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terça-feira, 5 de abril de 2016

O Mistério da Iniqüidade


“O Mistério da Iniqüidade é o ódio a Deus e a adoração do homem. As Duas Bestas são o poder político e o instinto religioso do homem voltados contra Deus e dominados pelo PseudoCristo e pelo Pseudoprofeta. O Obstáculo é, em nossa interpretação, a vigência da Ordem Romana. A Grande Rameira é a religião decomposta e entregue aos poderes temporais, e é também a Roma étnica, onde este Mistério da Iniqüidade se verificou pela primeira vez, aos olhos deslumbrados de João, o último Apocaleta.
A adoração ao homem com o ódio a Deus sempre existiu. “Já opera o Mistério da Iniqüidade – disse São Paulo aos de Tessalônica - ; somente está retido, e vós sabeis qual é o Obstáculo.”
O Mistério da Iniqüidade é o princípio da Cidade do Homem, que luta contra a Cidade de Deus desde o início; é a raiz de todas as heresias e o fogo de todas as perseguições; “é a quietude incestuosa da criatura assentada em sua diferença específica”; é a contínua rebelião do intelecto pecador contra seu princípio e fim, eco multiplicado nas idades do “Não servirei” de Satanás.
O cúmulo do Mistério da Iniqüidade é o ódio a Deus e a adoração idolátrica do Homem.
O Mistério da Iniqüidade tende a materializar-se em corpo político e esmagar os santos. Foi ele quem condenou a Sócrates, perseguiu os profetas, crucificou a Jesus, e depois multiplicou os mártires; e será ele quem destruirá a Igreja, quando, retirado o Obstáculo, encarnar-se em um homem de satânica grandeza, plebeu genial e perverso, talvez de raça judia, de intelecto sobre-humano, de maldade absoluta, a quem Satã emprestará seu poder e sua acumulada fúria.
A Igreja, assistida pelo Espírito Santo, obstaculiza essa manifestação e a reduz, apoiada na ordem humana que o Império Romano organizou em corpo jurídico e político; mas chegará um dia, que será o fim desta idade, em que desaparecerá o Obstáculo. O Espírito Santo abandonará talvez este corpo social histórico, chamado Cristandade, arrebatando consigo à solidão mais total os seus, dando-lhes duas asas de águia para voar ao deserto. E então a estrutura temporal da Igreja existente será presa do Anticristo, fornicará com os reis da terra – pelo menos uma parte ostensiva dela, como já aconteceu em sua história - , e a abominação da desolação entrará no lugar santo. “Quando virdes a desolação abominável entrar aonde não deve, então já é.”
Será o reinado de um Antipapa, ou Papa falso? Será a destruição material de Roma? Será a entronização nela de um culto sacrílego? Não o sabemos. Sabemos que o Apocalipse, ao descobrir a Grande Prostituta, indica com toda precisão “a cidade das sete colinas”: interpretação dada pelo mesmo anjo que a São João endoutrina.”
(Pe. Leonardo Castellani, Cristo Vuelve o No Vuelve)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O modernismo será a religião do Anticristo

“O modernismo é a última evolução do protestantismo liberal e é a heresia mais sutil e complexa que já existiu e pode existir, de modo que sem dúvida será a religião do Anticristo; porque concilia em si as duas notas antagônicas com que São Paulo descreve misteriosamente o Homem do Pecado, e que até hoje pareciam incompatíveis: 1°, será adversário de toda religião e culto; 2°, se sentará no templo fazendo-se adorar como Deus. O modernismo desfaz toda religião existente, apropriando-se não obstante de suas formas exteriores, as quais esvazia de conteúdo para preenchê-las com a idolatria do Homem.”
(Pe. Leonardo Castellani, Comentarios en la Suma de Teologia de Santo Tomás)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Uma descrição dos tempos do Anticristo

“O Homem do Pecado tolerará e se aproveitará de um cristianismo adulterado... Imporá por todas as partes o reino da iniqüidade e da mentira, o governo puramente exterior e tirânico, a “Liberdade” desenfreada dos prazeres e diversões, a exploração do homem; e seu modo de proceder hipócrita e sem misericórdia. Haverá em seu Reino uma estrondosa alegria falsa e exterior, cobrindo o mais profundo desespero.
Em seu tempo acontecerão os mais estranhos distúrbios cósmicos, como se os elementos se houvessem revoltado. A humanidade estará numa grande expectativa e reinará grande confusão e dissipação entre os homens. Rompidos os laços de família, de amizade, de lealdade e bom relacionamento, os homens não poderão confiar em ninguém, e correrá no mundo como um tremor frio, um universal e ímpio “salve-se quem puder”. Será atropelado o que há de mais sagrado e nenhuma palavra terá mais fé, nem pacto algum terá vigor, senão pela força. A caridade heróica de alguns fiéis, transformada em amizade até a morte, manterá no mundo ilhotas de fé; porém mesmo ali, ela estará continuamente ameaçada pela traição e pela espionagem. Ser virtuoso será um castigo em si mesmo e como uma espécie de suicídio”.
(Pe. Leonardo Castellani, Los Papeles de Benjamin Benavides)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O farisaísmo segundo o Pe. Leonardo Castellani

“O farisaísmo é o abuso da corrupção do religioso; e se o religioso é o remédio das corrupções, com que remédio se remediará a corrupção do remédio? (...) O farisaísmo é como sete demônios juntos, ou mais; contudo não parece ser. Se um Magnata Eclesiástico premia a virtude e castiga o vício, é um homem religioso; se não premia nada nem castiga nada, é um nulo; mas se castiga a virtude, isso é farisaísmo; se persegue a santidade, é farisaísmo; se odeia a verdade ou a inteligência, isso é farisaísmo. E isso não tem remédio; porque com aquilo mesmo que havia de se remediar, com isso mesmo ele se dana.”
(Pe. Leonardo Castellani, El Evangelio de Jesucristo)