quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mitos e verdades sobre as manifestações no Brasil


Palestra promovida pelo Instituto Recta Ratio sobre as manifestações no Brasil, proferida no dia 16 de setembro de 2013 em Fortaleza por José Carlos Sepúlveda da Fonseca.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Autopercepção desfocada


http://doislobos.blogspot.com.br/2013/10/passarin-deus-nao-e-catolico.html

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Os três amores de Francisco

“Amor ao dinheiro, amor à mentira, amor ao homem. Esse é o pecado de Francisco e de muitos na Igreja.
Um pecado que se comete em cada coisa da vida, em cada lugar da existência, em cada instante da vida.
Esses três amores constituem um estilo de vida, uma forma de entender a vida. E, embora se façam coisas boas na vida, embora se tenham bons pensamentos, bons ideais, bons planos para viver, a vida é uma forma de cometer o pecado, e não outra coisa.
Esses três amores preparam o coração para as três frentes que o homem busca mais: o material da vida, o orgulho da vida e o poder na vida.
Os homens se dedicam a ganhar dinheiro. Os homens buscam, por todos os meios, uma posição entre os homens, um reconhecimento entre eles, uma estabilidade nas altas esferas dos homens. E os homens estão ávidos de poder, de governo, de decidir na vida o destino deles e o destino dos demais.
E essas três frentes realizam um estilo de viver próprio da pessoa, que é para o humano e que vê todas as coisas com um fim humano. Deixou o fim divino da vida, o fim espiritual, para colocar na vida os objetivos dos homens, que nascem desses três amores.
Três amores que combatem contra o Amor de Deus e que querem explicar o Evangelho e a Igreja segundo a concepção desses três amores. É o que se descobre nas declarações de Francisco. Suas declarações são a cabeça de Francisco, são como Francisco governa a Igreja. São como Francisco quer governar a Igreja que ele preside.
Francisco é uma marionete dos homens, um joguete do demônio, um campeão da mentira e do orgulho.
Francisco beija os pés dos homens para ganhar-lhes o afeto. Francisco fala com os homens para ser deles, para influir neles, para conquistá-los a sua causa, a sua vida. Francisco não fala para convencer, mas para arrastar a seu sentimento de homem.
Ele vive a vida guiado por seus sentimentos humanos, por seus afetos de homem, por suas paixões. E vive a vida na Igreja da mesma mistura. E assim prega o que vive. Prega para ganhar afetos humanos, aplausos humanos, um poder entre os homens. Francisco quer ser reconhecido agora porque é Papa, porque tem o ofício de governar a Igreja. Mas não lhe interessa a essência do Papado, a Verdade do Papado; interessa-lhe que os homens falem dele como Papa, que digam coisas dele como Papa, porque assim se sente mais amado pelos homens, sente-se acolhido pelos homens, sente-se mais homem entre os homens. Não busca a verdade de ser homem, busca somente ser homem.
E, por isso, acolhe qualquer homem e não importa sua vida. Não importa seu pecado. É preciso amá-lo porque é um homem. Francisco fez vida desse erro. Esse erro não é de agora. Vem de muito antes. Um erro que foi assimilado em sua vida e transformado em suas obras na vida. E já age movido por esse erro. E, portanto, não pode agir sem esse erro, não pode agir com a Verdade, porque a Verdade – para ele – é esse erro.
Um homem que veja seus pecados corrige-se e pede perdão por seus pecados. Mas Francisco falou e não se desculpou diante de toda a Igreja por essas declarações, porque não vê seus pecados. É seu modo de falar, é seu modo de viver, é seu modo de governar a Igreja.
E ninguém na Igreja se atreveu a levantar-se contra Francisco porque se vive da mesma maneira, no fluxo desses três amores, no círculo desses três amores. E quem vive aí não vê a Verdade, não chama o pecado com o nome de pecado, mas diz o que se disse: são palavras que precisam ser bem entendidas em seu contexto. Não se deve temer na Igreja. Que a Igreja continue dormindo em suas ilusões da vida.
Esta foi a declaração da Igreja: foi seu pecado também. A Igreja inteira está para defender a Verdade. E acontece que está defendendo um mentiroso, porque é o Papa. E é mais importante o que pensa Francisco do que o que pensa Cristo de Francisco.
É mais proveitoso para a Igreja o pensamento desse falso profeta, que é Francisco, do que a Mente de Cristo, que só possuem os humildes de coração.
Mas a Igreja inteira perdeu o juízo diante de Deus: “do que transborda o coração, fala a boca” (Lc 6; 44). A boca da Igreja fala pela boca de Francisco. O que diz Francisco é o que diz a Igreja. Logo, no coração da Igreja está a maldade, está transbordando de maldade. E uma Igreja que não fala da Verdade é uma Igreja que fala da mentira. Uma Igreja que chama o pecado de Francisco com o nome de verdade é uma Igreja que chama a Verdade, que é Jesus, de mentira.
A Igreja está adormecida em seu pecado. E adormecida vai ficar até que sinta o aguilhão de seu pecado. E adormecida leva-a o demônio para que a Igreja divida a verdade e mostre ao mundo a mentira do demônio como verdade para todos os homens.
A Igreja cometeu o mesmo pecado de Francisco, por isso afastou-se do Espírito da Verdade.
Que ninguém espere que lhe digam a verdade na Igreja, porque já não é possível. A Verdade permanece em cada coração que vive para Deus e que leva a vida que Deus quer.
Mas a Verdade já não se pode encontrar nem no Papa nem na Hierarquia da Igreja atual. É preciso ir até os Papas anteriores a Francisco para saber da Verdade na Igreja e para agir na Verdade na Igreja.
Os amores de Francisco são os amores de muitas almas na Igreja. Almas que estão contentes com Francisco porque lhes fala do que elas vivem. Assim vivem muitas almas que comungam e rezam o Santo Rosário. Vivem aplaudindo os pecadores em sua luxúria. Vivem buscando a prosperidade em suas vidas. Vivem para que o mundo reconheça um valor em suas vidas, faça-lhes uma carícia em suas vidas, escolha-os como modelos a seguir pelos homens.
Hoje as almas na igreja seguem os homens em todas as coisas: arte, cultura, ciência, filosofia etc. Mas não seguem a Cristo, porque não sabem se desprender de todo o humano. É-lhes ensinado, desde a Cabeça da Igreja, a serem mais humanos, a viverem a vida humana. E não podem sair de seu pecado, porque o vêem como bem. Não roubam, não matam, não fazem mal a ninguém. São boas pessoas, com boas intenções, que buscam também a Deus. E Deus é Amor, e Deus é Misericórdia. E, então, todos a viver o humano, que Deus já salva todos.
Essa é a pregação de muitos na Igreja, porque têm o coração cheio de ódio à verdade, que é Jesus. Dão muitas voltas em seu raciocínio para chegarem a uma razão que lhes demonstre que vivem bem, vivem fazendo a Vontade de Deus. Mas seu coração está frio de amor, porque se afastou do amor verdadeiro que crucifica toda a vida do homem para que o homem viva somente o divino.
Os três amores de Francisco são seu pecado: não ama a Verdade, mas ama suas verdades. Não ama a Jesus, porque Jesus é a Verdade, mas ama seu jesus, o que ele inventou de Jesus. Não ama a Igreja, porque a Igreja é a Verdade, mas ama sua igreja, a que ele concebe em sua mentira e que propõe como verdade à Igreja.
Com Francisco começa o falso Cristo e a falsa Igreja. Primeiro é preciso colocar um falso Papa que vá dando o caminho para fazer da Igreja outra coisa distinta. Este falso Papa é Francisco e seus sucessores. Pouco tempo resta a Francisco porque do governo consultivo sai seu sucessor.”

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Monsenhor Fellay, o homem de duas caras

O liberal é um espírito paradoxal e confuso, angustiado e contraditório... 'tem duas caras'”. Mons. Lefebvre, “Eles O Destronaram”, cap. 31

DEPOIS DE SETE MESES DE ESCÂNDALOS, MONSENHOR FELLAY POR FIM SE ANIMA A AFIRMAR QUE FRANCISCO É MODERNISTA.
Em uma conferência publicada em Catholic Family News, Monsenhor Fellay afirmou que Francisco é um “genuíno modernista”. E seu venerado Bento não é?
Ao que parece, Monsenhor Fellay percebeu que a estratégia do silêncio iria produzir maus efeitos e, dando uma cambalhota, decidiu fazer uma declaração contra Francisco. Mas não nos deixemos enganar. Desde antes do ano 2000, Monsenhor Fellay estava disposto a fazer seu acordo com Roma. A fundação do GREC em 1997 é uma prova confiável disso.
Duas caras: até há alguns meses, Monsenhor Fellay falava de uma primavera na Igreja e queria nos convencer, para aceitarmos o acordo, de que já se viam os primeiros brotos por todas as partes... mas agora diz que “a situação da Igreja é um verdadeiro desastre”. Com Bento não era?
Duas caras: sobre a espantosa Declaração liberal do 15 de abril de 2012, não se retrata, mas nessa mesma conferência continua defendendo: “o texto que apresentamos a Roma era um texto muito, por assim dizer, delicado”. Logo, todos os que formulam reparos a esse “delicado texto” são uns brutos que não entendem de nada.
Duas caras: Monsenhor Fellay quer aparecer agora como muito antiliberal, mas não toma medida alguma a respeito do Colégio da Austrália que aceita explícita e publicamente os princípios liberais e maçônicos.
Duas caras: como se explica que nos mesmos dias em que critica Francisco, decrete que se o deve honrar pendurando seu retrato em cada Priorato da FSSPX? Por que esperou o advento de um Papa “genuinamente modernista” para obrigar que os Priores obedeçam uma norma que havia dado ao Pe. Schmidberger e que era letra morta?
Duas caras: se Monsenhor Fellay realmente abriu os olhos e se deu conta de seu erro, por que não restitui a Monsenhor Williamson seu posto, assim como a todos os outros sacerdotes que foram perseguidos e expulsos por se oporem a sua política suicida? Pelo contrário, continuam as expulsões e continua seu curso o processo do Padre Pinaud.
Duas, três e quatro caras: por que esperou sete longos meses para criticar Francisco, se desde o princípio era evidente que era um “genuíno modernista”? Por que nunca deu uma explicação acerca do GREC? Por que não retira M. Krah de suas posições de influência na FSSPX? Por que não remove de seus postos os sacerdotes que se comprovou serem subversivos e revolucionários (Lorans e Célier por exemplo)? Por que não reconhece ser certa a denúncia do Pe. Girouard acerca do “branding”?
As palavras significam muito pouco. O que se espera são ações, a saber: sua imediata renúncia por sua provada incapacidade para dirigir a FSSPX; retratar-se da Declaração Doutrinal de abril de 2012; remover os sacerdotes subversivos de seus postos de grande influência; restituir a Monsenhor Williamson e a todos os sacerdotes perseguidos seus postos; pedir perdão publicamente por sua política de segredo, mentira e ambigüidade deliberada... etc etc etc.
Por todo o exposto, a única conclusão a que podemos chegar é que Monsenhor Fellay continua sendo um homem incapaz de dirigir uma congregação, um personagem vacilante e de duas caras no qual não se pode confiar, e um mentiroso e um traidor.

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sábado, 19 de outubro de 2013

Contra que os protestantes protestam?

“Contra quem? Contra o quê? Protesta-se contra aquilo que é injusto ou nos incomoda; e, não sendo assim, protesta-se por vício ou por mania. Os protestantes protestam contra a Igreja católica e contra os ensinamentos da mesma. Por quê? Terá a Igreja católica cometido qualquer injustiça contra eles? Nunca! A Igreja católica, como mãe carinhosa e como pai vigilante, ensina a doutrina recebida por Jesus Cristo... Exorta os homens a praticar a virtude, a afastar-se do mal, a respeitar as pessoas que não partilham o seu credo, embora refutem os erros por elas ensinados.
É a sua tarefa em tempo de paz. E em tempo de guerra, quando é atacada pelos inimigos, defende-se e defende o seu chefe Cristo, como o soldado, atacado pelos inimigos da pátria, defende a sua honra, a sua bandeira e o seu chefe.
É o seu direito. É o seu dever. Atacada, ela se defende; perseguida, ela reza e sofre; levada ao patíbulo – o católico morre; porém a Igreja não pode morrer; - ela se levanta mais radiante do meio do sangue dos seus filhos, para cantar o seu hino de triunfo em cima do túmulo dos seus perseguidores.
Quanto aos seus inimigos, ela perdoa, reza por eles e procura converter seus próprios algozes. Tudo isto é nobre, é leal, é brioso, e deve excitar a admiração e não o ódio.
Não podendo protestar contra qualquer injustiça da parte da Igreja católica, deve-se concluir que os protestantes protestam, porque ela os incomoda. Isso pode ser. A verdade incomoda a mentira; a virtude incomoda o vício; a honestidade incomoda a ganância; Deus incomoda o demônio.
Estamos de acordo neste ponto. A Igreja católica, pelo seu ensino, sempre idêntico e sempre invariável; pela sua organização admirável; pela sua santidade que realiza na pessoa de seus filhos; pelas altas intelectualidades que a professam, defendem e exaltam, forma com tudo isso um astro luminoso, que incomoda a retina visual da miopia protestante. Assim, incomoda ao libertino a pureza de uma donzela, como incomoda ao ladrão a presença da polícia, como incomoda ao bêbado a temperança dos sensatos.
Isto é lógico. A mão coça onde há coceira, diz o ditado. Assim explicado, compreende-se a razão íntima do protesto dos protestantes e a mira desse protesto...
Não protestam nem contra a barbaridade de um Calles, no México; nem contra a tirania de um Lenine, na Rússia, nem contra a perversidade do espiritismo, nem contra a imoralidade dos costumes e das modas. Isto, para eles, não merece protesto, mas merece-o a Igreja de Cristo, a Igreja do Papa, a Igreja de Roma, que atravessa os séculos, passando por cima dos ódios e da lama dos vícios, sempre bela, sempre pura, sempre majestosa e sempre divina!... Ah! Isso é demais... é preciso protestar – e o protestante, escutando a calúnia dos seus pastores, em vez de escutar a voz do bom-senso, protesta e vive protestando.
Cristo, o verdadeiro Deus, dirigindo-se a Pedro, disse: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16,18). Estarei convosco até o fim dos séculos (Mt. 28,20). Se alguém, ainda que fosse um anjo do céu, vos anunciasse outro evangelho além do que vos tenho anunciado, seja anátema (Gl. 1,8). Pedro, rezei por ti, para que a tua fé nunca venha a desfalecer (Lc. 22,32).
Tudo isto é claro; é tal um sol refulgente!
O protestante, entretanto, protesta, e tapando os olhos com os dois punhos, grita: - “Não! São Pedro não é o chefe da Igreja! – Não é ele o primeiro papa! – Ele nunca esteve em Roma! – Não tem nenhuma autoridade! A Igreja romana está errada!... A religião verdadeira é o protestantismo de Lutero!
Cristo disse: Minha Igreja! É um erro! grita o protestante, a igreja verdadeira é a de Lutero.
Pobres protestantes! Protestam contra Deus, contra a Igreja fundada por Cristo, filho de Deus, contra a Igreja fundada por Cristo e contra a doutrina ensinada por Deus.
Mas, então, em que acreditais, pobres protestantes? Se fôsseis sinceros, devíeis responder: Só acreditamos no protesto.
Afirmamos tudo aquilo que a Igreja católica nega, e negamos tudo que ela afirma: eis a nossa religião. Nós protestamos!
A Igreja católica crê que São Pedro e seus sucessores são os representantes de Cristo na terra. Nós protestamos!
A Igreja católica crê na pureza imaculada da Mãe de Jesus, honrando-a e invocando-a. Nós protestamos!
A Igreja crê na confissão, no poder que o sacerdote recebeu de Cristo, de perdoar os pecados. Nós protestamos!
A Igreja crê no céu para os justos, no inferno para os maus e no purgatório para aqueles que têm de expiar ainda umas faltas. Nós protestamos!
A Igreja crê na intercessão dos santos, no culto dos finados, na união que existe entre os vivos e os mortos. Nós protestamos!
A Igreja crê nos sete sacramentos, no poder da oração, no valor das boas obras, nas indulgências concedidas pela Igreja. Nós protestamos!
A Igreja crê na bíblia, como um livro divino, exigindo uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade legítima. Nós protestamos!
A Igreja crê na tradição, conforme as palavras de São Paulo: Conservai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou nossa carta (2 Tess. 2,14). Nós protestamos!
Eis o protesto dos protestantes. Eis por que, como e contra que eles protestam.
Para quem quer refletir e é capaz de o fazer, a verdade se impõe com todo o rigor e com todas as suas conseqüências.”
(Pe. Júlio Maria de Lombaerde, Luz nas Trevas - Respostas Irrefutáveis às Objeções Protestantes)

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A revolução contra a natureza

“A diferença maior entre uma sociedade saudável e uma sociedade em franco processo de decadência é a manutenção de uma ordem relativamente conforme à natureza humana. Quando uma sociedade perde os critérios naturais, o orgulho dos homens sempre a conduz a tentativas de substituição do natural por invencionices autodestrutivas.
Um tal caso é o da confusão atualmente em curso entre casais naturais, feitos de homem e mulher unidos para o auxílio mútuo e a procriação, e as chamadas uniões homoafetivas. Aqueles são uma instituição natural, sem a qual uma sociedade não pode perdurar. Estas são um fenômeno diverso, que não pode ser comparado com uma união matrimonial natural.
Pode haver um componente sexual numa união afetiva, como pode não haver. Em termos práticos, não há razão alguma para que seja tratada diferentemente pelo Estado a dupla do mesmo sexo que vive junta e tem relações sexuais, a dupla de irmãs solteiras que vivem juntas e a comunidade de hippies ou religiosos. O que ocorre sem vítimas entre quatro paredes não é da alçada do Estado, e não pode ser usado por ele para criar equivalências ao matrimônio natural.
Faz-se hoje uma daninha confusão entre o matrimônio e algumas uniões que por sua própria natureza não podem levar à continuação natural da sociedade através da procriação. Esta confusão é tanto mais estranha em um momento social em que o sexo é tratado como ato meramente fisiológico, tendo por fim o prazer e excluindo a procriação. Problemas reais e antigos, como a partilha de patrimônio construído em conjunto por pessoas que vivem juntas – irmãs solteironas ou duplas de amigos, com ou sem sexo – , já são tratados como desculpa para aplicar a uniões que não são matrimônios as regras matrimoniais... desde que haja sexo.
O problema deveria ser resolvido deixando cada um definir para quem vão os seus bens; não interessa ao Estado saber se há sexo com os herdeiros desejados. Mas não: se há sexo, vira sucedâneo de matrimônio. Se não há, azar de quem ajudou a construir um patrimônio! O Estado invade os quartos de dormir e faz do sexo a origem do matrimônio, ao mesmo tempo em que prega que sexo é um ato fisiológico a ser feito por todos, solteiros ou casados. Contradição, teu nome é decadência!
Desta confusão surge outra: se a união de solteiros que fazem sexo vira um matrimônio por uma penada do juiz ou legislador, a adoção de uma criança passa a ser desejada e tida como o próximo passo para a criação de uma “família” à moda Frankenstein. Trata-se de uma crueldade para com a criança, uma crueldade que o Estado não tem o direito de fazer. O Estado não pode impor a uma criança passar o resto da vida tentando explicar que em seus documentos há dois “pais” ou duas “mães”, e nenhum membro do outro sexo. Uma pessoa que entregue seu filho para que seja criado por uma dupla de solteiros do mesmo sexo – mais uma vez, com ou sem sexo – está esticando ao limite o seu pátrio poder. Já o Estado deve ter limites muito mais rígidos, por agir em nome de todos.
Quando uma criança é entregue ao Estado, ele deve agir com a máxima prudência e não se desviar do mais comum e do mais estabelecido; agindo em nome do povo, ele é obrigado moralmente a fazer o uso mais conservador e mais restrito do pátrio poder, que recebeu por substituição temporária e não lhe pertence.
Não é à toa que ao cidadão é permitido fazer o que a lei não proíbe, e ao Estado é proibido fazer o que a lei não autoriza: o Estado deve agir de forma contida, ou estará indo além de seu papel e de suas prerrogativas. Ao Estado não compete fazer revolução.
Na adoção, é necessário evitar toda e qualquer situação incomum e manter-se nos estritos limites do natural; tal como o Estado não pode registrar como “pais” de uma criança uma comunidade (hippie, religiosa etc.), tampouco pode fazê-lo com uma dupla do mesmo sexo que se vê como casal. Isto seria colocar a criança em uma situação atípica, forçando-a a passar a vida explicando que, sem ter escolha, tornou-se a vanguarda de uma tentativa de revolução contra a natureza.”
(Carlos Ramalhete, Um Problema de Definição)

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domingo, 13 de outubro de 2013

A tentação de Matviei Terekhov

“No dia da Anunciação, após a passagem do trem postal, Matviei sentou-se na cantina da estação, bebeu chá com limão e falou.
Ouviam-no o garçom e o guarda Júkov.
- Eu, devo assinalar para os senhores – comentou Matviei - , já na infância era apegado à religião. Tinha apenas 12 anos e já lia o texto dos apóstolos na igreja, meus pais ficavam imensamente felizes, e todo verão, em companhia da finada mãezinha, íamos à peregrinação. Naquela época, outros meninos cantavam, pescavam caranguejos, mas eu, enquanto isso, ficava com a mãezinha. Os adultos me aprovavam e eu mesmo achava agradável ter um comportamento tão bom. Quando a mãezinha me deu sua bênção para eu ir trabalhar na fábrica, eu cantava a voz de tenor no nosso coro, nos intervalos do serviço, e para mim não existia prazer maior do que esse. É óbvio que eu não bebia vodca, não fumava, conservava o meu corpo puro, mas essa orientação de vida, como se sabe, não agrada ao inimigo do gênero humano, e ele, o maldito, pôs mãos à obra para me perder e começou a perturbar minha cabeça, exatamente como faz hoje com o meu primo. Para começar, fiz promessa de não comer refeições completas nas segundas-feiras e de não ingerir carne em nenhum dia, e no geral, com o correr do tempo, passei a alimentar várias fantasias. Os santos padres determinaram que na primeira semana da quaresma até o sábado só se deve comer pão ázimo, mas não é pecado para os trabalhadores e para as pessoas fracas beber chá, porém eu, até o domingo, não punha na boca nem uma migalha, e depois, durante toda a quaresma, não me permitia de maneira alguma tomar azeite, e na quarta-feira e na sexta-feira não comia rigorosamente nada. E assim também nos jejuns menos importantes. Naquele tempo, no jejum de São Pedro, os operários bebiam sopa de repolho com percas enquanto eu, no meu canto, roia um pão torrado. A força varia de uma pessoa para outra, é natural, mas, no que me toca, digo o seguinte: os dias de jejum não eram difíceis para mim, eu até preferia que fossem mais rigorosos do que mais folgados. Só se sente vontade de comer nos primeiros dias do jejum, depois a pessoa se habitua, tudo se torna cada vez mais fácil e, veja bem, no fim de uma semana, a coisa até que não parece tão ruim assim, nas pernas há um torpor tão grande que dá a sensação de não se estar sobre a terra, mas sim sobre uma nuvem. Além disso, eu me impunha todo tipo de penitência: levantava-me de noite e ficava de joelhos, carregava pedras pesadas de um lugar para outro, andava descalço na neve e até prendia correntes no corpo. Só que, decorrido um certo tempo, fui um dia me confessar a um padre e então, de repente, me vi dominado por uma fantasia: aquele sacerdote, pensei, era casado, comilão e fumante; como ele poderia ouvir minha confissão e com que autoridade poderia absolver meus pecados se era mais pecador do que eu? Enquanto eu me abstinha até do azeite, ele com certeza comia esturjão. Procurei um outro padre, e esse, como se fosse de propósito, era balofo, vestia uma batina de seda que farfalhava como as roupas de uma senhora e além do mais cheirava a tabaco. Fui ao mosteiro para fazer o jejum que antecede a confissão e lá meu coração ficou inquieto, tudo dava a impressão de que os monges não viviam em conformidade com as regras monásticas. Depois disso, não consegui de maneira alguma encontrar uma missa que me agradasse: em um lugar, celebravam depressa demais; no outro, veja só, não cantavam como se deve; em um terceiro, o sacristão tinha a voz fanhosa... Um dia aconteceu, e que Deus perdoe este pobre pecador, de eu estar em uma igreja e meu coração tremer de cólera. Como se pode pensar em rezar desse jeito? E me parecia que as pessoas na igreja não faziam o sinal da cruz direito, não ouviam a missa direito; todos que eu olhava, ou estavam bêbados, ou eram comilões, ou fumantes, ou depravados, ou viciados em jogar baralho, e só eu vivia de acordo com os mandamentos. O demônio é astuto e não dorme, tudo isso cresceu em mim cada vez mais, parei de cantar no coro e já não tinha vontade nenhuma de ir à igreja; eu me imaginava como um homem virtuoso e a igreja, por sua imperfeição, não servia para mim, ou seja, à semelhança do anjo decaído, eu, em meu orgulho, me julgava de um primor inconcebível. Depois disso, comecei a tomar algumas iniciativas para criar a minha própria igreja. Aluguei de uma pequeno-burguesa surda um aposento minúsculo, longe da cidade, perto do cemitério, e montei um oratório, tal como na casa do meu primo, só que eu tinha castiçais e um turíbulo de verdade. Nesse meu santuário, eu seguia os preceitos dos mosteiros do monte Athos, ou seja, todo dia as matinas começavam obrigatoriamente a meia-noite e, nas doze festas mais veneráveis, as vésperas duravam dez ou mesmo doze horas. Todavia, enquanto os monges, segundo as regras, por ocasião da leitura dos Salmos e do Velho Testamento, podem ficar sentados, eu queria ser mais agradável a Deus do que eles e me mantinha de pé o tempo todo. Lia e cantava com voz arrastada, com lágrimas, suspiros, de braços erguidos, e logo depois da prece, sem nem sequer dormir, eu ia para o trabalho e não parava de rezar, mesmo durante o serviço. Assim, a notícia correu pela cidade: Matviei é santo, Matviei cura os doentes e os loucos. É claro que não curei ninguém, mas é sabido que, tão logo surge um cisma e uma heresia assim, as mulheres não dão mais sossego. Ficam iguais a moscas no mel. Diversas mulheres do povo, jovens e velhas, acostumaram-se a vir me visitar, punham-se aos meus pés para me saudar, beijavam minhas mãos e gritavam que eu era um santo e assim por diante, e uma delas chegou ao ponto de enxergar uma auréola acima da minha cabeça. O oratório começou a ficar pequeno, aluguei um cômodo maior e entre nós formou-se uma autêntica torre de Babel, o demônio se apossou de mim definitivamente e, com seus pés de casco fendido, vedou a luz dos meus olhos. Era como se tivéssemos todos ficado possessos. Eu lia as orações, as mulheres jovens e velhas cantavam e, desse modo, por ficarem muito tempo sem comer e sem beber, por permanecerem de pé 24 horas seguidas ou mais, elas de repente começavam a ter uma tremedeira, como que atacadas pela febre, depois disso uma mulher aqui e outra ali deixavam escapar um grito, e era medonho! Eu também me sacudia todo, como um judeu na frigideira, e nem mesmo sabia por que razão, e nossas pernas começavam a pular. Espantoso, de fato: sem que a gente quisesse, as pernas pulavam e os braços abanavam; e, depois disso, entre gritos e vozes esganiçadas, todos dançávamos e corríamos até não agüentar mais. Dessa forma, em meio a um desvario selvagem, eu me afundei na depravação.
O guarda pôs-se a rir. Porém, ao notar que mais ninguém ria, ficou sério e disse:
- É a seita dos bebedores de leite. Li que no Cáucaso são todos assim.
- Mas nenhum raio veio me fulminar – prosseguiu Matviei, depois de fazer o sinal da cruz, voltado para o ícone, e de movimentar os lábios rapidamente. – No outro mundo, minha falecida mãezinha deve ter rezado por mim. Quando todos na cidade já me veneravam como a um santo e até as damas e os senhores nobres haviam começado a me visitar às escondidas, em busca de consolo, certo dia fui à casa do nosso senhorio, Óssip Varlâmitch, pedir perdão, pois era o dia do perdão, e ele então fechou a porta à chave e ficamos nós dois sozinhos, cara a cara. E ele começou a me recriminar severamente. Tenho de salientar para os senhores que Óssip Varlâmitch não possuía instrução, mas era um homem de vasta inteligência e todos o respeitavam e temiam, porque levava uma vida austera, piedosa e era muito trabalhador. Tinha sido prefeito da cidade e estaroste durante uns vinte anos, talvez, e fez muita coisa boa; calçou de cascalho a rua Novo-Moscóvskaia inteira, pintou a catedral e revestiu as colunas com uma imitação de malaquita. Porém, depois de trancar a porta, ele me disse: “Há muito tempo que quero pôr minhas mãos em você, seu isso e aquilo... Você acha que é um santo? Não, você não é santo coisa nenhuma, mas sim um apóstata, um herege e um canalha!”. E continuou a falar assim por muito tempo... Não sou capaz de expressar para os senhores o modo como ele falava, tinha um jeito intelectual, como se lesse em um livro, e era muito comovente. Falou durante duas horas. Ele me impressionou com as suas palavras, os meus olhos se abriram. Eu ouvi, ouvi e de repente me pus a soluçar! “Seja um homem comum”, disse ele, “coma, beba, vista-se e reze como todo mundo, tudo que estiver fora do habitual vem do diabo. As suas correntes”, disse ele, “vêm do diabo, os seus jejuns vêm do diabo, o seu oratório vem do diabo; tudo isso é vaidade”, disse ele. No dia seguinte, a primeira segunda-feira da quaresma, Deus me fez cair doente. Fiquei abatido, levaram-me ao hospital; eu sofria ao extremo, chorava amargamente e tremia. Pensei que, do hospital, iria direto para o inferno e por pouco não morri. Padeci no leito da minha enfermidade durante seis meses e, logo que recebi alta, passei a cumprir minhas devoções da maneira devida e me tornei de novo um homem. Óssip Varlâmitch me mandou de volta para minha casa, e disse: “Lembre-se, Matviei, aquilo que está fora do habitual vem do diabo”. E agora eu como e bebo, igual a todo o mundo, e rezo, igual a todo o mundo... Se agora, por acaso, encontro um padre que cheira a tabaco ou a vinho, não me arrogo o direito de condená-lo, porque um padre é um homem como qualquer outro. Mas, assim que começam a espalhar que apareceu um santo em uma cidade ou em uma aldeia, um homem que dizem ficar semanas sem comer e que estabeleceu regras próprias de culto, já sei de onde vem tudo isso. Eis aí, meus senhores, a história de minha vida. Agora eu também, como Óssip Varlâmitch, não canso de dar bons conselhos ao meu irmãozinho e à minha irmãzinha, e os repreendo, mas é o mesmo que pregar no deserto. Deus não me deu esse dom.”
(Anton Tchekhov, O Assassinato)

Tradução de Rubens Figueiredo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O propósito do Talmude

“Os judeus, se com isso nos referimos à cabala que governa os judeus com o nome de Sinédrio, Kahal, Politburo, ADL (Anti-Defamation League), ou qualquer das outras grandes organizações judaicas, têm séculos de experiência lidando com judeus como Makow e Davidson. O modus operandi dos líderes judeus com aqueles judeus que não estão de acordo com sua liderança remonta aos começos do Judaísmo moderno, quer dizer, aos tempos de Cristo, quando, de acordo com o Evangelho de São João, os pais do homem nascido cego se negaram a falar “por medo dos judeus, que já haviam decidido expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo.” Todo judeu que escolha o Logos – em qualquer de suas formas – e não o Talmude, este último representando a ideologia anticristã produzida por líderes judeus para manter sua gente oprimida, sofrerá a ira da judaria organizada. Espinosa a sofreu em Amsterdã no século XVII, em nossos dias Norman Finkelstein também a sofreu. Como soa um tanto ridículo chamar de anti-semitas os judeus que não estão de acordo com outros judeus, o Kahal de nossos tempos inventou um novo termo. Os judeus que dissentem do Kahal são chamados de “judeus que odeiam-se a si mesmos”, ou judeus auto-odiadores, e são expulsos da sinagoga do discurso aceitável.
O Kahal era o sistema legal autônomo que os judeus estabeleceram na Polônia para cuidar de seus próprios problemas legais. O espírito do Talmude impregna o Kahal. De acordo com a Enciclopédia Judaica, o Talmude é “a suprema autoridade em religião... para a maioria dos judeus.” O Talmude é uma “sistemática deformação da Bíblia” no qual “o orgulho racial com a idéia de dominação universal é exaltado até níveis demenciais... os Dez Mandamentos deixam de ser uma obrigação... enquanto com os Goim (não-judeus) tudo é permitido: roubo, fraude, perjúrio, assassinato...” Toda vez que seu conteúdo se tornou público, os cristãos condenaram o Talmude como incompatível com qualquer ordem social racional. Os judeus conversos ao Catolicismo, desde os tempos de Nicolau Donin, também condenaram o Talmude. Inúmeros papas condenaram o Talmude porque é um ataque direto tanto à divindade de Cristo como à ordem moral legada por Moisés. Segundo o ex-rabino Drach, “o Talmude expressamente proíbe que um judeu salve da morte a um não-judeu ou devolva-lhe seus pertences perdidos etc... ou tenha dele piedade.
O Talmude foi criado para manter os judeus prisioneiros e oprimidos pelos líderes judeus ao proibir todo contato com o Logos, seja este entendido como a pessoa de Cristo, ou a Verdade, ou o raciocínio baseado em verdadeiros princípios e lógica. Ensinados pelo Talmude a enganar, os judeus terminaram enganando-se a si mesmos e sendo manipulados por seus líderes.
O Talmude levou à revolução. Não é necessário ser religioso para ser Talmudista. Karl Marx era ateu, mas de acordo com Bernard Lazare, também era “um claro e lúcido Talmudista” e portanto “pleno desse velho materialismo hebreu que sempre sonha com um paraíso na terra e sempre rejeita a distante e problemática esperança de um paraíso depois da morte”. Marx foi o arquétipo do Talmudista e o arquétipo do judeu revolucionário, e como tal propôs um dos mais prominentes falsos Messias da história judaica: o Comunismo mundial. Baruch Levy, um dos correspondentes de Marx, propôs outro falso Messias igualmente poderoso, a Raça Judaica. Segundo Levy, “o povo judeu tomado coletivamente será seu próprio Messias... Nesta nova organização da humanidade, os filhos de Israel hoje espalhados por toda a superfície do globo... se tornarão a classe dominante sem nenhuma oposição... Os governos das nações que formam a República Mundial ou Universal passarão, sem nenhum esforço, às mãos judaicas graças à vitória do proletariado... Assim é que a promessa do Talmude será cumprida, de que quando a Era Messiânica chegar, os judeus controlarão a riqueza de todas as nações da terra.
Portanto, havia um fundamento na história judaica para entender o que disse Mahathir Mohammed, além de ampla evidência – a criação do estado de Israel, por exemplo – de que a judaria mundial havia avançado consideravelmente em seu objetivo de domínio mundial no século e meio desde que Levy escreveu a Karl Marx. Os judeus simplesmente não puderam desvencilhar-se da idéia de que eram o povo escolhido de Deus, nem sequer depois que deixaram de crer em Deus. Rejeitando Cristo, condenaram-se à adoração de Messias falsos, um atrás do outro – mais recentemente o Comunismo e o Sionismo. No livro La Question du Messie, os irmãos Lemann, ambos conversos do Judaísmo ao Catolicismo e ordenados sacerdotes, comparam os judeus contemporâneos aos israelitas ao pé do monte Sinai: “Tendo cansado de esperar o retorno de Moisés... festejaram e dançaram ao redor do bezerro de ouro.” O Sionismo e o Comunismo são dois dos últimos Messias ante os quais os judeus se prostraram e adoraram. Tendo rejeitado o Messias sobrenatural que morreu na cruz, os judeus se condenaram a adorar uma sucessão de falsos Messias naturais e a repetir o ciclo de entusiasmo seguido de desilusão várias vezes ao longo da história. Essas ilusões ao mesmo tempo se prestaram à criação do estado judaico e nele se realizaram. Em 6 de janeiro de 1948, o rabino-chefe da Palestina anunciou que “eventualmente [Israel] levará à inauguração da verdadeira união das nações, mediante a qual se cumprirá a mensagem eterna de nossos profetas imortais à humanidade.” Na história do messianismo judaico, fantasias de superioridade racial se alternam com fantasias contraditórias de irmandade universal. “O grande ideal do Judaísmo”, o Jewish World declarou em 9 de fevereiro de 1883, “é que... o mundo inteiro esteja imbuído de ensinamentos judaicos e que em uma Irmandade Universal de Nações – na verdade um Judaísmo ampliado – todas as raças e religiões separadas tenham desaparecido.
Os judeus foram condenados a buscar o céu na terra por meio de falsos Messias desde o momento em que escolheram Barrabás em lugar de Cristo, um fato que leva ao já mencionado ciclo de entusiasmo seguido de desilusão. Quando os judeus rejeitaram ser os “arautos do reino sobrenatural”, condenaram-se à interminável tarefa de impor ao restante do mundo sua visão de um paraíso natural na terra, “e puseram toda sua energia e tenacidade na luta pela organização da futura Era Messiânica.” Toda vez que uma nação dá as costas ao Messias Sobrenatural, como foi o caso durante as Revoluções Francesa e Russa, essa nação “tende a cair sob o domínio do Messias Natural” e termina sendo governada por judeus.
Quer dizer que todo judeu é má pessoa? É claro que não. A liderança judia controla a “sinagoga de Satanás” que controla o grupo étnico no qual o judeu nasce. Ninguém tem controle sobre as circunstâncias de tal nascimento. Essa é a razão por que o anti-semitismo, se com esse termo nos referimos ao ódio aos judeus devido a características raciais imutáveis e irreversíveis, está errado. Ao longo de suas vidas, os judeus se dão conta de que o seu grupo étnico é diferente dos outros. Apesar da propaganda de superioridade racial que o Talmude busca inculcar-lhes, muitos judeus compreendem que um espírito peculiarmente maligno se estabeleceu no coração de sua etnia. Quando se dão conta da magnitude do mal, os judeus têm que tomar uma decisão. Dependendo da disposição da alma, que só Deus pode julgar, eles se voltam para o mal ou o rejeitam – completamente, como no caso de São Paulo, Nicolau Donin, Joseph Pfefferkorn e outros judeus bastante numerosos para mencionar aqui – ou parcialmente, como no caso dos judeus que se negam a realizar ações que sabem ser moralmente repreensíveis, como o aborto ou a expulsão dos palestinos de suas terras ancestrais.
O propósito do Talmude é evitar defecções da sinagoga de Satanás. Uma educação baseada no Talmude naturalmente leva ao ressentimento por parte daqueles que não são judeus. Os líderes dos judeus promovem esse comportamento sabendo muito bem que causará reações porque “os pogroms nos quais as classes baixas judaicas sofreram serviram ao objetivo de mantê-las em absoluta dependência de seus líderes.” Essa é uma outra forma de dizer que os Trotskys promovem a revolução e os Braunsteins sofrem as conseqüências. Os lideres judeus promovem audazmente pogroms como o de Gomeler em 1905 ou quando agentes do Mossad deliberadamente mataram judeus iraquianos com a finalidade de criar pânico, porque os pogroms geram medo, e o medo é a maneira pela qual o Kahal mantém os judeus comuns na linha.”
(E. Michael Jones, The Conversion of The Revolutionary Jew)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A falsa doutrina de Francisco

"Os homens se entregarão ao espírito dos tempos. Dirão que se tivessem vivido em nossos dias, a fé teria sido simples e fácil. Mas em seu dia dirão que as coisas são complexas; que a Igreja deve atualizar-se e tornar-se relevante aos problemas da época. Quando a Igreja e o mundo estejam unidos, aqueles dias terão chegado." (Santo Antônio Abade)

"Um falso profeta é apanhado, não por suas palavras, mas pelas obras que faz contra a Fé da Igreja.
O Profeta é o que ensina a Verdade da Igreja. E a ensina com sua vida, com suas obras, porque a Fé não é um conjunto de idéias bonitas, de pensamentos bem concatenados, de boas obras humanas. A Fé é viver o divino, fazer o divino, assemelhar-se ao divino.
E, portanto, o Profeta dá aos outros o que ele vive em seu coração. Da Verdade que recebe do Espírito, e a transmite em obras aos demais. Obras que são divinas, que têm o selo do divino. Obras que não são feitas para ganhar o aplauso dos homens, nem para conquistar outros homens, nem para sentir-se bem na vida. São feitas estas obras porque assim Deus o quer.
O falso Profeta é o que faz o contrário do divino, porque não possui a Fé, mas inventa para si a fé. Faz da fé da Igreja sua fé humana. Vive o que há na Igreja, mas retirando o que não lhe agrada, o que não é conveniente para os tempos correntes, o que desagrada a muitos. Por isso, o falso Profeta prega coisas bonitas, coisas que são interessantes a todos, mas sem condenar, sem ferir, sem exigir, sem querer que as almas ouçam ao dizer-lhes a verdade de suas vidas, para que assim vejam que se as ama, apesar de viverem mal.
O falso Profeta, quando fala, diz muitas coisas que são de Deus, coisas que sabe porque as aprendeu nos livros, mas são coisas que não vive. Prega o que não vive em seu viver cotidiano. Aprendeu-o e isso fica na memória, mas não o assimilou o coração. E, por isso, o falso Profeta gosta de pregar o amor de Deus, que a Igreja é Mãe, que se deve acolher a todos, porque Deus ama a todos, mas não diz as exigências do amor de Deus, não diz o que uma mãe deve fazer quando seus filhos vivem no pecado, não ensina a caminhar os que fizeram do pecado sua vida.
É o que se discerne em tantas homilias de Francisco: isso é próprio do falso Profeta. Fala do que estudou, aprendeu com sua inteligência. Mas não fala do que vive. Esconde seu pecado, esconde suas dificuldades na vida, esconde o vazio que tem seu coração.
E, quando fala de tantas coisas, que são meias verdades, que são belas, que são bonitas, depois faz o contrário do que prega. Depois suas obras são o que é sua fé, sua fé inventada, construída com sua razão, com seu néscio pensamento.
A fé de Francisco é uma fé que nasce de seu pensamento humano. Com seu pensamento humano destruiu a Tradição, os Dogmas da Igreja, as Verdades que são para sempre, e construiu suas verdades. E assim fez sua vida: atendendo a essas verdades que seu pensamento encontra. Não pode fazer a vida que Deus dá a quem crê em Sua Palavra. Francisco só crê nas palavras que nascem de seu pensamento humano.
1. Um sacerdote que não crê que exista a Verdade Absoluta ("Eu não falaria, nem sequer para quem crê, de uma verdade 'absoluta'... a verdade é uma relação!"), mas que todas são verdades relativas;
2. Um sacerdote que chama o pecado somente uma questão da consciência de cada um ("O pecado, até para os que não têm fé, existe quando se vai contra a consciência"), e não um assunto da alma e Deus, da alma e da Igreja, da alma e de seu âmbito familiar, social;
3. Um sacerdote que convida a buscar os homens ("Vou convencer alguém que se faça católico? Não, não, não! Vai encontrá-lo, é teu irmão! Isso basta! E vai ajudá-lo, o resto fará Jesus, fará o Espírito Santo") não para pressioná-los a que deixem seus pecados, suas vidas, mas para torná-los seus amigos e assim formar uma Igreja na qual caibam todos, até mesmo o demônio, é um sacerdote que deixa muito a desejar na Fé da Igreja.
Se esse sacerdote pensa assim da Fé da Igreja, então faz da Fé da Igreja uma falsa fé. Faz da Igreja um conjunto de idéias, de normas, de obras humanas. Por isso, é tão interessado no social da Igreja. Não lhe interessa o espiritual. Francisco é um sacerdote socialista, não vive o Espírito da Verdade em seu sacerdócio.
O problema está em que ele age como se fosse verdadeiro Papa. E, então, o que disser, o que fizer, como o diz o Papa, como o faz o Papa, como é o Papa..., ninguém diz nada contra, ninguém se opõe, mas todo mundo o aprova e ninguém faz nada contra Francisco na Igreja. Essa é a falsa Obediência. Não se pode obedecer àquele que trabalha contra a Verdade da Igreja.
Não se deve dialogar com Francisco, porque não escuta a Verdade da Igreja.
Agora que vai começar com as oito cabeças um novo governo na Igreja, não se deve conversar com ele para que na Igreja se mantenha o de sempre, porque não vai se importar com ninguém. Só vai se importar com esse governo oculto na Igreja, que se chama maçonaria eclesiástica, e que começou seu jogo na Igreja.
Agora, na Igreja vai acontecer a batalha pelo Poder. Uns e outros vão duelar para ter a Cabeça da Igreja e impor à Igreja seu pensamento humano.
O que se fez na Igreja durante séculos às escondidas, oculto, em segredo, vai ser feito agora à vista de todos. E ninguém vai se surpreender do que vêem seus olhos, porque isso é o que se vê no mundo: discussões, diálogos, encontros para dar soluções aos problemas. E ninguém se assusta com isso. Pois, tampouco na Igreja, as pessoas vão se assustar com o que vão ver, porque já não há Fé na Igreja. Já não se vive a doutrina de Cristo. Já aparece a doutrina falsa, a que percorreu a Igreja durante tantos anos, a que se impôs no Concílio Vaticano II, a que vivem tantos sacerdotes e bispos em sua vida cotidiana. Uma vida sem oração, sem penitência, sem entregar-se a conhecer seus pecados, sem lutar contra o demônio, vivendo somente para ser homens, para alcançar as obras dos homens, para falar as bobagens que os homens gostam de escutar quando não seguem o Espírito da Verdade.
A falsa doutrina de Francisco está no que ele faz, no que ele diz. Desde o princípio de seu reinado na Igreja, de seu falso pontificado, fez o que ele vive: sua forma de entender o Papado, a Igreja, a Missa etc. Essa forma de entender é uma vida para ele. Essa forma de entender a aprendeu transformando a Verdade da Igreja, suas Tradições, seus Dogmas, no que ele crê que seja a tradição, o dogma, a verdade na Igreja.
Cada um é o que vive, não o que pensa ou diz.
O falso profeta é apanhado na vida, nas obras da vida, em seu pecado, não em suas palavras. O falso Profeta é hábil em mentir, em enganar, em falar o que deve falar em cada momento e assim não ser pego em nada. Mas o falso Profeta não pode esconder o que vive, o que tem em seu coração. E demonstra-o com obras que vão contra a santidade da Igreja, contra o sagrado da Igreja, contra a Verdade da Igreja.
Com o início desse falso Profeta, inicia-se a falsa doutrina de Cristo, que consiste em falar do amor de Cristo e não dizer nada, não ensinar o que significa esse amor, não pôr os caminhos desse amor, e só dizer palavras belas, para que todo mundo esteja contente e alegre continuando, depois, a cometer os pecados que tem em sua vida.
Que o homossexual continue sendo homossexual. Isso não importa. O que importa é que Deus o ama. Que o ateu continue sendo ateu. Essa é sua vida, sua verdade. E Deus o ama como é. Que as mulheres cheguem ao sacerdócio. Também são sacerdotes com os outros. Deve-se-lhes abrir o caminho dando um exemplo no lava-pés.
Falar do amor e fazer o pecado. Isso é a falsa doutrina de Cristo. Essa é a nova Igreja que esse falso Profeta está apresentando em suas homilias, em seus discursos, nessa encíclica que é um mar de erros para a Igreja.
E ninguém diz nada. Todos tão contentes de ter um idiota, em seu néscio pensamento, que diga coisas bonitas e que deixe as pessoas viverem suas vidas, como cada um a entende em sua razão humana."

http://josephmaryam.wordpress.com/

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Não existe um Deus católico?

“Confesso que fiquei perplexo lendo esta frase ontem: “Não existe um Deus católico.”
Embora a expressão “Deus católico” seja insólita, negá-la no contexto em que foi negada tem conseqüências desastrosas. Realmente.
O Antigo Testamento está repleto da expressão o Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, atestando que o Deus vivo e verdadeiro se revelava ao povo eleito, depositário de suas promessas e ensinamentos, e se distinguia dos ídolos dos falsas religiões que aterrorizavam os povos pagãos.
Completando-se com a encarnação do Verbo de Deus a Revelação Divina, a qual se encerra com a morte do último apóstolo, e sendo a Igreja Católica a depositária de tal revelação, dizer que não se crê em um “Deus Católico” parece-me favorecer a heresia monolátrica, isto é, a crença em um deus único, concebido pela mente humana, distinto do Deus Uno e Trino, que se revelou, encarnou, fundou a Igreja Católica para perpetuar sua obra de salvação do mundo.
Dizer “não existe um Deus Católico”, no ambiente atual de ecumenismo maçônico e diálogo interreligioso sem fronteiras, só contribui para a demolição da fé católica e reforça a marcha do mundo contemporâneo rumo ao deísmo, ao panteísmo, à gnose universal. Afirmar “não existe um Deus Católico” é um convite dirigido aos “irmãos” pedreiros livres e aos “homens de boa vontade” para trabalharem todos juntos na fundação de uma nova religião de uma nova era da humanidade, em que o homem será a sua própria lei.
A infelicidade de tal afirmação cresce ainda mais quando se tem presente que nos dias de hoje o Deus da Metafísica, o Ser Absoluto, o primeiro Motor Imóvel, a Causa Primeira incausada, o Ato Puro dos estudiosos da Ontologia, que serve de base para uma exposição racional do mistério da Revelação Divina, desapareceu completamente da cultura contemporânea. De modo que negar o “Deus Católico” não significa ceder lugar ao Ser Absoluto na mente dos homens de hoje, mas sim ceder lugar à “energia cósmica” que alguns imaginam como um demiurgo.
Acresce que na mesma entrevista o bispo de Roma disse que “cada um tem a sua própria concepção de bem e mal e deve escolher seguir o bem e combater o mal como concebe.” Ora, isto equivale a proclamar a soberania absoluta da consciência individual, que já não terá sua autoridade e legitimidade à proporção em que aplica fielmente a lei de Deus na direção da vida humana.
Sinceramente, estou convencido de que a chave para entender o drama dos nossos tempos não está tanto em meditar as promessas de Cristo de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, quanto na meditação da passagem do Evangelho segundo Lucas: “Mas, quando vier o Filho do homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra? “(Lc. 18, 8). Sim, as portas do inferno não prevalecerão, mas os homens maus têm um poder enorme de corromper a fé e desfigurar a Igreja e reduzi-la a frangalhos.
Se se dispensa um “Deus Católico”, se cada um pode seguir o bem como o concebe, será necessária a Igreja para a salvação? No máximo, será um auxílio para aqueles que querem construir uma utopia de um mundo novo, de um mundo melhor de liberdade, igualdade e fraternidade. Em tal perspectiva, que restará da Igreja? Restarão grupos esparsos de homens que conservam a fé imutável no Deus Uno e Trino.
Que Deus tenha misericórdia de nós. As tentações são muitas. Que Nossa Senhora das Vitórias, neste mês do Rosário, esmague as esquadras do modernismo, como em Lepanto esmagou o inimigo infiel.”
(Pe. João Batista Ferraz Costa, Não Existe Um Deus Católico?)

http://santamariadasvitorias.org/nao-existe-um-deus-catolico/