domingo, 6 de abril de 2014

Oração de São Padre Pio

“Jesus, Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte. Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor, seja-me concedido expirar contigo no Calvário, para subir contigo à glória eterna; Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições, para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim. Jesus, que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranqüilidade, todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra; uno tudo a Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas, a fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo o pecado – causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte. Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado. Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores. Aperta-me fortemente a Ti, de maneira tão estreita e tão suave, que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Amém!”

quinta-feira, 3 de abril de 2014

As profecias de Lúcia de Fátima e Padre Pio sobre João Paulo I

“Coloque-a na categoria das notícias explosivas. Uma reportagem na revista italiana Mensageiro de Santo Antônio diz que o Padre Pio – o incrível estigmatizado italiano que foi canonizado ano passado – previu uma situação que envolvia Albino Luciani – o Papa João Paulo I – antes de Luciani, à época bispo de Vittorio Veneto, ascender ao Trono de Pedro.
Se verdadeira, será a segunda profecia envolvendo um Papa recente atribuída a Pio, que foi canonizado recentemente. Notícias anteriores incomprovadas afirmavam que Pio profetizou a eleição de Karol Wojtyla ao papado.
No caso de Luciani, que foi Papa por apenas 33 dias, a predição estava ligada à promoção de Luciani a patriarca (ou arcebispo) de Veneza. De acordo com um artigo escrito por Renzo Allegri, Francesco Cavicchi, um empresário de Conegliano Veneto [uma vila italiana], foi ver o famoso místico em 1967 para receber aconselhamento espiritual. No fim de sua conversa, o Padre Pio lhe contou: “Você deve formar um grupo de oração em sua cidade natal”.
Chegando a casa, Cavicchi tentou exatamente isso, diz a revista, apelando a Luciani, que na época era seu bispo – mas sem sucesso. “Tão logo Luciani ouviu o nome de Padre Pio mencionado, a conversa foi interrompida bruscamente,” relata a publicação. “'Basta!', disse Luciani, 'Não quero mais falar sobre isso.' Naqueles dias, Pio não era bem visto pelas autoridades eclesiásticas.”
Quando o empresário alguns meses depois contou ao frade capuchinho o que acontecera, diz-se que Pio permaneceu em silêncio por um momento, e então respondeu, “Não se preocupe. O próprio bispo vai procurar por você no tempo devido. E você receberá permissão escrita do patriarca.
Isso parecia impossível, mas Pio repetiu sua afirmação de que tanto o bispo local como o patriarca viriam em auxílio de Cavicchi na formação do grupo de oração. “Agora vá em paz!”, teria dito Pio.
Cavicchi voltou para casa confuso mas viu a predição se materializar de um modo incrivelmente literal. Isso ocorreu um ano após a morte de São Pio quando, em 10 de dezembro de 1969, Cavicchi recebeu uma ligação do secretário do Bispo Luciani, que anunciou que o bispo queria encontrar-se com ele. Quando Cavicchi foi ver o então Bispo Luciani, o futuro papa imediatamente voltou a conversa para Pio, desta vez de um modo bastante simpático. Ele se lembrou do pedido para um grupo de oração e disse que iria tratar do assunto quando de seu retorno de uma viagem a Roma.
Alguns dias depois, surgiram notícias de que o Bispo Luciani havia sido nomeado Patriarca de Veneza e dado a Cavicchi permissão escrita para um grupo de oração – desta forma cumprindo as palavras de Pio de que o empresário iria primeiro falar com um “bispo” e então receber permissão do “patriarca”.
Talvez ainda mais interessante seja que o Mensageiro de Santo Antônio diz que antes de ser Papa, na primavera de 1977, o Bispo Luciani fez uma visita, anteriormente não revelada, à vidente de Fátima, Lúcia dos Santos, em Coimbra, Portugal – na qual a Irmã Lúcia, uma freira no Mosteiro de Monte Carmelo, supostamente profetizou sua eleição como Papa.
A publicação cita o irmão do Papa João Paulo I, Edoardo, que participou da peregrinação, recordando detalhes do dramático encontro.
“Albino disse a seu secretário que permanecesse no quarto de espera”, disse. “O encontro, que deveria durar apenas dez minutos, terminou durando duas horas. Não sei sobre que conversaram. Tudo que sei é que, após o encontro, meu irmão estava profundamente abalado. Na verdade, ele estava tão perturbado com esse encontro que permaneceu completamente em silêncio durante toda a viagem de volta para casa.”
O Mensageiro relata que, após a morte do Papa, soube-se que Lúcia saudou o então Patriarca como “Santo Padre”. “Ela previu sua eleição ao papado, mas também que seu pontificado seria muito curto e que seu sucessor seria um estrangeiro, um Cardeal de Cracóvia”, afirma Allegri. “Essa previsão também foi confirmada pelo próprio Patriarca durante um de seus passeios com um teólogo veneziano, Pe. Germano Pattaro.
Ironicamente, Luciani e seu futuro sucessor, Karol Wojtyla, ficaram amigos após o encontro relacionado a Fátima, e diz-se que o próprio Papa João Paulo I mais tarde previu quem o iria suceder, indicando a pessoa que estava no quarto em frente ao seu no Conclave realizado na Capela Sistina.
Aquela pessoa era Karol Wojtyla – o Papa João Paulo II – que se tornou pontífice depois que o Papa João Paulo I morreu misteriosamente.”
(Michael H. Brown, Report Claims Padre Pio And Fatima Seer Both Issued Prophecies About John Paul I)

segunda-feira, 31 de março de 2014

O destino de todo protestantismo

“A Igreja Reformada é a ruína de toda verdade, a fraqueza da divisão infinita, a dispersão dos rebanhos, anarquia eclesiástica, Socinianismo envergonhado de si mesmo, Racionalismo revestido como uma pílula, sem doutrina, sem consistência. Essa Igreja, privada tanto do seu caráter coletivo quanto do dogmático, de sua forma e de sua doutrina, privada de tudo que a constituía uma Igreja Cristã, na verdade cessou de existir nas fileiras das comunidades religiosas. Seu nome continua, mas representa apenas um cadáver, um fantasma, ou, se assim o quiserem, a memória de uma esperança. Por falta de autoridade dogmática, a descrença conquistou três quartos de nossos alunos.”
(M. Scherer, L' Etat Actual de L'Église Reformée en France)

sexta-feira, 28 de março de 2014

A corrupção é inerente à democracia

“Pode-se dizer, sem medo de exagerar nem de equivocar-se, que a “corrupção” é gerada pelo próprio “Sistema democrático” e que ela opera como uma espécie de “óleo” que lubrifica e mantém em funcionamento as peças do Sistema. Em sua própria essência se encontra a origem ou germe dessa enfermidade moral, particularmente em tudo que se relaciona com o “dinheiro” ou com o “poder do dinheiro”, conforme o seguinte raciocínio:
- Na sociedade política moderna o Poder Político se fundamenta na vontade geral do povo, que resulta da soma indiferenciada das vontades individuais (maioria) e cujas decisões se caracterizam por serem ilimitadas, inapeláveis e infalíveis (onipotência do número). Somente o número, a quantidade anônima e impessoal, decide – como suposto soberano – sobre o bem e o mal, o justo e o injusto etc, além de eleger os que o representam e governarão. Dessa forma se consagra a primazia da quantidade sobre a qualidade.
- Em termos práticos, a expressão da vontade geral requer – para os políticos que querem ser eleitos – contar com a opinião favorável das multidões. A formação de uma opinião favorável, na sociedade moderna, se realiza através dos meios de comunicação (rádio, TV, internet, jornais e revistas, livros, propaganda das ruas etc). O elemento indispensável para poder ter acesso aos meios de comunicação é o dinheiro. Sem dinheiro não há meios de comunicação nem propaganda. Por sua vez, sem meios de comunicação nem propaganda não há opinião. Sem opinião não há eleitores ou votos favoráveis.
- Por outro lado, incentiva-se a opinião favorável, mui freqüentemente, mediante a demagogia e a adulação à multidão, a qual se transforma – e se comprova em todas as civilizações e épocas históricas – em matéria pronta para ser conduzida por aquele que mais a corrompa e prometa.
- Em conseqüência, o dinheiro é o gerador “nas sombras” de todo poder eleito na sociedade moderna, de todo poder baseado na vontade geral e de todo poder mantido na dependência da opinião.
Conforme o raciocínio exposto, deduz-se por simples lógica que os políticos e a partidocracia têm uma necessidade vital em relação ao “dinheiro”, primeiro para serem eleitos e depois para manterem-se no poder mediante uma nova reeleição. E essa “necessidade vital de dinheiro” ou “caixa” foi-se incrementando com o avanço da modernidade e dos desenvolvimentos tecnológicos e o aumento da complexidade social, só podendo ser satisfeita se o “dinheiro” é obtido por alguma destas três fontes:
- De sua riqueza pessoal, conseguida previamente a ser eleito.
- De alguém (empresa, amigo, agiota etc) que o doa, presenteia ou empresta sob determinadas “condições” que deverão ser cumpridas desde o posto alcançado na função pública.
- Do roubo no exercício da função pública (malversações, propinas, comissões, participação na propriedade etc através dos processos licitatórios ou de concessões etc); ou do roubo ou assalto usando a violência física (carros-fortes, bancos, comércios, particulares etc).
Além dessas três alternativas e alguma eventual variante, os políticos e a partidocracia não têm outras opções para obterem o que é a “matéria prima” para a obtenção de um cargo ou posto eletivo, em qualquer dos níveis do Estado.
Em conseqüência, se nos perguntamos qual é a relação entre o Poder Político e o Poder do Dinheiro, conclui-se o seguinte: enquanto o Poder Político predomina em termos ideais e teóricos sobre o Poder do Dinheiro, na prática e da observação da realidade histórica surge que o Poder Político é servil e subordinado ao Poder do Dinheiro, porque é influenciado por este último. (…)
Ora, essa situação de servidão e subordinação do Poder Político em relação ao Poder do Dinheiro continua no exercício do poder. A razão é simples e responde à ambição humana: os que estão no poder querem manter-se nele durante todo o tempo que possam, para o qual devem ser reeleitos. Chegados a este ponto, vêem-se novamente obrigados a reiniciarem o ciclo perverso descrito anteriormente. Dessa maneira, necessariamente, estarão subordinados ao “Poder do Dinheiro” durante o exercício de seu mandato – porque aquele é a fonte de seu poder e tem capacidade para confirmá-los em cada eleição – e, portanto, deverão ser dóceis a suas ingerências ou ordens. (…)
Os que amam e morrem pela “democracia” inexoravelmente devem se acostumar a conviver com a “corrupção”. Basta de simulação e hipocrisia barata.”
(Santiago Roque Alonso, Dinero, Democracia, Control y Corrupción)

terça-feira, 25 de março de 2014

Progresso e decadência

“O preço do progresso é a morte do espírito. Nietzsche revelou este mistério do apocalipse ocidental quando proclamou que Deus estava morto, que havia sido assassinado. Este assassinato gnóstico se comete constantemente pelos homens que sacrificam Deus nas aras da civilização. Quanto mais apaixonadamente a totalidade das energias humanas se dedica à grande empresa da salvação mediante a ação imanente no mundo, mais se afastam da vida do espírito os seres humanos que se dedicam a esta empresa. E como a vida do espírito é a fonte da ordem no homem e na sociedade, o próprio êxito da civilização gnóstica é o motivo de sua decadência.
Uma civilização pode na verdade progredir e decair ao mesmo tempo, mas não eternamente. Há um limite até o qual se dirige este processo ambíguo. Este limite se alcança quando uma seita ativista que representa a verdade gnóstica organiza a civilização como um Império sob seu comando. O totalitarismo, entendido como a norma existencial dos ativistas gnósticos, é a forma final da civilização progressista.”
(Eric Voegelin, The New Science of Politics)

sábado, 22 de março de 2014

A Tradição católica

“Quando falamos de tradição católica não nos estamos referindo somente a uma tradição intelectual, nem sequer a uma completa visão do mundo, mas a uma civilização. (…) Ou seja, a tradição católica implicava costumes, instituições e idéias. Igualmente, as transformações ideológicas revolucionárias conduziram primeiro à fratura das instituições, que por sua vez levou generalizadamente à dos costumes. E a resistência à revolução progressivamente foi ficando no âmbito dos costumes, que, ao não contarem com o apoio institucional, foram também se quebrando, resistindo somente o reduto das idéias. Idéias progressivamente mais depuradas quanto mais se isolavam no cenáculo dos “militantes” ou dos “tradicionalistas conscientes”. Esse é o processo de transformação (desnaturalização) de um tradicionalismo pleno em algo semelhante a uma société de pensée ou, no melhor dos casos, em um gueto de famílias em meio às ruínas.
Contudo, está claro que uma tal situação vem marcada pelo equilíbrio instável. Pois o restante das famílias vai resistindo com dificuldade à pressão exterior, enquanto o agregado ideológico, isolado, tende a fragmentar-se, perdendo o sinal de unidade de toda tradição, de toda civilização. Hoje é muito comum encontrar defesas da moral sexual e familiar mais tradicional pelos mesmos grupos que contribuem para manter uma política que progressivamente torna impossível a manutenção dessa moral. Outros defendem a tradição litúrgica despreocupados com a tradição política. Alguns por fim reivindicam pedaços da cosmovisão tradicional de modo “ideológico”, às vezes “conservador”, outras “revolucionário”. A conseqüência é desoladora para os que querem continuar recebendo a “boa notícia” no seio da civilização que ela gerou para nós. Porque é impossível inculturar o cristianismo na civilização moderna e suas versões atuais, tanto a “forte”, tecnocrática e prometéica (que caberia chamar de hipermoderna), como a “fraca”, desconstrutiva e niilista (que podemos chamar propriamente de pós-moderna). (…)
Nessa situação, a conjuntura impele muitos a salvarem o que se puder de um velho navio naufragado. Enquanto outros se esforçam por lembrar que os despojos à deriva pertenceram a um navio cujas dimensões, características etc são possíveis de conhecer. E tudo se deve fazer. Mas o que não se pode esquecer é que, sem o acolhimento de uma civilização coerente, todos os restos que se salvam, por um lado, estão mutilados, desnaturalizados, e - por outro - dificilmente podem subsistir muito tempo em sua separação. Assim, a solução não pode ser encontrada senão na incessante restauração-instauração (como não recordar o memorável texto de São Pio X?) da civilização cristã, que ademais não poderá ser alheia – exigências da pietas – à Cristandade.”
(Miguel Ayuso Torres, La Constitución Cristiana de los Estados)

quarta-feira, 19 de março de 2014

São José

"Rogamos a Vós, Senhor, que nos ajudem os méritos do esposo de Vossa Mãe Santíssima, para que alcancemos por sua intercessão o que não podemos conseguir com nossos méritos." (Coleta da Missa de São José)

terça-feira, 18 de março de 2014

Água benta e as almas do Purgatório

“As almas sofredoras também experimentam um grande alívio quando os túmulos são incensados e borrifados com água benta. A água benta na verdade apenas materialmente umedece a terra, mas em sua virtude beneficente ela refresca as almas do Purgatório, assim como as águas do Batismo caindo sobre a cabeça da criança têm o poder de limpar sua alma. Portanto, cuidai de borrifar com freqüência o lugar de último repouso de vossos amigos com água benta, pois assim suavizareis as chamas que os torturam.”
(Pe. Martin von Cochem, O.S.F.C, The Incredible Catholic Mass)

sábado, 15 de março de 2014

Ainda esperando...

... pelo verso da Bíblia que valida a Sola Scriptura.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Thomas Tallis: If Ye Love Me



Peter Philips
The Tallis Schollars