sentaram-se na praia enquanto as ondas de imigrantes apagavam seu futuro.
Bruxelas é onde o futuro da Europa morreu. É o primeiro posto avançado verdadeiro do Estado Islâmico na Europa. Ela nos mostra o futuro terrível da Europa se a invasão não for detida.
Há três visões em Bruxelas. A visão de uma eterna União Européia em uma cidade condenada que será perdida antes que Veneza afunde por baixo das ondas. A visão islâmica de um califado surgindo a minutos de distância do ponderoso quartel general do projeto europeu multinacional e a visão das nações e povos independentes protegendo suas próprias fronteiras dos invasores pelo futuro de seus filhos.
Inclua a visão de vidro quebrado e corpos ensangüentados, famílias amedrontadas fugindo através da fumaça, rostos cobertos de cinza, e lembre que este é o resultado da visão progressista para a Europa.
Esta é a realidade se introduzindo nas fantasias de imigração e integração onde uma nova Europa multicultural brilharia como um farol desde Bruxelas para nos mostrar um mundo melhor. Aquelas pessoas morreram para que você soubesse a verdade. Não foram as primeiras nem serão as últimas.
Se não quisermos terminar do mesmo modo, devemos acabar com a imigração muçulmana antes que ela acabe conosco."
(Daniel Greenfield, ISIS Takes the Capital of the European Union)

domingo, 27 de março de 2016

Profecia do Venerável Holzhauser

“Os homens amarão viver com liberdade, como os peixes no mar e as aves no ar, seguindo suas concupiscências e desejos, para que cada qual creia e faça o que quiser, segundo o descrito por São Judas em sua Carta Católica. Os preceitos divinos e humanos serão desprezados; os sagrados Cânones serão tidos por nada... Muitos milhares de cristãos, embora mantenham o nome de católicos por algum respeito ou temor humano, estarão interiormente mortos no ateísmo, no indiferentismo, no calvinismo, na falsa política e no ódio aos eclesiásticos. Mas não faltarão nesse tempo de desolação alguns amigos do Senhor que, como luz do mundo e lâmpada colocada em lugar escuro, brilharão na terra para que não seja de todo envolta pelas trevas. E aquele Monarca forte que há de vir destruirá as repúblicas em seus fundamentos.”

quinta-feira, 24 de março de 2016

Sermão de São Leão Magno sobre a Paixão de Nosso Senhor

“Percorridos, Diletíssimos, no sermão anterior, os fatos que precederam a prisão do Senhor, resta-nos agora, com o auxílio da graça de Deus, dissertar, como prometemos, sobre o próprio desenrolar da Paixão. Pois tendo o Senhor tornado bem claro, pelas palavras da sua sagrada oração, que existiam n’Ele de modo sumamente verdadeiro e pleno as naturezas humana e divina, mostrando assim de onde Lhe vinha o não querer sofrer e de onde o querer; tendo repelido de si o temor da fraqueza e confirmado a grandeza da força, retomou o sentimento da sua eterna disposição e, pelo ministério dos judeus, lançou ao feroz Diabo a forma do servo que nada possuía de pecado, para que a causa de todos fosse advogada por aquele único no qual existia, sem a culpa, a natureza de todos. Atiraram-se pois sobre a luz verdadeira os filhos das trevas e, embora usando tochas e lanternas, não escaparam à noite da sua infidelidade, porque não reconheceram o Autor da luz. Apoderam-se d’Aquele que estava preparado para ser preso e arrastam Aquele que queria ser arrastado e que, se quisesse resistir, nada poderiam as ímpias mãos para injuriá-lO: mas a redenção do mundo seria retardada, e, sem sofrer, a ninguém salvaria Aquele que devia morrer pela salvação de todos.
— II —
Deixando portanto que Lhe fizessem tudo quanto ousavam, sob a instigação dos sacerdotes, o furor popular, é conduzido a Anás, sogro de Caifás e em seguida, por ordem de Anás, (é levado) a Caifás. E depois das loucas acusações dos caluniadores, depois das imaginárias falsidades das testemunhas subordinadas, é transferido, por delegação dos pontífices, ao julgamento de Pilatos. Aqueles, com desprezo do direito divino, bradando que “não tinham como rei senão a César”, (Jo. XIX, 15) como pessoas dedicadas às leis romanas, reservaram todo o julgamento ao poder do Governador, antes ansiando pelo executor da violência que pelo arbítrio da causa. Ofereciam Jesus amarrado por fortes laços, batido por numerosos tapas e socos, coberto de escarros, já condenado previamente pelos clamores, para que, no meio de tantos pré-julgamentos, Pilatos não ousasse absolver aquele que todos queriam condenar. O próprio processo mostra que nem ele encontrou culpa no acusado, nem tinha firmeza na sua opinião. O juiz condena a quem declara inocente, entregando o sangue do Justo ao povo iníquo; sangue do qual, pela sua própria inteligência e pelo sonho de sua mulher, sabia dever abster-se. O lavar das mãos não purifica o espírito contaminado e nem é expiado com a aspersão dos dedos o crime cometido com ímpia intenção servil. Excede à culpa de Pilatos o crime dos judeus que, aterrorizando-o com o nome de César e excitando-o com palavras invejosas, provocaram-no à realização da sua maldade. Mas também não foge à culpa aquele que, superado pelas desordens, abandonou o próprio julgamento e participou no crime alheio.
— III —
Pilatos, Diletíssimos, vencido pela loucura do povo implacável, permitiu que Jesus fosse insultado por muitos ludíbrios e vexado por desmedidas injúrias; à consideração dos perseguidores mostrou-O espancado de açoites, coroado de espinhos e revestido com o manto de irrisória veste. Pensou que sem dúvida isso abrandaria os ânimos dos inimigos; que, saturados os ódios invejosos, já não mais julgassem dever ser perseguido Aquele que viam afligido de tantas maneiras. Mas acendendo-se a ira dos que clamavam que soltasse Barrabás por indulgência e que Jesus sofresse a pena da Cruz; como se fosse dito em frêmito uníssono pelas turbas: “Sobre nós o seu sangue e sobre os nossos filhos”, obtiveram os inimigos para a sua própria condenação aquilo que exigiam pertinazmente. “Os seus dentes”, como testemunhou o Profeta, “eram armas e setas e a sua língua um gáudio acerado”. Inútil lhes era conter-se de crucificar com as próprias mãos o Senhor de majestade: atiravam-lhe os dardos letais dos gritos e as flechas envenenadas das palavras. A vós, a vós, ó pérfidos judeus, ó sacrílegos Príncipes do povo, cabe todo o peso deste crime; e conquanto a ferocidade do atentado envolva também o Governador e os soldados, todo o conjunto do acontecimento vos acusa. E tudo aquilo que, no suplício do Cristo, ou foi erro de julgamento de Pilatos, ou complacência da corte, mais ainda vos torna merecedores do ódio do gênero humano, pois pela insistência do vosso furor, nem foi permitido que ficassem inocentes aqueles que não se agradavam da vossa iniqüidade.
— IV —
Como a cegueira dos infiéis judeus assim negasse ser seu rei o Senhor de todas as coisas, foi o Senhor Jesus entregue à vontade dos malfeitores e, para irrisão da régia dignidade, foi-lhe ordenado ser o portador de sua Cruz (para que se cumprisse o que previra o Profeta Isaías dizendo: “Eis que nasceu um menino e nos foi dado um filho que tem o império sobre os ombros”). Portanto, quando o Senhor carregava o lenho da Cruz que converteria para Si em cetro de poder, diante dos olhos dos ímpios era isso uma grande irrisão, mas aos Fiéis se manifestava um grande mistério, pois o gloriosíssimo vencedor do Diabo e debelador potentíssimo das forças inimigas, resplandecente de beleza, carregava o troféu do seu triunfo; e trazia sobre os ombros com paciência inalterável o estandarte da salvação para a adoração de todos os reinos; como para fortalecer então, pela imagem da sua própria ação, todos os seus imitadores, dizendo: “Quem não toma a sua Cruz e segue-Me, não é digno de Mim”.
— V —
Encaminhando-se então as turbas com Jesus para o lugar da execução, apareceu Simão, um certo Cireneu, ao qual foi transferido o lenho da Cruz do suplício, para que também por um tal fato prefigurada a fé dos Gentios, para quem a Cruz de Cristo não seria vergonha mas glória. Não foi coisa fortuita, mas figurada e mística que, assanhando-se os judeus contra o Cristo, aparecesse um estrangeiro para compadecer-se dele, segundo a palavra do Apóstolo: “Se com-padecemos, também co-reinaremos” para que ao opróbrio sacratíssimo do Salvador não fosse submetido algum hebreu ou israelita mas um estrangeiro. Com efeito, por essa transferência também passava da circuncisão para o prepúcio, dos filhos carnais para os espirituais a propriação do Cordeiro Imaculado e a plenitude de todos os sacramentos. Pois se “o Cristo foi imolado”, como diz o Apóstolo, “como nossa Páscoa” que, oferecendo-Se ao Pai como novo e verdadeiro Sacrifício de reconciliação, não foi crucificado no Templo, cuja veneração estava acabada, nem dentro dos muros da cidade, que devia ser destruída em castigo do seu crime, mas fora das portas e do acampamento, isso foi para que, tendo cessado o mistério das antigas vítimas, uma nova hóstia fosse colocada sore um novo altar e a Cruz do Cristo não fosse a ara do Templo, mas a do mundo inteiro.
— VI —
Considerando o Cristo exaltado pela Cruz, não ocorra à nossa mente, Diletíssimos, só aquela visão que esteve nos olhos dos ímpios, a quem foi dito por Moisés: “E tua vida estará pendente ante teus olhos, e temerás dia e noite, e não crerás na tua vida”. Vendo o Senhor crucificado, estes com efeito em nada puderam pensar senão no seu próprio crime, pois não possuíam o temor pelo qual a verdadeira fé se justifica, mas aquele pelo qual a consciência iníqua é torturada. A nossa inteligência porém, que é iluminada pelo Espírito da verdade, recebe com puro e livre coração a glória da Cruz que resplandece no Céu e na terra. Com penetração profunda veja a realização daquelas palavras do Senhor, quando falou sobre o transe da sua Paixão: “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do Homem”; e em seguida: “Agora a minha alma está perturbada, e que direi? Pai, livra-Me desta hora. Mas foi para isto que Eu cheguei até esta hora. Pai, glorifica teu Filho”. E como viesse do céu a voz do Pai, dizendo: “Já o glorifiquei, e ainda o glorificarei”, Jesus, dirigindo-se aos circunstantes, disse: “Não por minha causa essa voz se fez ouvir, mas por vossa causa. Agora é o julgamento do mundo, agora o Príncipe deste mundo será expulso. E quando Eu for elevado da terra, tudo atrairei a Mim”.
— VII —
Ó admirável poder da Cruz! Ó inefável glória da Paixão! Nela o tribunal do Senhor, o julgamento do mundo, o poder do Crucificado. De fato atraíste tudo a Vós, Senhor, e tendo estendido os braços um dia inteiro para o povo infiel e negador que não acreditava em Vós e Vos contradizia, o mundo inteiro recebeu o senso para confessar a Vossa majestade. Tudo atraíste a Vós, Senhor, quando, em execração da ignomínia dos judeus, todos os elementos proferiram a mesma sentença; quando, apagadas as luzes do céu e transformado o dia em noite, agitando-se a terra com movimentos insólitos, toda criatura se recusou ao uso dos ímpios. Tudo atraíste a Vós, Senhor, pois, tendo-se rasgado o véu do Templo, os Santos dos Santos se retiraram dos indignos Pontífices, para que a figura se transformasse na verdade, a profecia, na manifestação, e a Lei, no Evangelho. Tudo atraíste a Vós, Senhor, para que aquilo que era celebrado num único templo da Judéia sob simbolismos obscuros, fosse celebrado em toda parte, pela devoção de todas as nações, num Sacramento pleno e sem véus. Agora, com efeito, é mais gloriosa a ordem dos Levitas, mais ampla a dignidade dos Anciãos, mais sagradas as bençãos, a causa de todas as graças; por ela é dada aos crentes uma força tirada da fraqueza, uma glória do opróbrio, uma vida da morte. Também agora, tendo cessado toda espécie de sacrifícios carnais, a oblação única do Vosso Corpo e Sangue substitui toda a verdade das vítimas: pois Vós sois o verdadeiro “Cordeiro de Deus, Vós que tirais os pecados do mundo”. E assim em Vós perfazei todos os mistérios, a fim de que, assim como um só é o sacrifício em lugar de toda vítima, seja também feito com toda nação um só reino.
— VIII —
Confessemos portanto, Diletíssimos, o que com gloriosa voz confessou o Apóstolo São Paulo, bem-aventurado Mestre das Gentes, dizendo: “Fiel sentença e digna de toda aceitação é que o Cristo Jesus veio a este mundo salvar os pecadores. É mais maravilhosa aqui a misericórdia de Deus para conosco, porque o Cristo não morreu pelos judeus nem pelos santos, mas pelos iníquos e ímpios; e como a natureza divina não podia receber o aguilhão da morte, nascendo de nós Ele assumiu aquilo que por nós podia oferecer (n.t.: uma natureza humana). Já de há muito, com efeito, o poder da sua morte ameaçava a nossa morte, como Ele disse pelo Profeta Oséas: ‘Ó morte, eu serei a tua morte; ó inferno, eu serei a tua perda!’. De fato Ele submeteu-se às leis do inferno, morrendo, mas destruiu-as, ressurgindo; e assim destruiu a perpetuidade da morte, fazendo-a de eterna, temporária.” Assim pois, como todos morrem em Adão, também todos serão vivificados no Cristo”. Faça-se portanto, Diletíssimos, o que diz o Apóstolo São Paulo: “Que os que vivem já não vivam para si, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por todos”, e como as coisas antigas passaram e tudo se fez novo, ninguém permanecerá na caducidade da vida carnal, mas todos, progredindo de dia para dia, renovemo-nos pelo aumento de piedade. Pois por mais que alguém esteja justificado, tem contudo, enquanto está nesta vida, por onde seja mais provado e melhor. Pois quem não progride, regride; e quem nada adquire, não deixa de perder alguma coisa. Compete-nos portanto correr pelos passos da Fé, pelas obras de misericórdia, pelo amor da justiça, a fim de que, celebrando espiritualmente o dia da nossa Redenção, “não com o fermento da antiga malícia e perversidade, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade”, mereçamos ser participantes da Ressurreição do Cristo, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.”

http://www.capela.org.br

segunda-feira, 21 de março de 2016

Oração de São Boaventura

"Ainda que o Senhor me tenha reprovado quanto quiser, eu sei que Ele não pode negar-se a quem O ama, e a quem de todo coração o busca.
Eu O abraçarei com o meu amor e sem me abençoar não O deixarei; sem me levar consigo, Ele não poderá ausentar-se.
Se mais não puder, ao menos esconder-me-ei dentro das Suas Chagas, onde ficarei para que não me possa encontrar fora de si.
Finalmente, se o meu Redentor, por causa de minhas culpas, lançar-me fora dos seus Pés, eu me prostrarei aos Pés de Maria, Sua Mãe, e deles não me afastarei enquanto Ela não me alcançar o perdão.
Por ser Mãe de Misericórdia, nem recusa, nem jamais recusou compadecer-se de nossas misérias, e de socorrer os infelizes que lhe imploram o auxílio. E assim, senão por obrigação, ao menos por compaixão, não deixará de induzir O Filho a perdoar-me."

sexta-feira, 18 de março de 2016

Fariseus de ontem e de hoje

"Todos conhecemos a parábola do fariseu e do publicano, a qual conserva uma tremenda atualidade.
Os fariseus de ontem, aqueles do tempo de Jesus, se distinguiam dentre os demais homens vangloriando-se de estarem à vanguarda na observação escrupulosa da Lei. Chegaram a esmiuçar as Escrituras a tal ponto que nelas determinaram 613 preceitos os quais compreendiam 248 ordens e 365 proibições.
O amor de Deus, a salvação da alma, restava reduzido para eles a um revestir-se de gestos e palavras, o que era necessário dizer, o que não havia que fazer ou que não havia que dizer.
Ou seja: 248+365=613 e tu entras no Paraíso!
Essa é a religião do Código, da letra que deve ser aplicada, é o Judaísmo no qual não tem lugar o amor de Deus, que leva a obedecer os mandamentos. É a religião da letra que mata o espírito. O orgulho é o selo distintivo do fariseu e sua religião, por isso despreza a quem não faz como ele ou não conhece a Lei tão bem como ele. Foi assim que os fariseus começaram por dar morte aos melhores servidores de Deus, os profetas e terminaram promovendo a morte de Cristo, o Filho de Deus. O homicídio desembocou no deicídio. Esse foi o farisaísmo de ontem.
No de hoje a situação é inversa. Vemos que se gabam por exemplo de não dar importância ao jejum, mas sim de saber tudo sobre o Ramadã, embora na realidade nada da quaresma. O novo farisaísmo, diríamos o farisaísmo nova onda, - de acordo com o Vaticano II – chega a sentir-se satisfeito de não estar já ligado tão estritamente aos preceitos da Igreja e até ironizar sobre os sacramentos da Santa Igreja; além disso, encontrar a lei moral indigna de nossa dignidade humana e até contrária aos sagrados direitos do homem.
O fariseu de hoje em seu "diálogo fraternal com Cristo" exclama:
"Ó Senhor!, eu te dou graças de não ser tão católico ao modo de um pároco de outras épocas ou como eram meu pai e minha mãe.
Ó Senhor!, eu te dou graças por haver-me isentado da esmola arcaica e paternalista. Agradeço-te por haver encontrado uma fé adulta e responsável, sem aquelas práticas morais de antanho. Dou-te graças por ser um cristão evoluído, um cristão de meu tempo que não mais crê nessa história de pecado original, pecados capitais, pecado mortal e ainda o venial e enfim, digamos simplesmente, no pecado.
Obrigado Deus meu porque cheguei a ser um cristão "bem desenvolto e de bom gosto", um crente livre de sujeição, não praticante, é certo, mas melhor que aqueles que vão às igrejas".
Tal é o farisaísmo atual, falsamente tolerante, ou melhor digamos, intolerante. Tolera os gestos, embora com um sorriso irônico de indulgência quando vê seus irmãos persignarem-se, ajoelharem-se, participarem de procissões ou peregrinações, defenderem sua fé, suas escolas etc; mas não tolera nem suas idéias nem sua fé, considerando-as como estranhas às crenças que ele fabricou para si mesmo. Estabeleceu seus dogmas e sua igreja. A fé da Igreja é para ele o que chama de integrismo, coberto de poeira, o medieval, o passado, o antigo, que já não vai. Ele é um evoluído, é adulto em sua fé.
O fariseu de ontem, matando os profetas, depois a Cristo, começou por homicídio e terminou no deicídio. O fariseu de hoje começa pelo deicídio. Causa a morte de Deus na alma daqueles com quem trata ou sobre quem tem influência como mestre espiritual; pretendendo-se sem pecado, dedica-se a liberar do sentimento de culpa seus irmãos e a fazê-los evoluir. Daí que já seja desnecessário falar de pecado ou de salvação eterna ou de Cristo que a dá; e então para quê os Sacramentos e que necessidade da Igreja para distribuí-los? Que a festa continue!, é a Satisfação contínua, que encobre as consciências para melhor sufocá-las.
Existem muitas espécies de fariseus; como disse Nosso Senhor, não julguemos mas os desmascaremos, coloquemo-los novamente em seu lugar. Não temamos nem sua língua, nem sua fortuna, nem seu orgulho, porque Deus mesmo resiste aos orgulhosos; e sobretudo roguemos a Deus que nos livre de chegar alguma vez a essa tristíssima situação."
(R.P. Xavier Beauvais, F.S.S.P.X, Fariseos de Ayer e Hoy)

terça-feira, 15 de março de 2016

Corrupção

“O erro fundamental de Rajoy (como o de Narváez, denunciado por Donoso Cortés em um célebre discurso parlamentar) foi fundar seu título de glória na satisfação de interesses materiais. Rajoy, como tantos antes dele, esqueceu que “na ordem verdadeira se encontra a união das inteligências no que é verdade, na união das vontades no que é honesto, na união dos espíritos no que é justo”; e tratou de fundar seu êxito em uma suposta recuperação econômica, esquecendo a montanha de injustiças que clamam ao céu sobre as quais dita recuperação se pretendia alcançar, começando pelo homicídio do inocente (aborto) e terminando pela retenção injusta do salário do trabalhador. Recordava-nos Donoso que todo intento de satisfazer os interesses materiais, quando não se funda sobre o respeito aos bens morais e eternos, acaba dando frutos de morte. E, ali onde os interesses materiais se impõem, a corrupção acaba tornando-se uma gangrena onipresente.
Já santo Agostinho nos advertia na Cidade de Deus: “Se dos governos retirarmos a justiça, em que se tornam, senão em bandos de ladrões?” Despojados de sua missão primordial, que é a defesa dos bens morais, e dedicados obsessivamente à satisfação de interesses materiais, é natural que nas oligarquias políticas aflorem as ambições impacientes e a avidez de riquezas. O regime partidocrático, por outro lado, não é outra coisa que um método (temos de reconhecer que bastante eficaz, à vista dos resultados) para organizar tais ambições; pois a máxima preocupação de suas oligarquias não é outra que assegurar-se a fidelidade lacaia daquelas pessoas que recrutam, seja selecionando-as entre os medíocres, seja repartindo-lhes mordomias que garantem sua submissão. A conseqüência, em ambos os casos, é a corrupção moral e intelectual da política. E, enquanto vê crescer a corrupção da política, o povo se deixa esmagar primeiro pelo ceticismo moral e depois pela amoralidade descontrolada; processo que em nossa época se acelerou mediante a expansão dos direitos de braguilha e outras formas de permissividade dissoluta. Agora esse povo que previamente se deixou despojar de seus bens morais (subornado pelos direitos de braguilha que lhe prometiam todas as alegrias) se enraivece porque contempla o despojo de seus bens materiais; e sua raiva é a de uma animália que clama por vingança porque já não pode clamar por justiça, porque deixou de crer na justiça, porque previamente lhe ensinaram que a missão de um governo não era obter a justiça, mas satisfazer interesses materiais.
Em uma política órfã da virtude da justiça a corrupção não serve senão para que as diversas facções (ou bandos de ladrões, na linguagem agostiniana) acusem-se umas às outras, alimentando a demogresca; para debilitar os governos, que são substituídos por outros igualmente corruptos; e para arbitrar medidas espalhafatosas e puritanas de provada ineficácia, posto se fundamentarem no mais característico erro moderno, que é a negação do pecado original. O único modo de combater a corrupção consiste em restabelecer uma ordem justa que restitua à sociedade os bens morais e eternos que lhe foram arrebatados; mas isto não o farão nossas oligarquias, obcecadas em louvar os interesses materiais de seus eleitores. Com razão dizia Donoso que “o princípio eletivo é coisa tão corruptora que todas as sociedades civis, tanto antigas quanto modernas, em que ele prevaleceu morreram gangrenadas.”
É escusado acrescentar que a saída natural de uma sociedade gangrenada é a revolução.”
(Juan Manuel de Prada, Corrupción)

sábado, 12 de março de 2016

“Como é possível milagre fora da Igreja Católica”, pelo Cardeal Lépicier

“Põe-se aqui uma grave questão: pode haver milagre fora da Igreja Católica? Nossa resposta é que se pode, em verdade, sustentar a possibilidade e até a existência de verdadeiros milagres fora da religião católica. Isso não pode dar-se por uma lei ordinária, mas somente por exceção e em casos isolados, e jamais fora do fim que distingue a verdadeira religião de Jesus Cristo. Por isso dizemos que o milagre pode dar-se fora do corpo desta religião, mas não fora de sua alma. Como fato sistemático, que constitui, por assim dizer, um sistema, um todo harmonioso governado por princípios invariáveis e por uma lei fixa, o milagre existe somente na religião que se intitula universal ou católica, porque fundada pela Causa Primeira que reuniu tudo, e em favor da qual foram operados os milagres mesmos da antiga lei.
Em verdade, pode admitir-se que, de maneira excepcional, e em casos isolados, o milagre se dê fora do corpo da religião católica, sendo livre o Espírito Santo para escolher seus instrumentos por onde quer que queira. Isso não deve constituir nenhuma dificuldade, sobretudo se o taumaturgo é um homem de vida santa e não busca outra coisa em suas obras que a honra de Deus.
Será bom, a este respeito, lembrar aqui o que lemos em São Marcos. Tendo dito a Jesus o Apóstolo João: 'Mestre, vimos um homem, que não vai conosco, expulsar os demônios em vosso nome, e lho impedimos', Nosso Senhor falou nestes termos: 'Não o impeçais, pois ninguém pode fazer milagre em meu nome e logo depois falar mal de mim. Quem não é contra vós é por vós'. Isto equivale a dizer que, se algum milagre se cumpre por um homem fora do corpo da Igreja de Jesus Cristo, tal fato é necessariamente ordenado à manifestação da verdade pregada pelo Salvador, e de modo algum em favor do erro.
É neste sentido que se devem explicar os milagres atribuídos, em tempos muito próximos dos nossos, a um padre ortodoxo grego de grande piedade, chamado Ivã ou João Serguief, da principal igreja de Cronstadt. A fama de santidade deste padre era tal que, no mês de outubro de 1894, o imperador Alexandre III, morrendo, o chamou na esperança de obter por sua intercessão um alívio para seus sofrimentos.
Tais milagres, supondo-os autênticos, seriam fatos isolados, cumpridos aparentemente fora da Igreja Católica, mas lhe pertenceriam de direito, porque não tinham por objeto a confirmação de uma falsa doutrina, mas antes a recompensa de uma santidade em harmonia com os princípios proclamados precisamente pela Igreja Católica. Tais milagres teriam tido pois por fim fornecer novas provas da existência da ordem sobrenatural.
Santo Agostinho expõe luminosamente esta verdade quando, comentando precisamente o fato contado por São Marcos na passagem há pouco citada, explica que as palavras pronunciadas então por Nosso Senhor: 'Quem não é contra vós é por vós', não contradizem as referidas em São Mateus: 'Quem não está comigo é contra mim'. 'Nesse caso' (o daquele que expulsara o demônio), diz o santo Doutor de Hipona, 'ele não era contra os discípulos, mas, ao contrário, era por eles, enquanto operava curas pelo nome de Cristo... Ele devia ser confirmado na veneração de tal nome e, portanto, não era contra Igreja, mas pela Igreja.' Lembremos ainda, aqui, o episódio tão interessante contado no livro dos Números. Dois indivíduos, Eldad e Medad, embora não tivessem ido com os outros ao tabernáculo, profetizaram todavia no campo na ausência e sem o conhecimento de Moisés. O chefe do povo de Deus, tendo-o sabido, quis que eles fossem deixados livres para profetizar.”

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quarta-feira, 9 de março de 2016

Ser diferente

“A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.”
(Agostinho da Silva, Diário de Alcestes)

domingo, 6 de março de 2016

Endre Ady: Recordação de Uma Noite de Verão

Do alto do céu um anjo enraivecido
tocou o alarme para a terra triste.
Endoidaram cem jovens pelo menos,
caíram pelo menos cem estrelas,
pelo menos cem virgens se perderam:
foi uma estranha,
estranhíssima noite de verão.
Nossa velha colméia pegou fogo,
nosso potro melhor quebrou a pata,
os mortos, no meu sonho, estavam vivos
e Burkus, nosso cão fiel, sumiu,
nossa criada Mári, que era muda,
esganiçou de pronto uma canção:
foi uma estranha,
estranhíssima noite de verão.
Os ninguéns exultavam de ousadia,
os justos encolhiam-se e o ladrão,
mesmo o mais tímido, roubou então:
foi uma estranha,
estranhíssima noite de verão.
Sabíamos da imperfeição dos homens,
de suas grandes dívidas de amor:
mas era singular, ainda assim,
o fim de um mundo que chegava ao fim.
Jamais tão zombeteira esteve a lua
e nunca foi menor o ser humano
do que foi nessa tal noite em questão:
foi uma estranha,
estranhíssima noite de verão.
Perversamente em júbilo, a agonia
sobre todas as almas se abatia,
os homens imbuíram-se do fado
recôndito de cada antepassado
e, rumo a bodas de um horror sangrento,
seguia embriagado o pensamento,
o altivo servidor do ser humano,
este, por sua vez, mero aleijão:
foi uma estranha,
estranhíssima noite de verão.
Pensava então, pensava eu, todavia,
que um deus negligenciado voltaria
à vida para me levar à morte,
mas eis que vivo e ainda sou o mesmo
no qual me converteu aquela noite
e, à espera desse deus, recordo agora
uma só noite mais que aterradora
que fez um mundo inteiro soçobrar:
foi uma estranha,
estranhíssima noite de verão.


Tradução de Nelson Ascher

quinta-feira, 3 de março de 2016

Os perigos do socialismo

“É demasiado fácil falar que a propriedade deve ser distribuída, porém, quem é o agente do verbo? Quem deve distribuir? Parte-se da idéia que o poder central, que condescende com a distribuição, há de ser sempre justo, sábio, prudente e representante legítimo da consciência da comunidade. Nós, entretanto, colocamo-la em cheque. Afirmamos que deveria haver no mundo uma grande massa de poderes, privilégios, limites e pontos de resistência disseminados que permitiriam ao povo resistir à tirania. E afirmamos que, nesse controle central, por mais que possam tê-lo designado para ser um distribuidor da riqueza de maneira igualitária, há a possibilidade permanente da conversão numa tirania.
Não creio que seja difícil imaginar como isso poderia acontecer. No momento em que um grupo de pessoas começasse a comportar-se de alguma forma que o grupo governante julgasse anti-cívica, poder-se-ia negar-lhes, sem dificuldade e com a aprovação deste mesmo grupo governante, alimentos e suprimentos.
Eles propõem a distribuição das riquezas; eu proponho a distribuição do poder.”
(Gilbert Keith Chesterton, Do We Agree?)

Tradução de Agnon Fabiano