“O farisaísmo é o abuso da corrupção do religioso; e se o religioso é o remédio das corrupções, com que remédio se remediará a corrupção do remédio? (...) O farisaísmo é como sete demônios juntos, ou mais; contudo não parece ser. Se um Magnata Eclesiástico premia a virtude e castiga o vício, é um homem religioso; se não premia nada nem castiga nada, é um nulo; mas se castiga a virtude, isso é farisaísmo; se persegue a santidade, é farisaísmo; se odeia a verdade ou a inteligência, isso é farisaísmo. E isso não tem remédio; porque com aquilo mesmo que havia de se remediar, com isso mesmo ele se dana.”
(Pe. Leonardo Castellani, El Evangelio de Jesucristo)
sexta-feira, 27 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
As baixas paixões que o futebol alimenta
“Ao espectador não lhe importa nada o futebol, embora sustente freneticamente o contrário. Nem lhe interessa que exista uma humanidade vigorosa, nem que tal ou qual indivíduo tenha desenvolvidos ao máximo seus bíceps ou seus músculos gêmeos. Tampouco lhe importa que a equipe mais ligeira, mais enérgica ou mais preparada triunfe. O que lhe interessa, o que persegue com intransigência permanente, com avidez doentia, é o êxito de um certo grupo, ao qual atribui suas simpatias por razões de vizinhança, de amizade ou de uma difusa preferência enraizada às vezes nas causas mais incongruentes. O homem enamorado quer porque quer. O fanático de uma equipe procede pela mesma razão.”
(Wenceslao Fernández Flórez, El Sistema Pelegrín)
(Wenceslao Fernández Flórez, El Sistema Pelegrín)
sábado, 21 de junho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
A zombaria do governo consultivo
“Um Papa governa sem os homens na Igreja.
Um Papa não precisa escutar os homens para governar a Igreja.
Um Papa tem que escutar a Voz de Deus para governar a Igreja.
Essa é a Verdade do Papado. Como os homens são homens, não sabem viver essa Verdade, e têm que recorrer a muitas coisas, quando tudo é muito simples na Igreja.
O Vigário de Cristo é o que dá a Vontade de Cristo à Igreja. E, para dá-la, tem que conhecê-la. E só Cristo conhece Sua Vontade. Sua Vontade não é o conjunto de idéias humanas, de cabeças humanas, de pensamentos humanos sobre a Igreja.
A vontade de Deus só a sabe Deus. E se o homem não é humilde, nunca a vai conhecer, ainda que se reúna a oito cabeças para discutir os assuntos e pôr em claro os caminhos na Igreja.
Nenhum Papa precisou de um governo consultivo para dar a Vontade de Deus na Igreja. Todos os Papas perguntaram a uns e outros, mas sempre fizeram oração sobre a Vida da Igreja e, dessa forma, levaram a Igreja até o que Deus quer.
Só Francisco pensou em criar um governo consultivo para ajudar o Papa no governo. Ele o fez um mês depois de ser eleito. E o fez porque o mandaram fazer, não porque nasceu dele, não porque lhe ocorreu fazer.
A Igreja está sendo governada, agora, pela maçonaria eclesiástica, ou seja, por consagrados que vivem no Vaticano e que exercem o poder da Igreja sem que ninguém o entenda, sem que se perceba de portas afora. Percebe-se no interior do Vaticano, porque ordena-se aos sacerdotes e Bispos que se calem.
Francisco não governa a Igreja. Só a preside. Só está ali como um joguete de uma cabeça que no entanto não se dá a conhecer, porque não é chegado o tempo.
Uma cabeça secreta para agir em segredo na Igreja. Uma cabeça que move todos os fios da Igreja e que decide o que se há de fazer em cada momento da Igreja.
Francisco é um homem sem oração. Sua oração consiste em recordar. Recorda um salmo e o reza. Recorda a oração que lhe ensinou sua mãe e a reza. Para Francisco a oração é um exercício mental e, por isso, não sabe o que é a oração.
Elegeram Francisco os homens e o colocaram como chefe da Igreja, porque alguém tem que estar neste momento. É um governante que não serve para governar. Que faz muito ruído, que se entretém sendo homem, que passa sua vida calculando como ser mais homem.
Todo aquele que tem experiência de governo vê como Francisco é inútil no governo. Se não sabe ser Pastor de almas, muito menos do governo da Igreja, do Pastoreio da Igreja.
Francisco gosta de mandar, gosta de decidir por si mesmo, impondo seu capricho aos outros. Basta vê-lo em algumas coisas que fez na Igreja, indo contra o que a própria Igreja decreta, por puro desejo humano, para brilhar na Igreja, por querer que todos vejam que é o Papa e, quando fala, todos devem obedecê-lo.
Ele tem toda a experiência do governo nos jesuítas. E essa experiência o marca enquanto chefe da Igreja. Vê-se a léguas de distância seu despotismo na Igreja. Basta escutar o que diz do governo na Igreja para captar sua nefasta autoridade.
Francisco não sabe governar porque não sabe falar em público. Essa é a razão principal de sua obscura legislatura como chefe da Igreja. Seu discurso é um enredo. Não se sabe o que quer fazer. Diz algo contra a Igreja e depois diz que é filho da Igreja. Não é claro. E, por isso, não sabe governar. Um governante põe os pontos a seguir com clareza. Marca um caminho. Assinala uma senda. Mas com Francisco, qualquer coisa se pode esperar no governo. Agora mesmo, ninguém sabe o que se vai fazer depois dessas declarações. Todos ficam na expectativa de ver para onde se dirige Francisco.
O governo consultivo é uma zombaria para a fé de muitos na Igreja. Quem já teve experiência de como governam os jesuítas na Igreja treme diante desse governo consultivo.
Porque oito cabeças para resolver os problemas da Igreja são o começo da divisão na Igreja. A Mente de Deus não a têm essas oito cabeças. A Mente de Deus não é a união de oito cabeças. A Mente de Deus não se encontra unindo oito luzes distintas para formar uma única. Essa é a doutrina dos jesuítas na Igreja para governar. Eles seguem sua heresia há muito tempo. E essa heresia aplica-a Francisco, que é o inovador da Igreja.
O governo consultivo é uma isca dos homens para distrair do que acontece agora na Igreja. Agora na Igreja estão sendo preparadas normas contra a Santa Missa e o Evangelho. Enquanto não estiverem concluídas, o governo consultivo tem que distrair com algumas coisas, tem que preparar o ambiente para que, quando essas normas aparecerem, sejam vistas como algo que Deus quer.
O governo consultivo fará coisas sem importância, mas terá que tomar sérias resoluções sobre temas importantes, que são os de que Francisco tratou em suas declarações. Será aprovado o matrimônio homossexual, serão retiradas as penas de excomunhão às mulheres que abortam, será permitido o uso de anticoncepcionais, e outras coisas para dar uma nova cara à Igreja.
Mas o importante na Igreja não vem por meio do governo consultivo, e sim pelo que se está preparando nos bastidores, em segredo.
Por isso, começa agora a zombaria de Francisco com suas oito cabeças do demônio. Vão rir de toda a Igreja, como o Sinédrio riu de Cristo. E Francisco fará isso porque não ama a Igreja, mas ama-se a si mesmo e busca na Igreja somente o aplauso dos outros.”
http://josephmaryam.wordpress.com
Um Papa não precisa escutar os homens para governar a Igreja.
Um Papa tem que escutar a Voz de Deus para governar a Igreja.
Essa é a Verdade do Papado. Como os homens são homens, não sabem viver essa Verdade, e têm que recorrer a muitas coisas, quando tudo é muito simples na Igreja.
O Vigário de Cristo é o que dá a Vontade de Cristo à Igreja. E, para dá-la, tem que conhecê-la. E só Cristo conhece Sua Vontade. Sua Vontade não é o conjunto de idéias humanas, de cabeças humanas, de pensamentos humanos sobre a Igreja.
A vontade de Deus só a sabe Deus. E se o homem não é humilde, nunca a vai conhecer, ainda que se reúna a oito cabeças para discutir os assuntos e pôr em claro os caminhos na Igreja.
Nenhum Papa precisou de um governo consultivo para dar a Vontade de Deus na Igreja. Todos os Papas perguntaram a uns e outros, mas sempre fizeram oração sobre a Vida da Igreja e, dessa forma, levaram a Igreja até o que Deus quer.
Só Francisco pensou em criar um governo consultivo para ajudar o Papa no governo. Ele o fez um mês depois de ser eleito. E o fez porque o mandaram fazer, não porque nasceu dele, não porque lhe ocorreu fazer.
A Igreja está sendo governada, agora, pela maçonaria eclesiástica, ou seja, por consagrados que vivem no Vaticano e que exercem o poder da Igreja sem que ninguém o entenda, sem que se perceba de portas afora. Percebe-se no interior do Vaticano, porque ordena-se aos sacerdotes e Bispos que se calem.
Francisco não governa a Igreja. Só a preside. Só está ali como um joguete de uma cabeça que no entanto não se dá a conhecer, porque não é chegado o tempo.
Uma cabeça secreta para agir em segredo na Igreja. Uma cabeça que move todos os fios da Igreja e que decide o que se há de fazer em cada momento da Igreja.
Francisco é um homem sem oração. Sua oração consiste em recordar. Recorda um salmo e o reza. Recorda a oração que lhe ensinou sua mãe e a reza. Para Francisco a oração é um exercício mental e, por isso, não sabe o que é a oração.
Elegeram Francisco os homens e o colocaram como chefe da Igreja, porque alguém tem que estar neste momento. É um governante que não serve para governar. Que faz muito ruído, que se entretém sendo homem, que passa sua vida calculando como ser mais homem.
Todo aquele que tem experiência de governo vê como Francisco é inútil no governo. Se não sabe ser Pastor de almas, muito menos do governo da Igreja, do Pastoreio da Igreja.
Francisco gosta de mandar, gosta de decidir por si mesmo, impondo seu capricho aos outros. Basta vê-lo em algumas coisas que fez na Igreja, indo contra o que a própria Igreja decreta, por puro desejo humano, para brilhar na Igreja, por querer que todos vejam que é o Papa e, quando fala, todos devem obedecê-lo.
Ele tem toda a experiência do governo nos jesuítas. E essa experiência o marca enquanto chefe da Igreja. Vê-se a léguas de distância seu despotismo na Igreja. Basta escutar o que diz do governo na Igreja para captar sua nefasta autoridade.
Francisco não sabe governar porque não sabe falar em público. Essa é a razão principal de sua obscura legislatura como chefe da Igreja. Seu discurso é um enredo. Não se sabe o que quer fazer. Diz algo contra a Igreja e depois diz que é filho da Igreja. Não é claro. E, por isso, não sabe governar. Um governante põe os pontos a seguir com clareza. Marca um caminho. Assinala uma senda. Mas com Francisco, qualquer coisa se pode esperar no governo. Agora mesmo, ninguém sabe o que se vai fazer depois dessas declarações. Todos ficam na expectativa de ver para onde se dirige Francisco.
O governo consultivo é uma zombaria para a fé de muitos na Igreja. Quem já teve experiência de como governam os jesuítas na Igreja treme diante desse governo consultivo.
Porque oito cabeças para resolver os problemas da Igreja são o começo da divisão na Igreja. A Mente de Deus não a têm essas oito cabeças. A Mente de Deus não é a união de oito cabeças. A Mente de Deus não se encontra unindo oito luzes distintas para formar uma única. Essa é a doutrina dos jesuítas na Igreja para governar. Eles seguem sua heresia há muito tempo. E essa heresia aplica-a Francisco, que é o inovador da Igreja.
O governo consultivo é uma isca dos homens para distrair do que acontece agora na Igreja. Agora na Igreja estão sendo preparadas normas contra a Santa Missa e o Evangelho. Enquanto não estiverem concluídas, o governo consultivo tem que distrair com algumas coisas, tem que preparar o ambiente para que, quando essas normas aparecerem, sejam vistas como algo que Deus quer.
O governo consultivo fará coisas sem importância, mas terá que tomar sérias resoluções sobre temas importantes, que são os de que Francisco tratou em suas declarações. Será aprovado o matrimônio homossexual, serão retiradas as penas de excomunhão às mulheres que abortam, será permitido o uso de anticoncepcionais, e outras coisas para dar uma nova cara à Igreja.
Mas o importante na Igreja não vem por meio do governo consultivo, e sim pelo que se está preparando nos bastidores, em segredo.
Por isso, começa agora a zombaria de Francisco com suas oito cabeças do demônio. Vão rir de toda a Igreja, como o Sinédrio riu de Cristo. E Francisco fará isso porque não ama a Igreja, mas ama-se a si mesmo e busca na Igreja somente o aplauso dos outros.”
http://josephmaryam.wordpress.com
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Edmond Jabès: Não Se Pode Falar do Deserto
Não se pode falar do deserto como de uma paisagem, pois ele é, apesar de sua variedade, ausência de paisagem.
Essa ausência concede a ele sua realidade.
Não se pode falar do deserto como de um lugar; pois ele é, também, um não lugar; o não-lugar de um lugar ou o lugar de um não-lugar.
Não se pode pretender que o deserto seja uma distância, porque ele é, ao mesmo tempo, real distância e não-distância absoluta por causa de sua ausência de marcas. Ele tem, como limites, os quatro horizontes, sendo o que os liga e os separa. Ele é sua própria separação onde ele se torna lugar aberto; abertura do lugar.
Não se pode pretender que o deserto seja o vazio, o nada. Não se pode, tampouco, pretender que ele seja o término, uma vez que ele é, igualmente, o começo.
Tradução de Caio Meira
Essa ausência concede a ele sua realidade.
Não se pode falar do deserto como de um lugar; pois ele é, também, um não lugar; o não-lugar de um lugar ou o lugar de um não-lugar.
Não se pode pretender que o deserto seja uma distância, porque ele é, ao mesmo tempo, real distância e não-distância absoluta por causa de sua ausência de marcas. Ele tem, como limites, os quatro horizontes, sendo o que os liga e os separa. Ele é sua própria separação onde ele se torna lugar aberto; abertura do lugar.
Não se pode pretender que o deserto seja o vazio, o nada. Não se pode, tampouco, pretender que ele seja o término, uma vez que ele é, igualmente, o começo.
Tradução de Caio Meira
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Edmond Jabès: Deixei Uma Terra Que Não Era a Minha
Deixei uma terra que não era a minha
por outra à qual também não pertenço.
Refugiei-me num vocábulo de nanquim,
e tenho o livro como espaço;
palavra de lugar nenhum, obscura fala do
deserto.
Não me cobri durante a noite.
Nem mesmo tentei me proteger do sol.
Andei nu.
De onde eu vinha, não fazia mais sentido;
Aonde eu ia não incomodava ninguém.
Vento, digo-lhes, vento.
E um pouco de areia no vento!
Tradução de Caio Meira
por outra à qual também não pertenço.
Refugiei-me num vocábulo de nanquim,
e tenho o livro como espaço;
palavra de lugar nenhum, obscura fala do
deserto.
Não me cobri durante a noite.
Nem mesmo tentei me proteger do sol.
Andei nu.
De onde eu vinha, não fazia mais sentido;
Aonde eu ia não incomodava ninguém.
Vento, digo-lhes, vento.
E um pouco de areia no vento!
Tradução de Caio Meira
terça-feira, 10 de junho de 2014
O pecado de Francisco é não amar a Igreja
“Não se ama se não se age na verdade.
A Verdade não nasce na mente de um homem, mas nasce do Pensamento do Pai.
Muitos não sabem amar porque não vêem a Verdade e chamam qualquer boa obra de amor.
O Amor é a obra do Espírito na alma. É o que o Espírito põe no coração para que a alma o faça.
O ensinamento de Deus à alma é sempre uma obra de amor.
Deus, quando ama a alma, move-a até uma obra de amor. Esta obra de amor é realizar a mesma Verdade que está em Deus. Se o homem realiza outra verdade, embora seja boa a seus olhos humanos, já não ama.
O amor não é o que o homem faz, mas o que Deus faz na alma.
O amor não é o que o homem encontra na vida, mas o que Deus faz na alma.
O amor não é a conquista de uma vida, é a realização do que Deus põe na alma.
Não se sabe amar porque não se sabe olhar o coração, onde Deus ama a alma.
Olhar o coração é ver a ação de Deus na vida. Os homens perdem seu tempo olhando suas mentes humanas.
Na mente só está o vazio da vida, não o amor.
Na mente, o homem inventa seus amores, que o enchem de prazeres e felicidades na vida. Mas fazem com que seu coração sinta o vazio do amor.
Na mente se encontra a obra boa, mas não a obra que Deus quer que se faça na vida. Essa obra deve ser vista no coração.
Francisco não ama a Igreja. Esse é seu pecado.
Um pecado que nasce de seu erro, de seu amor à vida humana.
Porque Francisco constrói seu amor ao homem em seu entendimento humano, então faz na Igreja a obra desse amor, que vai contra a obra do amor divino.
Se o amor humano de Francisco nascesse do amor divino, então seria um homem bom que não atacaria a Igreja, mas que deixaria a Igreja na Verdade do que é.
Mas desde que começou seu Pontificado, seu amor ao homem está por cima do amor à Igreja.
Não quis ser chamado Papa, rebaixou o Papado com notas externas, fez coisas não próprias de um Papa nos primeiros dias de seu reinado, não quis amoldar-se aos escritos preparados para a pregação na Igreja, mas em seguida deu dois sermões, confusos, errados, que não nasciam do coração, mas do erro de sua mente.
Passou por alto tantas advertências que lhe eram ditas para mostrar-lhe como deve ser um Papa, porque ele quer ser um homem, aproximar-se do homem, agradar a todo homem, sentir-se unido ao homem, voltar-se para a miséria do homem, dar-lhe a mão, porque ama o homem de uma maneira equivocada.
O amor com que age Francisco é um amor que muitos na Igreja têm. Muitos põem o homem acima de Deus. E é antes o critério dos homens que a Mente de Cristo. É antes a palavra dos homens que a Palavra do Evangelho. É antes as boas obras humanas que as obras santas, sagradas, na Igreja.
Na Igreja se vive um falso amor, fruto do esfriamento da caridade de muitos.
A caridade é um fogo divino dado ao coração do homem. Mas se esse fogo vai-se apagando porque o coração se fecha ao ensinamento do amor, então a alma vive para a frieza de sua mente e age com esta frieza na Igreja.
Por isso, na Igreja se percebe ódio, ressentimentos, invejas, zelos, mentiras, enganos, falsidades, porque o coração está fechado ao Amor, e vive-se de pensamentos, de idéias, de planos humanos na Igreja.
E quem faz caminhar assim, buscando o caminho dos homens, é a mesma Hierarquia da Igreja.
Francisco é exemplo disso quando com os jovens os convidou a continuarem a ser o que eram: independentes, ambiciosos, orgulhosos, soberbos, luxuriosos. Porque essa é a idéia que tem da juventude. E é preciso amá-la desta maneira, porque para ele em primeiro lugar vem o amor ao homem, depois ver o que se deve dar ao homem. E se é preciso oferecer-lhe uma amizade, que se a dê, nem que para isso seja necessário rebaixar-se com o pecado do outro.
Porque assim entende Francisco o amor ao outro: abaixar-se a seu estilo de vida, abraçar seu pecado, retirar-lhe importância, deixá-lo como um bem para sua vida de homem, e ajudá-lo para que essa forma de viver seja próspera no humano, mas sem fixar-se no elemento espiritual, moral, da pessoa.
É preciso amar os jovens porque são homens e é preciso aproximar-se de suas vidas e ser como eles, imitá-los em seu orgulho e independência. É preciso ser rebelde como eles. E deve-se ajudá-los para que tenham uma vida de rebeldia, de prazeres, de felicidade, porque isso é o que Deus dá aos homens.
Esta forma de pensar de Francisco é a de tantos sacerdotes na Igreja que não sabem conduzir o rebanho aos pastos do amor, mas que deixam o rebanho em seus próprios pastos de impureza e de rebeldia contra Deus.
O pecado de Francisco está em suas obras. Em cada coisa que faz na Igreja. Não está em suas palavras. Nas palavras está a cabeça de seu erro. O que ele pensa da vida, da Igreja, do sacerdócio.
Em suas obras está a obra de seu amor ao homem. Ele fala de muitas coisas, mas sempre age com este amor falsificado, errado na raiz. Não foi capaz de agir com um amor verdadeiro. Foi capaz de falar o verdadeiro quando se sujeita ao papel que lhe preparam para que não diga bobagens. Mas quando não se sujeita a esse papel, por essa boca sai seu erro constantemente. Não é que se equivoque em algo. É que em tudo que diz, quando se põe a improvisar, quando quer dar sua opinião, há um erro, uma mentira, uma falsidade. Por isso, não se deve prestar atenção no que diz. Deve-se ver suas obras concretas na Igreja.
E essas obras estão aí. São muito claras. Não se deve ver suas obras no exterior que transmite: em sua falsa humildade exterior, em seu néscio despojo das riquezas, em sua falsa amizade por todos os homens.
Suas obras na Igreja as faz como Papa, sem sê-lo. Mas está aí presidindo, não governando, a Igreja. Não a quer governar porque não quer ser Papa. Só quer ser um homem bom, o Bispo de sempre, o que vai com seus camaradas e fala das muitas coisas da vida. Nessas obras na Igreja, que são humanas, não divinas, está seu pecado, porque faz obras contra a Verdade da Igreja, contra a Verdade do Evangelho, desde que começou seu Pontificado.
Suas últimas declarações são uma obra na Igreja, uma obra de pecado. Não é um conjunto de palavras. É o que pensa Francisco sobre a Igreja, a qual odeia de coração, porque o tem fechado ao Amor Divino, que só pode ser entendido quando o homem se despoja de tudo que lhe é humano para revestir-se do divino.
Francisco não quis se despojar de suas vestes humanas quando subiu ao Pontificado, mas despojou o Pontificado de sua realeza divina e transmite um pontificado frio, que nasce da frieza de seu entendimento humano, porque não pode amar com o coração da Igreja, ao tê-lo fechado ao Amor.
Francisco não ama a Igreja porque ama o homem e permanece no homem. Para ele o centro da vida é o homem e a mulher. E não há mais. Para isso vive: para o homem, para conquistar o humano, para ser feliz no humano, para dar ao humano o brilho do humano.
Francisco não ama porque não sabe o que é o Amor. Inventou-se o amor, como fizeram tantos sacerdotes e Bispos na Igreja. Hoje se ama os fiéis com o pensamento de cada um, não com o coração aberto para a Verdade, que traz o Amor.
Hoje se ama para ficar de bem entre os homens, para dar aos homens o que eles querem escutar. E não se lhes dá a Verdade, que está em Deus – e que se reflete no Evangelho – porque não se ama a Verdade, mas se amam as verdades que cada um encontra em sua mente humana. E essas verdades vão contra a Verdade, que é a Igreja.
A Igreja persegue as verdades humanas. E, então, o que faz Francisco: pratica o pecado, a mentira, o erro que está no pensamento de cada sacerdote, de cada Bispo, de cada fiel. Esse erro que não se abandona senão depreciando-o, crucificando o pensamento humano, pisoteando a ciência humana, a técnica humana, a filosofia humana, que é o que não fazem os sacerdotes nem os Bispos nem ninguém na Igreja.
E esse erro leva ao pecado do ódio à Igreja, ao divino, ao santo, ao sagrado. Um ódio que se descobre nas palavras e nas obras, ao mesmo tempo, que é o que fez Francisco.
O pecado de Francisco é o fruto de seu erro. E cai em erro por seu amor ao dinheiro, amor à vida, amor ao bem-estar da vida.”
http://josephmaryam.wordpress.com
A Verdade não nasce na mente de um homem, mas nasce do Pensamento do Pai.
Muitos não sabem amar porque não vêem a Verdade e chamam qualquer boa obra de amor.
O Amor é a obra do Espírito na alma. É o que o Espírito põe no coração para que a alma o faça.
O ensinamento de Deus à alma é sempre uma obra de amor.
Deus, quando ama a alma, move-a até uma obra de amor. Esta obra de amor é realizar a mesma Verdade que está em Deus. Se o homem realiza outra verdade, embora seja boa a seus olhos humanos, já não ama.
O amor não é o que o homem faz, mas o que Deus faz na alma.
O amor não é o que o homem encontra na vida, mas o que Deus faz na alma.
O amor não é a conquista de uma vida, é a realização do que Deus põe na alma.
Não se sabe amar porque não se sabe olhar o coração, onde Deus ama a alma.
Olhar o coração é ver a ação de Deus na vida. Os homens perdem seu tempo olhando suas mentes humanas.
Na mente só está o vazio da vida, não o amor.
Na mente, o homem inventa seus amores, que o enchem de prazeres e felicidades na vida. Mas fazem com que seu coração sinta o vazio do amor.
Na mente se encontra a obra boa, mas não a obra que Deus quer que se faça na vida. Essa obra deve ser vista no coração.
Francisco não ama a Igreja. Esse é seu pecado.
Um pecado que nasce de seu erro, de seu amor à vida humana.
Porque Francisco constrói seu amor ao homem em seu entendimento humano, então faz na Igreja a obra desse amor, que vai contra a obra do amor divino.
Se o amor humano de Francisco nascesse do amor divino, então seria um homem bom que não atacaria a Igreja, mas que deixaria a Igreja na Verdade do que é.
Mas desde que começou seu Pontificado, seu amor ao homem está por cima do amor à Igreja.
Não quis ser chamado Papa, rebaixou o Papado com notas externas, fez coisas não próprias de um Papa nos primeiros dias de seu reinado, não quis amoldar-se aos escritos preparados para a pregação na Igreja, mas em seguida deu dois sermões, confusos, errados, que não nasciam do coração, mas do erro de sua mente.
Passou por alto tantas advertências que lhe eram ditas para mostrar-lhe como deve ser um Papa, porque ele quer ser um homem, aproximar-se do homem, agradar a todo homem, sentir-se unido ao homem, voltar-se para a miséria do homem, dar-lhe a mão, porque ama o homem de uma maneira equivocada.
O amor com que age Francisco é um amor que muitos na Igreja têm. Muitos põem o homem acima de Deus. E é antes o critério dos homens que a Mente de Cristo. É antes a palavra dos homens que a Palavra do Evangelho. É antes as boas obras humanas que as obras santas, sagradas, na Igreja.
Na Igreja se vive um falso amor, fruto do esfriamento da caridade de muitos.
A caridade é um fogo divino dado ao coração do homem. Mas se esse fogo vai-se apagando porque o coração se fecha ao ensinamento do amor, então a alma vive para a frieza de sua mente e age com esta frieza na Igreja.
Por isso, na Igreja se percebe ódio, ressentimentos, invejas, zelos, mentiras, enganos, falsidades, porque o coração está fechado ao Amor, e vive-se de pensamentos, de idéias, de planos humanos na Igreja.
E quem faz caminhar assim, buscando o caminho dos homens, é a mesma Hierarquia da Igreja.
Francisco é exemplo disso quando com os jovens os convidou a continuarem a ser o que eram: independentes, ambiciosos, orgulhosos, soberbos, luxuriosos. Porque essa é a idéia que tem da juventude. E é preciso amá-la desta maneira, porque para ele em primeiro lugar vem o amor ao homem, depois ver o que se deve dar ao homem. E se é preciso oferecer-lhe uma amizade, que se a dê, nem que para isso seja necessário rebaixar-se com o pecado do outro.
Porque assim entende Francisco o amor ao outro: abaixar-se a seu estilo de vida, abraçar seu pecado, retirar-lhe importância, deixá-lo como um bem para sua vida de homem, e ajudá-lo para que essa forma de viver seja próspera no humano, mas sem fixar-se no elemento espiritual, moral, da pessoa.
É preciso amar os jovens porque são homens e é preciso aproximar-se de suas vidas e ser como eles, imitá-los em seu orgulho e independência. É preciso ser rebelde como eles. E deve-se ajudá-los para que tenham uma vida de rebeldia, de prazeres, de felicidade, porque isso é o que Deus dá aos homens.
Esta forma de pensar de Francisco é a de tantos sacerdotes na Igreja que não sabem conduzir o rebanho aos pastos do amor, mas que deixam o rebanho em seus próprios pastos de impureza e de rebeldia contra Deus.
O pecado de Francisco está em suas obras. Em cada coisa que faz na Igreja. Não está em suas palavras. Nas palavras está a cabeça de seu erro. O que ele pensa da vida, da Igreja, do sacerdócio.
Em suas obras está a obra de seu amor ao homem. Ele fala de muitas coisas, mas sempre age com este amor falsificado, errado na raiz. Não foi capaz de agir com um amor verdadeiro. Foi capaz de falar o verdadeiro quando se sujeita ao papel que lhe preparam para que não diga bobagens. Mas quando não se sujeita a esse papel, por essa boca sai seu erro constantemente. Não é que se equivoque em algo. É que em tudo que diz, quando se põe a improvisar, quando quer dar sua opinião, há um erro, uma mentira, uma falsidade. Por isso, não se deve prestar atenção no que diz. Deve-se ver suas obras concretas na Igreja.
E essas obras estão aí. São muito claras. Não se deve ver suas obras no exterior que transmite: em sua falsa humildade exterior, em seu néscio despojo das riquezas, em sua falsa amizade por todos os homens.
Suas obras na Igreja as faz como Papa, sem sê-lo. Mas está aí presidindo, não governando, a Igreja. Não a quer governar porque não quer ser Papa. Só quer ser um homem bom, o Bispo de sempre, o que vai com seus camaradas e fala das muitas coisas da vida. Nessas obras na Igreja, que são humanas, não divinas, está seu pecado, porque faz obras contra a Verdade da Igreja, contra a Verdade do Evangelho, desde que começou seu Pontificado.
Suas últimas declarações são uma obra na Igreja, uma obra de pecado. Não é um conjunto de palavras. É o que pensa Francisco sobre a Igreja, a qual odeia de coração, porque o tem fechado ao Amor Divino, que só pode ser entendido quando o homem se despoja de tudo que lhe é humano para revestir-se do divino.
Francisco não quis se despojar de suas vestes humanas quando subiu ao Pontificado, mas despojou o Pontificado de sua realeza divina e transmite um pontificado frio, que nasce da frieza de seu entendimento humano, porque não pode amar com o coração da Igreja, ao tê-lo fechado ao Amor.
Francisco não ama a Igreja porque ama o homem e permanece no homem. Para ele o centro da vida é o homem e a mulher. E não há mais. Para isso vive: para o homem, para conquistar o humano, para ser feliz no humano, para dar ao humano o brilho do humano.
Francisco não ama porque não sabe o que é o Amor. Inventou-se o amor, como fizeram tantos sacerdotes e Bispos na Igreja. Hoje se ama os fiéis com o pensamento de cada um, não com o coração aberto para a Verdade, que traz o Amor.
Hoje se ama para ficar de bem entre os homens, para dar aos homens o que eles querem escutar. E não se lhes dá a Verdade, que está em Deus – e que se reflete no Evangelho – porque não se ama a Verdade, mas se amam as verdades que cada um encontra em sua mente humana. E essas verdades vão contra a Verdade, que é a Igreja.
A Igreja persegue as verdades humanas. E, então, o que faz Francisco: pratica o pecado, a mentira, o erro que está no pensamento de cada sacerdote, de cada Bispo, de cada fiel. Esse erro que não se abandona senão depreciando-o, crucificando o pensamento humano, pisoteando a ciência humana, a técnica humana, a filosofia humana, que é o que não fazem os sacerdotes nem os Bispos nem ninguém na Igreja.
E esse erro leva ao pecado do ódio à Igreja, ao divino, ao santo, ao sagrado. Um ódio que se descobre nas palavras e nas obras, ao mesmo tempo, que é o que fez Francisco.
O pecado de Francisco é o fruto de seu erro. E cai em erro por seu amor ao dinheiro, amor à vida, amor ao bem-estar da vida.”
http://josephmaryam.wordpress.com
sábado, 7 de junho de 2014
O ditador Francisco
“A Igreja é uma Hierarquia, uma Monarquia, uma ordem vertical, onde o Papa é a Cabeça e tem todo o Poder na Igreja. Pode fazer o que quiser sem consultar ninguém, sem escutar ninguém, sem submeter-se a ninguém. E este Poder no Papa é compartilhado com os Bispos que a ele se unem no Espírito.
Portanto, o Papa é chamado de Papa porque é a Cabeça de uma ordem vertical, que vai desde a cabeça até o Povo de Deus. Vai na vertical, vai de cima abaixo. Estende-se desde cima e se espalha pelo solo, derrama-se nos fiéis. O fiel é somente quem serve à Igreja, não quem governa a Igreja. O fiel recebe da Hierarquia o mandato para fazer algo, e só tem que fazê-lo como a Hierarquia diz.
Francisco, ao colocar uma ordem horizontal na Igreja, quer dizer, um governo humano, faz com que a figura do Papa desapareça. Porque o Papa só existe em um governo vertical, em uma ordem vertical, não em uma ordem horizontal. E essa figura se torna um ditador de forma automática no governo horizontal.
Agora mesmo Francisco não é Papa, é um ditador, que tem todo o Poder da Igreja, como qualquer ditador no mundo. E, portanto, o dano que pode causar agora é imenso, porque age como ditador, já não age como Papa.
Por isso, as recentes declarações deste ditador a um jornalista ateu são as palavras próprias de um ditador, que combate contra sua própria Igreja, contra sua própria cúria vaticana, para assim conseguir que todos o apóiem em seu projeto de Igreja. E consegui-lo através da pressão, do medo, do enfrentamento. Francisco não sabe enfrentar cara a cara a Hierarquia. Por isso, prefere fazê-lo fora de Roma, fora dos círculos vaticanos. É um medroso da verdade. Só luta pela mentira.
É o que faz um ditador: vai aos meios de comunicação que lhe interessam para difundir sua heresia. Não vai aos meios de comunicação que a Igreja tem. Isso não lhe interessa, porque sabe que não vão deixar que fale tão claro como está fazendo.
Vai a esses meios, que são ateus, que são comunistas, porque ele é um político comunista, que entende o governo horizontalmente, quer dizer, deve-se descentralizar o governo do Vaticano.
Por isso, nessas declarações difama que a cúria vaticana só zela e se interessa pelas coisas do Vaticano, e não pelos interesses dos fiéis. Isso é uma mentira e um grave dano à Igreja. Porque a Igreja zela por toda a Igreja, não só pelo Vaticano, não só pela cúria romana. Outra coisa é que na Igreja haja avareza, ambição de poder, guerra entre cardeais, entre bispos e entre sacerdotes, e só se reflita isso no exterior: não se cuida dos fiéis na Verdade, porque a Hierarquia está em seu pecado.
Mas Francisco não vê o mal da cúria vaticana, no pecado da Hierarquia, no pecado de cada membro da Hierarquia. E, portanto, ele não se inclui no mal de toda a Igreja. Tampouco vê seu pecado. Para ele o bem e o mal são só uma concepção da mente: “Cada um tem sua própria idéia do Bem e do Mal e deve escolher seguir o Bem e combater o Mal como ele o concebe. Bastaria isso para mudar o mundo.” E, portanto, faz-se o bem porque a mente pensa de forma positiva. E faz-se o mal porque a mente pensa de forma negativa. Para ele a cúria vaticana está cheia de gente que pensa de forma negativa e que, portanto, se concentra em suas coisas, em sua vida vaticana, não na vida do povo, dos homens, das culturas, das ciências humanas.
Francisco só cuida das necessidades humanas do Povo de Deus, não cuida da vida espiritual do Povo de Deus. Não lhe interessa o pecado da avareza. Interessa-lhe que não há dinheiro, que não há trabalho. Logo, perde-se a dignidade do homem, porque o homem é o que é seu trabalho, sua ambição na vida, suas obras humanas em sua vida humana. Ao diabo com a dignidade de ser filho de Deus. Não adianta concentrar-se em buscar a santidade da vida nem a salvação da alma. É preciso dar aos homens o caminho novo da salvação, que está em todo progresso humano e ciência humana. E a Igreja tem que se acomodar e estar no mundo sendo do mundo, sem obrigar a uma vida espiritual, sem defender os valores divinos, espirituais, que são próprios do Reino de Deus: “A Igreja nunca fará mais que expressar e defender seus valores (fala dos valores humanos na política), pelo menos enquanto eu estiver aqui.”
Que o Povo de Deus tenha trabalho e diversão na vida, isso é – para ele – a tarefa da Igreja, como expõe nessas declarações que são fruto de seu erro: seu humanismo.
Francisco não conta nada novo. Diz o mesmo, mas com outras palavras. O mal da Igreja é que os sacerdotes não fazem nada para que o povo tenha trabalho, dinheiro e saúde. A cúria vaticana tem que se concentrar nisso, não em seus problemas vaticanos, não em ver-se a si mesma, concentrada em suas coisas. Este é o pensamento de Francisco sobre o mal da Igreja. Nada diz do pecado.
O ditador vê o povo como uma comunidade. O Povo existe para fazer uma comunidade. A Igreja existe para fazer uma comunidade. Esta é a doutrina do comunismo: “A Igreja é ou deve voltar a ser uma comunidade do Povo de Deus.” Esta é sua heresia sobre a Igreja.
Assim a vê Francisco, porque se tornou um ditador. Já não vê a Igreja como uma Hierarquia, em que a Cabeça é a que faz o Corpo. Não; é o Corpo que submete a Cabeça à sua vontade. Isso foi o que disse Francisco. Os sacerdotes têm que servir ao Povo de Deus: “os presbíteros, os párocos, os bispos, que têm a seu cargo muitas almas, estão a serviço do Povo de Deus.” E este é seu erro. Porque os sacerdotes têm que governar o Povo de Deus, não servi-lo, já que a Igreja é uma Hierarquia. Outra coisa é que esse governo se faça com o serviço da humildade. Governar e servir são duas coisas distintas. Governa-se com amor e serve-se com humildade.
Mas Francisco não entende de humildade no serviço e menos de amor no governo. Não sabe o que é o amor. O amor é “levedura que serve ao bem comum.” Esta é outra heresia sua sobre o amor.
Porque o amor não é levedura, mas é a Palavra de Deus. E a Palavra é plantada em cada coração para que dê seu fruto. Mas se a alma não abandona os impedimentos para que essa semente dê fruto, que são os apegos, os pecados, os erros, etc, então a levedura da fé não produz nada na alma. É a fé que faz crescer o amor. É a levedura. Francisco fala do que não sabe porque ele entende assim a encarnação do Verbo: “O Filho de Deus se encarnou para infundir na alma dos homens o sentimento de irmandade.” Nova heresia sobre a divindade de Jesus.
Jesus não se encarna para realizar o humano no homem, não se encarna para dar sentimentos humanos ao homem, não se encarna para que o homem viva sua vida humana e seja somente homem. Jesus se encarna para divinizar o homem, para dar à alma do homem sentimentos divinos, obras divinas, vida divina. Mas que sabe esse idiota do que é Jesus se só se veste de Cristo, mas não leva consigo o Espírito de Cristo? A quem pretende enganar com essas palavras que nascem de seu coração desviado pela luxúria?
Ver assim Francisco é pôr-se a chorar pela Igreja. Não pela alma de Francisco. Uma alma que não vê seu pecado e, portanto, ensina o pecado como cabeça da Igreja. Uma alma que não quer converter-se. Uma alma que se vê a si mesma como a salvação da Igreja. Ele serve à Igreja com arrogância, com soberba, com sua luxúria da vida. E governa-a com o ódio que tem em seu coração. Ódio que aprendeu desde pequeno nos ensinamentos do comunismo: “Tive uma professora de quem aprendi o respeito e a amizade, era uma comunista fervorosa. Freqüentemente me dava para ler textos do Partido Comunista. Assim conheci também aquela concepção tão materialista. Recordo-me que me deu o comunicado dos comunistas americanos.” Mas que se pode esperar de um ditador como Francisco? Aprendeu o amor de quem não tem amor. Mas que pensa a Igreja que seja Francisco: um santo, um inovador, um grande profeta? É um bastardo, é um canalha, é um demônio.
Francisco é um parasita. Tem sua vida social, sua vida noturna em Roma. Não está sentado nos aposentos papais do vaticano pedindo a Deus pela Igreja, mas encontra-se com seus amigos judeus e come com eles em seus ritos judeus para assim fazer a Igreja de seu humanismo, de seu erro como homem. Francisco não crê na Igreja. Crê em sua vida humana, em suas luzes humanas, em suas obras humanas. E em nada mais. E quer que a Igreja seja como ele pensa. E, por isso, instituiu esse governo humano, que é próprio de um ditador: põe seus amigos no governo. “Decidi, em primeiro lugar, nomear um grupo de oito cardeais, que constituam meu conselho. Não cortesãos, mas pessoas sábias e animadas pelos meus mesmos sentimentos.” O camarada Francisco colocou em seu governo, em seu conselho, seus amigos, que são para ele os que têm seus mesmos sentimentos, quer dizer, os que têm seu mesmo erro: seu humanismo.
Quando se termina de ler estas declarações de Francisco, em seguida vem à mente: este é um ditador, que fala como ditador e que quer uma Igreja como a quer um ditador, não como a quer Deus.
Para quem queira ver nessas declarações uma nova primavera para a Igreja, então mais lhe valeria que saísse da Igreja, porque começou o reino do terror na Igreja.
Um homem que tem todo o poder na Igreja é capaz de qualquer barbaridade a partir de agora. Se agora se dedicou a falar, era porque não tinha o poder para o que queria fazer. Agora o tem, e agora pode causar muito dano, como o fazem suas palavras.
Palavras de dragão, parecidas com o dragão vermelho, o comunismo, que quer apoderar-se de tudo.
Por isso, Francisco reuniu a 12 de setembro sua cúpula vaticana para informar-lhes que iria dar umas declarações à Imprensa e que precisava que todos se calassem, que todos o apoiassem nisso que iria dizer, que ninguém dissesse nada sobre suas palavras. Esta é a razão do silêncio de muitos sacerdotes, Bispos, que têm que calar porque o ditador Francisco o ordenou na Igreja. E ninguém se move com medo de Francisco. Ninguém lhe diz que está pecando com medo do que possa fazer esse idiota que se vestiu de branco, de pele de ovelha, para falar as palavras de lobo e assim arrastar tantos à perdição, porque têm medo da Verdade, de dizer a Verdade, de levantar-se e encarar Francisco e mandá-lo para casa porque está destruindo a Igreja.
Haverá alguém na Hierarquia que dê testemunho de Cristo diante da Igreja? Haverá alguém entre os sacerdotes que se atreva a pregar na Missa dos Domingos contra as barbaridades desse néscio vestido de branco? Quando a Igreja deixará de temer a Francisco e se oporá a ele? Quando se deixará de vê-lo como Papa e se o verá como é na realidade: um ditador?
Para que Francisco não seja ditador na Igreja, tem que renunciar a todos os seus poderes papais. Se não fizer isso, virá o reino de terror na Igreja. E será tarde para muitos.”
http://josephmaryam.wordpress.com
Portanto, o Papa é chamado de Papa porque é a Cabeça de uma ordem vertical, que vai desde a cabeça até o Povo de Deus. Vai na vertical, vai de cima abaixo. Estende-se desde cima e se espalha pelo solo, derrama-se nos fiéis. O fiel é somente quem serve à Igreja, não quem governa a Igreja. O fiel recebe da Hierarquia o mandato para fazer algo, e só tem que fazê-lo como a Hierarquia diz.
Francisco, ao colocar uma ordem horizontal na Igreja, quer dizer, um governo humano, faz com que a figura do Papa desapareça. Porque o Papa só existe em um governo vertical, em uma ordem vertical, não em uma ordem horizontal. E essa figura se torna um ditador de forma automática no governo horizontal.
Agora mesmo Francisco não é Papa, é um ditador, que tem todo o Poder da Igreja, como qualquer ditador no mundo. E, portanto, o dano que pode causar agora é imenso, porque age como ditador, já não age como Papa.
Por isso, as recentes declarações deste ditador a um jornalista ateu são as palavras próprias de um ditador, que combate contra sua própria Igreja, contra sua própria cúria vaticana, para assim conseguir que todos o apóiem em seu projeto de Igreja. E consegui-lo através da pressão, do medo, do enfrentamento. Francisco não sabe enfrentar cara a cara a Hierarquia. Por isso, prefere fazê-lo fora de Roma, fora dos círculos vaticanos. É um medroso da verdade. Só luta pela mentira.
É o que faz um ditador: vai aos meios de comunicação que lhe interessam para difundir sua heresia. Não vai aos meios de comunicação que a Igreja tem. Isso não lhe interessa, porque sabe que não vão deixar que fale tão claro como está fazendo.
Vai a esses meios, que são ateus, que são comunistas, porque ele é um político comunista, que entende o governo horizontalmente, quer dizer, deve-se descentralizar o governo do Vaticano.
Por isso, nessas declarações difama que a cúria vaticana só zela e se interessa pelas coisas do Vaticano, e não pelos interesses dos fiéis. Isso é uma mentira e um grave dano à Igreja. Porque a Igreja zela por toda a Igreja, não só pelo Vaticano, não só pela cúria romana. Outra coisa é que na Igreja haja avareza, ambição de poder, guerra entre cardeais, entre bispos e entre sacerdotes, e só se reflita isso no exterior: não se cuida dos fiéis na Verdade, porque a Hierarquia está em seu pecado.
Mas Francisco não vê o mal da cúria vaticana, no pecado da Hierarquia, no pecado de cada membro da Hierarquia. E, portanto, ele não se inclui no mal de toda a Igreja. Tampouco vê seu pecado. Para ele o bem e o mal são só uma concepção da mente: “Cada um tem sua própria idéia do Bem e do Mal e deve escolher seguir o Bem e combater o Mal como ele o concebe. Bastaria isso para mudar o mundo.” E, portanto, faz-se o bem porque a mente pensa de forma positiva. E faz-se o mal porque a mente pensa de forma negativa. Para ele a cúria vaticana está cheia de gente que pensa de forma negativa e que, portanto, se concentra em suas coisas, em sua vida vaticana, não na vida do povo, dos homens, das culturas, das ciências humanas.
Francisco só cuida das necessidades humanas do Povo de Deus, não cuida da vida espiritual do Povo de Deus. Não lhe interessa o pecado da avareza. Interessa-lhe que não há dinheiro, que não há trabalho. Logo, perde-se a dignidade do homem, porque o homem é o que é seu trabalho, sua ambição na vida, suas obras humanas em sua vida humana. Ao diabo com a dignidade de ser filho de Deus. Não adianta concentrar-se em buscar a santidade da vida nem a salvação da alma. É preciso dar aos homens o caminho novo da salvação, que está em todo progresso humano e ciência humana. E a Igreja tem que se acomodar e estar no mundo sendo do mundo, sem obrigar a uma vida espiritual, sem defender os valores divinos, espirituais, que são próprios do Reino de Deus: “A Igreja nunca fará mais que expressar e defender seus valores (fala dos valores humanos na política), pelo menos enquanto eu estiver aqui.”
Que o Povo de Deus tenha trabalho e diversão na vida, isso é – para ele – a tarefa da Igreja, como expõe nessas declarações que são fruto de seu erro: seu humanismo.
Francisco não conta nada novo. Diz o mesmo, mas com outras palavras. O mal da Igreja é que os sacerdotes não fazem nada para que o povo tenha trabalho, dinheiro e saúde. A cúria vaticana tem que se concentrar nisso, não em seus problemas vaticanos, não em ver-se a si mesma, concentrada em suas coisas. Este é o pensamento de Francisco sobre o mal da Igreja. Nada diz do pecado.
O ditador vê o povo como uma comunidade. O Povo existe para fazer uma comunidade. A Igreja existe para fazer uma comunidade. Esta é a doutrina do comunismo: “A Igreja é ou deve voltar a ser uma comunidade do Povo de Deus.” Esta é sua heresia sobre a Igreja.
Assim a vê Francisco, porque se tornou um ditador. Já não vê a Igreja como uma Hierarquia, em que a Cabeça é a que faz o Corpo. Não; é o Corpo que submete a Cabeça à sua vontade. Isso foi o que disse Francisco. Os sacerdotes têm que servir ao Povo de Deus: “os presbíteros, os párocos, os bispos, que têm a seu cargo muitas almas, estão a serviço do Povo de Deus.” E este é seu erro. Porque os sacerdotes têm que governar o Povo de Deus, não servi-lo, já que a Igreja é uma Hierarquia. Outra coisa é que esse governo se faça com o serviço da humildade. Governar e servir são duas coisas distintas. Governa-se com amor e serve-se com humildade.
Mas Francisco não entende de humildade no serviço e menos de amor no governo. Não sabe o que é o amor. O amor é “levedura que serve ao bem comum.” Esta é outra heresia sua sobre o amor.
Porque o amor não é levedura, mas é a Palavra de Deus. E a Palavra é plantada em cada coração para que dê seu fruto. Mas se a alma não abandona os impedimentos para que essa semente dê fruto, que são os apegos, os pecados, os erros, etc, então a levedura da fé não produz nada na alma. É a fé que faz crescer o amor. É a levedura. Francisco fala do que não sabe porque ele entende assim a encarnação do Verbo: “O Filho de Deus se encarnou para infundir na alma dos homens o sentimento de irmandade.” Nova heresia sobre a divindade de Jesus.
Jesus não se encarna para realizar o humano no homem, não se encarna para dar sentimentos humanos ao homem, não se encarna para que o homem viva sua vida humana e seja somente homem. Jesus se encarna para divinizar o homem, para dar à alma do homem sentimentos divinos, obras divinas, vida divina. Mas que sabe esse idiota do que é Jesus se só se veste de Cristo, mas não leva consigo o Espírito de Cristo? A quem pretende enganar com essas palavras que nascem de seu coração desviado pela luxúria?
Ver assim Francisco é pôr-se a chorar pela Igreja. Não pela alma de Francisco. Uma alma que não vê seu pecado e, portanto, ensina o pecado como cabeça da Igreja. Uma alma que não quer converter-se. Uma alma que se vê a si mesma como a salvação da Igreja. Ele serve à Igreja com arrogância, com soberba, com sua luxúria da vida. E governa-a com o ódio que tem em seu coração. Ódio que aprendeu desde pequeno nos ensinamentos do comunismo: “Tive uma professora de quem aprendi o respeito e a amizade, era uma comunista fervorosa. Freqüentemente me dava para ler textos do Partido Comunista. Assim conheci também aquela concepção tão materialista. Recordo-me que me deu o comunicado dos comunistas americanos.” Mas que se pode esperar de um ditador como Francisco? Aprendeu o amor de quem não tem amor. Mas que pensa a Igreja que seja Francisco: um santo, um inovador, um grande profeta? É um bastardo, é um canalha, é um demônio.
Francisco é um parasita. Tem sua vida social, sua vida noturna em Roma. Não está sentado nos aposentos papais do vaticano pedindo a Deus pela Igreja, mas encontra-se com seus amigos judeus e come com eles em seus ritos judeus para assim fazer a Igreja de seu humanismo, de seu erro como homem. Francisco não crê na Igreja. Crê em sua vida humana, em suas luzes humanas, em suas obras humanas. E em nada mais. E quer que a Igreja seja como ele pensa. E, por isso, instituiu esse governo humano, que é próprio de um ditador: põe seus amigos no governo. “Decidi, em primeiro lugar, nomear um grupo de oito cardeais, que constituam meu conselho. Não cortesãos, mas pessoas sábias e animadas pelos meus mesmos sentimentos.” O camarada Francisco colocou em seu governo, em seu conselho, seus amigos, que são para ele os que têm seus mesmos sentimentos, quer dizer, os que têm seu mesmo erro: seu humanismo.
Quando se termina de ler estas declarações de Francisco, em seguida vem à mente: este é um ditador, que fala como ditador e que quer uma Igreja como a quer um ditador, não como a quer Deus.
Para quem queira ver nessas declarações uma nova primavera para a Igreja, então mais lhe valeria que saísse da Igreja, porque começou o reino do terror na Igreja.
Um homem que tem todo o poder na Igreja é capaz de qualquer barbaridade a partir de agora. Se agora se dedicou a falar, era porque não tinha o poder para o que queria fazer. Agora o tem, e agora pode causar muito dano, como o fazem suas palavras.
Palavras de dragão, parecidas com o dragão vermelho, o comunismo, que quer apoderar-se de tudo.
Por isso, Francisco reuniu a 12 de setembro sua cúpula vaticana para informar-lhes que iria dar umas declarações à Imprensa e que precisava que todos se calassem, que todos o apoiassem nisso que iria dizer, que ninguém dissesse nada sobre suas palavras. Esta é a razão do silêncio de muitos sacerdotes, Bispos, que têm que calar porque o ditador Francisco o ordenou na Igreja. E ninguém se move com medo de Francisco. Ninguém lhe diz que está pecando com medo do que possa fazer esse idiota que se vestiu de branco, de pele de ovelha, para falar as palavras de lobo e assim arrastar tantos à perdição, porque têm medo da Verdade, de dizer a Verdade, de levantar-se e encarar Francisco e mandá-lo para casa porque está destruindo a Igreja.
Haverá alguém na Hierarquia que dê testemunho de Cristo diante da Igreja? Haverá alguém entre os sacerdotes que se atreva a pregar na Missa dos Domingos contra as barbaridades desse néscio vestido de branco? Quando a Igreja deixará de temer a Francisco e se oporá a ele? Quando se deixará de vê-lo como Papa e se o verá como é na realidade: um ditador?
Para que Francisco não seja ditador na Igreja, tem que renunciar a todos os seus poderes papais. Se não fizer isso, virá o reino de terror na Igreja. E será tarde para muitos.”
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quarta-feira, 4 de junho de 2014
A sociedade sem história
“Não existe, no “Brasil do B”, acusação maior que se possa fazer contra uma pessoa do que chamá-la de “preconceituosa.” Imagino eu que seria preciso entrar numa máquina do tempo e retornar à Idade Média para encontrar, na acusação de bruxaria, uma repercussão semelhante.
Ser chamado de preconceituoso no Brasil petista é como ser chamado de “looser” nos Estados Unidos – não existe ofensa maior, não é mesmo? Xenofobia, homofobia, racismo, sectarismo, machismo, enfim... a lista de barbaridades disponíveis para se acusar alguém não tem mais fim...
Então vamos lá, proponho nesse artigo o seguinte desafio: é possível, do ponto de vista filosófico que alguém viva sem preconceitos? O que define um pensamento como preconceituoso? É o fato dele – conforme o sentido da palavra – ser independente de uma experiência sensível? É o fato de não encontrar respaldo histórico? Ou será que preconceito é definido por uma casta, uma ralé de intelectuais que dita aquilo que deve ser entendido como “conceito” e estabelece como preconceito tudo aquilo que escapa do seu entendimento como sendo justo?
Meus amigos, uma vida plena de razão... rica na capacidade de julgar, não pode – no seu curto período de tempo – formar juízos que sejam todos fundados na experiência. Valores não se constroem dessa maneira pois dependem tanto de uma tradição verbal quanto escrita que são capazes de construir a cultura. O processo de “aculturamento”... as bases da civilização precisaram ser construídos a partir da aceitação de determinadas verdades independentemente da experiência individual. Nesse sentido, pode-se afirmar que seriam esses juízos fundados, sim, em preconceitos... Preconceitos esses capazes de permitir a acumulação de valores culturais sem a necessidade da experiência repetitiva por parte de cada membro da sociedade.
Já escrevi uma vez, e volto aqui a insistir, que vive-se hoje uma certa patologia do tempo. Nada parece, no Brasil, ter origem no passado... Nada se faz para permanecer para o futuro. A sociedade vive um eterno presente em que a construção do saber precisa, segundo os ditames do materialismo dialético, ser construída pela experiência. Ora, decorre daí que tudo aquilo que não seguir esse principio há de ser considerado um “preconceito”. A sociedade contra o preconceito é portanto a sociedade sem cultura haja vista que aceitamos acima que a própria base histórico-cultural de uma sociedade precisa de preconceitos.
Nada há de mais covarde e burro do ponto de vista filosófico do que confundir preconceito com injustiça. A primeira expressão tem cunho descritivo à medida que se refere à formação de determinados juízos que não tem como fundamento a experiência real. A segunda é de caráter qualificativo... freqüentemente utilizada de maneira pejorativa por aquele, ou aqueles, que ungidos por um Deus ou, no caso do Brasil, por um partido político tornaram-se os arautos... os verdadeiros conhecedores de uma verdade hermética chamada “justiça”...
Resta evidente, do que escrevi acima, que é impossível fazer história sem preconceito. Nossa capacidade de julgar, de nos organizarmos em sociedade, de acumular e transmitir saber não se pode – está claro – restringir à observação científica de determinados fenômenos físicos. A história não é uma ciência exata e, quando debruçada sobre ela para aprender seu significado, a razão há que ultrapassar os seus próprios limites utilizando-se inclusive, se necessário, de preconceitos estabelecidos e capazes de lhe fornecer a noção de transcendência tão necessária ao estudo imparcial da própria história.
A luta histérica por uma interpretação da história sem preconceito algum que assistimos no Brasil nada mais é do que uma luta suicida... Uma guerra contínua contra uma sociedade sem preconceitos e que há de terminar um dia... numa sociedade “perfeita” como quer todo marxista – uma sociedade sem história...”
(Milton Pires, A Sociedade sem História)
http://www.heitordepaola.com
Ser chamado de preconceituoso no Brasil petista é como ser chamado de “looser” nos Estados Unidos – não existe ofensa maior, não é mesmo? Xenofobia, homofobia, racismo, sectarismo, machismo, enfim... a lista de barbaridades disponíveis para se acusar alguém não tem mais fim...
Então vamos lá, proponho nesse artigo o seguinte desafio: é possível, do ponto de vista filosófico que alguém viva sem preconceitos? O que define um pensamento como preconceituoso? É o fato dele – conforme o sentido da palavra – ser independente de uma experiência sensível? É o fato de não encontrar respaldo histórico? Ou será que preconceito é definido por uma casta, uma ralé de intelectuais que dita aquilo que deve ser entendido como “conceito” e estabelece como preconceito tudo aquilo que escapa do seu entendimento como sendo justo?
Meus amigos, uma vida plena de razão... rica na capacidade de julgar, não pode – no seu curto período de tempo – formar juízos que sejam todos fundados na experiência. Valores não se constroem dessa maneira pois dependem tanto de uma tradição verbal quanto escrita que são capazes de construir a cultura. O processo de “aculturamento”... as bases da civilização precisaram ser construídos a partir da aceitação de determinadas verdades independentemente da experiência individual. Nesse sentido, pode-se afirmar que seriam esses juízos fundados, sim, em preconceitos... Preconceitos esses capazes de permitir a acumulação de valores culturais sem a necessidade da experiência repetitiva por parte de cada membro da sociedade.
Já escrevi uma vez, e volto aqui a insistir, que vive-se hoje uma certa patologia do tempo. Nada parece, no Brasil, ter origem no passado... Nada se faz para permanecer para o futuro. A sociedade vive um eterno presente em que a construção do saber precisa, segundo os ditames do materialismo dialético, ser construída pela experiência. Ora, decorre daí que tudo aquilo que não seguir esse principio há de ser considerado um “preconceito”. A sociedade contra o preconceito é portanto a sociedade sem cultura haja vista que aceitamos acima que a própria base histórico-cultural de uma sociedade precisa de preconceitos.
Nada há de mais covarde e burro do ponto de vista filosófico do que confundir preconceito com injustiça. A primeira expressão tem cunho descritivo à medida que se refere à formação de determinados juízos que não tem como fundamento a experiência real. A segunda é de caráter qualificativo... freqüentemente utilizada de maneira pejorativa por aquele, ou aqueles, que ungidos por um Deus ou, no caso do Brasil, por um partido político tornaram-se os arautos... os verdadeiros conhecedores de uma verdade hermética chamada “justiça”...
Resta evidente, do que escrevi acima, que é impossível fazer história sem preconceito. Nossa capacidade de julgar, de nos organizarmos em sociedade, de acumular e transmitir saber não se pode – está claro – restringir à observação científica de determinados fenômenos físicos. A história não é uma ciência exata e, quando debruçada sobre ela para aprender seu significado, a razão há que ultrapassar os seus próprios limites utilizando-se inclusive, se necessário, de preconceitos estabelecidos e capazes de lhe fornecer a noção de transcendência tão necessária ao estudo imparcial da própria história.
A luta histérica por uma interpretação da história sem preconceito algum que assistimos no Brasil nada mais é do que uma luta suicida... Uma guerra contínua contra uma sociedade sem preconceitos e que há de terminar um dia... numa sociedade “perfeita” como quer todo marxista – uma sociedade sem história...”
(Milton Pires, A Sociedade sem História)
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domingo, 1 de junho de 2014
A confissão de Martinho Lutero
“Rematemos estas confissões dos convertidos pela confissão do próprio Lutero. Escreve Lutero sobre as conseqüências de sua pregação, com a qual pretendia reformar o mundo cristão: “Os povos espantam-se quando vêem que tudo outrora era calmo e tranqüilo; a paz reinava por toda parte, ao passo que hoje está tudo cheio de seitas e facções, que faz dó... Devo confessar que a minha doutrina produziu muitos escândalos; sim, não posso negá-lo: estas coisas muitas vezes me causam terror, principalmente quando me diz a consciência que despedacei o passado da Igreja, tranqüila e pacífica sob o papado.
“Os homens são hoje mais vingativos, mais avaros e sem misericórdia, menos modestos e mais incorrigíveis, piores, enfim, do que no tempo do papado.
“Coisa escandalosa! Desde que a pura doutrina do evangelho foi posta em luz, o mundo vai diariamente de mal a pior. Nós pretendemos mostrar que somos evangélicos, celebrando a comunhão debaixo das duas espécies, quebrando as imagens, saturando-nos de carne, abstendo-nos de jejuar, de orar, etc; quanto à fé e à caridade, pouco nos importa. A malícia dos homens em pouco tempo tem chegado entre nós a um tal ponto, que não possa ainda o mundo durar cinco ou seis anos... É uma experiência incontestável: nós outros, pregadores, somos agora mais preguiçosos, mais descuidados do que outrora nas trevas da ignorância papista.
“Quanto mais estamos seguros da liberdade adquirida por Cristo, mais somos tíbios e indolentes em observar o ensino e a oração, em praticar o bem e suportar as injúrias.
“Ai! acreditei em tudo o que diziam o papa e os monges: presentemente não posso mais crer o que disse Jesus Cristo, que, entretanto, não mente.”
Foi persuasão geral dos povos que as religiões são mais puras e limpas quando mais próximas a suas nascentes. Se julgarmos o protestantismo por este critério, não pode merecer conceito favorável uma religião, que, ainda fresca do sopro da revolução, que lhe insuflou a vida, fez a sua entrada no mundo já impura e corrupta, como as paixões ignóbeis que lhe serviam de berço. Esta corrupção assombrosa, que mancha de lodo e sangue o alvorecer do protestantismo, evidencia deste modo sua descendência terrena e vil e, portanto, sua falsidade.”
(Pe. Júlio Maria de Lombaerde, O Anjo das Trevas)
“Os homens são hoje mais vingativos, mais avaros e sem misericórdia, menos modestos e mais incorrigíveis, piores, enfim, do que no tempo do papado.
“Coisa escandalosa! Desde que a pura doutrina do evangelho foi posta em luz, o mundo vai diariamente de mal a pior. Nós pretendemos mostrar que somos evangélicos, celebrando a comunhão debaixo das duas espécies, quebrando as imagens, saturando-nos de carne, abstendo-nos de jejuar, de orar, etc; quanto à fé e à caridade, pouco nos importa. A malícia dos homens em pouco tempo tem chegado entre nós a um tal ponto, que não possa ainda o mundo durar cinco ou seis anos... É uma experiência incontestável: nós outros, pregadores, somos agora mais preguiçosos, mais descuidados do que outrora nas trevas da ignorância papista.
“Quanto mais estamos seguros da liberdade adquirida por Cristo, mais somos tíbios e indolentes em observar o ensino e a oração, em praticar o bem e suportar as injúrias.
“Ai! acreditei em tudo o que diziam o papa e os monges: presentemente não posso mais crer o que disse Jesus Cristo, que, entretanto, não mente.”
Foi persuasão geral dos povos que as religiões são mais puras e limpas quando mais próximas a suas nascentes. Se julgarmos o protestantismo por este critério, não pode merecer conceito favorável uma religião, que, ainda fresca do sopro da revolução, que lhe insuflou a vida, fez a sua entrada no mundo já impura e corrupta, como as paixões ignóbeis que lhe serviam de berço. Esta corrupção assombrosa, que mancha de lodo e sangue o alvorecer do protestantismo, evidencia deste modo sua descendência terrena e vil e, portanto, sua falsidade.”
(Pe. Júlio Maria de Lombaerde, O Anjo das Trevas)
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