domingo, 17 de novembro de 2013

O sonho mágico da modernidade

“A expansão da vontade de poder do reino dos fenômenos para o da substância ou a tentativa de operar no reino da substância pragmaticamente como se fosse o reino dos fenômenos – essa é a definição de mágica. A inter-relação de ciência e poder e o conseqüente crescimento do segmento utilitário da existência injetaram um forte elemento de cultura mágica na civilização moderna. A tendência a limitar o campo da experiência humana à área da razão, ciência e ação pragmática, a tendência a sobrevalorizar essa área em relação ao bios theoretikos e à vida do espírito, a tendência a torná-la a única preocupação do homem, a tendência a torná-la socialmente preponderante por meio da pressão econômica nas chamadas sociedades livres e por meio da violência nos estados totalitários – todas essas tendências são parte de um processo cultural que é dominado pela idéia de operar na substância do homem por meio da instrumentalidade da vontade pragmaticamente planejadora. O ápice disso é o sonho mágico de criar o Super-Homem, o Ser feito pelo homem que sucederá à triste criatura feita por Deus. Esse é o grande sonho que primeiro apareceu imaginativamente nas obras de Condorcet, Comte, Marx e Nietzsche e mais tarde pragmaticamente nos movimentos Comunista e Nacional-Socialista.”
(Eric Voegelin, From Enlightenment to Revolution)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Compositor britânico John Tavener morre aos 69 anos‏

“O compositor britânico John Tavener, um dos mais importantes do último século no Reino Unido, morreu em sua casa de Dorset (sudoeste da Inglaterra) aos 69 anos, informou nesta terça (12) seu selo fonográfico, Chester Music. O prestigiado músico, cuja "Song for Athene" foi interpretada no funeral, em 1997, da princesa Diana, morreu "tranquilamente" em seu domicílio na cidade de Child Okeford, segundo um comunicado.
O diretor-gerente da Chester Music, James Rushton, descreveu o artista, conhecido por sua grande espiritualidade e suas obras de música sacra, como "uma das mais inspiradas e únicas vozes na música dos últimos 50 anos".
"Seu trabalho é uma das contribuições mais significativas à música clássica em nossos tempos", afirmou Rushton. "Para todos aqueles afortunados que o conheceram, John era um homem de profundas crenças, enorme calidez pessoal, lealdade e humor", acrescentou.
Tavener teve uma saúde delicada durante boa parte de sua vida e em 2007 sofreu um infarto que o obrigou a passar quatro meses na Unidade de Terapia Intensiva. Em 1979, o músico sofreu um acidente vascular cerebral, enquanto em 1990 foi diagnosticada a síndrome de Marfan, uma doença hereditária que afeta o coração.
Tavener começou sua carreira nos anos 60 com o selo Apple Records, dos Beatles, e logo se transformou em um dos poucos compositores clássicos contemporâneos cuja música foi popularizada entre um público mais amplo.
Em 1992, "The protecting veil", uma composição para violoncelo e cordas, se manteve durante várias semanas no topo das listas de sucessos. Outros trabalhos muito populares são "A new beginning", que foi tocada para dar as boas-vindas ao novo milênio na festa de Nochevieja de 1999 na cúpula do Milênio, em Londres, e "Eternity's sunrise".
Ele foi indicado duas vezes, em 1992 e 1997, aos prêmios Mercury da música e recebeu o título de Sir no ano 2000. Tavener se converteu em seguidor da Igreja ortodoxa russa em 1977 e via sua música como uma maneira de chegar a Deus, segundo declarou.
Apesar de sua frágil saúde, o músico, que deixa mulher, Maryanna, e três filhos, seguiu compondo e neste ano estreou três novas peças no festival internacional de Manchester, no norte da Inglaterra.”

http://g1.globo.com/musica/noticia/2013/11/compositor-britanico-john-tavener-morre-aos-69-anos.html

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Carl Philipp Emanuel Bach: Concerto para Cravo e Orquestra, H. 405


I. Allegro di molto
II. Adagio
III. Allegro

Miklós Spányi, cravo
Péter Szűts
Concerto Armonico Budapest

sábado, 9 de novembro de 2013

São Teodoro, o Recruta

“Mártir. Datas desconhecidas. Comemoração: 9 de novembro.
Diz a tradição que São Teodoro era um soldado romano que em Amaséia, no Ponto, recusou-se a juntar-se a seus companheiros para cerimônias de adoração pagã. Enquanto estava em prisão preventiva, pôs fogo em um templo dedicado à deusa-mãe, sendo, por isso, cruelmente torturado. O que o fortaleceu na prisão foram as visões celestiais que tinha. Morreu, finalmente, atirado em uma fornalha. Essa história não é digna de crédito, e suas versões posteriores revelaram-se tão contraditórias e incrivelmente enfeitadas que um outro São Teodoro, o “General” (comemorado em 7 de fevereiro), foi responsabilizado por, ao que parece, tê-la inventado. Existe boa evidência de um mártir do Ponto, chamado Teodoro, venerado desde o século IV, cujo túmulo, em Eucaita, foi importante centro religioso. Teodoro tornou-se o terceiro dos grandes “soldados-santos” do Oriente, juntamente com São Jorge e São Demétrio. A luta contra o dragão parece ter sido atribuída a São Teodoro, antes de sê-lo a São Jorge.”
(Donald Attwater, The Penguin Dictionary of Saints)

Tradução de Maristela R. A. Marcondes e Wanda de Oliveira Roselli

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

As armas favoritas dos comunistas

“As armas preferidas da conquista comunista não são máquinas de destruição em massa nas mãos de soldados de uniforme. Elas são, ao invés, a propaganda, a visão tendenciosa da história, a pregação de ódio para incitar a desordem civil, as táticas de subversão interna, a traição, a chantagem, a difamação, o assassinato político – tudo cometido por soldados que não trajam uniforme e afirmam ser cidadãos leais do país-alvo escolhido para ser conquistado a partir de dentro.”
(Deirdre Manifold, Fatima and the Great Conspiracy)

domingo, 3 de novembro de 2013

O povo contra-revolucionário

“Nas análises históricas superficiais, é costume apresentar as revoluções como movimentos populares, e os movimentos contra-revolucionários como movimentos dirigidos e manipulados por elites sociais. Sem embargo, a história dos cristeros mexicanos demonstra o contrário: os grandes movimentos contra-revolucionários da história moderna são genuinamente populares. Os franceses da Vendéia, os carlistas espanhóis, o miguelismo português ou os cristeros mexicanos são a demonstração da existência de um verdadeiro povo contra-revolucionário.”
(Andrés Azkue, La Cristiada)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mitos e verdades sobre as manifestações no Brasil


Palestra promovida pelo Instituto Recta Ratio sobre as manifestações no Brasil, proferida no dia 16 de setembro de 2013 em Fortaleza por José Carlos Sepúlveda da Fonseca.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Autopercepção desfocada


http://doislobos.blogspot.com.br/2013/10/passarin-deus-nao-e-catolico.html

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Os três amores de Francisco

“Amor ao dinheiro, amor à mentira, amor ao homem. Esse é o pecado de Francisco e de muitos na Igreja.
Um pecado que se comete em cada coisa da vida, em cada lugar da existência, em cada instante da vida.
Esses três amores constituem um estilo de vida, uma forma de entender a vida. E, embora se façam coisas boas na vida, embora se tenham bons pensamentos, bons ideais, bons planos para viver, a vida é uma forma de cometer o pecado, e não outra coisa.
Esses três amores preparam o coração para as três frentes que o homem busca mais: o material da vida, o orgulho da vida e o poder na vida.
Os homens se dedicam a ganhar dinheiro. Os homens buscam, por todos os meios, uma posição entre os homens, um reconhecimento entre eles, uma estabilidade nas altas esferas dos homens. E os homens estão ávidos de poder, de governo, de decidir na vida o destino deles e o destino dos demais.
E essas três frentes realizam um estilo de viver próprio da pessoa, que é para o humano e que vê todas as coisas com um fim humano. Deixou o fim divino da vida, o fim espiritual, para colocar na vida os objetivos dos homens, que nascem desses três amores.
Três amores que combatem contra o Amor de Deus e que querem explicar o Evangelho e a Igreja segundo a concepção desses três amores. É o que se descobre nas declarações de Francisco. Suas declarações são a cabeça de Francisco, são como Francisco governa a Igreja. São como Francisco quer governar a Igreja que ele preside.
Francisco é uma marionete dos homens, um joguete do demônio, um campeão da mentira e do orgulho.
Francisco beija os pés dos homens para ganhar-lhes o afeto. Francisco fala com os homens para ser deles, para influir neles, para conquistá-los a sua causa, a sua vida. Francisco não fala para convencer, mas para arrastar a seu sentimento de homem.
Ele vive a vida guiado por seus sentimentos humanos, por seus afetos de homem, por suas paixões. E vive a vida na Igreja da mesma mistura. E assim prega o que vive. Prega para ganhar afetos humanos, aplausos humanos, um poder entre os homens. Francisco quer ser reconhecido agora porque é Papa, porque tem o ofício de governar a Igreja. Mas não lhe interessa a essência do Papado, a Verdade do Papado; interessa-lhe que os homens falem dele como Papa, que digam coisas dele como Papa, porque assim se sente mais amado pelos homens, sente-se acolhido pelos homens, sente-se mais homem entre os homens. Não busca a verdade de ser homem, busca somente ser homem.
E, por isso, acolhe qualquer homem e não importa sua vida. Não importa seu pecado. É preciso amá-lo porque é um homem. Francisco fez vida desse erro. Esse erro não é de agora. Vem de muito antes. Um erro que foi assimilado em sua vida e transformado em suas obras na vida. E já age movido por esse erro. E, portanto, não pode agir sem esse erro, não pode agir com a Verdade, porque a Verdade – para ele – é esse erro.
Um homem que veja seus pecados corrige-se e pede perdão por seus pecados. Mas Francisco falou e não se desculpou diante de toda a Igreja por essas declarações, porque não vê seus pecados. É seu modo de falar, é seu modo de viver, é seu modo de governar a Igreja.
E ninguém na Igreja se atreveu a levantar-se contra Francisco porque se vive da mesma maneira, no fluxo desses três amores, no círculo desses três amores. E quem vive aí não vê a Verdade, não chama o pecado com o nome de pecado, mas diz o que se disse: são palavras que precisam ser bem entendidas em seu contexto. Não se deve temer na Igreja. Que a Igreja continue dormindo em suas ilusões da vida.
Esta foi a declaração da Igreja: foi seu pecado também. A Igreja inteira está para defender a Verdade. E acontece que está defendendo um mentiroso, porque é o Papa. E é mais importante o que pensa Francisco do que o que pensa Cristo de Francisco.
É mais proveitoso para a Igreja o pensamento desse falso profeta, que é Francisco, do que a Mente de Cristo, que só possuem os humildes de coração.
Mas a Igreja inteira perdeu o juízo diante de Deus: “do que transborda o coração, fala a boca” (Lc 6; 44). A boca da Igreja fala pela boca de Francisco. O que diz Francisco é o que diz a Igreja. Logo, no coração da Igreja está a maldade, está transbordando de maldade. E uma Igreja que não fala da Verdade é uma Igreja que fala da mentira. Uma Igreja que chama o pecado de Francisco com o nome de verdade é uma Igreja que chama a Verdade, que é Jesus, de mentira.
A Igreja está adormecida em seu pecado. E adormecida vai ficar até que sinta o aguilhão de seu pecado. E adormecida leva-a o demônio para que a Igreja divida a verdade e mostre ao mundo a mentira do demônio como verdade para todos os homens.
A Igreja cometeu o mesmo pecado de Francisco, por isso afastou-se do Espírito da Verdade.
Que ninguém espere que lhe digam a verdade na Igreja, porque já não é possível. A Verdade permanece em cada coração que vive para Deus e que leva a vida que Deus quer.
Mas a Verdade já não se pode encontrar nem no Papa nem na Hierarquia da Igreja atual. É preciso ir até os Papas anteriores a Francisco para saber da Verdade na Igreja e para agir na Verdade na Igreja.
Os amores de Francisco são os amores de muitas almas na Igreja. Almas que estão contentes com Francisco porque lhes fala do que elas vivem. Assim vivem muitas almas que comungam e rezam o Santo Rosário. Vivem aplaudindo os pecadores em sua luxúria. Vivem buscando a prosperidade em suas vidas. Vivem para que o mundo reconheça um valor em suas vidas, faça-lhes uma carícia em suas vidas, escolha-os como modelos a seguir pelos homens.
Hoje as almas na igreja seguem os homens em todas as coisas: arte, cultura, ciência, filosofia etc. Mas não seguem a Cristo, porque não sabem se desprender de todo o humano. É-lhes ensinado, desde a Cabeça da Igreja, a serem mais humanos, a viverem a vida humana. E não podem sair de seu pecado, porque o vêem como bem. Não roubam, não matam, não fazem mal a ninguém. São boas pessoas, com boas intenções, que buscam também a Deus. E Deus é Amor, e Deus é Misericórdia. E, então, todos a viver o humano, que Deus já salva todos.
Essa é a pregação de muitos na Igreja, porque têm o coração cheio de ódio à verdade, que é Jesus. Dão muitas voltas em seu raciocínio para chegarem a uma razão que lhes demonstre que vivem bem, vivem fazendo a Vontade de Deus. Mas seu coração está frio de amor, porque se afastou do amor verdadeiro que crucifica toda a vida do homem para que o homem viva somente o divino.
Os três amores de Francisco são seu pecado: não ama a Verdade, mas ama suas verdades. Não ama a Jesus, porque Jesus é a Verdade, mas ama seu jesus, o que ele inventou de Jesus. Não ama a Igreja, porque a Igreja é a Verdade, mas ama sua igreja, a que ele concebe em sua mentira e que propõe como verdade à Igreja.
Com Francisco começa o falso Cristo e a falsa Igreja. Primeiro é preciso colocar um falso Papa que vá dando o caminho para fazer da Igreja outra coisa distinta. Este falso Papa é Francisco e seus sucessores. Pouco tempo resta a Francisco porque do governo consultivo sai seu sucessor.”

http://josephmaryam.wordpress.com

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Monsenhor Fellay, o homem de duas caras

O liberal é um espírito paradoxal e confuso, angustiado e contraditório... 'tem duas caras'”. Mons. Lefebvre, “Eles O Destronaram”, cap. 31

DEPOIS DE SETE MESES DE ESCÂNDALOS, MONSENHOR FELLAY POR FIM SE ANIMA A AFIRMAR QUE FRANCISCO É MODERNISTA.
Em uma conferência publicada em Catholic Family News, Monsenhor Fellay afirmou que Francisco é um “genuíno modernista”. E seu venerado Bento não é?
Ao que parece, Monsenhor Fellay percebeu que a estratégia do silêncio iria produzir maus efeitos e, dando uma cambalhota, decidiu fazer uma declaração contra Francisco. Mas não nos deixemos enganar. Desde antes do ano 2000, Monsenhor Fellay estava disposto a fazer seu acordo com Roma. A fundação do GREC em 1997 é uma prova confiável disso.
Duas caras: até há alguns meses, Monsenhor Fellay falava de uma primavera na Igreja e queria nos convencer, para aceitarmos o acordo, de que já se viam os primeiros brotos por todas as partes... mas agora diz que “a situação da Igreja é um verdadeiro desastre”. Com Bento não era?
Duas caras: sobre a espantosa Declaração liberal do 15 de abril de 2012, não se retrata, mas nessa mesma conferência continua defendendo: “o texto que apresentamos a Roma era um texto muito, por assim dizer, delicado”. Logo, todos os que formulam reparos a esse “delicado texto” são uns brutos que não entendem de nada.
Duas caras: Monsenhor Fellay quer aparecer agora como muito antiliberal, mas não toma medida alguma a respeito do Colégio da Austrália que aceita explícita e publicamente os princípios liberais e maçônicos.
Duas caras: como se explica que nos mesmos dias em que critica Francisco, decrete que se o deve honrar pendurando seu retrato em cada Priorato da FSSPX? Por que esperou o advento de um Papa “genuinamente modernista” para obrigar que os Priores obedeçam uma norma que havia dado ao Pe. Schmidberger e que era letra morta?
Duas caras: se Monsenhor Fellay realmente abriu os olhos e se deu conta de seu erro, por que não restitui a Monsenhor Williamson seu posto, assim como a todos os outros sacerdotes que foram perseguidos e expulsos por se oporem a sua política suicida? Pelo contrário, continuam as expulsões e continua seu curso o processo do Padre Pinaud.
Duas, três e quatro caras: por que esperou sete longos meses para criticar Francisco, se desde o princípio era evidente que era um “genuíno modernista”? Por que nunca deu uma explicação acerca do GREC? Por que não retira M. Krah de suas posições de influência na FSSPX? Por que não remove de seus postos os sacerdotes que se comprovou serem subversivos e revolucionários (Lorans e Célier por exemplo)? Por que não reconhece ser certa a denúncia do Pe. Girouard acerca do “branding”?
As palavras significam muito pouco. O que se espera são ações, a saber: sua imediata renúncia por sua provada incapacidade para dirigir a FSSPX; retratar-se da Declaração Doutrinal de abril de 2012; remover os sacerdotes subversivos de seus postos de grande influência; restituir a Monsenhor Williamson e a todos os sacerdotes perseguidos seus postos; pedir perdão publicamente por sua política de segredo, mentira e ambigüidade deliberada... etc etc etc.
Por todo o exposto, a única conclusão a que podemos chegar é que Monsenhor Fellay continua sendo um homem incapaz de dirigir uma congregação, um personagem vacilante e de duas caras no qual não se pode confiar, e um mentiroso e um traidor.

http://nonpossumus-vcr.blogspot.com.br