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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Santo Afonso de Ligório: Ladainha da Paixão do Senhor

"Dulcíssimo Jesus, no Horto das Oliveiras triste até a morte, profundamente angustiado, oprimido de agonia, coberto de suor de Sangue,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, pelo ósculo traidor entregue às mãos dos Vossos inimigos, maltratado, atado e preso com cordas, abandonado pelos discípulos,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, pelo injusto Conselho dos judeus julgado réu de morte, entregue a Pilatos, desprezado e escarnecido pelo ímpio Herodes,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, despido, preso a uma coluna e açoitado cruelmente,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, coroado de penetrantes espinhos, ferido na sagrada Cabeça com uma cana, vestido, por escárnio, de um manto de púrpura, saciado de opróbrios,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, mais odiado que um ladrão e assassino, reprovado pelos judeus, condenado à morte da Cruz,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, carregado com a pesada Cruz, caído em terra, levado ao Calvário como o Cordeiro ao matadouro,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, Homem das dores, despojado de Vossas pobres vestiduras, contado entre os criminosos, imolado em sacrifício pelos nossos pecados,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, cravado cruelmente na Cruz, ferido dolorosamente por causa das nossas iniqüidades, quebrantado por causa das nossas culpas,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, escarnecido ainda na Cruz, atormentado e oprimido de dores indizíveis, consumido de sede, abandonado na mais dolorosa agonia pelo próprio Pai Celestial,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, morto na Cruz, traspassado por uma lança à vista de Vossa dolorosa Mãe,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, descido da Cruz, depositado nos braços de Vossa Santíssima Mãe e banhado em Suas lágrimas,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Dulcíssimo Jesus, ungido e embalsamado pelos discípulos amantes com preciosos aromas, envolvido em lençóis limpos e depositado no santo sepulcro,
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
V: Ele verdadeiramente tomou sobre Si as nossas iniqüidades.
R: E as nossas dores Ele as suportou.
Oração:
Ó Jesus, Filho Unigênito de Deus e da Virgem Imaculada, que pela salvação do mundo quisestes ser reprovado pelos judeus, atado com cordas, conduzido ao matadouro como um cordeiro, apresentado injustamente aos juízes Anás, Caifas, Pilatos e Herodes, acusado por falsas testemunhas, ferido com pancadas, saciado de opróbrios e injúrias, cuspido no Rosto, açoitado barbaramente, coroado de espinhos, condenado à morte, despojado dos vestidos, pregado com toda a crueldade na Cruz, suspenso entre dois ladrões, vexado com fel e vinagre, abandonado em tormentosa agonia e, finalmente, traspassado por uma lança: por estes tormentos, Senhor, dos quais nós, indignos filhos Vossos, agora com devoção, gratidão e amor nos lembramos, e pela Vossa Santíssima Morte na Cruz, livrai-nos das penas do inferno, e dignai-Vos conduzir-nos ao Paraíso, aonde levastes convosco o Bom Ladrão. Tende piedade de nós, ó Jesus, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amém."

quinta-feira, 24 de março de 2016

Sermão de São Leão Magno sobre a Paixão de Nosso Senhor

“Percorridos, Diletíssimos, no sermão anterior, os fatos que precederam a prisão do Senhor, resta-nos agora, com o auxílio da graça de Deus, dissertar, como prometemos, sobre o próprio desenrolar da Paixão. Pois tendo o Senhor tornado bem claro, pelas palavras da sua sagrada oração, que existiam n’Ele de modo sumamente verdadeiro e pleno as naturezas humana e divina, mostrando assim de onde Lhe vinha o não querer sofrer e de onde o querer; tendo repelido de si o temor da fraqueza e confirmado a grandeza da força, retomou o sentimento da sua eterna disposição e, pelo ministério dos judeus, lançou ao feroz Diabo a forma do servo que nada possuía de pecado, para que a causa de todos fosse advogada por aquele único no qual existia, sem a culpa, a natureza de todos. Atiraram-se pois sobre a luz verdadeira os filhos das trevas e, embora usando tochas e lanternas, não escaparam à noite da sua infidelidade, porque não reconheceram o Autor da luz. Apoderam-se d’Aquele que estava preparado para ser preso e arrastam Aquele que queria ser arrastado e que, se quisesse resistir, nada poderiam as ímpias mãos para injuriá-lO: mas a redenção do mundo seria retardada, e, sem sofrer, a ninguém salvaria Aquele que devia morrer pela salvação de todos.
— II —
Deixando portanto que Lhe fizessem tudo quanto ousavam, sob a instigação dos sacerdotes, o furor popular, é conduzido a Anás, sogro de Caifás e em seguida, por ordem de Anás, (é levado) a Caifás. E depois das loucas acusações dos caluniadores, depois das imaginárias falsidades das testemunhas subordinadas, é transferido, por delegação dos pontífices, ao julgamento de Pilatos. Aqueles, com desprezo do direito divino, bradando que “não tinham como rei senão a César”, (Jo. XIX, 15) como pessoas dedicadas às leis romanas, reservaram todo o julgamento ao poder do Governador, antes ansiando pelo executor da violência que pelo arbítrio da causa. Ofereciam Jesus amarrado por fortes laços, batido por numerosos tapas e socos, coberto de escarros, já condenado previamente pelos clamores, para que, no meio de tantos pré-julgamentos, Pilatos não ousasse absolver aquele que todos queriam condenar. O próprio processo mostra que nem ele encontrou culpa no acusado, nem tinha firmeza na sua opinião. O juiz condena a quem declara inocente, entregando o sangue do Justo ao povo iníquo; sangue do qual, pela sua própria inteligência e pelo sonho de sua mulher, sabia dever abster-se. O lavar das mãos não purifica o espírito contaminado e nem é expiado com a aspersão dos dedos o crime cometido com ímpia intenção servil. Excede à culpa de Pilatos o crime dos judeus que, aterrorizando-o com o nome de César e excitando-o com palavras invejosas, provocaram-no à realização da sua maldade. Mas também não foge à culpa aquele que, superado pelas desordens, abandonou o próprio julgamento e participou no crime alheio.
— III —
Pilatos, Diletíssimos, vencido pela loucura do povo implacável, permitiu que Jesus fosse insultado por muitos ludíbrios e vexado por desmedidas injúrias; à consideração dos perseguidores mostrou-O espancado de açoites, coroado de espinhos e revestido com o manto de irrisória veste. Pensou que sem dúvida isso abrandaria os ânimos dos inimigos; que, saturados os ódios invejosos, já não mais julgassem dever ser perseguido Aquele que viam afligido de tantas maneiras. Mas acendendo-se a ira dos que clamavam que soltasse Barrabás por indulgência e que Jesus sofresse a pena da Cruz; como se fosse dito em frêmito uníssono pelas turbas: “Sobre nós o seu sangue e sobre os nossos filhos”, obtiveram os inimigos para a sua própria condenação aquilo que exigiam pertinazmente. “Os seus dentes”, como testemunhou o Profeta, “eram armas e setas e a sua língua um gáudio acerado”. Inútil lhes era conter-se de crucificar com as próprias mãos o Senhor de majestade: atiravam-lhe os dardos letais dos gritos e as flechas envenenadas das palavras. A vós, a vós, ó pérfidos judeus, ó sacrílegos Príncipes do povo, cabe todo o peso deste crime; e conquanto a ferocidade do atentado envolva também o Governador e os soldados, todo o conjunto do acontecimento vos acusa. E tudo aquilo que, no suplício do Cristo, ou foi erro de julgamento de Pilatos, ou complacência da corte, mais ainda vos torna merecedores do ódio do gênero humano, pois pela insistência do vosso furor, nem foi permitido que ficassem inocentes aqueles que não se agradavam da vossa iniqüidade.
— IV —
Como a cegueira dos infiéis judeus assim negasse ser seu rei o Senhor de todas as coisas, foi o Senhor Jesus entregue à vontade dos malfeitores e, para irrisão da régia dignidade, foi-lhe ordenado ser o portador de sua Cruz (para que se cumprisse o que previra o Profeta Isaías dizendo: “Eis que nasceu um menino e nos foi dado um filho que tem o império sobre os ombros”). Portanto, quando o Senhor carregava o lenho da Cruz que converteria para Si em cetro de poder, diante dos olhos dos ímpios era isso uma grande irrisão, mas aos Fiéis se manifestava um grande mistério, pois o gloriosíssimo vencedor do Diabo e debelador potentíssimo das forças inimigas, resplandecente de beleza, carregava o troféu do seu triunfo; e trazia sobre os ombros com paciência inalterável o estandarte da salvação para a adoração de todos os reinos; como para fortalecer então, pela imagem da sua própria ação, todos os seus imitadores, dizendo: “Quem não toma a sua Cruz e segue-Me, não é digno de Mim”.
— V —
Encaminhando-se então as turbas com Jesus para o lugar da execução, apareceu Simão, um certo Cireneu, ao qual foi transferido o lenho da Cruz do suplício, para que também por um tal fato prefigurada a fé dos Gentios, para quem a Cruz de Cristo não seria vergonha mas glória. Não foi coisa fortuita, mas figurada e mística que, assanhando-se os judeus contra o Cristo, aparecesse um estrangeiro para compadecer-se dele, segundo a palavra do Apóstolo: “Se com-padecemos, também co-reinaremos” para que ao opróbrio sacratíssimo do Salvador não fosse submetido algum hebreu ou israelita mas um estrangeiro. Com efeito, por essa transferência também passava da circuncisão para o prepúcio, dos filhos carnais para os espirituais a propriação do Cordeiro Imaculado e a plenitude de todos os sacramentos. Pois se “o Cristo foi imolado”, como diz o Apóstolo, “como nossa Páscoa” que, oferecendo-Se ao Pai como novo e verdadeiro Sacrifício de reconciliação, não foi crucificado no Templo, cuja veneração estava acabada, nem dentro dos muros da cidade, que devia ser destruída em castigo do seu crime, mas fora das portas e do acampamento, isso foi para que, tendo cessado o mistério das antigas vítimas, uma nova hóstia fosse colocada sore um novo altar e a Cruz do Cristo não fosse a ara do Templo, mas a do mundo inteiro.
— VI —
Considerando o Cristo exaltado pela Cruz, não ocorra à nossa mente, Diletíssimos, só aquela visão que esteve nos olhos dos ímpios, a quem foi dito por Moisés: “E tua vida estará pendente ante teus olhos, e temerás dia e noite, e não crerás na tua vida”. Vendo o Senhor crucificado, estes com efeito em nada puderam pensar senão no seu próprio crime, pois não possuíam o temor pelo qual a verdadeira fé se justifica, mas aquele pelo qual a consciência iníqua é torturada. A nossa inteligência porém, que é iluminada pelo Espírito da verdade, recebe com puro e livre coração a glória da Cruz que resplandece no Céu e na terra. Com penetração profunda veja a realização daquelas palavras do Senhor, quando falou sobre o transe da sua Paixão: “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do Homem”; e em seguida: “Agora a minha alma está perturbada, e que direi? Pai, livra-Me desta hora. Mas foi para isto que Eu cheguei até esta hora. Pai, glorifica teu Filho”. E como viesse do céu a voz do Pai, dizendo: “Já o glorifiquei, e ainda o glorificarei”, Jesus, dirigindo-se aos circunstantes, disse: “Não por minha causa essa voz se fez ouvir, mas por vossa causa. Agora é o julgamento do mundo, agora o Príncipe deste mundo será expulso. E quando Eu for elevado da terra, tudo atrairei a Mim”.
— VII —
Ó admirável poder da Cruz! Ó inefável glória da Paixão! Nela o tribunal do Senhor, o julgamento do mundo, o poder do Crucificado. De fato atraíste tudo a Vós, Senhor, e tendo estendido os braços um dia inteiro para o povo infiel e negador que não acreditava em Vós e Vos contradizia, o mundo inteiro recebeu o senso para confessar a Vossa majestade. Tudo atraíste a Vós, Senhor, quando, em execração da ignomínia dos judeus, todos os elementos proferiram a mesma sentença; quando, apagadas as luzes do céu e transformado o dia em noite, agitando-se a terra com movimentos insólitos, toda criatura se recusou ao uso dos ímpios. Tudo atraíste a Vós, Senhor, pois, tendo-se rasgado o véu do Templo, os Santos dos Santos se retiraram dos indignos Pontífices, para que a figura se transformasse na verdade, a profecia, na manifestação, e a Lei, no Evangelho. Tudo atraíste a Vós, Senhor, para que aquilo que era celebrado num único templo da Judéia sob simbolismos obscuros, fosse celebrado em toda parte, pela devoção de todas as nações, num Sacramento pleno e sem véus. Agora, com efeito, é mais gloriosa a ordem dos Levitas, mais ampla a dignidade dos Anciãos, mais sagradas as bençãos, a causa de todas as graças; por ela é dada aos crentes uma força tirada da fraqueza, uma glória do opróbrio, uma vida da morte. Também agora, tendo cessado toda espécie de sacrifícios carnais, a oblação única do Vosso Corpo e Sangue substitui toda a verdade das vítimas: pois Vós sois o verdadeiro “Cordeiro de Deus, Vós que tirais os pecados do mundo”. E assim em Vós perfazei todos os mistérios, a fim de que, assim como um só é o sacrifício em lugar de toda vítima, seja também feito com toda nação um só reino.
— VIII —
Confessemos portanto, Diletíssimos, o que com gloriosa voz confessou o Apóstolo São Paulo, bem-aventurado Mestre das Gentes, dizendo: “Fiel sentença e digna de toda aceitação é que o Cristo Jesus veio a este mundo salvar os pecadores. É mais maravilhosa aqui a misericórdia de Deus para conosco, porque o Cristo não morreu pelos judeus nem pelos santos, mas pelos iníquos e ímpios; e como a natureza divina não podia receber o aguilhão da morte, nascendo de nós Ele assumiu aquilo que por nós podia oferecer (n.t.: uma natureza humana). Já de há muito, com efeito, o poder da sua morte ameaçava a nossa morte, como Ele disse pelo Profeta Oséas: ‘Ó morte, eu serei a tua morte; ó inferno, eu serei a tua perda!’. De fato Ele submeteu-se às leis do inferno, morrendo, mas destruiu-as, ressurgindo; e assim destruiu a perpetuidade da morte, fazendo-a de eterna, temporária.” Assim pois, como todos morrem em Adão, também todos serão vivificados no Cristo”. Faça-se portanto, Diletíssimos, o que diz o Apóstolo São Paulo: “Que os que vivem já não vivam para si, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por todos”, e como as coisas antigas passaram e tudo se fez novo, ninguém permanecerá na caducidade da vida carnal, mas todos, progredindo de dia para dia, renovemo-nos pelo aumento de piedade. Pois por mais que alguém esteja justificado, tem contudo, enquanto está nesta vida, por onde seja mais provado e melhor. Pois quem não progride, regride; e quem nada adquire, não deixa de perder alguma coisa. Compete-nos portanto correr pelos passos da Fé, pelas obras de misericórdia, pelo amor da justiça, a fim de que, celebrando espiritualmente o dia da nossa Redenção, “não com o fermento da antiga malícia e perversidade, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade”, mereçamos ser participantes da Ressurreição do Cristo, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.”

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Relógio da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

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O horto de Getsêmani na paixão da Igreja

“Hoje mais do que nunca na história da História, isto é, a que tem por dono e senhor o Senhor da Criação toda, os acontecimentos parecem demonstrar quase sem dar lugar a dúvidas que a Grande Apostasia referida na carta aos Tessalonicenses prévia à aparição do Homem da Iniqüidade está presente.
No horto de Getsêmani, nosso Senhor, ao assinalar abatido que sua alma tinha uma tristeza de morte, pediu aos apóstolos que o acompanhavam: “Ficai aqui e velai comigo. Rezemos para não cair em tentação.” Contudo em nossos tempos, à semelhança daqueles, nossa atitude se assemelha à de Pedro, João e Tiago que, não entendendo a gravidade do momento apesar das claras advertências de seu Divino Mestre, dormiram.
É que a cotidianidade da convivência com o mal, com a perversidade em todas suas formas possíveis, e sobretudo com o esfriamento da caridade na Igreja nos fez tomar a atitude da rã esquentando-se em fogo lento, acostumando-nos aos poucos ao aquecimento da água, até chegar o momento em que tentar reagir será quase impossível.
Deste modo os Think Tanks da Nova Ordem Mundial trabalharam incansavelmente para fazer da população mundial, por um lado, uma massa tão oprimida que seria capaz de fazer qualquer coisa em troca de um pouco de pão e até de água, e por outro lado, no homem pós-moderno, gerar um estado de relaxamento e apatia tal, de maneira que nos tornemos as rãs antes mencionadas.
Hoje observamos impassíveis as terríveis matanças que se levam a cabo em muitos lugares do mundo; em alguns lugares, perpetradas por fanáticos islâmicos, em outros, com o objetivo de impor-lhes a “deusa democracia” dizendo-lhes como notava o Pe. Castellani: “faz-te livre ou te mato”, e outras, como o caso da Ucrânia, nas quais se pretende cercear países com o ânimo de “ajudar seus habitantes a decidir livremente a que nação querem pertencer”. Isto olvidando o imensíssimo genocídio perpetrado pela Rússia na Ucrânia no Holodomor, onde foram mortos de fome 10 milhões de pessoas em um fato historicamente comprovável e não como outros pretensos “holocaustos” aos quais tanto culto rendem nossos falsos pastores. E tudo isto precisamente com a vênia e o financiamento da alta finança judia e com o trabalho intelectual de abrandamento intelectual e espiritual da Franco-Maçonaria, hoje também enquistada nas altas hierarquias eclesiásticas.
Porém, apesar de ver como se preparam imensos exércitos e se realizam exercícios em grande escala, ou de como se posicionam os sistemas de defesa e de ataque das grandes potências nucleares em estado de alerta máximo, continuamos pensando que a possibilidade de uma 3ª Guerra Mundial não só é longínqua, mas que caso aconteça provavelmente não nos vai afetar, enquanto continuamos tranqüilos vendo nossas judaicas e promíscuas séries favoritas de televisão em HD, com nossa calefação ou refrigeração gerando o âmbito de conforto adequado para desfrutar dos benefícios do mundo moderno.
E uma das técnicas destes arquitetos da pós-modernidade para fazer com que nos sintamos tão tranqüilos é fazer com que nos esqueçamos de Deus, e isso se consegue com mais efetividade não pregando a falta d'Ele, mas tergiversando e desnaturalizando a noção do mesmo.
E ao considerar que Deus é tão misericordioso que não pode condenar ninguém eternamente, a conseqüência lógica é que não se faça nenhum esforço para alcançar a vida eterna. Recordemos Bergoglio dizendo: “O caminho da Igreja é o de não condenar ninguém eternamente”. E assim em várias oportunidades sustentou que os que pretendem ser santos são hipócritas, já que aparentemente, na nova concepção do homem, este ao pretender viver uma vida virtuosa quer ser diferente, e até melhor que os demais em um ato de terrível e imisericordiosa soberba anti-igualitarista, proposta essencialmente oposta à imposta pela deusa democracia, hoje idolatria oficial na neo-igreja e nos países do mundo inteiro. Diz-nos conseqüentemente o “bispo de Roma”: “O lugar privilegiado para o encontro com Jesus Cristo são os próprios pecados”, tergiversando as palavras do apóstolo que disse: “prefiro gloriar-me de minhas fraquezas” (II Cor 12; 9-10) que bem entendido implica que aos débeis e pequenos são dadas as ferramentas necessárias para vencer precisamente estes pecados através da graça, mas não convalidá-los em suas desviadas condutas, como parece pretender Bergoglio ao juntar-se sempre com promotores de vícios nefandos a quem nunca chama a deixar sua vida de pecado, mas a quem em vez disso diz: “quem sou eu para julgar?”.
O que resulta evidente é que a antropocêntrica neo-igreja propõe o vicioso como paradigma de quem pratica uma “virtude de humildade” já que é “sincero” com sua condição de pecador e se “gloria de seus pecados”, diferente de quem pretende viver virtuosamente, ao qual se chama de hipócrita, já que nem sempre faz o que prega e a quem se censuram as quedas, sem ter em conta seus esforços por levantar-se.
Há pouco escutei dizer que não se pode questionar o “papa” porque não somos protestantes, mas que acontece quando é esse “papa” quem promove o protestantismo? Podemos recordar que o vaticano vai participar oficialmente na “celebração” dos 500 anos da Reforma Protestante ou quando Bergoglio disse que para conseguir a união dos “cristãos” (entenda-se corretamente “hereges protestantes”), devemos “deixar de lado questões polêmicas ou apologéticas” e “refinadas discussões teóricas”, entre muitíssimas outras citações e situações similares.
E tornando ao tema do pecado, estas propostas de Bergoglio resultam coerentes com sua lógica sincretista, já que para o luteranismo a salvação não encontra obstáculo em nenhum tipo de viciosas condutas desde que se realize um ato de fé interior, embora se permaneça no pecado. Mas o “bispo de Roma” vai além do protestantismo e leva esta salvação automática a todo tipo de seitas e até aos ateus aos quais se disse que não precisavam crer em Deus para salvar-se, somente “fazer o bem”, tornando completamente desnecessária a Graça Divina e por conseguinte a evangelização, substituindo-a pelo “diálogo e cultura do encontro”.
Apesar destas tristes realidades da oficialidade eclesiástica, não podemos deixar de pregar a verdade evangélica dos novíssimos e a eternidade da “glória” e do inferno, recordando a visão de São João Bosco em suas visões daquele último, em cuja porta havia um cartaz que dizia: “Ubi non est redemptio!”, ou seja, “Aqui não há redenção!”. Isto como um dever essencial de caridade para prevenir os pecadores da necessidade da conversão e do arrependimento para não “serem arrojados ao inferno, ao fogo inextinguível, onde o verme que os rói nunca morre, e o fogo nunca se acaba” (Mc. 9; 45-45).
Relata a beata Catarina Emmerick que na agonia do horto se apresentaram a Jesus as ingratidões dos homens pelos quais Ele se oferecia como vítima expiatória; como através dos tempos sua Igreja se veria inundada de heresias, pela corrupção, frieza e malícia de um infinito número de cristãos, pela mentira e astúcia de doutores orgulhosos, pelos sacrilégios de todos os sacerdotes viciosos, a abominação e a desolação no santuário de Deus. Assinalou a beata: “Jesus viu todos; chorou por eles; quis sofrer por todos os que não o vêem e que não querem levar sua Cruz com Ele à cidade edificada sobre a pedra, à qual foi dado o Santíssimo Sacramento e contra o qual as portas do Inferno não prevalecerão nunca”; e continua relatando: “Jesus Cristo, o Filho do Homem, lutava e juntava as mãos; caía como sobrecarregado sobre seus joelhos e sua vontade humana travava um combate tão terrível contra a repugnância de sofrer tanto por uma raça tão ingrata, que o suor de sangue caía de seu corpo em gotas sobre o solo”.
Por tudo isto, longe de exaltar nossos pecados, não podemos deixar de sofrer por eles, sabendo que Nosso Senhor padeceu imensamente no Horto de Getsêmani ao ter que carregar os mesmos, para expiar em sua natureza humana ditos pecados, apesar de Ele mesmo estar isento deles. E nesta hora de trevas para a humanidade toda e para a Igreja, longe de sentirmo-nos satisfeitos de nós mesmos, estejamos em vez disso preparados para a Grande Tribulação, e desta vez sim atentemos à recomendação de Nosso Senhor ao nos advertir: “Velai e orai para que não caiais em tentação, pois embora o espírito esteja disposto, a carne é fraca” (Mt. 26, 41).”

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Corpus meum dedi percutientibus

“Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio; eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado.” (Isaías 50; 6-7)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Deus, qui hodierna die

“Deus, qui hodierna die per Unigenitum tuum, æternitatis nobis aditum devicta morte reserasti: vota nostra, quæ præveniendo aspiras, etiam adiuvando prosequere. Per eumdem dominum nostrum Iesum Christum filium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia sæcula sæculorum.” (Coleta do Domingo de Páscoa)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Crucifixus etiam pro nobis

“Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3; 16)