segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Origem milagrosa do Trisagion

“O Trisagion, “Santo Deus, Santo e forte, Santo e imortal, tende piedade de nós”, é uma oração pia e freqüentíssima na liturgia grega, como observa Goário em suas anotações ao Eucológio em referência à Missa de São João Crisóstomo (p. 109). Essa invocação originou-se de um milagre que na metade do século quinto ocorreu na cidade de Constantinopla. O Imperador Teodósio, o Patriarca Fócio e todo o povo estavam implorando a Deus ao ar livre para que os livrasse da destruição de violentos terremotos que os ameaçavam. De repente eles viram um menino sendo arrebatado ao céu; quando retornou à terra, ele disse ter ouvido os anjos cantarem o dito Trisagion. A pedido do Patriarca Fócio, todo o povo o cantou com devoção e os aterrorizantes terremotos cessaram, como narrado por Nicéforo no livro 14, cap. 46 e mencionado pelo Papa Félix III em sua terceira carta a Pedro Fullone (Labbe, Collectionis, vol. 4). Esse mesmo Trisagion é cantado na igreja ocidental em grego e latim na Sexta Feira da Semana Santa, como ressalta o Cardeal Bona (Rerum Lyturgicarum, livro 2, cap. 10, n° 5).”
(Bento XIV, Allatae Sunt)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Pe. Patrick Girouard e a duvidosa validade das ordenações na Igreja conciliar

"Hoje é o Quinto Domingo depois de Pentecostes. É muito interessante, como lhes disse muitas vezes, quando se lê o Evangelho, deve-se dar atenção a cada palavra, porque indicará algo que talvez não se reconheceu ou não se entendeu à primeira leitura se não se teve cuidado de analisar cada palavra. E hoje vou falar um pouco sobre a Epístola de São Pedro.
O interessante é que São Pedro diz que fomos chamados a uma bênção. Fomos chamados à herança de uma bênção. Em latim, se diz “benedictio”, que vem de “benedicere”, que significa “bene” - bem, bom, e “dicere”, dizer, falar. Então “benedicere” significa falar bem a alguém. Em outras palavras, desejar-lhe o bem, falar-lhe o bem. Essa é a tradução exata de “benedicere”, e essa palavra, o verbo “benedicere”, desejar o bem, falar o bem a alguém vem da palavra bênção.
E temos que analisar cada palavra: Primeiro, fomos chamados a uma herança de bênção. Se analisamos essas três expressões, essas três palavras, entendemos pela palavra herança que se supõe que devemos herdar uma bênção, ser herdeiros de uma bênção de Deus. Mas fomos chamados a ela. Ora, isso é uma diferença! Quer dizer: não temos direito a essa bênção. Não somos, falando propriamente, filhos de Deus nesse sentido. Nós o somos, porque somos criaturas, mas para termos essa herança da bênção de Deus, fomos chamados a isso. Deus nos chama, não temos direito mas fomos chamados a isso, portanto somos filhos de Deus por adoção.
Chamou-nos para sermos Seus filhos, para que o sejamos, para que estejamos dispostos a nos tornarmos Seus filhos adotivos. É um chamado. Não temos direito a isso. Falando propriamente, somente o Verbo de Deus, Nosso Senhor – porque Ele está unido com a União Hipostática – é o Filho. Somente a Ele, Nosso Senhor, se deu tal herança. Mas nós fomos chamados a ela. Por misericórdia, pela bondade de Deus, Ele quer que recebamos, que herdemos Sua bênção.
Ora, que entendemos por bênção de Deus? Entendemos a maior bem-aventurança, o maior bem, porque tudo que Deus disse, acontece. Essa é a diferença entre nós e Deus. Dizemos muitas coisas, falamos muito, mas às vezes não nos damos conta do que prometemos. Mas quando Deus diz: "faça-se a luz", a luz é criada do nada. Quando diz: "Este é meu Corpo, este é meu Sangue", o pão já não é pão, o vinho já não é vinho, mudaram sua substância pela palavra de Deus colocada na boca de Seu Sacerdote. O que Deus diz, acontece, então quando Deus diz o bem, quando Deus diz coisas boas para nós, acontecem. Isso é o que entendemos por bênção de Deus, Deus diz coisas boas para nós, e elas acontecerão.
Já aqui na terra, damo-nos conta dessa bênção de Deus porque, por esse chamado à bênção eterna, estamos sendo benditos por Deus. Em nossas vidas, quando aceitamos esse chamado, experimentamos essa bênção, experimentamos a mudança para o bem. Experimentamos que Deus realize o que nos diz. Ele faz bem por nós com Sua palavra, e esta é uma preparação para a bênção final, a maior bênção. A que estará por toda a eternidade, nossa bem-aventurança no céu. Deus, como diz São Paulo, tem preparadas coisas que não podemos imaginar para aqueles a quem ama. Tratemos de imaginar, não podemos mas tentemos, se Ele é tão bom conosco agora, que fará no céu por seus amigos? Isso será um eterno, um maravilhoso processo de Deus falando coisas boas para nós, realizando coisas boas para nós. Como disse Nosso Senhor: no Juízo final, chamará seus amigos: "Vinde, benditos de meu Pai, vinde e gozai por toda a eternidade".
É por isso que somos filhos da bênção. É por isso que São Pedro diz: Em troca devemos fazer o mesmo por nossos irmãos. Também devemos bendizer as pessoas, não maldizê-las, não enojar-se, não dizer coisas más contra elas, mas tratemos de imitar a Deus em Sua paciência, tratemos de imitar a Deus em Sua bondade pelas pessoas. E de fato, Deus quer que não somente bendigamos, não somente que bendigamos os outros, mas que façamos o bem. Isso vem de benefacere: bene-bem, facere-fazer. Em Deus, é a mesma coisa. Dizer o bem, dizer coisas boas às pessoas e fazer coisas boas, em Deus é a mesma coisa. Em relação a nós, devemos "benedicere" e "benefacere". Devemos desejar o bem e fazer o bem. Nosso Senhor, no Juízo final, virá e dirá: "Vinde, benditos de meu Pai, receber a bênção". Se perguntamos por quê, Ele não dirá "Porque fostes um doutor em teologia", ou "porque fizestes milagres" ou qualquer coisa. Ele dirá: "Porque estive enfermo e me visitastes, estive na prisão e me visitastes, estava sofrendo e me consolastes, tive fome e me destes de comer". Em outras palavras, não somente é desejar o bem a nossos irmãos, mas fazer-lhes o bem.
E se queremos fazer o bem a todo mundo, então queremos salvar tantas almas quanto possível, esse é o maior bem que podemos desejar-lhes, sua salvação – que salvem suas almas. Uma das primeiras ações que podemos fazer para ajudá-las é dar-lhes os meios de salvação. Tratar de instruí-los, de fazê-los descobrir nossa fé, dar-lhes medalhas, dar-lhes um pequeno folheto, um pequeno livro sobre religião. Não tenham medo de mostrar sua Fé. E algumas vezes não custa muito ajudar alguém, porque quem fará verdadeiramente a transformação não seremos nós, por nossas palavras ou nossas ações. Será Deus quem o fará, mas Ele quer que participemos. Ele quer que tenhamos uma participação em sua bondade, em seu chamado à bênção.
Ele quer que haja a maior quantidade de pessoas possível recebendo e aceitando esse chamado. E então a maior caridade, às vezes, é com muita paciência e bondade em nossos corações dizer a alguém que ele ou ela não faz o que está bem. Dizer a verdade, não agir como se fosse normal, não agir como se o que faz essa pessoa é aceitável. É como com um menino ao qual não se fazem reprimendas, jamais poderá melhorar. E é o mesmo com nosso vizinho, às vezes uma pequena conversa, devem ser prudentes com as circunstâncias, mas pode chegar um momento que é o melhor para falar. Além disso deve-se rezar sempre por essas pessoas, evidentemente.
E, desgraçadamente, com o concílio Vaticano II isso mudou. Começaram a dar um amor falso, uma aparência de amor a seus irmãos, tratando de aceitá-los como eles são. Esse não é o verdadeiro amor, é induzi-los ao erro! E eles serão responsáveis. Eles serão responsáveis no Juízo final. Eles deverão responder a isto: "Por que deixastes de pregar a verdade? Por que deixaste de reprovar os malvados?" O papel da Igreja é realizar os dois. Pregar a luz e lutar contra a escuridão.
Temos um exemplo dessa mudança no novo ritual da Igreja conciliar. Obviamente que é o da igreja conciliar, não o da Igreja católica. O padre Gabriel Amorth falou desse novo ritual do qual estudou cada página, cada uma das 1.200 páginas desse novo ritual que chegou em 1995 aproximadamente. E disse que nas diversas orações e bênçãos, cada menção de um combate contra o diabo, cada oração para que Deus afaste os demônios, foi suprimida! Todas essas bênçãos! E assim já não se pode encontrar uma bênção para as casas, já não se pode encontrar uma bênção para os colégios. Suprimiram o que necessitávamos, retiraram do sacerdote o exercício desse poder, porque o sacerdote tem o poder! É uma lástima, mas se se suprimem de seu livro as bênçãos, todas essas orações poderosas contra o diabo, o sacerdote não pode exercer seu poder! Não suprimem o poder em si mesmo, mas o sacerdote não o pode exercer porque já não há nenhuma oração contra o diabo. Mas nós deveríamos abençoar, nós fomos chamados a uma herança de bênção. Nós temos que fazer como faz Deus, devemos desejar o bem e fazer o bem ao nosso próximo, mas a nova igreja o suprimiu.
Além disso, muitas vezes também temos que a nova igreja não somente suprimiu as orações do ritual, mas também o poder mesmo do sacerdócio. Dar-lhes-ei um exemplo... Quando estive em Winnipeg, Monsenhor Weisgerber, em sua página da internet, enuncia sua missão (como fizemos nesta página da internet. É uma missão muito diferente, creiam-me!). Então ele diz que está absolutamente convencido, que não cabe nenhuma dúvida, que não há nenhuma diferença entre o clero e os leigos. É o que ele chama de sua visão pastoral, e eu cito: "Não há nenhuma diferença entre o clero e os leigos". E ele explica por que faz essa afirmação e diz: Porque todos fomos batizados com o mesmo batismo e que todos temos o mesmo sacerdócio em virtude do nosso batismo. E diz que a única diferença que há entre o clero e os leigos é que o clero recebeu um certo poder de autoridade sobre os fiéis, de modo que o bispo diz: "E os vou ordenar e receberão uma autoridade sobre esta paróquia". Mas não há poder sacramental, não há diferença sacramental entre o clero e os leigos!
Ora, o grave problema com isso, é que agora está claro que aquilo em que ele crê é uma heresia, pelo que esse homem é provavelmente um herege, o grave problema é quando ele celebra uma ordenação (de vez em quando o faz, no decorrer de seus 10 últimos anos, não o sei, provavelmente ao redor de 5 ordenações). Não sei se lhe pediram para consagrar outro bispo, é possível, ele é um arcebispo mas devo verificar esse dado. Em todo caso, quer tenha consagrado bispos ou ordenado sacerdotes, existe uma dúvida positiva grave em relação à validade dessas consagrações e dessas ordenações. Porque se ele mesmo não crê que pelo sacerdócio, por sua ordenação, recebeu o caráter sacerdotal; se não crê que recebeu o poder de perdoar os pecados, se não crê que recebeu o poder de consagrar o corpo e o sangue de Nosso Senhor; se não crê que tem o poder de abençoar as pessoas e as coisas, podemos temer que quando efetua essas cerimônias possa recusar-se a dar tais poderes.
De fato, podemos crer, podemos temer que diria: "Antes, (no tempo de seu crescimento, pois agora tem ao redor de 70 anos), tinha-se o costume de dizer que como sacerdote se recebem esses poderes, mas eles são como que magia, coisas da Idade Média, é como em sentido figurado, uma espécie de superstição. Eu não vou dar isso, isso não existe!" Esse é o grande, grande problema. É por isso que temos verdadeiramente uma dúvida positiva sobre a validade dessas ordenações. Em razão dessa possibilidade, pois ele não daria esses poderes já que não crê neles.
Ora, quantos desses bispos no mundo compartilham essa mesma incredulidade? Por que não crêem? Porque é o que receberam em seus estudos, no seminário, obviamente. Isso é o que aprenderam nos novos seminários. Esse bispo não é o único que crê no que lhe ensinaram. E embora diga essas coisas em 2005, há 8 anos, não foi punido por Roma. Pois essa é a nova igreja à qual Mosenhor Fellay e os que o seguem querem que nos unamos. Que nos misturemos com hereges, que nos misturemos com pessoas que efetuam ordenações que são duvidosas.
Quantas pessoas hoje em dia na Igreja crêem que receberam os sacramentos mas não os recebem porque seu sacerdote não foi ordenado validamente, ou seu bispo? É difícil sabê-lo, sem dúvida muitas. Esta é a obra-prima de Satanás: Ter uma igreja que parece ter um sacerdócio mas que não o tem, e não há nenhum meio de sabê-lo com certeza! E agora eles querem que regressemos a essa igreja. E querem que nos unamos e nos misturemos com eles. E já não dizem isso que lhes digo, já não o dizem em nossos dias. A Fraternidade não deveria procurar ser reconhecida pela igreja conciliar. Devemos nos levantar e dizer-lhes: "Olhe o que disse esse arcebispo. É um herege. Que faz você a este respeito? Você deve reconsagrar, você deve reordenar seus sacerdotes".
Porque para os fiéis seria um pecado grave receber um sacramento duvidoso. Seria um pecado grave contra o Primeiro Mandamento ir à igreja tendo uma dúvida: "Está validamente ordenado este sacerdote? Está verdadeiramente consagrada esta Santa Hóstia?" Ir e receber a comunhão ali seria um pecado mortal. Se você tem essa dúvida, se você se diz: "Poderia não ser válido, mas vou recebê-la de qualquer jeito", é um pecado grave contra o Primeito Mandamento. Um pecado grave contra a honra e o culto devido a Deus. Porque você aceita receber e dar adoração a algo que poderia não ser Deus. Isso o diz a teologia moral.
Então, o que a Fraternidade deveria dizer à nova Roma era: "Olhai o que fizestes a vosso povo! Em vez de fazer-lhe o bem, em vez de bendizê-lo, de desejar-lhe o bem, retirastes as bênçãos, retirastes a proteção das medalhas, os sacramentos válidos, vós, por esse fato, estais no caminho do inferno". Isso é o que a Fraternidade deveria dizer.
Devemos orar pela Fraternidade, a fim de que seus dirigentes, no momento de sua morte, não sejam acusados por Deus de haverem participado, com seu silêncio, dos pecados da igreja conciliar."

terça-feira, 30 de julho de 2013

As mulheres são proibidas de servir no altar

“O Papa Gelásio, em sua nona carta (capítulo 26) aos bispos da Lucânia, condenou a prática maligna, que havia sido introduzida, de mulheres servindo o padre na celebração da Missa. Como esse abuso havia se espalhado entre os gregos, Inocente IV proibiu-o severamente em sua carta ao bispo de Túsculo: “As mulheres não devem se atrever a servir no altar; deve-se-lhes negar totalmente esse ministério.” Nós também proibimos essa prática nas mesmas palavras de Nossa tão citada constituição Etsi Pastoralis, seção 6, nº 21.”
(Papa Bento XIV, Allatae Sunt)

sábado, 27 de julho de 2013

Como tudo começou...

- Não se preocupe, enviar-lhe-ei um bom seminarista suíço!

http://satiricalgoo.blogspot.com.br/

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A desintegração da América

““Somente quando fui às igrejas da América e ouvi seus púlpitos abrasados de justiça foi que entendi o segredo de seu gênio e poder. A América é grande porque é boa, e se a América algum dia deixar de ser boa, também deixará de ser grande.”
Assim escreveu Alexis de Tocqueville.
Contudo, a julgar pelos padrões daqueles antigos “púlpitos abrasados de justiça”, a América ainda é um bom país?
Considere os casos julgados esta semana pela Suprema Corte.
Em um deles, pediu-se que a Corte julgasse a Proposição 8 da Califórnia, onde os eleitores declararam que o casamento é somente entre um homem e uma mulher. No segundo, pediu-se à Corte que derrubasse a Lei de Defesa do Casamento, que proíbe apoio federal aos casamentos de mesmo sexo.
Quaisquer que sejam suas crenças, os juízes, acredita-se, deixarão isso para os estados e o povo. Pois Roe vs. Wade, onde sete juízes encontraram o direito ao aborto espreitando nas penumbras da Nona Emenda, envenena nossa política até o dia de hoje. Não precisamos de uma reencenação daquela guerra civil. No entanto, o que a América decidir sobre o casamento de mesmo sexo revelará muito sobre o que esta geração acredita ser uma sociedade moral.
A América tradicionalista sempre considerou a homossexualidade como não-natural e imoral, prejudicial tanto ao corpo quanto à alma, e que onde ela prevalecia – como na Alemanha de Weimar – era o sintoma de uma sociedade doente.
Essa crença ofende milhões. No entanto, ela é tão antiga quanto a humanidade e foi universalmente aceita no Ocidente cristão até este século. Além disso, está fundamentada na verdade bíblica, na lei natural e na doutrina católica.
Antes de 1973, a Associação Psiquiátrica Americana considerava a homossexualidade como uma desordem mental. A maioria dos estados a tratavam como um crime.
A nova moralidade argumenta da seguinte maneira:
Para uma grande parcela da população, a homossexualidade é natural e normal. Eles nasceram desse jeito. E negar aos homossexuais a liberdade de terem relações sexuais consentidas, ou o direito de se casarem, é um fanatismo tão odioso quanto o era a discriminação contra os negros americanos.
Contudo, ainda que seja um evangelho para muitos, essa crença tem as raízes religiosas, morais e filosóficas mais superficiais. Parece fundada em uma ideologia pós-anos 60 que defende serem iguais todos os estilos de vida livremente escolhidos e que discriminar contra qualquer um deles é o verdadeiro pecado social.
Nem é preciso dizer que a moralidade tradicional e a nova moralidade são irreconciliáveis.
Mas se a nova moralidade – de que a homossexualidade é normal e o casamento de mesmo sexo é moralmente igual ao casamento tradicional – for verdadeira e válida, Frank Kameny foi um profeta e o Cristianismo é indiciável por 2.000 anos de ostracismo, perseguição e sofrimento impostos aos homossexuais. Ou talvez acreditemos que a verdade moral evolui – que, por exemplo, o adultério possa ser imoral para uma geração, mas não para a seguinte.
A questão aqui vai além do que a Corte decidir.
Pois mesmo que os advogados do casamento de mesmo sexo prevaleçam, sua vitória não será aceita pelos crentes no casamento tradicional, mas simplesmente vista como mais um passo na descida gradual da América rumo ao inferno.
De fato, para milhões de americanos, esta sociedade – que erradicou o Cristianismo de suas instituições públicas e consagrou o secularismo em seu lugar, que considera o aborto um direito das mulheres, que é indiferente a 53 milhões de crianças destruídas desde Roe, que põe os relacionamentos homossexuais no mesmo patamar que o matrimônio – é uma sociedade que perdeu seu sentido moral e está rapidamente perdendo sua razão.
O que levanta uma séria questão à parte.
Se os americanos não podemos nem mesmo concordar sobre o que é certo ou errado e moral ou imoral, como é que podemos permanecer unidos em uma família nacional? Se metade da nação vê a outra como moralmente depravada, enquanto esta vê aquela saturada de fanatismo, sexismo e homofobia, como é que iremos permanecer uma nação unida e um só povo?
Hoje, metade da América pensa que o país onde alguns de nós crescemos era fanático, racista, homofóbico e sexista, enquanto a outra metade vê esta nação que “evolui” moralmente como uma sociedade que abertamente convida o destino de Sodoma e Gomorra e que mal vale a pena preservar.
Uma fé e um código moral comuns já mantiveram coesa esta nação. Mas se já não compartilhamos os mesmos valores morais, depois de termos tomado a decisão de nos transformarmos no povo mais diversificado racial, étnica e culturalmente sobre a terra, que é que nos vai manter unidos?
A Constituição, a Carta de Direitos?
Como o fariam, se discordamos amargamente sobre o que elas afirmam?
Descartando a antiga moralidade e abraçando a nova moralidade sobre o aborto e o casamento de mesmo sexo, a América lançou sua âncora ao mar. E das águas turbulentas que adentramos – nossa taxa de nascimentos fora do casamento está acima de 40 por cento, e nenhuma nação ocidental que tenha esses números manterá viva sua população nativa – a América e o Ocidente podem ter zarpado numa viagem sem volta.”
(Patrick J. Buchanan, Is America Still a Good Country?)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A infiltração da Igreja americana pelos comunistas

“Manning Johnson, um ex-funcionário do Partido Comunista na América, deu o seguinte testemunho em 1953 para o Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara dos Deputados: “Uma vez criada a tática de infiltração de organizações religiosas pelo Kremlin... os comunistas descobriram que a destruição da religião poderia ocorrer muito mais depressa através da infiltração da Igreja por comunistas que operassem dentro da própria Igreja. A liderança comunista nos Estados Unidos percebeu que a tática de infiltração neste país teria de se adaptar às condições americanas e à composição religiosa peculiar a este país. Nos estágios iniciais, foi determinado que, com apenas pequenas forças disponíveis, seria necessário concentrar agentes comunistas nos seminários. A conclusão prática a que chegaram os líderes vermelhos foi que essas instituições tornariam possível que um pequena minoria comunista influenciasse a ideologia de futuros clérigos nos caminhos que conduziam aos fins comunistas.”
Mais adiante, em seu depoimento, o Sr. Johnson ressaltou o fato desagradável de que “essa política de infiltração de seminários foi um sucesso para além de nossas expectativas comunistas.”
“É axioma da estratégia da organização comunista que, se um corpo tem 1% do Partido Comunista e 9% de simpatizantes do Partido, esses 10% podem efetivamente controlar os 90% restantes que agem e pensam de forma individual.”
Johnson afirmou ainda que os objetivos dessa infiltração eram dois:
1-Tornar a Igreja Católica ineficaz contra o comunismo.
2-Direcionar o pensamento clerical para longe do espiritual e na direção do temporal e político ... daí a pregação do “evangelho social”.”
(The Fatima Crusader, verão de 1990)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O veneno multiculturalista nas escolas britânicas

"O sistema britânico de educação cessou simplesmente de transmitir quer os valores quer a história da nação a gerações sucessivas, transmitindo, ao invés, a mensagem de que a verdade era uma ilusão e que a nação e os seus valores eram o que qualquer pessoa quisesse que fossem. Os professores de História e Inglês do país, os guardiães do âmago da identidade nacional, decidiram que a história e cultura nacionais da Grã-Bretanha eram racistas e colonialistas e deviam, portanto, ser trocadas por um novo modelo multicultural.
Um professor argumentou que transmitir um sentido de identidade nacional através da educação era 'o novo fundamentalismo' associado automaticamente com a 'superioridade do Império Britânico'. Ensinar a história britânica era promover 'noções de supremacia nacional que sobrepõem os feitos da sociedade ocidental com os feitos da humanidade em geral'. Um professor citou aprovadoramente escritores que questionavam se poderiam mesmo existir quaisquer valores partilhados. Dois outros professores de ciências educativas decidiram que o 'caráter inglês' era não só monolítico, anacrônico e pernicioso, mas também canalizava os professores para programas tão imperialistas como ensinar as crianças a ler em vez de promover iniciativas anti-racistas socialmente desejáveis. Um reitor escreveu: 'A cultura comum da Inglaterra pré-1940, baseada no cânone da literatura inglesa, na interpretação Whig da história e na liturgia da Igreja de Inglaterra, morreu... A vida e a língua superaram os limites da fé, história e afiliação étnica inglesas'.
A conseqüência de tais exéquias foi que nem as crianças britânicas indígenas nem as das minorias aprenderam a história, cultura ou sequer a língua do seu país. Os marcos importantes da civilização ocidental mal foram focados. As sociedades não-ocidentais foram retratadas como heróicas e boas. As sociedades ocidentais foram retratadas como opressivas e brutais. Os alunos foram deixados desligados, de forma radical, quer do passado quer do futuro. As crianças indígenas foram deixadas na ignorância em relação a qualquer coisa na sua herança com que se pudessem relacionar ou de que se pudessem orgulhar. As crianças das minorias foram efetivamente confinadas à cultura do gueto. Privadas de direitos civis devido à ignorância, foram deixadas à margem da sociedade onde habitavam e desequipadas para assumir nela o seu lugar como cidadãos iguais.
Quem quer que tentasse defender a transmissão da identidade britânica era denunciado como racista, difamado e colocava o seu emprego em risco."
(Melanie Phillips, Londonistão)

http://acortenaaldeia.blogspot.com.br/2013/03/sobre-o-veneno-multiculturalista-nas.html

terça-feira, 16 de julho de 2013

Menachem Begin e a raça judaica

“A nossa raça é a raça de senhores. Nós somos deuses divinos neste planeta. Nós somos tão distintos das raças inferiores como elas são-no dos insetos. Com efeito, comparadas com a nossa raça, as outras raças são bestas e animais, gado quando muito. As outras raças são consideradas como excremento humano. O nosso destino é reinar sobre as raças inferiores. O nosso reino na terra será comandado pelo nosso líder com vara de ferro. As massas virão lamber-nos os pés e servir-nos como escravos.”
(Menachem Begin, em discurso no Knesset, citado pelo jornalista franco-israelita Amnon Kapeliouk em artigo da revista New Statesman intitulado “Begin e as Bestas” de 25 de junho de 1982)

sábado, 13 de julho de 2013

Quando rejeitaram Cristo, os judeus se tornaram revolucionários

“A Igreja não é e não pode ser de maneira nenhuma anti-semita, porque o termo se refere principalmente a raça e ódio racial. A Igreja não pode promover ódio racial a nenhum grupo, e certamente não aos judeus, porque seu fundador foi um membro desse grupo racial. No entanto, o Evangelho de São João deixa bem claro que há uma profunda e constante animosidade cristã contra os judeus que rejeitaram Cristo. Essa “Judenfeindlichkeit”, usando a palavra de Brumlik, é parte essencial do Catolicismo. A Igreja é hostil aos “judeus” porque eles se definiram a si mesmos como negadores de Cristo. A Igreja é anti-judaica, mas diferentemente dos judeus que, como explicou o rabino Soloveichik em First Things, crêem que o ódio seja uma virtude, ensina aos cristãos que amem seus inimigos. Os “judeus”, termo com que São João se refere àqueles judeus que rejeitaram Cristo, tornaram-se então inimigos dos cristãos, mas todos os judeus haviam sido transformados pela vinda de Cristo. Tinham que aceitá-lo como Messias ou rejeitá-lo. Os judeus que o aceitaram como tal se tornaram cristãos. Os judeus que o rejeitaram tornaram-se “judeus”.
E por que os judeus rejeitaram Cristo? Porque foi crucificado. Queriam um líder poderoso, não um servo sofredor. Os líderes judeus, Anás e Caifás, representando todos os judeus que rejeitaram Cristo, disseram-lhe que se descesse da cruz o aceitariam como Messias. Porque não podiam aceitar um Messias que sofre e morre em vez de restaurar o reino da maneira que eles queriam, quer dizer, de uma maneira carnal, os judeus que rejeitaram Cristo se tornaram revolucionários. Os judeus que rejeitaram Cristo se tornaram revolucionários ao pé da cruz, mas o sentido completo de sua decisão só se tornou evidente 30 anos depois, quando os judeus se rebelaram contra Roma, e Roma respondeu destruindo o Templo. A partir de então, os judeus não tiveram templo, nem sacerdócio, nem sacrifício, e como resultado não tiveram maneira de cumprir a antiga aliança. Observando o desenlace da batalha de Jerusalém, um rabino de nome Jochanan ben Zakkai conseguiu escapar de Jerusalém sob um manto e, depois de ser reconhecido como partidário de Roma, foi-lhe concedido o privilégio de fundar uma escola rabínica em Javne.
Assim é que, 30 anos depois da fundação da Igreja, nasceu o Judaísmo moderno, o Judaísmo tal como hoje o conhecemos. Os judeus já não eram filhos de Moisés levando a cabo certos rituais para cumprirem sua aliança. O Judaísmo havia se tornado essencialmente uma sociedade de debates porque, na ausência de um Templo, isso era tudo que os judeus podiam fazer. O resultado desses intermináveis debates foi o Talmude, que foi escrito ao longo dos seis séculos seguintes.
O debate não ajudou a erradicar o espírito revolucionário dos judeus. De muitos modos intensificou-o, quando os ensinou a desejarem um Messias militar. Os judeus obtiveram seu Messias militar aproximadamente 60 anos depois da destruição do Templo, quando Simão bar Kokhbar se levantou contra Roma no ano de 136. Todos os rabinos de Jerusalém reconheceram bar Kokhbar como o Messias, e como para confirmar que o Judaísmo racial havia perdido todo o sentido, os judeus cristãos foram expulsos porque não o reconheceram.
A expulsão dos judeus cristãos no tempo de Simão bar Kokhbar ratificou que o judeu não era um conceito racial, mas teológico. O fator determinante para ser judeu se tornou a rejeição a Cristo, e essa rejeição levou inexoravelmente à revolução. Quando rejeitaram Cristo, os judeus se tornaram revolucionários. Nos últimos 2.000 anos, a história tem sido uma batalha entre os descendentes espirituais desses dois grupos de judeus: os que aceitaram Cristo como o Messias e os que o rejeitaram. A história se tornou, em certo sentido, uma luta interna judaica ao pé da cruz.”
(E. Michael Jones, The Conversion of The Revolutionary Jew)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Oração de São João Bosco

"Ó Maria, Virgem poderosa,
És a grande e gloriosa defensora da Igreja.
És o auxílio maravilhoso dos cristãos.
És terrível como um exército em ordem de batalha.
Sozinha, destruíste toda heresia na Igreja inteira.
Em minha angústia, minha luta, minha aflição,
Defende-me do poder do inimigo; e na hora da morte,
Acolhe minha alma no Paraíso. Amém."