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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O fim do mundo


“O mundo vai-se acabar quando algum objetivo for atingido pela raça humana. É pura tolice achar que Deus vai subitamente perder a paciência, sentir que todo este negócio caótico já durou demais e decidir acabar o mundo em seguida. Deus, que sabe de todas as coisas eternamente, não tem uma decisão nova como essa a tomar, subitamente ou de outro modo. Deus, ao criá-lo, sabia do fim do mundo.
O objetivo parece ser claramente a completude do Corpo Místico – quando terá alcançado “a perfeição adulta, aquela maturidade que é proporcional ao completo crescimento de Cristo”. Como vimos, o Corpo Místico não é simplesmente uma réplica espiritual de nosso corpo natural. O que será sua maturidade, sua completude, nós não sabemos. Deus o sabe. Quando todos que devem ser incorporados ao Corpo Místico o forem, a raça humana terá alcançado seu mais alto triunfo; não haverá razão ou sentido nenhum em trazer mais seres humanos à existência. Este mundo como nós o conhecemos acabará.”
(Frank Sheed, Theology for Beginners)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Frank Sheed e a perda da graça


“Como perdemos a graça? Pelo pecado mortal, obviamente; uma escolha de nossa própria vontade contra a de Deus, tão séria e deliberada que realmente destrói a união entre nós e Ele. Aqui também precisamos de um toque a mais de exatidão. Pense na graça como se fosse uma árvore – na raiz a fé, acima dela a esperança, acima desta a caridade e, mais acima, todas as folhas e ramos das virtudes morais e dons e bem-aventuranças e frutos. Fé, esperança e caridade são o tronco da árvore. Perde-se cada uma delas com um pecado sério contra a mesma; perder uma faz que percamos a árvore acima dela, mas não necessariamente o que está embaixo. Um pecado contra o amor de Deus não destrói inevitavelmente a esperança ou a fé. Estas só perdemos com pecados que envolvem sua negação direta. Perde-se a esperança, como vimos, com o desespero ou a presunção; a fé, com a descrença.
Mas é a caridade a vivificadora. Ao pecarmos contra ela, perdemos a vida sobrenatural; estamos sem graça santificante. Podemos ainda ter fé e esperança, e elas serão bem reais, mas não salvíficas, não vivificantes. Contudo, não sem valor. Elas podem ser verdadeiras ajudas para o movimento da natureza contra o pecado, que pode levar Deus a energizar a alma uma vez mais pela graça. Um homem que sabe ser Deus alcançável e deseja ir até Ele, mesmo que preso a um pecado ao qual se liga poderosamente, ainda tem uma forte razão para lutar. Mesmo que nada lhe reste senão a fé – a esperança desaparecendo após a caridade –, a crença em Deus, mesmo que ele nada faça a respeito, constitui um ponto de retorno que falta ao homem sem fé; e mesmo em tal caso não precisamos limitar o poder vivificante do Espírito Santo – as preces dos outros podem ainda socorrer um homem que não rezará por si mesmo, ganhando graças atuais às quais o poder do homem em responder não cessa enquanto durar esta vida.”
(Frank Sheed, Theology for Beginners)