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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O encobrimento das investigações vaticanas contra o Cardeal McCarrick


“Church Militant assevera que, segundo fontes confiáveis, no caso da investigação contra o Cardeal McCarrick está em curso um enorme esforço de encobrimento.
Fazê-lo seria algo extremamente estúpido, mas devo dizer que é 100% Francisco. Uma pessoa sensata pensaria que Francisco se colocaria “à frente do movimento” e lideraria um esforço sério e organizado para mostrar que a Igreja não é dominada por uma máfia invertida. No entanto, Francisco é afligido por problemas imensos, como sua estupidez, sua arrogância, sua incompetência e sua total desconexão da realidade; isso dificulta que ele aja de maneira sã mesmo que - como parece ser o caso - McCarrick & Cia não tenha nada de substancial contra ele.
Como um todo, não estou "preocupado" com o previsível desvirtuamento dessa investigação interna. Como a maioria dos meus leitores, perdi toda a fé na capacidade da Igreja de se reformar e penso que a verdadeira mudança virá da intervenção divina de alguma forma, por exemplo, através de uma série maciça de prisões de cardeais e bispos.
Aqui reside a fraqueza fundamental do pensamento profundamente maléfico e profundamente clericalista de Francisco: ele pode encobrir o quanto quiser, mas no fim das contas a questão está agora fora de suas mãos. As investigações continuarão e será factualmente impossível manipular e controlar uma dúzia ou mais de procuradores-gerais, alguns deles ávidos por troféus vermelhos e escarlates, alguns deles provavelmente ateus ou ferozmente anticlericais e com um interesse substancial em se apresentarem para os eleitores - quando buscarem um cargo mais alto - como executores destemidos e sem respeito a hábitos clericais.
A investigação do Vaticano é, à parte talvez como um exercício de boa fé, tão relevante quanto uma comissão iraquiana para investigar a corrupção, enquanto os tanques americanos avançam em direção a Bagdá.
Francisco nunca foi crível como um aliado contra a perversão da igreja em primeiro lugar. Suas alegadas tentativas - e muito prováveis - de encobrimento são, no final, apenas Francisco sendo Francisco.
Eu confio que a justiça civil tomará seu curso e causará grande dano a esta camarilha de sodomitas. Também confio que os fiéis não sejam bobos de pensar que o Papa Francisco esteja realmente engajado em uma luta contra seus amigos e protetores de toda uma vida.
Estamos aqui diante de um indivíduo profundamente maligno e corrompido, sem nenhum resquício de consciência e nenhum vestígio de catolicismo em seu ser. Seus esforços para encobrir ou minimizar os feitos de McCarrick são amplamente esperados e não são nenhuma surpresa.
Orem por um Conclave em 2019. O resultado será incerto, mas pelo menos nos será dada uma nova chance.”

https://mundabor.wordpress.com

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Horrendum Illud Scelus

“Esse horrendo crime, pelo qual cidades corruptas e obscenas foram queimadas pela condenação divina, nos enche de amarga dor e nos estimula veementemente a reprimi-lo com o máximo zelo possível.
Com toda razão o Quinto Concílio de Latrão estabelece que todo membro do clero apanhado na prática do vício contra a natureza, pelo qual a cólera de Deus caiu sobre os filhos da iniqüidade, seja despojado das ordens clericais ou obrigado a fazer penitência em um mosteiro.
Para que o contágio de tão grande flagelo não se propague com maior audácia valendo-se da impunidade, que é o maior incentivo ao pecado, e para punir mais severamente os sacerdotes culpados desse nefando crime que não estejam aterrorizados com a morte da alma, determinamos que eles sejam entregues à severidade da autoridade civil, que faz cumprir a lei.
Portanto, desejando adotar com maior rigor o que decretamos desde o início de nosso pontificado, estabelecemos que todo sacerdote ou membro do clero, seja secular ou regular, de qualquer grau ou dignidade, que cometa esse horrendo crime, por força da presente lei seja privado de qualquer privilégio clerical, de qualquer ofício, dignidade e benefício eclesiástico; e que, uma vez degradado pelo juiz eclesiástico, seja entregue imediatamente à autoridade civil para receber a mesma punição que a lei reserva aos leigos que se lançaram nesse abismo.”
(São Pio V, Horrendum Illud Scelus)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um trecho do Liber Gomorrhianus


“Esse vício não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Esse vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o diabo que é o instigador da luxúria, conduz ao erro, subtrai totalmente a verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem, abre-lhes o inferno, fecha-lhes a porta do Céu, torna herdeiro da infernal Babilônia aquele que era cidadão da celeste Jerusalém, transformando-o de estrela do céu em palha para o fogo eterno, arranca o membro da Igreja e o lança no voraz incêndio da geena ardente.
Tal vício busca destruir as muralhas da pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele, com efeito, viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit. I, 15).
Esse vício expulsa do coro da assembléia eclesiástica e obriga a unir-se com os energúmenos e com os que trabalham com o diabo, separa a alma de Deus para ligá-la aos demônios. Essa pestilentíssima rainha dos sodomitas torna os que obedecem as leis de sua tirania torpes aos homens e odiáveis a Deus, impõe nefanda guerra contra Deus e obriga a alistar-se na milícia do espírito perverso, separa do consórcio dos Anjos e, privando-a de sua nobreza, impinge à alma infeliz o jugo do seu próprio domínio. Despoja seus sequazes das armas das virtudes e os expõe, para que sejam transpassados, aos dardos de todos os vícios. Humilha na Igreja, condena no fórum, conspurca secretamente, desonra em público, rói a consciência como um verme, queima a carne como o fogo.
Arde a mísera carne com o furor da luxúria, treme a fria inteligência com o rancor da suspeita, e no peito do homem infeliz agita-se um caos como que infernal, sendo ele atormentado por tantos aguilhões da consciência quanto é torturado pelos suplícios das penas. Sim, tão logo a venenosíssima serpente tiver cravado os dentes na alma infeliz, imediatamente fica ela privada de sentidos, desprovida de memória, embota-se o gume de sua inteligência, esquece-se de Deus e até mesmo de si.
Com efeito, essa peste destrói os fundamentos da fé, desfibra as forças da esperança, dissipa os vínculos da caridade, aniquila a justiça, solapa a fortaleza, elimina a esperança, embota o gume da prudência.
E que mais direi, uma vez que ela expulsa do templo do coração humano toda a força das virtudes e aí introduz, como que arrancando as trancas das portas, toda a barbárie dos vícios?
Com efeito, aquele a quem essa atrocíssima besta tenha engolido, entre suas fauces cruentas, impede-lhe, com o peso de suas correntes, a prática de todas as boas obras, precipitando-o em todos os despenhadeiros de sua péssima maldade. Assim, tão logo alguém tenha caído nesse abismo de extrema perdição, torna-se um desterrado da pátria celeste, separa-se do Corpo de Cristo, é confundido pela autoridade de toda a Igreja, condenado pelo juízo de todos os Santos Padres, desprezado entre os homens na terra, reprovado pela sociedade dos cidadãos do Céu, cria para si uma terra de ferro e um céu de bronze. De um lado, não consegue levantar-se, agravado que está pelo peso do seu crime; de outro, não consegue mais ocultar seu mal no esconderijo da ignorância, não pode ser feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque, agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna.”
(São Pedro Damião, Liber Gomorrhianus)

http://www.saopiov.org/2010/02/hediondez-do-homossexualismo-sao-pedro.html

A motivação para um tratado sobre a sodomia


“Quando o humilde monge e futuro santo, Pedro Damião, apresentou sua carta 31, o Livro de Gomorra, ao Papa Leão IX em 1049, ele deixou claro que sua preocupação primeira e primordial era a salvação das almas. Embora o trabalho fosse dedicado especificamente ao Santo Padre, sua distribuição foi destinada à Igreja universal, especialmente aos bispos do clero secular e aos superiores das ordens religiosas.
Na introdução, o santo escritor deixa claro que a vocação divina da Sé Apostólica faz que sua consideração principal seja “o bem das almas”. Portanto, ele exorta o Santo Padre a tomar medidas contra “um certo vício abominável e assaz vergonhoso”, o qual identifica abertamente como “o câncer corruptor da sodomia”, que assola tanto as almas do clero e o rebanho de Cristo na sua região, antes que Deus descarregue Sua justa ira contra o povo. Reconhecendo quão nauseante a própria menção da palavra sodomia deve ser ao Papa, ele no entanto pergunta com franqueza brusca: “...se um médico ficar horrorizado com o contágio da praga, quem é que vai manejar o cautério? Se ele fica enjoado quando está prestes a aplicar o remédio, quem vai restaurar a saúde aos corações feridos?”
Evitando qualquer dubiedade, Damião distingue entre as várias formas de sodomia e as fases de corrupção sodomita, começando pela masturbação solitária e mútua e terminando na estimulação interfemoral (entre as coxas) e coito anal. Destaca que há uma tendência entre os prelados de tratar os primeiros três graus do vício com uma “leniência imprópria”, preferindo reservarem a expulsão do estado clerical somente àqueles homens que comprovadamente se envolveram com penetração anal. O resultado, diz Damião, é que um homem, culpado do vício em graus “menores”, aceita suas penitências mais suaves, mas permanece livre para poluir outros sem o menor receio de perder sua posição. O resultado previsível da leniência de seu superior, diz Damião, é que o vício se espalha, o culpado fica mais ousado em seus atos ilícitos pois sabe que não irá sofrer qualquer perda em seu estado clerical, perde todo o temor a Deus e seu último estado é pior do que o primeiro.
Damião condena a audácia de homens que estão “habituados à porcaria desta doença purulenta”, e ainda assim ousam apresentar-se para o sacerdócio ou, se já ordenados, permanecer em seus cargos. Não foi em razão de tais crimes que Deus Todo-Poderoso destruiu Sodoma e Gomorra, e matou Onan por deliberadamente derramar sua semente no chão?, pergunta. Citando a epístola de São Paulo aos Efésios (Ef 5:5), ele continua, “...se um homem impuro não tem absolutamente nenhuma herança no Céu, como pode ser ele tão arrogante de assumir uma posição de honra na Igreja, que é certamente o reino de Deus?”
O santo monge assemelha os sodomitas que buscam o sacerdócio aos cidadãos de Sodoma que ameaçaram “usar de violência contra o justo Lot” e estavam já quase quebrando a porta quando foram feridos com cegueira por dois anjos e não conseguiram mais achá-la. Tais homens, ele diz, foram feridos com uma cegueira semelhante, e “pela justa decisão de Deus caíram em treva interior.” Se fossem humildes seriam capazes de achar a porta que é Cristo, mas estão cegos por sua “arrogância e vaidade”, e “perdem Cristo por causa de seu apego ao pecado”, nunca achando, lamenta Damião, “o portão que leva à habitação celeste dos santos”.
Não poupando os eclesiásticos que conscientemente permitem que sodomitas ingressem no sacerdócio ou permaneçam em posições clericais maculando seu cargo, o santo monge ataca os “superiores de clérigos e padres que nada fazem”, lembrando-os de que eles deveriam estar tremendo por eles mesmos terem-se tornado “parceiros na culpa de outros”, ao permitirem que “a praga destruidora” da sodomia continuasse em suas fileiras.”
(Randy Engel, St. Peter Damian's Book of Gomorrah: A Moral Blueprint for Our Times)